Preconceito religioso, desconhecimento bíblico e confiança em falsos líderes

Alguns blogs cujo (falso) objetivo é defender a Bíblia e a sua pregação, se tornaram campeões em preconceitos religiosos, difamação de denominações e seus pioneiros, e mau exemplo diante dos que buscam motivos para não ser evangélicos! Um triste exemplo disso é o Ministério Cristão Apologético (MCA). Basta uma rápida visita para se observar uma interpretação vaga e espiritualista das Escrituras – uma teologia paralela a da Palavra de Deus com pontos em comum convenientes e esporádicos, e muito “viver na graça” e “no Espírito Santo”, mas, é claro, desvalorizando a graça e desobedecendo ao Espírito Santo! É uma lástima que isso aconteça entre os que se dizem “protestantes”, “evangélicos”, “pregadores da Palavra” e “pastores”. O apóstolo Paulo, que conheceu de perto essa realidade já que os judeus pervertedores da verdade viviam a criticá-lo e persegui-lo por sua pregação centrada em Cristo e Seus profetas, advertiu aqueles que poderiam ser enganados pelos falsos mestres: “Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade. Evita, igualmente, os falatórios inúteis e profanos, pois os que deles usam passarão a impiedade ainda maior. Além disso, a linguagem deles corrói como câncer” (II Tm 2:15-17). Escrevi este artigo para alertar aos verdadeiros “obreiros” e aos membros de comunidades evangélicas (e não evangélicas) que deixam seus pastores ignorantes guiá-los mesmo não manejando bem a palavra da verdade, a reconhecerem de longe o enganoso escopo desses blogs e desses falsos líderes. A despeito do que o MCA menciona sobre a escritora Ellen G. White, apresento algumas de suas advertências inspiradas sobre o que mencionei. “Como examinaremos as Escrituras, para compreender o que elas ensinam? Devemos estudar a Palavra de Deus com coração contrito, um espírito suscetível de ser ensinado e pleno de oração. Não devemos pensar, como os judeus, que nossas próprias idéias e opiniões são infalíveis, nem como os católicos, que certos indivíduos são os únicos guardiões da verdade e do conhecimento, que os homens não têm o direito de examinar as Escrituras por si mesmos, mas devem aceitar as explanações dadas pelos Pais da igreja. Não devemos estudar a Bíblia com o propósito de manter nossas opiniões preconcebidas, mas com o único objetivo de aprender o que Deus disse. Temem alguns que se reconhecerem estar em erro, ainda que seja num simples ponto, outros espíritos serão levados a duvidar de toda a teoria da verdade. Têm, portanto, achado que não se deve permitir a pesquisa; que ela tenderia para a dissensão e a desunião. Mas se tal é o resultado da pesquisa, quanto mais depressa vier, melhor. Se há aqueles cuja fé na Palavra de Deus não suportará a prova de uma pesquisa das Escrituras, quanto mais depressa forem revelados melhor; pois então estará aberto o caminho para lhes mostrar seu erro. Não podemos manter a opinião de que uma posição uma vez assumida, uma vez advogada a idéia, não deve, sob qualquer circunstância ser abandonada. Há apenas Um que é infalível: Aquele que é o Caminho, a Verdade e a Vida. Os que permitem que o preconceito ponha na mente uma barreira contra a recepção da verdade, não podem receber a iluminação divina. No entanto, ao ser apresentado um ponto de vista das Escrituras, muitos não perguntam: Isto é verdade – está em harmonia com a Palavra de Deus? mas: Por quem é defendido? e a menos que venha pelo instrumento que lhes agrada, não o aceitam. Tão plenamente satisfeitos estão com suas próprias idéias que não examinarão a evidência escriturística com o desejo de aprender, antes recusam ser interessados, meramente devido aos seus preconceitos. Freqüentemente o Senhor trabalha onde menos O esperamos; surpreende-nos pela revelação de Seu poder em instrumento de Sua própria escolha, ao mesmo tempo que passa por alto os homens a quem temos olhado como sendo aqueles por cujo intermédio deve vir a luz. Deus deseja que recebamos a verdade em seus próprios méritos – porque é a verdade. Não deve a Bíblia ser interpretada para agradar às idéias dos homens, por mais longo que seja o tempo em que têm considerado verdadeiras essas idéias. Não devemos aceitar a opinião de comentaristas como sendo a voz de Deus; eles eram mortais, sujeitos ao erro como nós mesmos. Deus nos tem dado a faculdade do raciocínio tanto como a eles. Devemos tornar a Bíblia o seu expositor. Devem todos ser cuidados os quanto à apresentação de novos pontos de vista sobre as Escrituras, antes de terem dado a esses pontos completo estudo, e estarem plenamente preparados para sustentá-los com a Bíblia. Não introduzais coisa alguma que cause dissensão, sem a clara evidência de que nisto Deus está dando uma mensagem especial para este tempo. Mas acautelai-vos de rejeitar o que é verdade. O grande perigo de nosso povo tem sido o de confiar nos homens e tornar a carne o seu braço. Os que não têm o hábito de examinar a Bíblia por si mesmos ou de pesar as evidências, confiam nos dirigentes, e aceitam as decisões que estes fazem, e assim rejeitarão muitos as próprias mensagens que Deus envia a Seu povo, se esses irmãos dirigentes não as aceitarem. Ninguém deve pretender ter toda a luz que há para os filhos de Deus. O Senhor não tolerará isso. Ele disse: “Eis que diante de ti pus uma porta aberta, e ninguém a pode fechar.” Ap 3:8. Mesmo que todos os nossos dirigentes recusem a luz e a verdade, essa porta ainda continuará aberta. O Senhor suscitará homens que darão ao povo a mensagem para este tempo” (Testemunhos para Ministros, 105-107). Convido a você, leitor(a), a se perguntar: “por ventura faço parte de uma comunidade religiosa cujo líder não fala com a profundidade e com o poder que a Bíblia merece? Examino a Bíblia por mim mesmo ou confio a interpretação da Palavra de Deus a pecadores como eu? Meu líder religioso tem manifestado o fruto do Espírito Santo (Gl 5:22 e 23) na igreja e na internet ou só fala sobre Seu poder?!” (Hendrickson Rogers)    

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