Muitas denominações religiosas inclusive nos tempos de Jesus Cristo

Para que tenhamos uma melhor compreensão dos Evangelhos é necessário entender um pouco do contexto em que Jesus veio, principalmente percebendo a influência política e filosófica que dominava o povo daquele tempo. Veja a seguir 10 dos principais grupos que dominavam o pensamento judeu:
 
João Batista, pregava o arrependimento de pecados. Imagem: Google

JUDEUS MESSIÂNICOS – pregavam o verdadeiro Evangelho do arrependimento
Muitos caem no erro de achar que a mensagem do arrependimento de pecados foi inaugurada por Jesus, no entanto desde que o pecado entrou no mundo é essa a forma que Deus usa para a salvação. No período intertestamentário percebemos que haviam crentes sinceros que além de serem pessoas arrependidas criam que o Messias iria chegar para nos salvar. Creram que Jesus era o Salvador!


Reunião dos fariseus. Imagem: filme Jesus de Nazaré



FARISEUS – considerados Rabinos (mestres), responsáveis pelo ensino da Talmud
Os fariseus eram um grupo político e religioso surgido no período intertestamentário, formado por alguns ricos, porém aberto a pessoas com menor poder econômico. Buscavam seguir rigidamente a lei de Moisés (aceitavam também o restante dos livros do Antigo testamento), acreditavam que a observância total da lei os faziam “justos” diante de Deus, para não se contaminarem evitavam estar onde “pecadores e publicanos” estavam. Jesus combateu suas práticas.

Saduceus em acusação a Jesus. Imagem: filme Paixão de Cristo



SADUCEUS – elite judaica que não criam na ressurreição dos mortos
Também eram um grupo político e religioso judeu na época de Jesus, porém eram mais influentes. Era formada pela elite do povo e tinham forte ligação com o poder romano. Guardavam a lei apenas da Torá (livros escritos por Moisés) e não aceitavam a ressurreição, nem os anjos. Geralmente os sumo sacerdotes eram ligados aos saduceus. Nos evangelhos vemos Jesus os repreendendo por seus ensinos.
Escriba judeu – Karro Art. Imagem: judaica-art.com




ESCRIBAS – responsáveis pela tradição dos anciãos
Os escribas surgiram como copistas reais inicialmente no reinado de Salomão. Porém, após o retorno do cativeiro babilônico os escribas ganharam maiores responsabilidades, sendo considerados doutores da lei. Para alguém exercer tal função deveria começar seus estudos aos 14 anos e só eram aptos para legislar após os 40.  Tinham forte ligação com os fariseus e foram acusados por Jesus por colocarem regras pesadas demais para suportar, onde nem os mesmos conseguiam seguir. 

Peter Strauss, um zelote na minissérie Massada. Imagem: BíbliaCenter



ZELOTES – lutavam pela libertação política de Israel
Os zelotes eram um grupo político revolucionário de Israel que lutavam contra a dominação romana. Um dos apóstolos, Simão, era participante desse grupo. Barrabás, que foi liberto no lugar de Cristo, também era militante dos zelotes, inclusive foi preso após cometer homicídio em uma rebelião. Tiveram grande influência na tentativa frustrada de sedição contra o Império Romana, no ano 70 d.C.
Essênios no deserto. Imagem: National Geographic



ESSÊNIOS – grupo separatista judaico que vivia no deserto
Esse grupo formou-se provavelmente na mesma época do que os fariseus. Eram judeus que seguiam estritamente as regras da lei e criam em todo o Antigo Testamento. Tinham hábitos bem peculiares como viver em regiões isoladas, vestir branco, não se casavam e se purificavam antes de comer.  Ficaram bem conhecidos devido aos Pergaminhos do Mar Morto, encontrados em Qumran, um dos refúgios deles.

Rei Herodes. Filme: Jesus, o Natal.



HERODIANOS – criam que o Messias era Herodes
O termo Herodiano é relacionado ao rei dos judeus, Herodes, o Grande, e designa todos os personagens históricos que tinham laços consaguíneos com ele. Partidário de Herodes, o grande. Formava uma seita para sustentar que o rei Herodes seria o Messias. Alguns apontam que o motivo de ele ficar tão irado com a notícia da chegada do Messias era que ele mesmo se considerava o verdadeiro enviado de Deus.
 
Universum, obra gnóstica. Pintura: Hugo Heikenwalder



GNÓSTICOS – conceito filosófico-religioso que defendia o dualismo
Influenciado por filósofos como Platão, o Gnosticismo é baseado em duas premissas falsas. Primeiro, essa teoria sustenta um dualismo em relação ao espírito e à matéria. Os Gnósticos acreditam que a matéria é essencialmente perversa e que o espírito é bom. Como resultado dessa pressuposição, os Gnósticos acreditam que qualquer coisa feita no corpo, até mesmo o pior dos pecados, não tem valor algum porque vida verdadeira existe no reino espiritual apenas. Seu conceito já existia na época de Jesus, porém foi mais forte no início da igreja primitiva.
Coletores de impostos. Pintura: Marinus van Raymerswaele.



PUBLICANOS – coletores de impostos do Império Romano
Publicano é o nome dado aos coletores de impostos nas províncias do Império Romano. Eram detestados pelos judeus e muitas das vezes envolviam-se em corrupção cobrando das pessoas além do que deveriam. E sofriam um grande repúdio da casta religiosa dos fariseus. Mateus, o evangelista, foi publicano e Zaqueu (publicano bastante conhecido por sua corrupção) também chegou a se converter.



FILOSÓFOS GRECO-ROMANOS – a filosofia dos deuses do Olimpo
É o conjunto de mitos e lendas das tradições gregas e romanas da antigüidade que fundiram-se com a conquista da Grécia pelo império romano. Sabemos que essa mitologia teve uma influência direta e indireta na época de Jesus, pois Israel passou sendo por muito tempo dominada pelos gregos e nos Evangelhos quem estava no poder eram os romanos. [Fonte]
NOTA: As denominações religiosas ou igrejas (como também são conhecidas) têm existido paralelamente  apos o Éden por, pelo menos, dois motivos: (1) a busca pela verdade (At 17:11) enquanto a progressiva luz de Deus, a própria Verdade, é derramada proporcionalmente ao querer humano e (2) o zelo satânico de afastar as famílias da Verdade, por meio de tradições, doutrinas sem apoio bíblico e espiritualismo (o falso viver no Espírito, onde o pecador pisa a Bíblia e afirma que quem o guia é o Espírito Santo. Um exemplo: o falso dom de línguas nas igrejas pentecostais!); confira II Co 4:3 e 4 e 11:14 e 15. E você, no que crê? No que a Palavra de Deus ensina ou no que a palavra dos falsos pastores espalhados em todas as denominações religiosas prega? A decisão é sua. “Por esta razão, também nós, desde o dia em que o ouvimos, não cessamos de orar por vós e de pedir que transbordeis de pleno conhecimento da sua vontade, em toda a sabedoria e entendimento espiritual; a fim de viverdes de modo digno do Senhor, para o seu inteiro agrado, frutificando em toda boa obra e crescendo no pleno conhecimento de Deus” (Cl 1:9,10). Hendrickson Rogers 

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