Onde está o trono do Senhor Espírito Santo?

Como explicar o fato de que o trono apocalíptico é chamado apenas de “trono de Deus e do Cordeiro” (Apoc. 22:1 e 3),  sem qualquer alusão ao Espírito Santo? Um dos argumentos mais comuns contra a doutrina da Trindade é a alegação de que o livro do Apocalipse não apresenta qualquer alusão a um “trono” do Espírito Santo. Para entendermos esta questão, é importante considerarmos primeiro o significado do “trono” de Deus nas Escrituras. Quase todos os textos bíblicos falam desse “trono” no singular. Por exemplo, o profeta Isaías teve o privilégio de ver “o Senhor assentado sobre um alto e sublime trono” (Isa. 6:1; ver também Sal. 9:7; Apoc. 4:2; 22:1, 3; etc.). Mas alguns textos mencionam a existência de “tronos” nas cortes celestiais, especialmente quando outros seres celestiais participam de uma sessão de julgamento. Por exemplo, o profeta Daniel diz que continuou olhando “até que foram postos uns tronos” no céu (Dan. 7:9). Também o apóstolo João afirma ter visto em visão “tronos” sobre os quais se assentavam “aqueles aos quais foi dada autoridade de julgar” (Apoc. 20:4). As visões e descrições de Deus assentado em Seu trono revelam primariamente a Sua soberania e majestade sobre o Universo. Por exemplo, no Salmo 45:6 é dito: “O teu trono, ó Deus, é para todo o sempre, cetro de equidade é o cetro do teu reino”. Mas, em muitos casos, Deus Se assenta em Seu trono para julgar as nações. Um exemplo disso é encontrado no Salmo 9:7 e 8: “Mas o Senhor permanece no seu trono eternamente, trono que erigiu para julgar. Ele mesmo julga o mundo com justiça; administra os povos com retidão”. Outra cena judicial, já mencionada, aparece em Daniel 7:9 e 10, onde é dito que “foram postos uns tronos, e o Ancião de dias se assentou”, e que “assentou-se o tribunal, e se abriram os livros”. Independentemente da ocasião e das circunstâncias envolvidas, a expressão “trono”, quando usada em relação a Deus, possui geralmente uma conotação mais funcional do que essencial. É interessante observarmos que Cristo exerce ao mesmo tempo os ofícios sacerdotal e real em Seu trono. Já em Zacarias 6:13 encontramos a seguinte profecia messiânica: “Ele mesmo edificará o templo do Senhor e será revestido de glória; assentar-se-á no seu trono, e dominará, e será sacerdote no seu trono; e reinará perfeita união entre ambos os ofícios”. Como rei, Cristo exerce também a função de juiz. Em João 5:22 é dito: “E o Pai a ninguém julga, mas ao Filho confiou todo julgamento”. Portanto, é plenamente evidente que Cristo deva compartilhar com o Pai o trono do Universo. O Espírito Santo, por Sua vez, exerce funções diferentes nos planos divinos. Entre elas estão as de representar a Deus no Universo (Sal. 139:7-12), convencer os seres humanos “do pecado, da justiça e do juízo” (João 16:8), glorificar a Cristo (João 16:14), derramar “o amor de Deus” no coração dos crentes (Rom. 5:5), edificar internamente a igreja (1 Cor. 12) e capacitá-la para o testemunho (Atos 1:8). Mesmo depois da final erradicação do pecado, o Espírito Santo continuará exercendo a função de Mantenedor do Universo (cf. Gên. 1:2). Não é de surpreender, por conseguinte, que Ele não seja mencionado como soberano ou juiz sobre o trono do Universo. Alguns indivíduos não se constrangem  e usam a expressão “trono de Deus e do Cordeiro” (Apoc. 22:1 e 3) para alegar que, como o Espírito Santo não aparece nesse trono, Ele não pode ser considerado uma Pessoa divina. Mas esse tipo de argumento envolve pelo menos dois problemas fundamentais: Primeiro, ele desconhece a conotação funcional da expressão “trono”, que descreve mais o status e o ofício de Deus do que a Sua natureza essencial. Em segundo lugar, esse argumento está baseado em uma espécie de raciocínio generalizante, sugerindo que alguém só existe se mencionado em todas as alusões aos demais componentes de seu grupo de pares. Neste caso, se o nome do Espírito Santo não aparece sempre que o Pai e o Filho são mencionados juntos, então o Espírito Santo não pode ser considerado parte da Divindade. Na Bíblia encontramos vários textos que mencionam ao mesmo tempo o Pai, o Filho e o Espírito Santo (ver Isa. 48:16; Mat. 28:19; Luc. 3:21 e 22; 1 Cor. 12:4-6; 2 Cor. 13:13; Efés. 4:4-6; Tito 3:4-7; etc.). Embora o Espírito Santo não seja mencionado explicitamente em Apocalipse 22:1 e 3 com o Pai e o Filho sobre o trono do Universo, esse fato jamais deveria ser usado para invalidar os demais textos bíblicos que mencionam o Espírito Santo como exercendo funções distintas 
do Pai e do Filho.

Fonte: Alberto R. Timm, Revista do Ancião em abr – jun 2006. Edição e correção ortográfica por Hendrickson Rogers. 

Para estudar mais sobre a Pessoa divina do Senhor Espírito, leia:

Jesus, o malfeitor na cruz e o Paraíso

A versão Almeida Revista e Atualizada (2.ª edição) traduz Lucas 23:43 da seguinte forma: “Jesus lhe respondeu: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso.” Mas se discute se o advérbio “hoje” (grego  sémeronestaria ligado ao verbo que o sucede (“estar”) ou ao verbo que o antecede (“dizer”). Embora a maioria das traduções opte pela primeira alternativa (“te digo,  hoje estarás  comigo no paraíso”), existem algumas traduções que preferem a segunda opção (“te digo hoje, estarás comigo no paraíso”). Já a Tradução Ecumênica da Bíblia preferiu preservar a ambiguidade do texto original grego: “Em verdade eu te digo, hoje, estarás comigo no paraíso”. A problemática envolvida na tradução de Lucas 23:43 é cuidadosamente exposta e analisada por Rodrigo P. Silva em sua tese doutoral, intitulada “Análise Lingüística do Sémeron em Lucas 23:43”, defendida em outubro de 2001 na Pontifícia Faculdade de Teologia Nossa Senhora da Assunção, em São Paulo. Com base em uma minuciosa investigação das  ocorrências do advérbio  sémeron  nos textos gregos do Antigo Testamento (tradução da Septuaginta) e do Novo Testamento, o autor da tese afirma que “na maioria absoluta dos casos” em que existe uma ambigüidade semelhante à de Lucas 23:43, “a ligação de  sémeron  com o primeiro verbo demonstrou-se a mais natural”. Isso significa que a tradução de Lucas 23:43 mais consistente com a sintaxe original seria “te digo hoje, estarás” (e não “te digo, hoje estarás”). Se o propósito de Cristo em Lucas 23:43 fosse prometer ao bom ladrão que este estaria com Ele “no paraíso” naquele mesmo dia, então a promessa acabou não se cumprindo, pois dois dias mais tarde o próprio Cristo afirmou que ainda não subira para Seu Pai (Jo 20:17). É certo que alguns intérpretes procuram contornar o problema sugerindo uma distinção artificial entre o “paraíso” celestial, para onde iria o bom ladrão, e as “moradas” celestiais, onde habita Deus o Pai. Mas essa tentativa acaba agravando ainda mais o problema, pois o lugar para onde Cristo prometera levar Seus seguidores não é outro senão as “muitas moradas” preparadas “na casa” de Seu Pai (Jo 14:1-3; ver também Ap 21:3; 22:3 e 4). Assim, a versão em espanhol Nueva Reina-Valera 2000 está correta ao traduzir Lucas 23:43 como: “Então Jesus lhe respondeu: ‘Eu te asseguro hoje, estarás comigo no paraíso’.” E esse paraíso é o próprio “paraíso de Deus” (Ap 2:7), onde Cristo habita com Seu Pai, e para onde serão levados os remidos de todas as épocas (Ap 7:9-17). 

Fonte: Alberto R. Timm, Revista Sinais dos Tempos, março/abril de 2002. Edição e atualização ortográfica por Hendrickson Rogers.

“Das riquezas de origem iníqua fazei amigos”

Em Lucas 16:1-8, aparece o relato da parábola de um homem rico que possuía um administrador infiel. Ameaçado de ser demitido de sua posição, esse administrador chama “cada um dos devedores do seu senhor” e lhes diminui indevidamente as respectivas dívidas. Por este meio ele procurou conquistar a amizade dos devedores, para que no futuro, ao ser ele efetivamente demitido, estes o recebessem “em suas casas” (verso 4). Iniciando a aplicação da parábola, Cristo afirmou: “E eu vos recomendo: das riquezas de origem iníqua fazei amigos; para que, quando aquelas vos faltarem, esses amigos vos recebam nos tabernáculos eternos” (verso 9). Uma análise do contexto desta passagem esclarece o fato de que Cristo não está estimulando aqui o suborno ou a aplicação indevida  dos recursos financeiros, pois logo no verso 11 Ele mesmo incentiva a fidelidade “na aplicação das riquezas de origem injusta”. As “riquezas” são consideradas como de “origem iníqua” ou “injusta” devido ao seu acúmulo ocorrer quase sempre em detrimento dos menos favorecidos (ver Tg 5:1-6). O fazer “amigos” com essas riquezas significa desprender-se delas, com o propósito de usá-las em benefício dos pobres (ver Lc 12:33,34). Um claro contraste é feito entre a transitoriedade do acúmulo de riquezas terrestres, que perderão finalmente seu valor, e a perpetuidade que resulta de sua devida aplicação. A generosidade para com os necessitados é considerada não como um mérito à salvação, mas apenas como “um teste de caráter” (Jamieson, Fausset e Brawn). Ajudando aos necessitados, estaremos rompendo com nossos próprios interesses egoístas, para acumular “tesouros no Céu” (Mt 6:19-21; Lc 12:33,34). O maior tesouro é, sem dúvida, a salvação eterna, pela graça de Cristo (Ef 2:8-10), daqueles que são levados a glorificar  a Deus por nossas boas obras de generosidade (ver Mt 5:16). Estes tesouros vivos são vistos metaforicamente, no texto sob consideração, como estendendo as futuras boas-vindas aos “tabernáculos eternos” àqueles que foram generosos para com eles nesta vida (ver Mt 25:31-46). Uma vez que Lucas 16:9 é parte da aplicação da parábola do administrador infiel (versos 1-8), a mensagem básica do texto pode ser bem sumarizada na seguinte paráfrase de Jack Blanco: “Vocês deveriam estar tão determinados a assegurar o seu futuro no Céu como esse administrador esteve em assegurar o seu futuro na Terra” (The Clear Word). 

Fonte: Alberto R. Timm, Revista Sinais dos Tempos, fevereiro de 1998. Edição por Hendrickson Rogers.

Cor de fósseis de besouro dá pistas sobre sua criação instantânea há milhares de anos

Quando brilham em seu máximo, as cores dos besouros podem fazer com que os insetos pareçam ser compostos de algum metal precioso. Mas quando esses besouros morrem e se convertem em fósseis, quanto dessa beleza luminosa é preservado? Essa pergunta tem intrigado a professora Maria McNamara, da Universidade Yale (EUA). Seu estudo microscópico sobre besouros fossilizados, publicado na última quarta-feira na versão online de Proceedings of the Royal Society, mostra como as cores que se mantêm nos insetos acabam sendo sutilmente alteradas. O que em vida era azul se transforma em verde após a morte, segundo as descobertas da especialista. A observação é fascinante porque significa que os cientistas poderão identificar, com grande chance de acerto, qual era a aparência de criaturas que viveram milhares de anos atrás. E essa informação sobre as cores pode ser particularmente reveladora a respeito da forma como um besouro viveu sua vida. “Essas cores têm diversas funções visuais”, disse McNamara, que também é afiliada com a Universidade College Dublin, na Irlanda. “Elas podem funcionar para comunicações, por exemplo, ou para regulação térmica. Assim, é importante conseguir reconstruí-las corretamente, para que possamos saber para que esses organismos usavam as cores”, explicou à BBC News. [Se para falar sobre as cores do besourinho a cientista usa o verbo “reconstruir”, imagine se toda a estrutura da criatura fosse mencionada! Deus se deixa achar mesmo numa Natureza afetada pelos anjos maus a milhares de anos. Os pesquisadores dela escolhem confessar isto ou não.]

Luz e esqueleto As cores espetaculares que vemos em muitos besouros são o resultado da forma como a luz interage com finíssimas camadas de materiais que compõem a cutícula – ou esqueleto – do animal.  [E tais “finíssimas camadas” além da própria “luz”, vieram de onde? A Bíblia e a Ciência o sabem! E os que manuseiam esses dois grandes compêndios divinos reconhecerão o Criador dos besouros e dos mundos?] Pequenas estruturas compostas da substância quitina se curvam e refletem a luz, destacando alguns comprimentos de onda específicos. McNamara e seus colegas examinaram os esqueletos de diversos fósseis de besouros, datados de 15 milhões a 47 milhões de anos [conforme a visão evolucionista dos cálculos de datação]. A equipe usou poderosos microscópios para entender como as propriedades de controle de luz desses fósseis haviam sido afetadas pelo processo de fossilização, em que átomos e moléculas de tecidos podem ser removidos ou substituídos. Os pesquisadores descobriram que as estruturas haviam permanecido, mas sua composição química havia sido alterada. A consequência disso é que as cores preservadas mudavam seu comprimento de onda. Um besouro que, quando vivo, era de cor violeta se tornaria azul quando fossilizado; um azul vivo ganharia tons de verde após ficar enterrado por milhões de anos [ibidem], e assim por diante. “O que acontece é que o índice refratário (de luz) do esqueleto muda”, explicou McNamara. “Isso é uma medida de o quanto a luz se curva. E significa que a química deve ter sido alterada, porque o índice refratário em um material depende da composição desse animal.” A pesquisadora ressalvou que as mudanças de comprimento de onda diferem levemente entre as espécies, e que os besouros estudados pela equipe de McNamara vieram todos de sedimentos similares de lagos. Outros tipos de sedimento podem provocar resultados diferentes, ela afirmou.

Fonte: Uol Ciência.


“Ninguém é bom senão um, que é Deus”. E o Senhor Jesus não é bom? Ele não é Deus?

O Senhor Jesus disse: “Por que me chamas bom? Ninguém é bom senão um, que é Deus” (Mc 10:18). Porém, em Lc 6:45 Ele afirmou: “o homem bom do bom tesouro do coração tira o bem”! E Davi também afirmou: “JAVÉ firma os passos do homem bom” (Sl 37:23). Como entender essa contradição? E mais, Jesus não é Deus?! Só há uma Pessoa divina, Deus Pai?


Mateus, João Marcos (At 15:37) e Lucas registraram o diálogo entre o “bom Mestre” e o “homem de posição” (mais conhecido como o jovem rico!). Confira Mt 19:16-23, Mc 10:17-22 e Lc 18:18-23. É curioso notar como Mateus não apresenta a saudação que os outros dois escritores bíblicos afirmam ter ouvido daquele homem (Almeida Atualizada): “Bom Mestre, que farei par herdar a vida eterna?” (Marcos e Lucas) “Mestre, que farei eu de bom para alcançar a vida eterna?” (Mateus) E Marcos é o único em afirmar que o homem se ajoelhou ao saudar Jesus e fazer-Lhe a grande pergunta!

Desejo fazê-lo(a) ver que tais informações não são necessariamente contradições! Você certamente já ouviu da história dos seis indianos cegos que apalparam o mesmo elefante e mencionaram animais diferentes, ao serem perguntados sobre o que eles achavam que estavam tocando. Ao tocar em partes distintas do grande animal, os seis homens pensaram e imaginaram coisas diferentes! Embora os escritores bíblicos em questão não tenham sido deficientes visuais, certamente, por serem humanos, pecadores e únicos, mesmo sob a poderosa influência do Senhor Espírito (II Pe 1:20,21), notaram e registraram aquilo que o conteúdo, a personalidade de cada um ponderou! Lembre-se, Deus não oblitera a identidade de Seus instrumentos, ainda que isso prejudique a qualidade da obra, da missão designada para eles. O Criador é muito educado e respeitador, diferentemente de Seu opositor que, ao possuir um organismo vivo (humano, animal ou vegetal), impõe sua própria identidade e altera as características singulares da vítima. Dê uma olhada na Natureza (crueldade, deformações), na própria Bíblia (a serpente, os espinhos e as culturas que ofereciam sacrifícios humanos e promiscuidade como adoração aos deuses!) e compare o estilo de vida dos anjos não caídos com o dos anjos caídos e veja quão intruso e inconveniente é Satanás em contraste com a beleza do caráter fidedigno dos Governadores do universo, JAVÉ trino.

Segundo o Léxico do Novo Testamento (Grego-Português) de F. Wilbur Gingrich, o bom em questão possui os seguintes significados: [αγαθός, ή, όν] bom, benéfico — 1. Aplicado a pessoas: Deus, perfeito, completo Mc 10.18. Moralmente bom, reto, justo, de Cristo Jo 7.12, de pessoas Mt 12.35; At 11.24. Bom, benevolente, benjeitor At 9.36; 1 Pe 2.18. — 2. aplicado a coisas: fértil Lc 8.8; são Mt 7.17s.; benéfico, íntegro 7.11; útil Ef 4.29; próspero, feliz 1 Pe 3.10; limpo 1 Tm l.5firmeTt 2.10; confiável 2 Ts 2.16. Melhor Lc 10.42. — 3. neut., usado como subst. em sentido moral, o que é bom, o bem Rm 2.10. Bons atos, boas obras, Jo 5.29. Bem, lucro Rm 8.28. Bens, propriedades Lc 2.18; 16.25.  

Assim sendo, temos o “bom Mestre” (Mc 10:17 e Lc 18:18) significando “Mestre justo, moralmente bom”; o “homem bom” (Lc 6:45 e Sl 37:23) significando “o Senhor firma os passos de um homem, quando a conduta deste o agrada” (Sl 37:23, NVI), que melhor traduz as expressões presentes na LXX. Portanto, não há contradição também no quesito doutrina bíblica entre os textos citados.

A próxima questão a ser respondida tem que ver com a divindade do Senhor Jesus. Eu não vou começar a respondê-la ignorando o fato evidente da humildade de Cristo (e até aparente autonegação de Sua divindade!) ao responder à saudação do “homem de posição”: “Por que me chamas bom? Ninguém é bom senão um, que é Deus” (Mc 10:18 e Lc 18:19). Primeiro quero contextualizar a resposta do grande Emanuel. Depois confirmar Sua forma humana que não somente O diminuiu em relação ao Pai (Jo 14:28) e ao Senhor Espírito (14:12) como também O tornou, até hoje, único (1:18), diferente  dos Outros Dois (Zc 13:6 e Ap 1:18), mas não menos divino que Eles (Rm 9:5 e Ap 5)!

Jesus nunca concordou com a salvação pelas obras “[A pergunta do “homem de posição”] refletia o típico concito farisaico da justificação pelas obras como passaporte para a vida eterna (cf. Mt 19:17). O jovem rico havia cumprido conscienciosamente a todos os requisitos da Lei, pelo menos segundo as aparências! Sem dúvida também havia feito tudo o que ordenavam os rabinos, mas sentia que algo lhe faltava” (Comentário Bíblico Adventista em espanhol, 446). “O jovem que fez essa pergunta era príncipe. Tinha grandes haveres e ocupava posição de responsabilidade. Vira o amor que Cristo manifestara para com as crianças que Lhe foram levadas; viu quão ternamente as recebera e tomara nos braços, e o coração encheu-se-lhes de amor para com o Salvador. Sentiu o desejo de ser Seu discípulo. Tão profundamente movido foi, que, ao seguir Cristo Seu caminho, correu após Ele e, ajoelhando-se-Lhe aos pés, dirigiu com sinceridade e fervor a pergunta tão importante para sua alma e a de toda criatura humana: ‘Bom Mestre, que farei para herdar a vida eterna?’. ‘Por que Me chamas bom?’ disse Jesus, ‘ninguém há bom senão um, que é Deus.’ Mar. 10:18. Jesus desejava provar a sinceridade do príncipe, e verificar em que sentido O considerava bom. Compreenderia ele que Aquele a quem falava era o Filho de Deus? Qual o verdadeiro sentimento de seu coração? Esse príncipe tinha em alta conta sua própria justiça. Não pensava, na verdade, que faltasse em qualquer coisa; contudo, não estava de todo satisfeito. Sentia a falta de algo que não possuía. Não poderia Jesus abençoá-lo assim como fizera às criancinhas, e satisfazer-lhe a necessidade da alma?” (DTN, 518) É como se o “bom Mestre” daquele homem fosse uma homenagem a Jesus, mas vinda de um igual a Ele. Sua saudação refletia seu autoconceito. É como se ele pensasse: “Sou tão justo como aquele rabi, mas não consigo ser tão feliz, satisfeito e operante pela salvação dos outros como ele”!

Jesus é a salvação dos pecadores O Deus-Homem levou a atenção daquele pecador para o fato de não existir ser humano algum que alcance o Céu sem a misericórdia de Deus. Não é possível por processos humanos (invenções) melhorar o caráter, vencer a natureza pecaminosa e as tentações sobrenaturais dos anjos caídos sem a intervenção divina. E essa misericórdia e intervenção têm um Nome – Jesus Cristo! Aquele pobre pecador contaminado com a filosofia satânica de vida a parte de Deus (Gn 3:4), disseminada na época pelos próprios líderes da religião judaica através da salvação pelas obras, pela descendência abraâmica, precisava entender que “ninguém [humano] é bom senão um, que é Deus”! Propositalmente Jesus mencionou os mandamentos da Lei menos obedecidos pelos fariseus: o 6°, 7°, 8°, 9° e 5° – nesta ordem – e sintetizou-os com Lv 19:18: “amarás o teu próximo como a ti mesmo”. Guardar o sábado, não orar a imagens de escultura de nada valem se maltratamos o próximo! (Tg 2:10) Ou seja, o “bom Mestre” estava demonstrando que o obedecer a Deus não era um costume do povo escolhido e ainda assim criam em méritos pessoais perante Deus! No entanto o judeuzinho argumentou que fazia tudo certo ao que Jesus contra-argumentou: “prove que você ama ao próximo vendendo tudo e dando o respectivo valor aos pobres. Prove que você ama a Deus Me seguindo!” (Compare com Mt 19:21) Observe que:

a)      Se Jesus não fosse Deus certamente estaria cometendo o pecado da exaltação própria ao ordenar àquele pecador que O seguisse como se segue a Deus – por inteiro!
b)      Ao ordenar ao “homem de posição” que O seguisse estava respondendo a pergunta introdutória do diálogo com a resposta: “Eu sou a vida eterna” ou pelo menos “Siga-Me e terás a vida eterna”!
c)      Ao ordenar ao pecador que O seguisse, o “bom Mestre” estava assumindo a posição de não humano, pois, há poucos instantes declarara: “ninguém é bom senão um, que é Deus”; logo, Ele afirmou ser divino, pois era “bom” o suficiente para fazer o pecador “alcançar” ou “herdar a vida eterna”, mas ao mesmo tempo também era humano, pois havia Se incluído na sentença “ninguém é bom senão um, que é Deus”! Cristo afirmou naturalmente que precisava tanto de Deus como qualquer outro ser humano para ser “bom” e simultaneamente assegurou que podia salvar um pecador, guiando-lhe os passos! (Veja também Jo 14:6 e 11,12)

Conclusão Cristo era (e é) Deus-Homem. Qualquer outra inferência nos leva a contradizer o raciocínio do próprio Cristo! Quando Ele afirmou que Deus somente era “perfeito e completo”, Ele Se incluiu. Veja você mesmo em sua Bíblia. Ele não disse: “só o Pai é bom” ou “só o Espírito Santo é bom”. Ele asseverou: “só Deus é bom”! E o Deus bíblico, o Criador, Mantenedor e Redentor é uma unidade indivisível composta por Três pessoas divinas. Por outro lado, não é errado chamar Deus Pai, Deus Jesus e Deus Espírito, uma vez que os próprios autores das Escrituras o fazem:

I)                   Deus Pai: “Subo para meu Pai e vosso Pai, para meu Deuse vosso Deu” (Jo 20:17).
II)                Deus Jesus: “deles descende o Cristo, segundo a carne, o qual é sobre todos, Deus bendito para todo o sempre. Amém!” (Rm 9:5). E olha que quem escreveu isso já havia sido um dos piores arianos, antitrinitarianos que já pisaram na terra!
III)             “Então disse Pedro: … mentisses ao Espírito Santo… . Não mentiste aos homens, mas a Deus” (At 5:3,4).         

Afinal, como Deus morreria se não Se tornasse criatura? Contudo, como Deus poderia salvar se deixasse de ser Deus? O “descendente” da mulher (Gn 3:15) humildemente assumiu uma existência inferior a do Deus (trino) para morrer por Seus próprios filhos. Viveu como homem salvo pela graça divina e morreu como homem perdido (Mt 27:46) para que pudéssemos escolher nosso próprio destino! Ele não se envergonhou de nos chamar irmãos (Hb 2:11), nem de chamar Deus de Pai! Certamente Ele não Se sente mau, até hoje, de ser o “Deus singular” (Jo 1:18). Porém, como poderá salvar um pecador que se recuse a segui-Lo? O “Autor da vida” (Nm 27:16 e At 3:15), o Todo-poderoso JAVÉ “EU SOU” (Jo 8:58 e Êx 3:14) – Jesus, o Cristo –  lhe convida a  invocar o único Nome que pode salvar um pecador, o Seu próprio Nome: JAVÉ, Jesus! (At 4:12, 5:41, Rm 10:13 e Jl 2:32)  Hendrickson Rogers.

O “Gênesis 1” de boa parte das igrejas contemporâneas!

Antes de ler os versículos seguintes lhe informo que meu objetivo nesta postagem não é generalizar, não é descrer no Dízimo e nas ofertas. Meu escopo é lhe fazer pensar se a narrativa que segue descreve sua comunidade religiosa. Posso até no lugar da palavra “pastor” enxergar “padre”, “bispo”, “papa”, etc. Se a Bíblia não é a base da origem de sua igreja, cuidado! Você pode estar vivendo exatamente o que está escrito nas linhas abaixo. (Hendrickson Rogers) 

1 No princípio ele criou  a sua própria igreja, alugando um lugar para reunir algumas pessoas sem ter denominação alguma e declarou a si mesmo “pastor”.



2 E a igreja era sem forma e vazia, mesmo assim algumas pessoas vieram apoiá-lo. E até então o Espírito de Deus pairava sobre a face daquele lugar.


3 E o pastor disse: façamos uma oferta para arrumar a igreja e a oferta foi recolhida.

4 E o pastor viu que a oferta e as pessoas eram boas e apoiavam suas idéias; então separou uma oferta para a igreja e outra para si mesmo.

5 E o pastor chamou aquilo de doações para não pagar impostos e as que cobriam suas despesas foram chamadas de dízimo. E passou a tarde e a manhã pedindo dinheiro.

6 Então disse o pastor: haja expansão entre os congregantes e separou as pessoas que o interessavam das que não interessavam muito.

7 E fez o pastor uma expansão e separou os menores de idade e os chamou de crianças e adolescentes e os maiores de idade de: assembleia geral, grupo de homens, de mulheres, de adultos solteiros… E assim por diante.

8 E o pastor chamou a expansão de “Minha igreja”. E passou a tarde e a manhã fazendo uma reunião especial para atrair mais pessoas.

9 Então disse o pastor: Juntem-se aqueles que sabem tocar algum instrumento e descubram quem gosta de cantar. E isso aconteceu.

10 E chamou o pastor os que tocavam e cantavam de “Meu grupo de louvor” e as outras pessoas de servos. E viu o pastor que isso era bom e lhe convinha.

11 Então disse o pastor: Surja dentre o povo quem venha para a igreja disposto a lavar e limpar os banheiros, cadeiras e deixar tudo arrumado e limpo. E isso aconteceu,

12 Pois a igreja produzia pessoas de bom coração que ajudavam sem reclamar, pessoas que trabalhavam sem esperar nada em troca e sabiam em seu coração que aquilo que faziam  valia a pena, mesmo sem serem reconhecidos. E viu o pastor que para ele isso era bom e lhe convinha,

13 E passaram a tarde e a manhã fazendo limpeza e arrumando o templo e colocavam todos dinheiro do próprio bolso para isso.

14 Então disse o pastor: Haja luz e aparelhos de som para as reuniões e também para eventos especiais; pessoas que entendam de som e venham antes da reunião para preparar tudo e sejam tão comprometidos que posso reclamar se algo não ficou muito bom,

15 e dar ordens como se fossem meus empregados mesmo que nunca recebam um centavo sequer para isso e me sirvam por muitos anos. E isso aconteceu.

16 E fez o pastor duas grandes equipes de líderes, os 12 líderes “importantes”, seus amigos e vice-líderes de célula para lhe obedecer sem precisar se relacionar com eles. Assim  nasceram as “estrelas”.

17 E fez o pastor a expansão de sua igreja e chamou isso de “ministérios”,

18 para exercer domínio em todas as áreas de serviço, o tempo todo procurando ofuscar os outros e fingindo ter elevados níveis de espiritualidade para alcançar uma posição de liderança. E viu o pastor que isso era bom nisso e o ajudava a controlá-los melhor,

19 E houve durante a tarde e a manhã cursos de “liderança”,

20 Disse o pastor: Produzam mais pessoas responsáveis ​​pelas crianças, porque são muito inquietas e distraem os pais da minha pregação e da hora da oferta,

21 E criou os grandes animais do pastor e os traumas de infância, enchendo as crianças de histórias repetitivas em aulas chatas, professores sem preparação que só conseguiram  fazer que ninguém queria ouvi-lo. E lá estava o pastor que não era bom,

22 O pastor parabenizou os líderes dizendo: “sejam frutíferos, multipliquem os membros de minha igreja, me tragam ofertas e relatos de pessoas que estão em rebeldia por não pensarem como eu para que possa convencê-las ou mandar embora. E os líderes concordaram,

23 E houve durante a tarde e a manhã uma refeição apenas para os doze líderes

24 Então disse o pastor : Gravem um CD de louvor ao vivo de nossa congregação, um site, uma editora para os meus livros e tudo que seja necessário para que vejam como a minha igreja é mais moderna, mais abençoado e melhor que as outras . E isso aconteceu,

25 E fez ele congressos de jovens, de mulheres, de homens, de líderes de louvor, teve livros publicados, CDs de música gravados; vendeu pregação, ingressos para cafés, seminários, pré-encontros, encontros, reuniões e pós-encontros. E viu o pastor que para ele isso era bom,

26 Então disse o pastor : “Façamos Deus à minha imagem e semelhança, do jeito que sou e tudo que eu digo de bom ou de ruim, aceitável ou inaceitável, incluindo música, televisão, cinema, roupas, forma de falar, de liderar uma reunião e assim por diante. Mesmo quando não há base bíblica e são apenas meros caprichos serei respeitado. Quem pensar o contrário será julgados à revelia e expulso de minha igreja. Eu vou reinar sobre todos os membros da minha igreja dizendo: “Deus quer, Deus me disse, Deus me mostrou”, quando na realidade é apenas o que “eu digo, eu sinto e eu amo”.

27 E o pastor criou Deus  à sua imagem… e Deus viu que isso não era bom.

Fonte: Fora da Zona de Conforto! Edição e correção ortográfica por Hendrickson Rogers.

Péssimo exemplo para a religião muçulmana!

O problema da Europa talvez não sejam os ciganos [mas sim] os muçulmanos – mas muitos são já cidadão europeus! E é assim que falam da Europa que os acolheu[:]

Estas fotos foram tiradas durante a manifestação “A religião da paz” recentemente celebrada pela comunidade muçulmana, em Londres. Não se publicou na imprensa nem na tv para não ofender ninguém…
MATAI AQUELES QUE INSULTAM O ISLÃO; …..
EUROPA PAGARÁS: A TUA DEMOLIÇÃO ESTÁ EM MARCHA;
EUROPA PAGARÁS: A TUA EXTERMINAÇÃO ESTÁ A CAMINHO,…..
DECAPITAI OS QUE INSULTAM O ISLÃO
‘EUROPA É O CÂNCRO, ISLÃO É A RESPOSTA’
‘EXTERMINAI OS QUE VÃO CONTRA O ISLÃO’
‘O ISLÃO DOMINARÁ O MUNDO’
‘QUE A LIBERDADE VÁ PARA O INFERNO’
‘EUROPA. TIRA ALGUMAS LIÇÕES DO 11 DE SETEMBRO’
‘EUROPA PAGARÁS. O TEU 11 DE SETEMBRO ESTÁ A CAMINHO’
‘PREPAREM-SE PARA O VERDADEIRO HOLOCAUSTO’
ALGUÉM PODE PENSAR QUE TEMOS ALGO CONTRA ESTA GENTE TÃO PACÍFICA?
SERÁ QUE EU PODIA MANIFESTAR-ME NO PAÍS DELES DESTA FORMA?

Jesus prometeu: “Falarão em novas línguas”.

Como entender a promessa de falar “novas línguas”, em Marcos 16:17? Como o conteúdo de Marcos 16:9-20 não aparece nos manuscritos gregos mais antigos e melhores, especialistas em crítica textual do Novo Testamento têm sugerido que o evangelho de Marcos terminava, originalmente, com o verso 8 do capítulo 16. Diante disso, se poderia argumentar que o texto de Marcos 16:17 não compartilha da mesma autoridade canônica que o restante do Evangelho. Mas independente de aceitarmos ou não o conteúdo de Marcos 16:9-20 como parte do Cânon Sagrado, é importante observar que, na expressão “novas línguas” de Marcos 16:17, o termo original grego para “novas” é kainós (novas línguas para quem fala) e não néos (línguas até então desconhecidas). Isso significa, portanto, que essas “novas línguas” dizem respeito às mesmas línguas de nações mencionadas em  Atos 2:4 como “outras línguas”, plenamente compreensíveis às respectivas pessoas que as reconhecem como suas línguas maternas (At 2:6, 8 e 11). O fato de Mateus 16:17 colocar o dom de falar em “novas línguas” como parte dos “sinais” que haveriam de acompanhar aqueles que cressem, não significa que esse dom deveria ser concedido a todos os crentes em todas as épocas e lugares. Assim como os cristãos não haveriam, obviamente, de pegar “em serpentes” todo tempo (verso 18), também não é de se esperar que eles devessem falar sempre em “novas línguas”. Além disso, Paulo esclarece que o dom de línguas é dado apenas a alguns crentes, havendo uma necessidade concreta que justifique a sua manifestação (ver 1Co 12:4-11, 28-30).
Fonte: Por Alberto R. Timm, Revista Sinais dos Tempos, janeiro/fevereiro de 2000. Edição por Hendrickson Rogers.

Brasil corre para registrar línguas indígenas que estão desaparecendo!


(Estadão) Em 2012 o governo federal vai destinar R$ 2,1 milhões para projetos de documentação de línguas indígenas ameaçadas de extinção. Será a primeira vez que esse tipo de ação terá uma destinação específica de verbas no Orçamento da União.




A decisão do governo está ligada a pressões internacionais. O Brasil figura em terceiro lugar na lista dos dez países do mundo com maior número de idiomas ameaçados.De acordo com o Atlas das Línguas do Mundo em Perigo, no território brasileiro o total de línguas condenadas ao desaparecimento chega a 190. No topo da lista daquela publicação aparecem a Índia, com 198 línguas, e os Estados Unidos, com 191.O Atlas é uma publicação da Unesco, braço da Organização das Nações Unidas (ONU) para as áreas de educação, ciência e a cultura. No início deste mês, durante um congresso internacional realizado em Quito, no Equador, a instituição apresentou publicamente a sua quarta reedição, com dados atualizados.De acordo com a públicação, qualquer língua falada por menos de um milhão de pessoas corre algum risco. Por esse critério, do total de quase 6 mil línguas existentes no mundo, cerca de 2.500 estão em perigo.No Brasil estima-se que cerca de 40 línguas são faladas por menos de 300 habitantes. Na avaliação do diretor do Museu do Índio, o antropólogo José Carlos Levinho, elas devem desaparecer nas próximas duas décadas.O museu coordena há três anos um esforço nacional de registro e documentação das línguas que irão desaparecer. O dinheiro da União será destinado a essa empreitada, que também conta com o apoio do Instituto Max Planck, da Alemanha, e de várias universidades e centros de pesquisa do País. Além dos recursos da União, o projeto tem recursos da Fundação Banco do Brasil e da Unesco.Na entrevista abaixo, concedida ao estadão.com.br, Leivinho fala sobre o desafio de documentar as línguas indígenas antes que desapareçam.


O número apontado pela Unesco, de 190 línguas ameaçadas de extinção, está correto?Não existe um número exato. As estimativa variam de 160 a 190 línguas. Nesse conjunto, o que mais nos preocupa é que quase 40 são faladas por menos de 300 habitantes. Isso significa que é praticamente impossível que continuem existindo. Esse patrimônio cultural vai desaparecer, provavelmente, nas próximas duas décadas.

Por que o assunto preocupa tanto a Unesco? É possível salvar essas línguas?A Unesco se preocupa porque se trata de um patrimônio cultural que demorou milhares de anos para ser construído e está desaparecendo num curto espaço de tempo. Não propõe salvar as línguas, mas documentá-las antes que desapareçam. Trata-se do registro das línguas, das culturas, dos acervos indígenas.

O que o Museu tem feito?Nos últimos três anos trabalhamos com a documentação de um grupo de 13 línguas e 22 culturas, escolhidas no meio daquele conjunto ao qual já me referi, das 40 mais ameaçadas.

Como é feito o trabalho?Trata-se do registro da língua, em arquivos digitais, com o objetivo de conhecê-la, o que não é fácil. A compreensão de uma língua é extremamente complexa. O trabalho também inclui a produção de uma gramática básica, dicionário, material didático e diagnóstico sociolinguístico. No momento já temo s 493 horas de filmes gravados em vídeos, com informações necessárias para o entendimento da língua. Também temos 321 horas de gravação de áudio e um conjunto de 50.017 fotografias documentando a vida desses povos.

O que será feito com esse material?Nós vamos por tudo na internet, à disposição dos interessados. Os conteúdos também serão postos à disposição das escolas. Após o término da digitalização, todo o material coletado será devolvido aos povos indígenas.

No meio da população brasileira, que gira em torno de 400 mil pessoas, qual a língua mais falada? E qual tem menos falantes?A mais falada é o guarani. Quanto à segunda parte da pergunta, não é possível dar uma resposta exata. Já encontramos casos em que sobraram só dois falantes. Em Rondônia foi localizado um idioma falado por cinco sobreviventes de um povo. Desde que iniciamos o trabalho, três anos atrás, já vimos duas línguas desaparecerem, por falta de falantes, no Mato Grosso.

Jesus considerou puros todos os alimentos?

[Vamos começar com] Mateus 15:10-20. Ali é dito que “não é o que entra pela boca o que contamina o homem” (verso 11). Não é necessário ser um perito em exegese bíblica para perceber que Cristo está Se referindo aqui não à contaminação física e sim à contaminação espiritual do homem. Se realmente pudéssemos ingerir qualquer coisa, sem que isso prejudicasse o nosso organismo, então não haveria mais necessidade de conhecermos os princípios básicos de nutrição e higiene, de procurarmos consumir apenas os alimentos da melhor qualidade e de advertirmos os jovens a respeito dos malefícios das drogas. Para compreendermos a declaração de Mateus 15:11, precisamos levar em consideração o fato de que ela foi proferida por Cristo em resposta à acusação dos “fariseus e escribas”, de que os discípulos transgrediam “a tradição dos anciãos”, ao comerem sem antes lavar as mãos (versos 1 e 2). Esse ato de lavar ritualmente as mãos não era motivado por razões de higiene, mas para evitar a contaminação religiosa. Mesmo destituído e qualquer fundamentação bíblica, o rito era considerado pelos fariseus tão normativo como a própria lei mosaica. Tentando romper com essa tradição infundada, Cristo declarou que a contaminação religiosa do ser humano não reside na prática de ritos exteriores, mas na degradação interior do coração que se manifesta exteriormente. Ele esclarece: “Porque do coração procedem maus desígnios, homicídios, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos, blasfêmias. São estas as coisas que contaminam o homem; mas o comer sem lavar as mãos não o contamina” (Mt 15:19 e 20; ver também 23:1-39). Em outras palavras, Cristo deixou claro “que o mal que sai da boca é muito maior do que qualquer mal que possa entrar nela quando se come alimento ritualmente impuro” (R.V. G. Tasker). O mesmo incidente de Mateus 15:1-20 é também registrado em Marcos 7:1-23, com o acréscimo das palavras: “E, assim, considerou ele puros todos os alimentos” (verso 19). É importante notarmos que, mesmo nesta afirmação, Cristo não está dizendo que todas as coisas, quer animais ou vegetais, são puras e apropriadas para a alimentação. O que o texto está enfatizando é simplesmente o fato de que todas as coisas divinamente criadas com o propósito de servirem como alimento aos seres humanos são apropriadas, independente da falsa contaminação a elas atribuídas pelas tradições farisaicas sobre o lavar ritual das mãos antes das refeições.
Fonte: Alberto R. Timm, Revista Sinais dos Tempos, maio de 1998. Edição por Hendrickson Rogers.