Um Deus que incita a vingança e a crueldade?! PARTE 1

“Assim diz JAVÉ dos Exércitos: Eu me recordei do que fez Amaleque a Israel; como se lhe opôs no caminho, quando subia do Egito. Vai pois agora e fere a Amaleque; e destrói totalmente a tudo o que tiver, e não lhe perdoes; porém matarás desde o homem até à mulher, desde os meninos até aos de mama, desde os bois até às ovelhas, e desde os camelos até aos jumentos” (I Sm 15:3). Os amalequitas foram os primeiros a fazerem guerra a Israel no deserto; e por este pecado, juntamente com seu desafio a Deus e sua aviltante idolatria, o Senhor, por meio de Moisés, pronunciara sentença sobre eles. Por determinação divina, a história de sua crueldade para com Israel fora registrada, com a ordem: “Apagarás a memória de Amaleque de debaixo do céu; não te esqueças” (Dt 25:19). Por quatrocentos anos a execução desta sentença fora adiada; mas os amalequitas não se desviaram de seus pecados. O Senhor sabia que este povo ímpio eliminaria da terra, se possível fora, o Seu povo e o Seu culto. Agora era chegada a ocasião para ser executada a sentença, durante tanto tempo retardada.
A paciência que Deus tem exercido para com os ímpios, torna audazes os homens na transgressão; mas o seu castigo não será menos certo e terrível por ser tanto tempo retardado. “JAVÉ Se levantará como no monte de Perazim, e irará, como no vale de Gibeom, para fazer a Sua obra, a Sua estranha obra, e para executar o Seu ato, o Seu estranho ato” (Is 28:21). Para o nosso misericordioso Deus, o infligir castigo é um ato estranho. “Vivo Eu, diz JAVÉ Deus, que não tenho prazer na morte do ímpio, mas em que o ímpio se converta do seu caminho e viva” (Ez 33:11). O Senhor é “misericordioso e piedoso, tardio em iras e grande em beneficência e verdade; … que perdoa a iniqüidade, e a transgressão, e o pecado”. Todavia, “ao culpado não tem por inocente” (Êx 34:6 e 7). Conquanto Ele não Se deleite na vingança, executará juízo sobre os transgressores de Sua lei. É obrigado a fazer isto, para preservar os habitantes da Terra da depravação e ruína totais. A fim de salvar alguns deverá Ele eliminar os que se tornaram endurecidos no pecado. “JAVÉ é tardio em irar-Se, mas grande em força, e ao culpado não tem por inocente” (Na 1:3). Reivindicará com terríveis manifestações a dignidade de Sua lei espezinhada. A severidade da retribuição que aguarda o transgressor pode ser julgada pela relutância do Senhor em executar justiça.
Mas, ao mesmo tempo em que infligia o juízo, Deus Se lembrava da misericórdia. Os amalequitas deviam ser destruídos, mas os queneus, que habitavam entre eles, foram poupados [veja ISm 15:6 e Nm 24:20-23]. Este povo embora não estivesse inteiramente livre da idolatria, eram adoradores de Deus, e mantinham amistosas relações com Israel. Dessa tribo era o cunhado de Moisés, Hobabe [veja Jz 1:16], que acompanhara os israelitas em suas viagens através do deserto, e, pelo seu conhecimento do território, prestara-lhes valioso auxílio.

Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, 527 e 528.

6 comentários em “Um Deus que incita a vingança e a crueldade?! PARTE 1

  • setembro 5, 2011 em 11:54 pm
    Permalink

    Há coisas escritas de duas formas tanto na Bíblia como no Espírito de Profecia. Num momento parece uma coisa, noutro, outra.
    Por exemplo: Deus tentou Abraão, mas Deus a ninguém tenta. Deus incitou Davi a contar o povo, mas Satanás é quem o incitou.
    A respeito de matanças, guerras, dilúvio e Sodoma e Gomorra, olhemos as expressões positivas, não as negativas.
    A única parte da Bíblia escrita pelo próprio dedo de Deus afirma isso: “Não matarás”. Então, é não matarás mesmo.
    Sendo assim, consideremos umas passagens importantes, que privilegiam esse princípio divino:
    “Foi-me mostrado que os juízos de Deus não viriam sobre eles diretamente da parte do Senhor, mas desta maneira: eles se colocam além de Sua proteção. O Senhor adverte, corrige, repreende e indica o único caminho seguro; então, se os que têm sido objeto de Seu especial cuidado seguirem seu próprio rumo, independentemente do Espírito de Deus, e, se depois de reiteradas advertências resolverem fazer sua própria vontade, Ele não encarregará Seus anjos de impedirem os decididos ataques de Satanás contra eles… Os ímpios passaram os limites de seu tempo de graça; o Espírito de Deus, persistentemente resistido, foi, por fim, retirado. Desabrigados da graça divina, não têm proteção contra o maligno” [EVENTOS FINAIS – 2ª edição. Pág. 242 / 17 – As Sete Últimas Pragas e os Ímpios].

    “Doença, sofrimento e morte são obra de um poder antagônico. Satanás é o destruidor; Deus, o restaurador” [A CIÊNCIA DO BOM VIVER – 10ª edição. Pág. 113 / 7 – A Cooperação do Divino com o Humano].

    “Deus não lida conosco como os homens finitos tratam uns aos outros. Seus pensamentos são pensamentos de misericórdia, amor e da mais terna compaixão. Ele diz: ‘Desfaço as tuas transgressões como a névoa, e os teus pecados como a nuvem’ (Isaías 44:22)” [NOSSA ALTA VOCAÇÃO – Pág. 25 – Meditação Matinal 21-01-1962].

    Resposta
  • setembro 5, 2011 em 11:54 pm
    Permalink

    Há coisas escritas de duas formas tanto na Bíblia como no Espírito de Profecia. Num momento parece uma coisa, noutro, outra.
    Por exemplo: Deus tentou Abraão, mas Deus a ninguém tenta. Deus incitou Davi a contar o povo, mas Satanás é quem o incitou.
    A respeito de matanças, guerras, dilúvio e Sodoma e Gomorra, olhemos as expressões positivas, não as negativas.
    A única parte da Bíblia escrita pelo próprio dedo de Deus afirma isso: "Não matarás". Então, é não matarás mesmo.
    Sendo assim, consideremos umas passagens importantes, que privilegiam esse princípio divino:
    “Foi-me mostrado que os juízos de Deus não viriam sobre eles diretamente da parte do Senhor, mas desta maneira: eles se colocam além de Sua proteção. O Senhor adverte, corrige, repreende e indica o único caminho seguro; então, se os que têm sido objeto de Seu especial cuidado seguirem seu próprio rumo, independentemente do Espírito de Deus, e, se depois de reiteradas advertências resolverem fazer sua própria vontade, Ele não encarregará Seus anjos de impedirem os decididos ataques de Satanás contra eles… Os ímpios passaram os limites de seu tempo de graça; o Espírito de Deus, persistentemente resistido, foi, por fim, retirado. Desabrigados da graça divina, não têm proteção contra o maligno” [EVENTOS FINAIS – 2ª edição. Pág. 242 / 17 – As Sete Últimas Pragas e os Ímpios].

    “Doença, sofrimento e morte são obra de um poder antagônico. Satanás é o destruidor; Deus, o restaurador” [A CIÊNCIA DO BOM VIVER – 10ª edição. Pág. 113 / 7 – A Cooperação do Divino com o Humano].

    “Deus não lida conosco como os homens finitos tratam uns aos outros. Seus pensamentos são pensamentos de misericórdia, amor e da mais terna compaixão. Ele diz: ‘Desfaço as tuas transgressões como a névoa, e os teus pecados como a nuvem’ (Isaías 44:22)” [NOSSA ALTA VOCAÇÃO – Pág. 25 – Meditação Matinal 21-01-1962].

    Resposta
  • dezembro 18, 2011 em 5:33 pm
    Permalink

    Relendo o texto, vi nele mesmo mais respostas:
    “Para o nosso misericordioso Deus, o infligir castigo é um ato estranho”.
    Como é que Deus vai fazer ou ordenar fazer algo que é estranho ao Seu comportamento? Deus é Criador, não destruidor!!!

    “Não tenho prazer na morte do ímpio”.
    Que alegria Deus terá em eliminar ou mandar eliminar uma pessoa ou um grupo de pessoas? O que que isso resolveu para Deus ou para o “povo de Deus”? Dado os privilégios, o “povo de Deus” não deveria ser considerado pior do que aqueles?

    A verdadeira vontade e ação de Deus é esta: “Mas em que o ímpio se converta do seu caminho e viva” – “Há alegria no Céu quando um pecador se arrepende”.

    Agora, como Deus conhece o coração, e o futuro, Ele sabia que um dia, ou quatrocentos ou mil anos a mais para aquele indivíduo, ou indivíduos, em nada resolveria para o arrependimento. Portanto, Deus nada mais podia fazer por aquele povo. Foi então entregue para Satanás. Nesse sentido, é dito que Deus usa o mal para combater o mal.
    No caso das expressões humanas do escritor bíblico, não nos esqueçamos do patriotismo, do nacionalismo, das ações bélicas, das vaidades – do dizer que fez coisas que na realidade não fez. Jericó mesmo é um das provas: caiu sem nenhum dedinho dos hebreus para ajudar.

    Será que o ato e a obra estranha de Deus não é deixar de proteger? Não é estranho um pai deixar de amparar um filho? Não é estranho um pai aceitar a sugestão do filho:”pai, não me considere mais seu filho; não me ame mais; nunca mais o meu nome esteja em sua boca; me esqueça”??? A obra estranha é “matar” ou “deixar que morra”???

    Resposta
  • dezembro 18, 2011 em 5:33 pm
    Permalink

    Relendo o texto, vi nele mesmo mais respostas:
    "Para o nosso misericordioso Deus, o infligir castigo é um ato estranho".
    Como é que Deus vai fazer ou ordenar fazer algo que é estranho ao Seu comportamento? Deus é Criador, não destruidor!!!

    "Não tenho prazer na morte do ímpio".
    Que alegria Deus terá em eliminar ou mandar eliminar uma pessoa ou um grupo de pessoas? O que que isso resolveu para Deus ou para o "povo de Deus"? Dado os privilégios, o "povo de Deus" não deveria ser considerado pior do que aqueles?

    A verdadeira vontade e ação de Deus é esta: "Mas em que o ímpio se converta do seu caminho e viva" – "Há alegria no Céu quando um pecador se arrepende".

    Agora, como Deus conhece o coração, e o futuro, Ele sabia que um dia, ou quatrocentos ou mil anos a mais para aquele indivíduo, ou indivíduos, em nada resolveria para o arrependimento. Portanto, Deus nada mais podia fazer por aquele povo. Foi então entregue para Satanás. Nesse sentido, é dito que Deus usa o mal para combater o mal.
    No caso das expressões humanas do escritor bíblico, não nos esqueçamos do patriotismo, do nacionalismo, das ações bélicas, das vaidades – do dizer que fez coisas que na realidade não fez. Jericó mesmo é um das provas: caiu sem nenhum dedinho dos hebreus para ajudar.

    Será que o ato e a obra estranha de Deus não é deixar de proteger? Não é estranho um pai deixar de amparar um filho? Não é estranho um pai aceitar a sugestão do filho:"pai, não me considere mais seu filho; não me ame mais; nunca mais o meu nome esteja em sua boca; me esqueça"??? A obra estranha é "matar" ou "deixar que morra"???

    Resposta

Deixe uma resposta

%d blogueiros gostam disto: