Fugindo da Morte – 2ª parte (#HistóriasPraMudarSuaHistória)

Naquele momento, Joel percebeu que era sábado. Seus pais certamente estavam na igreja, orando por ele! No meio do caos, dentro e fora daquele quarto, Joel ajoelhou-se em um canto e orou. Ele estava certo de que a morte estava muito próxima. Ele abriu a pequena Bíblia no livro dos Salmos e começou a ler. Joel novamente orou: “Senhor, Tu salvaste Davi dos inimigos dele. Se o Senhor me tirar desta situação vivo, vou entregar minha vida a Ti e contar aos outros o que o Senhor fez por mim. Por favor, salva-me, Deus!”
Um dos moradores viu Joel ajoelhado no canto, orando e lendo seu pequeno livro. Ele pensou que Joel estava realizando algum tipo de bruxaria e ficou assustado. Enquanto isso, os jovens procuravam uma maneira de convencer seus captores de que eles não eram culpados. Um deles lembrou-se do nome do homem em cuja propriedade tinha dormido na noite anterior. Ele disse ao guarda da porta o nome do homem. “Por favor, vá procurá-lo! Ele irá dizer-lhe onde estávamos ontem à noite!” Logo os homens voltaram com o homem que poderia verificar a sua história. Em poucos minutos, os jovens foram libertados.
Um dos homens disse a Joel: “Nós teríamos matado vocês horas atrás, mas quando vi você ajoelhado no canto fazendo mágica, fiquei com medo.” Por um momento, Joel ficou confuso. Mas logo ele percebeu que Deus tinha usado suas lágrimas de arrependimento e sua leitura da Bíblia para lançar o medo nos corações dos homens e, finalmente, libertá-los.
Os jovens deixaram a vila, mas eles foram mais tarde apanhados pelas autoridades mexicanas e tiveram que retornar até a fronteira com a Guatemala. Quando Joel chegou em casa, ele disse a seus pais o que tinha acontecido. Ele ouviu que, no dia em que foi capturado, sua mãe havia sentido uma necessidade especial e tinha passado o dia em oração fervorosa por ele.
Naquela noite, Joel não conseguiu dormir, pois ficou pensando em todo o ocorrido. Ele não podia acreditar que tinha sobrevivido! Então lembrou-se de todas as outras vezes que ele também deveria ter morrido, mas tinha sido resgatado. Ele sabia que Deus tinha estado ao seu lado, mesmo enquanto ele rejeitava Sua influência.
Joel manteve sua promessa a Deus. Ele compartilhou sua história com a comunidade cristã, foi batizado e dedicou sua vida a Jesus Cristo!
Embora ele não tenha retornado para seu antigo bando, ele se encontra com alguns membros da gangue de vez em quando. Quando eles comentam sobre como ele mudou, Joel conta como Cristo salvou sua vida e o libertou das drogas, do ódio e domínio de Satanás.
Hoje em dia ele lidera um pequeno grupo de estudos da Bíblia em sua casa. Ele gosta de dar estudos bíblicos e compartilhar seu testemunho.
“Uma coisa que eu gostaria de poder mudar”, diz Joel, “eu gostaria de poder tirar as tatuagens que ainda marcam meu corpo. Mas, quando Jesus voltar, sei que Ele vai tornar meu corpo novo, puro e limpo. Lamento profundamente os anos desperdiçados honrando Satanás em vez de Jesus. Quero passar o resto da minha vida compensando esse tempo, e influenciar outros para virem para Jesus, que salvou minha vida mais de uma vez. Jesus mudou minha vida por completo!”
Joel Sandoval vive com seus pais no norte de Honduras. Ele trabalha em uma fábrica de roupas e gasta seu tempo livre compartilhando sua fé.
Fonte: Sabath School NetTradução e alterações a partir do original por Hendrickson Rogers.

Fugindo da Morte – 1ª parte (#HistóriasPraMudarSuaHistória)

Joel Sandoval cresceu num lar cristão, mas sua vida não foi transformada pela graça de Deus. Quando adolescente, ele se ressentiu das restrições bíblicas ao ponto de, aos 15 anos, ele abandonar sua igreja e se juntar a uma gangue. Ele rapidamente se envolveu com o crime organizado, com as drogas e também com o espiritismo. Ele teve seu corpo tatuado com símbolos de demônios e começou a fumar maconha. Logo ele partiu para as drogas mais pesadas, como a cocaína.
Os pais de Joel o deixavam morar com eles na esperança de que ele enxergasse o erro de suas escolhas. No entanto, quando ele estava sob o efeito das drogas, muitas vezes ele destruía as coisas em casa e aterrorizava sua mãe! Quando o efeito passava, Joel ficava deprimido. Certa vez ele mesmo tentou se matar.
Apesar das orações e oferecimentos de ajuda constantes de seus pais, Joel estava convencido de que ninguém o amava.
Ele zombava de seus pais e das outras pessoas que o convidavam à igreja. Joel os odiava por aquilo que representavam; ele odiava a igreja; ele odiava Deus. Apesar de seus abusos, seus pais continuavam a orar por ele e lembrá-lo do amor incondicional de Deus. Sua mãe estava convencida de que um dia ele voltaria para Deus.
Uma noite, Joel se juntaria à sua gangue numa briga com outra gangue. Mas, uma voz parecia avisá-lo para não sair de casa naquela noite. Ele decidiu ficar em casa. Mais tarde soube que seu melhor amigo tinha sido morto durante a luta. Joel percebeu que a voz de advertência que ouviu foi a voz do próprio Deus. Deus tinha salvado sua vida!
Enquanto pensava sobre os últimos meses, Joel percebeu que Deus estava a lhe falar, dizendo-lhe que suas escolhas estavam levando-o para situações erradas e perigosas! Joel começou a chorar, pois ele não via saída de sua vida infestada de drogas. 
Ele decidiu frequentar a igreja novamente. Mas quando os membros lhe deram as boas-vindas, ele pensou que eles estavam olhando para ele, para sua vida. Ele começou a sentir-se como um estranho. E parou de frequentar a igreja mais uma vez.
Joel, então, decidiu deixar seu país, Honduras. Quando ele disse a sua mãe sobre seus planos, ela chorou muito! Antes dele sair ela colocou um pequeno livro em sua mão. “Por favor, leve com você filho”, ela implorou. Era um Novo Testamento. E, apesar de seus sentimentos sobre a religião, Joel pediu para sua mãe orar por ele.
Joel e cinco outros jovens deixaram Honduras, indo para o México. Passaram pela Guatemala e chegaram no México. Mas, de manhã bem cedo eles se viram cercados por uma multidão enfurecida que estava brandindo facas e armas! Os jovens perceberam que aqueles homens tinham a intenção de matá-los. No dia anterior, alguém tinha roubado a mercadoria de uma empresa local, e a multidão estava convencida de que os seis jovens eram os ladrões! Vomitando ameaças de morte, os moradores avançaram sobre os jovens e os lançaram num quarto. Do lado de fora, alguns deles circulavam a casa com suas armas e facas nas mãos.
Assustados, os rapazes assistiram alguns homens preparando forcas para pendurá-los! Alguns deles começaram a clamar, implorar, jurar; outros soluçavam de tanto chorar.
Joel pensava em como ele havia decepcionado sua família e Deus. Ele se lembrou da pequena Bíblia dada por sua mãe, tomou-a e começou a lê-la…
Continua AQUI.
Fonte: Sabath School NetTradução e alterações a partir do original por Hendrickson Rogers.

Lista de Exercícios on-line sobre Sistemas Lineares

Acesse sua Lista por este link: Lista de Exercícios (clique).

Instruções importantes para a realização das Listas On-line do prof. H:

  • Assinale uma alternativa em cada questão.
  • Ao concluir todas as questões, verifique se todas as opções escolhidas continuam marcadas.
  • DIGITE seu nome no campo indicado, bem como o nome de sua escola e as demais informações solicitadas.
  • Clique/Aperte em ENVIAR quando tiver seguido todas estas instruções.
  • Uma mensagem de envio bem sucedido deverá aparecer, confirmando que você enviou sua Atividade!
Bons estudos dentro da tecnologia educacional do prof. H!!

Quiz do prof. H sobre Introdução aos Gráficos

Vamos a mais um QUIZ com ajudas, dicas e explicações que tanto lhe ajudará a revisar o assunto como lhe informará sobre seu nível no tema estudado. Saiba que três tipos de questões poderão aparecer: múltipla escolha (com apenas uma alternativa correta), múltiplas opções (com a possibilidade de mais de uma alternativa correta) e respostas digitadas. Neste último tipo você deverá digitar sua resposta, após raciocinar/calcular, e clicar no botão “Vamos conferir”. Após resolvida cada questão, você saberá imediatamente se acertou ou errou, podendo refazê-la após uma breve dica. Você ainda poderá visualizar uma questão por vez ou todas as questões uma abaixo da outra, certo? Leia as outras informações na página do quiz e mãos a obra! Clique aqui para começarmos.

Avaliação em forma de Teia sobre Múltiplos, Divisores, Números Primos e Fatoração

E aí, tudo joinha?! Você está prestes a começar um questionário cuja estrutura é especial! Não se trata de questões previamente ordenadas, mas de um conjunto de questões que aparecerão ou não, tudo a depender de sua resposta à cada nova pergunta! Você criará uma trajetória. Eu avaliarei seu percurso e atribuirei um score ou nota, de acordo com o conhecimento construído nesse trajeto, de acordo com as escolhas feitas! Portanto, faça as melhores escolhas – assista às aulas presenciais na sala de aula, assista às vídeo-aulas aqui do blog, resolva TODAS  as questões do livro, realize o Quiz do prof. H, resolva a Lista de Exercícios On-line e você poderá detonar sua Avaliação em forma de Teia e incrementar, não apenas apresentar, seu conhecimento! Um abração e boa atividade!! Clique AQUI para começarmos.

Quiz do prof. H sobre Números Naturais e Dinheiro

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Quiz do prof. H sobre Números Inteiros e Racionais

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Quiz do prof. H sobre Divisores, Múltiplos, N°s Primos e Fatoração

Vamos a mais um QUIZ com ajudas, dicas e explicações que tanto lhe ajudará a revisar o assunto como lhe informará sobre seu nível no tema estudado. Saiba que três tipos de questões poderão aparecer: múltipla escolha (com apenas uma alternativa correta), múltiplas opções (com a possibilidade de mais de uma alternativa correta) e respostas digitadas. Neste último tipo você deverá digitar sua resposta, após raciocinar/calcular, e clicar no botão “Vamos conferir”. Após resolvida cada questão, você saberá imediatamente se acertou ou errou, podendo refazê-la após uma breve dica. Você ainda poderá visualizar uma questão por vez ou todas as questões uma abaixo da outra, certo? Leia as outras informações na página do quiz e mãos a obra! Clique aqui para começarmos.

 

Cafeína: assassina silenciosa da Inteligência Emocional

A dica de hoje para aumentar sua inteligência emocional é a mais simples e direta que você poderia receber. Para muitas pessoas, essa dica pode ter um impacto sobre sua inteligência emocional (IE) maior do que qualquer outra coisa. O truque? Você tem que cortar o consumo de cafeína e, como qualquer consumidor de cafeína pode atestar, é mais fácil falar do que fazer.
A maioria das pessoas começa a beber cafeína porque ela faz com que elas se sintam mais alertas, além de melhorar o humor. Muitos estudos sugerem que a cafeína realmente melhora o desempenho de tarefas cognitivas (memória, atenção, etc.) no curto prazo. Infelizmente, esses estudos não levam em conta os hábitos de consumo de cafeína dos participantes. Uma nova pesquisa da Johns Hopkins Medical School mostra que o aumento do desempenho devido à ingestão de cafeína ocorre porque seus consumidores experimentam uma reversão de curto prazo da retirada da droga. Controlando o uso de cafeína nos participantes do estudo, os pesquisadores da Johns Hopkins descobriram que a melhora de desempenho relacionada a ela é inexistente sem sua retirada. Em essência, a saída da cafeína reduz seu desempenho cognitivo e tem um impacto negativo sobre o humor. A única maneira de voltar ao normal é bebendo mais cafeína, o que dá a impressão de que ela o está levando novamente às alturas. Na realidade, porém, a cafeína só está levando seu desempenho de volta ao normal e por um curto período.
Beber cafeína provoca a liberação de adrenalina. A adrenalina é a fonte da resposta “bater ou correr”, um mecanismo de sobrevivência que o obriga a se levantar e lutar ou correr para as montanhas, quando confrontado com uma ameaça. O mecanismo de luta ou fuga evita o pensamento racional em favor de uma resposta mais rápida. Isso é ótimo quando um urso o está perseguindo, mas não tão bom quando você está respondendo a um e-mail breve. Quando a cafeína coloca seu cérebro e seu corpo dentro desse estado hiperestimulado, suas emoções assumem o controle do comportamento.
Irritabilidade e ansiedade são os efeitos emocionais da cafeína mais comumente vistos, mas, na verdade, a cafeína permite que todas as suas emoções assumam o comando.
Os efeitos negativos de uma onda de adrenalina gerada pela cafeína não são apenas comportamentais. Pesquisadores da Universidade Carnegie Mellon, descobriram que grandes doses de cafeína aumentam a pressão sanguínea, estimulam o coração e produzem respiração rápida e superficial, o que os leitores de Inteligência Emocional 2.0 sabem que priva o cérebro do oxigênio necessário para manter seu pensamento calmo e racional.
Quando você dorme, seu cérebro literalmente se recarrega, embaralhando as memórias do dia e armazenando ou descartando-as (o que provoca os sonhos), de modo que você acorda alerta e lúcido. Seu autocontrole, sua atenção e memória são reduzidos quando você não tem a quantidade suficiente – ou o tipo correto – de sono. Seu cérebro é muito volúvel quando se trata de dormir. Para você acordar se sentindo descansado, o cérebro precisa se mover através de uma série elaborada de ciclos. Reduzindo sua ingestão de cafeína, você pode colaborar com esse processo e melhorar a qualidade do sono.
Aqui está por que você vai querer fazer isso: a cafeína tem um prazo de seis horas de meia-vida, o que significa que ela terá um total de 24 horas para percorrer o caminho para fora do seu sistema. Tome uma xícara de café às oito da manhã e você ainda terá 25% da cafeína em seu corpo às oito da noite. Qualquer bebida com cafeína que você beber depois do almoço ainda terá 50% do seu efeito total na hora de dormir. Qualquer cafeína em sua corrente sanguínea – e os efeitos negativos aumentam conforme a dose – tornará mais difícil pegar no sono.
Quando você finalmente cair no sono, o pior ainda estará por vir. A cafeína atrapalha a qualidade do seu sono, por reduzir o movimento rápido dos olhos (REM), o sono profundo, quando seu corpo se recupera e processa emoções. Quando a cafeína perturba seu sono, você acorda no dia seguinte com uma desvantagem emocional. Naturalmente, você vai ser inclinado a pegar uma xícara de café ou uma bebida energética para tentar se sentir melhor. A cafeína produz picos de adrenalina, o que provoca sua desvantagem emocional.


Cafeína e falta de sono deixa você se sentindo cansado na parte da tarde, assim você bebe mais cafeína, o que deixará ainda mais da substância em sua corrente sanguínea na hora de dormir. Cafeína muito rapidamente cria um ciclo vicioso.

Como qualquer estimulante, a cafeína é fisiológica e psicologicamente viciante. Se você optar por reduzir seu consumo de cafeína, deve fazê-lo lentamente sob a orientação de um profissional médico qualificado. Os pesquisadores da Universidade Johns Hopkins descobriram que a retirada da cafeína provoca dor de cabeça, fadiga, sonolência e dificuldade de concentração. Algumas pessoas relatam sentir sintomas de gripe, depressão e ansiedade depois de reduzir o consumo por tão pouco como uma xícara por dia.
Lentamente, afinando sua dose de cafeína por dia, pode reduzir consideravelmente os sintomas de abstinência.

Discalculia – dificuldade com cálculos!!

Introdução
A discalculia faz parte da linguagem quantitativa e está associada a várias causas, como ausência de fundamentação matemática, essa dificuldade atinge diversos graus, a leitura, a escrita, a ortografia.
O termo discalculia refere-se á capacidade de compreensão dos números e de suas relações, ou seja, a uma dificuldade de executar operações de matemática. Segundo Brown(1953), ” a matemática pode ser considerada como uma linguagem simbólica cuja função prática é expressar relações quantitativas e especiais cuja função é facilitar o pensamento.”

Desenvolvimento
As noções de matemática, para Fonseca (1995), emergem de experiências concretas e envolvem inúmeras habilidades que têm sua raiz na hierarquia da experiência e nos estágios do desenvolvimento psicomotor e do pensamento quantitativo. Entre essas habilidades o autor cita, como principais, as noções de tamanho, forma, cor, quantidade, distância, ordem e tempo. Para Piaget(1989), essas noções têm início na faixa etária de 04 a 07 anos, quando a criança começa a fazer uso do julgamento da forma, do tamanho e de outras relações que dependem mais da experiência do que do raciocínio, este último ainda em fase intuitiva.
Os desvios da linguagem verbal representam fator importante nas causas da discalculia, portanto a alteração dos sistemas da linguagem está geralmente associada ás dificuldades de organizar e categorizar a informação dos sistemas da linguagem está geralmente associada ás dificuldades de organizar e categorizar a informação; no entanto, sabe-se de crianças não-disléxicas que não apresentam discalculia, como também o contrário, isto é, crianças disléxicas que não apresentam problemas de cálculo.
A discalculia infantil ocorre em razão de uma falha na formação dos circuitos neuronais, ou seja, na rede por onde passam os impulsos nervosos. Normalmente os neurônios transmitem informações quimicamente através da rede. A falha de quem sofre de discalculia está na conexão dos neurônios localizados na parte superior do cérebro, área responsável pelo reconhecimento dos símbolos. Detectar o problema, no entanto não é fácil. Na pré-escola, já é possível notar algum sinal do
distúrbio, quando a criança apresenta dificuldade em responder ás relações matemáticas propostas – como igual e diferente, pequeno e grande. Mas ainda é cedo para o diagnostico preciso. É a partir dos 7 ou 8 anos, com a introdução dos símbolos específicos da matemática e das operações básicas, que os sintomas se tornam mais visíveis.
Embora reconheça os números, a criança que tem distúrbio não consegue estabelecer relações entre eles, montar operações e identificar corretamente os sinais matemáticos. Para ela, é como se, de repente, o professor estivesse falando uma língua desconhecida. Mas, ao contrário do que muitos pais imaginam, a discalculia nada tem haver com a inteligência, podendo atingir pessoas com potencial de aprendizagem em diversas áreas. Geralmente, ela aparece associada a outros distúrbios como a AAD (Desordem do Déficit de Atenção), que se reconhece pela dificuldade de concentração e organização. Além disso, é comum a falta de noção espacial, levando quem tem o problema a derrubar objetos, esbarrar em móveis como se não tivesse noção da extensão de seus braços e pernas.
Caso não seja detectado a tempo, o distúrbio pode comprometer o desenvolvimento escolar de maneira mais ampla. Inseguro devido á sua limitação, o estudante geralmente tem medo de enfrentar novas experiências de aprendizagem por acreditar que não é capaz de evoluir. Pode também vir a adotar comportamentos inadequados tornando-se agressiva e apática ou desinteressada. Sem saber o que se passa, pais, professores e até colegas correm o risco de piorar a auto-estima da criança com punições e críticas. Por isso, é importante chegar a um diagnostico rápido, de preferência com a avaliação de psicopedagogos e neurologistas e começar o tratamento adequado.
Para a habilitação ou reabilitação dos casos de discalculia, torna-se imprescindível identificar a área em que ocorre a dificuldade que impede a criança de aprender a lidar com dados matemáticos para possibilitar a elaboração de um programa adequado. Para tanto, a investigação deve incluir:
  • Noções de conjunto de objetos
  • Noções de posição de objeto ” termos a termo”
  • Associação de símbolos auditivos e visuais a números
  • Contar e compreender o principio de conservação
  • Reversibilidade de pensamento
  • Noções de espaço e tempo (seriação e ordenação).

Planejamento de Terapia
Antes de iniciar a terapia é necessário um plano de atividade, com a finalidade de selecionar recursos e de tornar claros e precisos os objetivos, de acordo com cada caso, tendo em vista maior eficiência na ação terapêutica. Planejar é organizar a própria ação, transformando a realidade numa direção escolhida.(Gandin,1991). Para o autor é preciso termos consciência de que a elaboração é apenas um dos aspectos do processo, depois disso vêm, vinculados, os aspectos de execução e avaliação. A esses aspectos acrescento os ajustes, que decorrem da avaliação constante para a consecução dos objetivos. Um dos principais objetivos do tratamento dos distúrbios de aprendizagem é o de aumentar a autoconfiança e auto- estima da criança, tão desgastadas pelos contínuos fracassos escolares. Quanto á escola é necessário que os professores desenvolvem atividades especificas com este aluno, sem necessidade de isolá-lo do resto da turma nas outras disciplinas. É importante que o aluno só deixe de receber atendimento especializado quando readquire a autoconfiança. Já o uso de remédios é necessários somente para minimizar possíveis sintomas associados, com distúrbios de atenção e hiperatividade.

Reflexos no Aprendizado
Veja os requisitos necessários para o aprendizado da matemática e as dificuldades causadas pela discalculia.
Aptidões esperadas
3 a 6 – Ter compreensão dos conceitos de igual e diferente, curto e longo, grande e pequeno, menos que e mais que, classificar objetos pelo tamanho, cor e forma, reconhecer números de 0 a 9 e contar até 10, nomear formas, reproduzir formas e figuras.
Dificuldades
Problemas em nomear quantidades matemáticas, números, termos, símbolos, insucesso ao enumerar objetos reais ou em imagens
Aptidões esperadas
6 a 12 – Realizar operações matemáticos como soma e subtração, começar a usar mapas, compreender metades, quantas partes e números ordinais.
Dificuldades
Leitura e escrita incorreta dos símbolos matemáticos
Aptidões esperadas
12 a 16 – Capacidade para usar números na vida cotidiana, uso de calculadora, leitura de quadros, gráficos e mapas, entendimento do conceito de probabilidade.
Dificuldades
Falta de compreensão dos conceitos matemáticos, dificuldade na execução mental e concreta de cálculos numéricos.

Conclusão
Devido à complexidade dos distúrbios de aprendizagem os resultados para sua solução será mais concretos se houver participação conjunta da família e da escola. Cada criança precisa ser vista de forma particular pois é em casa que a criança recebe as primeiras e mais duradouras influências que servem de base para as futuras aprendizagens, cabendo à escola o papel de complementar e dirigir a formação integral da criança.
Autor: Daniela Filgueiras Britto