Os milhões de anos da “Ciência”, os 6 dias literais da Criação e o Evangelho

“A ‘ciência’ mostrou que a Terra e o universo têm bilhões de anos; portanto, os ‘dias’ da Criação devem ser longos períodos (ou períodos indefinidos) de tempo”.
Resposta:
1.    A idade da Terra, como é determinada pelos métodos falíveis do homem, é baseada em suposições não provadas [se desejar leia o artigo “Métodos de datação radiométricos”]. Portanto, não prova que a Terra tem bilhões de anos.
2.      Esta idade não provada está a ser usada para forçar uma interpretação da linguagem da Bíblia. Desta maneira, permite-se que as teorias falíveis do homem sejam usadas para interpretar a Bíblia. Isto debilita completamente o uso da linguagem para comunicar.
3.      Os cientistas evolucionistas alegam que as camadas fósseis por toda a superfície da Terra têm centenas de milhões de anos. Permitindo a idade de milhões de anos para as camadas de fósseis, tem que se aceitar a morte, o derramamento de sangue, doença, espinhos e sofrimento antes do pecado de Adão.

A Bíblia deixa claro  que a morte, derramamento de sangue, espinhos, doença e sofrimento são uma consequência do pecado. Em Gênesis 1:29-30, Deus deu a Adão, a Eva e aos animais, plantas para comer (isto é, lendo Gênesis como está escrito, como história literal, como Jesus fez em Mateus 19:3-6). De fato, existe uma distinção teológica feita entre animais e plantas. Os seres humanos e animais superiores são descritos em Gênesis 1 como tendo uma nephesh, ou princípio de vida. (Isto é válido pelo menos para os animais terrestres vertebrados, assim como para os pássaros e peixes: Gênesis 1:20 e 24) As plantas não têm esta nephesh – elas não estão ‘vivas’ no mesmo sentido que os animais. Elas foram dadas para alimento. Ao homem, foi permitido comer carne só depois do Dilúvio (Genesis 9:3) – isto também torna óbvio que as declarações de Gênesis 1:29-30 tinham a intenção de nos informar que o homem e os animais eram vegetarianos no início. Genesis 9:2 fala-nos também acerca de uma mudança que Deus fez na maneira como os animais reagiam ao homem. Deus avisou Adão em Genesis 2:17 que se ele comesse da “árvore do conhecimento do bem e do mal”, ele “morreria”. A gramática hebraica realmente diz, ‘morrer, morrerás’. Por outras palavras, seria o início de um processo de morte física. Também envolveu claramente morte espiritual (separação de Deus). Depois de Adão desobedecer a Deus, o Senhor vestiu Adão e Eva com “vestimentas de pele” (Genesis 3:21). Para fazer isto, Ele deve ter matado e derramado sangue de pelo menos um animal. A razão para isto pode ser resumida em Hebreus 9:22: “E quase tudo, segundo a Lei, é purificado com sangue; sem derramamento de sangue, não há remissão”. Deus requer derramamento de sangue para remissão dos pecados. O que aconteceu no Jardim foi um símbolo do que estava para acontecer com Jesus Cristo, que derramou o Seu sangue na Cruz como o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo (João 1:29). Mas, se o Jardim do Éden estivesse sobre um registro fóssil de milhões de anos, isso mostraria que tinha havido derramamento de sangue antes do pecado. Isso destruiria a base da Expiação. A Bíblia é clara; o pecado de Adão trouxe morte e sofrimento ao mundo. Como Romanos 8:19-22 nos diz, toda a criação “geme” por causa dos efeitos da queda de Adão, e a criação será libertada “do cativeiro da corrupção, para a liberdade da glória dos filhos de Deus” (Rm. 8:21). Não esqueça que os espinhos passaram a existir depois da maldição. Uma vez que há espinhos no registro fóssil, este teve que ser formado depois de Adão e Eva terem pecado. A sentença de pena de morte para Adão era uma maldição e uma bênção. Uma maldição porque a morte é horrível e lembra-nos continuamente de como o pecado é terrível; e uma bênção porque significa que as consequências do pecado – separação da comunhão com Deus – não precisam ser eternas. A morte fez com que Adão e os seus descendentes deixassem de viver num estado de pecado para sempre, com todas as consequências que isso traria. E porque a morte era a punição justa pelo pecado, Jesus Cristo sofreu uma morte física, derramando o Seu sangue, para libertar os descendentes de Adão das consequências do pecado. O apóstolo Paulo fala disto com profundidade em Romanos 5 e I Coríntios 15. Apocalipse 21-22 deixa claro que um dia haverá um “novo céu e uma nova terra”, onde não haverá mais morte nem maldição – tal como era antes do pecado mudar tudo. Se houver animais na nova Terra, obviamente que estes não irão morrer ou comer-se uns aos outros, nem comer as pessoas arrependidas! Portanto, acrescentar milhões de anos às Escrituras destrói a base da mensagem da Cruz.
Fonte: Answersingenesis.org. Adaptação do português de Camões para o brasileiro por Hendrickson Rogers. 

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