Respostas para alguns questionamentos à teoria da Criação

[Escrito com o português de Portugal.]

1. Como os animais carnívoros passaram os dias do dilúvio sem se alimentar, bem como os herbívoros que se alimentavam de certos tipos de plantas das regiões específicas comiam?

Os erros desta pergunta são assumir que 1) havia animais carnívoros dentro da Arca, e que 2) os herbívoros que existiam só se alimentavam “de plantas das regiões específicas”. Na realidade dos factos, Deus criou o ser humano e todos os animais para se alimentarem de vegetação (isto é, serem herbívoros) e não para se alimentarem de carne. Portanto, a questão resolve-se levando em conta o que a Bíblia diz.

É preciso levar em conta que a Terra pré-Diluviana era bastante diferente da Terra actual – não só ao nível atmosférico mas ao nível da vegetação. Uma das evidências em favor desta posição é o decréscimo das idades das pessoas que viveram depois do Dilúvio. Enquanto que os Patriarcas “pré-diluvianos” – de Adão a Noé – conseguiram viver entre 1.000 anos e 700 anos, os Patriarcas “pós-diluvianos” morreram mais “jovens” – entre 600 anos e 200 anos.

Arca_NoeEm relação ao alimento, assumindo que os animais de maiores dimensões não fizeram o que ainda hoje os animais são capazes de fazer, isto é, hibernar, a Arca era suficientemente grande para conter a vegetação necessária para alimentar os animais lá presentes. Deus ordenou a Noé que ele construísse uma arca com 300 côvados de comprimento, 50 côvados de largura e 30 côvados de altura (Génesis 6:15). De acordo com uma estimativa conservadora, o tamanho da arca seria de cerca de 135 metros de comprimento, 20 metros de largura e 15 metros de altura.

Assim, a arca teria tido o volume bruto de cerca de 40 mil metros cúbicos, resultando num deslocamento quase igual ao do luxuoso transatlântico Titanic.

Para além disso, se assumirmos que Deus trouxe até Noé (Génesis 6:20) animais sexualmente maduros mas ainda jovens, então a quantidade de alimento por eles consumida não seria a mesma que animais com idade mais avançada.

2. Os dinossauros foram seres que habitaram a terra antes dos humanos, de acordo com o criacionismo pq eles não sobreviveram ao dilúvio e onde eles são citados na Bíblia se eles viveram milhões de anos antes do ser humano?

Esta pergunta assume:
1) Que os dinossauros “habitaram a terra antes dos humanos”, o que é historicamente falso.
2) Que os dinossauros não “sobreviveram ao dilúvio”, o que é também falso.
3) Que os dinossauros não são citados na Bíblia, o que igualmente – e mais uma vez – é falso.

Em relação ao ponto 1), basta dizer que a crença de que os dinossauros “habitaram a terra antes dos humanos” baseia-se nos cientificamente débeis “métodos de datação”, os mesmos que dão idades na ordem dos “milhões de anos” a rochas que foram formadas nos anos 80. Logo, basear uma crença num método que nós sabemos ser pouco fiável não é logicamente válido.

Para além disso, temos mais evidências contra os mitológicos “milhões de anos” do que a favor dos mesmos:

1. Teoria da Evolução em risco: são descobertos animais terrestres com “333 milhões de anos” http://goo.gl/WhQIwE
2. Fósseis de dinossauro com “75 milhões de anos de idade” ainda têm sangue http://bit.ly/1Hcem8T
3. “Sem evolução durante 2 “biliões de anos” http://bit.ly/1eGbhl3
4. Mariposa “Dinossauro”: Sem evolução durante “40 milhões de anos” http://wp.me/pbA1e-2VS
5. A eficácia dos métodos de datação http://wp.me/pbA1e-2ze
6. 14 fenómenos naturais que contradizem os mitológicos “milhões de anos”: http://wp.me/pbA1e-1XD

Existem evidências mais do que suficientes para se saber que os dinossauros sempre viverem lado a lado com os seres humanos; é só o preconceito dos crentes nos milhões de anos que leva a que este facto não seja mais amplamente difundido. Eis aqui alguns links onde se podem analisar algumas evidências em favor desta posição:

1. Os dinossauros e a Bíblia http://wp.me/pbA1e-32r
2. Evidências suprimidas pela “comunidade científica” em relação aos dinossauros http://wp.me/pbA1e-30T
3. O mosaico de Palestrina mostra humanos interagir com dinossauros http://wp.me/pbA1e-2YO
4. Evidências históricas da coexistência entre humanos e dinossauros http://wp.me/pbA1e-300
5. Referências históricas aos dinossauros e como isso refuta os mitológicos “milhões de anos” http://wp.me/pbA1e-2YX
6. Será que Marco Polo viu um dinossauro? http://wp.me/pbA1e-2Yk
7. A Bíblia fala de dinossauros? http://wp.me/pbA1e-2Vw
8. Os dinossauros da Papua Nova Guiné http://wp.me/pbA1e-2iR
9. Será que os nossos antepassados usaram fósseis para retratar os dinossauros? http://wp.me/pbA1e-2fz
10. Será que os Aborígenes viram dinossauros? http://wp.me/pbA1e-2fi

Dinossauro_Nilo_MosaicoEm relação ao ponto 2) (de que os dinossauros não sobreviverem ao dilúvio) podemos declarar, com base na História, que esta posição é falsa visto que, tal como no ponto anterior, as evidências demonstram que 1) os dinossauros sempre viveram lado a lado com os seres humanos, e 2) que muitos deles sobreviveram ao Dilúvio de Noé.

Como exemplo disto, temos as gravuras que se encontram sobre o Túmulo do Bispo Bell, que, para além de animais que todos nós conhecemos, tem também imagens de animais que são melhor identificados como dinossauros. O Mosaico da Palestrina exibe humanos a interagir com animais que hoje chamamos de dinossauros, e a comunidade científica tem-se esforçado para esconder as evidências que refutam o paradigma dos “milhões de anos” ao ignorar os dados que mostram como os dinossauros sempre viveram lado a lado com os seres humanos.

Por fim, em relação ao ponto 3) podemos também rejeitar esta declaração visto que, embora a palavra “dinossauro” não esteja na Bíblia (algo nada surpreendente se levarmos em conta que 1) a primeira tradução Inglesa da Bíblia é de 1611 e 2) a palavra “dinossauro” foi inventada no século 19), este animal é, na maioria das vezes, referido pelo nome que os antigos davam ao mesmo: “dragão”. Por exemplo:

“E de noite saí pela porta do vale, e para o lado da fonte do dragão, e para a porta do monturo, e contemplei os muros de Jerusalém, que estavam fendidos, e as suas portas, que tinham sido consumidas pelo fogo.”  (Neemias 2 : 13)

Mas a passagem Bíblica que melhor descreve um dinossauro é Jó 40:15-24

15  Contemplas agora o beemonte, que eu fiz contigo, que come a erva como o boi.
16  Eis que a sua força está nos seus lombos, e o seu poder nos músculos do seu ventre.
17  Quando quer, move a sua cauda como cedro; os nervos das suas coxas estão entretecidos.
18  Os seus ossos são como tubos de bronze; a sua ossada é como barras de ferro.
19  Ele é obra-prima dos caminhos de Deus; o que o fez o proveu da sua espada.
20  Em verdade os montes lhe produzem pastos, onde todos os animais do campo folgam.
21  Deita-se debaixo das árvores sombrias, no esconderijo das canas e da lama.
22  As árvores sombrias o cobrem, com sua sombra; os salgueiros do ribeiro o cercam.
23  Eis que um rio transborda, e ele não se apressa, confiando ainda que o Jordão se levante até à sua boca.
24  Podê-lo-iam porventura caçar à vista de seus olhos, ou com laços lhe furar o nariz?

BeemonteAlgumas traduções Bíblicas, imersas que estão no erróneo paradigma dos “milhões de anos”, traduzem a palavra “beemonte” para “hipopótamo” ou “elefante”, mas o versículo 40:17 refuta por completo estas tentativas visto que o mesmo diz que a cauda do Beemonte é como um cedro, algo que não se passa com a cauda dum hipopótamo ou com a cauda dum elefante.

Durante milhares de anos, culturas espalhadas um pouco por todo o mundo reportaram terem visto e interagido com enormes criaturas reptilinias, possuindo corpos alongados, pescoços serpentinos, cabeças contendo chifres, dentes aguçados, caudas longas, com ou sem asas membranosas. Estas histórias, chamadas de lendas de dragões, “tem estado com a humanidade desde o princípio da História“, e são, segundo o famoso evolucionista Carl Sagan, “um fenómeno global“.”

Resumindo:
1) Os dinossauros não “habitaram a terra antes dos humanos” mas sempre viveram lado a lado com o resto da humanidade.
2) Os dinossauros “sobreviveram ao dilúvio”.
3) Os dinossauros são citados na Bíblia só que não são chamados de “dinossauros”, mas (entre alguns outros nomes) de “dragões”,

3. Supondo que Deus seja um ser prefeito e ele criou do homem sua imagem e semelhança pq até hj nos evoluímos?

O problema desta questão é saber o que a comentadora tem em mente. O que é que ela entende com a expressão “até hj nos evoluímos”? Será que ela quer dizer que até hoje o ser humano sofre mutações que lhe conferem algum tipo de vantagem? Isso é óbvio e cientificamente válido, mas isso não serve de evidência em favor do gradualismo aleatório.

Pior ainda, muitas pessoas têm avançado com a tese de que, com o passar dos anos, fisicamente falando, o ser humano está a piorar e não a melhorar. Por exemplo, quando comparado com o Homem de Neandertal, nós hoje temos pior visão e músculos mais flácidos. Se isto é verdade, onde está a “evolução”?

4. Como animais adaptados a climas frios como o urso polar e o pinguim conseguiram ficar vários dias num ambiente diferente?

O erro desta pergunta é assumir que animais “adaptados a climas frios” existiam antes do Dilúvio, mas esta crença é falsa visto que não havia “climas frios” antes do Dilúvio. Para além disso, é possível um animal “adaptado a climas frios” viver em temperaturas mais elevadas.

5. Através do cálculo de idades desde o surgimento do primeiro ser humano na bíblia estima-se que o ser humano surgiu à 15 mil anos, como explicam os fósseis humanos com idades superiores a 15 mil?

Não só estes “cálculos” são feitos com métodos que nós sabemos serem pouco fiáveis, como existe uma vasta gama de evidências que mitiga contra esta a posição avançada na pergunta. Por exemplo, uma equipa de 22 arqueólogos descobriu ferramentas de pedra fabricadas há “3,3 milhões de anos”; se a datação evolucionista estivesse certa, isto seria impossível visto que por essa altura o homem alegadamente não existia.

Mais revelador ainda é o facto de se encontrar material orgânico em fósseis com “milhões de anos”, algo impossível se os ditos fósseis realmente tivessem os mitológicos “milhões de anos”.

6. De [onde] vieram as águas do dilúvio?

Está escrito na Bíblia:

No ano seiscentos da vida de Noé, no mês segundo, aos dezessete dias do mês, naquele mesmo dia se romperam todas as fontes do grande abismo, e as janelas dos céus se abriram – Génesis 7:11

Ou seja, as águas vieram das “fontes do grande abismo” (isto é, do subsolo) e das “janelas do céu”.

7. Com quem Sete e Caim se reproduziu?

Visto que todas pessoas que existem procedem de Adão e Eva (Génesis 3:20), então a esposa de Caim certamente que era uma das suas irmãs. Génesis 5:4 diz:

E foram os dias de Adão, depois que gerou a Sete, oitocentos anos, e gerou filhos e filhas.

A esposa de Sete não é mencionada na Bíblia.

Para onde Caim foi já havia habitantes?

Não há indícios disso no Texto Sagrado.

8. Como os peixes de água doce sobreviveram ?

Peixe_1Os rins dos peixes de água doce excretam o excesso de água (a urina tem quantidades baixas de sal) e aqueles que fazem parte das espécies marinhas excretam o sal em excesso (a urina tem quantidades baixas de concentração de sal).

Os tubarões de água salgada têm elevadas concentrações de uréia no sangue como forma de reter água dentro dum ambiente salinizado, ao mesmo tempo que os tubarões de água doce têm baixas concentrações de uréia no sangue como forma de evitar a acumulação de água. Quando o peixe-serra é movido da água salgada para a água doce, eles aumentam a quantidade de urina 20 vezes, e a concentração da sua uréia sanguínea diminui para menos de 1/3.

A maior parte dos aquários públicos usam a habilidade dos peixes de se adaptarem a tipos de água com salinidade diferentes do seu habitat natural como forma de exibir espécies de água doce e de água salgada juntas. Os peixes podem-se adaptar à salinidade se a mudança for feita gradualmente.  Portanto muitos peixes actuais têm a capacidade de se adaptarem à água doce e à água salgada durante o curso das suas vidas. (…)

Conclusão:

Existem muitas explicações simples e plausíveis que esclarecem a forma como os peixes de água doce e de água salgada podem ter sobrevivido ao Dilúvio. Não há qualquer motivo científico para se duvidar da realidade do Dilúvio tal como ele é descrito na Bíblia.

A ler:

1. Os peixes durante o Dilúvio http://wp.me/pbA1e-2G7

2. Como foi que os peixes sobreviveram ao Dilúvio? http://wp.me/pbA1e-2G2

Fonte: Darwinismo.

Fósseis transicionais não foram encontrados porque eles não existem, de acordo com a nova teoria evolucionista “origem súbita”!

origem_subita

[Traduzido para o português de Portugal.]

Porque é que os fósseis transicionais nunca foram encontrados? Segundo o evolucionista Jeffery Schwartz,“eles não foram encontrados porque eles não existem” (“Pitt. Professor’s Theory…,” 2006). Será que este evolucionista abandonou o barco e juntou-se aos criacionistas? Claro que não. De facto, a sua declaração nada mais é que uma forma de apoiar uma teoria evolutiva alternativa à medida que os Neo-Darwinistas se apressam para defender a sua premissa vacilante.

Jeffery Schwartz defende uma nova teoria, com o nome de “origem súbita”, no lugar das mudanças graduais e incrementais outrora propostas pelos evolucionistas. [Se o conceito da “origem súbita” parece irónico, pode ser porque é exactamente isso que os criacionistas há décadas têm alegado.] Schwartz defende que a mudança gradual não ocorre, declarando que “a evolução não é necessariamente gradual, mas frequentemente súbita, e com expressões de mudança extremas.” (“Pitt Professor’s…,”)

Em Janeiro de 2006 Schwartz publicou um artigo na revista “New Anatomist”. O comunicado de imprensa da universidade de Pittsburg indicou que o seu artigo [então]  vindouro disponibiliza um melhor entendimento da estrutura celular, que, segundo Schwartz, confirma de forma mais vincada a sua teoria evolutiva da “origem súbita”.

Esta versão evolutiva “recém melhorada”, ou “arrumada” de forma organizada, foi originalmente detalhada no seu livro de 2000 com o título de “Sudden Origins: Fossils, Genes, and the Emergence of Species”. Segundo Schwartz, a evolução é uma expressão de “mudança que teve início ao nível celular devido a radicais factores de stress ambiental (tais como o calor, o frio ou a aglomeração) anos antes”. (“Pitt Professor’s…”). Segundo Schwartz, o mecanismo é o seguinte:

 A convulsão ambiental causa a que os genes sofram mutações, e estes genes que sofreram mutações permanecem num estado recessivo, propagando-se silenciosamente por toda a população até que apareçam descendentes com duas cópias da nova mutação e sofram uma mudança súbita, o que causa a impressão de aparecerem do nada. (“Pitt Professor’s…”).

Aparecerem do nada?

Em defesa da sua teoria, Schwartz descreveu o porquê das células não sofrerem modifições subtis e constantes de pequena escala com o passar do tempo, que é o que Darwin e os seus seguidores previram. O comunidado de imprensa salientou:

Os biólogos celulares sabem a resposta: as células não gostam de sofrer mutações e elas não as sofrem com facilidade.

Consequentemente, estas gigantescas modificações ambientais levam a mutações que “podem ser importantes e benéficas (tais como dentes ou membros) ou, o que é mais comum, levam à morte do organismo.” Schwartz alegou posteriormente que “é o meio ambiente que perturba o seu equilíbrio e, como é o mais provável, tanto os mata como os modifica. Como tal, os organismos estão a ser controlados pelo meio ambiente, e não a adaptarem-se a ele.” (“Pitt Professor’s…”)

Façamos um resumo:

1. Os fósseis transicionais não existem.
2. As modificações graduais não acontecem; o que acontece são modificações súbitas.
3. As células não gostam de modificações e dificilmente mudam.
4. As mutações não se podem “cimentar” o suficiente de modo a permitir que a evolução ocorra – e mesmo assim, quando ocorrem, é mais provável as mutações matarem o organismo.
5. Os organismos não se estão a adaptar ao meio ambiente, mas sim a serem “controlados pelo meio ambiente”.

Tudo isto nada mais parece que um texto escrito por criacionistas ha décadas atrás visto que há já muito tempo que eles reconheceram que a vida surgiu subitamente na Terra. De facto, não só não existem fósseis transicionais, como a diversidade que observamos à nossa volta não pode ser explicada como efeito de modificações graduais.

Para além disso, é amplamente sabido que a maior parte das modificações não são benéficas e que as células não gostam de “mudar”. Quanto tempo mais até que estes homens dêem o passo final e creditem a Deus pela “origem súbita” da vida?

Britanicos_Duvidam_GradualismoÀ medida que estudos tais como este continuam a aparecer nas notícias, não é de estranhar que tantas pessoas continuem a duvidar da teoria da evolução. Muitas pessoas começam a entender que a teoria da evolução não tem as respostas que prometia ter. De facto, e tal como reportou a BBC News, “segundo uma sondagem de opinião, pouco menos de metade dos Britânicos aceita a teoria da evolução como a melhor descrição para o desenvolvimento da vida” (“Britons Unconvinced…,” 2006).

No artigo da BBC, Andrew Cohen, editor para a “Horizon”, salientou:

A maior parte das pessoas esperaria que o público se colocasse do lado da teoria da evolução, mas parece que existem muitas pessoas que parecem acreditar numa teoria alternativa para a origem da vida.

A notícia continua:

 Estes dados causaram surpresa junto da comunidade científica. Lord Martin Rees, Presidente da “Royal Society” disse: “É surpreendente que tantas pessoas continuem a ter dúvidas em relação à evolução Darwiniana. Darwin propôs a sua teoria há quase 150 anos atrás, e ela é agora apoiada por um imenso peso de evidências.”(“Britons Unconvinced…,” 2006).

Imenso peso de evidências? Claramente, Martin Rees ainda tem que chegar às mesmas conclusões a que chegou Schwartz e muitos outros. O verdadeiro “peso” está do lado de quem defende uma origem súbita – origem esta que só pode ser explicada como efeito da Mão criadora de Deus.

Não há fósseis transicionais, não há modificações graduais e nem há modificações benéficas que expliquem a diversidade biológica; parece que o verdadeiro “peso” é a verdade que o evolucionistas têm agora que explicar.

Referências:

“Britons Unconvinced on Evolution,” (2006), BBC News, January 26, [On-line], URL: http://news.bbc.co.uk/1/hi/sci/tech/4648598.stm.

“Pitt Professor’s Theory of Evolution Gets Boost From Cell Research” (2006), University of Pittsburg: News From Pitt, January 26, [On-line], URL: http://www.umc.pitt.edu:591/m/FMPro?-db=ma&-lay=a&-format=d.html&id=2297&-Find.

Fonte: Darwinismo.

Explicações darwinistas – uma coleção de histórias mal contadas!

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Borges, Michelson. A história da vida. 4. ed. Tatuí, SP. Casa Publicadora Brasileira, 2011.

Avaliação em forma de Teia sobre Sistemas Lineares e Espaços Vetoriais

Siste8E aí, tudo joinha?! Você está prestes a começar um questionário cuja estrutura é especial! Não se trata de questões previamente ordenadas, mas de um conjunto de questões que aparecerão ou não, tudo a depender de sua resposta a cada nova pergunta! Você criará uma trajetória. Eu avaliarei seu percurso e atribuirei um score ou nota, de acordo com o conhecimento construído nesse trajeto, de acordo com as escolhas feitas! Portanto, faça as melhores escolhas – assista às aulas presenciais na sala de aula, assista às vídeo-aulas aqui do blog, resolva TODAS  as questões do livro que eu passei em sala, realize o Quiz do prof.H, resolva a Lista de Exercícios On-line (a relação de Listas on-line vem logo após a relação dos quizzes) e você poderá detonar sua Avaliação em forma de Teia e incrementar, não apenas apresentar, seu conhecimento! Um abração e boa atividade!! Clique AQUI para começarmos.

Evidências de que a evolução é falsa

DarwinOs colaboradores Wallace Barbosa, colunista da página Teoria do Design Inteligente, no Facebook, e Everton Fernando Alves, enfermeiro e mestre em Ciências da Saúde pela UEM (conheça o e-book dele) aceitaram meu desafio de refutar o artigo publicado no site Hypescience, com o título “Descobertas científicas que provam que a evolução é real”. Aqui está o resultado da ótima pesquisa deles. Antes, porém, é importante esclarecer alguns pontos a fim de que não sejam generalizadas as afirmações feitas no texto, e que sejam entendidas dentro do contexto adequado. Nós, criacionistas, entendemos e aceitamos que a teoria da evolução trouxe grandes contribuições à história da ciência. Já está bem estabelecido o papel da seleção natural, das variações de baixo nível (conhecidas como o processo de microevolução observado nos experimentos de Lenski), especiação e ancestralidade comum com limitações. Porém, nos posicionamos contra a ideia de macroevolução (grandes mudanças ao longo de milhões de anos), que não pode ser testada, e a ancestralidade comum no contexto neodarwinista, questões ainda em debate. [MB]

Ácido Desoxirribonucleico (DNA)

Analisemos a primeira afirmação: “Uma das coisas mais notáveis sobre A Origem das Espécies de Charles Darwin é que ele articulou sua teoria sem saber o mecanismo exato pelo qual a variação genética ocorria.”

Sim, Darwin nada sabia sobre DNA ou leis de hereditariedade, por isso a “redescoberta” das leis de Mendel, por Hugo de Vries e colaboradores, no início do século 20,[1] levou a três décadas de intensas disputas sobre a veracidade da teoria de Darwin,[2] visto que o que Darwin postulou foi contrariado pelos fatos. Com muito esforço, os evolucionistas deram origem à síntese moderna da evolução, que tentou unir o evolucionismo com as leis de Mendel.

Apesar de mais de meio século de especulação, o DNA sempre se demonstrou incompatível com teorias naturalistas – que defendem que tudo é fruto de causas naturais, incluindo a vida -, ao ponto de levar um de seus descobridores, Francis Crick, a publicar um estudo[3] apoiando a hipótese da panspermia dirigida, que defende que a vida foi implantada na Terra por seres inteligentes extraterrestres, embora essa mesma hipótese já tivesse sido apresentada em 1966 por Shklovskii e Carl Sagan.[4]

A impossibilidade de negar que o DNA seja fruto de criação inteligente se encontra no fato de que sua estrutura é complexa, elegante e delicada demais para ter surgido por acaso no meio de qualquer “sopa primordial”, onde seria degradada por inúmeras reações químicas diferentes, o que ocorre mesmo dentro de uma célula.[5, 6] Além disso, o DNA é um verdadeiro disco rígido: um grama de DNA pode armazenar até 455 exabytes de informação, humilhando qualquer tecnologia humana atual.[7]

Analisemos a segunda afirmação: “Como o DNA é universal a toda vida, sua presença sugere fortemente que todas as criaturas da Terra evoluíram de um ancestral comum.”

Dizer que a presença de DNA em todos os organismos prova uma ancestralidade comum é o mesmo que dizer que todos os livros evoluíram de um “livro primordial”, só porque todos usam as mesmas letras do alfabeto. Assim como as linguagens humanas possuem palavras, regras e estruturas distintas, o DNA também possui muitas diferenças entre espécies. Cada táxon (grupo de animais ou plantas que possuam semelhanças entre si) possui suas peculiaridades, incluindo a ordem das bases nitrogenadas (as “letras” do DNA) dos genes, as diferenças na maneira como eles são expressos, suas funções, etc.

Podemos exemplificar da seguinte maneira: embora os olhos de cefalópodes (certos moluscos, tais como polvos e lulas) e vertebrados (seres com coluna vertebral, incluindo humanos) possuam um formato similar (tipo câmera), somente poucos genes são compartilhados por ambos os grupos. Dos 5.707 genes específicos do olho de moluscos, apenas 1.571 são encontrados em vertebrados (menos de um terço do total).[8]

Analisemos a terceira afirmação: “Ele também explica como a proliferação de mutações genéticas (essencialmente erros de cópia), combinada com os processos de seleção natural, permitem a evolução.”

A autora parece desconhecer os efeitos devastadores das mutações em quase sua totalidade. O acervo médico contabiliza a existência de quase sete mil doenças genéticas causadas por mutações em humanos,[9] embora outro estudo indique um número próximo a dez mil.[10] A estimativa é que até um milhão de bases sejam danificadas em humanos diariamente.[11]

Ademais, em humanos, as estimativas atuais são de que ocorram entre 100-200 novas mutações por indivíduo a cada geração.[12-14] Destas, os dados variam entre 1-15% de mutações deletérias que causariam a perda direta de informação genética em humanos a cada geração.[12, 14-17] Em relação ao fitness, em 1997, um estudo estimou entre 1-2% a taxa de perda da aptidão humana, ou seja, a frequência com que a humanidade está se degenerando a cada geração.[18] Em 2010, por sua vez, outro estudo estimou que a aptidão humana está em declínio em 3-5% por geração.[14]

Se mutações fossem benéficas, não haveria inúmeros mecanismos moleculares que sondam constantemente e procuram reparar todas as mutações que afetam o DNA.[19] Portanto, o organismo inteligentemente procura reparar esses erros, e quando não consegue, apela para a morte programada da célula mutante, a fim de evitar que ela se multiplique, dando então origem a um câncer (de fato, mutações no gene p53 [um dos componentes fundamentais no combate aos tumores malignos] são responsáveis por cerca de metade dos casos de certas variedades de câncer).[20]

É válido esclarecer que o DNA não age sozinho. Para ser replicado e funcionar, ele precisa, durante a sua síntese, de centenas de proteínas, que por sua vez precisam do próprio DNA e, especificamente, dos RNAs (mRNA, rRNA e tRNA) que, nessa cadeia de produção interdependente, também precisam de DNA e proteínas, levando a um verdadeiro dilema (ao estilo de “quem surgiu primeiro, o ovo ou a galinha?”), tanto para teorias sobre a origem da vida quanto para a evolução,[21] cuja única solução para essa interdependência funcional é conceber que foram formados ao mesmo tempo.

Referências:

[1] Moore R. “The ‘Rediscovery’ of Mendel’s Work.” Bioscene 2004; 27(2):13-24. Disponível em: http://papa.indstate.edu/amcbt/volume_27/v27-2p13-24.pdf

[2] Dickins D. “Mendelian Genetics Rediscovered.” Wiley StatsRef: Statistics Reference Online, 2014. Disponível em:http://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1002/9781118445112.stat06663/abstract

[3] Crick FHC, Orgel LE. “Directed panspermia.” Icarus 1973; 19(3):341-346.

[4] Shklovskii IS, Sagan C. Intelligent life in the universe. San Francisco, CA: Holden-Day, 1966.

[5] Andrew SE, Peters AC. “DNA Instability and Human Disease.” Am J Pharmacogenomics. 2001; 1(1):21-8.

[6] Mills KD, Ferguson DO, Alt FW. “The role of DNA breaks in genomic instability and tumorigenesis.” Immunol Rev. 2003; 194:77-95.

[7] Church GM, Gao Y, Kosuri S. “Next-Generation Digital Information Storage in DNA.”Science. 2012; 337(6102):1628.

[8] Yoshida MA, Ogura A. “Genetic mechanisms involved in the evolution of the cephalopod camera eye revealed by transcriptomic and developmental studies.” BMC Evol Biol. 2011; 11:180.

[9] Pinnapureddy AR, Stayner C, McEwan J, Baddeley O, Forman J, Eccles MR. “Large animal models of rare genetic disorders: sheep as phenotypically relevant models of human genetic disease.” Orphanet J Rare Dis. 2015; 10:107.

[10] MacDonald IM, Haney PM, Musarella MA. “Summary of ocular genetic disorders and inherited systemic conditions with eye findings.” Ophthalmic Genet. 1998; 19(1):1-17.

[11] Lodish HF, Berk A, Matsudaira PT, Kaiser C, Krieger M, Scott M, Zipursky S, Darnell J.Molecular Cell Biology. 5th ed. New York, NY: W.H. Freeman and Company, 2004.

[12] Nachman MW, Crowell SL. “Estimate of the Mutation Rate per Nucleotide in Humans.”Genetics. 2000; 156(1):297-304.

[13] Dolgin E. “Human mutation rate revealed.” Nature News (27 ago. 2009). Disponível em:http://www.nature.com/news/2009/090827/full/news.2009.864.html

[14] Lynch M. “Rate, molecular spectrum, and consequences of human mutation.” Proc Natl Acad Sci USA. 2010; 107(3):961-8.

[15] Eyre-Walker AKeightley PD. “High genomic deleterious mutation rates in hominids.”Nature. 1999; 397(6717):344-7.

[16] Shabalina SA, Ogurtsov AY, Kondrashov VA, Kondrashov AS. “Selective constraint in intergenic regions of human and mouse genomes.” Trends Genet. 2001; 17(7):373-6.

[17] Keightley PD. “Rates and Fitness Consequences of New Mutations in Humans.”Genetics. 2012; 190(2):295-304.

[18] Crow JF. “The high spontaneous mutation rate: is it a health risk?” Proc Natl Acad Sci USA. 1997; 94(16):8380-6.

[19] Mathews LA, Cabarcas SM, Hurt EM. DNA Repair of Cancer Stem Cells. [ebook] Springer, 2013.

[20] Olivier M, Hollstein M, Hainaut P. “TP53 Mutations in Human Cancers: Origins, Consequences, and Clinical Use.” Cold Spring Harb Perspect Biol. 2010; 2(1):a001008.

[21] Wolf YI, Koonin EV. “On the origin of the translation system and the genetic code in the RNA world by means of natural selection, exaptation, and subfunctionalization.” Biol Direct. 2007; 2:14.

TiktaalikFósseis de transição

Analisemos a primeira afirmação: “Um dos mais famosos fósseis de todos os tempos é o Archaeopteryx.”

O Archaeopteryx não é a forma intermediária de nada, é somente uma ave extinta, fato defendido até por evolucionistas como Alan Feduccia, autoridade mundial em aves, que afirmou: “Paleontólogos têm tentado tornar o Archaeopteryx em um dinossauro emplumado, que caminha no chão. Mas ele não é. É uma ave, do tipo passeriforme (tipo de ave que vive em árvores). E nem um monte de ‘paleobaboseiras’ irá mudar isso.”[1]

É possível encontrar mais evidências sobre isso neste artigo

Analisemos a segunda afirmação: “Há também fósseis que medem a evolução dos cavalos modernos a partir do minúsculo Eohippus.”

Não, não há um fóssil sequer. De fato, essa história puramente especulativa e sua persistente divulgação em livros e museus foi algo criticado até por Niles Eldredge, outro evolucionista renomado.[2]

Analisemos a terceira afirmação: “Baleias tinham ancestrais quadrúpedes que andavam sobre a terra, e criaturas conhecidas como Ambulocetus e Rodhocetus ajudaram a fazer essa transição.”

Nenhuma dessas formas intermediárias é considerada como fato conclusivo, pelo contrário, o fóssil do Ambulocetus não possui o orifício nasal no topo da cabeça, como é comum em cetáceos, algo confessado pelo Dr. Hans Thewissen,[3] assim como ocorre com o Rodhocetus, cujos fósseis verdadeiros não possuem a cauda e as barbatanas encontradas em baleias, como admitido pelo Dr. Philip Gingerich.[4]

A verdade é que o registro fóssil falhou completamente em apoiar a evolução, como relata Robert Carroll: “O que estão faltando são as inúmeras formas intermediárias hipotetizadas por Darwin, assim como a contínua divergência das maiores linhagens, gerando a morfologia distinta entre (diferentes) classes adaptativas.”[5]

Analisemos a quarta afirmação: “Outros ramos se mostraram mais resistentes, permitindo que as espécies continuassem em novas direções (aves, como um ramo dos dinossauros, são um excelente exemplo).”

As aves não evoluíram dos dinossauros. Em 2011, um estudo desafiou a centralidade do Archaeopteryx na transição para as aves; dessa vez a descoberta de um novo fóssil e uma análise filogenética mais abrangente sugeriu que o Archaeopteryx (o suposto elo de transição entre dinossauros e aves), antes considerado da família aviária, seja agora incluído numa família relacionada a dinossauros não aviários (Deinonychosauria).[6] Dito de outra forma, antes foi considerado ave extinta e hoje dinossauro não aviário; essas divergências entre as “evidências evolutivas” apenas mostram a ausência de fósseis de transição e a inconsistência do argumento cladístico que insiste em apoiar a hipótese falha dos fósseis transicionais. 

Em 2000, um estudo encontrou um fóssil, mal preservado e incompleto, que foi classificado como um pequeno réptil planador de supostos 220 milhões de anos atrás (Triássico superior).[7] O curioso é que esse réptil, chamado de Longisquama insignis, apresentou estruturas semelhantes a penas de aves modernas e teria vivido 75 milhões de anos antes do suposto elo transicional (Archaeopterix) entre dinossauros e aves. Entretanto, outros pesquisadores acreditam que se trate apenas de uma ave extinta. Portanto, parece que terão que reescrever novamente a teoria da evolução em relação à forma teria se dado o surgimento das penas.

Em 2012, um segundo estudo descreveu a descoberta de dois fósseis de dinossauros (Sinocalliopteryx gigas) que viveram há cerca de 120 milhões de anos (período Cretáceo) e que se alimentaram de uma ave – com voo motorizado e com bico em vez de dentes – conhecida como Confuciusornis sanctus.[8] Portanto, o esqueleto dessa ave encontrado no estômago dos dinossauros evidencia que os dinossauros não poderiam ter evoluído para pássaros porque, entre outras razões, eles se alimentavam de pássaros durante a vida. O mais intrigante é que essa não é a única evidencia de aves em estômago de dinossauros.[9]

É possível encontrar mais evidências sobre isso neste artigo

Referências:

[1] Morell V. “Archaeopteryx: Early Bird Catches a Can of Worms.” Science. 1993; 259(5096):764-5.

[2] Dr. Niles Eldredge em entrevista feita por Luther Sunderland, publicada no livroDarwin’s Enigma: Fossils and Other Problems. 4th ed. (El Cajon, CA: Master Books, 1988).

[3] Entrevista com o Dr. Hans Thewissen. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=uccden3r98A

[4] Entrevista com o Dr. Philip Gingerich. Disponível em:https://www.youtube.com/watch?v=N–Xtcr8h7k

[5] Carroll RL. “Towards a new evolutionary synthesis.” Trends Ecol Evol. 2000; 15(1):27-32.

[6] Xu XYou HDu KHan F. “An Archaeopteryx-like theropod from China and the origin of Avialae.” Nature. 2011; 475(7357):465-70.

[7] Jones TD, Ruben JA, Martin LD, Kurochkin EN, Feduccia A, Maderson PF, Hillenius WJ, Geist NR, Alifanov V. “Nonavian Feathers in a Late Triassic Archosaur.” Science. 2000; 288(5474):2202-5.

[8] Xing L, Bell PR, Persons IV WS, Ji S, Miyashita S, Burns ME, Ji Q, Currie PJ. “Abdominal Contents from Two Large Cretaceous Compsognathids (Dinosauria: Theropoda) Demonstrate Feeding on Confuciusornithids and Dromaeosaurids.” PLoS One. 2012; 7(8):e44012.

[9] O’Connor J, Zhou Z, Xu X. “Additional specimen of Microraptor provides unique evidence of dinosaurs preying on birds.” Proc Natl Acad Sci USA. 2011; 108(49):19662-5.

Traços iguais a antepassados comuns

Não exatamente. Embora Darwin tenha observado a existência de traços comuns em vários organismos, principalmente em animais criados e selecionados por humanos (aliás, foi da criação seletiva por parte dos agricultores que Darwin tirou inspiração para criar a ideia de seleção natural), ele se equivocou ao extrapolar e sugerir que todas as espécies (vivas e extintas) seriam descendentes de um mesmo ancestral primordial, como visto a seguir: “Portanto, eu deveria inferir por analogia que todos os seres orgânicos que já existiram na Terra provavelmente descendem de uma forma primordial, na qual a vida foi primeiramente soprada.”[1]

Darwin concluiu isso com base no conhecimento rudimentar da época. Uma observação superficial e grosseira iria mesmo mostrar muitas aparentes semelhanças entre diferentes organismos. No entanto, os detalhes genéticos, bioquímicos e fisiológicos descobertos nas últimas décadas demonstram diferenças enormes.

Analisemos a seguinte afirmação: “Por exemplo, a forma e a estrutura (morfologia) de cervos, alces, cavalos e zebras são muito semelhantes. Não surpreendentemente, eles compartilham um ancestral comum.”

É verdade que esses animais apresentam semelhanças, no entanto, esse fato não é suficiente para sustentar a hipótese de ancestralidade universal. Ao corroborar o conceito criacionista de baramins (espécies, tipo; termo extraído da palavra hebraica barah), as evidências indicam que espécies de uma mesma família descendem de ancestrais comuns, mas que não há ligações ancestrais entre organismos de táxons/famílias diferentes.

Tomemos como exemplo os felinos. Comparações genéticas realizadas entre tigres e gatos domésticos revelaram uma semelhança genômica total de 95,6%,[2] além de uma similaridade de 98,8% entre os genes codificantes de proteínas de ambos.[2] É notável a semelhança entre esses animais sob todos os ângulos (incluindo anatomia, comportamento, instintos, etc.), bem como o fato de vários deles poderem cruzar uns com os outros (a saber, todas as combinações entre tigres vs leões vs jaguares vs leopardos, pertencentes ao gênero Panthera, além de várias combinações possíveis entre espécies da subfamília Felinae, incluindo o gato doméstico e variedades selvagens, linces, etc.).

Essas evidências indicam que são mesmo espécies e raças descendentes de precursores igualmente felinos. Já quando comparamos com outras famílias, mesmo que sejam de outros mamíferos, um “abismo” se forma, onde o número de diferenças é enorme, e as semelhanças, cada vez mais escassas, de maneira a tornar impossível qualquer sugestão de ligação evolutiva; por isso, o fato de haver semelhanças entre diferentes táxons em nada fere o modelo criacionista.

Finalmente, é importante frisar que esses eventos de especiação (considerados parte da “microevolução”, ou seja, mudanças dentro do nível de espécies), de maneira alguma podem levar à chamada macroevolução (isto é, evolução acima do nível de espécies), em que ocorre surgimento de novos táxons (exemplo, aves surgirem a partir de répteis após milhões de anos). Mas por que exatamente a microevolução (adaptação) não poderia dar sequência à macroevolução? Porque o processo de microevolução não possibilita o surgimento de nova informação genética (novos genes, proteínas, mecanismos regulatórios, epigenéticos, metabólicos, etc.). Devem ocorrer aumento de informação genética e surgimento de novos elementos complexos e funcionais para que novos órgãos, funções e classes taxonômicas surjam, e isso é o que não ocorre em casos de adaptação.

Os canídeos são o melhor exemplo dos custos causados pela especiação e seleção. Cerca de 300 raças conhecidas surgiram nos últimos 200 anos [3], tendo sofrido grande cruzamento seletivo e isolamento de outras raças, a fim de manter sua “pureza”, o que, obviamente, inclui inúmeros casos de incesto. Para Darwin, isso certamente seria algo benéfico, que levaria ao aprimoramento ilimitado dessas raças, mas a verdade é que a ciência demonstra exatamente o contrário: a seleção intensa desses animais causou prejuízos enormes à saúde e ao fitness deles (aptidão).

Os cães representam a segunda posição em número de doenças hereditárias catalogadas, atrás apenas do ser humano;[4] segundo um estudo recente, no Reino Unido, 27% dos cães morreram por conta de câncer;[3] esse mesmo estudo relatou que uma pesquisa anterior na Dinamarca constatou que 14,5% das mortes caninas foram causadas por cânceres, além de um levantamento sobre a causa da morte de dois mil cães, que demonstrou que 23% deles foram vitimados por tumores. Outro estudo[5] demonstrou que casos de doenças no disco intervertebral, hipotireoidismo, estenose aórtica, síndrome da dilatação vólvulo gástrica, catarata, displasia nos cotovelos, epilepsia, cardiomiopatia dilatada, derivação hepática portossistêmica e dermatites alérgicas ocorrem mais em raças puras do que em “vira-latas”. Outras doenças pesquisadas não demonstraram maior prevalência em raças puras do que em cães mistos, mas vale lembrar que cães são descendentes de lobos cinzentos;[6] então, é óbvio que todos sejam sujeitos a várias doenças por conta do decaimento decorrente dos processos de especiação.

Em gatos domésticos a tendência é a mesma, segundo Leslie A. Lyons (7): “a maioria das doenças [genéticas] são identificadas em gatos de raça, que representam um pequeno percentual da população mundial de gatos, talvez de 10% a 15% [da população] nos EUA”.

O declínio na qualidade e variação genética por conta de seleção também tem sido amplamente observado na agricultura. Picone e Van Tassel[8] relataram como o cultivo de inúmeras variedades de plantas cultiváveis foi substituído por poucas variedades selecionadas por serem amplamente produtivas. De acordo com relatório das Nações Unidas, 75% das variedades cultiváveis foram perdidas ao longo do século 20, causando o processo chamado de “erosão genética”.

Segundo Bijlsma e Loeschcke,[9] descobriu-se que perda de variação genética leva ao declínio nas respostas ao estresse ambiental entre populações geneticamente erodidas, em que a ação combinada da redução na tolerância por conta da endogamia/consanguinidade (cruzamento entre indivíduos aparentados) com a perda de potencial genético impedem respostas adaptativas e aumentam grandemente o risco de extinção sob condições de estresse ambiental.

Para Cooper,[10] está claro o quanto os eventos de especiação tornam os organismos frágeis e menos aptos: “A maravilha da diversidade biológica esconde um contexto enigmático. As espécies são definidas tanto por suas limitações quanto por suas capacidades. Muito poucas espécies conhecidas toleram viver em uma ampla variedade de ambientes” (ênfase nossa).

Cooper também descreve que uma das explicações para essa diminuição no fitness das espécies é que uma “sombra seletiva” recai sobre traços não utilizados, tornando-os suscetíveis à erosão mutacional, induzida pela deriva genética aleatória.

Essas evidências nos levam à seguinte pergunta: Se a seleção permite a perda de traços e genes não utilizados em um dado ambiente, então, como os darwinistas poderiam explicar o aumento e a fixação da variação e do potencial genético ao longo de milhões de anos?

Referências:

[1] Darwin CR. On the origin of species by means of natural selection, or the preservation of favoured races in the struggle for life. 1st ed. London: John Murray, 1859.

[2] Cho YS, et al. “The tiger genome and comparative analysis with lion and snow leopard genomes.” Nat Commun. 2013;4:2433.

[3] Dobson JM. “Breed-Predispositions to Cancer in Pedigree Dogs.” ISRN Vet Sci. 2013; 2013:941275.

[4] Bellumori TP, Famula TR, Bannasch DL, Belanger JM, Oberbauer AM. “Prevalence of inherited disorders among mixed-breed and purebred dogs: 27,254 cases (1995-2010).” J Am Vet Med Assoc. 2013 Jun 1;242(11):1549-55.

[5] Oberbauer AM, Belanger JM, Bellumori T, Bannasch DL, Famula TR. “Ten inherited disorders in purebred dogs by functional breed groupings.” Canine Genet Epidemiol. 2015 Jul 11;2:9.

[6] Boyko AR. “The domestic dog: man’s best friend in the genomic era.” Genome Biol.2011;12(2):216.

[7] Lyons LA. “Feline Genetics: Clinical Applications and Genetic Testing.” Top Companion Anim Med. 2010 Nov. 25(4):203-12.

[8] Picone C, Van Tassel DL. “Agriculture and biodiversity loss: industrial agriculture.” In: Eldredge N (Ed). Life on Earth: An Encyclopedia of Biodiversity, Ecology and Evolution. Santa Barbara, CA: ABC-CLIO publishers, 2002. Disponível em:https://landinstitute.org/wp-content/uploads/2014/04/Picone-and-Van-Tassel-2002.pdf

[9] Bijlsma R, Loeschcke V. “Genetic erosion impedes adaptive responses to stressful environments.” Evol Appl. 2012 Feb; 5(2):117–129.

[10] Cooper VS. “The Origins of Specialization: Insights from Bacteria Held 25 Years in Captivity.” PLoS Biol. 2014 Feb; 12(2): e1001790.

Traços vestigiais

Analisemos a seguinte afirmação: “Nos seres humanos, exemplos clássicos incluem o apêndice, os dentes do siso e as amígdalas. Não por acaso, a maioria das pessoas acaba tendo que retirá-los artificialmente.”

Há muito tempo o apêndice tem sido considerado pelos naturalistas darwinianos como um “órgão vestigial”. No entanto, estudos têm mostrado que ele possui múltiplas funções e é de extrema importância para a manutenção da saúde humana. O apêndice em lactantes e crianças tem a aparência de um órgão linfoide bem desenvolvido e possui importantes funções imunológicas.[1] 

apendicePesquisa recente revelou que o apêndice humano pode proteger contra a infecção recorrente por Clostridium difficile.[2] Os resultados indicaram que indivíduos sem apêndice foram quatro vezes mais propensos a ter uma infecção recorrente por Clostridium difficile (um patógeno comum em hospitais). Enquanto a infecção recorrente nos indivíduos com o apêndice intacto foi de apenas 11%, em indivíduos sem o apêndice a recorrência atingiu 48% dos casos. Outro estudo sugere que o apêndice vermiforme funciona como uma casa segura para a sobrevivência de bactérias intestinais comensais (bactérias boas), facilita o crescimento da flora bacteriana normal (cultiva as bactérias boas), e permite a recolonização do cólon após diarreias ou uso de antibióticos que matam as bactérias benéficas.[3]

É possível encontrar mais evidências sobre isso neste artigo.

Outro exemplo usado por evolucionistas para fundamentar suas alegações é o fato de que temos problemas com os dentes do siso. No entanto, a extração do terceiro molar com a finalidade de prevenir doença não é mais lógica do que a extração dos primeiros ou segundos molares para os mesmos fins.[4] Pesquisas têm observado que há outras maneiras de resolver os problemas com os dentes do siso, em vez de apenas extraí-los. As evidências sugerem que os problemas verificados com os dentes do siso na sociedade moderna são devidos, em grande parte, à adaptação a um novo padrão alimentar que não dá aos dentes o treino que eles exigem para assegurar a relação adequada com a boca.

É possível encontrar mais evidências sobre isso neste artigo

Referências:

[1] Moore KL. Clinically Oriented Anatomy. Baltimore: Williams & Wilkins, 1992.

[2] Im GYModayil RJLin CTGeier SJKatz DSFeuerman MGrendell JH. “The Appendix May Protect Against Clostridium difficile Recurrence.” Clin Gastroenterol Hepatol. 2011; 9(12):1072-7.

[3] Bollinger RR, Barbas AS, Bush EL, Lin SS, Parker W. “Biofilms in the large bowel suggest an apparent function of the human vermiform appendix.” J Theor Biol. 2007; 249(4):826-31.

[4] Daily T. “Third molar prophylactic extraction: a review and analysis of the literature.” General Dentistry 1996; 44(4):310-320.

Traços imperfeitos

Analisemos a primeira afirmação: “Há muitas falhas no corpo humano. A garganta (faringe), por exemplo, serve como um canal tanto para alimentos quanto para a passagem de ar.”

São inúmeras as tentativas argumentativas dos neodarwinistas em afirmar que nossas supostas deficiências físicas existem porque a seleção natural nos faz sobreviver “apenas o tempo suficiente para nos reproduzir”. Eles também chamam esses supostos defeitos de “bad design”. Mas será mesmo que a faringe humana é um projeto ruim? Para compreendermos melhor a fisiologia e a função do projeto atual da faringe e suas implicações para a sobrevivência humana, reportemo-nos às diversas evidências científicas a favor do projeto presentes neste artigo.

Analisemos a segunda afirmação: “Depois, há a nossa incapacidade de sintetizar naturalmente vitamina C.”

Para os evolucionistas, um dos exemplos de descendência comum é a evolução do gene responsável pela etapa final na produção de vitamina C. O ser humano tem esse gene, chamado GULO (L-gulonolactone oxidase), mas ele não funciona devido à presença de uma mutação que resulta na incapacidade para sintetizar a proteína. Sem a enzima GULO, o ser humano não produz a vitamina C. É por isso que humanos têm que beber suco de laranja ou encontrar alguma outra fonte externa de vitamina C. No entanto, o fato de o ser humano não ser capaz de produzir sua própria vitamina C não é um problema, visto que ele é capaz de consumir mais do que o suficiente de vitamina C em sua dieta. Pesquisas sugerem que os organismos sem um gene GULO funcional (como o do ser humano) têm um método de “reciclagem” da vitamina C que obtêm de suas dietas, utilizando células vermelhas do sangue.[1]

Ademais, os evolucionistas afirmam que, por meio do sequenciamento do gene GULO e do rastreamento de mutações, é possível rastrear exatamente quando a capacidade de sintetizar a vitamina C foi perdida.[4] Para eles, a perda ocorreu em um suposto ancestral que teria dado origem a toda a linhagem de primatas antropoides. No entanto, um artigo publicado recentemente sugere que a ancestralidade comum devido à perda de autoprodução de vitamina C é falsa.[2]

É possível encontrar mais evidências sobre isso neste artigo

Referências:

[1] Montel-Hagen A, Kinet S, Manel N, Mongellaz C, Prohaska R, Battini JL, Delaunay J, Sitbon M, Taylor N. “Erythrocyte Glut1 Triggers Dehydroascorbic Acid Uptake in Mammals Unable to Synthesize Vitamin C.” Cell. 2008; 132(6):1039-1048. 

[2] Tomkins J. “The Human GULO Pseudogene—Evidence for Evolutionary Discontinuity and Genetic Entropy.” Answers Research Journal 2014; 7:91-101.

Ernst_HaeckelDesenvolvimento embrionário inicial

Analisemos a primeira afirmação: “Os embriões de humanos e outros animais muitas vezes apresentam características físicas semelhantes em determinadas fases.”

Não, eles não apresentam características semelhantes. Em 1868, Haeckel usou uma série de desenhos falsificada para dar sustentação à sua teoria.[1] Entre esses desenhos estava um do 25º dia de um embrião de cachorro que tinha sido anteriormente publicado por T. L. W. Bischoff, em 1845, e um desenho da 4ª semana de um embrião humano, publicado em 1851-59 por A. Ecker.[2] Se não bastasse, Haeckel havia somado 3,5 milímetros ao desenho da cabeça do embrião de cachorro, desenhado por Bishoff, e subtraído 2 milímetros do desenho da cabeça do embrião humano desenhado por Ecker, dobrou a duração do posterior humano e alterou substancialmente os detalhes do olho humano.

Em 1874, os desenhos de embriões de Haeckel foram provados falsos pelo famoso embriologista comparativo e professor de anatomia na Universidade de Leipzig Wilhelm His.[2] Em 1997, uma publicação científica de autoria do embriologista Michael Richardson e colaboradores trouxe novamente à tona o trabalho meticuloso e fraudulento de Haeckel ao comprovar cientificamente a falsificação por meio da comparação de fotos reais dos embriões vertebrados com os desenhos de Haeckel.[3]

É possível encontrar mais evidências sobre isso neste artigo.  

Referências:

[1] Haeckel E. Natürliche Schöpfungs-geschichte. Berlin: George Reimer, 1868; os desenhos podem ser vistos na página 240. Disponível em:

https://archive.org/stream/natrlichesch1868haec#page/260/mode/2up

[2] Grigg R. “Ernst Haeckel: Evangelist for evolution and apostle of deceit.” Journal of Creation 1996; 18(2):33-36.

[3] Richardson MK.  Hanken J, Gooneratne ML, Pieau C, Raynaud A,  Selwood L,  Wright et GM. “There is no highly conserved embryonic stage in the vertebrates: implications for current theories of evolution and development.” Anatomy and Embryology 1997; 196(2):91-106.

Fonte: Criacionismo.

Produção de energia molecular: desafio maior que Itaipu

itaipu-hidreletricaVocê já teve a oportunidade de visitar uma usina hidrelétrica? Há alguns anos tive visitei a maior geradora de energia limpa e renovável do planeta, a Itaipu Binacional. Durante a visita, é possível conhecer alguns setores da usina e aprender um pouco sobre o funcionamento de uma hidrelétrica. Usinas desse tipo utilizam a energia das águas de um rio para produzir energia elétrica. Para isso, são construídas duas grandes estruturas principais: o vertedouro e a barragem. A barragem tem a função de represar o rio, formando um reservatório de água, um lago. O vertedouro possui comportas por onde escoará o excesso de água represado e que não será utilizado na produção de energia elétrica. Os vertedouros geralmente são a maior atração aos visitantes, como, por exemplo, na usina de Itaipu, onde o vertedouro tem capacidade de vazão equivalente a 40 Cataratas do Iguaçu! Ver toda essa água escoando por um declive de 30 metros é realmente um espetáculo!

A usina hidrelétrica de Itaipu é realmente um gigantesco desafio da engenharia concretizado. A altura da barragem chega a 196 metros, o equivalente a um prédio de 65 andares! O concreto utilizado na construção da usina permitiria construir 210 estádios como o Maracanã, e o ferro e aço utilizados seriam suficientes para a construção de 380 torres Eiffel! Quando a usina completou 20 anos de operação, em 2004, já havia produzido energia suficiente para abastecer o mundo inteiro durante 36 dias! Por esses e outros motivos, a usina hidrelétrica Itaipu Binacional foi considerada pela Associação Norte-Americana de Engenheiros Civis como uma das sete maravilhas do mundo moderno.

Mas como é produzida a energia? O princípio básico é simples: o reservatório de água represada encontra-se num nível elevado em relação à continuidade do rio após a barragem. A barragem, por sua vez, possui canais que ligam os dois lados dela, e dessa forma a água represada despenca com grande força através desses canais. No interior dos canais encontra-se a turbina, uma espécie de hélice que gira quando a água passa empurrando suas pás, rodando um eixo onde está preso um ímã que, consequentemente, também gira. Devidamente posicionado à frente do ímã está uma bobina, um conjunto de fios de cobre onde os elétrons são impulsionados pela corrente alternada gerada pela rotação do ímã. A corrente de elétrons, ou seja, a eletricidade é conduzida da bobina para transformadores que fazem os ajustes necessários para a distribuição da energia elétrica. Em resumo, trata-se de um equipamento de conversão da energia cinética da água para uma forma de energia que é melhor para ser utilizada pelo ser humano: a energia elétrica.

Apesar da fácil compreensão, para que o processo funcione é necessário que várias complicadas leis da física sejam precisamente ajustadas por diversas máquinas e estruturas de grande engenhosidade e alta complexidade tecnológica.

figura 1É possível visualizar na imagem acima a base do processo que acabei de descrever. E se eu lhe dissesse que cada pessoa é dona de uma tecnologia como essa? Que cada um possui toda essa tecnologia organizada de forma microscópica dentro do seu próprio corpo? Parece difícil de acreditar? Saiba que não é apenas uma ilustração didática, estou realmente falando de um mecanismo muito parecido; ideia impossível sob uma perspectiva evolucionista, mas completamente normal sob o ponto de vista criacionista. Temos dentro de nós uma surpreendente estrutura chamada mitocôndria!

A mitocôndria é uma importante organela celular que, assim como uma usina hidrelétrica, tem a função de converter um tipo de energia em outro de melhor utilização; no caso do nosso corpo, converter a energia estocada na forma de açúcares e gordura em moléculas de adenosina trifosfato (ATP). Como a energia dessas moléculas é liberada por meio da quebra de suas ligações, açúcares e gorduras são substâncias de difícil utilização, pois são muito estáveis; além disso, possuem energia muito concentrada: se essa energia fosse diretamente usada seria produzido tanto calor que as células queimariam instantaneamente. Já o ATP é um composto instável e a enzima (ATPase) que quebra suas ligações liberando energia é abundante na célula. O ATP pode ser produzido em grande quantidade a partir dos açúcares e das gorduras, e suas ligações são menos energéticas, o que permite uma liberação gradual de energia.

Duas membranas delimitam a mitocôndria, uma externa e outra interna. Na membrana interna, estão localizadas duas estruturas principais, sobre as quais falarei mais adiante, que são a cadeia transportadora de elétrons e a partícula submitocondrial (ou corpúsculo elementar).

Por meio de uma série de reações em cascata (esquematizadas no mapa metabólico) que iniciam fora da mitocôndria e terminam em seu interior, açúcares e gorduras são transformados numa substância chamada Acetil-coenzima A. Essa substância passa por uma nova série de reações em cascata dentro da mitocôndria liberando prótons (H+) e elétrons. Os elétrons liberados são conduzidos através da membrana interna da mitocôndria pela cadeia transportadora de elétrons, uma cadeia de proteínas ricas em ferro e cobre que formam uma verdadeira rede de “fios elétricos” na membrana interna mitocondrial! A corrente elétrica formada pela passagem dos elétrons por essa cadeia gera energia para o bombeamento dos prótons para o espaço existente entre as duas membranas mitocondriais. Com esse processo, acaba se formando um acúmulo de prótons em grande concentração no espaço entre as membranas, muito maior que no espaço mais interior da mitocôndria delimitado pela membrana interna, onde os prótons foram inicialmente liberados a partir da Acetil-coenzima A. Comparando com a usina hidrelétrica, poderíamos dizer que ocorre um represamento de prótons de um lado da membrana interna mitocondrial, sendo que esta acaba servindo como uma barragem, separando os diferentes níveis de prótons encontrados em cada lado, assim como a barragem da usina hidrelétrica separa os dois lados com diferentes níveis de água.

A barragem da usina possui canais por onde a água em nível mais elevado fluirá para o outro lado a fim de usar a força da passagem da água para mover a turbina. A mesma coisa ocorre na “barragem” da mitocôndria! Os prótons em alta concentração passarão através de canais na membrana interna para o lado menos concentrado e, por incrível que pareça, essa passagem dos prótons serve para movimentar uma turbina existente no interior desses canais! O conjunto “canal-turbina” é a partícula submitocondrial, e a turbina é formada por uma estrutura proteica chamada ATP sintase. Essa proteína possui uma parte que fica dentro do canal, a qual tem o formato de hélice, e quando os prótons passam pelas pás da hélice a movimentam. Fixado à hélice existe um eixo que se estende para fora do canal e também gira com a hélice, e na extremidade exterior do eixo está outra parte da ATP sintase, a qual por meio da rotação vai encaixando moléculas numa sequência exata, formando finalmente o ATP.

figura 2É muito interessante ressaltar que essa usina mitocondrial é bem completa, possuindo também o vertedouro! Proteínas na membrana interna chamadas termogeninas atuam liberando o excesso de prótons do espaço intermembranas, os quais não serão utilizados na produção de energia.

Construir uma usina grande como a de Itaipu foi um tremendo desafio para a engenharia, mas imagine o inverso: construir tudo isso no tamanho de apenas alguns nanômetros (um nanômetro equivale a uma parte de um milímetro dividido em um milhão de partes)! Quem seria capaz disso? Não é maravilhoso saber que temos verdadeiras usinas geradoras de energia em nosso corpo? Porém, enquanto a gigante Itaipu possui apenas 20 turbinas, cada mitocôndria possui milhares, e cada célula possui milhares de mitocôndrias! Enquanto as melhores unidades conversoras de energia projetadas pelo ser humano têm rendimento de 20% a 30%, sendo o restante dissipado na forma de calor, a conversão energética realizada pela célula tem rendimento de 50%! São valores consideravelmente mais altos. O restante dissipado em calor é o que mantém nossa temperatura ao redor dos 37ºC, temperatura ideal para o funcionamento do metabolismo humano! Se fosse mais baixa, as reações químicas não aconteceriam, se a temperatura fosse mais alta, as proteínas seriam degradadas. Quem será que fez isso? Desafio alguém a dar uma resposta melhor do que esta: “Foi o Criador!”  

mitocondriaExistem muitas obras humanas idênticas ou que muito se assemelham a processos ou mecanismos orgânicos presentes naturalmente nos seres vivos, entretanto, o exemplo aqui descrito é um dos mais impressionantes, justamente pela sua semelhança com uma das mais fantásticas obras da engenharia humana: as usinas hidrelétricas, e principalmente quando vemos que nosso gerador consegue ser ainda melhor! Essa semelhança é uma fortíssima evidência (eu diria até uma prova) de que os principais processos e estruturas que compõem os seres vivos devem ter uma origem muito inteligente, sendo que na maioria das vezes são ainda mais complexos e mais sofisticados do que maravilhosas obras humanas projetadas e construídas por dezenas dos melhores engenheiros, arquitetos, físicos, químicos e operários, entre outros. Quem tem coragem de dizer que a mitocôndria evoluiu em etapas sucessivas deveria ter a mesma coragem de dizer que a Itaipu Binacional poderia ter sido resultado de múltiplos terremotos no rio Paraná!

Fonte: Roberto Lenz Betz é estudante de Medicina na Universidade Regional de Blumenau; texto escrito com exclusividade para o blog Criacionismo em 20/2/2013.

Espaço e Subespaço Vetorial

Cabral, Marco A. P.; Goldfeld, Paulo. Curso de Álgebra Linear. Rio de Janeiro: Instituto de Matemática, 2008.

Cabral, Marco A. P.; Goldfeld, Paulo. Curso de Álgebra Linear. Rio de Janeiro: Instituto
de Matemática, 2008.

Denotamos por (V, +, . ) o espaço vetorial sobre K.

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VENTURI, Jacir. J. Álgebra Vetorial e Geometria Analítica. 9ª ed. Curitiba. 242 p.:il. 1949.

Figuras:

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SANTOS, Reginaldo J. álgebra Linear e Aplicações. Belo Horizonte: Imprensa Universitária da UFMG, 2010.

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VENTURI, Jacir. J. Álgebra Vetorial e Geometria Analítica. 9ª ed. Curitiba. 242 p.:il. 1949.

Cabral, Marco A. P.; Goldfeld, Paulo. Curso de Álgebra Linear. Rio de Janeiro: Instituto de Matemática, 2008.

Cabral, Marco A. P.; Goldfeld, Paulo. Curso de Álgebra Linear. Rio de Janeiro: Instituto
de Matemática, 2008.

Água da vida!

aguaNem sempre pensamos na maravilha química que está por detrás de um simples copo de água ou de uma gota de chuva. Nesta era de alta tecnologia e engenharia avançada, a mistura de hidrogênio e oxigênio (H2O) é a imagem da simplicidade. No entanto, a água é uma das substâncias mais notáveis do Universo. E os fenômenos relacionados a ela são prova disso.

1. Ação capilar. É a capacidade que a água possui de subir dentro de tubos finos, desafiando a força da gravidade. Quando se coloca a água em um tubo de ensaio, por exemplo, percebe-se que as bordas do líquido em contato com as paredes de vidro se curvam levemente. Isso acontece porque o hidrogênio no material sólido atrai o oxigênio do líquido, fazendo com que a água “se empurre para cima”. Quanto mais fino o tubo, mais rápido a água sobe.

É justamente o fenômeno da ação capilar que mantém vivas todas as plantas, pois do contrário a água e os nutrientes do solo não conseguiriam chegar às folhas mais altas. Desafiando a gravidade e sem a necessidade de bombas, a água sobe através dos veios das plantas.

2. Gelo. Por que o gelo flutua? É uma ocorrência tão normal que achamos o fato comum. Mas o gelo não deveria flutuar, pois é sólido. As moléculas dos sólidos são muito mais unidas do que a dos líquidos. Por isso, quase todas as substâncias são mais pesadas no estado sólido. Mas não a água. Ela parece seguir uma lei própria.

A princípio, quando a água é resfriada, ela segue o comportamento usual dos líquidos: contrai-se, fica mais densa. Mas quando ela esfria abaixo de 4 graus negativos, de repente, começa a se expandir, a ficar menos densa, graças a uma propriedade especial das pontes de hidrogênio de suas moléculas.

É justamente devido ao fato de a água congelada ser mais leve que a líquida, que a vida nos rios e lagos pode ser mantida. Caso a água não se comportasse dessa forma, os rios, lagos e mares ficariam congelados por inteiro no inverno. Mas o que ocorre é que o gelo sólido flutua acima da massa de água líquida, formando uma camada de isolamento que impede o congelamento da água abaixo. Assim, os peixes e outros animais aquáticos são protegidos durante as estações frias.

3. Capacidade de absorver calor sem ferver. A regra é: quanto mais leve a substância, mais baixo o ponto de fervura. Se a água, que está entre as substâncias mais leves, se comportasse como deveria, ferveria a 53 graus negativos! Isso significaria que mesmo o gelo dos pólos ferveria. O sangue também ferveria no corpo dos seres vivos. Enfim, seria uma catástrofe.

Felizmente, a água, mais uma vez, se comporta de modo único. Ela tem ponto de fervura bastante alto, 100ºC. Portanto, é capaz de absorver grande quantidade de calor sem ferver. Por isso mesmo é usada como agente resfriador no motor dos automóveis, por exemplo. E é ela que serve como moderador climático, pois a grande quantidade de umidade na atmosfera regula os extremos de temperatura, tornando a vida possível neste planeta.

Na próxima vez que você beber um copo de água, pense no amor e no cuidado de Deus em criar um líquido tão singular, sem o qual a vida seria impossível.

Fonte: Digitais do Criador.

Outra revista científica cita Deus e causa alvoroço…

Se não é dom de Deus, é o quê?

Se não é dom de Deus, é o quê?

A declaração não é sutil; de fato, é a primeira sentença da introdução em “[Energia] Solar com condensador – uma revisão detalhada”. “A água é um presente de Deus e desempenha um papel-chave no desenvolvimento de uma economia, e em todo o bem-estar de uma nação.” O artigo em si contém algumas poucas similaridades com um artigo de 2010 sobre o mesmo tópico, “Destilação solar ativa – uma revisão detalhada”, que também apareceu na Revista de Energias Renováveis e Sustentáveis. Mas a primeira sentença do artigo é dada de forma ligeiramente diferente: “A água é um presente da natureza, e desempenha um papel-chave no desenvolvimento de uma economia e, e em todo o bem-estar de uma nação. No início deste mês, a PlosONE retratou um artigo que citou “o Criador”; nesse caso, todavia, um autor declarou que a redação resultou de um erro de tradução.

Existem algumas outras similaridades entre os artigos de 2010 e 2016. Por sinal, veja-se alguns excertos dos dois resumos – o primeiro, de 2010, segue: “Por todo o mundo, o acesso à água potável para as pessoas está diminuindo dia a dia. A maior parte das doenças humanas se deve a fontes de água poluídas ou não purificadas. Mesmo hoje, nos países desenvolvidos e em desenvolvimento, encontra-se uma imensa escassez de água por causa de mecanismos não-planejados e poluição criada por atividades humanas. A purificação da água sem afetar o ecossistema é a necessidade do momento.”

E a versão de 2016: “O acesso à água potável às pessoas está diminuindo dia a dia por todo o mundo. A maior parte das doenças humanas são causadas por fontes de água poluídas ou não-purificadas. Purificação da água sem afetar o ecossistema é a necessidade do momento.”

Para ser justo, o artigo de 2016 cita a versão de 2010 na lista de referências – a despeito de que a referência aparece no fim da introdução, não onde as similaridades textuais aparecem primeiro. O artigo de 2010 foi citado 70 vezes, de acordo com o [índice] Thomson Reuters Web of Science; o artigo de 2016 não tinha sido ainda indexado.

A linguagem do [artigo] de 2016 recebeu uma forte reação no Twiter: “É preciso alguma audácia ao fazer plágio de um artigo – no mesmo periódico – e também ao jogar uma referência a Deus!”

Nós contatamos um representante da Elsevier, que publica a revista, o qual nos disse: “Há apenas uma referência a ‘Deus’ na primeira sentença da Introdução, onde diz ‘a água é um dom de Deus’ – isso parece ser uma referência ampla, talvez similar à referência ‘a água é um dom da natureza’, na primeira linha da introdução do artigo de 2010. Então, não pensamos que o artigo de 2016 seja um artigo criacionista, pois o resto do artigo fala sobre a ciência da destilação solar, etc. Nós também estamos pesquisando o artigo de 2016 por duplicação, mas essa é outra história.”

Fonte: Retraction Watch; tradução: Alexsander D. da Silva.

Nota: Deixando de lado o assunto do plágio (que deve mesmo ser condenado), mais uma vez chama a atenção a celeuma criada pelo simples fato de o artigo mencionar Deus. Quando se escreve que a “natureza é sábia” ou que a água é um “dom da natureza”, tudo bem, ainda que se atribuam, com isso, características quase divinas à natureza, numa espécie de adoração pagã repaginada. Se a água não é um dom de Deus, o que é, então? Fruto do acaso? Dois gases que se uniram casualmente para formar um líquido singular e vital (confira)? (Michelson Borges)

“Microevolução” é realmente um termo necessário?

Diversificação de baixo nível

                 Diversificação de baixo nível

Nos últimos anos, no meio criacionista, a utilização de um termo tem chamado a atenção, e particularmente tem me deixado incomodado. Trata-se da palavra “microevolução”. A análise e o uso dessa palavra, o significado do termo, podem nos levar ao contraditório, como veremos a seguir.

“Micro” (milésima parte do milímetro, segundo o Dicionário Aurélio) provém da palavra grega mikros e significa pequeno; “evolução” (transformação gradual e progressiva, aperfeiçoamento, crescimento, segundo o Aurélio) conjunto de modificações em direção a um determinado sentido, que remete a um desenvolvimento gradual e progressivo. Literalmente micro + evolução = evolução em pequena escala. Mas realmente é isso que os criacionistas querem dizer?

Os principais problemas do uso desse termo:

  1. Pouco utilizado no meio evolucionista brasileiro. Participo de alguns eventos ligados ao debate criacionismo x evolucionismo, além de acompanhar alguns sites que debatem o assunto com diferentes perfis ideológicos. O termo microevolução basicamente é utilizado em materiais criacionistas (o próprio Michelson explica por que o termo é de baixo uso entre os evolucionistas: confira).  
  1. O significado do termo não é de tão fácil explicação. Microevolução é a ocorrência de mudanças evolutivas em pequena escala, como as mudanças de frequências gênicas dentro de uma população, ao longo de um número reduzido de gerações. E essas alterações acontecem ao nível ou abaixo do nível taxonômico da espécie. Os processos microevolutivos se devem a quatro diferentes processos: mutação, seleção natural, deriva genética e fluxo gênico (migração). Ou seja, para realmente compreender e explicar o termo de maneira clara e objetiva, o indivíduo deve possuir um conhecimento básico sobre genética, populações e taxonomia.
  1. A mutação e a seleção natural levam a uma evolução? Existem diversas instituições e organizações (sociedades criacionistas, etc.) que debatem esse assunto, com maior propriedade e profundidade. Algumas considerações apenas: como engenheiro agrônomo, utilizo o melhoramento genético (não considerarei a transgenia), as leis de Mendel, na busca de variedades mais produtivas. Quando em uma determina espécie (milho, por exemplo) ocorre o cruzamento dos indivíduos para a criação de uma nova variedade, procuram-se indivíduos que expressem características de interesse agronômico, como tamanho de espiga, peso de grãos, resistência hídrica, resistência a doenças. Normalmente, esses indivíduos perdem outras características. Exemplo: uma variedade altamente produtiva pode ser mais sensível a determinadas pragas e doenças, ou ser mais sensível ao déficit hídrico, ou não possuir a melhor morfologia para a atividade agrícola. O melhoramento genético não está evoluindo essa espécie, apenas adaptando os indivíduos a um determinando ambiente altamente competitivo e para um fim especifico (a produção). Esse raciocínio vale tanto para a produção vegetal quanto animal. No ecossistema, também ocorre a seleção dos indivíduos mais aptos a sobreviver nos diferentes ambientes. Logo, não ocorre evolução, mas, sim, adaptação.
  1. Ipsis litteris. O significado (ou, segundo o Aurélio, o “sentido”, ou “aquilo que uma coisa quer dizer”) do termo. Como citado anteriormente, microevolução = evolução em pequena escala. Os criacionistas acreditam que está ocorrendo essa evolução? Acredito que não! No ambiente de debate que permeia os assuntos sobre criacionismo e evolucionismo, que muitas vezes beira ao passional, os termos utilizados devem ser claros, e preferencialmente objetivos, para não dificultar a relação e o entendimento de indivíduos que creem em visões opostas de mundo/filosofia.
  1. O fator teológico. Os criacionistas que creem no relato literal da criação bíblica em sete dias (ex.: adventistas) acreditam que Deus criou tanto o mundo quanto o ser humano perfeitos, e o pecado degenerou (e ainda está degenerando) o homem e a criação. O ser humano e o planeta Terra só serão restaurados após o retorno de Jesus Cristo. Então, como pode haver evolução (mesmo em pequena escala, ou evolução horizontal e não vertical), se ocorre a degeneração pelo pecado?

Outro ponto a ser considerado é em relação aos membros leigos – um individuo que não tem o conhecimento acadêmico adequado pode acreditar que determinada denominação religiosa que anteriormente tinha o criacionismo como uma de suas crenças agora aceita a teoria evolucionista.

A ciência se desenvolve, mudam-se as nomenclaturas, as definições, etc., mas realmente o termo microevolução tem levantado mais dúvidas e dificuldades do que os termos utilizados anteriormente para o mesmo fim.

Devido aos problemas citados acima, defendo que se faça a substituição desse termo por outras expressões técnicas, como, por exemplo, ADAPTAÇÃO, VARIAÇÕES BIOLÓGICAS ou DIVERSIFICAÇÃO DE BAIXO NÍVEL, expressões que já são utilizadas na literatura acadêmica e que são de fácil compreensão, e são aceitas pela comunidade científica.     

Fonte: Jetro Salvador é doutor em Produção Vegetal e mestre em Ciência do Solo. Gerência de Apoio Técnico, Agência de Defesa Agropecuária do Paraná via Criacionismo.