A importância do “café da manhã” e o uso do leite nas refeições

Nutricionista diz que crianças e adultos que fazem a refeição levam uma vida mais saudável. Para quem não tem o hábito de tomar café da manhã, qualquer motivo basta para justificar o descompromisso: falta de fome ao acordar, escassez de tempo, preguiça e muitas outras desculpas. O que muita gente não sabe é que a primeira refeição do dia ajuda crianças e adultos a terem uma vida mais saudável, com melhor desempenho intelectual e melhor desenvolvimento no trabalho ou na escola. O evento “Café da manhã é mais do que você imagina”, promovido pela Nestlé e realizado no Rio de Janeiro na terça-feira, 16, ressaltou a importância da refeição em um talk show com a nutricionista Camila Freitas e a atriz Malu Mader, mãe de João e Antônio. “Um estilo de vida saudável começa com um café da manhã equilibrado. A quebra de jejum tem de ser feita assim que a pessoa acorda, para fornecer energia para encarar o dia. Esse hábito deve ser adquirido desde a infância. Quem não toma café da manhã tem redução de nutrientes (vitaminas e minerais) na alimentação, fica mais propício a ter anemia, déficit de atenção, apatia e indisposição”, alerta a nutricionista. Estimular o hábito nas crianças e inserir o café da manhã na educação alimentar podem parecer uma tarefa difícil, mas com determinação tudo é possível. Malu Mader confessou que, antes de participar da campanha, não era rigorosa com a primeira refeição dos filhos. “Detesto acordar cedo e posso dizer que isso é um defeito meu. Por isso, não obrigava meus filhos a comerem algo antes de irem para a escola. Além disso, eles acordam muito cedo (5h50m) e dormem até o limite do limite, não sobra tempo para o café da manhã. Agora estou mais preocupada com isso e quero mudar nossa rotina alimentar”, revela ela. Parece que a atriz não é a única a pensar assim. Um levantamento feito pela Market Tools, com 207 mães de crianças com idades entre 6 e 15 anos das cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Recife e Porto Alegre, mostrou as razões pelas quais a refeição não é feita pelos pequenos: 52% das mães responderam que os filhos não têm fome assim que acordam, 24% dizem que os filhos preferem comer mais tarde, 10% que não tem tempo de preparar o café da manhã e 14% por outros motivos. Apesar dos contratempos, é preciso prestar atenção quando o assunto é saúde. “Quando os filhos comem em casa, a mãe pode controlar e evitar que eles comam besteiras no colégio. A alimentação equilibrada também evita problemas na fala, mudanças repentinas de humor e deixa a criança com melhor performance cognitiva, que abrange atitudes positivas em relação à escola, melhor desempenho em matemática e leitura, melhor capacidade de recordar e memorizar e ter menos problemas de disciplina”, reforça a doutora. E como a praticidade está aliada ao tempo, a nutricionista dá dicas de como fazer uma refeição saborosa, prática e fácil. “Cereais, iogurtes, frutas e pães integrais são ótimas opções. O leite também não pode faltar [será? Por favor, leia a nota mais abaixo!]. Combinar, por exemplo, 30g de cereais matinais com 125 ml de leite semidesnatado e uma banana é bem saudável e tem em média 235 calorias”, destaca. “Para as pessoas que trabalham ou estudam muito cedo, é importante tomar o café da manhã logo ao acordar. Para as crianças que estudam à tarde, o ideal é que a primeira refeição seja feita entre 8h30m e 9h”, acrescenta.



NOTA: Alguns comentários especializados sobre o leite: “O leite que se usa deve ser perfeitamente esterilizado; com esta precaução, há menos perigo de contrair doenças por seu uso. A manteiga é menos nociva quando comida no pão do que empregada na cozinha; mas, em regra, melhor é dispensá-la inteiramente. O queijo é ainda mais objetável; é totalmente impróprio como alimento.” (A Ciência do Bom Viver, 301). “Ninguém devia criticar outros porque não estejam, em todas as coisas, agindo em harmonia com seu ponto de vista. É impossível estabelecer uma regra fixa para regular os hábitos de cada um, e ninguém se deve considerar critério para todos. Nem todos podem comer as mesmas coisas. Comidas apetecíveis e sãs para uma pessoa podem ser desagradáveis e mesmo nocivas para outra. Alguns não podem usar leite, ao passo que outros tiram bom proveito dele. Há pessoas que não conseguem digerir ervilhas e feijão; para outros, eles são saudáveis. Para uns, as preparações de cereais integrais são boas, enquanto outros não as podem ingerir. Os que residem em países novos, ou em distritos pobres, onde são escassas as frutas e as nozes, não deviam ser incitados a excluir o leite e os ovos de seu regime dietético. É verdade que pessoas de físico forte e em quem as paixões são vigorosas precisam evitar o uso de comidas estimulantes. Especialmente nas famílias de crianças dadas a hábitos sensuais, os ovos não devem ser usados. Mas no caso de pessoas cujos órgãos produtores do sangue são fracos – especialmente se não se podem obter outros alimentos que forneçam os elementos necessários – leite e ovos não deviam ser de todo abandonados. Grande cuidado, no entanto, deve ser exercido para que o leite seja de vacas sãs, e da mesma maneira os ovos venham de aves sadias e bem alimentadas e cuidadas; e os ovos sejam preparados de modo a serem facilmente digestos. A reforma dietética deve ser progressiva. À medida que as doenças aumentam nos animais, o uso de leite e ovos se tornará cada vez menos livre de perigo. Deve-se fazer um esforço para os substituir com outras coisas que sejam saudáveis e pouco dispendiosas. O povo de toda parte deve ser ensinado a cozinhar sem leite e ovos, isso o quanto possível, fazendo não obstante comida saudável e gostosa.” (Ibidem, 320 e 321)

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