Descoberta estrela que pode mudar teorias astronômicas

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        O que sabemos pode estar errado

Pela primeira vez, manchas solares – ou manchas estelares – foram fotografadas diretamente em uma estrela que não o Sol. “Enquanto manchas solares por imagiologia foram uma das primeiras coisas que Galileu fez quando começou a usar o telescópio recém-inventado, demorou mais de 400 anos para fazermos um telescópio poderoso o suficiente que pudesse fotografar pontos em estrelas além do Sol”, disse John Monnier, astrônomo da Universidade de Michigan, nos EUA. E os resultados foram surpreendentes: a estrela parece ter um “motor interno” diferente do Sol, o que se manifesta em um campo magnético muito diverso. Como o único modelo de estrela que os astrônomos tinham até hoje era o próprio Sol, os dados não batem com as atuais teorias de como os campos magnéticos das estrelas influenciam sua evolução. E mais dados exigem melhores teorias.

A grande diferença descoberta quando os astrônomos observaram a estrela Zeta Andrômeda é que suas manchas solares não estão ao redor do equador, como acontece no Sol, mas nos polos da estrela. O posicionamento diferente das manchas indica que o campo magnético da estrela é gerado por dinâmicas internas totalmente diferentes – quais são e como funcionam essas forças dinâmicas é algo que agora precisará ser desvendado.

O modelo atual propõe que estrelas sejam essencialmente bolas de gás brilhantes que, através de processos de fusão atômica, liberam energia na forma de luz e calor. No interior da estrela há partículas carregadas que giram e dançam, dando origem a um campo magnético cujas linhas chegam à superfície, onde ele aparece na forma de manchas solares – as manchas solares são áreas frias causadas pelos fortes campos magnéticos, que retardam o fluxo de calor.

As novas imagens mostram manchas estelares no norte da região polar da estrela Zeta Andrômeda e vários pontos adicionais que se espalham pelas latitudes mais baixas. É a primeira vez que essas manchas estelares polares foram observadas diretamente. “Pela primeira vez, sem erros, nossas imagens mostram manchas estelares polares na Zeta Andrômeda”, disse Rachael Roettenbacher, principal autora do estudo. “Agora podemos ver que as manchas não se restringem em se formar em bandas simétricas em torno do equador, como ocorre com as manchas solares. Vemos as manchas estelares em ambos os hemisférios e em todas as diferentes latitudes. Isso não pode ser explicado por extrapolação das teorias sobre o campo magnético do Sol.”

As manchas estelares de latitudes mais baixas estão espalhadas por uma região extensa e relativamente fria, onde os astrônomos dizem ter encontrado indícios de que os campos magnéticos podem suprimir o fluxo de calor através de uma grande parte da superfície da estrela, em vez de apenas em alguns pontos.

Como a temperatura das estrelas é essencial para estimar a idade de cada astro, essas regiões extensas e “frias” precisam ser levadas em conta porque podem estar invalidando as medições de temperatura e, em decorrência, a idade das estrelas. […]

Fonte: Inovação Tecnológica.

Nota: Assim como ocorre com a hipótese da macroevolução biológica, em que novas descobertas obrigam os evolucionistas a rever uma história que antes era aceita como tão factível, essa nova descoberta relacionada com a estrela Zeta Andrômeda pode levar a uma revisão das teorias relacionadas com a suposta evolução das estrelas e, talvez, do próprio Universo. Essa descoberta mostra também como somos tão pretensiosos a ponto de julgar que podemos extrapolar para o cosmos nosso conhecimento da vizinhança astronômica. Quem disse que o Sol pode servir de modelo para o nosso entendimento de todas as demais estrelas? Quem disse, também, que a constatação de que bactérias adquirem resistência a antibióticos ou que tentilhões variaram de tamanho e plumagem de uma ilha para outra pode ser extrapolada a ponto de se afirmar que uma “proto-célula” poderia dar origem a seres humanos?

A nova descoberta astronômica também pode colocar em cheque as teorias que têm que ver com a idade do Universo e, consequentemente, com a formação das estrelas e dos planetas. De modo semelhante, descobertas cada vez mais frequentes de tecidos moles e células sanguíneas em fósseis de dinossauros têm lançado dúvidas sobre os alegados milhões de anos em que eles teriam vivido e se tornado extintos. Só que no campo da evolução biológica as hipóteses resistem mais teimosamente aos fatos.

Descobertas como essas nos campos da astronomia e da biologia/paleontologia tornam cada vez mais real o título do livro do físico Richard Panek: The Four Percent Universe, no qual ele defende que tudo o que sabemos sobre o Universo se resume a quatro por cento.

Acho que Panek foi muito otimista e os evolucionistas, como sempre, muito pretenciosos. Realmente, mais dados exigem melhores teorias (Criacionismo).

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