Jesus é onipotente e onisciente. Mas, e quanto a Sua onipresença?

Antes de JAVÉ se tornar Deus conosco Ele nunca foi chamado “Filho de Deus”! Antes da encarnação miraculosa JAVÉ não era “Primogênito”. O rei e profeta Davi (que se tornou figura do Messias, veja como exemplo os salmos 22 e 31) anunciou o tempo em que, a partir dali, JAVÉ trino acordaria em fazer do Anjo JAVÉ Seu Primogênito: “Fá-lo-ei, por isso, meu primogênito, o mais elevado entre os reis da terra” (Sl 89:27). Agora quanto ao termo “unigênito” é importante revelar que a palavra grega monogenês, da qual se traduziu o termo em questão, significa: único, precioso, exclusivo e incomparável. Já monogênnetos, que não consta no texto de João, que quer dizer exatamente “o único gerado” é o equivalente ao vocábulo português “unigênito”! Paulo, em Hebreus 11:17, chama Isaque de “seu unigênito”, de Abraão. O termo aqui também é monogenês, muito bem empregado pois, aquele filho só era único no sentido de singular, incomparável, já que Abraão tinha um primogênito (Ismael). Jesus é “Deus singular” (Jo 1:18) em relação a Deus o Pai e Deus o Espírito. E é Filho “incomparável do Pai” (Jo 1:14), do Espírito Santo (Mt 1:18) e dEle mesmo (Ele tem vida própria, não derivada!, veja Jo 5:26) em relação a nós criaturas dEles! João está dizendo “Jesus é a criatura especial do Pai” somente a partir do mistério da encarnação. Ao mesmo tempo em que “Jesus é Deus especial do Pai”, pois só Ele que das Três Pessoas divinas se tornou Deus-Homem. Portanto, nem mesmo a encarnação torna Jesus gerado pelo Pai no sentido de ter recebido vida divina do Pai. Como Deus geraria um Deus júnior?! Sem dúvida, esse Deus filho seria apenas criatura, o que o impossibilitaria de ser Deus!  Ele somente recebeu a vida humana, como nós recebemos (por isso os títulos humanos dados a Jesus “Filho do homem” e “Filho de Deus”, apesar deste último ter um significado ambíguo):
“Pois a qual dos anjos disse jamais:
Tu és meu Filho, eu hoje te gerei?
E outra vez:
Eu lhe serei Pai, e ele me será Filho?
E, novamente, ao introduzir o Primogênito no mundo, diz:
E todos os anjos de Deus o adorem” (Hb 1:5 e 6).
Paulo também teve o cuidado de enfatizar que, mesmo JAVÉ assumindo a natureza humana (Jo 2:25 e Rm 8:3), ainda assim está acima dos anjos, que são, possivelmente, as criaturas mais poderosas que Ele mesmo criou:
“depois de ter feito a purificação dos pecados,
assentou-se à direita da Majestade, nas alturas,
tendo-se tornado tão superior aos anjos
quanto herdou mais excelente nome do que eles” (Hb 1:3 e 4).
Ao assumir nossa natureza, JAVÉ “herdou” tudo, exceto o pecado (Ele veio como o segundo Adão nesse sentido; veja Rm 5:14 e I Co 15:45)! Ele “herdou” o status de filho, um novo nome, as limitações físicas e as degradações que o pecado gerou no ser humano durante quatro mil anos de pecado! Jesus não era um Adão antes do pecado, mas um humano como os Seus contemporâneos! (Ainda assim, com a ajuda do Pai e do Espírito, venceu o pecado, provando que Lúcifer errou em suas acusações contra Deus e Sua Lei, como estudaremos mais adiante). Contudo, ao ressuscitar, Seu corpo humano assumiu uma composição imaculada, sem os vestígios do pecado (I Co 15:44 e Fp 3:21), com exceção das cicatrizes (Jo 20:27)! O Senhor Jesus não perdeu Seus recursos divinos, apesar de adquirir uma natureza humana, um corpo humano e abdicar do uso daqueles recursos para ser nosso exemplo terreno. Jesus é onipotente: Mateus 14:20 e 25; Lucas 4:30; João 8:59 e 10:39. Jesus é onisciente: Mateus 9:4 e 24:2; Lucas 6:8; João 21:17. ONIPRESENÇA. Quero partilhar o que eu encontro na Bíblia que evidencia a onipresença de JAVÉ em carne e destacar isto, já que é mais fácil pensar que Jesus, após a encarnação, perdeu a capacidade de estar em mais de um lugar ao mesmo tempo!  Jesus viu Natanael mesmo não estando no mesmo lugar que ele!!
“Perguntou-lhe Natanael: Donde me conheces?
Respondeu-lhe Jesus: Antes de Filipe te chamar,
eu te vi, quando estavas debaixo da figueira.
Então, exclamou Natanael: Mestre, tu és o Filho de Deus, tu és o Rei de Israel!
Ao que Jesus lhe respondeu: Porque te disse que te vi debaixo da figueira, crês?
Pois maiores coisas do que estas verás” (Jo 1:48-50).
O Senhor testemunhou todo o sofrimento fatal de Lázaro, Seu amigo a quem Ele amava (Jo 11:3), até ele falecer, mesmo estando a dois dias de distância de Betânia (Jo 11: 6 e 17. Leia os versos 4-7 e 11-15)!! “Maria, Marta e o moribundo Lázaro foram deixados sós. Mas não estavam sós. Cristo testemunhou toda a cena e, depois da morte de Lázaro, Sua graça susteve as desoladas irmãs. Jesus testemunhou a dor de seus despedaçados corações, ao lutar o irmão contra o poderoso inimigo – a morte. Sentiu todo o transe da agonia, quando disse aos discípulos: ‘Lázaro o nosso amigo, dorme’. Mas Cristo não tinha somente os amados de Betânia em quem pensar; o preparo de Seus discípulos exigia-Lhe a consideração. Deviam ser Seus representantes perante o mundo, para que a bênção do Pai a todos pudesse abranger. Por amor deles permitiu que Lázaro morresse. Houvesse-o Ele restabelecido à saúde, e não se teria realizado o milagre que é a mais positiva prova de Seu caráter divino” [O Desejado de Todas as Nações, 528].
 Outra evidência são Suas auto-afirmações de onipresença:
“Porque onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles” (Mt 18:20, VARC).
“E lembrem disto: eu estou com vocês todos os dias,
até o fim dos tempos” (Mt 28:20, NTLH).
O apóstolo Paulo parecia estar ciente disto ao escrever aos cristãos de Éfeso!
“A Igreja é o corpo de Cristo; ela completa Cristo,
o qual completa todas as coisas em todos os lugares” (Ef 1:23, NTLH).
É por isso que chego a conclusão de que Cristo, o JAVÉ encarnado, continuou Todo-poderoso e continua, até em nossos dias, sendo digno de adoração por todas as Suas criaturas! Sim, Jesus foi adorado, é adorado e será adorado: os magos do Oriente adoraram o bebê Jesus (Mt 2:11)! Os discípulos adoraram Jesus (Mt 14:33)! Até os anjos maus fizeram isto entre aspas (Mc 5:6)!! Após Sua ressurreição o Senhor foi adorado (Mt 28:9)! Os anjos O adoram no Céu, diante de Deus Pai e Deus Espírito (Ap 5)! Todas as nações hão de adorar o seu “Rei” (Ap 15:3 e 4)!!! Sem dúvida, amigo(a), é um privilégio adorar o Todo-poderoso Jesus Cristo! (Reconheça que, se JAVÉ encarnado não fosse mais onipresente, Ele não receberia o título dos títulos – “Todo-poderoso” encontrado na Bíblia mesmo após Sua encarnação!). “E os vinte e quatro anciãos que se encontram sentados no seu trono, diante de Deus, prostraram-se sobre o seu rosto e adoraram a Deus, dizendo:
Graças te damos, Senhor Deus, Todo-Poderoso,
que és e que eras,
porque assumiste o teu grande poder
e passaste a reinar” (Ap 11:16 e 17).
JAVÉ assumiu a forma de Servo para cumprir a profecia do “Descendente” que destruiria a “serpente” e solucionaria o problema do pecado [Gn 3:15]! Mas “Ele é antes de todas as coisas. Nele, tudo subsiste” (Cl 1:17). Ele “Se fez carne” (Jo 1:14), e nessas circunstâncias afirmou “o Pai é maior do que Eu” (Jo 14:28)! Isto não é brecha para chamarmos o JAVÉ encarnado de um Deus menor, uma vez que Ele mesmo ordenou: “Não terás outros deuses diante de Mim” (Êx 20:3). Dar tamanhos diferentes para as Pessoas divinas é separá-Los em Três Deuses. A Bíblia não faz isso em lugar nenhum, pois o politeísmo é pecado pela Lei de JAVÉ (IJo 3:4). Não posso expressar esse assunto de outro jeito, primeiro porque é um mistério como aconteceu a encarnação de JAVÉ! Segundo porque Deus só quis que soubéssemos até aqui! Não há nada a mais em toda a Bíblia. Tentar tornar o assunto mais fácil de ser compreendido é arriscado. Posso diminuir JAVÉ mais do que Ele mesmo Se fez para salvar o pecador! Paulo nos diz que a vinda de JAVÉ em carne é um mistério para o universo inteiro e há muito, muito tempo!! “Ora, àquele que é poderoso para vos confirmar segundo o meu evangelho e a pregação de Jesus Cristo, conforme a revelação do mistério guardado em silêncio nos tempos eternos” (Rm 16:25). O “Cristo” é um mistério meu amigo (Cl 2:2). Não obstante é um mistério que precisa ser pregado: “Assim, pois, importa que os homens nos considerem como ministros de Cristo e despenseiros dos mistérios de Deus” (I Co 4:1). Por que mesmo pregar sobre mistérios?? “E acontecerá que todo aquele que invocar o nome de JAVÉ será salvo” (Jl 2:32). Sim, é o Nome do misterioso JAVÉ encarnado que devemos clamar e pregar, se quisermos ser salvos e salvar os outros!
“Se, com a tua boca, confessares Jesus como Senhor
e, em teu coração, creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos,
serás salvo. Porque com o coração se crê para justiça e com a boca se confessa a respeito da salvação. Porquanto a Escritura diz:
Todo aquele que nele crê não será confundido.
Pois não há distinção entre judeu e grego,
uma vez que o mesmo é o Senhor de todos,
rico para com todos os que o invocam. Porque:
Todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo.
Como, porém, invocarão aquele em quem não creram? E como crerão naquele de quem nada ouviram? E como ouvirão, se não há quem pregue?
E como pregarão, se não forem enviados? Como está escrito:
Quão formosos são os pés dos que anunciam coisas boas!” (Rm 10:9-15).
“Como, porém, invocarão aquele em quem não creram?” Paulo faz essa indagação aos judeus que ainda não criam na divindade de Jesus. E eu a repito para os arianos de hoje. Como JAVÉ conseguirá salvar os que, mesmo diante do Evangelho, ou seja, do “Descendente” que é JAVÉ em carne e Sua salvação, preferem deliberadamente olhar para aquilo que destrona Cristo de Seu posto? “Nisto reconheceis o Espírito de Deus: todo espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne é de Deus; e todo espírito que não confessa a Jesus não procede de Deus; pelo contrário, este é o espírito do anticristo, a respeito do qual tendes ouvido que vem e, presentemente, já está no mundo”. “Porque muitos enganadores têm saído pelo mundo fora, os quais não confessam Jesus Cristo vindo em carne; assim é o enganador e o anticristo. Acautelai-vos, para não perderdes aquilo que temos realizado com esforço, mas para receberdes completo galardão. Todo aquele que ultrapassa a doutrina de Cristo e nela não permanece não tem Deus; o que permanece na doutrina, esse tem tanto o Pai como o Filho” (I Jo 4: 2 e 3; II Jo 7-9). Por favor, meu amigo, use a fé que o Espírito fornece (I Co 12:9), fé que vem do próprio Senhor Jesus Cristo (I Pe 1:21 e Hb 12:2) e creia em Jesus para a sua salvação e a de sua família!

Fonte: Livro JAVÉ, pp. 8-12.

Um comentário em “Jesus é onipotente e onisciente. Mas, e quanto a Sua onipresença?

  • maio 11, 2017 em 10:41 am
    Permalink

    “A Igreja acabou juntando duas visões, de que Jesus é humano e divino, e criou um conceito que não está escrito nem [no evangelho] de João e nem no de Mateus”

    Resposta

Deixe uma resposta

%d blogueiros gostam disto: