Uma Pessoa maravilhosa chamada Espírito Santo!

Dos membros da Santíssima Trindade, o terceiro é Aquele de quem há menos informações objetivas, precisas, que definam o Seu próprio Ser. O Filho Se tornou um de nós. Sua manifestação foi visível, material, em nosso nível. O Pai foi por Ele revelado. Mas o Espírito permanece um tanto imperceptível, à parte, despretensioso, operando sem auto-projeção, não Se impondo, não falando “de Si mesmo” (João 16:13). E no próprio ato do desprendimento, Ele cumpre a divina obra que O faz conhecido. É parte de Sua glória exaltar e glorificar o Filho, e através do Filho, o Pai, fazendo com que a revelação de ambos se efetive na consciência humana. Que exemplo de abnegação! No quarto Evangelho, o Espírito executa sete atividades, todas em exaltação a Jesus:
1) Ensinar, e
2) Fazer lembrar tudo o que Jesus disse – João 14:26.
3) Dar testemunho de Jesus – João 15:26.
4) Convencer do pecado, porque o mundo não crê em Jesus; da justiça, porque Ele
foi para o Pai; e do juízo, porque Satanás foi julgado e derrotado – João 16:8.
5) Guiar a toda a verdade, e Jesus é a verdade (14:6) – João 16:13.
6) Declarar ou anunciar, o que Jesus, da parte do Pai, Lhe entrega – João 16:13,
14 e 15.
7) Glorificar a Jesus – João 16:14.
O Apocalipse refere-se a Ele como os sete Espíritos de Deus (Apoc. 1:4 e 5; 4:5). Sete é o número da plenitude. O Espírito alcança a plenitude nesta atividade cristocêntrica sétupla. Isso é tão fundamental para o plano da redenção, que, sem a atuação do Espírito, seria como se Jesus nunca tivesse encarnado e Deus nunca tivesse Se manifestado. Ele habilita o homem a entender a salvação e responder positivamente a ela. Sem Ele, a Igreja não poderia cumprir Sua missão, e estaríamos fadados a permanecer neste mundo indefinidamente.
Objeto de especulação – Talvez o fato de existir pouca informação sobre o Espírito Santo faz com que uma conceituação sobre Ele se torne mais susceptível de especulação. Nos dias de Ellen G. White, havia aqueles que afirmavam que o Espírito era uma “luz derramada” e “uma chuva caída”. Ela condenou esse tipo de especulação por rebaixar a Deus. (Evangelismo, p. 614). Mais afrontoso ainda é toma-Lo por uma criatura. Há os que acreditam que Ele e Gabriel se equivalem. A inspiração nega isso fazendo clara distinção entre ambos no registro das palavras deste anjo a Maria:”Descerá sobre ti o Espírito Santo…” (Luc. 1:35). Gabriel não poderia estar falando de si mesmo. E Ellen G. White assegura que o seguidor de Jesus pode sentir-se confiante e seguro no conflito “contra as hostes espirituais da maldade”, porque “mais que anjos estão nas fileiras. O Espírito Santo, o representante do Capitão do exército do Senhor, desce para dirigir a batalha.” – O Desejado de Todas as Nações, p. 352. Rebaixar o Espírito Santo à categoria de anjo é, na realidade, minimizar o poder de Deus, algo muito a gosto de Satanás. Outra forma especulativa no tratamento de tão sublime tema, é despojar o Espírito de Sua personalidade. As chamadas Testemunhas de Jeová afirmam que Ele é apenas uma influência ou energia – o poder de Deus. Esta idéia é tão antiga quanto o século III, quando Paulo de Samosata a difundiu. No tempo da Reforma, Lécio Socino e seu sobrinho Fausto propagaram a teoria. Não há como negar que este conceito rebaixa o valor do Espírito Santo para a Igreja. L. E. Froom a isto se refere quando afirma que negar a personalidade do Espírito não é “mera questão técnica, acadêmica ou simplesmente teórica. É de suprema importância e do mais elevado valor prático. Se Ele é uma Pessoa divina e O consideramos como impessoal, estamos roubando desta Pessoa divina a deferência, honra e amor que Lhe são devidos. E mais: Se o Espírito é mera influência ou poder, podemos então procurar apropriar-nos dEle e usá-lo.” – A Vinda do Consolador, p. 40. À página 36 da edição castelhana acrescenta-se ao final deste parágrafo: “Mas se O reconhecemos como Pessoa, estudaremos como nos submeter a Ele de modo que nos use segundo Sua vontade.” “Não – continua Froom -, o Espírito Santo não é uma tênue, nebulosa influência imanente do Pai. Não é algo impessoal, vagamente reconhecido, apenas um invisível princípio de vida… Jesus foi a personalidade mais influente e marcante neste velho mundo, e o Espírito Santo foi designado para preencher Sua vaga. Nada a não ser uma Pessoa poderia substituir aquela maravilhosa Pessoa. Nenhuma simples influência seria suficiente.” – Ibidem, pp. 41 e 42. Para substituir uma pessoa maravilhosa, só outra pessoa maravilhosa. Alguns se valem do fato de a Bíblia identificá-Lo como Espírito de Deus ou de Cristo (I João 4:2; I Cor. 3:16; Gal. 4:6; I Ped. 1:11, entre outros textos), para afirmar que o Espírito Santo é algo inerente a Deus, tal como a Sua energia ou virtude. Todavia, a fórmula indica procedência e não inerência (cf. João 14:26; 15:26). Pode também indicar que Sua obra é executada em subordinação ao Pai e ao Filho. Parte desta obra é a representação vicária de ambos neste mundo. De fato, Jesus prometeu aos discípulos que retornaria para eles na pessoa do Espírito Santo (João 14:16-18 e 23). Outro expediente utilizado pelos que rejeitam a personalidade do Espírito Santo tem a ver com o gênero neutro do grego pneuma, espírito. “A Bíblia não empregaria uma palavra neutra para identificar uma personalidade”, dizem. Contra essa hipótese se verifica que o termo é usado em referência a entidades reconhecidamente pessoais. “São todos eles espíritos ministradores…”, afirma o escritor sagrado acerca dos anjos (Heb. 1:14). Além disso, o Novo Testamento emprega fartamente pronomes pessoais gregos em referência ao Espírito Santo. Apenas em João 14-16 isso ocorre 24 vezes, e Ele próprio faz referência a Si com o pronome pessoal: “Disse-lhe o Espírito [a Pedro]: Estão aí dois homens que te procuram; levanta-te, pois, desce e vai com eles, nada duvidando, porque Eu os enviei” (Atos 10:19 e 20). Deve-se notar, finalmente, que o título Parákletos, aplicado ao Espírito Santo e vertido Consolador em nossas Bíblias, subentendendo a Sua personalidade. Etimologicamente significa alguém chamado para estar ao lado de, “advogado” e “conselheiro”, sendo apropriados equivalentes em português. Condenando as especulações, o Espírito de Profecia adverte: “A natureza do Espírito Santo é um mistério. Os homens não a podem explicar, porque o Senhor não lho revelou. Com fantasiosos pontos de vista, podem-se reunir passagens da Escritura e dar-lhes um significado humano; mas a aceitação desses pontos de vista não fortalecerá a Igreja. Com relação a tais mistérios – demasiado profundos para o entendimento humano – o silêncio é ouro.” – Atos dos Apóstolos, p. 52.
Um Ser pessoal – Quando Ellen G. White afirma que “a natureza do Espírito Santo é um mistério”, não quer ela dizer que nada podemos saber sobre Ele. Aquilo que a Revelação nos transmite não é especulação; é a realidade, é o nosso dever aceitar por fé. Dois pontos sobre o Espírito Santo estão devidamente assentados nas páginas sagradas: Ele é uma pessoa, e é Deus. “O Espírito Santo tem personalidade, do contrário não poderia testificar ao nosso espírito e com nosso espírito que somos filhos de Deus. Deve ser também uma pessoa divina, do contrário não poderia perscrutar os segredos que jazem ocultos na mente de Deus.” – Evangelismo, p. 617. A personalidade do Espírito Santo é claramente inferida do testemunho bíblico. As seguintes referências não deixam dúvida a respeito:
1) Ele é citado entre pessoas: “Pois pareceu bem ao Espírito Santo e a nós não vos impor maior encargo” (Atos 15:28). Além disso, Ele aparece na fórmula batismal junto ao Pai e ao Filho (Mat. 28:19); seria redundância Jesus mencionar o Espírito Santo, tendo já mencionado o Pai, fosse Ele a mera energia dEste; também não faria sentido Jesus ordenar o batismo em nome de uma Pessoa, o Filho, e agora em nome de uma energia, o Espírito.
2) Ele é Senhor (II Cor. 3:17 e 18). Este termo define personalidade e divindade quando
aplicado ao Pai e ao Filho; por que não quando aplicado ao Espírito?
3) Ele possui mente (Rom. 8:27). O termo grego traduzido “mente” neste texto em algumas versões é phrónema (alguma coisa que se tem em mente, que passa pela mente, o pensamento), em contraste com nous (a mente como sede da consciência, da reflexão, da percepção, do entendimento, do julgamento crítico e da determinação). O importante é que phrónema pressupõe a existência de nous. Apenas um ser pessoal é dotado de nous, e pode exercer phrónema. O Espírito Santo é um ser pensante, o que implica inteligência. Ele não pode ser menos que uma pessoa.
4) Ele tem sentimentos:
* pode ser contristado – Efé. 4:30
* expressa anseio – Tia. 4:5
* possui alegria – I Tess. 1:6
* ama – Rom. 15:30
* expressa vontade – I Cor. 12:11
5) Pode, e deve, ser mantida comunhão com Ele (Fil. 2:1; II Cor. 13:13). Não se atém comunhão com uma energia.
6) Não é mero poder, mas tem poder (Rom. 15:19) Seria outra redundância a Bíblia falar do poder do Espírito Santo, fosse Ele mero poder; seria “o poder do poder”!
7) Pode-se mentir a Ele (Atos 5:3). Mente-se a uma pessoa e não a uma energia.
8) Pode-se-Lhe resistir (Atos 7:51). É possível cumprir o papel de um resistor (componente que impede ou atenua, o fluxo de da corrente elétrica) para com o Espírito Santo? Sim, e isto o pecador faz quando, diante do apelo divino, prefere permanecer no erro. Mas isso não significa que o Espírito Santo não seja uma pessoa, pois não é apenas a uma energia que se resiste. Pessoas também podem ser resistidas, incluindo Deus. (11:17). O texto fala de se resistir às claras evidências da verdade, apresentadas pelo Espírito Santo.
9) Pode-se guerrear contra Ele (Gal. 5:17) O que é uma intensificação de resistência ao
Espírito Santo.
10) Pode-se ultrajá-Lo (Heb. 10:29) Como é possível ultrajar uma energia? Ultrajar se liga naturalmente ao sentido de afrontar, insultar, difamar, injuriar, ofender, deprimir, vilipendiar, desacatar, vituperar, envergonhar. Como se pode fazer tudo isso a uma energia?
11) Pode-se blasfemar contra Ele como se blasfema contra o Filho (Mat. 12:31). É possível blasfemar contra uma energia? Blasfema-se contra uma pessoa, como é o caso de Jesus aqui.
12) Ele executa específicas funções próprias, não de uma energia, mas de uma pessoa:
* sonda, perscruta a Deus – I Cor. 2:10
* concede dons para a edificação da Igreja – I Cor. 12:7 (em outras palavras, ao conceder dons à Igreja o Espírito Se dá a ela)
* contende com pecadores – Gên. 6:3
* ordena sobre itens relevantes para a obra de Deus – Atos 8:39; 10:19 e 20
* envia pessoas no processo do cumprimento de alguma missão – Atos 10:19 e 20
* ensina o que uma vez ouviu – João 16:13 (ouvir não é próprio de uma energia), ver também 14:26; I Cor. 2:13
* revela, especialmente pelo exercício profético – Atos 1:16; II Ped. 1:21; I Tim. 4:1
* testifica através da intuição na consciência, nem como com o testemunho da Igreja – Rom. 8:16; Atos 5:32; Apoc. 22:17
* move o agente humano na captação da revelação divina – I Ped. 1:21
* incute novas realidades ainda não percebidas – Heb. 9:8
* indica a correta compreensão do que é revelado – Ped. 1:11
* guia os filhos de Deus – Rom. 8:14, inclusive na busca de “toda a verdade” – João 16:13
* assiste nas fraquezas – Rom. 8:26
* intercede corrigindo nossas orações – Rom. 8:26
* produz frutos na vida dos que se submetem a Ele – Gál. 5:22 e 23
* lava e renova, o que resulta em salvação – Tito 3:5. Em João 3:5 e 6 este ato é referido por Jesus em termos do novo nascimento
* escreve a lei de Deus nas tábuas do coração – II Cor. 3:3
* santifica – II Tess. 2: 13; I Ped. 1:2
* sela os que são de Deus – Efé. 1:13
Conclusão – Que pessoa maravilhosa é o Espírito Santo! Que humildade que interesse, que desvelo! Ele nos ama a ponto de instar conosco a que sejamos salvos. Ele está disposto a aplicar em nossa vida a obra redentora da cruz em toda a sua extensão. A exemplo do Pai e do Filho, Ele anseia por nossa presença no reino de Deus. Já lhe agradecemos por isso? De fato, Ele é um precioso Amigo. Se O resistirmos, magoá-Lo-emos, e Ele poderá Se afastar triste e pesaroso por nossa indelicadeza e apego àquilo que resultará em nossa infelicidade permanente. Mas se O acolhermos, Ele tomará posse do nosso ser, far-nos-á crescer até a semelhança com Jesus e até colocar os nossos pés na cidade celestial. “Hoje, se ouvirdes a Sua voz, não endureçais o vosso coração” (Heb. 4:7).
Fonte: Dr. José Carlos Ramos, Revista Adventista, agosto de 2001. Correção ortográfica por Hendrickson Rogers.

A sabedoria de Provérbios 8

Diferentes teorias foram propostas ao longo da história do cristianismo para identificar a “sabedoria” mencionada em Provérbios 8:22-31. Alguns teólogos do 2º século d.C. a viam como sendo o Espírito Santo. Já no 3º século, essa interpretação deu lugar a uma generalizada identificação dela com Cristo, a segunda pessoa da divindade. Comentaristas mais recentes continuam discutindo se ela foi realmente uma companheira (ser distinto) do Senhor em Sua obra criadora ou meramente uma característica (atributo) dEle. Para compreendermos a sabedoria de Provérbios 8:21-31, devemos ter em mente: (1) que ela não é apresentada como um ser divino em nenhuma das demais passagens de Jó, Provérbios e Eclesiastes onde aparece personificada; (2) que ela assume neste texto as prerrogativas divinas de haver existido com Deus antes da obra da criação e de haver sido o “arquiteto” dessa obra; e (3) que ela é descrita como havendo nascido antes da obra da criação (versos 24 e 25). Reconhecendo a Cristo como a “sabedoria de Deus” (I Coríntios 1:24 e 30) e Aquele “em quem todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento estão ocultos” (Colossenses 2:3), o Novo Testamento também O identifica como igual a Deus o Pai, e por conseguinte, coeterno com Ele (Filipenses 2:6-7; Colossenses 2:8-9; Hebreus 1:2-3). Assim, se a sabedoria mencionada em Provérbios 8:22-31 teve realmente um início (como sugere a expressão “eu nasci” nos versos 24 e 26), então ela não pode ser a pessoa eterna de Cristo ou um dos atributos eternos do Pai, mas apenas uma manifestação específica da eterna sabedoria de Deus em Cristo na obra da criação, descrita pelo próprio texto em consideração (ver João 1:1-5 e 10; Colossenses 1:15-17; Hebreus 1:1-14; Apocalipse 3:14).
Fonte: Dr. Alberto R. Timm, Revista Sinais dos Tempos, julho de 1997.

Um convite à reflexão para nossos irmãos muçulmanos e da Igreja “do véu”

Em I Coríntios 11:2-16, Paulo afirma que “todo homem que ora ou profetiza, tendo a cabeça coberta, desonra a sua própria cabeça” (verso 4), ao passo que “toda mulher … Que ora ou profetiza com a cabeça sem véu desonra a sua própria cabeça” (verso 5). Endossando o uso do véu pelas mulheres que oram ou profetizam, Paulo estava em conformidade com o costume oriental (judaico e árabe) da época. Mas ao afirmar que os homens não deveriam cobrir a cabeça em tais circunstâncias, ele estava rompendo diretamente com a tradição judaica, que ainda hoje continua ordenando o oposto. Para compreendermos essa distinção entre o homem e a mulher, quanto a cobrir ou não a cabeça, devemos ter em mente, em primeiro lugar, que Paulo está se referindo aqui ao véu como um “sinal de estar sob a autoridade de outrem” (Leon Morris). Essa distinção baseava-se no princípio de que cristo é “o cabeça de todo homem, e o homem, o cabeça da mulher” (verso 3). Por conseguinte, se a mulher deixasse de usar o véu, ela estaria assumindo uma atitude de desonrosa insubordinação para com o seu marido. Por outro lado, se o homem passasse a cobrir a cabeça, ele estaria negando “ser ele imagem e glória de Deus” (verso 7), reconhecendo o senhorio de outra autoridade em sua vida. Mas essa subordinação funcional da mulher à autoridade do homem não pode ser isolada da declaração paulina de igualdade essencial entre ambos os sexos. Nos versos 11 e 12, Paulo é claro em asseverar: “No Senhor, todavia, nem a mulher é independente do homem, nem o homem, independente da mulher. Porque, como provém a mulher do homem, assim também o homem é nascido da mulher; e tudo vem de Deus”. Esse mesmo conceito de igualdade essencial é enunciado também em Gálatas 3:28: “Dessarte, não pode haver judeu nem grego; nem escravo nem liberto; nem homem nem mulher; porque todos vós sois um em Cristo Jesus”. As referências em I Coríntios 11:2-16 às “tradições” (verso 2) e aos “costume[s]” (verso 16) parecem corroborar a noção de que o uso litúrgico do véu era apenas uma norma cultural, em harmonia com o estilo do vestuário cristão oriental da época, e não um mandamento normativo para as demais culturas que não possuem tal costume. Como cristãos, devemos romper apenas com os elementos de nossa cultura que estejam em direta oposição aos princípios universais da palavra de Deus. Exigir, ainda hoje, que as mulheres cubram a cabeça com um véu ao adentrarem um templo ocidental é uma imposição legalística e artificial.
Fonte: Dr. Alberto R. Timm, Revista Sinais dos Tempos, março de 1999. 

O corante carmim de cochonilha e os biscoitos recheados sabor morango

Dê uma olhadinha no seu jardim e, talvez, você conheça pessoalmente o Cochonilha!

No Brasil, a cochonilha é também uma praga de jardim. A primeira evidência de que a planta está infestada é o aparecimento de bolinhas brancas que parecem ser de algodão nos caules, próximos às folhas. Elas sugam a planta, roubando sua seiva, alojando-se principalmente na parte inferior das folhas e dos brotos. Para defender-se da predação por outros insetos, produz ácido carmínico, que extraído de seu corpo e ovos é utilizado para fazer o corante alimentício que leva seu nome. O corante de cor vermelho-escura é utilizado em larga escala pela indústria cosmética (shampoo, batons, etc.) e alimentícia, emprestando sua cor a biscoitos sabor morango, gelados de frutas vermelhas, leites de soja sabor morango, geléias, sobremesas, sendo também utilizado em medicamentos e roupas. Pode causar reações alérgicas em algumas pessoas. Normalmente especificado como “Corante natural carmim de Cochonilha”, C.I. 75470 ou E120 as composições dos produtos. Para produzir apenas 450 gramas deste corante precisam de ser mortos cerca de 70.000 insetos. Bilhões de animais são criados e destruídos todos os anos na fabricação deste corante. Como alternativa a este corante poderia ser utilizado sumo de beterraba, que não possui qualquer toxicidade. Ou, no caso dos alimentos, simplesmente nada, pois um corante não acrescenta benefícios aos produtos. Antes de comprar estes produtos verifiquem os ingredientes que contem no rótulo Vejamos o que diz a Bíblia sobre o consumir tais coisas:

Levitico 11
20
Todo inseto que voa, que anda sobre quatro pés será para vós outros abominação.||Português: João Ferreira de Almeida Revista e Atualizada||Levítico||11||20

21
Mas de todo inseto que voa, que anda sobre quatro pés, cujas pernas traseiras são mais compridas, para saltar com elas sobre a terra, estes comereis.||Português: João Ferreira de Almeida Revista e Atualizada||Levítico||11||21

22
Deles, comereis estes: a locusta, segundo a sua espécie, o gafanhoto devorador, segundo a sua espécie, o grilo, segundo a sua espécie, e o gafanhoto, segundo a sua espécie.

41
Também todo enxame de criaturas que povoam a terra será abominação; não se comerá.||Português: João Ferreira de Almeida Revista e Atualizada||Levítico||11||41

42
Tudo o que anda sobre o ventre, e tudo o que anda sobre quatro pés ou que tem muitos pés, entre todo enxame de criaturas que povoam a terra, não comereis, porquanto são abominação.||Português: João Ferreira de Almeida Revista e Atualizada||Levítico||11||42

43
Não vos façais abomináveis por nenhum enxame de criaturas, nem por elas vos contaminareis, para não serdes imundos.||Português: João Ferreira de Almeida Revista e Atualizada||Levítico||11||43

44
Eu sou o SENHOR, vosso Deus; portanto, vós vos consagrareis e sereis santos, porque eu sou santo; e não vos contaminareis por nenhum enxame de criaturas que se arrastam sobre a terra.

Lembrem-se, nosso corpo é o templo do Espírito Santo (I Co 6:19,20) 

Fonte: Advento 7

NOTA: O dicionário informa: Cochonilha “denominação comum a diversos insetos homópteros, parasitas, que se alimentam de seiva vegetal. Algumas espécies. podem se tornar pragas agrícolas. Corante vermelho obtido da cochonilha-do-carmim, usado na indústria alimentícia e farmacêutica”. Então, para não sermos tão enganados pelos anjos maus, vamos seguir os conselhos paulinos: “aplica-te à leitura”, (I Tm 4:13), não só da Bíblia! E “ponham à prova todas as coisas e fiquem com o que é bom” (I Ts 5:21, NVI). Hendrickson Rogers

Muitas denominações religiosas inclusive nos tempos de Jesus Cristo

Para que tenhamos uma melhor compreensão dos Evangelhos é necessário entender um pouco do contexto em que Jesus veio, principalmente percebendo a influência política e filosófica que dominava o povo daquele tempo. Veja a seguir 10 dos principais grupos que dominavam o pensamento judeu:
 
João Batista, pregava o arrependimento de pecados. Imagem: Google

JUDEUS MESSIÂNICOS – pregavam o verdadeiro Evangelho do arrependimento
Muitos caem no erro de achar que a mensagem do arrependimento de pecados foi inaugurada por Jesus, no entanto desde que o pecado entrou no mundo é essa a forma que Deus usa para a salvação. No período intertestamentário percebemos que haviam crentes sinceros que além de serem pessoas arrependidas criam que o Messias iria chegar para nos salvar. Creram que Jesus era o Salvador!


Reunião dos fariseus. Imagem: filme Jesus de Nazaré



FARISEUS – considerados Rabinos (mestres), responsáveis pelo ensino da Talmud
Os fariseus eram um grupo político e religioso surgido no período intertestamentário, formado por alguns ricos, porém aberto a pessoas com menor poder econômico. Buscavam seguir rigidamente a lei de Moisés (aceitavam também o restante dos livros do Antigo testamento), acreditavam que a observância total da lei os faziam “justos” diante de Deus, para não se contaminarem evitavam estar onde “pecadores e publicanos” estavam. Jesus combateu suas práticas.

Saduceus em acusação a Jesus. Imagem: filme Paixão de Cristo



SADUCEUS – elite judaica que não criam na ressurreição dos mortos
Também eram um grupo político e religioso judeu na época de Jesus, porém eram mais influentes. Era formada pela elite do povo e tinham forte ligação com o poder romano. Guardavam a lei apenas da Torá (livros escritos por Moisés) e não aceitavam a ressurreição, nem os anjos. Geralmente os sumo sacerdotes eram ligados aos saduceus. Nos evangelhos vemos Jesus os repreendendo por seus ensinos.
Escriba judeu – Karro Art. Imagem: judaica-art.com




ESCRIBAS – responsáveis pela tradição dos anciãos
Os escribas surgiram como copistas reais inicialmente no reinado de Salomão. Porém, após o retorno do cativeiro babilônico os escribas ganharam maiores responsabilidades, sendo considerados doutores da lei. Para alguém exercer tal função deveria começar seus estudos aos 14 anos e só eram aptos para legislar após os 40.  Tinham forte ligação com os fariseus e foram acusados por Jesus por colocarem regras pesadas demais para suportar, onde nem os mesmos conseguiam seguir. 

Peter Strauss, um zelote na minissérie Massada. Imagem: BíbliaCenter



ZELOTES – lutavam pela libertação política de Israel
Os zelotes eram um grupo político revolucionário de Israel que lutavam contra a dominação romana. Um dos apóstolos, Simão, era participante desse grupo. Barrabás, que foi liberto no lugar de Cristo, também era militante dos zelotes, inclusive foi preso após cometer homicídio em uma rebelião. Tiveram grande influência na tentativa frustrada de sedição contra o Império Romana, no ano 70 d.C.
Essênios no deserto. Imagem: National Geographic



ESSÊNIOS – grupo separatista judaico que vivia no deserto
Esse grupo formou-se provavelmente na mesma época do que os fariseus. Eram judeus que seguiam estritamente as regras da lei e criam em todo o Antigo Testamento. Tinham hábitos bem peculiares como viver em regiões isoladas, vestir branco, não se casavam e se purificavam antes de comer.  Ficaram bem conhecidos devido aos Pergaminhos do Mar Morto, encontrados em Qumran, um dos refúgios deles.

Rei Herodes. Filme: Jesus, o Natal.



HERODIANOS – criam que o Messias era Herodes
O termo Herodiano é relacionado ao rei dos judeus, Herodes, o Grande, e designa todos os personagens históricos que tinham laços consaguíneos com ele. Partidário de Herodes, o grande. Formava uma seita para sustentar que o rei Herodes seria o Messias. Alguns apontam que o motivo de ele ficar tão irado com a notícia da chegada do Messias era que ele mesmo se considerava o verdadeiro enviado de Deus.
 
Universum, obra gnóstica. Pintura: Hugo Heikenwalder



GNÓSTICOS – conceito filosófico-religioso que defendia o dualismo
Influenciado por filósofos como Platão, o Gnosticismo é baseado em duas premissas falsas. Primeiro, essa teoria sustenta um dualismo em relação ao espírito e à matéria. Os Gnósticos acreditam que a matéria é essencialmente perversa e que o espírito é bom. Como resultado dessa pressuposição, os Gnósticos acreditam que qualquer coisa feita no corpo, até mesmo o pior dos pecados, não tem valor algum porque vida verdadeira existe no reino espiritual apenas. Seu conceito já existia na época de Jesus, porém foi mais forte no início da igreja primitiva.
Coletores de impostos. Pintura: Marinus van Raymerswaele.



PUBLICANOS – coletores de impostos do Império Romano
Publicano é o nome dado aos coletores de impostos nas províncias do Império Romano. Eram detestados pelos judeus e muitas das vezes envolviam-se em corrupção cobrando das pessoas além do que deveriam. E sofriam um grande repúdio da casta religiosa dos fariseus. Mateus, o evangelista, foi publicano e Zaqueu (publicano bastante conhecido por sua corrupção) também chegou a se converter.



FILOSÓFOS GRECO-ROMANOS – a filosofia dos deuses do Olimpo
É o conjunto de mitos e lendas das tradições gregas e romanas da antigüidade que fundiram-se com a conquista da Grécia pelo império romano. Sabemos que essa mitologia teve uma influência direta e indireta na época de Jesus, pois Israel passou sendo por muito tempo dominada pelos gregos e nos Evangelhos quem estava no poder eram os romanos. [Fonte]
NOTA: As denominações religiosas ou igrejas (como também são conhecidas) têm existido paralelamente  apos o Éden por, pelo menos, dois motivos: (1) a busca pela verdade (At 17:11) enquanto a progressiva luz de Deus, a própria Verdade, é derramada proporcionalmente ao querer humano e (2) o zelo satânico de afastar as famílias da Verdade, por meio de tradições, doutrinas sem apoio bíblico e espiritualismo (o falso viver no Espírito, onde o pecador pisa a Bíblia e afirma que quem o guia é o Espírito Santo. Um exemplo: o falso dom de línguas nas igrejas pentecostais!); confira II Co 4:3 e 4 e 11:14 e 15. E você, no que crê? No que a Palavra de Deus ensina ou no que a palavra dos falsos pastores espalhados em todas as denominações religiosas prega? A decisão é sua. “Por esta razão, também nós, desde o dia em que o ouvimos, não cessamos de orar por vós e de pedir que transbordeis de pleno conhecimento da sua vontade, em toda a sabedoria e entendimento espiritual; a fim de viverdes de modo digno do Senhor, para o seu inteiro agrado, frutificando em toda boa obra e crescendo no pleno conhecimento de Deus” (Cl 1:9,10). Hendrickson Rogers 

Apocalipse 18 – uma introdução

Como os demais capítulos do grande Apocalipse, este capítulo apresenta a “Revelação de Jesus Cristo, que Deus Lhe deu para mostrar aos Seus servos as cousas que em breve devem acontecer”. Aproveito a introdução desta pesquisa para estimular a você, amigo estudante, a separar um tempo para a leitura seguida de uma escavação do livro da Revelação! É contraditório amar a Jesus e não amar Suas revelações, não acha? Talvez o conteúdo do último livro da Bíblia pareça definitivamente obscuro. Mas, a Matemática da 7ª série [8° ano] também não foi meio complicada? Ou, pra você que possuía e provavelmente ainda possui uma mente inclinada a cálculos, a Literatura e a Geografia geralmente não tinham muito significado, quando foram estudadas em sua época colegial! Sua mente hoje, sem dúvida, tolera as áreas de conhecimentos que lhe são necessárias para seu bom desempenho profissional, ainda que esses mesmos assuntos tenham lhe causado sérios desagrados anos atrás… Se é possível essa adaptação mental de modo que consigamos viver razoavelmente bem sucedidos, quão infinitamente possível é gostarmos das revelações de Jesus e as compreendermos – por amor a Ele e para nosso inestimável sucesso! Apesar de Ele ter entregado a Revelação de Deus a anjos e homens, para que estes transmitissem a Seus outros filhos, é o próprio Deus quem nos faz receber e assimilar sua Revelação, “pois nEle vivemos, e nos movemos, e existimos”! (Veja Atos 17:22-28)
Verso 1
Depois destas cousas
Devemos entender aqui que João recebeu o conteúdo desse capítulo logo após a recepção do conteúdo de Apocalipse 17. João NÃO está dizendo: “Assim que se cumprir o capítulo 17, será cumprido o capítulo 18”. Como prova disso, volte ao capítulo 7 e confira: “Depois disto, vi…”, diz João no verso primeiro, relatando a partir daí o selamento do povo de Deus mesmo tendo acabado de relatar a volta de Jesus nos últimos versos de Apocalipse 16! (Veja ainda a página 26). Parece irrelevante essa análise inicial, mas ela traz à cena uma marcante característica do Apocalipse: a ordem de seus capítulos (e mesmo a dos versos) não define a ordem dos acontecimentos revelados neles!
Vi descer do céu outro anjo, que tinha grande autoridade, e a terra se iluminou com a sua glória. Então, exclamou com potente voz (verso 2)
A linguagem figurada da visão de João nos revela os mensageiros de Jesus, guiados pela providência divina, que possuíam enorme autoridade em sua maneira de levar avante sua missão – proclamar o último chamado de Deus a Seus filhos que se encontram em Babilônia! E todos os continentes, sem a exceção de um único Estado ou pequeno povoado do mundo, foram iluminados pela manifestação do caráter de Deus na vida desses mensageiros, como nunca antes! “O anjo que se une na proclamação da mensagem do terceiro anjo, deve iluminar a Terra toda com a sua glória. Prediz-se com isto uma obra de extensão mundial e de extraordinário poder. O movimento adventista de 1840 a 1844 foi uma manifestação gloriosa do poder de Deus; a mensagem do primeiro anjo foi levada a todos os postos missionários do mundo, e nalguns países houve o maior interesse religioso que se tem testemunhado em qualquer nação desde a Reforma do século XVI; mas isto deve ser superado pelo poderoso movimento sob a última advertência do terceiro anjo. “Esta obra será semelhante à do dia de Pentecoste. Assim como a ‘chuva temporã’ foi dada, no derramamento do Espírito Santo no início do evangelho, para efetuar a germinação da preciosa semente, a ‘chuva serôdia’ será dada em seu final para o amadurecimento da seara. “A grande obra do evangelho não deverá encerrar-se com menor manifestação do poder de Deus do que a que assinalou o seu início. “Servos de Deus, com o rosto iluminado e a resplandecer de santa consagração, apressar-se-ão de um lugar para outro para proclamar a mensagem do Céu. Por milhares de vozes em toda a extensão da Terra, será dada a advertência. Operar-se-ão prodígios, os doentes serão curados, e sinais e maravilhas seguirão aos crentes. “A mensagem há de ser levada não tanto por argumentos como pela convicção profunda do Espírito de Deus”. (O Grande Conflito, pp.611 e 612) Imagine como a tecnologia poderá e deverá ser usada por esses mensageiros, para abarcar todo o Planeta! Penso que, apesar de o astuto inimigo de Deus desejar globalizar o mundo com o propósito de espalhar suas mentiras e contrafações da Verdade mais rapidamente, ao mesmo tempo em que tenta colocar os portadores dessa Verdade dentro de uma circunferência global bem fechada para persegui-los melhor, o Senhor da sabedoria usará o veneno da serpente contra ela mesma – a “Aldeia Global” terá suas trevas espancadas mais rapidamente através do manuseio da tecnologia “do mal” pelo Exército de Cristo! “O conhecimento existente no mundo pode ser adquirido, pois todos os homens são propriedade de Deus e são usados por Ele para cumprir Sua vontade em determinados aspectos, mesmo que rejeitem o homem Cristo Jesus como seu Salvador. A maneira pela qual Deus usa os homens nem sempre é discernida, mas Ele o faz. Deus dotou os homens de talentos e capacidade inventiva, a fim de que seja efetuada a Sua grande obra em nosso mundo. As invenções da mente humana parecem proceder da humanidade, mas Deus está atrás de tudo isso. Ele fez com que fossem inventados os rápidos meios de comunicação para o grande dia de Sua preparação”. (Fundamentos da Educação, p.409)
Verso 2
A grande Babilônia
Babilônia (Bab-ilu) = Porta dos deuses, significado original! Babilônia (Balal) = Confusão, significado pejorativo criado pelos hebreus. De posse desses significados e observando que no Apocalipse o símbolo ‘mulher’ se refere tanto a Igreja fiel de Deus como a Igreja de Satanás – os religiosos infiéis decididos (veja os capítulos 12 e 17), analise o seguinte comentário: “A prostituta Babilônia considera-se como uma ‘porta de Deus’, como a porta de Deus. Estra ecclesiam non salus est, foi durante séculos a sua doutrina oficial em latim. ‘Fora da igreja [romana] não há salvação’. Evidentemente, no entanto, aos olhos de Deus ela era um lugar de confusão. Seus ensinamentos, uma corruptora mistura de verdade e erro, criaram uma confusão monumental. “Ela ensinou que o dia do juízo ocorrerá por ocasião do segundo advento – mas também ensinou que os pecadores são condenados ao inferno imediatamente depois que morrem. Ela ensinou que Deus é amor – mas também que Ele faz os pecadores queimarem em seu tormento literalmente para sempre e sempre. Ela ensinou que a Bíblia é a Palavra de Deus – mas quando os concílios eclesiásticos divergem da Bíblia, eles são mais claros e possuem maior autoridade que esta. Ela ensinou que todos os dez mandamentos são laços morais indissolúveis – mas em seus catecismos ela removeu do segundo mandamento a proibição de culto às imagens e modificou o mandamento do sábado, de modo a colocar o domingo como dia santificado em lugar do sábado de Deus. “Na tiara que traz à testa [veja Apocalipse 17:5], a prostituta identificou-se como ‘Babilônia, a grande, a mãe das meretrizes’. Durante muito tempo tem a Igreja Católica se rotulado como a ‘Igreja-mãe’. Em determinado sentido, ela tem estado correta ao assim proceder, pois ela deu origem a muitas igrejas-filhas. Triste é dizê-lo: quando observadas pelo seu pior aspecto, as filhas também demonstram uma forte tendência para se tornarem ‘prostitutas’. (Uma Nova Era Segundo as Profecias do Apocalipse, pp.476 e 477)
Caiu, caiu a grande Babilônia e se tornou morada de demônios, covil de toda espécie de espírito imundo
O segundo anjo do capítulo 14 tem uma mensagem muitíssimo semelhante a esta. As diferenças essenciais são (1) o tempo do cumprimento das mensagens idênticas e (2) o próprio conteúdo delas! (1) “O primeiro anjo é seguido por um segundo, que proclama: ‘Caiu, caiu Babilônia, aquela grande cidade que a todas as nações deu a beber do vinho da ira da sua prostituição.’ Ap 14:8. Esta mensagem foi entendida pelos adventistas como o anúncio da queda moral das igrejas em conseqüência de sua rejeição da primeira mensagem. A proclamação “Caiu Babilônia” (Ap 14:8), foi dada no verão de 1844, e como resultado, cerca de cinqüenta mil abandonaram estas igrejas. “Por algum tempo muitas igrejas receberam bem o seu trabalho, mas decidindo-se contra a verdade do advento, desejaram suprimir todo o exame desse assunto. Aqueles que haviam aceitado a mensagem foram colocados numa posição de grande provação e perplexidade. Amavam suas igrejas, e relutavam separar-se delas, mas, sendo ridicularizados e oprimidos, e negado o privilégio de falarem de sua esperança, ou de assistirem às pregações sobre a vinda do Senhor, muitos afinal se levantaram e lançaram de si o jugo que lhes fora imposto. “Os adventistas, vendo que as igrejas rejeitavam o testemunho da Palavra de Deus, não mais podiam considerá-las como constituindo a igreja de Cristo, ‘coluna e firmeza da verdade’ (I Tm 3:15); e quando a mensagem ‘Caiu Babilônia’ (Ap 14:8), começou a ser anunciada, eles se sentiram justificados da separação de sua antiga associação”. (História da Redenção, pp.364-366) (2) No tempo da segunda mensagem de Apocalipse 14, Babilônia ainda não havia se tornado “morada de demônios”, pelo menos não completamente! “Desde a rejeição da primeira mensagem, uma triste mudança ocorreu nas igrejas. Quando a verdade é desprezada, o erro é recebido e acariciado. O amor a Deus e a fé em Sua Palavra esfriaram. As igrejas ofenderam o Espírito do Senhor, e este tem sido em grande medida retirado delas”.  (História da Redenção, p.366; ênfase nossa)
Esconderijo de todo gênero de ave imunda e detestável
Percebendo que muitas das profecias apocalípticas foram escritas por João numa linguagem idêntica à que foram escritas as profecias do Antigo Testamento (leia, por exemplo, Isaías 21:9 e Jeremias 51:8), penso que a expressão acima enfatiza o estado irremediável e, portanto permanente, que se encontrarão as organizações religiosas que misturam a Verdade com a mentira – Igreja Católica, Protestantes apóstatas e os espíritas. Veja: “Por isso as feras do deserto com os chacais habitarão em Babilônia; também os avestruzes habitarão nela, e nunca mais será povoada, nem habitada de geração em geração, como quando Deus destruiu a Sodoma e a Gomorra, e às suas cidades vizinhas, diz o SENHOR; assim, ninguém habitará ali, nem morará nela homem algum”, é o que vemos na profecia contra Babilônia, anunciada pelo profeta Jeremias!(Jr 50:39,40) Note os animais citados: chacais e avestruzes, afora as feras do deserto. Tanto os chacais quanto os avestruzes são animais imundos, segundo o mandamento de Deus em Levítico 11! A presença deles em Babilônia, segundo Jeremias, representava o fim daquele império, irremediavelmente. João escreveu que, não somente os avestruzes, mas “todo gênero de ave imunda” habitaria a Babilônia religiosa – o que, para mim, significa um fim proporcionalmente mais irremediável que o término do império babilônico: a presença de alguns avestruzes = o fim, não há mais solução! A presença de todo gênero de ave imunda = o fim elevado ao fim!!
Verso 3
Todas as nações têm bebido do vinho do furor da sua prostituição
“Os habitantes da Terra serão enganados (veja 17:8) para que cooperem com a política da Grande Prostituta (veja ainda 13:8). Este engano se realizará pelos dirigentes religiosos. “Este vinho é a política enganosa de Satanás para submeter todo o mundo ao seu domínio – as mentiras de seus ensinos promovem sua política”! (Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia em espanhol, p.863) Juntos das contrafações satânicas, como técnicas sensacionais para seduzir as nações, estão os seus “grandes sinais” (Ap 13:13) e a sua “feitiçaria” (Ap 18:23). “A aliança entre o cristianismo apóstata e os poderes políticos da Terra, é o meio pelo qual Satanás se propõe unir o mundo sob seu governo”. (CBASD em espanhol, p.863) Com sua fúria contra o Deus do amor e da verdade, a potestade do mal enreda “furtiva mas rapidamente” (A Batalha Final, p.145) os que deveriam ser chamados filhos de Deus e aqueles que teimosamente adiam seu compromisso com o Senhor!
Com ela se prostituíram os reis da terra
Esta expressão equivale à prostituição ocorrida no Antigo Testamento. Veja como exemplos: “Estas coisas se te farão, porque te prostituíste com os gentios e te contaminaste com os seus ídolos”! (Ezequiel 23:30). “O Meu povo consulta o seu pedaço de madeira, e a sua vara lhe dá resposta; porque um espírito de prostituição os enganou, eles, prostituindo-se, abandonaram o seu Deus”! (Oséias 4:12). “Usada em sentido figurado, como aqui, se refere a uma aliança ilícita dos [falsos] cristãos com outro senhor que não é Cristo. Neste caso uma união político-religiosa entre uma igreja [apóstata] e as nações da terra. … Poderes políticos disporão sua autoridade e seus recursos à Grande Meretriz, e através disso ela tentará cumprir seu propósito de matar todo o povo de Deus [17:6 e 14] e governar os “que habitam sobre a Terra” (veja 17:8). Os ‘reis da Terra’ serão seus cúmplices nesse crime”. (CBADS em espanhol p. 863, com modificações).

Fonte: Perguntas & Respostas, v. 2, pp. 27-31.

Transformou-se o grande rei Salomão num homossexual?

“Tinha setecentas mulheres, princesas e trezentas concubinas; e suas mulheres lhe perverteram o coração. Sendo já velho, suas mulheres lhe perverteram o coração para seguir outros deuses; e o seu coração não era de todo fiel para com o Senhor, seu Deus, como fora o de Davi, seu pai. Salomão seguiu a Astarote, deusa dos sidônios, e a Milcom, abominação dos amonitas. Assim, fez Salomão o que era mau perante o Senhor e não perseverou em seguir ao Senhor, como Davi, seu pai. Nesse tempo, edificou Salomão um santuário a Camos, abominação de Moabe, sobre o monte fronteiro a Jerusalém, e a Moloque, abominação dos filhos de Amom. Assim fez para com todas as suas mulheres estrangeiras, as quais queimavam incenso e sacrificavam a seus deuses”. (I Reis 11:3-8)
Vamos investigar o modo pelo qual Salomão seguiu a “outros deuses”:
“Salomão seguiu a Astarote, deusa dos sidônios, e a Milcom, abominação dos amonitas”.
Astarote era pra muitos dos povos orientais antigos a deusa do amor e da fertilidade. Os cultos a essa deidade sidônia eram marcados por expressões de sensualidade e impureza. Em descobertas arqueológicas “suas imagens a mostram nua com os traços sexuais grandemente destacados. Em seu culto se praticava a prostituição como ritual religioso, culto bem antigo na Transjordânia nos tempos de Abraão”. (Dicionário Bíblico Adventista em espanhol, p.112).
A partir daqui fica claro que as perversões de Salomão englobaram a imoralidade sexual, desde quando obteve mais de uma mulher se tornou um transgressor das leis de Deus quanto ao matrimônio e o adultério!
Milcom – “deus dos amonitas. Nada se sabe sobre ele nas fontes extra-bíblicas, apesar de seu ‘nome’ aparecer em selos amonitas e numa inscrição em pedra do século IV a.C. Também um certo deus ‘Mlkm’ é mencionado nos textos de Ugarit. Esse termo significa ‘rei’, e pode ter sido um título ao invés de um nome (como ocorre com Baal, um título que significa ‘senhor’, ‘amo’, aplicado a muitos deuses locais dos cananeus). Alguns sugerem que em I Reis 11:7 se deve ler ‘Milcom’ em vez de Moloque”. (Dicionário Bíblico Adventista em espanhol, p.787).
“Edificou Salomão um santuário a Camos, abominação de Moabe, sobre o monte fronteiro a Jerusalém, e a Moloque, abominação dos filhos de Amom”.
Camos – “principal deus adorado pelos moabitas, os quais receberam o nome de ‘povo de Camos’ (veja Nm 21:29). … Esse povo atribuiu todas as suas vitórias a ajuda de Camos e todas as derrotas à ira dele. Ocasionalmente se lhe ofereciam sacrifícios humanos (veja II Reis 3:27). Desde os dias de Salomão até os dias de Josias, Camos foi adorado em Judá (II Reis 23:13). A menção dessa deidade na mensagem de Jefté em Juízes 11:24 pode implicar que os amonitas também o adoravam”. (Idem, pp.964 e 965).
 Moloque – “nome de um deus a quem se ofereciam sacrifícios humanos; não identificado ainda. Originalmente o nome provavelmente foi Melek, ‘rei’, que era um título que os hebreus também aplicavam ao verdadeiro Deus. Se foi assim, pode ser que os judeus posteriores, considerando vergonhoso se referir com a mesma palavra que empregavam ao verdadeiro Deus, mudaram a pronúncia de Moloque (Môlek) ao tomar as vogais ‘o’ e ‘e’ da palavra hebraica bôsheth, vergonha.  
“Alguns eruditos negam a existência desse deus na antiguidade; no entanto, textos descobertos em vários lugares documentam sua existência. Um deus Malkûm, mencionado pela primeira vez em 4 textos de Drehem (no final do 3º milênio a.C.), aparece como Mulûk nos de Mari e como Malik em três escritos assírios que o identificam como Nergal, a divindade assírio-babilônica do mundo subterrâneo. Um texto recentemente descoberto de Ugarit fala claramente de um ‘sacrifício a Mlk, com o qual acabam as dúvidas quanto à divindade de Mlk. Na língua púnica, estreitamente aparentada com a hebraica, môlek aparece com o significado de ‘voto’, ‘promessa’. Conseqüentemente, alguns estudiosos explicam a expressão ‘passar pelo fogo a Moloque’ como sendo ‘passar pelo fogo como cumprimento de um voto a determinada deidade’! A palavra môlek pode ter possuído esse significado em Cartago, mas na Bíblia parece limitar-se a designar um deus pagão a quem se ofereciam sacrifícios, entre os quais também haviam os sacrifícios humanos.
“A lei proibia categoricamente a consagração dos filhos a Moloque (II Reis 23:10) e condenava a morte àqueles que a transgredissem (Lv 18:21; 20:1-5). Mas mesmo assim os israelitas freqüentemente seguiram a prática dos sacrifícios humanos. Veja Jr 7:31; 19:4,5; 32:35; Ez 16:21; 23:37,39. Acaz e Manassés queimaram seus filhos no alto de Tofete, no vale de Hinom, ao sul de Jerusalém (II Cr 28:1,3; 33:1,6); porém o piedoso rei Josias destruiu este lugar para que não se repetisse esse ato (II Reis 23:10). Uma declaração do profeta Amós (Am 5:26) citada por Estevão (At 7:43) parece indicar que os hebreus possuíram em algum momento um santuário portátil dedicado a Moloque. Contudo, alguns eruditos entendem que sikkûth, traduzido por ‘tabernáculo’ na versão atualizada (ARA), é um nome próprio: Sakkut. Como conseqüência colocam vogais diferentes no termo traduzido ‘vosso Moloque’, para que se leia ‘vosso rei’, de modo que a frase seja : ‘Sakkut vosso rei’”. (Dicionário Bíblico Adventista em espanhol, pp. 805,806).
Mesmo sendo um rei instituído por Deus, Salomão, mais do que muitos outros, seguiu um caminho perverso e imoral. Como pode permitir sacrifícios humanos em seu reino? (E talvez até sacrificar passiva ou ativamente filhos seus de suas mulheres pagãs!) E quanto aos rituais devassos em adoração às deidades de suas mulheres? O culto àqueles deuses “implicava ritos demasiadamente horríveis para serem mencionados. Tão monstruosos eram os crimes cometidos em honra a esses deuses, que o Senhor ordenou que os povos oriundos de Canaã – os quais eram devotos desses – fossem destruídos completamente (Veja Dt 7:2-5)”. (Comentário Bíblico Adventista em espanhol, p.799).
Até aqui não vemos nenhuma menção que prove a bissexualidade de Salomão, embora o que vimos deixe claro que a moral e os valores desse homem foram rebaixados a um nível tão desprezível, onde muitas suposições interessantes poderiam até ser levantadas, apesar de não comprovadas!  
“A conduta de Salomão trouxe sua inevitável penalidade. Sua separação de Deus pela comunhão com idólatras foi sua ruína. Renunciando sua aliança com Deus, perdeu o domínio de si mesmo. Sua eficiência moral desapareceu. Sua fina sensibilidade embotou-se, e cauterizou-se sua consciência. Aquele que no início de seu reinado havia demonstrado tanta sabedoria e simpatia em restituir um desamparado bebê a sua desafortunada mãe (I Reis 3:16-28), caiu tão baixo a ponto de consentir na construção de um ídolo ao qual se ofereciam em sacrifício crianças vivas. Aquele que na sua juventude fora dotado de discrição e entendimento, e que em sua forte varonilidade havia sido inspirado a escrever: “Há um caminho que ao homem parece direito, mas o fim dele são os caminhos da morte” (Pv 14:12), em seus últimos anos afastou-se tanto da pureza a ponto de favorecer ritos licenciosos e revoltantes relacionados com a adoração de Camos e Astarote. 
“Aquele que na dedicação do templo tinha dito a seu povo: “Seja o vosso coração perfeito para com o Senhor nosso Deus” (I Reis 8:61), tornara-se um transgressor, negando no coração e na vida suas próprias palavras. Ele tomou licença por liberdade. Procurou – mas a que preço – unir a luz com as trevas, o bem com o mal, a pureza com a impureza, Cristo com Belial. Depois de haver sido um dos maiores reis que já empunharam um cetro, Salomão tornou-se um libertino, instrumento e escravo de outros. Seu caráter, outrora nobre e viril, tornou-se debilitado e efeminado. Sua fé no Deus vivo foi suplantada por dúvidas ateístas. A incredulidade mareou sua felicidade, enfraqueceu-lhe os princípios e degradou-lhe a vida. A justiça e magnanimidade dos primórdios de seu reinado, transmudara-se em despotismo e tirania.
“Pobre, frágil natureza humana Pouco pode Deus fazer por homens que perdem o senso de dependência dEle. Durante esses anos de apostasia, o declínio espiritual de Israel progrediu firmemente. Como poderia ser diferente se seu rei havia unido seus interesses com instrumentalidades satânicas? Através dessas instrumentalidades o inimigo operou para confundir a mente dos israelitas com respeito ao verdadeiro e ao falso culto; e eles se tornaram presa fácil. O comércio com outras nações levou-os a íntimo contato com os que não tinham amor a Deus, e seu próprio amor por Ele foi grandemente diminuído. Seu agudo senso do elevado e santo caráter de Deus foi amortecido. Recusando seguir na trilha da obediência, transferiram sua vassalagem para o inimigo da justiça. Tornou-se comum a prática de intercâmbio matrimonial com idólatras, e os israelitas depressa perderam sua repulsa pela idolatria. A poligamia foi tolerada. Mães idólatras levaram seus filhos a observar ritos pagãos. Na vida de alguns o puro culto religioso instituído por Deus foi substituído pela idolatria do mais negro matiz.
“Salomão fora dotado com maravilhosa sabedoria; mas o mundo afastou-o de Deus. Os homens hoje não são mais fortes do que ele o era; são igualmente inclinados a ceder às influências que lhe provocaram a queda. Assim como Deus advertiu Salomão do perigo que o ameaçava, assim adverte Ele hoje a Seus filhos a que não ponham em perigo suas almas pela afinidade com o mundo. “Saí do meio deles”, pede Ele, “e apartai-vos, …  não toqueis nada imundo, e Eu vos receberei; e Eu serei para vós Pai, e vós sereis para Mim filhos e filhas, diz o Senhor Todo-poderoso”. II Cor. 6:17 e 18. No meio da prosperidade ronda o perigo. Através dos séculos, riquezas e honra sempre têm-se feito seguir do perigo para a humildade e espiritualidade.
“Não é o copo vazio que se torna difícil de ser transportado; é o copo cheio que precisa ser cuidadosamente equilibrado para ser conduzido. A aflição e adversidade podem causar tristeza, mas é a prosperidade que representa maior perigo para a vida espiritual. A menos que o ser humano esteja em constante submissão à vontade de Deus, a menos que seja santificado pela verdade, a prosperidade fará que ressurja a inclinação natural para a presunção. No vale da humilhação, onde os homens dependem de Deus para serem ensinados e guiados em cada passo, há relativa segurança. Mas os homens que se plantam, por assim dizer, num elevado pináculo, e que, por causa de sua posição, presumem possuir grande sabedoria – esses estão no mais grave perigo. A não ser que tais homens façam de Deus sua confiança, seguramente cairão. Sempre que a ambição e o orgulho são tolerados, a vida é maculada; pois o orgulho, não sentindo necessidade, cerra o coração para as bênçãos infinitas do Céu. Aquele que faz da glorificação de si mesmo seu alvo encontrar-se-á destituído da graça de Deus, por cuja eficiência as verdadeiras riquezas e a mais satisfatória alegria são conquistadas.
“Mas o que tudo entrega e tudo faz por Cristo conhecerá o cumprimento da promessa: “A bênção do Senhor é que enriquece, e não acrescenta dores.” Pv. 10:22. Com o gentil toque da graça o Salvador expulsa da alma a inquieta e não santificada ambição, mudando a animosidade em amor, a incredulidade em confiança. Quando Ele Se dirige à alma, dizendo: “Segue-Me” (Mt. 9:9), o mágico encantamento do mundo é quebrado. Ao som de Sua voz, o espírito de avareza e ambição foge do coração, e os homens se erguem, emancipados, para segui-Lo”. (Profetas e Reis, pp.57-60, ênfase nossa).
Com singular visão a escritora Ellen nos apresenta seu comentário preciso sobre a decadência de Salomão e ainda nos convida a termos uma relação de submissão integral para com o mesmo Deus de Salomão! Mas e quanto as frases sublinhadas, como saber se sua visão “precisa” não cometeu algum exagero?!
“Seu caráter, outrora nobre e viril, tornou-se debilitado e efeminado”, afirmou ela! Antes de expor nosso falso zelo pela verdade, atacando a escritora com afirmações fortes, e demonstrar, sim, nossos preconceitos contra aqueles que possuem uma visão diferente da nossa, devemos indagar – o que ela quis dizer com a palavra “efeminado”? O óbvio às vezes se apresenta como uma miragem para os precipitados e presunçosos; grave isso amigo leitor.
Analisemos o contexto no qual está inserido esse adjetivo:
“Depois de haver sido um dos maiores reis que já empunharam um cetro, Salomão tornou-se um libertino, instrumento e escravo de outros. Seu caráter, outrora nobre e viril, tornou-se debilitado e efeminado. Sua fé no Deus vivo foi suplantada por dúvidas ateístas. A incredulidade mareou sua felicidade, enfraqueceu-lhe os princípios e degradou-lhe a vida. A justiça e magnanimidade dos primórdios de seu reinado, transmudara-se em despotismo e tirania. Pobre, frágil natureza humana. Pouco pode Deus fazer por homens que perdem o senso de dependência dEle”.
Ellen procura explicitar o contraste entre a vida passada e a vida presente do monarca, enfatizando a força que há num relacionamento de submissão ao Senhor e a fraqueza que resulta no uso do livre arbítrio sem a presença de Deus! Em nenhum momento anterior ou posterior ela fala sobre algum desequilíbrio sexual específico de Salomão, a não ser quanto a sua união ilícita com mais de uma mulher!
Ou seja, chamo a sua atenção ao fato de efeminado ser um adjetivo ambivalente, assim como o termo viril, também usado por ela. Ellen NÃO está afirmando a masculinidade passada e a feminilidade presente de Salomão! Mas sim, confirmando o relato bíblico de que o sábio e esforçado (ou enérgico ou simplesmente viril) rei, por desobedecer à poderosa e irrevogável Lei de Deus, se tornara ‘debilitado e efeminado’ ou ainda debilitado e excessivamente fraco de caráter!
Que tal lermos um pouco mais o livro dos não-burros?
Efeminar: (1) Tornar-se efeminado; afeminar. (2) Fazer perder a energia; tornar fraco.
E ainda, que tal reconhecermos a veracidade da escritora Ellen G. White nesse seu comentário detalhado e fundamentado, como sempre, na boa palavra de nosso Deus?
Procuremos a sabedoria de Salomão e a submissão de Jesus! Caso contrário nossas tradições e nossos preconceitos nos levarão a um destino semelhante ao de Salomão (antes de se voltar a Deus), e também seremos efeminados!

Fonte: Perguntas & Respostas, v. 2, pp. 16-19. 

A evolução desonesta da Evolução

Para que a vida tivesse evoluído a partir de matéria inorgânica, os átomos e as moléculas teriam que se mover dum estado de organização inferior para um estado de organização superior e mais complexa, para além de se auto-organizarem de forma a gerarem estruturas precisas e complexas. Mas a Segunda Lei da Termodinâmica (SLT), generalizada para a informação, demonstra que, sem um agente inteligente a controlar e a influenciar o processo, as moléculas caminham sempre para um estado de menor organização informacional. Um artigo técnico recente demonstra de forma clara que a perspectiva naturalista para a origem da vida está em oposição à SLT. Isto talvez explique o porquê de, apesar do artigo ter sido inicialmente publicado, mais tarde tenha sido removido. Aparentemente a “ciência” avança mais depressa quando se censuram evidências que contradizem o naturalismo. A SLT é uma descrição da tendência (universal) dos sistemas naturais de perderem a sua organização e ordem através do tempo. A lei descreve como o calor se movimenta em direção a zonas mais frias de forma a que a temperatura se equilibre. Descreve também como as partículas naturalmente se afastam umas das outras – decrescendo sempre a organização estrutural quando largadas sem supervisão inteligente. Há pessoas que só tem empregos porque a SLT é um fato. Pessoas como restauradores de imóveis, mecânicos, médicos e empresas que reparam computadores só fazem sentido num mundo onde os sistemas naturalmente progridam para a degeneração informacional. E reparemos que, mesmo quando há supervisão inteligente, os sistemas físicos inexoravelmente perderão a sua funcionalidade original. Um exemplo dum desses sistemas informáticos que, apesar de todo o cuidado e atividades de restauro, caminha para a deterioração és tu. Num artigo intitulado “Um Segundo Olhar à Segunda Lei”, o professor Granville Sewell (Universidade de Texas) mostrou que a noção que defende a capacidade da natureza de gerar as complexas estruturas do ADN são tão improváveis como a natureza construir um computador. Qualquer um dos eventos violaria a SLT. Depois do artigo ter sido aceito para publicação no jornal Applied Mathematics Letters, um militante evolucionista escreveu uma carta aos editores, avisando-os que a “reputação” do jornal seria “manchada” se eles publicassem o artigo. Devido a isto, os editores retiraram-no. Sewell, que já publicou 39 artigos científicos e outros documentos técnicos, iniciou um processo legal visto que a política do jornal em questão é só remover artigos revistos e aprovados em “condições excepcionais” tais como plágio ou dados fraudulentos. Como o artigo de Sewell não contém erros ou problemas técnicos, os editores do jornal endereçaram-lhe um pedido de desculpas e concederam-lhe permissão para colocar versão pré-publicada do seu artigo na página web da universidade – embora o jornal Applied Mathematics Letters não tenha intenções de publicar o artigo. O medo do editor em publicar o artigo não é surpreendente, considerando a oposição virulenta (e quase sempre e ignorante e desonesta) dos ativistas darwinistas às teorias científicas que fragilizam a sua fé em Darwin. Como o artigo em si mostra que, uma vez que a SLT declara que a ordem presente na matéria e na energia tende sempre para decrescer, a teoria da evolução tal como é ensinada nas escolas e nas universidades é cientificamente impossível. Daí se infere que a vida não tem causas naturais. Alguns darwinistas tentam “resolver” o problema científico levantado pela SLT afirmando que, a ordem pode aumentar num lugar (por exemplo, na Terra) desde que haja uma compensação noutro lugar qualquer do universo. No entanto, a maioria dos militantes darwinistas apercebe-se que a melhor forma de “resolver” a questão é impedir que o público se aperceba dele – isto é, censurando a informação contrária. Sewell mostra no seu artigo – através de fórmulas matemáticas sucintas – que este tipo de alegação (isto é, que a ordem pode aumentar aqui na Terra desde que haja compensação em outras zonas) não tem mérito científico. O aumento de ordem num lugar teria que estar diretamente conectada com o decréscimo da mesma ordem noutro lugar, e os darwinistas não ofereceram qualquer tipo de evidência em favor de tal conexão. Ele escreve: “O fato da ordem estar a desaparecer no quarto ao lado não facilita o aparecimento de computadores no nosso quarto – a não ser que a ordem esteja a desaparecer no nosso quarto, e mesmo assim só se for o tipo de ordem que não torna o aparecimento de computadores extremamente improvável”. Dito de outra forma, as probabilidades dos átomos que compõem os computadores (e, segundo a mesma lógica, o ADN) se dispersarem naturalmente são esmagadoras. Mais improvável ainda é eles se organizarem de forma a gerarem sistemas funcionais ricos em informação codificada. A fórmula chave, que é a expressão da taxa de alteração entrópica, está nos livros standard que se dedicam à SLT, mas as implicações são raramente discutidas.

Conclusão: A forma de ter um computador numa sala não é através da transferência de matéria ou energia, mas sim alguém construir um computador e colocá-lo na dita sala. Semelhantemente, a única forma de se construir um sistema com informação em código como o ADN não é através do acréscimo de energia solar nos químicos terrestres, mas sim que Alguém construa o ADN e o coloque dentro das formas de vida do planeta. Esta última proposição está de acordo com o que Deus declara na Sua Palavra quando diz: “Porque em seis dias fez o Senhor os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há, e ao sétimo dia descansou: portanto, abençoou o Senhor o dia do sábado, e o santificou” (Êx 20:11). Que a Criação foi instantânea também pode ser visto em Salmos 33:9: “Porque falou, e tudo se fez; mandou, e logo tudo apareceu”. Imediatamente e instantaneamente, sem esperar “milhões de anos” de morte e sofrimento na Sua Criação.


Fonte: Darwinismo , revisão ortográfica e sintática por Hendrickson Rogers.

É melhor comer pouco tranquilamente do que comer muito apressadamente!

A correria do dia a dia interfere até no tempo destinado a refeições. De acordo com uma pesquisa da marca de queijos President realizada com britânicos, as pessoas gastam apenas 39 minutos e nove segundos por dia com a alimentação. Os dados são do jornal Daily Mail. Para muitos, a hora do almoço foi substituída por um sanduíche rápido, que é ingerido em uma média de 12 minutos e 49 segundos. O café da manhã dura sete minutos e 20 segundos, e normalmente consiste em apenas uma fatia de torrada. O jantar leva 19 minutos. Do total de entrevistados, metade tem tantos afazeres que chega a pular o almoço, sendo as mulheres mais propensas a essa atitude que os homens. Comer tornou-se uma rotina puramente funcional para três quartos, que consomem as iguarias com tanta pressa que nem conseguem apreciar o sabor. E 45% se distraem com outras tarefas enquanto se alimentam, sem perceber se estão satisfeitos. Ter mais tempo para se sentar e saborear o cardápio é o desejo de 78%. Nove em cada dez disseram que, nas raras ocasiões em que conseguiram realizar uma refeição em família, apreciaram o momento e se sentiram melhor. “É muito importante ter tempo para saborear os alimentos, porque isso tem um efeito sobre o nosso emocional e bem-estar físico, e pode afetar nossa produtividade”, disse o psicólogo Richard Woolfson, da empresa responsável pelo levantamento. Comer depressa diminui a mastigação. Os alimentos chegam em pedaços grandes ao estômago, aumentando seu trabalho, e o resultado é digestão inadequada, azia, fermentações e gases. A situação ainda pode levar a problemas de estômago, como dores, desconforto, gastrite e, em casos mais severos, até mesmo a úlcera. Além de permitir saborear melhor as iguarias, alimentar-se com calma estimula o centro da saciedade. Assim, a possibilidade de excessos passa longe e a balança agradece. [Fonte]
NOTA: A escritora norte-americana Ellen G. White, há mais de cem anos, aconselhou: “A fim de assegurar saudável digestão, o alimento deve ser comido vagarosamente. Os que quiserem evitar a dispepsia [indigestão], e os que compreendem a obrigação que têm de conservar todas as suas faculdades em condições que lhes permitam prestar a Deus o melhor serviço, farão bem em se lembrar disto. Se vosso tempo para comer é limitado, não comais apressadamente, mas comei menos, e mastigai devagar. O benefício derivado do alimento não depende tanto da quantidade de comida, quando da digestão completada; nem a satisfação do paladar depende tanto da quantidade de alimento engolido quanto depende do tempo que o mesmo permanece na boca. Os que são excitados, ansiosos ou apressados, fariam bem em não comer até que tivessem encontrado tranqüilidade ou repouso; pois as faculdades vitais, já duramente sobrecarregadas, não podem suprir os necessários fluidos digestivos. Quando em viagem, alguns estão continuamente mordiscando, se lhes chega ao alcance qualquer coisa de comer. Isto é muito nocivo. Se os que viajam comessem regularmente das mais simples e mais nutritivas espécies de alimento, não sentiriam tão grandes fadigas, nem sofreriam de tantas enfermidades. A fim de preservar a saúde, é necessário temperança em todas as coisas – temperança no trabalho, temperança no comer e no beber” (Conselhos Sobre Saúde, 120 e 121). 

Preconceito religioso, desconhecimento bíblico e confiança em falsos líderes

Alguns blogs cujo (falso) objetivo é defender a Bíblia e a sua pregação, se tornaram campeões em preconceitos religiosos, difamação de denominações e seus pioneiros, e mau exemplo diante dos que buscam motivos para não ser evangélicos! Um triste exemplo disso é o Ministério Cristão Apologético (MCA). Basta uma rápida visita para se observar uma interpretação vaga e espiritualista das Escrituras – uma teologia paralela a da Palavra de Deus com pontos em comum convenientes e esporádicos, e muito “viver na graça” e “no Espírito Santo”, mas, é claro, desvalorizando a graça e desobedecendo ao Espírito Santo! É uma lástima que isso aconteça entre os que se dizem “protestantes”, “evangélicos”, “pregadores da Palavra” e “pastores”. O apóstolo Paulo, que conheceu de perto essa realidade já que os judeus pervertedores da verdade viviam a criticá-lo e persegui-lo por sua pregação centrada em Cristo e Seus profetas, advertiu aqueles que poderiam ser enganados pelos falsos mestres: “Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade. Evita, igualmente, os falatórios inúteis e profanos, pois os que deles usam passarão a impiedade ainda maior. Além disso, a linguagem deles corrói como câncer” (II Tm 2:15-17). Escrevi este artigo para alertar aos verdadeiros “obreiros” e aos membros de comunidades evangélicas (e não evangélicas) que deixam seus pastores ignorantes guiá-los mesmo não manejando bem a palavra da verdade, a reconhecerem de longe o enganoso escopo desses blogs e desses falsos líderes. A despeito do que o MCA menciona sobre a escritora Ellen G. White, apresento algumas de suas advertências inspiradas sobre o que mencionei. “Como examinaremos as Escrituras, para compreender o que elas ensinam? Devemos estudar a Palavra de Deus com coração contrito, um espírito suscetível de ser ensinado e pleno de oração. Não devemos pensar, como os judeus, que nossas próprias idéias e opiniões são infalíveis, nem como os católicos, que certos indivíduos são os únicos guardiões da verdade e do conhecimento, que os homens não têm o direito de examinar as Escrituras por si mesmos, mas devem aceitar as explanações dadas pelos Pais da igreja. Não devemos estudar a Bíblia com o propósito de manter nossas opiniões preconcebidas, mas com o único objetivo de aprender o que Deus disse. Temem alguns que se reconhecerem estar em erro, ainda que seja num simples ponto, outros espíritos serão levados a duvidar de toda a teoria da verdade. Têm, portanto, achado que não se deve permitir a pesquisa; que ela tenderia para a dissensão e a desunião. Mas se tal é o resultado da pesquisa, quanto mais depressa vier, melhor. Se há aqueles cuja fé na Palavra de Deus não suportará a prova de uma pesquisa das Escrituras, quanto mais depressa forem revelados melhor; pois então estará aberto o caminho para lhes mostrar seu erro. Não podemos manter a opinião de que uma posição uma vez assumida, uma vez advogada a idéia, não deve, sob qualquer circunstância ser abandonada. Há apenas Um que é infalível: Aquele que é o Caminho, a Verdade e a Vida. Os que permitem que o preconceito ponha na mente uma barreira contra a recepção da verdade, não podem receber a iluminação divina. No entanto, ao ser apresentado um ponto de vista das Escrituras, muitos não perguntam: Isto é verdade – está em harmonia com a Palavra de Deus? mas: Por quem é defendido? e a menos que venha pelo instrumento que lhes agrada, não o aceitam. Tão plenamente satisfeitos estão com suas próprias idéias que não examinarão a evidência escriturística com o desejo de aprender, antes recusam ser interessados, meramente devido aos seus preconceitos. Freqüentemente o Senhor trabalha onde menos O esperamos; surpreende-nos pela revelação de Seu poder em instrumento de Sua própria escolha, ao mesmo tempo que passa por alto os homens a quem temos olhado como sendo aqueles por cujo intermédio deve vir a luz. Deus deseja que recebamos a verdade em seus próprios méritos – porque é a verdade. Não deve a Bíblia ser interpretada para agradar às idéias dos homens, por mais longo que seja o tempo em que têm considerado verdadeiras essas idéias. Não devemos aceitar a opinião de comentaristas como sendo a voz de Deus; eles eram mortais, sujeitos ao erro como nós mesmos. Deus nos tem dado a faculdade do raciocínio tanto como a eles. Devemos tornar a Bíblia o seu expositor. Devem todos ser cuidados os quanto à apresentação de novos pontos de vista sobre as Escrituras, antes de terem dado a esses pontos completo estudo, e estarem plenamente preparados para sustentá-los com a Bíblia. Não introduzais coisa alguma que cause dissensão, sem a clara evidência de que nisto Deus está dando uma mensagem especial para este tempo. Mas acautelai-vos de rejeitar o que é verdade. O grande perigo de nosso povo tem sido o de confiar nos homens e tornar a carne o seu braço. Os que não têm o hábito de examinar a Bíblia por si mesmos ou de pesar as evidências, confiam nos dirigentes, e aceitam as decisões que estes fazem, e assim rejeitarão muitos as próprias mensagens que Deus envia a Seu povo, se esses irmãos dirigentes não as aceitarem. Ninguém deve pretender ter toda a luz que há para os filhos de Deus. O Senhor não tolerará isso. Ele disse: “Eis que diante de ti pus uma porta aberta, e ninguém a pode fechar.” Ap 3:8. Mesmo que todos os nossos dirigentes recusem a luz e a verdade, essa porta ainda continuará aberta. O Senhor suscitará homens que darão ao povo a mensagem para este tempo” (Testemunhos para Ministros, 105-107). Convido a você, leitor(a), a se perguntar: “por ventura faço parte de uma comunidade religiosa cujo líder não fala com a profundidade e com o poder que a Bíblia merece? Examino a Bíblia por mim mesmo ou confio a interpretação da Palavra de Deus a pecadores como eu? Meu líder religioso tem manifestado o fruto do Espírito Santo (Gl 5:22 e 23) na igreja e na internet ou só fala sobre Seu poder?!” (Hendrickson Rogers)