Merchandising pró-aborto na novela “Amor à Vida”, da Globo, mente, mistifica, doutrina e demoniza a religião.

Merchandising pró-aborto na novela “Amor à Vida”, da Globo,
mente, mistifica, doutrina e demoniza a religião. É um atentado ao bom senso,
aos fatos e à educação dos telespectadores. Em uma palavra: vergonhoso!
Estava programada para esta quinta uma manifestação de
militantes de esquerda no Congresso Nacional em defesa do controle da mídia.
Nem sei se aconteceu. Acompanhei depois o julgamento do mensalão, fiquei
estudando o caso da saúde, li sobre as barbaridades na Síria e deixei de lado
os pterodáctilos. Escrevi no começo da tarde um post a respeito. Perguntei,
então, por que as esquerdas querem tanto controlar essa tal mídia se controlada
ela já está. E citei o caso da Globo. Indaguei se havia como a emissora ser
mais de esquerda — em qualquer área que se escolha, incluindo as novelas. Vi há pouco uma cena chocante de “Amor à Vida”. Está
inaugurado o merchandising militante pró-aborto. Nunca houve antes nada
parecido. Como há no enredo um hospital, lugar preferencial paras as maldades
de Félix, o vilão que caiu no gosto popular, eis que, do nada, chega uma
paciente com hemorragia. Mobiliza-se o socorro de emergência. Um médico então
diz: “Eu não posso atender!”. A equipe tenta salvar a moça, mas em vão. Ela morre. E
começa a discurseira. O médico mais velho diz que ela fez um aborto ilegal, que
o procedimento foi malfeito e que a mulher morreu por isso. Vai mais longe:
“Infelizmente, essa é uma das principais causas da morte de mulheres no
Brasil”. É mentira! É mentira escandalosa! Já chego lá. A enfermeira, com o
cadáver ainda à sua frente, quentinho, dispara: “Morte de mulheres pobres, né?
Porque as ricas fazem aborto em segurança” (se a fala não é exata, tratou-se de
algo ainda mais primitivo). Foi mais longe, dizendo que essas mulheres também
são vítimas da miséria e da ignorância. Ainda era pouco. O médico mais velho
vai, então, procurar o outro, que havia dito que não poderia fazer o
atendimento.
— Por que você não quis atender a paciente?
— Porque ela fez aborto. Isso é contra as leis divinas.
O chefe lhe dá uma carraspana. O rapaz, então, reproduzindo
uma caricatura do discurso religioso, emenda:
— Me recuso a atender uma pecadora!
— Você está fora do corpo de residentes deste hospital!
Vergonha.
Fiquei com vergonha de assistir à cena.  As peças didáticas de Padre Anchieta para
convencer os índios de que sua cultura original estava cheia de demônios eram
mais complexas, mais sofisticadas, com 
mais nuances. Estou lendo “Sussurros”, de Orlando Figes, sobre a vida
cotidiana na URSS de Stálin. O didatismo brucutu dos comunas, nas escolas,
contra os reacionários, era mais sutil e nuançado. Prometi a mim mesmo que não
vejo a novela nunca mais, nem excepcionalmente, como hoje. Como vocês sabem, de
hábito, estou trabalhando a essa hora. E nunca mais verei não porque ofenda as
minhas convicções, mas porque ofende a minha inteligência. O merchandising
social — a morte de fetos se insere nessa categoria? — tem um compromisso com a
verdade.
Principal causa de mortes? 
Eu não sei, ou sei, por que os abortistas precisam mentir
tanto. Qual é o problema dessa gente com os fatos e os fetos? Até outro dia, os
mentirosos contumazes diziam que 200 mil mulheres morriam, por ano, vítimas de
aborto. Eleonora Menicucci, a abortista e ex-aborteira que é ministra das
Mulheres, chegou a levar esses números a uma reunião da ONU. Em fevereiro de
2012, fiz uma conta com os dados disponíveis, todos oficiais.
Acompanhem. 
Em 2010, o Censo do IBGE passou a investigar a ocorrência de
óbitos de pessoas que haviam residido como moradoras no domicílio pesquisado.
ATENÇÃO! Entre agosto de 2009 e julho de 2010, foram contabilizadas 1.034.418
mortes, sendo 591.252 homens (57,2%) e 443.166 mulheres (42,8%). Houve, pois,
133,4 mortes de homens para cada grupo de 100 óbitos de mulheres.
Vocês começam a se dar conta da estupidez fantasiosa daquele
número? Segundo o Mapa da Violência, dos 49.932 homicídios havidos no país em
2010, 4.273 eram mulheres. Muito bem: dados oficiais demonstram que as doenças
circulatórias respondem por 27,9% das mortes no Brasil — 123.643 mulheres. Em
seguida, vem o câncer, com 13,7% (no caso das mulheres, 60.713). Adiante. Em
2009, morreram no trânsito 37.594 brasileiros — 6.496 eram mulheres. As doenças
do aparelho respiratório matam 9,3% dos brasileiros — 41.214 mulheres. As
infecciosas e parasitárias levam outros 4,7% (20.828). A lista seria extensa.
Agora eu os convido a um exercício aritmético elementar.
Peguemos aquele grupo de 443.166 óbitos de mulheres e subtraiamos as que
morreram assassinadas, de doenças circulatórias, câncer, acidentes de trânsito,
doenças do aparelho respiratório, infecções (e olhem que não esgotei as
causas). Chegamos a este número: 185.999!!!
Já começou a faltar mulher. Ora, para que pudessem morrer
200 mil mulheres vítimas de abortos de risco, é forçoso reconhecer, então, que
essas mortes teriam se dado na chamada idade reprodutiva — entre 15 e 49 anos.
É mesmo? Ocorre que, segundo o IBGE, 43,9% dos óbitos são de idosos, e 3,4% de
crianças com menos de um ano. Então vejam que fabuloso:
Total de mortes de mulheres – 443.166
Idosas mortas – 194.549
Meninas mortas com menos de um ano – 15.067
Sobra – 233.550
Dessas, segundo os delirantes de então, 200 mil teriam
morrido em decorrência do aborto — e necessariamente na faixa dos 15 aos 49
anos!!!
Cessou a mentira
Quando desmoralizei, COM NÚMEROS OFICIAIS, a mentira das 200
mil mortes, essa bobagem parou de ser veiculada no país. O doutor que disse
aquela besteira na novela, fosse de verdade, seria um mentiroso, um
mistificador, um vigarista. Vejam acima as principais causas da morte de
mulheres no Brasil, ricas ou pobres. Se a enfermeira histérica faz seu trabalho
tão bem quanto pensa, coitados dos pacientes!
Os números reais
O número de mortes maternas, no Brasil, está abaixo de 2.000
por ano! Atenção! Estou me referindo à morte de mulheres em decorrência da
gravidez. O aborto, segundo dados do DataSUS, corresponde a 5% dessas mortes,
entenderam? Ocorre que esse número inclui tanto o aborto espontâneo como o
provocado. Assim:
a: o aborto não é a principal causa da morte de mulheres;
b: o aborto não é nem mesmo a principal causa de morte
materna.
Não gosto de merchandising, de nenhuma natureza, comercial,
social ou, como é o caso, ideológico. Repugna-me a ideia de que se deve pegar o
telespectador distraído para, então, “pimba!”. Sabem por que jamais defenderia
a sua proibição? Porque a engenharia legal para isso resultaria, com certeza,
em algo ainda pior. Então que permaneça o mal menor — mas que chamo de “mal”
ainda assim.
Demonização da religião
Aquele médico que se negou a atender a paciente que chegou
morrendo, exibido na novela, não existe. Criou-se uma caricatura para, no
fundo, demonizar o discurso religioso. Os índios caracterizados como diabos nas
peças de Anchieta, no século XVI, eram personagens mais complexas e
verossímeis. Imaginem se alguém formado em medicina se referiria a uma paciente
terminal como “pecadora”; se diria a seu chefe que o aborto atenta “contra as
leis divinas”. Usa-se, então, o discurso ridículo de um médico para
ridicularizar os que se opõem ao aborto por motivos religiosos, o que é um
direito num país em que há liberdade de crença.
Há um outro nível de falsificação nessa história. Existem
médicos às pencas que são agnósticos, mas que se recusam a praticar o aborto
mesmo nos casos em que ele é legalmente permitido. O Código de Ética Médica
lhes assegura o direito de alegar objeção de consciência. Nesse caso, sua
obrigação é informar a paciente dos seus direitos e encaminhá-la para um
colega. “E no caso de não haver quem faça, num rincão do Brasil qualquer?”
Assegurado um direito a ser conferido pelo poder público, o estado tem a obrigação
de prover os meios. Que se crie, sei lá, uma central nacional, com um número de
telefone, para ocorrências dessa natureza e garantia de atendimento. Uma coisa é certa: obrigar um médico a fazer um procedimento
que viola a sua consciência seria um absurdo. Mas há uma pressão nesse sentido.
Que eu saiba, nem os cubanos poderão se encarregar da tarefa…  A novela entrou de forma grosseira nessa
questão. “Amor à Vida” faz proselitismo em favor da adoção de crianças por gays
e levou ao ar, nesta quinta, essa cena patética, mentirosa e patrulheira, sobre
aborto. No Globo Repórter, a gente aprendeu que só uma família deve ser chata:
a que tem papai e mamãe. Dia desses, um programa discutia a descriminação das
drogas na base de quatro (a favor) a um (contra). Certamente não reproduz os
percentuais que estão na sociedade. E os pterodáctilos ainda querem fazer o controle social da
mídia, muito especialmente da Globo, acusando-a, imaginem só!, de ser
conservadora, reacionária. Pois é! Com todo o suposto conservadorismo e
reacionarismo, um “médico” foi demitido. Deus nos livre da versão progressista.
O coitado teria sido fuzilado em nome do povo e da vida. Pode não parecer, eu sei, mas o que se viu em “Amor à Vida”
foi uma manifestação absurda de intolerância. Intolerância com a divergência
(os que se opõem ao aborto — e que, curiosamente, são maioria absoluta no
Brasil) e intolerância com a religião, reduzida a uma patética caricatura. Deus
nos livre da intolerância dos tolerantes! Sabem ser obscurantistas em nome das
luzes.
Finalmente
A militância pró-aborto não tente tomar de assalto a área de
comentários. Será inútil. E não porque eu me oponha à descriminação, mas porque
este texto não propõe um debate de mérito. Admito, sim, uma contestação: quero
que provem que os dados com os quais trabalho são falsos. Mas têm de provar.
Não basta apenas repudiá-los porque eles desmontam as teses pró-aborto. Eu
estou é contestando uma mentira transmitida a milhões de brasileiros.

Caso do Novo México: Sodoma e Gomorra cuspindo fogo para destruir a liberdade dos heterossexuais!

Quem ainda duvida que a normalização da homossexualidade e a legalização do casamento homossexual irão representar uma mudança radical na cultura em geral só precisa olhar para o Novo México para ver que nada menos do que a liberdade religiosa está sob ameaça. Jonathan e Elaine Huguenin são os proprietários de Elane Photography, uma empresa que opera como um estúdio fotográfico comercial. Elaine [foto ao lado] é a fotógrafa-chefe e os Huguenin “tocam” juntos o negócio. Em 2006, o casal se recusou a fotografar a cerimônia de compromisso de um casal do mesmo sexo e foi processado. Na semana passada, a Suprema Corte do Novo México decidiu que os Huguenin violaram os direitos humanos do casal do mesmo sexo e que a Primeira Emenda não permite que a Elane Photography se recuse a fotografar uniões do mesmo sexo. A decisão do tribunal foi unânime, mantendo a decisão de 2012 por um tribunal de apelações. A decisão do tribunal declarou que os Huguenins agiram ilegalmente em se recusar a fotografar o “casamento” do mesmo sexo, ainda que Elaine Huguenin tenha argumentado que obrigá-la a fotografar a celebração de uma cerimônia do mesmo sexo seria obrigá-la a “funcionar” como um celebrante e assim violaria a sua própria consciência. Essa última parte do argumento dos Huguenin tem a ver com o fato de que a fotografia é “expressiva”, como uma forma de arte. Não há nenhuma forma em que fotografar uma cerimônia de pessoas do mesmo sexo não exigiria do fotógrafo profissional organizar e construir fotografias em ordem para celebrar artisticamente a união do mesmo sexo.

O tribunal concluiu: “Ao a Elane Photography recusar fotografar a cerimônia de compromisso do mesmo sexo, ela violou a NMHRA [New Mexico Human Rights Act], da mesma forma como se tivesse se recusando a fotografar um casamento entre pessoas de raças diferentes.” O tribunal posteriormente concluiu: “Ainda que os serviços que ela oferece sejam criativos ou expressivos, a Elane Photography deveria oferecer seus serviços aos clientes, sem distinção de raça dos clientes, sexo, orientação sexual, ou outra classificação protegida.” Jonathan e Elaine Huguenin são cristãos que acreditam que o casamento é a união exclusiva de um homem e uma mulher. Eles também acreditam que são responsáveis e fiéis somente se evitam qualquer endosso explícito ou implícito do casamento homossexual. Eles insistiram que não discriminaram com base na orientação sexual do potencial cliente, mas somente com base na cerimônia que eles foram convidados a fotografar.
O Supremo Tribunal do Novo México rejeitou todos os argumentos apresentados em nome dos Huguenins – argumentos que têm um precedente muito claro nas decisões de outros tribunais, incluindo o Supremo Tribunal dos Estados Unidos. A decisão, neste caso, por esse tribunal é ao mesmo tempo forte e estridente…
A decisão do tribunal estabelece um precedente muito perigoso: “Se uma empresa de fotografia comercial acredita que o [New Mexico Human Rights Act] sufoca sua criatividade, ela pode permanecer no negócio, mas pode deixar de oferecer seus serviços ao público em geral. A escolha de Elane Photography de oferecer seus serviços ao público é uma decisão de negócio, não uma decisão sobre a sua liberdade de expressão.” A decisão de negócio, mas não é uma decisão sobre a liberdade de expressão? … A adição da orientação sexual como um denominador de uma classe protegida foi suficiente para levar os Huguenin perante um tribunal de um Estado que não reconhece legalmente o casamento do mesmo sexo. A linguagem mais surpreendente na decisão do tribunal do Novo México não é, na opinião principal, mas na opinião “especialmente concorrente” do juiz Richard C. Bosson. Apesar de o juiz Bosson concordoar com a decisão contra eles, ele pareceu entender a situação dos Huguenin:
“Como devotos, cristãos praticantes, eles acreditam, por uma questão de fé, que certos mandamentos da Bíblia não estão abertos à interpretação secular, pois eles são feitos para serem obedecidos. Entre esses mandamentos, de acordo com os Huguenin, há uma determinação contra o casamento do mesmo sexo. No registro antes de nós, ninguém questionou [sic] a devoção dos Huguenin ou sua sinceridade; suas convicções religiosas merecem o nosso respeito… Se honrando o casamento do mesmo sexo seria tão conflituoso com seus princípios religiosos fundamentais… Como, então, perguntam eles, pode o Estado do Novo México obrigá-los a ‘desobedecer a Deus’ nesse caso? Como, de fato?”
Depois de fazer exatamente a pergunta certa, o juiz Bosson então passou a dar exatamente a resposta errada… Uma vez que a Elane Photography é uma empresa que oferece serviços ao público, não pode operar com base nos sinceros princípios cristãos dos Huguenin. De acordo com Bosson, o New Mexico Human Rights Act prevalece sobre os direitos de liberdade religiosa quando os dois entram em colisão. A linguagem é de tirar o fôlego. Portanto, o preço da cidadania é a negação da liberdade religiosa, quando as convicções cristãs desse casal correm em colisão frontal com os “valores contrastantes” dos outros. Esse é um “compromisso” que exige que os Huguenin desistam de suas convicções ou saiam do negócio… O “casal” do mesmo sexo, nesse caso, não contestou o fato de que havia muitos outros fotógrafos profissionais disponíveis para eles. Na verdade, eles contrataram outro fotógrafo após Elane Photography recusar. Mas eles ainda pressionaram por força de lei para exigir que todos os fotógrafos comerciais forneçam serviços para as cerimônias do mesmo sexo. E eles conseguiram o que exigiram.
Essa é a verdadeira natureza do “compromisso” que o juiz Bosson argumenta, é “o preço da cidadania”. A decisão em si é uma negação da liberdade religiosa e das garantias constitucionais de expressão religiosa e liberdade de expressão. O juiz Bosson afirma que “há um preço, que todos nós temos que pagar algures em nossa vida cívica”. O Supremo Tribunal Federal do Novo México já deixou claro que o preço a ser pago por muitos é a perda de sua liberdade religiosa.

Que Deus acabe com o costume diabólico “foie gras” em São Paulo e no mundo todo!

A produção e o comércio de foie gras pode estar com os dias contados na mais populosa cidade brasileira. Segundo um projeto de lei de autoria do vereador Laércio Benko que começou a tramitar esta semana na Câmara Municipal de São Paulo, restaurantes, supermercados e outros estabelecimentos não poderão mais comercializar o foie gras. Além disso, se aprovado o PL, não poderá haver criações de patos para produção de foie gras dentro dos limites do município. O foie gras (fígado gordo, em francês) é um dos “alimentos” mais cruéis já inventados pelo ser humano. Para que o fígado de patos e gansos fique doente e muitas vezes maior que um fígado sadio, as aves são forçadas a ingerir grandes quantidades de comida através de tubos de metal. Depois de alguns meses de agonia, as aves são mortas para a retirada dos fígados e, a partir deles, são preparados diversos pratos da cozinha francesa.
Os chefs de restaurantes franceses situados em São Paulo não gostaram da notícia: “A proposta de proibição do foie gras vai contra o que o povo brasileiro espera dos políticos. Parece até que esse vereador não acompanhou os protestos que chacoalharam o país algumas semanas atrás”, disse Erick Jacquin, que comanda a cozinha do La Brasserie, restaurante que tem no menu pratos com polvo, filhote de ovelha e fígado de ganso. Alguém esperava alguma sensibilidade sobre a criação de patos para foie gras do lado dos chefs franceses?
A proposta do vereador Benko foi inspirada por uma lei assinada em 2004, na Califórnia (EUA), pelo então governador Arnold Schwarzenegger. Hoje o foie gras é proibido no estado norte-americano e a cidade de São Paulo está no mesmo caminho.
Fonte: Vista-se.





Nota: Devia haver uma lei também contra a venda de carne de vitela, que submete bezerrinhos a uma tortura horrível apenas para satisfazer o paladar dos carnívoros humanos. Pesquise sobre a produção da carne de vitela, se quiser conferir por si mesmo. (Michelson Borges) 

Sexo: a verdade nua e crua.

Josh McDowell é autor de muitos livros na área de apologética cristã e teologia, e muitos desses livros me ajudaram quando da minha transição do darwinismo para o criacionismo bíblico. Justamente por isso, fiquei surpreso quando um amigo me indicou o livro A Verdade Nua e Crua (CPAD), escrito por McDowell e Erin Davis. “Josh escrevendo sobre sexo?”, pensei, com certa estranheza. Claro que nada o impedia de escrever sobre isso, mas o que me deixou empolgado foi imaginar Josh usando toda a capacidade argumentativa dele para tratar de um tema dominado pelo relativismo e pela desinformação. Mais do que depressa, comprei o livro e li-o em poucas horas (sim, o livro é pequeno; tem apenas 150 páginas). Não me decepcionei. É apologética aplicada aos relacionamentos e à sexualidade, com informações consistentes e argumentos imbatíveis – a menos que o leitor persista na teimosia e resolva colher as consequências da atitude “nada a ver” assumida por muitos jovens. Mas, se você é mais sensato que isso e se preocupa com sua saúde espiritual, sexual, relacional e física, não deve deixar de ler o livro e colocar seus conselhos em prática.
Outro detalhe me deixou muito feliz ao conhecer A Verdade Nua e Crua: muitas das informações que ele traz sobre a neuroquímica cerebral relacionada com o sexo eu só havia encontrado num livro ainda não traduzido para o português (confira minha resenha aqui). Tá certo que Hooked (o ótimo livro a que me refiro) é ciência pura do começo ao fim e explica detalhadamente o funcionamento de neurotransmissores como a ocitocina, a vasopressina, a dopamina e a noradrenalina, mas o livro de Josh não deixa por menos, dispensa os detalhes que provavelmente cansariam o leitor “médio” e extrai a essência das pesquisas científicas. Enfim, traz o suficiente para convencer muitos céticos e gente que anda em cima do muro, quando o assunto é sexo.
A Verdade Nua e Crua tem 39 capítulos que, na verdade, são respostas breves a perguntas relacionadas a amor, sexo e relacionamento. Logo de início, os autores afirmam que “o mundo reconhece que há fortes razões para se abster do sexo, mas Deus não nos chama apenas à abstinência. Ele nos chama à pureza. […] [E] pureza é uma virtude. Não é simplesmente a escolha de evitar o sexo. É um compromisso de viver de acordo com o projeto de Deus. Pureza significa dizer não ao sexo, mas só para que você possa experimentá-lo no relacionamento de amor conjugal que Deus criou” (p. 15, 16).
No capítulo 2, os autores procuram mostrar que a Bíblia tem uma visão positiva do sexo. Citam Provérbios 5:19, em que Salomão fala sobre um encontro físico que satisfaz e inebria; citam também o livro de Cantares, repleto de descrições sensuais de cenas de amor entre um homem e uma mulher; e Paulo, que recomenda o sexo com frequência entre pessoas casadas. Assim, “os versículos que costumam retratar o sexo sob um aspecto negativo de fato não são sobre sexo. Estão relacionados ao mau uso do sexo fora do projeto de Deus. […] Deus não é contra o sexo. Ele é tão a favor disso que deseja que todo homem e toda mulher experimentem o sexo de acordo com Seu projeto original” (p. 18, 19).
No capítulo 3, os autores falam do “hormônio do amor”, a ocitocina, neurotransmissor liberado pelo cérebro durante o ato sexual e/ou intimidades físicas, e que produz sentimentos de empatia, confiança e profunda afeição. “O propósito é criar um profundo laço ou vínculo humano”, explicam. “Mas há um detalhe”, completam. “Pesquisas provam que o projeto de Deus para a intimidade alcança seu melhor entre marido e mulher, sem outros parceiros sexuais.”
Exemplo citado pelos autores: um levantamento da Universidade de Chicago revelou que casais monogâmicos casados registram os níveis mais altos de satisfação sexual. Segundo o levantamento, 87% de todos os casais monogâmicos casados relataram que são “extremamente” ou “muito” satisfeitos com seu relacionamento sexual, e 85% se declararam “extremamente” ou “muito” satisfeitos emocionalmente. “Em outras palavras, a ocitocina está fluindo no cérebro de muitos casais casados!” (p. 22). Josh e Erin destacam ainda que os menos satisfeitos física e emocionalmente são os solteiros e casados que têm vários parceiros sexuais. “Quando esperamos até o casamento para fazer sexo, estabelecemos um nível de intimidade inigualável” (p. 22). Talvez por isso o número de separações seja maior entre casais cujas mulheres tiveram vida sexual ativa antes do matrimônio.
Conclusão do capítulo: “Mulheres que iniciam precocemente a atividade sexual e aquelas que têm vários parceiros são menos satisfeitas na vida sexual do que as mulheres que se casam com pouca ou nenhuma experiência sexual. O jornal USA Today chamou essa pesquisa de ‘vingança das senhoras da igreja’” (p. 23).
O órgão sexual mais poderoso
No capítulo 6, Josh e Erin falam um pouco mais do órgão sexual mais poderoso, o cérebro. Segundo eles (baseados em amplas pesquisas), o “cérebro não se torna automatizado para fazer escolhas rápidas e prudentes sobre sexo até que você esteja na faixa dos vinte anos. Neurocientistas descobriram que o cérebro de adolescentes ainda estão amadurecendo em outras áreas também. Uma das últimas partes do nosso cérebro a amadurecer é o sistema responsável por juízos sensatos e [por] acalmar emoções descontroladas. É chamada de córtex pré-frontal. […] O sistema límbico [local em que ficam as emoções brutas] lida com urgências e desejos. Só o córtex pré-frontal é capaz de fazer escolhas coerentes com base em consequências futuras. Pense sobre isso desta forma: se o sistema límbico é um leão faminto, o córtex pré-frontal é um domador de leões bem treinado” (p. 33, 34).
Os autores reafirmam que “a mudança de funcionamento do sistema límbico para o córtex pré-frontal não costuma estar completa até os 25 anos […], mas jovens nesse estágio de desenvolvimento estão tomando decisões sobre sexo que terão consequências para o resto de suas vidas. […] [Não é à toa] que quase dois terços dos estudantes sexualmente ativos gostariam de ter esperado” (p. 34).
Essa informação mostra que os adolescentes precisam do aconselhamento de adultos nos quais eles possam confiar. E quando esses adultos devem ter se mostrado dignos dessa confiança? Exatamente na infância desses adolescentes. Família é tudo!
A mídia, de modo geral, não está nem aí para essas coisas (como também não está para os riscos do álcool, por exemplo). Fala apenas em “sexo seguro” com preservativos (Josh voltará a esse assunto mais à frente). Mas “ninguém desenvolveu um preservativo para a mente. Só Deus é capaz de proteger nosso órgão sexual mais poderoso até que tenhamos aquele relacionamento no qual somos capazes de desfrutar plenamente os prazeres mentais, emocionais e físicos que o sexo pode dar” (p. 35).
No capítulo 7, os autores aprofundam o tema da neuroquímica. Eles explicam que “o cérebro feminino recebe altas doses de ocitocina sempre que há toque e abraços. A vasopressina é um hormônio que faz a mesma coisa no cérebro masculino [isso é tratado em profundidade em Hooked]. No contexto de um relacionamento de amor e compromisso, o cérebro libera níveis crescentes de ocitocina e vasopressina para manter a segurança dos laços emocionais. Deus projetou nosso corpo para reagir fisicamente à intimidade em longo prazo, e essa resposta acontece no cérebro [permita-me um testemunho: depois de 15 anos de casados, minha esposa e eu experimentamos muito mais intimidade hoje do que antes; cada ano que passa o casamento fica mais gostoso]. Quando trocamos de parceiros continuamente, os níveis de ocitocina diminuem e o cérebro não funciona como esperado na liberação de ocitocina. Atividade sexual promíscua gasta a produção de vasopressina no cérebro masculino, tornando os homens insensíveis ao risco de relacionamentos de curto prazo. Sexo casual, sem compromisso, pode mudar seu cérebro literalmente no sentido químico” (p. 37). Ou seja, pessoas que não se preservam para o casamento ou que mantêm múltiplos relacionamentos prévios (“ficam”) estão prejudicando o futuro relacionamento com a pessoa com quem decidirão passar o resto da vida.
No contexto da química cerebral relacionada ao sexo, além da ocitocina e da vasopressina, há também o hormônio do “bem-estar” chamado dopamina (depois a gente fala da noradrenalina). “Se a ocitocina é a substância que nos diz que estamos apaixonados, a dopamina diz: ‘Preciso de mais!’ Pesquisadores detectaram níveis elevados de dopamina no cérebro de casais recém-apaixonados. A dopamina estimula o desejo provocando uma torrente de prazer no cérebro” (p. 37).
Só que a dopamina é “neutra”. Ela é liberada, independentemente de a causa ser construtiva/correta ou destrutiva/incorreta. Ela age como uma droga e o cérebro sempre vai pedir mais. Daí por que Salomão fala em “embriaguez” com a esposa (Pv 5:19). Se o sexo for praticado unicamente com o cônjuge, o(a) companheiro(a) fica literalmente “viciado” no cônjuge. Mas e se não for?
Josh e Erin explicam: “Cada vez que você passa para outro relacionamento, precisa ter um pouco mais de contato sexual a fim de satisfazer o desejo do seu cérebro por dopamina [motivo pelo qual geralmente em um novo relacionamento as intimidades partirão de onde foram interrompidas no relacionamento anterior], e o efeito dos laços emocionais começa a se desestabilizar. Além disso, pelo fato de a dopamina provocar uma intensa sensação de prazer, casais sexualmente ativos com frequência substituem os sentimentos de afeição por essa sensação de excitação. Seus relacionamentos se deterioram rapidamente quando começam a buscar mais dopamina em vez de verdadeira intimidade” (p. 37, 38).
Assim, vale a pena esperar e se preservar porque, “quando o sexo é reservado para o casamento, nosso cérebro ainda recebe doses de substâncias neuroquímicas que tornam o sexo tão excitante, e nosso cérebro pode, então, processar essas substâncias [ocitocina, vasopressina e dopamina] de maneira a promover relacionamentos e reações saudáveis” (p. 38).
Lembra-se da noradrenalina? Se a ocitocina e a vasopressina são “substâncias do amor” e a dopamina do prazer, a noradrenalina é a “substância da memória”. Quando experimentamos algo muito emocional e sensorial, a noradrenalina é liberada pelo cérebro e fixa essa recordação na memória. “Como os encontros sexuais são bastante emocionais e sensoriais, seu cérebro responde com uma dose dessa substância e fixa cada experiência em sua mente”, explicam os autores. E afirmam ainda que, “quando não esperamos até o casamento para fazer sexo, trazemos mentalmente nossos outros parceiros sexuais para o leito conjugal” (p. 39), tornando difícil obedecer à recomendação de Hebreus 13:4.
O perigo real das DSTs
Os capítulos 8 a 18 tratam de um tema delicado e extremamente preocupante: o aumento da incidência das doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) e suas consequências devastadoras. É para assustar mesmo, porque a mídia popular – mais uma vez – tenta colocar panos quentes sobre um tema grave, com a desculpa de que as pessoas têm mais é que “curtir” a vida. Filmes, novelas, livros e revistas ensinam um estilo de vida desregrado e glamourizam isso, sem mostrar o que acontece depois, com uma frequência muito acima do que as campanhas pelo “sexo seguro” estão dispostas a admitir.
Vamos aos fatos: “Nos anos 1960, médicos tratavam de duas principais DSTs – sífilis e gonorreia. Essas duas doenças podiam ser curadas com uma vacina. Hoje, os médicos reconhecem 25 DSTs principais, das quais 19 não têm cura. Nos anos 1960, um em cada 60 adolescentes sexualmente ativos contraia uma DST. Por volta dos anos 1970, esse número passou para um em cada 47. Hoje, um em cada quatro adolescentes sexualmente ativos está infectado” (p. 40). É isto mesmo o que você leu: um em cada quatro! E mais: “Em dois anos a partir de sua primeira relação sexual, metade dos adolescentes são infectados com pelo menos um das três DSTs comuns” (p. 40).
A DST mais comum é o HPV, ou papiloma vírus humano, transmitido facilmente e nem sempre evitado por preservativos. O dado estarrecedor é que 80% por cento de todas as mulheres terão HPV quando estiverem com 50 anos e 70% dos homens envolvidos sexualmente contraem HPV. Nos últimos cinco anos, o HPV matou mais mulheres do que a aids, geralmente em decorrência do câncer do colo uterino – e o número de mortes causadas por esse tipo de câncer tem aumentado assustadoramente entre mulheres jovens. Além disso, estima-se que 30 a 40% dos partos prematuros e mortes de bebês resultam de DSTs. “Se você escolher fazer sexo fora do casamento durante a adolescência, seu risco de infecção é de pelo menos 25% a cada ano. Se tivesse pelo menos uma chance em quatro de ser atingido por um raio, ninguém sairia durante uma tempestade” (p. 62). Sexo seguro?
No capítulo 11 são apresentadas correlações entre DSTs e adolescência, isso porque dois terços de todas as DSTs ocorrem com pessoas abaixo dos 25 anos; de cada cinco norte-americanos com HIV, três foram infectados na adolescência; os adolescentes são dez vezes mais suscetíveis do que adultos à doença inflamatória pélvica (DIP); em 2005, 50% dos casos de clamídia era em adolescentes; em 2002, a gonorreia era doença infecciosa mais registrada entre pessoas de 15 a 24 anos.
Mas por que os adolescentes são tão suscetíveis às DSTs? Para Josh e Erin (baseados em pesquisas), são duas as respostas: biologia e comportamento.
As razões biológicas para a alta susceptibilidade dos jovens em relação às DSTs estão relacionadas especialmente às mulheres. “No revestimento do colo uterino, uma jovem tem grande quantidade de células chamadas ‘células colunares’. Essas células estão expostas ao longo de todo o revestimento do colo uterino. À medida que a jovem cresce, essas células colunares são cobertas por células epiteliais escamosas. Essas células começam a formar camadas e, por fim, cobrem completamente as células colunares. Mas esse processo não está completo até que a mulher esteja em torno dos 25 anos” (p. 50, 51). Mas qual é o problema? Este: as células colunares são muito receptivas (como uma esponja) e qualquer doença que entrar em contato com elas acabará se fixando ali (as células colunares são mais de 80% mais receptivas a infecções do que as células epiteliais escamosas).
Assim, “uma garota de 15 anos tem uma em oito chances de desenvolver doença inflamatória pélvica (DIP) simplesmente fazendo sexo, ao passo que uma mulher de 24 anos tem apenas uma chance em oitenta na mesma situação. […] Em geral, uma adolescente é 80% mais vulnerável a contrair DST do que alguém acima dos 25 anos” (p. 50, 51). E, para piorar, as adolescentes tendem a escolher parceiros sexuais mais velhos que, teoricamente, tiveram outras experiências sexuais com mais probabilidade de estar infectados (mais de 87% dos casos de DSTs não apresentam sintomas).
Pelo que se pode ver, a mulher frequentemente sai em maior desvantagem quando o assunto é sexo promíscuo. Ela deveria, portanto, ser mais firme e dizer não, levando em conta tudo o que está em jogo, no presente e no futuro. E o homem com H maiúsculo também deve dizer não, a fim de proteger a pessoa a quem ama (mesmo que ainda nem conheça essa pessoa).
Josh e Erin apontam uma “coincidência” interessante: as mudanças no colo do útero de uma mulher acontecem na mesma fase da vida em que o cérebro passa do sistema límbico (emoções brutas) para o córtex pré-frontal (tomada de decisões morais). “Está claro que Deus nos preparou para o máximo do sexo quando esperamos pelo seu tempo” (p. 51), concluem.
Além de a suposta proteção dos preservativos ser isto mesmo: suposta (já que eles não protegem assim tão eficazmente contra as DSTs), “não há um preservativo ou anticoncepcional no mercado que possa protegê-lo da influência do sexo em seu corpo, cérebro ou coração. Deus deseja nos dar segurança verdadeira com Seu projeto sem sexo fora do casamento. Somente o plano divino para sua vida sexual oferece 100% de proteção. […] Abstinência antes do casamento e fidelidade durante o casamento são as únicas formas de garantir que você não será infectado por uma DST” (p. 55, 70).
O ex-cirurgião geral Everett Koop disse para Josh: “Você precisa adverti-los [os jovens] de que [a promiscuidade entre adolescentes] é algo assustador. Hoje, se você mantiver relações sexuais com uma mulher, não está se relacionando apenas com ela, mas com cada pessoa com quem essa mulher possa ter mantido relações sexuais nos últimos dez anos [muitas DSTs podem ficar incubadas por esse tempo], e com todas as pessoas com quem elas se relacionaram” (p. 86).
Por isso, embora isso pareça fora de moda, os pais devem orientar seus filhos a não namorar muito cedo. “Pesquisas provam que quanto mais cedo os jovens começam a namorar, mais são propensos a se tornarem sexualmente ativos” (p. 117). Veja só:
– Entre os que começam a namorar aos 12 anos, 91% fizeram sexo antes de concluir o ensino médio.
– Dos que retardaram o namoro até os 15 anos, 40% perderam a virgindade no ensino médio.
– Dos que esperaram até os 16 anos para começar a namorar, apenas 20% fizeram sexo antes da graduação.
No capítulo 13, os autores mencionam duas histórias tristes e representativas. Uma delas é a da menina que foi sexualmente ativa durante o ensino médio. Ela nunca apresentou sintomas de DST e nunca fez exames. Vários anos depois, encontrou o homem dos sonhos dela. Eles se casaram e tentaram começar uma família, mas ela não conseguia engravidar. Quando foi ao médico, a mulher descobriu que tinha DIP, causada por clamídia. Ela teve que voltar para casa e contar para o marido que eles nunca teriam filhos.
A outra história é de um rapaz que perdeu a virgindade aos 15 anos com uma garota a quem pensava amar. Dez anos mais tarde, ele aprendeu o que é o verdadeiro amor ao encontrar a mulher de sua vida e se casar com ela. Ela se casou virgem. Após vários anos de casados, a esposa descobriu que estava com câncer de colo do útero, provavelmente causado pelo HPV que o marido lhe havia transmitido sem saber. Embora ela tenha escolhido esperar, foi forçada a pagar um alto preço porque ele não esperou.
Quer se proteger e a quem você vai amar pelo resto da vida? Não pratique sexo antes do casamento. Espere por ele/ela. Depois de casado, vocês terão muitos anos de vida sexual ativa e de sexo realmente seguro, puro e intenso. Espere mais um pouco.
Saúde mental e pornografia
Como se não bastasse o perigo alarmante das DSTs, há também os riscos do sexo não marital para a saúde mental. E é sobre isso que Josh e Erin falam no capítulo 19, com mais dados impressionantes como estes:
– Adolescentes sexualmente ativas são 300% mais propensas a cometer suicídio do que adolescentes virgens.
– Meninos sexualmente ativos na adolescência são 700% mais propensos ao suicídio do que os rapazes que esperam.
– Mais de 25% das meninas sexualmente ativas entre 14 e 17 anos disseram que se sentem deprimidas, comparadas a 7,7% das virgens.
– Aproximadamente dois terços dos adolescentes que fizeram sexo dizem que desejariam ter esperado. “A culpa de ter cedido algo que não pode ser recuperado pode durar mais do que qualquer outra consequência” (p. 75).
A Dra. Freda McKissic Bush, do Medical Institute for Sexual Health, citada por Josh e Erin, diz que “com quanto mais pessoas você mantiver relações [sexuais], mais dificuldade terá para formar relacionamentos saudáveis no futuro, quando estiver pronto para estar com uma só pessoa” (p. 74).
Vale ou não a pena esperar? “O sexo após o casamento equivale à segurança. O sexo fora do casamento leva à insegurança, culpa, vergonha, depressão, desespero e sofrimento. […] Todos os que praticam o sexo antes do casamento estão roubando de seu futuro cônjuge uma área singular de crescimento juntos como casal” (p. 75, 91).
Sobre a pornografia (assunto tratado no capítulo 37), os autores comentam que o prazer gerado pela contemplação de imagens pornográficas também está relacionado com a dopamina, o que acaba viciando as pessoas e fazendo com elas se tornem dependentes de mais “doses” para obter prazer. A noradrenalina agirá “prendendo” as imagens no cérebro, o que também causará problemas no relacionamento sexual com o cônjuge.
Assim, desde cedo é preciso haver cuidado com a exposição a imagens de conteúdo sexual. “Pesquisadores […] observaram que adolescentes expostos a muito conteúdo sexual na TV […] são duas vezes mais propensos a fazer sexo no ano seguinte do que os expostos a pouco conteúdo [dessa natureza]” […], e que “a pornografia […] induz os jovens a buscar experiências sexuais” (p. 129).
Resumo de todos os males: “Sexo fora do casamento expõe as pessoas a doenças; coloca-as em risco de ter filhos sem se casar; afeta de modo negativo sua capacidade de criar vínculos; e pode levar à depressão, insegurança e aumento da tendência ao suicídio. Monogamia mútua no contexto do casamento lhe dá a liberdade para desfrutar dos prazeres do sexo sem nenhuma das consequências citadas” (p. 96). Você quer livre ou escravo? Feliz ou infeliz? A escolha é sua.
Errei, e agora?
A Bíblia diz que “tudo [Deus] fez formoso em seu tempo” (Ec 3:11, grifo meu). Mas, e se você se adiantou e fez antes do tempo o que deveria ter esperado para desfrutar somente no contexto matrimonial? E se você nasceu num ambiente desfavorável e somente conheceu os princípios bíblicos depois de ter cometido erros e caído em pecado? Não há mais esperança para você? A fixação de memórias pela noradrenalina é um mal inapagável? Graças a Deus, não.
Em João 1:9, lemos: “Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nosperdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça” (grifo meu). O primeiro passo, portanto, consiste em admitir que sua atividade sexual antes e fora do casamento é pecado. Não se trata de um “erro” ou um “deslize”. Não. É pecado. Depois é só confessar a Deus e pedir de coração a purificação.
Em 2 Coríntios 5:17, lemos: “Se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo” (grifo meu). Quando aceita Jesus como Salvador, a pessoa renasce e deixa para trás as “coisas velhas”. Ela pode dizer como Paulo:“Esquecendo-me das coisas que para trás ficam e avançando para as que diante de mim estão, prossigo para o alvo” (Fp 3:13, 14). Claro que algumas consequências do comportamento irresponsável podem acompanhar você por toda a vida – uma doença, a esterilidade ou mesmo um filho –, mas o perdão e a purificação lhe são garantidos por Deus.
“Nossa cultura [evolucionista] ensina que o homem não é diferente dos animais no sentido de que o sexo é uma necessidade que precisamos satisfazer. A fim de seguir rumo à libertação do pecado sexual, é preciso entender que você não é um animal. Você foi feito à imagem de Deus (Gn 1:26), logo seu desejo por sexo não é como a experiência dos animais. Sua maior necessidade é por um relacionamento de intimidade com Deus. Essa é uma importante verdade. Se você tem procurado o sexo em vez de Deus para satisfazer sua maior necessidade, é provável que tenha enfrentado derrotas, porque está tentando suprir uma necessidade espiritual com um prazer físico. […] Peça que Ele satisfaça os anseios do seu coração” (p. 136).
Leia A Verdade Nua e Crua e coloque em prática seus conselhos. Seu presente e seu futuro agradecem.
Nota: A edição em língua portuguesa de The Bare Facts, publicada pela CPAD, tem apenas um defeito: os editores se esqueceram de colocar as referências do livro. Como os autores mencionam muitas pesquisas e publicações importantes, úteis para os leitores que queiram aprofundar seus conhecimentos, esse lapso acaba sendo “grave”, infelizmente. Já comuniquei a editora sobre isso e espero que numa futura edição o problema seja resolvido. (Michelson Borges)

Aumentam os casos de cânceres de cabeça e pescoço (HPV) em homens. Causa: sexo oral.

O enorme aumento no número de casos de cânceres de cabeça e pescoço ligados ao HPV ao longo de duas décadas está mostrando o risco dessa infecção sexualmente contraída por um novo grupo: os homens. Uma nova pesquisa mostra que entre 1988 e 2004, o câncer de cabeça, pescoço e garganta relacionados ao HPV aumentaram em 225%, um índice alarmante. Dentro da próxima década a incidência desses cânceres – quase sempre contraídos como resultado de sexo oral – irá superar o câncer do colo do útero, e a maior parte dos casos será em homens. Mesmo assim, o HPV é muitas vezes deixado de lado nas discussões públicas – assim como a vacina que pode preveni-lo. Quando a vacina contra o HPV entra em pauta, normalmente ela é focada em jovens mulheres e no câncer cervical. Mas o HPV também causa câncer orofaríngeo e anal, fato poucas vezes divulgado pelas organizações médicas, governos e acadêmicos, que preferem não entrar em qualquer debate sobre práticas sexuais. O fato é que também deveria haver campanhas para vacinação em homens. Os diagnósticos de câncer de cabeça e pescoço decorrentes de exposição sexual têm aparecido em pessoas cada vez mais jovens – até recentemente ele só atingia pessoas na faixa dos 60 anos associado ao fumo e bebida. Estatísticas dos EUA mostraram que cerca de 90% dos homens e mulheres entrevistados praticaram sexo oral com um parceiro do sexo oposto. 36% de mulheres e 44% dos homens fizeram sexo anal. Estatísticas como essa, aliadas as conclusões do novo estudo sobre as taxas de câncer de cabeça e pescoço, mostram que uma recomendação mais ampla de vacina contra o HPV é urgente.
Fonte: Hypescience.

Nota: Infelizmente, como admite o texto acima, “organizações médicas, governos e acadêmicos […] preferem não entrar em qualquer debate sobre práticas sexuais”. É exatamente por isso que estamos sofrendo uma verdadeira epidemia de doenças sexualmente transmitidas (DSTs). Fala-se em “sexo seguro”, mas a verdade é que a promiscuidade joga as pessoas numa verdadeira roleta-russa – e elas acham que a fina proteção de látex (camisinha) as protegerá de tudo (o HPV, por exemplo, pode ser transmitido pelo contato da pele das partes íntimas, como a virilha, mesmo que não haja penetração). Curiosamente, a abstinência antes do casamento e a fidelidade conjugal nunca passam pela cabeça das autoridades como meio mais seguro de se evitar as DSTs e outras “dores de cabeça” decorrentes do sexo promíscuo. Para os que concordam com o sexo oral e se mantêm abstinentes, o HPV não será problema. Mas existem outros problemas, como os relatos a seguir deixam bem evidentes:
Menina sexualmente ativa durante o ensino médio. Não tinha sintomas de DST e nunca fez exames. Anos depois, encontrou o homem dos sonhos dela. Se casaram, mas não puderam ter filhos. Ela tinha Doença Inflamatória Pélvica (DIP) causada por clamídia.
Rapaz perdeu a virgindade aos 15 anos com uma garota a quem pensava amar. Dez anos mais tarde, ele aprendeu o que é o verdadeiro amor ao encontrar a mulher de sua vida e se casar com ela. Ela se casou virgem. Após vários anos de casados, a esposa descobriu que estava com câncer de colo do útero, provavelmente causado pelo HPV que o marido lhe havia transmitido sem saber. Embora ela tenha escolhido esperar, foi forçada a pagar um alto preço porque ele não esperou.
Mais uma vez fica evidente que o único sexo verdadeiramente seguro é aquele praticado na relação matrimonial monogâmica e heterossexual. (Michelson Borges)

Gravidez: evidência perfeita de um Criador sobrenatural e da fragilidade do edifício evolucionista!

O início da gravidez apresenta uma aparente contradição. Mulheres em ovulação ou mulheres com gravidez recente experimentam um aumento de progesterona. Por um lado, este hormona “diz” ao sistema imunitário  que ele recue e se mantenha menos activo. Isto é muito importante visto que, de outra forma, o seu corpo poderia lutar e matar os espermatozóides como se estes fossem invasores não desejados e, deste modo, nunca engravidaria. Mas por outro lado, a progesterona reduz os níveis de colesterol no seu corpo. Demasiada progesterona seria o fim do bebé em desenvolvimento, visto que ele precisa do colesterol. Porque é que uma acção promoveria e preveniria – ao mesmo tempo – o mesmo resultado?
Publicando na edição de Junho de 2013 da “The Quarterly Review of Biology”, os autores ressalvaram inicialmente que muitas infecções, causadas tanto por vírus ou por bactérias, ou dependiam ou são fortalecidas pelas “jangadas lipídicas” cheias de colesterol que se encontram embutidas nas membranas das células.(1) Os invasores conectam-se aos lípidos, usando-os como portas para aceder e infectar as células, causando as doenças.
Grávida1Normalmente, o sistema imunitário das mulheres fornece protecção suficiente contra tais potenciais patogénos, masquando os seus níveis de progesterona aumentam, o seu sistema imunitário diminui, tornando-a mais susceptível de contrair uma doença (ao mesmo tempo que a torna mais susceptível de engravidar). Ao diminuir os níveis de colesterol ao mesmo tempo que diminui a resposta do sistema imunitário, o seu corpo encurta o número de portas abertas a potenciais invasores – permitindo assim que ela e o seu bebé permaneçam protegidos. No princípio do 1º trimestre, o bebé é tão pequeno que a sua maior necessidade é ter uma mãe saudável. Mais tarde na gravidez, os níveis de progesterona baixam, e isto permite que a necessária quantidade de colesterol fundamental para o sistema imunitário da mãe e do seu pequeno bebé aumentem a um ritmo perfeito. No estudo, os autores escrevem, “A modulação do colesterol parece estar minuciosamente cronometrada ao longo da gravidez, seguindo de perto a importância variável de se combater os patógenos e construir o tecido fetal.” (1) Como foi que esta cronometragem minuciosa se originou? (2)
Os autores do “Quarterly Review” explicam que a temporização minuciosa originou-se “como uma segunda ordem de adaptação seleccionada devido à maior vulnerabilidade às infecções que é consequência inerente do papel da progesterona na tolerância imunitária maternal do concepto [o pequeno bebé].” (1) Será que os autores desta pesquisa querem dizer que o risco duma doença literalmente seleccionou o afinado e minuciosamente temporizado aparato de comunicação hormonal, completo com a sua habilidade de gerir de forma temporária mas precisa a produção e a retenção das taxas de bioquímicos específicos e críticos como o colesterol? Tal alegação não seria científica a menos que eles conseguissem medir ou de alguma forma testemunhar os efeitos da “vulnerabilidade à infecção” num animal que não tem ainda um sistema endócrino uma vez que a criatura e os seus sistemas se encontram a evoluir. Eles não fizeram nada disso, uma vez que os animais já possuem sistemas endócrinos completos, fundamentais para a operacionalidade dos seus corpos. Os pesquisadores observaram, sim, a fisiologia minuciosa já entrelaçada no corpo das mães.
Como é que a origem da temporização perfeitamente afinada do sistema endócrino e dos seus processos interdependentes pode ser atribuída à sua necessidade de evitar a doença, e como é que ela pode ter arquitectado as suas próprias estratégias de mediação de doenças sem o input de informação inteligente? O longo artigo dos autores não lida com estas questões fundamentais. Pode ser que pesquisas posteriores o façam. (3)
BibliaUma vez que este sistema particular específico é claramente o resultado de design intencional, o Criador- e não a natureza – merece receber o crédito por ter originalmente inventado hormonas “minuciosamente temporizadas” necessárias para a reprodução humana. Ao descreverem este novo aspecto da fisiologia maternal, os cientistas evolutivos revelam mais uma maravilha a qual se referiu o salmista quando escreveu que o corpo humano foi “assombrosamente e maravilhosamente” formado (Salmo 139:14)
Referencias
1. Amir, D., and D.M.T. Fessler. 2013. Boots for Achilles: Progesterone’s Reduction of Cholesterol Is a Second-Order Adaptation. The Quarterly Review of Biology. 88
(2): 97-116. – 
2. Especificamente, qual é a origem deste temporizador minucioso, apesar das modificações que pode ter sofrido deste a criação e a queda?
3. E se o fizerem, as pesquisas devem também explicar a origem da precisão e da especificidade através dos tecidos corporais e a bioquímica corporal durante a comunicação hormonal.  Este conjunto partes bem ajustadas do sistema endócrino, onde a remoção de uma das partes causa a falência de todo o sistema imunitário, pode requerer centenas de mutações simultâneas e perfeitamente arquitectadas. Consequentemente, a pesquisa tem que explicar como é que o conjunto de mutações necessárias para gerar as proteínas receptivas e as redes de feedback teriam que se originar, simultaneamente,  tanto nas células germinativas do marido como nas da mulher. Para além disso, como é que o genótipo da sua descendência viria a dominar toda a população mundial? 
Fonte: Darwinismo.

Se o mito evolucionista fosse verdadeiro a vida não existiria! Também: o gene egoísta e a cooperação dos indivíduos!

O estudo, realizado por uma equipe da Michigan State University, nos Estados Unidos, usou como modelo o chamado “jogo do dilema do prisioneiro”, onde dois suspeitos são interrogados em celas separadas e devem decidir se acusam ou responsabiliza o outro ou se preferem manter-se calados.Nesse modelo, um acordo de liberdade é oferecido a cada prisioneiro se eles decidirem denunciar o outro. A liberdade só é alcançada por aquele que denuncia, desde que o outro oponente decida ficar calado, o que leva este último a ser punido com seis meses de prisão. Se ambos os prisioneiros denunciam um ao outro, os dois pegam três meses de prisão – delação. No caso dos dois decidirem ficar em silêncio juntos – cooperação – eles ficariam apenas um mês na prisão. O importante teórico matemático John Nash demonstrou, nesse modelo, que a tendência mais observada era a de não cooperar. “Por muitos anos, as pessoas se questionaram se Nash estava certo. Por exemplo: por que vemos cooperação no reino animal, no mundo dos micróbios e até mesmo dos humanos?”, diz o autor da pesquisa, Christoph Adami, da Michigan State University, que começou a questionar o conceito de Nash.
Um dos temas mais recorrentes em Teoria dos Jogos é o famoso Dilema do Prisioneiro. A ideia central de colaboração e conflito foi concebida por Merril Flood e Melvin Dresher no início da década de 1950 e, posteriormente, tomou a sua forma mais conhecida através de Albert W. Tucker, resultando no seu enunciado mais difundido:
Dois suspeitos são presos pela polícia pelo mesmo crime, mas as evidências contra ambos são insuficientes para uma condenação. Na tentativa de incriminá-los, oferece-se a ambos o mesmo acordo:
.: Se um dos dois testemunhar contra o outro e este permanecer em silêncio, o acusador sai livre enquanto que o suspeito silencioso fica com uma pena de dez anos de cadeia.
.: Se ambos falarem, cada um fica dez anos encarcerado.
.: Se nenhum dos dois abrir a boca, ambos recebem uma pena menor, de seis meses de prisão.
Os dois são mantidos incomunicáveis, sendo que um não saberá a decisão que o outro tomou. Como eles devem se comportar?
Como os prisioneiros devem agir?
Dilema do Prisioneiro2
Como podemos ver na representação gráfica à esquerda, a melhor opção para ambos seria um falar (LIVRE) e o outro ficar quieto (DEZ ANOS). Mas se ambos falarem, os dois ficarão presos por cinco anos.
Assim, a melhor solução conjunta é que nenhum dos dois fale – o que resulta numa pena de seis meses para cada.
Ainda que ficar preso seis meses seja pior do que sair livre, é bem melhor do que ficar cinco anos na cadeia.
O grande problema aqui é que para um ficar quieto, ele tem que ter a certeza de que o outro também não falará nada. Do contrário, este arrisca mofar dez anos na prisão. Noutras palavras, a melhor solução conjunta não é a melhor solução individual. Cada um precisa pensar na sua melhor estratégia considerando o que o outro vai fazer – e isso é a base da Teoria dos Jogos.

O professor Andrew Coleman da Universidade de Leicester, no Reino Unido, disse que o novo trabalho “freia interpretações com excesso de zelo” da estratégia prévia, que propôs o avanço de padrões egoístas e manipuladores. “Darwin ficou intrigado com o que observou na natureza. Ele se atinha particularmente aos insetos e seu modelo de cooperação”, explicou.
“Pode-se pensar que a seleção natural poderia favorecer indivíduos que são exploradores e egoístas, mas, na verdade, nós sabemos agora, depois de décadas de pesquisa, que essa é uma visão simplista das coisas, especialmente se o “gene egoísta” da evolução for levado em consideração”. “Explico-me: não são os indivíduos que têm de sobreviver, mas sim seus genes. Os genes só usam os organismos – de animais ou de humanos – como veículos de propagação.”
“’Os genes egoístas’  beneficiam, portanto, organismos que cooperam entre si”, conclui.
Fonte: Evidências da Criação. Correções por Hendrickson Rogers.