A mídia e sua tentativa de igualar islã e cristianismo

Durante os últimos anos, relatos frequentes de cristãos sendo mortos no Oriente Médio apenas por não professarem a crença em Maomé, foram sistematicamente ignorados ou minimizados pela mídia.

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Cristofobia: você é culpado se                  simplesmente acredita na Bíblia

A Organização das Nações Unidas discutiu durante meses o que faria diante da situação, acabou por não tomar decisão concreta nenhuma. A onda de terror se espalhou e atingiu o norte da África e algumas áreas da Ásia.

Desde 2001, a mídia americana vem tendo de lidar com a difícil tarefa de equilibrar os fatos com suas tentativas de não violar os padrões do “politicamente correto”. O restante do Ocidente seguiu esse padrão.

Logo após o atentado terrorista deste domingo (12) numa boate gay em Orlando, Estados Unidos, parte de imprensa americana (e brasileira) tentou ligar o ato execrável a “fundamentalistas cristãos”, para logo em seguida lembrar dos discursos anti-imigração de Donald Trump.

Até mesmo o governo hesitava em admitir que a motivação das mortes fosse religiosa. O presidente Obama culpou (e continua culpando) o caso à facilidade de acesso às armas em solo americano.

Aos poucos, enquanto detalhes sobre a vida do atirador Omar Mateen eram divulgados, foi ficando cada vez mais difícil não fazer as ligações óbvias. Criado em uma família muçulmana, sabe-se que seu pai declaradamente apoia grupos terroristas.

Filiado ao partido Democrata (de Obama e Hillary), ele ligou para a polícia antes de começar a matar, simplesmente para jurar lealdade ao grupo terrorista Estado Islâmico (EI).

Some-se a isso o fato de os extremistas que dominam partes da Síria e do Iraque terem avisado semana passada que atacariam os Estados Unidos durante o Ramadã, tendo a Flórida como foco primário.

O pai de Omar, Seddique Mateen gravou um vídeo onde afirma que seu filho era uma pessoa muito boa e que “cabe a Deus punir os homossexuais”. Esse foi o título da manchete em jornais pelo mundo todo. Contudo, nenhum deles teve a preocupação de tentar explicar que o Deus da civilização judaico-cristã não é o mesmo Alá descrito no Alcorão.

A incoerência e a indignação seletiva pautaram os debates na maioria dos programas de TV e também nas redes sociais. Um estudo recente mostrou que a morte de cristãos é quase totalmente ignorada.

Acostumados a tratar o avanço do islamismo como “multiculturalismo”, ignora-se o fato de o atirador ter claramente motivações religiosas. Afinal, pelo menos 10 países de maioria muçulmana e governados pela lei da sharia executam homossexuais simplesmente por causa de sua preferência sexual.

Nos EUA, advogados da União Americana pelas Liberdades Civis usaram as redes sociais para responsabilizar o que chamam de “direita cristã” pelos ataques em Orlando. Chase Strangio usou as redes sociais para dizer que os verdadeiros responsáveis são os parlamentares cristãos que defendem leis “antiLGBT” e que o Islã não pode ser culpado.

Jornal O Dia coloca evangélicos como suspeitos de atendado islâmico.

                         Jornal O Dia coloca evangélicos como suspeitos de atendado islâmico

No Brasil, o deputado Jean Wyllys (PSOL/RJ) foi na mesma linha, tentado ligar as mortes ao “fundamentalismo religioso”.


Obviamente que não é correto afirmar que todo seguidor do islamismo é um terrorista. Embora o radicalismo exista em todos os grupos religiosos, ninguém sofre mais que isso que os cristãos.Quem foram os exemplos citados por ele? Várias personalidades evangélicas conhecidas como os deputados pastor Marco Feliciano (PSC/SP), pastor Eurico (PHS/PE), além do pastor Silas Malafaia, a psicóloga Marisa Lobo e a pastora/cantora Ana Paula Valadão. Também sobrou para seu conhecido desafeto Jair Bolsonaro (PSC/RJ).

Para efeitos de comparação, estatísticas apontam para um cristão martirizados a cada cinco minutos em algum lugar ao redor do mundo por causa da sua fé.

Ao mesmo tempo, a grande mídia ignora que desde o 11 de setembro de 2011, que foi o primeiro capítulo dessa guerra atual, ocorreram 28.576 atos terroristas realizados por muçulmanos, como o total de vítimas na casa das dezenas de milhares.

Somente este mês foram 401 mortes e 16 países (incluindo as de Orlando). Não há registro de nenhuma morte no mesmo período causada por “extremistas cristãos”.

Fonte: Gospel Prime.

Jesus tem aparecido de modo milagroso em todo o mundo, afirma pesquisador

sem respostaO pastor e estudioso do Novo Testamento Jeremiah Johnston passou seis anos fazendo coleta de dados para escrever o livro UnAnswered [Sem Resposta]. O objetivo é analisar temas que parecem esquecidos por muitas igrejas hoje em dia. Ele afirma que Deus continua se manifestando claramente através de milagres.

Um dos focos da obra é identificar os relatos de que Jesus está se manifestando de forma sobrenatural para muçulmanos em diversas partes do mundo. O autor admite que isso deixa “alguns crentes desconfortáveis”, mas é um assunto que não tem uma resposta fácil, daí o título.

Segundo Johnston, quando as pessoas duvidam desses relatos, sua resposta é: “Você já leu o capítulo 9 do Livro de Atos, recentemente? Para quem Jesus apareceu na estrada para Damasco? Saulo de Tarso. Não precisamos colocar Deus em uma caixa. Acredite, Deus pode agir sem precisar de nós”.

O escritor explica que essas aparições ocorrem de formas variadas, sem que isso anule a veracidade dos fatos, pois é uma decisão de Deus fazê-lo. “Embora muitos dos milagres atuais possam não ser exatamente iguais nem ter a mesma aparência que os que aconteceram quando Jesus andou como homem na terra, histórias milagrosas de triunfo e perseverança dos seguidores de Cristo estão acontecendo como nunca antes, especialmente dentro da Igreja perseguida”, assevera.

Aparições na China

O pastor explica que embora sejam mais conhecidos, os relatos não são apenas entre islâmicos. Ele ouviu histórias diferentes de líderes de igrejas perseguidas. Em viagem à China, encontrou-se com um líder local e ficou admirado. Esse homem é um líder de missões que possui mais de 5.000 missionários ligados a ele em uma rede de igrejas subterrâneas.

Lembra o que o missionário disse a ele e sua esposa: “Jeremiah e Audrey, tudo que lemos no Livro de Atos está acontecendo na China agora. O Espírito de Deus está trabalhando poderosamente. Tudo o que lemos no livro de Atos, Deus está fazendo hoje”.

A maioria das igrejas cristãs chinesas precisam funcionar na clandestinidade, tornando-se subterrâneas. Elas são alvo constante de agente de repressão do governo. Em várias regiões, o Partido Comunista Chinês tenta conter o crescimento da religião organizada.

Mesmo assim, o número de fiéis tem se multiplicado. Estima-se que somente na última década, aumentou em 700%.

Fonte: Gospel Prime.

Igreja e governo são desafiados a combater a pornografia, no Reino Unido

"O que começa como uma busca pelo prazer, em seguida, torna-se uma forma de escapar da dor". (Foto: FocusOnTheFamily)

  “O que começa como uma busca pelo prazer,  em seguida, torna-se uma forma de escapar da               dor”. (Foto: FocusOnTheFamily)

Igreja e governo do Reino Unido foram desafiados a enfrentar os efeitos da pornografia sobre os jovens e famílias em uma grande conferência, realizada na última quinta-feira (23).

A campanha “P Word” (“Palavra com P”) foi organizada por duas instituições cristãs, “The Naked Truth” e “CARE”, para “educar e equipar os líderes da igreja para resistir à cultura prejudicial de acessar pornografia”.

Centenas de pessoas se reuniram no Centro Emmanuel, em Westminster e a igreja e o estado foram convidados a desempenharem os seus respectivos papéis nesta causa.

“Nós temos que começar a falar sobre a pornografia”, disse a especialista em tratamentos de vícios sexuais, Paula Hall. “Esta iniciativa precisa vir do maior número possível de lugares diferentes”.

Ela disse que seria “arrogante” afirmar que o simples fato de não falar sobre a pornografia poderia proteger os jovens de seus efeitos. “Não temos esse tipo de poder”, disse ela. “Eles estão recebendo influências de outras partes de qualquer maneira”.

A organização cristã ‘CARE’ tem promovido uma campanha campanha para que os provedores de Internet introduzam restrições de idade em material pornográfico, mas Hall disse que isso não é suficiente.

“Tem que haver ações educativas. Uma das minhas preocupações é que os filtros nos quais o governo está está pensando no momento não serão suficientes. Não são. Qualquer adolescente será capaz de burlar esses filtros”, alertou.

“É ridículo pensar que isso é suficiente. Obviamente, isso não significa que nós não vamos deixar de fazê-lo. Devemos tomar essas medidas, mas temos que investir na educação também”.

Nola Leach, presidente-executiva da CARE, disse que o governo tem o papel de atuar em apoio às famílias.

“O governo define os parâmetros no seu dever de proteger. Eles podem sinalizar para as coisas que precisam ser feitas”.

Ela disse que o governo precisa “colocar seu dinheiro onde sua boca está” e impor restrições de idade em sites pornográficos, mas acrescentou que este é um desafio para as famílias também.

“Você não tem que ir à procura deste material”, disse ela ao ‘Christian Today’. “Isto pode colorir toda a sua visão dos relacionamentos”.

Ian Henderson, diretor do projeto “The Naked Truth” (“A Verdade Nua”), disse que o governo deve analisar se a pornografia é uma questão de saúde pública, porém mais pesquisas são necessárias antes que isso possa ser decidido.

Ele sugeriu que o Estado poderia executar campanhas “suaves” semelhantes, tais como o esforço Consciente dos problemas do alcoolismo bebida.

“Além disso é complicado”, disse Ian ao Christian Today, admitindo que havia um limite para o quanto o governo poderia interferir nas escolhas de um indivíduo.

Nicky e Sila Lee, fundadores do Curso de Casamento, falaram através de um link de vídeo na conferência de líderes da igreja que foram convocados a discutir a questão com suas congregações.

Sila falou sobre o poder viciante da pornografia e disse: “muitas pessoas tropeçar nisso”, acidentalmente.

“O que começa como uma busca pelo prazer, em seguida, torna-se uma forma de escapar da dor”, disse ela. “O portador do vício usa o sexo como uma forma de fuga e não para o propósito para o qual foi criado”.

Ela advertiu que “se as igrejas simplesmente disserem: ‘pornografia é errado. Não consumam”, então as pessoas não vão escutar. Nós temos que começar a falar sobre isso”.

Fonte: Guia-me.

Muçulmano queima vivo o próprio filhos, após saber que o garoto entregou sua vida a Jesus

1219515275-uganda-criancasO pai muçulmano de um menino de 9 anos de idade amarrou seu filho a uma árvore e o queimou vivo, após descobrir que o garoto teria entregue sua vida a Jesus, segundo informaram fontes à agência internacional de notícias sobre a igreja perseguida, ‘Morning Star News’.

O pequeno Nassif Malagara da região de Kakira Parish, no distrito de Kamuli, em Uganda, decidiu tornar-se um cristão depois que um vizinho o levou para visitar uma igreja em outra aldeia – que não teve o seu nome revelado por razões de segurança – no dia 5 de junho.

“No final do culto, Nassif ficou foi comigo para para a sala da cantina da igreja e disse que ele queria receber Jesus como seu salvador pessoal”, disse o pastor da igreja ao Morning Star News. “Eu estava um pouco hesitante, mas depois de sua insistência contínua, eu orei com ele e ele saiu”.

Nassif posteriormente se recusou a participar de quaisquer atividades muçulmanas, incluindo frequentar uma madrassa (escola islâmica), segundo relatos do pastor. Seu pai, de 36 anos de idade Abubakar Malagara e a madrasta, Madina Namwaje, 35 anos, ficaram furiosos quando souberam que ele tinha se convertido ao cristianismo.

O menino disse ao ‘Morning Star News’, que seus pais o tinham proibiram de comer, mesmo depois do dia de jejum do Ramadã, de modo que ele ficou sem comida em casa por dois dias, mas conseguiu alimento na casa de seu vizinho. Nassif levou comida para sua casa pelos próximos dias, mas no dia 9 de Junho seu pai o flagrou comendo.

“Ele começou a me bater com paus, mas consegui fugir para um arbusto que próximo”, disse Nassif. “Meu pai então me seguiu, me alcançou e me amarrou a uma bananeira. Ele entrou em casa e voltou com um pedaço de madeira em brasas. A bananeira tinha folhas secas, que pegaram fogo e causaram graves queimaduras no meu corpo”.

Vizinhos ouviram os gritos de Nassif por socorro e o salvaram, encaminhando-o para o hospital de Kamuli. Do hospital, os médicos confirmaram ao ‘Morning Star News’ que Nassif teve queimaduras graves em várias partes de seu corpo.

“Nassif vem se recuperando, mas em um ritmo muito lento”, disse o doutor Walwawo Zubari. “Ele pode ter de ser encaminhado para outro hospital, para receber tratamento especializado”.

Um parente disse ao Morning Star News que espera a assumir a custódia de Nassif, depois que o garoto for liberado do hospital.

Residentes da área alertaram a polícia local e os oficiais prenderam Malagara (pai de Nassiff), registrando o caso, mas Malagara, que frequenta a mesquita Nankaduro, foi libertado sob pagamento de fiança.

O vizinho (com nome mantido em sigilo por razões de segurança) que levou Nassif para a igreja disse que teme por sua vida, depois de ter recebido uma mensagem de texto ameaçadora em seu celular.

“Nós sabemos que você está por trás da conversão de Nassif ao cristianismo”, dizia a mensagem. “Você vai logo colher o que plantou, que será uma lição para os outros. O islamismo é contra esse tipo de conversão”.

O remetente manteve sua identidade em segredo a sua identidade, mas o vizinho disse ele suspeita que Malagara poderia ter usado o telefone de outra pessoa para enviar a mensagem.

Cerca de 85% das pessoas em Uganda são cristãs e 11% muçulmana, com algumas áreas do leste tem grandes concentrações de muçulmanos. A constituição do país e outras leis consagram a liberdade religiosa, incluindo o direito de propagar a fé e respeita conversões de uma fé para outra.

O distrito de Kamuli fica a cerca de 220 quilômetros da cidade de Mbale na parte leste de Uganda.

Fonte: Guia-me.

Conservador? Direitista? Cristão? Ou produto pirata?

Confusão conservadora...

                 Confusão conservadora…

Há um segmento no Brasil que alega defender valores morais e cristãos, mas ostenta boca suja, e acha que isso faz parte do conservadorismo, ignorando completamente que boca suja nada tem a ver com valores morais e cristãos.

Boca suja nunca foi marca de conservadorismo e muito menos de Cristianismo. É marca registrada de esquerdismo, especialmente o marxismo de Lênin.

Esse segmento diz que defende a vida e a família, mas igualmente defende a Inquisição, que matava a vida e a família de multidões de inocentes. É uma contradição cósmica.

Defender matança de inocentes, seja através de aborto ou de Inquisição, não é marca de conservadorismo, mas de ideologia extremista e espírito de seita esotérica radical.

Esse segmento alega que o conservadorismo dos EUA é sua maior inspiração. Mas o conservadorismo americano tradicionalmente rejeita boca suja e é o maior denunciador da Inquisição que já existiu na história da humanidade. O mesmo conservadorismo americano que hoje inspira uma luta sistemática contra a indústria sangrenta do aborto também inspirou, durante séculos, uma luta sistemática contra a indústria sangrenta da Inquisição.

O conservadorismo americano se destaca por sua esplêndida liderança histórica contra a Inquisição e liderança moderna contra o aborto. E, sim, para os que nunca perceberam: a essência e maioria do conservadorismo americano sempre foi evangélica.

Entretanto, o segmento radical do “conservadorismo” brasileiro quer, xingando todos os discordantes, desculpar a Inquisição e ainda posar de imitador do conservadorismo americano. Quer fazer parecer que a essência do conservadorismo é católica pró-Inquisição, quando tal imagem está longe da realidade. Tal imagem é tudo, menos conservadora e americana.

Isso nada tem a ver com rivalidade entre evangélicos e católicos, pois o segmento brasileiro tem muito mais afinidades e características de seita esotérica do que qualquer outra coisa. Tem paixão por filosofias “iluminadas,” mas não tem a mesma paixão pela Palavra de Deus.

Esse segmento — que na teoria é americanista, mas que na prática está em contradição e oposição ao conservadorismo americano — só pode ser definido então como produto pirata e pervertido, criado para confundir, desestabilizar e arruinar o conservadorismo brasileiro.

Para dissipar toda confusão: quem quer que queira seguir o conservadorismo americano precisa entender que o conservadorismo americano não tem e nunca teve nada a ver com a defesa da Inquisição e de palavrões.

Como explicar então a defesa da Inquisição entre extremistas católicos direitistas do Brasil?

O espírito e natureza da Inquisição têm origem no islamismo e a origem da defesa da Inquisição entre católicos direitistas no Brasil não tem origem no conservadorismo americano. Quem me explicou isso foi um filósofo católico pró-vida e conservador do Brasil. Ele me esclareceu que a Inquisição sangrenta tem muito a ver com o islamismo e que sua defesa entre direitistas católicos do Brasil está ligada a Olavo de Carvalho, que tem raízes filosóficas e espirituais islâmicas. Ele disse:

A Inquisição só apareceu no século XIII. Durante doze séculos, a Igreja Católica não ousou defender a fé católica por meios coercitivos. No ano 385, quando o imperador Máximo condenou o herege Prisciliano à morte, Santo Ambrósio, bispo de Milão, com o consenso de quase todo o episcopado da época, condenou a medida como contraria à mansidão do Evangelho. Em 866, o Papa Nicolau I, consultado pelo rei da Bulgária sobre se o rei poderia usar a força para converter os pagãos de seu reino, respondeu que “Deus ama a homenagem espontânea, pois, se desejasse usar a força, ninguém conseguiria resistir à sua onipotência.”

É da convivência com os muçulmanos que surge a ideia de um tribunal da inquisição coercitivo, o qual condena à fogueira os hereges impenitentes e mancha a história da Igreja Católica com uma nodoa de vergonha. É dos muçulmanos que os católicos tomam também a ideia de “guerra santa.”

A Igreja Católica, pelas declarações oficiais dos últimos papas, já reconheceu que a Inquisição era “incompatível com a mansidão do Evangelho” (para citar as palavras de Santo Ambrósio). A defesa que Olavo faz da Inquisição, em meu humilde modo de ver, pretende matar dois coelhos com uma só cajadada:

1) Acostumar os católicos direitistas com um tipo de religiosidade sanguinolenta e violenta, mais própria dos adeptos de Maomé do que dos seguidores de Cristo (basta observar como os olavetes se comportam de maneira agressiva, especialmente contra quem ousa contestar seu mestre, tais como os muçulmanos fazem em defesa de seus mestres).

2) Tal como no caso da suposta excomunhão dos comunistas, a defesa da Inquisição desmoraliza a autoridade espiritual da hierarquia católica, que é pintada pelo Olavo como uma instituição insensata que pede perdão por aquilo que praticou e que, além disso, por algo que era justo, belo e bom.

Quando eu denuncio o Olavo na Igreja Católica, a maioria me responde que ele “converte” muita gente para o catolicismo. Sublinho que se trata de um catolicismo muito esquisito, para dizer o mínimo, pois não dá para ser católico sem hierarquia.

O catolicismo do Olavo é esquisito porque faz abstração completa da hierarquia. Os olavetes batem no peito que são católicos, xingam os protestantes com palavrões no Facebook, mas não se preocupam em guardar-se de obscenidades. É um “catolicismo” mucho loco que faz parecer uma torcida de time de futebol, que inclusive se dá o direito de xingar o técnico [o papa] e bater nos jogadores do próprio time…

Os olavetes dão pouca atenção à liturgia oficial, salvo quando é para criticar supostos abusos (afinal de contas, esses padres são todos uns comunistas excomungados mesmo). Outra coisa que Olavo faz é viver à custa do catolicismo popular brasileiro, valorizando práticas que estão muito próximas da superstição.

O catolicismo de que o Olavo gosta não é um catolicismo de acordo com a doutrina, a liturgia e a disciplina oficial. É o catolicismo com as confusões, os sincretismos e a ignorância própria da religiosidade popular brasileira, que constitui um bom adubo para a ascensão do misticismo de natureza islâmica como religião superior.

Ao contrário do cristão que tem a obrigação de confessar a fé mesmo sob risco de morte, o muçulmano pode ocultar sua própria crença se com isso ajuda melhor a expansão do islamismo. 

Está aí a opinião de um filósofo católico brasileiro.

O conservadorismo americano, que supostamente é a maior fonte de inspiração para muitos direitistas católicos do Brasil, não tem nada a ver com palavrões, defesa da Inquisição, sincretismos, misticismo islâmico e outros ismos suspeitos.

O fenômeno que parece estar ocorrendo no Brasil é que vendedores piratas mascararam seu produto “conservador” com suas próprias qualidades inexistentes no conservadorismo americano e o estão vendendo (através de cursos e livros) como se fosse cópia legítima do conservadorismo americano.

O Brasil, já acostumado a tantos outros produtos piratas, está aceitando e pagando numa boa essa versão fajuta e rejeitada nos Estados Unidos.

O resultado final desse empreendimento não vai ser menos falso do que o esforço para vender um conservadorismo regado a palavrões, superstições e Inquisições.

Fonte: Julio Severo.

A coragem contra a coletividade!

Repórter ferido em manifestação no RJ

      Repórter ferido em manifestação no RJ

“Mesmo o mais corajoso entre nós só raramente tem coragem para aquilo que ele realmente conhece”, observou Nietzsche. É o meu caso. Muitos pensamentos meus eu guardei em segredo. Por medo. Albert Camus, leitor de Nietzsche, acrescentou um detalhe acerca da hora em que a coragem chega: “Só tardiamente ganhamos a coragem de assumir aquilo que sabemos.” Tardiamente. Na velhice. Como estou velho, ganhei coragem.
Vou dizer aquilo sobre o que me calei: “O povo unido jamais será vencido”, é disso que eu tenho medo. Em tempos passados invocava-se o nome de Deus como fundamento da ordem política. Mas Deus foi exilado e o “povo” tomou o seu lugar: a democracia é o governo do povo… Não sei se foi bom negócio; o fato é que a vontade do povo, além de não ser confiável, é de uma imensa mediocridade. Basta ver os programas de TV que o povo prefere.

A Teologia da Libertação sacralizou o povo como instrumento de libertação histórica. Nada mais distante dos textos bíblicos. Na Bíblia, o povo e Deus andam sempre em direções opostas. Bastou que Moisés, líder, se distraísse [sic] na montanha para que o povo, na planície, se entregasse à adoração de um bezerro de ouro. Voltando das alturas, Moisés ficou tão furioso que quebrou as tábuas com os Dez Mandamentos.

E a história do profeta Oseias, homem apaixonado! Seu coração se derretia ao contemplar o rosto da mulher que amava! Mas ela tinha outras ideias. Amava a prostituição. Pulava de amante a amante enquanto o amor de Oseias pulava de perdão a perdão. Até que ela o abandonou… Passado muito tempo, Oseias perambulava solitário pelo mercado de escravos… E o que foi que viu? Viu sua amada sendo vendida como escrava. Oseias não teve dúvidas. Comprou-a e disse: “Agora você será minha para sempre…” Pois o profeta transformou a sua desdita amorosa numa parábola do amor de Deus.

Deus era o amante apaixonado. O povo era a prostituta. Ele amava a prostituta, mas sabia que ela não era confiável. O povo preferia os falsos profetas aos verdadeiros, porque os falsos profetas lhe contavam mentiras. As mentiras são doces; a verdade é amarga.

Os políticos romanos sabiam que o povo se enrola com pão e circo. No tempo dos romanos, o circo eram os cristãos sendo devorados pelos leões. E como o povo gostava de ver o sangue e ouvir os gritos! As coisas mudaram. Os cristãos, de comida para os leões, se transformaram em donos do circo.

O circo cristão era diferente: judeus, bruxas e hereges sendo queimados em praças públicas. As praças ficavam apinhadas com o povo em festa, se alegrando com o cheiro de churrasco e os gritos. Reinhold Niebuhr, teólogo moral protestante, no seu livro O Homem Moral e a Sociedade Imoral, observa que os indivíduos, isolados, têm consciência. São seres morais. Sentem-se “responsáveis” por aquilo que fazem. Mas, quando passam a pertencer a um grupo, a razão é silenciada pelas emoções coletivas.

Indivíduos que, isoladamente, são incapazes de fazer mal a uma borboleta, se incorporados a um grupo tornam-se capazes dos atos mais cruéis. Participam de linchamentos, são capazes de pôr fogo num índio adormecido e de jogar uma bomba no meio da torcida do time rival. Indivíduos são seres morais. Mas o povo não é moral. O povo é uma prostituta que se vende a preço baixo.

Seria maravilhoso se o povo agisse de forma racional, segundo a verdade e segundo os interesses da coletividade. É sobre esse pressuposto que se constrói o ideal da democracia.

Mas uma das características do povo é a facilidade com que ele é enganado. O povo é movido pelo poder das imagens, e não pelo poder da razão. Quem decide as eleições e a democracia são os produtores de imagens. Os votos, nas eleições, dizem quem é o artista que produz as imagens mais sedutoras. O povo não pensa. Somente os indivíduos pensam. Mas o povo detesta os indivíduos que se recusam a ser assimilados à coletividade. Uma coisa é o ideal democrático, que eu amo. Outra coisa são as práticas de engano pelas quais o povo é seduzido. O povo é a massa de manobra sobre a qual os espertos trabalham.

Nem Freud, nem Nietzsche e nem Jesus Cristo confiavam no povo. Jesus foi crucificado pelo voto popular, que elegeu Barrabás. Durante a revolução cultural, na China de Mao-Tse-Tung, o povo queimava violinos em nome da verdade proletária. Não sei que outras coisas o povo é capaz de queimar. [Infelizmente, eu sei…]

O nazismo era um movimento popular. O povo alemão amava o Führer.

O povo, unido, jamais será vencido!

Tenho vários gostos que não são populares. Alguns já me acusaram de gostos aristocráticos… Mas, que posso fazer? Gosto de Bach, de Brahms, de Fernando Pessoa, de Nietzsche, de Saramago, de silêncio; não gosto de churrasco, não gosto de rock, não gosto de música sertaneja, não gosto de futebol. Tenho medo de que, num eventual triunfo do gosto do povo, eu venha a ser obrigado a queimar os meus gostos e a engolir sapos e a brincar de “boca-de-forno”, à semelhança do que aconteceu na China.

De vez em quando, raramente, o povo fica bonito. Mas, para que esse acontecimento raro aconteça, é preciso que um poeta entoe uma canção e o povo escute: “Caminhando e cantando e seguindo a canção…” Isso é tarefa para os artistas e educadores. O povo que amo não é uma realidade, é uma esperança. [E o povo que eu amo não existe, porque, para ser esse povo, cada um de seus componentes teria que ter um novo coração – e parece que nem todos querem. Seria a “revolução” individual que se alastraria como reação em cadeia, transformando a sociedade, sem lutas, sem ódio, sem sangue – porque o sangue de Um já foi derramado para que isso pudesse ser realidade. Como essa utopia não será real aqui, o povo que eu amo somente existirá quando for o transformado e redimido povo de Deus. – Michelson Borges]

Fonte: Rubem Alves é psicanalista e escritor; Folha.com.

Parar de comer carne pode salvar a Amazônia?

epoca 23-04A revista Época desta semana [primeira de maio] fala de um movimento que cresce em todo o mundo. Para essas pessoas, os bifes das refeições diárias são a causa da destruição de vários ecossistemas naturais, como a Amazônia. É uma ideia incômoda, mas tem lógica. Afinal, 78% do desmatamento na Amazônia aconteceu para abrir espaço para os pastos, segundo o Instituto Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon). O argumento é que, se o consumo de carne cair, também se reduz a pressão para expansão dos pastos sobre a floresta.

Parar de comer carne sempre foi a bandeira dos vegetarianos. Suas razões eram principalmente a saúde humana e os direitos dos animais. Hoje, o foco mudou. “Agora o meio ambiente pesa na decisão de não comer carne”, diz o biólogo Sérgio Greif, da Sociedade Vegetariana Brasileira. Um dos pioneiros nessa nova onda foi o pesquisador britânico Norman Myers, da Universidade de Oxford, um dos mais respeitados naturalistas do mundo. Na década de 80, criou o termo “Conexão Hambúrguer” para ligar o consumo de carne nas redes de fast-food dos Estados Unidos à destruição das florestas na América Central. Um dossiê inspirado no termo de Myers foi feito em 2003 pelo Centro para Pesquisa Florestal Internacional, desta vez sobre a Amazônia. De lá para cá, a causa só cresceu.

Um dos mais expoentes adeptos da campanha por menos carne e mais florestas é o biólogo americano Edward Wilson, da Universidade Harvard. Segundo ele, só será possível alimentar a população mundial no fim do século, estimada em 10 bilhões de pessoas, se todos forem vegetarianos. “O raciocínio é matemático”, diz Greif. Para ele, alimentar os bois com pasto ou grãos é o meio menos eficiente de gerar calorias. A produção de grãos de uma fazenda com 100 hectares pode alimentar 1.100 pessoas comendo soja, ou 2.500 com milho. Se a produção dessa área for usada para ração bovina ou pasto, a carne produzida alimentaria o equivalente a oito pessoas. A criação de frangos e porcos também afeta as florestas. Para alimentar esses animais, é necessário derrubar árvores para plantar soja e produzir ração. Mas, na relação custo-benefício entre espaço, recursos naturais e ganho calórico, o boi é o pior.

O gado tem sido considerado o grande vilão da Amazônia. Hoje, o Brasil mantém 195 milhões de bovinos. Há mais bois que pessoas. Cerca de 35% desse rebanho está na Amazônia. Para alimentar o gado, os pecuaristas desmataram uma área de 550 quilômetros quadrados, o equivalente ao Estado de Minas Gerais. Criados livres no campo, sem ração, os bois precisam todo ano de novas áreas derrubadas para a formação de pasto. …

A tendência é que os bois avancem mais sobre a floresta, para atender a uma demanda crescente de carne para exportação. Hoje, 10% dos bois abatidos na Amazônia abastecem o mercado internacional. O grande obstáculo é a ocorrência de febre aftosa no rebanho da região. O Ministério da Agricultura, os produtores e os pesquisadores acreditam que, com a erradicação da doença, o rebanho pode até duplicar para atender à demanda internacional.

Diante desse quadro, pregar a redução no consumo de carne faz sentido. Isso não quer dizer que funcione. Para o próprio coordenador do Greenpeace na Amazônia, Paulo Adário, a idéia de salvar a floresta pela campanha contra o consumo de carne é “problemática”. O primeiro obstáculo, para ele, é o gosto do brasileiro pelo churrasco. “Não somos um país culturalmente vegetariano”, diz Adário. “Essa redução é mais fácil em alguns países, em outros não.” O segundo obstáculo é convencer a parcela da população que acabou de comemorar sua ascensão social, com acesso à carne, a abrir mão do churrasco no fim de semana. Com a desvalorização do dólar e a estabilização da economia mundial, muitas pessoas começaram a comer seus primeiros bifes diários nos últimos dez anos. Essa mudança de hábito alimentar é mundial. Aconteceu no Nordeste brasileiro e até na China, abrindo um novo mercado para a carne. “Falar para essa população que agora ela não pode comer carne pelo bem da Amazônia é, no mínimo, cruel.”

[E o que se faz com os animais, não é cruel?]

Fonte: Revista Época via Michelson Borges.