Quase tudo sobre o Dilúvio bíblico-histórico – 1ª parte

Introdução Desde a publicação da obra “The
Genesis Flood”
 (O Dilúvio de Gênesis), sobre o dilúvio global, de John
C. Withcomb e Henry M. Morris, em 1961, viu-se pela primeira vez após o
surgimento do darwinismo, uma possibilidade clara de defender o relato do
dilúvio bíblico, com evidências geológicas sólidas. Esta foi uma obra que teve
uma influência marcante. Diante de
tantas evidências esmagadoras, não há como dizer que não houve um dilúvio em
nosso planeta. E por não aceitarem o relato bíblico, críticos, até mesmo no
meio científico, a partir do relato mesopotâmico do dilúvio lançaram uma teoria
de que o dilúvio bíblico teria sido apenas uma inundação local, na região da
Mesopotâmia. Mas tal teoria desaba quando examinamos a fundo TODAS (não apenas
algumas) evidências. Os
críticos escolheram o relato mesopotâmico apenas por conveniência, pois os
antropólogos sabem que existem mais de 270 relatos diferentes acerca do dilúvio
espalhados pelo mundo, (e não apenas o bíblico e o mesopotâmico). Além disso,
os relatos mesopotâmicos não narram nenhuma ‘inundação regional’ na
Mesopotâmia, mas um dilúvio global, o que faz com que a crítica entre em
contradição. A ciência
não nos fala sobre Noé e nem sobre sua arca, mas ela fala sobre “o dilúvio e
suas conseqüências”. Ela pode apenas mostrar evidências deste evento, e tentar
explicar como seria possível a Noé sobreviver a este, com os exemplares das
espécies animais. As escrituras falam sobre Noé e relatam alguns detalhes do
dilúvio. Por isso, faremos uma abordagem teológica e científica das questões
fundamentais sobre o dilúvio.
• Um
surpreendente acontecimento tem sido o ressurgimento da interpretação
catastrófica na geologia (catastrofismo). Por muito tempo, a principal
interpretação geológica fora que os fósseis e as alterações geográficas da
Terra haviam sido causadas pelo dilúvio. Mas com o surgimento do darwinismo, os
fósseis e as alterações geológicas passaram a ser interpretadas por geólogos
modernos como evidências da evolução ao longo milhões de anos.
Com o
tempo, porém, mais provas que apoiaram o catastrofismo foram encontradas, e
ressurgiu a interpretação geológica catastrófica, de que a Terra passou por uma
grande catástrofe, que gerou os fósseis e várias alterações no planeta. Os
registros fósseis dão testemunho de um dilúvio Universal e testemunham que a
Terra passou por uma grande catástrofe.

Catastrofismo e algumas evidências do
dilúvio 
Um acontecimento como o dilúvio
deixaria suas marcas no planeta. Muito daquilo que se chama de ‘evidências da
evolução’, são na verdade, evidências deixadas pelo dilúvio. Os dados
geológicos e o registro fóssil são os mesmos para evolucionistas e para
criacionistas. Muda-se apenas a interpretação. Para o Criacionismo, os fatos
atestam que o dilúvio de Noé teve um forte impacto geológico, deslocando
continentes, criando rochas, erodindo e redepositando sedimentos, elevando montanhas
e inundando vales. Os vastos
depósitos de sedimentos e fósseis, espalhados por toda Terra, desprovidos de
evidências concretas de evolução, constituem exatamente o que seria de esperar
de um dilúvio global: bilhões de espécies animais sepultados em camadas de
rochas. Outra evidência são os fósseis. Fósseis comumente são formados por
‘soterramento’; sob condições normais não surgem fósseis. Em condições normais,
os organismos apenas se decompõem. O que teria causado a soterração de tão
grande massa e número de seres, senão uma grande catástrofe? E é exatamente uma
“grande catástrofe geológica” o significado do termo hebraico
“Mabbul”, que é traduzido por dilúvio. Em TODAS
as grandes cadeias de montanhas do mundo existem fósseis de seres marinhos,
inclusive, moluscos e conchas do mar, o que evidencia que elas já estiveram
debaixo de água. Cerca da metade dos sedimentos sobre os continentes vieram do
mar. Por que tanto material marinho se depositou sobre os continentes? Em todo o
mundo existem florestas “fossilizadas”, como era de se esperar de um dilúvio
global. Algumas destas florestas abrangem áreas enormes, de dezenas e até
centenas de quilômetros quadrados. Elas testemunham que houve um sepultamento
catastrófico, que fossilizou até florestas.

Não deixa de ser significativo também
o fato de que as mais antigas civilizações conhecidas surgiram cerca de
trezentos anos após o dilúvio de Noé. Os registros históricos mais antigos que
se conhecem têm cerca de quatro mil e quinhentos (4500) anos. São dessa época
as civilizações mais antigas. As primeiras civilizações surgiram
cronologicamente próximas do dilúvio e também, com nomes e línguas
(toponimologia) baseadas nos filhos e netos de Noé. Isto é evidenciado nas
línguas e civilizações mais antigas, todas relacionadas aos descendentes de
Noé, – como as línguas semíticas, camíticas e jafetitas. Assim
sendo, a principal razão pela qual muitos rejeitam o dilúvio, não é por falta
de evidências empíricas, mas apenas pela sua adesão aos postulados da geologia
uniformitarista, mesmo que as evidências favoreçam ao catastrofismo.

Relatos de povos e culturas
diferentes sobre o dilúvio como “UM FATO” histórico 
Há quem pense que além da Bíblia, o
dilúvio é descrito apenas nos contos mesopotâmicos (na “Epopéia de Gilgamés” e
na “Epopéia de Athasis”). Estas histórias também falam de um dilúvio global,
mas diferem do relato bíblico. Trata-se de um desconhecimento, pois relatos de
um dilúvio são encontrados em TODOS os continentes e entre quase todos os povos
da Terra, na cultura de diferentes povos, principalmente nas civilizações mais
antigas. A
existência de histórias sobre o dilúvio, algumas bastante paralelas ao relato
bíblico, é impressionante. Em 1963, o arqueólogo americano Howard F. Wos
publicou o livro “Gênesis e Arqueologia”, onde ele descreve com
detalhes estes registros. Até agora, os “antropologistas” já reuniram
mais de 270 histórias acerca do dilúvio, que chegam a quase 300 narrativas
diferentes do dilúvio vindas de todas as partes do mundo. Esses
relatos se referem a um dilúvio destrutivo ocorrendo logo no início de suas
respectivas histórias, (em quase todos estes, o dilúvio ocorreu no início
destas civilizações). Em cada caso, somente um ou poucos indivíduos foram
salvos, e encarregados de repovoar a Terra. Não se pode dizer que o dilúvio foi
um mito, enquanto temos o testemunho de mais de 250 povos dizendo que não foi.
Isto seria ignorar as evidências. Há relatos
do dilúvio em contextos culturais tão diferentes como mexicanos, algonquinos,
havaianos, sumerianos, guatemaltecos, Babilônia, Pérsia, Síria, Turquia,
Grécia, Roma, Rússia, China, Índia, Ilhas Fiji, os Aborígines na Austrália,
algumas civilizações das Américas do Norte, Centro e Sul, e muitos outros
povos. Um
cientista que tem trabalhado em analisar e comparar estes relatos é o Doutor
Henry Morris, do “Institute Research for Creation ” (Instituto de
Investigação para a Criação) – um instituto científico criacionista dos EUA.
Ele diz que embora hajam quase 300 histórias sobre o dilúvio, nenhuma delas
contém a beleza, clareza e os detalhes dados na Bíblia. Mas cada uma é
significativa para sua própria cultura. E embora existam diferenças comuns
entre estas, o Doutor Henry Morris lista várias semelhanças entre estas
narrativas e o relato bíblico:
• em cerca
de 95 % das narrativas, o dilúvio foi GLOBAL, atingiu o mundo inteiro (apenas 5
% narram um dilúvio local). Entre estas, incluem-se os famosos relatos
mesopotâmicos, que também narram um dilúvio de escala global.
• em cerca
de 95% dos relatos, o dilúvio não foi apenas uma chuva, foi uma grande
catástrofe;
• em cerca
de 88%, houve uma família que foi favorecida;
• em cerca
de 66%, eles foram avisados;
• em cerca
de 66%, o dilúvio foi enviado devido à abominação do homem;
• em cerca
de 70 %, sobreviveram por meio de um barco;
• cerca de
67% dos relatos dizem que os animais também foram salvos;
• cerca de
35% dizem que as aves foram soltas, para ver se a superfície estava seca;
• cerca de
13% dizem que os sobreviventes ofereceram sacrifícios após saírem do barco;
• e em
cerca de 9%, exatas oito pessoas foram salvas. Mas há aqueles que dizem que
apenas um sobreviveu, como a “Epopéia de Gilgamés”, que tem Utnapishtim como o
herói sobrevivente do dilúvio. Contudo, na maioria dos relatos o número de
sobreviventes é próximo a oito.
Alguns
relatos também mencionam o arco-íris, e que repousaram sobre uma montanha, e
dali repovoaram a Terra. (+
informações, no site do “Institute for Creation Research” (traduzido))

Definições
de Dilúvio 
A palavra
hebraica usada em Gênesis para dilúvio é o termo hebraico “Mabbul”,
que indica “uma grande catástrofe, uma catástrofe sísmica que causa
transformação geológica”. A palavra “Dilúvio” vem do
termo latim “Diluviu”, (que foi usado na Vulgata). O termo latim
‘Diluviu’ significa “uma grande inundação, cataclismo”. Já na
Septuaginta grega, a expressão hebraica “Mabbul” foi traduzida por
“Kataklysmós”, (de onde vem a palavra Cataclisma). Kataklysmós
significa “catástrofe, efeito sísmico, transformação geológica”. Esta
é exatamente a mesma definição que o Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa dá
para a palavra cataclisma: “Transformação
brusca e de grande amplitude da crosta terrestre”.
Todas
essas expressões (kataklysmós, diluviu) têm suas origens na expressão hebraica
“Mabbul”, que também possui os mesmos significados acima: “Uma
catástrofe sísmica que causa transformação geológica”.
Portanto,
é errado pensar que o Dilúvio se resumiu a uma simples chuva. Ao contrário do
que muitos pensam, o dilúvio bíblico não foi apenas uma chuva, e não durou
apenas 40 dias. O dilúvio também foi um processo de transformações continentais
e alterações geológicas que ocorreram na Terra enquanto Noé esteve na arca.

Tamanho e
dimensões da Arca de Noé 
A arca tinha “300 côvados de
comprimento, 50 de largura e 30 côvados de altura”. O côvado era a unidade
de medida da antiguidade, correspondendo aprox. do cotovelo de um homem até a
ponta de seus dedos. Há quem acredite que Moisés tenha usado o côvado egípcio,
mas a maioria acredita que ele usou o côvado de seu país, o hebraico. Os
hebreus e os egípcios usaram dois tipos de côvados: um maior e outro menor. Dos
côvados egípcios, o maior tinha cerca de 52 centímetros e o MENOR, 45 cm. O
côvado hebreu MAIOR tinha cerca de 53 centímetros, e o côvado hebreu menor
tinha entre 45,7 e 43 centímetros. Com base
no ‘côvado hebreu menor’, a arca teria aproximadamente 135 metros de
comprimento, 22,5 metros de largura e cerca de treze metros de altura,
(considerando-o como 45 cm). Considerando
o ‘côvado hebreu maior’, teríamos a arca com dimensões maiores: – cerca de 159
metros de comprimento, 26,5 m de largura e cerca de 15,9 m de altura. As
dimensões do côvado hebreu menor, (135 m comprimento x 22,5 m largura x 13 m de
altura) se tornaram as ‘dimensões padrões’ aceita por judeus, cristãos e
críticos.
A ARCA NÃO
ERA TÃO PEQUENA. Tinha aproximadamente 150x25x15 metros.Ela teria então cerca
de 40.500 metros cúbicos. Caberia um prédio de 63 andares dentro dela; e teria
capacidade para levar 120 mil animais do tamanho de uma ovelha nela, (e ainda
sobraria espaço). Precisamos lembrar também que a
palavra hebraica traduzida por “espécie’ significa “Tipos
básicos”. Até poucos séculos atrás, a palavra espécie não tinha o mesmo
significado que possui hoje. Lembrando TAMBÉM que, Noé não levaria animais
adultos, mas filhotes (e/ou até ovos) consigo dos referentes “tipos
básicos” das espécies originalmente criadas, – sendo estes, seres
multigenes ( seres com potencial, capacidade genética de gerar a diversificação)
– que logo após o dilúvio produziriam a diversificação de espécies no mundo. A arca tinha o volume de
aproximadamente 41 mil metros cúbicos (m³). É preciso lembrar que a arca de Noé
tinha 03 andares, o que ‘triplicava’ sua capacidade. A área total do piso nos
três andares da arca era de 30 a 40 mil metros quadrados (m²). De acordo
com Gênesis 6:16, a arca tinha, também, uma abertura, que servia como janela;
mas a localização exata desta abertura não é clara no texto. Duas traduções são
possíveis:
1ª) O
texto pode ser traduzido como “uma abertura para a luz no topo da
arca”
(Gen.
6.16) …”Farás na arca uma janela, e
de um côvado a acabarás EM CIMA; e a porta da arca porás ao seu lado” – (Almeida Corrigida). POSSÍVEL
TAMANHO DA ARCA – 3 ANDARES PARA CONTER OS “TIPOS BÁSICOS”. O texto
hebraico também pode significar que a abertura ficava ao lado. Sendo assim, a
abertura poderia estar abaixo do beiral, (bem acima da porta), e conteria um
beiral que protegeria a entrada da água. 

2ª) Ou uma abertura ‘entre o teto e o
corpo da arca’; uma abertura acompanhando o cumprimento total do barco, que
estaria situada abaixo do beiral. (Gen.
6:16) … “Farás ‘ao seu redor’ uma
abertura de um côvado de altura; a porta da arca colocarás lateralmente”. – (Tradução adotada pela versão Almeida Atualizada).
Com base
nesta tradução, alguns comentaristas sugerem que esta abertura ‘AO SEU REDOR’,
seria uma fresta de aprox. 45 cm, acompanhando o comprimento total do barco,
abaixo de um beiral. Isto facilitaria a ventilação no ambiente e traria certa
iluminação para dentro da arca, e ainda impediria a entrada de chuva, pela
proteção do beiral.

De onde
veio e para onde foi toda a água do dilúvio 
Antes do
dilúvio, havia água suficiente para cobrir todo o Planeta. Uma “resposta
simples” para esta pergunta, é que as águas do dilúvio hoje estão
acomodadas nos oceanos, e que a maior parte delas vieram do subterrâneo.
Também, há muita água congelada, mais do que se imagina: apenas na Antártida (Pólo
Sul), há tanta água congelada, que se ela descongelasse e fosse para os
oceanos, o nível do mar subiria 60 metros em TODO O PLANETA, inundando a maior
parte das cidades litorâneas do mundo. Antes do
dilúvio, os oceanos não eram tão fundos, e consequentemente, eram mais rasos.
Uma grande parte das águas dos oceanos atuais estavam nas fontes subterrâneas.
Por que a maior parte das águas veio do subterrâneo? As águas
subterrâneas hoje, representam cerca de um terço do volume total das águas
continentais. Antes, deveria representar uma proporção muito maior. Estima-se
também que, pelo menos 30 % de toda a água doce do Planeta estão nas camadas
inferiores, abaixo do subsolo. Abaixo da
superfície, de 9 a 12 km de profundidade, pesquisadores encontraram na
península de Kola, entre camadas de granito e basalto uma enorme quantidade de
água. No mundo inteiro, inclusive no Brasil, se encontra água no subterrâneo,
em alguns lugares, há mais de oito quilômetros de profundidade. Porém, nem
todos os locais do planeta possuem a mesma quantidade de água subterrânea, e
nem a mesma profundidade; em alguns lugares, a água é salgada, enquanto em
outros, doce.
Há regiões
que são mais rasas que outras, enquanto outras são mais profundas; isto varia
de lugar para lugar, no mundo inteiro. Mas o fato de haverem fontes
subterrâneas rasas e outras profundas evidencia que, durante o dilúvio, alguns
lugares “cederam” quando a água era jorrada para a superfície:
afundaram, e aprofundaram os oceanos, que hoje acomodam as águas que
anteriormente estavam abaixo. Talvez seja este mais um motivo pelo qual o fundo
dos oceanos e mares são verdadeiros abismos profundos. Durante
muito tempo sustentou-se a idéia de que o fundo dos oceanos fosse perfeitamente
plano. Mas além de verdadeiros abismos, há cadeias de montanhas, uma variedade
de relevo no fundo dos oceanos. As “fossas abissais” – que são áreas deprimidas
(rebaixadas), encontram-se abaixo de 5 mil metros de profundidade, podendo
atingir mais de 10 mil metros de abismos, como a “fossa das Marianas” (em torno
das ilhas das Marianas), no oceano Pacífico, com 11.034 m de profundidade. É
significativo o fato de que 75% da superfície terrestre se encontra coberta de
água. Em alguns poços na Bavária, Alemanha, encontrou-se rachaduras com água
salgada a 9 km de profundidade, enquanto na Península de Kola, Rússia, foi
encontrado fluxo de água mineral muito quente a 12 km abaixo da superfície
entre as rochas de granito e de basalto. Antes, as
montanhas não eram tão altas, e os oceanos e vales não eram tão profundos.
Portanto, as águas do dilúvio, não tiveram que cobrir o Everest e as altas
montanhas que vemos hoje, porque elas ainda não existiam. A bíblia testifica
isso quando diz que as águas ultrapassaram 7 metros (15 côvados) acima dos
cumes dos montes.
• O
evolucionismo tem uma interpretação similar à criacionista sobre o processo da
formação de montanhas: segundo o evolucionismo, as grandes cadeias de montanhas
se formaram através de “violentas transformações na crosta terrestre
(litosfera)”.

As pessoas
geralmente imaginam que as águas do dilúvio teriam que cobrir montanhas
gigantescas, como o Everest, que tem mais de oito mil metros de altura. É claro
que não há água suficiente para cobrir montanhas tão gigantes como o Everest,
isso é

verdade; para cobrir uma montanha tão
alta como o Everest, a mais alta do mundo, seria preciso 4,4 bilhões de metros
cúbicos (m³) de água; só que antes do dilúvio, as montanhas não eram tão altas.
Não precisaríamos ter 4,4 bilhões de m³ de água, porque as formações geológicas
antediluvianas eram totalmente diferentes.

Assim,
quem disse que não haveria água suficiente para cobrir o planeta? Se a
superfície da Terra fosse plana, sem montanhas ou bacias oceânicas, ela seria
coberta por uma camada de água com 3 km de profundidade; ou seja: as águas do
dilúvio atingiriam até três quilômetros acima da superfície terrestre. Visto
que as águas do dilúvio alcançaram 15 côvados [cerca de 7 metros] de altura
acima de TODOS os montes, isto significa que as montanhas antediluvianas mais
altas, teriam menos de três quilômetros de altura (uma média de 2,5 km). Antes do
Dilúvio, certa quantidade de água estava nos mares (não tão vastos como os de
hoje), na atmosfera, e uma quantidade desconhecida de água estaria no
subterrâneo do planeta. Durante o
Dilúvio, acredita-se que a área onde agora está o Monte Everest era uma bacia,
na qual sedimentos estavam se acumulando. Isso é evidenciado pela presença de
fósseis marinhos no Monte. A montanha Everest foi formada durante ou depois do
dilúvio – ela não estava em vigor (na sua forma atual) antes deste. Sabemos
isso porque sua maior parte contém fósseis de criaturas marinhas e conchas do
mar, mostrando que ela, hoje a maior do mundo, já esteve debaixo das águas dos
mares. Após o
soterramento dos fósseis, atividades catastróficas elevaram os sedimentos a uma
altura bem acima de sua posição anterior, formando as altas montanhas, como as
do Himalaia. Isso sugere que o mundo antediluviano não possuía topografia tão
acidentada (com montanhas tão altas) como a que vemos hoje. Após o Dilúvio,
essa terra relativamente plana deu lugar a um planeta com grandes cadeias de
montanhas e abismos cuja profundidade chega a vários quilômetros, e que
acomodaram as águas diluviais. A profundidade média dos oceanos é de 4 mil
metros. Talvez a
idéia de que seria preciso milhões de anos para se formarem as cordilheiras,
chame a atenção de alguns. Mas existem exemplos de transformações topográficas
rápidas:
• Em 1950,
na Índia, um terremoto transformou a configuração de cordilheiras inteiras na
região do Himalaia. Em questão de horas e até minutos, muita coisa pode ser
transformada por catástrofes naturais locais; imagine do que seria capaz um
cataclismo mundial como o Dilúvio de Gênesis! Cordilheiras como a dos Andes e
mesmo o Everest AINDA ESTÃO EM MOVIMENTO, e TUDO evidencia que tinham altitude
bem inferior há alguns milhares de anos.
Na própria
montanha Ararate se encontrou várias evidências de alterações geológicas; esta,
mais do que qualquer outra, vem sofrendo alterações. E o que falar do monte
Santa Helena, nos Estados Unidos, e do vulcão Kilauewa, que têm demonstrado ao
mundo que em poucos dias e horas é possível ocorrer grandes mudanças
topográficas, – que não são necessários milhões de anos para ocorrerem estas
transformações. O que não faria então, uma grande catástrofe sísmica, como um
dilúvio de escala global?

Água doce e água salgada Freqüentemente, críticos costumam nos
perguntar: “Como a água doce não se misturou com a salgada no dilúvio? Como os
peixes de água doce sobreviveram ao dilúvio?”
Primeiro, podemos dizer que houveram
bolsões de água doce que não se misturaram com água salgada; (quando a água
doce entra em contato com as águas salgadas dos mares ou oceanos e elas não se
misturam, dizemos que se formaram “bolsões” de água doce em meio à água
salgada). Este, porém, é um fenômeno raro. Por exemplo, o Rio Amazonas, – o
maior do mundo em volume de água, no norte do Brasil, permanece 70 km adentro
do oceano, sem que as suas águas se misturem. É possível encontrar peixes de
água doce nadando nesta extensão de 70 km, dentro do próprio oceano Pacífico. Podemos
provar que estes bolsões se formaram durante o dilúvio? Sim, e a prova existe
até hoje: o MAR NEGRO, onde encontra-se água salgada por cima da água doce, no
fundo deste. Explorando o fundo do Mar Negro, encontrou-se a margem do lago a
80-110 metros abaixo do atual litoral, com areia e dunas. Estas teriam se
preservado por terem sido recobertas por uma gigantesca massa de água em pouco
tempo. Há milênios, desde a época do dilúvio que elas não se misturam. Por
coincidência, cientistas (até mesmo evolucionistas) dizem que o Mar Negro deve
ter se originado no dilúvio, e que antes, este mar teria sido “um lago de água
doce”.

• Mas isto significa que toda a água
doce não tenha se misturado com a salgada no dilúvio? Claro que não! Isto
mostra apenas que em DETERMINADOS LOCAIS e REGIÕES, tais águas não se
misturaram. Houve lugares em que elas não se misturaram, mas também houve
lugares em que elas se misturaram.

• Alguns críticos citam a experiência
feita com um copo d’água, onde se enche um copo de água doce, depois se
acrescenta a água salgada do mar, e então toda a água do copo fica salgada –
para dizerem que seria impossível que no dilúvio a água salgada não tenha se
misturado com a água doce. Mas os próprios cientistas (evolucionistas ou não)
pensavam o mesmo, até que descobriram este fenômeno raro e impressionante no
Mar Negro. Nem eles sabem explicar exatamente a causa deste fenômeno. A
explicação científica, é que isto aconteceu porque a água salgada deve ter sido
lançada com muita “velocidade e violência” por cima da água doce, e
devido a isto, ambas não se misturaram.
Podemos
então, dizer que o fundo Mar Negro é um verdadeiro “aquário gigante de água
doce” em nossos dias – com uma enorme quantidade de água salgada em cima,
fazendo pressão, mas elas não se misturam.
Como
poderiam estes “bolsões de água doce” não se misturarem durante todo o ano em
que durou o dilúvio? – Basta ver o Mar Negro, onde há mais de 4.500 anos, água
doce e salgada não se misturam…
• Isto
talvez explique, porque APENAS cerca de 3% de toda a água do planeta não ser
salgada: o fato de grande parte delas terem se misturado no dilúvio, e de após
este, os oceanos se tornarem “mais salgados”
Durante o
processo de “enxugamento”, após o dilúvio, o processo de evaporação deve ter
colaborado muito para recuperar boa parte da água doce que se misturou com as
salgadas, e depois, devolvê-las aos rios e lagos em forma de chuva. Embora nem
toda a água doce tenha ficado em bolsões, também é preciso dizer que antes do
dilúvio não havia tanto sal nos oceanos. Para entender isso, é preciso saber
como se forma o sal.
• Um dos
segredos que os oceanos guardam escondido consigo, até de cientistas, é quanto
à origem de sua salinidade. O cloreto de sódio (NaCl) sozinho, representa 30%
do total de sais dissolvidos na água do mar (segundo alguns, pode representar
uma proporção maior). No entanto, ninguém sabe ao certo de onde ele veio. Há
duas teorias. A mais antiga surgiu com Edmond Halley, em 1715. Halley notou
que os lagos que não têm saídas para o oceano (como o Mar Morto e o Mar Cáspio)
possuem alto teor de sais. A teoria mais antiga supõe que os sais e outros
minerais foram transportados para o mar pelos rios, e que ele provenha da
dissolução de rochas terrestres pela água das chuvas e dos rios que desembocam
nos mares. Então, os rios levariam os compostos do sal aos mares, oceanos e
lagos salgados. Mas essa
teoria não explica a origem de todos os compostos do sal, pois ao se comparar a
composição das substâncias presentes na água do mar, verifica-se ser impossível
que todo o sal presente nos oceanos tenha sido originado de rochas da
superfície terrestre. Os oceanógrafos formularam a hipótese de alguns compostos
terem surgido também por meio de processos vulcânicos no assoalho submarino. Lavas
originárias da camada chamada de manto, teriam levado diretamente ao oceano um
tipo de água pura, quimicamente derivada do magma; essa água nunca circulara na
superfície e é constituída por vários elementos químicos, como cloretos, sulfatos,
brometos, iodetos, carbono, cloro, boro, nitrogênio, entre outras substâncias. O sódio e o cloreto
então se combinaram e formaram o cloreto de sódio (NaCl). Mas ainda
ficam perguntas como: Não seriam estes, minerais de rochas derretidos pelo
magma, e levados por esta “água pura” aos oceanos, tal como as águas dos rios? Independente
de qual a teoria correta sobre a origem do sal, após o dilúvio, a maior
catástrofe sísmica do planeta, a taxa de salinidade dos oceanos deve ter aumentado
muito. O dilúvio “lavou” todo o planeta, as rochas foram gastas pela queda
contínua de chuva e pelas bruscas mudanças geológicas que a superfície passava;
e acredita-se que centenas de vulcões submarinos entraram em erupção durante o
ano em que durou o dilúvio, a partir de quando as fontes subterrâneas se
romperam, e as placas continentais começaram a se partir, formando o que
chamamos hoje de “anel de fogo dos oceanos”. Isto teria liberado muita lava nos
oceanos, e colaborado para um grande aumento do sal.
• Não se
pode afirmar que no período Antediluviano os peixes seriam
adaptados apenas à água doce. Acreditamos que os peixes tiveram que se
adaptarem a apenas um tipo de água (doce ou salgada, ou a ambas) só após o
dilúvio, já que antes do dilúvio os oceanos não continham a mesma densidade de
sal. Devido a isolamentos de habitat as novas espécies de peixes e seres
aquáticos foram se tornando menos adaptadas à água salgada ou à doce. Peixes
como o salmão podem viver tanto em água doce como em água salgada; esta
capacidade de viver tanto em águas salgadas como em águas doces deve ter
existido antes da inundação global. Com o aumento da salinidade após o dilúvio,
os peixes que não encontraram água doce, tiveram que lutar para se adaptar; os
que não conseguiram se adaptar ao novo ambiente, foram extintos. Isto
talvez explique o alto número de espécies marinhas extintas: os seres aquáticos
são os mais numerosos e os mais extintos do reino animal. Porém, a capacidade
de se adaptar à mudança de ambiente é uma característica natural de todos os
seres vivos. Acredita-se que todos os peixes possam se adaptarem a uma certa
variação de salinidade, assim alguns indivíduos seriam capazes de sobreviver à
mescla gradual das águas, e a troca gradual de salinidade durante e após o
Dilúvio. Peixes
como o bagre, se adaptaram à água doce, e outros, como a anchova, à água
salgada. Já peixes como o salmão, conseguiram se adaptar aos dois tipos de
água. O fato de os salmões poderem viver tanto em água doce como em água
salgada, pode ser sinal de que, na luta para se adaptar, eles conseguiram se
adaptarem a ambos os tipos de água.
• Assim,
Noé não precisou levar nenhum aquário gigante com peixinhos de água doce na
arca. O site
inglês “creationscience” trás uma excelente explicação
sobre esta questão. Como
caberiam tantos animais na arca de Noé? 
Uma outra
questão que deixa muitas dúvidas na mente de muitos é: 
“Como
poderiam caber todas as espécies existentes na arca de Noé”. Uma simples
resposta a isso é que, nem todas as espécies atuais eram presentes naquela
época, até porque a classificação biológica do passado não era a mesma
classificação biológica moderna (aquilo que Noé descrevia como espécie não era
o mesmo que a ciência do século XXI classifica como espécie). As “espécies
originalmente criadas” não são o mesmo que as
“diversificações”, que hoje a biologia dá o nome de
“espécie”. Por exemplo, existem várias espécies de cães, gatos,
samambaias, mas todos são cães, gatos ou samambaias… Um primeiro problema com esta
questão, é que a biologia moderna classifica os seres vivos de uma forma diferente
do que fora classificado inicialmente por Deus como “espécies”. Embora não seja
possível determinar com precisão quais e como seriam as espécies originalmente
criadas, sabemos que não eram iguais às classificações biológicas modernas. Há
quem pense que as espécies levadas por Noé na arca fossem idênticas ao que se
chama de espécies atualmente. Mas Moisés, em sua época, nem sequer fazia idéia
de que haveria este tipo de classificação biológica no futuro, e muito menos
Noé. Noé nem fazia idéia que tais classificações taxonômicas existiriam. A arca não
seria capaz de comportar tudo o que atualmente se chama de espécies. Seria um
erro nosso pensar que as espécies que Noé colocou na arca seriam iguais às
classificações biológicas atuais. Até poucos séculos atrás, a própria palavra
espécie não tinha o mesmo significado de hoje. Precisamos lembrar também que a
palavra hebraica “Myin”, traduzida nas escrituras por “espécie”, significa
“Tipos ou Formas básicas”. As
espécies bíblicas são os “tipos básicos”, equivalentes aproximadamente ao nível
de Famílias e Gêneros, na classificação taxonômica. Uma outra expressão
hebraica usada é “Mishpachah”, um termo que pode significar famílias, tribo,
tipo ou espécie. Em Gênesis 8:19, “Mishpachah” é traduzido por famílias (segundo
as suas “Famílias”)
, e algumas vezes, por espécie. Portanto,
as espécies que Noé colocou na arca eram diferentes das espécies classificadas
pela ciência moderna. A arca foi projetada para incluir apenas vertebrados
terrestres – aqueles que caminham sobre o chão e não são capazes de sobreviver
na água. Isso não inclui animais marinhos, anfíbios, vermes, insetos e plantas. Um segundo
problema, está relacionado com a quantidade de espécies existentes no mundo.
Podemos afirmar com certeza que existem menos de dois milhões de espécies no
mundo (cerca de 1,5 milhão), – todas estas, de acordo com o sentido de espécie
da biologia moderna; mas especula-se, considerando os milhões de anos da
evolução, que deve ter havido um número muito mais alto de espécies, indo para
além de 10 e até 50 milhões de espécies (o que não se evidência no registro
fóssil). Entre as diversas declarações que li sobre o número de espécies, esta
declaração sobre a biodiversidade (diversidade dos seres vivos) foi uma que me
chamou a atenção: “Não se
sabe quantas espécies existem atualmente no mundo. As estimativas variam entre
10 e 50 milhões. Mas até agora os cientistas deram nome a apenas cerca de 1,5
milhão de espécies de seres vivos”…
• É certo
que deveriam serem encontradas tantos milhões de espécies, segundo a evolução,
(o número de espécies e de fósseis deveria ser muito maior, se considerarmos os
milhões de anos da evolução); mas menos de dois milhões de espécies são o total
das espécies classificadas. Alguns cientistas e classificadores, consideram,
sem exageros, que existem um milhão e trezentas mil espécies animais. Deste
total, haveria cerca de 300 mil espécies animais, e cerca de um milhão de
espécies só de insetos (invertebrados) e seres aquáticos. Há também, quem diga
que o número das espécies de terrestres possa chegar a 750 mil. Conforme
os cálculos, excluindo as formas e espécies de insetos, artrópodes, animais
aquáticos e anfíbios (que vivem na água e na terra), calcula-se que pode ter
entrado na arca um número estimado entre 35.000 e 60.000 animais, (incluindo os
seis pares adicionais de limpos). Tendo isto presente, alguns pesquisadores têm
dito que, caso houvesse tão poucos exemplares na arca, quanto quarenta e três
“tipos básicos” de mamíferos, setenta e quatro “tipos básicos” de aves, e dez
tipos básicos de répteis na arca, eles poderiam produzir a variedade de
espécies, gêneros e famílias que conhecemos atualmente. Se
considerarmos que os tipos Básicos (as espécies originalmente criadas) eram
semelhantes ao nível de família ou gêneros em alguns casos, até mesmo um número
de 750.000 espécies de animais que vivem somente em terra seca poderia ser
reduzido a poucas “espécies” de famílias — a espécie cavalar e a espécie
bovina, para se mencionar apenas duas. Isto porque há menos de 350 “famílias”
de vertebrados terrestres vivos.
Continua! Analise a segunda parte desta pesquisa AQUI.

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