A renúncia de Joseph Ratzinger (Bento XVI) e os três poderes mundiais: sexo, poder e dinheiro!

No dia 11 de fevereiro de 2013, uma notícia chamou
a atenção do mundo inteiro: o anúncio da renuncia do Papa Bento XVI. Ela foi
recebida por uma boa parte da opinião pública com uma dose de surpresa. Isso
porque nada semelhante aconteceu em 700 anos. A inesperada abdicação do
pontificado por Joseph Ratzinger motivou uma série de especulações por parte da
imprensa mundial. Ao ler alguns artigos, pude perceber que a Igreja Católica se
viu, pelo menos Bento XVI, diante das ameaças corrosivas dos três poderes que
praticamente movem as macros estruturas mundiais: sexo, poder e dinheiro.
           
Em relação ao sexo, a igreja por muito tempo tenta esconder os
escândalos de pedofilia dos padres nos países em que a Sé Católica atua. Apesar
das tentativas de Ratzinger de investigar por meio de inquérito oficial os
escândalos de abuso sexuais segundo a agencia de notícia Reuters, isso se
demonstrou insuficiente. De acordo com o artigo publicado no site do jornal
Valor Econômico, acordos e julgamentos nos casos de abuso sexuais custaram
bilhões de dólares e levaram algumas dioceses à falência. E mais ações desse
tipo estão pendentes. Apesar de sua reputação como teólogo, o que parece é que
ele se viu impotente diante do que conscientemente deveria fazer, porém sem
força política para poder fazer.
           
Já em relação ao poder, fica claro que nos corredores do Vaticano havia
uma constante pressão sobre Bento XVI vinda de cardeais que não se adaptaram à
maneira de Ratzinger em conduzir a administração da igreja. Segundo o
articulista Gabriel Gomes da revista CartaCapital, as disputas pelo poder
ficaram evidentes no escândalo do mordomo que cuidava do Papa. Ele roubou
documentos sigilosos que deixavam claro o jogo de poder no Vaticano e os
divulgou para a imprensa. O que parece é que ele não agiu sozinho, dando a
entender, portanto, que alguém mais estava interessado em manchar a
administração do representante maior da igreja Católica. Ratzinger se viu sem
chão político para conduzir o seu mandato. A pressão política se mostrou mais
forte.
           
Falando em poder econômico, parece também que Ratzinger se viu
pressionado com os crescentes resultados financeiros negativos no balancete da
igreja. O Banco do Vaticano diante da perda de receitas se viu obrigado a
fechar os caixas eletrônicos e proibiu as bilheterias e lojas do museu de
aceitarem cartões de débito e crédito como pagamento dos visitantes, segundo Carol
Matlack em Valor Economico. Como se não bastasse, foi descoberto, em 2010, uma
rede de lavagem de dinheiro liderada por Ettore Gotti Tedeschi, então
presidente dessa instituição financeira, que custaram aos cofres do banco US$
30,8 milhões. Se o dinheiro diminui, as relações se enfraquecem. Foi o que
ocorreu com Bento XVI.
           
Diante disso, o que se pode esperar do novo líder que a igreja Católica
elegerá é alguém que saiba lidar com as finanças, com o poder e sexologia dos
padres. Alem do mais, ele terá que efetuar duras reformas no Vaticano e se
possível até mesmo na Tradição da Igreja. Portanto, o próximo líder católico
terá que conduzir a igreja para grandes mudanças que podem se estender até às
relações que a igreja mantém com as diversas instituições políticas e
religiosas mundiais.

O “Kiss” do desprezo – o costume de culpar os outros e as Escolas Públicas brasileiras!

por  Cristovam Buarque (que é senador) e Hendrickson Rogers (que é professor)
Não é difícil perceber como as manchetes das revistas do último fim de semana se referem à tragédia humana da boate Kiss de Santa Maria: “Quando o Brasil vai aprender?”, “A asfixia não acabou”, “Tão jovens, tão rápido e tão absurdo” e “Futuro roubado”. É também uma tragédia que pode ser associada às escolas de todo o Brasil. É como se a boate de Santa Maria fosse uma metáfora da escola brasileira.

Na primeira delas, os jovens perderam a vida por inalar um gás venenoso; na outra as crianças perdem o futuro por não inalarem o oxigênio do conhecimento. A imprevidência de proprietários, músicos e fiscais levou à morte por falta de ar; a de políticos, pais e eleitores leva a uma vida incompleta por falta de educação. A tragédia despertou para os riscos que correm nossos jovens em seus fins de semana em boates, mas ainda não despertou para o que perdem nossas crianças e jovens no dia a dia de suas escolas.
Estamos fechando boates sem sistemas de segurança, mas ainda deixamos abertas escolas sem qualidade. Os pais começaram a não deixar seus filhos irem a boates inseguras, mas levam confiantemente suas crianças a escolas que não asseguram o futuro delas. Exigimos que as boates tenham portas de emergência, mas não exigimos que as escolas sejam a porta para o futuro das crianças.
A tragédia de Santa Maria provoca a percepção imediata da fragilidade vergonhosa na segurança de boates, mas a tragédia de nossa educação, apesar de suas vítimas, não é percebida. Isto porque ela é uma tragédia à qual nos acostumamos e nos embrutece, ou porque são crianças invisíveis pela pobreza, ou ainda porque somos um povo sem gosto pela antecipação, só ouvimos o grito de fogo e vemos a fumaça depois que matam. Por isso fechamos os olhos à tragédia da educação que hoje devasta a economia, a política e o tecido social do Brasil.
O abandono de nossas escolas não mata diretamente, mas dificulta o futuro de cada criança que não estuda. Se as escolas fossem de qualidade para todos, teríamos menos violência urbana, maior produtividade, mais avanços no mundo das invenções de novas tecnologias e um país melhor.
Por isso, ao mesmo tempo em que choramos as trágicas mortes dos jovens de Santa Maria, choremos também pelo futuro das crianças que não vão receber a educação necessária para enfrentar o mundo. Choremos pelos que perderam a vida na boate ao respirar o ar venenoso, e pelos que não vão receber nas escolas o ar puro do conhecimento.
Não vamos recuperar as vidas eliminadas na boate Kiss, podemos apenas chorar e nos envergonhar. Mas podemos evitar o desperdício das vidas que estão hoje nas “Escolas Kiss”: metáfora que une boate e escola, sobretudo, quando lembramos que a boate se chamava Kiss, nome que também deveríamos dar às nossas escolas de hoje: beijo do desprezo. Desprezo pelas vidas de jovens ou pelo futuro de nossas crianças.
NOTA: Ironias à parte (com relação ao título e à imagem que escolhi para esta postagem), discordo completamente quando se coloca a culpa da qualidade do ensino público num único fator! Por exemplo, usar a fala do senador Estevam para responsabilizar somente os políticos ou os professores ou os funcionários públicos é desconhecer a realidade das salas de aula de uma Escola Pública brasileira. Primeiro vamos acabar com as GENERALIZAÇÕES, as quais são um erro de raciocínio lógico muito comum (e diga-se mais, um erro muito conveniente!). Existem Escolas Públicas de todas as espécies, digamos assim. Existe aquela que honra a Deus quanto à organização de ALGUNS de seus membros, quanto ao esforço de ALGUNS de seus funcionários, quanto à dedicação de ALGUNS de seus alunos e quanto aos resultados no ENEM, nas Olimpíadas e no caráter de ALGUNS de seus alunos! O problema é que tais fatos não representam a maioria das Escolas Públicas.
Isso é efeito de muitas causas: 1ª CAUSA a falta de Deus, do cristianismo bíblico (não do cristianismo pouco útil de  ALGUNS católicos e de ALGUNS evangélicos brasileiros que não melhora em nada os índices do maior país católico-evangélico do mundo – o Brasil!); 2ª CAUSA a falta de valorizar o salário ou a negligência do dever de ALGUNS funcionários públicos, incluindo professores concursados (quer do Ensino Básico, quer do Ensino Superior), ainda que este seja ridículo (ninguém me obrigou a ser professor, certo?); mas, o que me impressiona mais é a 3ª CAUSA falta de interesse de muitas famílias e de muitos meninos e meninas, rapazes e moças com relação a Deus e à educação de seu caráter! É absurdo esse desinteresse e o interesse pela ociosidade, pelos vícios e pelo atrofiamento das faculdades mentais, físicas e espirituais!
Raciocine comigo: se um ser humano sonha, deseja muito algo, não são os anjos maus, os políticos maus, os funcionários públicos maus, os professores maus e os pais maus que irão impedi-lo. Somente Deus e essa pessoa que podem obstar! Obviamente a coisa é muito mais profunda e eu estou sendo simplista. Mas, em essência, é isso mesmo, pois Deus existe, a maioria das pessoas sabe disso e tem condições de buscá-Lo e conhecê-Lo, mas escolhe em vez disso, possivelmente, a maioria de nós prefere culpar os pais, o diabo, os políticos, os funcionários públicos e os professores! Que cada um chame a responsabilidade para si, seja protagonista de sua própria história, e com a graça e o poder do Espírito Santo consigamos todos (os que querem), no lugar de dar desculpas, justificar ou esconder os próprios erros e colocar a culpa nos outros, realizar nossos sonhos e permitir que Deus realize os dEle em nós e através de nós! Posso ser atrapalhado, mas, se Deus e eu queremos nada no universo conseguirá nos impedir. (Hendrickson Rogers)

A criação do ser humano e a existência da moral

Introdução
Ideia central 1: Ter sido criados à imagem e semelhança de um
Deus plural significa que manifestamos essa imagem quando nos relacionamos,
especialmente no contexto do casamento, que provê ainda o potencial para a
multiplicação. Em certo sentido, Deus concedeu o poder criador ao homem e à
mulher. Curiosa e diferentemente dos animais, os seres humanos têm conceitos de
moral. Por que um amontoado de matéria teria isso? Por que deveríamos confiar
nas conclusões e na moral oriundas de um cérebro tido como apenas um aglomerado
de moléculas? As “explicações” evolucionistas para a existência da moralidade têm
se mostrado insuficientes. A única resposta lógica é que o Legislador universal
nos fez à imagem dEle. Portanto, somos dotados de uma moralidade que se reporta
à moral absoluta dEle, ainda que de maneira inconsciente, para alguns.
Ideia central 2: A crença na origem da humanidade a partir de
um casal nos torna a todos irmãos e dotados da mesma dignidade,
independentemente de sexo, etnia ou condição social. O darwinismo social, de
certa forma, ajudou a combater essa ideia, justificando o domínio do mais fraco
pelo mais forte. Na Bíblia, Deus é apresentado como um Ser de amor
incondicional e Jesus nos convida a ser como Ele (Mt 5:44-48). A parábola do
bom samaritano (Lc 10:29-37) contradiz totalmente a lei do mais forte e
apresenta o caráter de Deus na prática; o caráter que deve ser manifestado
pelos seres criados à imagem dEle. O fato de o ser humano possuir moralidade o
torna responsável por esse senso e ele será julgado por essa compreensão.
Para refletir
1. O que significa o fato de termos sido criados pelo Deus triúno?
2. Por que a ideia de moralidade contradiz o evolucionismo
naturalista?
3. A humanidade tem origem em um casal criado por Deus. Como essa
crença afeta as relações humanas e contradiz o darwinismo?
Ampliação
À imagem do Grande Designer
Criado à imagem e semelhança do Criador, espera-se que o ser humano
também reflita os valores morais e éticos que caracterizam a natureza da
própria Divindade. Assim, a mente humana pode estar apta para discernir entre o
certo e o errado, entre o bem e o mal. Essa aptidão possibilita ainda ao
pesquisador identificar, no estudo do mundo natural, tanto esteticamente como
no âmbito da ciência, aspectos positivos (que apontam para propósito e
planejamento) e aspectos negativos (ligados a processos degenerativos). Na
realidade, as características belas e funcionais da natureza são tão
extraordinárias que cientistas religiosos ou não, por força da
própria razão, afirmam que o mundo natural está repleto de evidências de design.
Ou seja, seria possível, por meio do estudo sistemático da natureza, distinguir
entre o acidental e o intencional.
Nesse sentido se destaca a principal proposta da Teoria do Design Inteligente
(TDI): a mente humana está plenamente apta para perceber a diferença entre
acaso e desígnio. Essa percepção é de importância fundamental nos
acontecimentos cotidianos e é frequentemente utilizada na investigação
científica, especialmente nas atividades de pesquisa experimental. Assim, a TDI
inicia sua argumentação com a seguinte questão: Os objetos (por exemplo, os organismos biológicos) –
mesmo que nada seja conhecido sobre sua origem – exibem características
empiricamente detectáveis que sinalizam com segurança a ação de uma causa
inteligente?
Os próprios proponentes dessa estrutura conceitual sugerem a melhor
resposta para a referida pergunta que, por sua vez, constitui a premissa
fundamental do design intencional: existem sistemas naturais
que não podem ser adequadamente explicados em termos de forças naturais não
dirigidas e apresentam características que, em quaisquer outras circunstâncias,
atribuiríamos à inteligência. Essa mesma inteligência deixaria então um rastro
ou assinatura, denominado “complexidade especificada”. Por um lado, a complexidade assegura
que o sistema natural em questão não é tão simples que possa ser explicado
facilmente pela casualidade. A especificação, por sua vez, garante
que esse mesmo sistema mostre um tipo de padrão que é a marca registrada da
inteligência.
A TDI procura se limitar exclusivamente ao campo de atuação da ciência.
Por isso, a origem da vida e dos organismos não é considerada. A existência de
sistemas irredutivelmente complexos, frequentemente identificados na biologia,
representa um dos principais argumentos utilizados pelos adeptos desse modelo. Complexidade
irredutível
 pode ser entendida como um sistema cujas várias partes
estão inter-relacionadas de tal forma que, ao remover uma única parte, seria
completamente destruída a funcionalidade desse mesmo sistema (um bom exemplo é
célula).

Figura 1 – À imagem do Grande Designer
Evidentemente, os sistemas irredutivelmente complexos, que evocam intencionalidade
ou planejamento, não podem ter se desenvolvido mediante pequenas e sucessivas
modificações ao acaso (processo não dirigido), o que contraria frontalmente as
presumíveis modificações evolutivas progressivas (para as quais não se admitem
metas, planos nem propósitos).
No contexto dos argumentos da TDI, verifica-se, frequentemente, que o
evolucionismo ateísta é coerente e eficazmente desafiado. No entanto, a TDI
procura investigar apenas os efeitos da inteligência, sem se
preocupar com o agente inteligente. Ou seja, por um lado, a
evolução darwiniana (Teoria Geral da Evolução) é consistentemente questionada,
pois o tempo e o acaso jamais refletiriam designinteligente.
Entretanto, por outro lado, o paradigma em questão revela sua maior limitação:
muito embora sejam valorizadas as evidências de planejamento na natureza,
ignora-se o óbvio: a identidade do designer ou planejador.
É importante ainda destacar que o brilhante e coerente detalhamento de
inúmeras evidências de planejamento na
natureza e as contundentes e pertinentes críticas ao evolucionismo caracterizam
o Movimento do Design Inteligente como um forte aliado do
criacionismo. Entretanto, a TDI constitui, em sua concepção prevalecente, um
paradigma duplamente insatisfatório, pois se restringe praticamente ao campo da
biologia e ignora a existência do agente inteligente ou planejador.
Em última análise, uma inteligência fora da natureza é necessária para explicar
o projeto inteligente da própria natureza.
Assim, muito embora a TDI se apresente como um modelo válido e coerente,
ela é epistemicamente insuficiente. Ou seja, a inteligência humana não se
contenta em obter apenas conhecimentos empíricos. O ser humano, naturalmente,
deseja conhecer seu passado, os propósitos de sua existência, seu destino e um
ser supremo transcendente (dimensão espiritual). Nesse sentido, o criacionismo
se mostra inegavelmente superior e muito mais completo, em comparação com a
proposta do Design Inteligente.
Com efeito, o Design Inteligente aponta para o Grande Designer,
o Criador. A narrativa bíblica é simples e clara: no período definido por seis
rotações completas e sucessivas do planeta Terra, há aproximadamente seis mil
anos, o Criador organizou e/ou criou um mundo muito superior, muito mais
ordenado e complexo, para prover um ambiente ideal para os seres vivos. Neste
planeta, então perfeito, Ele colocou os ancestrais do ser humano (Adão e Eva) e
os antecessores de todos os organismos que têm vivido neste planeta. Na
ocasião, o próprio Deus estabeleceu leis e processos físicos, químicos e
biológicos conservativos (destacando-se a capacidade de reprodução), objetivando
assegurar a continuidade de Sua criação em nosso planeta. Essa é a verdadeira
origem da vida, do ser humano e das demais espécies. E as implicações são
importantes:
1. Vindos de um mesmo casal, todos os seres humanos se tornam irmãos,
independentemente das diferenças étnicas, sociais, etc.
2. Criados à imagem e semelhança de um Deus moral, os seres humanos,
diferentemente dos animais, são igualmente dotados de senso de moralidade,
atributo dificilmente explicado sob a ótica darwinista.
3. O sexo, para os seres humanos, trata-se de algo que vai além do
mero instinto de reprodução. Ele revela o propósito do Criador com respeito à
união que deve haver entre homem e mulher.
4. “Deus é amor” (1Jo 4:8). O ser humano, criado à imagem e
semelhança desse Deus, quando mantém comunhão com a Divindade, manifesta esse
amor ao semelhante. Isso contradiz a máxima evolucionista que prevê a
sobrevivência do mais apto e a competição como motor da existência.
Conclusões
– O autor da Lição pergunta: “Por que, ao contrário dos besouros, pulgas
e até mesmo chimpanzés, os seres humanos têm uma consciência moral, um conceito
que distingue entre o certo e o errado? Como seres feitos essencialmente de
matéria amoral (quarks, gluóns, elétrons e assim por diante) podem estar
cientes de conceitos morais? A resposta pode ser encontrada nos primeiros
capítulos da Bíblia, que revelam que os seres humanos são criaturas morais
feitas ‘à imagem de Deus’.”
– O próprio Kant parece apontar para o argumento moral [se existe uma
lei moral, deve existir o legislador dessa lei] ao escrever: “Duas coisas
ocupam a mente com admiração e reverência sempre renovadas e crescentes quanto
maior é a frequência e a regularidade com que alguém reflete sobre elas: o céu
repleto de estrelas sobre mim e a lei moral dentro de mim” (Fábio Konder
Comparato, Ética: direito, moral e religião no mundo moderno [São
Paulo: Cia. das Letras, 2006], p. 67, 69).
– O autor da Lição escreveu: “Deus chama o forte a cuidar do fraco,
enquanto os princípios de Satanás exigem a eliminação dos fracos pelos fortes.
Deus criou um mundo de relacionamentos pacíficos, mas Satanás distorceu as
coisas de modo tão completo que muitos consideram a sobrevivência do mais apto
o padrão normal de conduta. Se o processo perverso de seleção natural (em que
os fortes dominam os fracos) tivesse sido o meio pelo qual viemos à existência,
por que deveríamos agir de modo diferente? Se aceitarmos esse ponto de vista e promovermos
nossos interesses, em detrimento dos menos ‘naturalmente selecionados’, não
deixaremos de seguir a Deus, e os princípios da natureza, da maneira que Ele
ordenou?”
– Clique aqui para ler
um texto que mostra um triste exemplo de aplicação da seleção levada a
extremos.
– Leia o texto “Eles adotam a metodologia do DI e nem sabem” (aqui).

Assista ao esboço em vídeo
desta lição. Clique aqui.
Assista também à exposição geral da Lição “Origens” (aqui).

Fonte: CPB.

As tragédias em Auschwitz e Santa Maria. Nossos pés e a morte!

Uma curta
observação que a Globo, a Record e as demais emissoras possivelmente não fizeram: todas aquelas
pessoas foram até a boate Kiss em Santa Maria com seus próprios pés (até onde
se sabe!). Na tragédia de Auschwitz não foi assim!
Vamos refletir um pouco
sobre nossas escolhas, nossos costumes e compará-los com as escolhas e os
costumes de Deus. “JAVÉ Deus diz: “Os meus pensamentos não são como os
seus pensamentos, e eu não ajo como vocês. Assim como o céu está muito acima da terra, assim os meus
pensamentos e as minhas ações estão muito acima dos seus” (Is 55:8,9, NTLH). Na tragédia do meu próximo eu
encontro uma oportunidade para me examinar, enxergar a minha vida (não
conjecturar sobre a vida do meu próximo) e conversar com Jesus, pedir consolo
sobre os enlutados e feridos, e rogar a Deus que me tome e aos meus, pois a
Bíblia deixa claro que “preciosa é aos olhos de JAVÉ a morte dos
seus santos” (Sl 116:15). Ou seja,
na jornada de um filho de Deus, a morte não chega a hora que quer, mas no tempo
determinado e permitido pelo Senhor da vida! 
Portanto, vamos reconhecer que
Jesus é o doador de nossa existência, entregar nossa vida frágil nas mãos
toda-poderosas dEle, cumprir os pensamentos e propósitos de Deus e descansar em
Sua onipotência. Nenhum filhinho de Jesus morre em vão assim como Ele mesmo não
morreu em vão! Mas, posso dizer o mesmo se minha vida não é de Deus (pelo menos
não reconheço este fato)? O que dizer se os planos de Deus e os meus planos não
são os mesmos? O que esperar se não estou me preparando para encontrar-me com o
meu Criador na “breve” volta de Jesus? Meus pés sempre apontam na
 direção de onde quero chegar e sempre, sempre ao lado de um par de pés
existe um dos donos dos dois únicos destinos possíveis (vida eterna e morte
eterna) – Jesus ou Satanás. 
Oxalá os meus e os teus pés estejam ao lado dos pés
marcados do Senhor Jesus. Marcados pelo amor. Amor por mim e por ti. Marcados
com muita dor, para que não precisássemos passar pela dor da morte eterna.
Nossos pés foram dados por Deus. Vamos permitir que eles sejam marcados pelo
serviço aos semelhantes, não por tatuagens inúteis. Que nossos pés sigam a
estrada que Deus apontar e não a que escolhemos por conta própria! E ao nos
depararmos com alguma tragédia, confiantemente teremos a certeza de que Aquele
que guiou nossos pés até ali, não permitirá que nossa caminhada no chão da vida
tenha sido em vão! “Pois eu estou certo de que Deus, que começou
esse bom trabalho na vida de vocês, vai continuá-lo até que ele esteja completo
no Dia de Cristo Jesus” (Fp 1:6, NTLH). “Então,
ouvi uma voz do céu, dizendo: Escreve: Bem-aventurados os mortos que, desde
agora, morrem no Senhor. Sim, diz o Espírito, para que descansem das suas
fadigas, pois as suas obras os acompanham” (Ap 14:13). Hendrickson Rogers

A tragédia em Santa Maria e a minha reação!

Eu particularmente não vi, mas muitos relataram que alguns evangélicos estavam postando nas redes sociais bobagens sobre a tragédia na boate Kiss de Santa Maria (RS). Uns diziam que se os jovens tivessem na igreja eles estariam vivos. Outros diziam que a tragédia é a manifestação da ira de Deus sobre a sociedade permissiva. É caso para chorar!
Deus sabe o quanto fiquei triste com essa tragédia. Cada rosto despertou em mim um sentimento de luto. Aquele jovem poderia ser um parente meu, quem sabe um irmão ou um primo. Ora, poderia ser um grande amigo ou um colega de faculdade. Números em tragédias são impessoais, mas rostos não! Dei graças a Deus que a minha congregação levantou um clamor pelo consolo das famílias. Infelizmente, em muitas tragédias a igreja esquece de orar, enquanto se apressa em explicar.
Se você abriu a boca para falar “se eles tivessem na igreja estariam vivos” lembre, também, os templos sem manutenção provocam acidentes. A maioria de nós congregamos em templos sem nenhuma segurança. Sim, talvez você e eu corramos o mesmo perigo daqueles jovens… Já pensou nisso?
O pecado da moralização Todas as vezes que uso a expressão “eu avisei” ou “bem feito”, logo me sinto em pecado.  Jogar na cara de alguém o erro com certo prazer de “arauto eficaz” é iniquidade. Sim, é transgressão quando você diz “eu avisei” para jogar ao desobediente o seu prazer mórbido no desastre dele. Isso se chama vaidade. É orgulho, o orgulho dos fariseus. É o pecado da moralização.
Vamos falar do pecado alheio? Sim, é claro, mas com dor no coração. Quando Jesus profere um longo discurso sobre os pecados dos fariseus Ele encerra dizendo: “Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas, e apedrejas os que te são enviados! quantas vezes quis eu ajuntar os teus filhos, como a galinha ajunta os seus pintos debaixo das asas, e tu não quiseste!” [Mateus 23.37]. Observe bem quanta lamentação, quanta dor no coração de Jesus com a incredulidade de Jerusalém. Se eu falo de pecado sem dor, eu peco. Motivo? Ora, estamos falando de seres humanos dos quais Cristo deu a Sua própria vida.
Portanto, nada dessas lições de moralismo. Sejamos prudentes. Paulo disse a Tito: “Exorta semelhantemente os jovens a que sejam moderados”. [Tt 2.6 ARF], mas alguns versículos antes ele também exortou: “Ensine os homens mais velhos a serem sóbrios, dignos de respeito, sensatos, e sadios na fé, no amor e na perseverança” [Tt 2.2]. Será sobriedade, sensatez, fé sadia falar “bem feito” para jovens mortos em uma tragédia? Será amor e respeito mostrar o seu poder moralizador no calor da tragédia?
Tragédia não é para moralizar, é para chorar, ajudar. Ah, mas foi juízo divino, diriam alguns. Bom, você sabe? Você conhece todos os caminhos de Deus? O pastor que morre de bala perdida dentro da igreja foi fulminado pelo juízo? Ou você pensa que quando pecas continuamente e nada acontece se isso não é uma forma terrível de juízo divino?
Sinceramente, é triste ter que escrever um texto como esse diante de tanta bobagem dita por evangélicos na instrumentalização de uma tragédia. Encerro com as sábias palavras de Jesus:
“Naquela ocasião, alguns dos que estavam presentes contaram a Jesus que Pilatos misturara o sangue de alguns galileus com os sacrifícios deles.Jesus respondeu: “Vocês pensam que esses galileus eram mais pecadores que todos os outros, por terem sofrido dessa maneira? Eu lhes digo que não! Mas se não se arrependerem, todos vocês também perecerão. Ou vocês pensam que aqueles dezoito que morreram, quando caiu sobre eles a torre de Siloé, eram mais culpados do que todos os outros habitantes de Jerusalém? Eu lhes digo que não! Mas se não se arrependerem, todos vocês também perecerão”. [Lucas 13.1-5 NVI]