Flor em fóssil de “15 milhões de anos” é igual às de hoje!

Toda a complexidade das atuais!!

          Toda a complexidade das atuais!!

Pesquisadores da Universidade de Oregon, nos Estados Unidos, descreveram uma nova espécie de planta graças à descoberta de flores fossilizadas dentro de pedaços de âmbar que têm pelo menos 15 milhões de anos. As duas flores estavam entre os 500 fósseis coletados em uma expedição realizada em 1986 pelo professor George Poinar, um famoso entomologista. A maioria das amostras coletadas era de insetos, mas, depois de quase 30 anos de pesquisas, o professor começou a analisar as flores. Poinar percebeu que elas estavam praticamente intactas, algo muito difícil de acontecer com plantas presas em âmbar: geralmente sobram apenas fragmentos. Em 2015, Poinar enviou fotos em alta resolução para Lena Struwe, da Universidade Rutgers, em Nova Jersey. “Parecia que essas flores tinham acabado de cair de uma árvore. Pensei que poderiam ser flores Strychnos”, disse Pionar.

Ao receber as amostras presas em âmbar, Struwe comparou a estrutura física de todas as 200 flores conhecidas da espécie Strychnos, analisando coleções inteiras de muitos museus e acervos. E comprovou a descoberta do colega. A professora disse que as características usadas para identificar espécies de Strychnos estão na morfologia da flor, e “por sorte era o que encontramos nesse fóssil”.

“Analisei cada amostra de espécie do Novo Mundo, fotografei e medi e comparei com a foto que George me mandou e me perguntei: ‘Como são os pelos nas pétalas? Onde eles estão situados?’, e assim por diante.”

A descoberta foi divulgada na revista especializada Nature Plants.

A nova planta, batizada de Strychnos electri, pertence ao gênero de arbustos tropicais e árvores conhecidos por produzir a toxina estricnina. E, para os animais do fim do período cretáceo que conviveram com ela, a planta era um perigo a mais. “Espécies do gênero Strychnos são quase todas tóxicas de alguma forma”, explicou George Poinar. “Cada planta tem seus próprios alcaloides com efeitos variados. Algumas são mais tóxicas que outras e pode ser que tenham sido bem-sucedidas porque seus venenos ofereciam algum tipo de defesa contra os animais herbívoros”, acrescentou. […]

Mas essas plantas também são da família das “asterídeas”, que inclui mais de 80 mil plantas floríferas – até mesmo muitas que são de consumo humano, como a batata, o café e o girassol.

A descoberta dessas flores quase intactas e tão antigas é mais um elemento muito importante ao registro de fósseis dessa família, que ainda não é totalmente compreendida pelos cientistas.

Fonte: BBC Brasil.

Nota: Qual paradigma explica melhor essa descoberta? A TDI e o criacionismo que alegam a existência de uma Mente inteligente criadora ou o evolucionismo que crê na evolução gradual das complexidades atuais? Lembre-se: a flor descoberta possui exatamente as mesmas complexidades das atuais!! Sua escolha não muda a verdade, mas indica seu interesse em conhecer a Verdade. (Hendrickson Rogers)

Primeira publicação científica sobre TDI no Brasil

Teoria do Design Inteligente (TDI)

          Teoria do Design Inteligente (TDI)

O movimento científico do design inteligente acaba de ganhar sua mais nova publicação científica no Clinical and Biomedical Research, periódico revisado por pares situado no campo de interface entre Biologia e Medicina. É a primeira divulgação científica brasileira com o objetivo exclusivo de apresentar e defender a proposta da Teoria do Design Inteligente (TDI) em uma revista revisada por pares. A propósito, a convite do próprio editor da revista! O autor, Everton Fernando Alves, mestre em Ciências da Saúde, membro da Sociedade Brasileira do Design Inteligente (SBDI), buscou nessa publicação pioneira, intitulada “Teoria do Design Inteligente”, abordar os principais conceitos ligados à teoria, ressaltar questões de relevância da TDI para o progresso científico e desmitificar alguns argumentos equivocados, constantemente divulgados por seus oponentes a fim de descaracterizar o design inteligente.

O trabalho de divulgação científica, de gênero Carta ao Editor, também apresenta a história do movimento do design inteligente ao redor do mundo, bem como de suas publicações científicas. Ademais, a Carta cita os principais objetivos, compromissos e desafios da TDI para o seu estabelecimento como teoria científica, seus critérios metodológicos, sua literatura especializada nacional e internacional, além de o autor deixar registrada sua perspectiva futura em relação às futuras publicações científicas baseadas em design.

No fim do texto, são mencionados nomes de alguns profissionais que o autor julga importantes devido a contribuírem de maneira significativa em sua construção do conhecimento nessa área de pesquisa. O autor agradece ao mestre em História da Ciência Enézio Eugênio de Almeida Filho, presidente emérito da SBDI, e ao jornalista Michelson Borges, editor da Casa Publicadora Brasileira, pelos valiosos ensinamentos e contribuições.

Mas o que vem a ser exatamente uma Carta ao Editor? Clique aqui e saiba mais sobre as contribuições que esse gênero de publicação científica tem dado ao campo da ciência por meio da divulgação de pesquisas baseadas na área do design inteligente.

No que diz respeito à autoria da publicação, vale ressaltar que o autor tem incansavelmente defendido a teoria do design inteligente no Brasil. Ele é colunista da página TDIBrasil.org, e fez parte da equipe organizadora do polêmico primeiro curso de extensão “Diferentes olhares sobre a Origem da Vida”, realizado na Universidade Estadual de Maringá (UEM). Ademais, ele foi o autor da primeira prova histórica sobre design inteligente aplicada em uma universidade pública no Brasil e, talvez, no mundo.

CAPA 3Seu e-book “Teoria do Design Inteligente: Evidências científicas no campo das Ciências Biológicas e da Saúde”, publicado online em junho de 2015, uma contribuição ímpar no Brasil, está registrado como uma das três primeiras obras genuinamente brasileiras, relevantes e específicas acerca do design inteligente. O livro eletrônico conta com 30 capítulos, fundamentados em mais de 350 evidências científicas revisadas por pares que apoiam direta ou indiretamente os argumentos do design. O método de escrita utilizado pelo autor permite ao leitor a consulta rápida, simples e dinâmica das referências utilizadas, se assim o desejar. As estatísticas apontam mais de quatro mil leituras em menos de oito meses da publicação online.

Para finalizar, no que diz respeito às publicações científicas revisadas por pares, é importante informar que já existem diversas pesquisas baseadas em design publicadas ao redor do mundo. Nesse sentido, o autor se adianta em divulgar que este é apenas o primeiro de muitos trabalhos de divulgação científicos que estão sendo elaborados e serão publicados no Brasil pela SBDI a partir de 2016.

Referência

Alves EF. “Teoria do Design Inteligente.” Clin Biomed Res. 2015; 35(4):250-251. Disponível aqui.

Fonte: Criacionismo.

Seu cérebro tem mais memória do que a internet!

Complexidade assombrosa!

             Complexidade assombrosa!

Aquele que disse que o cérebro humano é a porção de matéria mais altamente organizada do universo estava mais correto do que imaginava. Uma nova pesquisa modelou minúsculas estruturas de células nervosas e descobriu uma tática esperta que os cérebros utilizam para aumentar seu poder de computação, ao mesmo tempo em que maximizam a eficiência energética. Seu design poderia formar a base de toda uma nova e melhorada classe de computadores. Neurobiólogos do Salk Institute of La Jolla, Califórnia, e da University of Texas, Austin, desenvolveram modelos computacionais 3D que simulam seções minúsculas de hipocampos de ratos – região do cérebro de mamíferos em que os neurônios constantemente processam e armazenam recordações. Um dos modelos, publicado no jornal de biologia eLife, ajudou a revelar que as dimensões das sinapses mudam em questão de minutos.[1]

Sinapses ocorrem em junções de células nervosas, como “duas pessoas de mãos dadas”. Cada célula pode ter milhares de “mãos” em contato, tanto quanto vizinhos que formam uma rede 3D com bilhões de conexões e vias. Cada junção transfere informação entre células através de minúsculas substâncias químicas, chamadas neurotransmissores.

Imagens inovadoras publicadas em 2011 revelaram muitas outras dessas conexões de tipo nervo-a-nervo nunca antes imaginadas, incitando comparações entre o cérebro humano e o número de interruptores em todos os computadores e conexões à internet da Terra.[2] Os tamanhos desses pontos de conexão, chamados sinapses, comutam com o uso ou desuso – processo este chamado plasticidade sináptica. Sinapses se intensificam quando ocorre um aprendizado ou atenuam quando não utilizadas.

Como os cérebros fazem isso? Eles não armazenam e transmitem informação com os simples 0 e 1 dos códigos computacionais, mas com graus de intensidade de sinapses. Em outras palavras, eles não transferem informação com um único impulso por vez, mas reconhecem 26 níveis diferentes de intensidade sináptica. Os autores da nova pesquisa observaram possíveis vantagens nessa complicada variabilidade molecular. Eles escreveram que sinapses “podem refletir uma estratégia amostral concebida [designed] para a eficiência energética”.[1] Células nervosas usam o tamanho e a estabilidade de cada sinapse para processar e registrar informações como fazem as memórias [de computador].

Noutra pesquisa, publicada na Nature Communications, foi descoberto que a comunicação bioquímica dentro de cada sinapse faz o monitoramento e os ajustes constantes da plasticidade sináptica.[3] Esse “mecanismo habilitador de plasticidade” inclui loops defeedback positivo e um mecanismo de segurança para prevenção da morte da célula, conforme o sumário de uma pesquisa publicada na Nature por Christine Gee e Thomas Oertner, do Center of Molecular Neurobiology Hamburg.[4]

Terry Sejnowski, autor co-senior do estudo publicado pela eLife, reportou ao Salk Institute:

“Descobrimos a chave para desvendar o princípio construtivo [design principle] de como os neurônios hipocampais funcionam com baixo consumo de energia, porém com alta potência computacional. Nossas novas medições de capacidade da memória cerebral aumentam estimativas conservadoras por um fator de 10, para, pelo menos, um petabyte, no mesmo patamar da World Wide Web.”[5]

O que é um petabyte? 8.000.000.000.000.000 de bits de informação. Os níveis alucinantes de organização e protocolos regulatórios necessários das sinapses refutam todas as noções de que cérebros possam ter evoluído de simples células através de meros processos naturais. As estratégias, os algoritmos e princípios construtivos empregados pelo cérebro poderiam somente ter surgido por obra de um Arquiteto transcendental, cujo conhecimento a humanidade só pode sonhar em copiar.

Referências:

[1] Bartol Jr., T. M. et al. 2015. “Nanoconnectomic upper bound on the variability of synaptic plasticity.” eLife. 10.7554/eLife.10778.

[2] Thomas, B. “Brain’s Complexity ‘Is Beyond Anything Imagined’” (http://www.icr.org/article/5877/293/). Creation Science Update. Posted on icr.org January 17, 2011, accessed January 20, 2016.

[3] Tigaret, C. M. et al. 2016. “Coordinated activation of distinct Ca2+ sources and metabotropic glutamate receptors encodes Hebbian synaptic plasticity.” Nature Communications. 7: 10289.

[4] Gee, C. E. and T. G. Oertner, 2016. “Pull out the stops for plasticity.” Nature. 529 (7585): 164-165.

[5] “Memory capacity of brain is 10 times more than previously thought” (http://www.salk.edu/news-release/memory-capacity-of-brain-is-10-times-more-than-previously-thought/). Salk News. Posted on salk.edu January 20, 2016, accessed January 20, 2016.

[6] “The new work also answers a longstanding question as to how the brain is so energy efficient and could help engineers build computers that are incredibly powerful but also conserve energy” (Salk News).

Nota do blog Engenharia Filosófica: “Passou da hora de biólogos evolucionistas (os sensatos não precisam) terem aulas de sistemas digitais e microprocessadores em turmas de engenharia, ciência da computação e tecnologia da informação. Quem sabe, então, a teoria da evolução seja finalmente enterrada. Até lá, estudos como esse apenas servem para apoiar vídeos como este.”

Fonte: Traduzido e adaptado de Brian Thomas, ICR.

Ilusão de ótica e de conceito!

ilusaoUm cientista americano afirma que, ao tentar decifrar como as ilusões de óticas “enganam” nossas mentes, é possível revelar detalhes sobre o funcionamento do cérebro humano. Professor de neurociência da University College de Londres, Beau Lotto diz que têm sido crucial para a evolução humana o órgão e sua capacidade de processar constantemente as informações que recebe do mundo que nos cerca. Lotto apresentou imagens que ajudam a entender melhor essa capacidade, começando com a importância de se enxergar em cores. Acompanhe a apresentação do cientista: a imagem [acima] mostra uma versão em preto e branco de uma cena em uma selva. Nesta versão da cena, é mais difícil encontrar o grande predador, uma pantera que parece estar prestes a atacar. Isso ocorre pela razão de o observador enxergar apenas as superfícies de acordo com a quantidade de luz que elas refletem.

A segunda imagem, da mesma cena, está com todas as cores. E, dessa vez, o observador poderá ver o animal imediatamente (no canto inferior direito). A razão disso é que a imagem em cores mostra as superfícies de acordo com a qualidade da luz que elas refletem (e não apenas a intensidade). Com isso, o cérebro recebe muito mais informações.

A cor nos torna capazes de ver um número maior de semelhanças e diferenças entre os objetos, o que é necessário para a sobrevivência. Encontrar a pantera na imagem colorida é incrivelmente fácil para os humanos. Mas, os melhores computadores não conseguem fazer isso. Compreender como vemos é um dos principais objetivos da neurociência. […]

Fonte: Folha.com.

Nota: Uma coisa é dizer que o olho ou a capacidade de ver em cores evoluiu, outra é explicar como. Em seu livro A Origem das Espécies, Darwin admitiu que pensar no olho o fazia “esfriar todo”. No livro A Caixa Preta de Darwin, o bioquímico Michael Behe prova que Darwin tinha razão em ficar preocupado: mais do que um problema do ponto de vista da morfologia, explicar a origem da bioquímica irredutivelmente complexa da visão torna as coisas ainda mais complicadas para os darwinistas (leia o livro). As células visuais capazes de identificar a cor são diferentes daquelas que captam outras informações. Como surgiram? Se existiam antes, que função tinham e por que e como mudaram? E todos os demais mecanismos e partes interconectadas (como neurônios especializados, para citar apenas um exemplo), como surgiram e se interligaram? Crer que mutações aleatórias e seleção natural sejam capazes de originar toda a informação genética necessária para possibilitar a formação e funcionamento da visão, isso sim é ilusão de ótica (Michelson Borges).

Depressão: problema para a neurociência não materialista?

Marcos Romano é psiquiatra

               Marcos Romano é psiquiatra

Marcos Romano é médico-psiquiatra pela Unicamp, ex-professor de Psiquiatria da PUC-Campinas, especialista em Dependência Química pela Unifesp/EPM, com artigos publicados na área de Políticas Públicas para Álcool e Drogas. É psiquiatra clínico há vinte anos, e é um dos primeiros especialistas do Brasil a diagnosticar e tratar o Transtorno do Déficit de Atenção (TDAH) em adultos, tendo recebido formação em TDAH em cursos com especialistas dos EUA, e no Brasil frequentemente é convidado a palestrar e fornecer treinamento a colegas médicos sobre TDAH. É autor de capítulos nos livrosAconselhamento em Dependência Química (Neliana Buzi Figlie, Selma Bordin, Ronaldo Laranjeira. São Paulo: Roca, 2004), e TDAH ao Longo da Vida (Mario Rodrigues Louzã Neto e colaboradores. Porto Alegre: Artmed, 2010).

A neurociência não materialista é um novo campo de estudo que têm contestado o conceito clássico naturalista de que a eletroquímica do cérebro produz a consciência. Evidências oriundas dessa área de pesquisa têm sido utilizadas pelos proponentes da teoria do design inteligente (TDI). Um texto publicado neste blog no mês passado [“Evidências de uma consciência além do cérebro”], capítulo do e-book “Teoria do Design Inteligente”, têm suscitado algumas dúvidas entre os leitores. Essas dúvidas foram, então, sintetizadas na forma de uma única questão norteadora para a realização dessa entrevista concedida ao enfermeiro e mestre em Ciências da Saúde pela UEM Everton Fernandes Alves:

Como entender a ciência não materialista, visto que a depressão, causada por alterações químicas no cérebro, mostra que tudo acontece na esfera materialista? Uma vez que os remédios atuam e curam a depressão, não seria evidente que tudo está restrito ao âmbito material?

Dr. Marcos Romano: Em primeiro lugar, o diagnóstico de depressão é meramente descritivo e não explicativo. Em segundo lugar, como saber se o que se passa no cérebro de um deprimido é consequência ou causa de ele estar deprimido? Em terceiro lugar, esse raciocínio se baseia em um encadeamento de inferências e associações indevidas. Um exemplo disso é dizer que antidepressivos curam depressão, logo, sabemos como os remédios agem; portanto, a ação desses medicamentos deve estar relacionada à causa da depressão, então, a depressão é um fenômeno biológico e de causalidade conhecida. Certamente, essa é a lógica – equivocada, diga-se de passagem – utilizada por algumas pessoas.

Outra falácia seria dizer que antidepressivos “curam a depressão”?

Nenhum estudo jamais demonstrou isso. A “efetividade” de um antidepressivo é medida pela “redução significativa da intensidade e do número de sintomas”. O que é então uma melhora (não “cura”) significativa? Pode-se dizer que é quando o paciente alcança uma melhora de 30 a 40% em comparação com seu estado anterior. É válido acrescentar que os estudos realizados a fim de analisar as melhoras no tratamento duram entre oito e doze semanas. Além disso, os estudos não avaliam como esses pacientes ficam após esse período.

Ainda em relação à “efetividade” existem outros pontos a serem discutidos, tais como: (1) Qual o percentual dos pacientes avaliados no estudo que melhoram de forma significativa? Podemos dizer que entre 60-64%. Dentre esses, muitos irão piorar novamente dentro de um ano. (2) Qual o índice de efetividade do placebo nesses estudos (lembrando que são estudos “controlados”, isto é, o medicamento é avaliado comparando seu efeito com o efeito de um placebo)? O índice é de cerca de 50% (note que a efetividade do medicamento não é muito superior à do placebo, é apenas um pouco superior). Aliás, por que o placebo faz com que 50% dos pacientes avaliados nos estudos melhorem? Isso é algo ainda não respondido pela ciência.

Vale lembrar que esses índices de efetividade são os medidos nos estudos, em que as condições favorecem a melhora (por isso o placebo também atinge índices tão altos). A realidade clínica, no entanto, é bem diferente. Porém, o remédio ainda assim é melhor que o placebo, caso contrário não haveria razão para usá-lo. Mas não é uma Brastemp, nem de longe (risos).

Afirmações do tipo “Sabemos como o antidepressivo age” também são uma grande mentira. O correto seria dizer que sabemos como ele age in vitro. O efeito dele in vivonunca foi verificado, sendo apenas inferido.

E o que dizer em relação à teoria dos neurotransmissores?

Ela nunca foi confirmada. E existem grandes furos nela. Por exemplo, o efeito dos inibidores seletivos de recaptura da serotonina (ISRS). Eles agem, em tese, bloqueando o receptor pré-sináptico da serotonina, dificultando sua recaptação, aumentando dessa forma o tempo de permanência da serotonina na fenda sináptica e, por conseguinte, seu efeito.

O problema é que se sabe que em poucos dias esse efeito é revertido por um aumento do número de receptores! E, quando o medicamento faz o efeito clínico, algumas semanas depois, o efeito neuroquímico dele já teria sido revertido pelo organismo. Por que então ele funciona? Pois é, ninguém nunca conseguiu explicar…

Fonte: Criacionismo.

Evidências de uma consciência além do cérebro

brain

               Materialismo não explica!

Neurociência é o estudo científico do sistema nervoso, um dos sistemas mais complexos do corpo humano. Tradicionalmente, a neurociência tem sido vista como um ramo da Biologia.[1] O termo “neurobiologia” geralmente é usado de modo alternado com o termo neurociência, embora o primeiro se refira especificamente à biologia do sistema nervoso, enquanto o último se refere à inteira ciência do sistema nervoso. Nos últimos anos, a Neurociência tem assumido sua posição materialista, há muito já implícita. O materialismo científico tem decretado a morte da mente [2]. Aos poucos foi sendo substituído o conceito de “mente” pelo de “cérebro”. Os materialistas acreditam que a mente não existe como uma entidade separada; é meramente um estado do cérebro, causada tão-somente por neurônios e neuroquímica.

É de se esperar que as explicações científicas acerca das maravilhas da mente humana e do cérebro encontrem respostas na teoria da evolução de Charles Darwin por meio dos mecanismos de seleção natural. Porém, não é bem o caso. Para Darwin, a mente foi um enorme problema por resolver. A única coisa que ele disse sobre isso invalida todas as suas hipóteses sobre a teoria evolutiva, que foi o produto (convicção) de sua mente. Em 1881, após refletir sobre o assunto, ele escreveu a William Graham: “Comigo a terrível dúvida sempre surge se as convicções da mente humana, as quais foram desenvolvidas a partir da mente de animais inferiores, são de algum valor ou de todo confiáveis. Qualquer um confiaria nas convicções da mente de um macaco, se houvesse alguma convicção em tal mente?” [3]

Ainda assim, recentemente o biólogo neodarwinista Richard Dawkins afirmou: “É tremendamente difícil definir o que é consciência. Não existe consenso sobre isso. Mas, obviamente, a consciência evoluiu como uma propriedade emergente dos cérebros. Nós, seres humanos, temos consciência. Portanto, é certo que, em algum momento, nossos ancestrais obrigatoriamente desenvolveram consciência.”[4: p. 16]

O filósofo da mente John Searle já havia feito a seguinte alegação: “Sabemos que a consciência […] é causada por processos neurobiológicos bem específicos. Nós não sabemos os detalhes de como o cérebro faz isso, mas sabemos, por exemplo, que se você interferir com os processos de determinadas maneiras – anestesia geral, ou um golpe na cabeça, por exemplo – o paciente fica inconsciente.”[5] Por sua vez, o neuropsicólogoBarry Beyerstein disse em uma entrevista que, “assim como os rins produzem urina, o cérebro produz a consciência”.[6]

No entanto, novas evidências têm contestado esse conceito clássico. Um novo campo de pesquisa tem surgido: a neurociência não materialista. Pesquisadores que a defendem dizem que “a mente existe e usa o cérebro, mas não é a mesma coisa que o cérebro”.[7:p. 358] Esse campo de pesquisa tem contribuído para a compreensão de uma mente imaterial e separada do corpo, mas que ao mesmo tempo é capaz de controlá-lo por meio da dinâmica eletroquímica do cérebro, e usar as informações coletadas pelos sistemas sensoriais disponíveis.

Mas em que os neurocientistas não materialistas se baseiam para fazer suas afirmações?Os argumentos seguem duas linhas de evidência. A primeira vem do fato de que certas manifestações de estados mentais (não físicos) podem influenciar os estados do cérebro; e a segunda está relacionada à ausência de uma explicação materialista contemporânea satisfatória para a chamada experiência consciente.

Beauregard e O’leary, proponentes do design inteligente, afirmam que estados e conteúdos mentais comprovadamente afetam estados cerebrais.[7] De fato, em 2006, outro estudo já havia verificado que experiências subjetivas mudam a química do cérebro.[8] Os autores desse estudo demonstraram que nossa experiência subjetiva de interagir com o rosto de outras pessoas afeta uma região do córtex relacionada à percepção facial no cérebro do receptor.

Isso quer dizer que as mentes não poderiam estar totalmente instanciadas (criadas) no cérebro, nem nas relações deste com o ambiente e nem em nenhum lugar de nosso mundo físico. Mas o que vem a ser a mente? O que é a consciência? Seria a “alma” de um ser humano? Seria o fôlego de vida? Ou a sua fonte vital? Para os autores, as chamadas experiências religiosas, espirituais e místicas (EREM) podem realmente acontecer.

Em 2006, impulsionados por sua curiosidade sobre o que está acontecendo com o cérebro durante as EREM, Beauregard e Paquette estudaram as experiências espirituais de freiras carmelitas.[9] Para tanto, eles se utilizaram de estudo de imagem por ressonância magnética funcional (fMRI) com o objetivo de identificar os correlatos neurais durante as EREM. Os pesquisadores descobriram uma coleção de áreas do cérebro que estavam mais ativadas durante as experiências, chegando à conclusão de que é mais provável que as freiras estivessem enfrentando diretamente realidades fora de si mesmas (além do cérebro material).

Mas, além dessas, existem outras evidências de que a consciência e o Self(autoconsciência) não são meramente um processo físico do cérebro? Um estudo realizado pelo neurocirurgião Wilder Penfield estimulou eletricamente o cérebro de pacientes com epilepsia e descobriu que podia levá-los a mover o braço ou a perna, virar a cabeça ou os olhos, falar ou engolir. Invariavelmente, o paciente iria responder, dizendo: “Eu não fiz isso. Você fez.”[10, 11] O Dr. Penfield acrescenta: “O paciente pensa em si mesmo como tendo uma existência separada de seu corpo”, e “não importa o quanto [se estimule] o córtex cerebral, […] não há nenhum lugar […] onde a estimulação elétrica fará com que um paciente acredite ou decida [algo].”[10, 11] Isso porque essas funções são originárias do Self, não do cérebro.

Roger Sperry e colaboradores estudaram a diferença entre os hemisférios cerebrais esquerdo e direito e descobriram também que a mente tem um poder causal independente das atividades do cérebro, o que os levou a concluir que o materialismo era falso.[10, 12] Outro estudo mostrou um atraso entre o tempo de um choque elétrico aplicado na pele, sua chegada ao córtex cerebral e a percepção de autoconsciência da pessoa.[10, 13] Isso sugere que a experiência subjetiva é mais do que apenas uma máquina que reage aos estímulos recebidos pelo cérebro. O autor do estudo, Laurence Wood, disse que por essas e outras razões é que “muitos cientistas do cérebro têm sido obrigados a postular a existência de uma mente imaterial, mesmo que eles não tenham uma crença em vida pós-morte”.

A neurociência tem contribuído significativamente com geração de dados neurofuncionais relativos às EREM. Andrew Newberg é considerado o pai de um novo ramo da neurociência que estuda os efeitos da espiritualidade no cérebro: a neuroteologia. Em 2009, ele publicou os resultados de uma pesquisa realizada ao longo de 15 anos. Foi analisada, por meio de tomografia cerebral – tomógrafo por SPECT -, a atividade do cérebro de religiosos de diversas crenças e ateus durante uma EREM (oração e meditação).[14] Foram observados diferentes padrões de atividades neuronais entre crentes em um ser inteligente (chamando-o de Deus) e não crentes. Para Newberg, “Deus pode modificar seu cérebro, não importa se você é cristão ou judeu, mulçumano ou hinduísta, agnóstico ou ateu”; ademais, o cérebro é programado para acreditar em Deus, fato considerado fundamental para a sobrevivência da espécie humana.

Outra linha de pesquisa está associada à investigação dos fenômenos mediúnicos em que, supostamente, a consciência e a volição do médium estão atenuadas ou mesmo dissociadas. Em 2012, um estudo analisou o fluxo sanguíneo cerebral (CBF) de dez médiuns brasileiros durante a prática de psicografia.[15] O método utilizado foi o de neuroimageamento por meio da tomografia por emissão de fóton único. Os resultados mostraram uma diminuição na atividade nas redes atencionais durante a EREM, o que levou os cientistas a considerar mente e cérebro como coisas diferentes ao dizer que devemos “melhorar a nossa compreensão da mente e sua relação com o cérebro”.[15: p. 7]

Além disso, existe uma linha de pesquisa na Neurociência não materialista relacionada às experiências de quase morte (EQM). Em 2013, um estudo norte-americano afirmou que EQM são tipos de EREM vívidas, realísticas, que frequentemente promovem mudanças profundas na vida de pessoas que estiveram fisiológica ou psicologicamente próximas da morte.[16] As EQM por vezes ocorrem durante uma parada cardíaca, na ausência de atividade cerebral detectável. Os autores da pesquisa revisaram estudos prospectivos e descobriram uma incidência média de 10% a 20% de EQM induzidas por paradas cardíacas.

Para os cientistas, pessoas que passaram por EQM são mais propensas a mudanças de vida positivas que podem durar muitos anos após a experiência do que aquelas que não a tiveram.[16] Eles concluem que as teorias materialistas da mente não são capazes de explicar como pessoas que tiveram EQM podem vivenciar − enquanto seu coração está parado e sua atividade cerebral aparentemente ausente – pensamentos vívidos e complexos e adquirir informações verídicas a respeito de objetos ou eventos distantes de seus corpos. Segundo essa linha de pesquisa, as EQM em paradas cardíacas sugerem que a mente não é gerada pelo cérebro e não está confinada a ele ou ao corpo.

Por outro lado, a Neurociência não materialista pode fornecer outra explicação para essas EQM, tais como ser resultado da diminuição do fluxo sanguíneo no cérebro, o que provocaria alterações momentâneas na mente. Conforme o neurocientista norte-americano Kevin Nelson afirmou em uma entrevista: “Em casos de quase morte, os estados de consciência podem se misturar, provocando reações como paralisia e alucinações.”[17]

Ao mesmo passo em que o Dr. Nelson provê uma alternativa científica para as EQM, o neurocientista não descarta o papel da fé e da espiritualidade.[18] Ele acrescenta que, “mesmo se soubéssemos o que faz cada molécula cerebral durante uma experiência de quase morte, ou qualquer outra experiência, o mistério da espiritualidade continuaria”.[17] Nelson revela como nosso cérebro cria essas visões e diz que, apesar de tudo, ainda espera que exista vida após a morte.

A física quântica é outra das linhas de pesquisa da Neurociência não física, a qual nos diz que a realidade não é fixa – partículas subatômicas só passam a existir quando elas são observadas. Assim, em 2013, um estudo norte-americano analisou a consciência por meio de vários tipos de sistemas ópticos de dupla fenda.[19] A mecânica quântica, linha tomada como base para o estudo, sugere que exista uma consciência, e que ela pode desempenhar um papel fundamental na forma como o mundo físico se manifesta. Isso não significa que a consciência humana, literalmente, “criaria” a realidade, mas ela sugere que há mais consciência do que está implícito hoje nos livros didáticos.

Para os autores, o ato de observar um objeto cotidiano influenciaria as suas propriedades. Devido ao fato de o objeto quântico ser extremamente reativo ao ato de observação, essa sensibilidade será constatada sempre que um objeto quântico for medido, afirmam os autores.[19] O ato de medir a sensibilidade de um objeto faz com que o comportamento das ondas quânticas mude o comportamento das partículas. Os autores salientam que foram realizados três experimentos: dois em que as pessoas tentaram influenciar objetos mentalmente em seu laboratório, e um envolvendo um teste semelhante realizado online. Todos os três experimentos mostraram resultados positivos consistentes com a proposta de von Neumann (pai da Física Quântica) e com pesquisas anteriores.

Em 2014, um estudo realizado por um neurocientista pró-design inteligente explicou que o materialismo científico ainda é influente em certas esferas acadêmicas.[2] O autor examinou várias linhas de evidência empírica mostrando que o materialismo é incompleto e obsoleto. As evidências levantadas indicam que os humanos não podem ser reduzidos a impotentes máquinas biofísicas, uma vez que a psique influencia fortemente a atividade do cérebro e do corpo, e pode operar telossomaticamente. Com base nessas evidências, o autor elaborou e propôs a Teoria da Psychelementarity (ainda sem tradução).

Essa teoria sugere que a psique desempenha um papel primordial na forma como o Universo funciona, o equivalente a matéria, energia e espaço-tempo.[2] Além disso, afirma que a psique não pode ser reduzida a processos físicos ou a uma posição reducionista. A teoria abrange uma série de fenômenos psicofísicos supostamente bem estudados, que são reinterpretados à luz de uma perspectiva pós-materialista. Também inclui fenômenos anômalos que são rejeitados pelos materialistas.

Foi confrontando essa constante rejeição que, em 2014, oito cientistas internacionais de diversas áreas, incluindo o cientista psiquiátrico brasileiro Alexander MoreiraAlmeida,publicaram o “Manifesto pela ciência pós-materialista”, aberto para assinaturas.[20]Trata-se de um convite direto para que a ciência não se deixe emperrar pelo dogmatismo que se formou em torno do paradigma convencionalmente chamado de “materialismo científico”. O manifesto reconhece os tremendos avanços da ciência materialista, mas admite que a dominância dessa filosofia nos meios acadêmicos e universitários chegou a ponto de ser prejudicial, em especial ao estudo da consciência e da espiritualidade.

De fato, é incrível o poder que o materialismo científico tem nas academias e o seu discurso reduzido à matéria. Mas se realmente apenas a matéria existisse, então seríamos capazes de pegar toda a matéria do corpo humano e, a partir dela, criar vida. Como Geisler e Turek afirmam: “Certamente existe na vida alguma coisa além do material. Que materialista pode explicar por que um corpo está vivo e o outro está morto? Ambos contêm os mesmos elementos químicos. Por que um corpo está vivo num minuto e morre no minuto seguinte? Que combinação de materiais pode ser responsável pela consciência?”[21: p. 96]

Como o filósofo Geoffrey Madell disse: “O surgimento da consciência, então, é um mistério ao qual o materialismo falha em fornecer uma resposta.”[22: p. 141] Assim, as evidências indicam que a mente é o agente mais eficaz de mudança para o cérebro. É certo que existem várias linhas de pesquisa, e estudos produzidos a partir delas, acerca da ciência do cérebro imaterial na literatura disponível. Entretanto, neste artigo, procuramos apresentar apenas algumas dessas linhas.

Todavia, vale ressaltar que, embora a neurociência não materialista ainda não consiga responder a todas as perguntas relacionadas ao efeito placebo ou aos problemas psicológicos incapacitantes graves, tais como as fobias e o transtorno obsessivo-compulsivo, ela libera o cientista para estudar a questão, abrindo portas para novas investigações sobre como a mente funciona e para o futuro da pesquisa em Neurociência.

Fonte: Everton Fernando Alves.

Referências:

[1] Hoppen NHF. As neurociências no Brasil de 2006 a 2013, indexada na Web of Science: produção científica, colaboração e impacto. Dissertação (Comunicação e Informação). Porto Alegre: UFRGS, 2014.

[2] Beauregard M. “The Primordial Psyche.” Journal of Consciousness Studies 2014; 21(7–8):132-57.

[3] Charles Darwin to William Graham, Darwin Correspondence Project, Letter No. 13230, dated July 3rd, 1881. Disponível em: http://www.darwinproject.ac.uk/entry-13230

[4] Entrevista concedida por Richard Dawkins. “Maravilhe-se com o universo” [27 Mai. 2015]. Entrevistador: André Petry. Revista Veja, edição 2.427, ano 48, n 21, 2015.

[5] Réplica de John Searle ao artigo de David J. Chalmers: “‘Consciousness and the Philosophers’: An Exchange” [Mai. 1997]. The New York Review of Books, 1997. Disponível em: http://www.nybooks.com/articles/archives/1997/may/15/consciousness-and-the-philosophers-an-exchange/

[6] Entrevista concedida por Barry Beyerstein. “Do Brains make minds?” Série: Closer to Truth. Entrevistador e escritor do programa: Dr. Robert Lawrence Kuhn. Produzido pela Fundação Kuhn e Getzels Gordon Productions, 2000. Disponível em:

http://www.closertotruth.com/roundtables/do-brains-make-minds

[7] Beauregard M, O’Leary D. The Spiritual Brain: A Neuroscientist’s Case for the Existence of the Soul. New York: HarperCollins, 2007.

[8] Kanwisher N, Yovel G. “The fusiform face area: a cortical region specialized for the perception of faces.” Philos Trans R Soc Lond B Biol Sci. 2006; 361(1476): 2.109-2.128.

[9] Beauregard M, Paquette V. “Neural correlates of a mystical experience in Carmelite nuns.” Neurosci Lett. 2006; 405(3):186-90.

[10] Strobel L. The Case for a Creator: A Journalist Investigates Scientific Evidence That Points Toward God. Grand Rapids, Michigan: Zondervan, 2009. Disponível em:http://verticallivingministries.com/2012/10/05/do-we-have-souls-lee-strobel-interviews-dr-j-p-moreland/

[11] Penfield W. Mystery of the Mind: A Critical Study of Consciousness and the Human Brain. New Jersey: Princeton University Press, 2015.

[12] Sperry R. “Changed Concepts of Brain and Consciousness: Some Value Implications.”Journal of Religion & Science 1985; 20(1):41-57.

[13] Wood LW. “Recent Brain Research and the Mind-Body Dilemma.” The Asbury Theological Journal 1986; 41(1):37-78.

[14] Newberg A, Waldman MR. Como Deus Pode Mudar Sua Mente: Um Diálogo entre Fé e Neurociência. Tradutor: Júlio de Andrade Filho. Rio de Janeiro: Editora Prumo, 2009.

[15] Peres JF, Moreira-Almeida A, Caixeta L, Leao F, Newberg A. “Neuroimaging during Trance State: A Contribution to the Study of Dissociation.” PLoS One. 2012; 7(11): e49360.

[16] Trent-Von Haesler N, Beauregard M. “Near-death experiences in cardiac arrest: implications for the concept of non-local mind.” Arch. Clin. Psychiatry 2013; 40(5):197-202.

[17] Entrevista concedida por Kevin Nelson. “A neurociência da espiritualidade” [Jan. 2011]. Entrevistadora: Natalia Cuminale. Seção: Corpo e Mente. VEJA.com – Ciência, 2011. Disponível em: http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia/a-ciencia-da-espiritualidade

[18] Nelson K. The Spiritual Doorway in the Brain – a Neurologist’s Search for the God Experience. New York, NY: Dutton, 2011.

[19] Radin D, Michel L, Johnston J, Delorme A. “Psychophysical interactions with a double-slit interference pattern.” Physics Essays 2013; 26(4): 553-66.

[20] Beauregard MSchwartz GEMiller LDossey LMoreira-Almeida ASchlitz MSheldrake RTart C. “Manifesto for a Post-Materialist Science.” Explore (NY), 2014; 10(5):272-4.

[21] Geisler NL, Turek F. Não tenho fé suficiente para ser ateu. São Paulo: Editora Vida, 2006.

[22] Madell GC. Mind and Materialism. Edinburgh: Edinburgh University Press, 1988.

Sondagem Biopsicossociológica e Matemática (Superior)

EntrevistaE aí, beleza?! Fica tranquilo(a), pois, apesar do “palavrão” que está no título deste questionário, meu objetivo com as perguntas que logo irão aparecer aqui para você é criar uma imagem prévia, razoavelmente precisa sobre meu aluno/minha aluna!

Em outras palavras, suas respostas me trarão uma ideia sobre seu conteúdo, sobre sua personalidade, sobre sua família, sobre suas crenças, medos, traumas, alegrias e sobre seus desafios com a Matemática! Com base nisso, tentarei encontrar métodos personalizados para ensinar matemática pra você e lhe educar também. Todos os seus dados estarão em sigilo comigo.

Bom, já “falei” demais, agora, com a palavra… VOCÊ! Um abraço e seja sincero em suas respostas, tá joia? (Algumas questões só aceitam uma resposta. Já em outras, você DEVE marcar todas as opções que julgar necessário; fique atento/atenta!). Para começarmos clique/aperte AQUI.

Tubos magnéticos ao redor da Terra!

Extraordinariamente organizados

          Extraordinariamente organizados

Usando um instrumento construído para observar galáxias a bilhões de anos-luz de distância, astrônomos australianos detectaram estruturas tubulares a umas poucas centenas de quilômetros acima da superfície da Terra. “Por mais de 60 anos, os cientistas acreditavam que essas estruturas existiam, mas, ao produzir imagens delas pela primeira vez, nós fornecemos evidências visuais que elas estão realmente lá”, disse Cleo Loi, da Universidade de Sydney. As estruturas tubulares são a versão real das linhas tradicionalmente utilizadas para ilustrar o campo magnético terrestre. Na verdade, não são linhas, mas tubos de formatos muito dinâmicos, de várias espessuras, que ficam mudando o tempo todo – de fato, a equipe conseguiu fazer um filme, mostrando todo esse dinamismo ao longo de uma noite.

Os astrônomos fizeram as observações com o radiotelescópio MWA (Murchison Widefield Array), que foi projetado para observar as galáxias do Universo primordial, assim como estrelas e nebulosas dentro de nossa própria galáxia. Mas usaram essa radiação distante para detectar alterações em nossa própria atmosfera. Conforme a luz de uma galáxia passa através das camadas na magnetosfera da Terra, o caminho da luz – e, portanto, a posição aparente da galáxia – é alterado por variações na densidade dessas camadas. O efeito é similar a olhar para cima do fundo de uma piscina, vendo as distorções causadas pelas ondas na superfície. Mapeando as variações nas posições de múltiplas fontes de rádio ao longo de uma noite, foi possível mapear as distorções e decifrar a forma e as dimensões das estruturas tubulares.

Os dutos observados, imediatamente acima do radiotelescópio MWA, estão entre 500 e 700 km acima da superfície, alinhados com o campo magnético da Terra e seguindo a curvatura esperada conforme ascendem ou mergulham a partir do planeta.

As estruturas tubulares estão na plasmasfera, uma camada logo abaixo da ionosfera. Agora que a técnica de observação foi desenvolvida, outros radiotelescópios poderão mapear os tubos magnéticos em outros pontos da Terra, eventualmente chegando a um mapa planetário completo das estruturas.

As estruturas são extraordinariamente organizadas, aparecendo como tubos regularmente espaçados alternando subdensidades e sobredensidades, fortemente alinhados com o campo magnético da Terra. Estes resultados representam a primeira evidência visual direta da existência de tais estruturas”, escreveram os pesquisadores.

Fonte: Inovação Tecnológica.

Campo de força protegerá astronautas contra radiação

Design muito inteligente

                Design muito inteligente!

Enquanto a Nasa se prepara para testar um escudo magnético para proteger as naves contra o calor na reentrada na atmosfera, a ESA (Agência Espacial Europeia) trabalha em um conceito similar para proteger os astronautas contra a radiação espacial. Os esforços foram concentrados em um projeto chamado SR2S (Space Radiation Superconducting Shield – Escudo Supercondutor contra Radiação Espacial). As primeiras informações sobre o projeto foram divulgadas no ano passado por físicos do LHC, que se juntaram ao projeto para compartilhar sua larga experiência no uso dos ímãs supercondutores que deverão gerar o escudo antirradiação espacial. A equipe europeia anunciou a conclusão do projeto básico, afirmando que “agora têm o conhecimento e as ferramentas necessárias para desenvolver escudos magnéticos para proteger os astronautas da exposição à radiação causada pelos raios cósmicos galácticos”.

A escolha do supercondutor recaiu mesmo sobre o diboreto de magnésio (MgB2) para gerar o campo de força antirradiação, conforme anunciado inicialmente pela equipe do LHC. Os fios e cabos supercondutores serão dispostos de forma a gerar um campo que os engenheiros chamaram de “estrutura abóbora”, devido ao formato das linhas de força do escudo.
 
 
“Esta é uma configuração de escudo ativo que é crucialmente leve e, portanto, adequada para as missões de longa duração no espaço profundo. A estrutura funciona reduzindo o material atravessado pelas partículas incidentes, evitando assim a geração de partículas secundárias e, por decorrência, gerando um escudo mais eficiente”, diz o comunicado do projeto.
 
 
Esse “escudo abóbora” deverá gerar um campo magnético 3.000 vezes mais forte do que o campo magnético da Terra, suficiente para projetar um campo de força de 10 metros ao redor da nave, desviando os raios cósmicos incidentes e, desta forma, protegendo os astronautas em seu interior.
 
 
A grande restrição do projeto era o peso da estrutura geradora do campo de força, já que a adição de 1 kg à massa de uma espaçonave aumenta o custo da missão como um todo em U$15.000. Contudo, no espaço os ímãs supercondutores estarão em seu ambiente natural, dispensando os caros e pesados equipamentos de refrigeração necessários para mantê-los a quase -200º C – no frio do espaço, as naves estarão naturalmente em temperaturas próximas a essa.
 
 
“Ainda poderão ser necessários muitos anos até que essa tecnologia esteja pronta para ser implantada de forma ativa nas missões espaciais tripuladas ao espaço profundo, mas mais testes da tecnologia SR2S continuarão a ser realizados no curto e médio prazos”, concluiu a nota.
 
 
 
 
Nota: Muitos anos de pesquisa, muito dinheiro e muita inteligência foram necessários para criar esse escudo magnético protetor. Ninguém, em sã consciência, diria que um mecanismo dessa natureza pudesse surgir do nada. Mas o que dizer do campo magnético da Terra, do qual a vida sempre dependeu para sobreviver? Esse foi fruto do acaso? (Michelson Borges)