Crendices e superstições cristãs. A existência de uma parte folclórica na teologia popular em todas as denominações cristãs (Parte I)

Uma
vez que Igreja, biblicamente falando, é um conjunto de pessoas, é correto
afirmar que em todas elas, em seus manuais, em sua teologia (quer seja a popular
ou a teórica), e nas práticas de seus membros, pode-se encontrar contradições e
inverdades mesmo usando como referência comparativa o próprio credo ou a própria
teologia escolhida pela congregação local e pela religião representada! Motivo –
onde há pecador, há pecado. E onde há pecador e pecado existem falhas, erros e
divergências mesmo com a todo-poderosa influência de Deus atuando! Não que Deus
seja mais fraco que o pecado, mas, certamente, Sua visão de liberdade e Sua lei
da causa e do efeito também estão em atuação.
A
seguir, listo algumas dessas inverdades as quais chamo de crendices ou superstições.
Meu objetivo é oportunizar uma comparação e, consequentemente, a escolha pelo
que está mais próximo da Verdade, ou seja, do Senhor Jesus Cristo, conforme
revelado na Bíblia.

“Quando uma pessoa morre, para ela
Jesus voltou”
Eu não tenho a menor
dúvida de que você já ouviu algo parecido ou mesmo já falou e ensinou assim! No
cristianismo atual (católicos, evangélicos e miscelânea) a superstição
supracitada está presente desde que eu me entendo de gente, pelo menos. É bem
verdade que o cristão que crê assim não tem a intenção de acreditar
literalmente na frase “Jesus voltou”, mas afirmar o fim das oportunidades de
salvação de quem morreu ou o selamento do destino da alma em questão. No
entanto, mesmo com isso em mente, a metáfora dá espaço para interpretações tão
erradas quanto seu entendimento literal!

Exemplo
1
“Quando uma pessoa morre, para ela Jesus voltou” = “Quem morre se
encontra com Jesus imediatamente”
.
Exemplo
2
“Quando uma pessoa morre, para ela Jesus voltou” = “Quem morre, morre
fisicamente, mas continua vivo espiritualmente”
.
Exemplo
3

“Quando uma pessoa morre, para ela Jesus voltou” = “Jesus Se encontra com quem
morre imediatamente”
.
Segundo a Bíblia, embora as oportunidades de
quem morre também morrerem, Jesus continua no Santuário celestial (cf. Hb 8:1,2)
preparando lugar para os Seus (cf. Jo 14:1-3) e administrando o universo (cf.
Rm 14:8,9 e I Pe 3:22). Desta posição o Senhor Jesus só sairá quando concluir a
primeira etapa de Seu trabalho como Juiz (cf. Jo 5:22, At 17:31 e 10:42, Ap
19:11-16) e retornar cumprindo a Sua promessa da segunda vinda (cf. Tt 2:13).
Além disso, o destino de todos passa pela vistoria de Deus. Quero dizer, quando
eu morrer (ou se eu morrer, Jesus decide) meu destino não é necessariamente aquele
que eu quis ter, mas aquele que Deus decidir me dar, pois somente assim pode
haver justiça e honestidade para cada ser humano – o perverso não vai ser salvo
só porque quis isso no findar de sua vida, nem o aborto de uma mulher obstinada
e carregada de pecados vai para o lago de fogo só porque sua mãe irá ou porque
a herança genética dessa criança foi demasiadamente má! Não! O destino não é
uma etiqueta que cada um recebe assim que morre, de acordo com aquilo que
achamos que foi a vida da pessoa; não é um selo invisível colocado
mecanicamente sobre o caixão da vítima da morte! “— Escutem! — diz Jesus. — Eu
venho logo! Vou trazer comigo as minhas recompensas, para dá-las a cada um de
acordo com o que tem feito” (Ap 22:12, NTLH). “— Não fiquem admirados por causa
disso, pois está chegando a hora em que todos os mortos ouvirão a voz do Filho
do Homem e sairão das suas sepulturas. Aqueles que fizeram o bem vão
ressuscitar e viver, e aqueles que fizeram o mal vão ressuscitar e ser
condenados” (Jo 5:28,29, NTLH). A morte é o hiato entre o cessar da vida e a
ressurreição para a vida eterna ou para a morte eterna, ressurreição realizada
pelo próprio Criador! Não haverá um encontro intermediário entre quem morreu e
Jesus antes da ressurreição assim como não existe vida entre a morte e a
ressurreição (cf. Jó 7:9,10). Biblicamente o espiritismo e a vida após a morte
imediatamente (imortalidade da alma) não são verdades; são filosofias mentirosas
não ensinadas, antes rejeitadas por Deus e Seus profetas por virem dos anjos
maus ou demônios (cf. Dt 18:9-14, Is 8:19,20, Ap 9:20, II Rs 17:17, I Co
10:20,21 e Sl 106:28,37,38)! Hendrickson Rogers

Esta é mais uma pesquisa bíblica que posto aqui no blog para análise e reflexão! Estude as partes já construídas: 2ª Parte,
3ª Parte,
4ª Parte
5ª Parte e
6ª Parte (é só clicar).

0 thoughts on “Crendices e superstições cristãs. A existência de uma parte folclórica na teologia popular em todas as denominações cristãs (Parte I)

  1. Muito boa a matéria, voce permite que a publique em meu Blog? http://www.manoelbsilva.blogspot.com.

  2. Fique à vontade querido irmão! Todo o conteúdo deste site pode e deve ser espalhado para o bem de muitos e para apressar a volta de Jesus! Obrigado e bom trabalho para o Mestre.

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