Apocalipse – possibilidades (capítulo 2: Éfeso)

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Ap

Texto (ARA, 3ª ed)

Leitura com a fundamentação das possibilidades que tentam alcançar a intenção do profeta João

Leitura enxuta

2.1 Ao anjo da igreja em Éfeso escreve: Estas coisas diz aquele que conserva na mão direita as sete estrelas e que anda no meio dos sete candeeiros de ouro: Para o mensageiro que receberá esta mensagem lá na igreja de Éfeso[3], você diz assim João: o Autor desta mensagem é o mesmo que possui e guarda em Sua mão direita os sete mensageiros que receberão este conteúdo, o mesmo que anda por entre as sete igrejas que receberão esta mensagem (cf. Ap 1.20): Para o mensageiro que receberá esta mensagem lá na igreja de Éfeso, você diz assim João: o Autor desta mensagem é o mesmo que possui e guarda em Sua mão direita os sete mensageiros que receberão este conteúdo, o mesmo que anda por entre as sete igrejas que receberão esta mensagem:
2.2 Conheço as tuas obras, tanto o teu labor como a tua perseverança, e que não podes suportar homens maus, e que puseste à prova os que a si mesmos se declaram apóstolos e não são, e os achaste mentirosos; Eu conheço o que vocês da igreja de Éfeso fazem, o seu trabalho em levar para as pessoas Meus ensinos (At 19.23-34) e a sua constância em continuar trabalhando por Mim e pela humanidade; vejo vocês não se relacionando com as pessoas que são prejudiciais por preferirem o mal, e percebi que vocês não se precipitaram (Ef 5.6,7), mas testaram (Ef 5.11,12) os que chegaram aí se dizendo Meus embaixadores por Mim enviados, e ao fazerem assim, vocês descobriram que eles não eram Meus enviados e concluíram que eram falsos e mentirosos (cf. o verso 6); Eu conheço o que vocês da igreja de Éfeso fazem, o seu trabalho em levar para as pessoas Meus ensinos e a sua constância em continuar trabalhando por Mim e pela humanidade; vejo vocês não se relacionando com as pessoas que são prejudiciais por preferirem o mal, e percebi que vocês não se precipitaram, mas testaram os que chegaram aí se dizendo Meus embaixadores por Mim enviados, e ao fazerem assim, vocês descobriram que eles não eram Meus enviados e concluíram que eram falsos e mentirosos;
2.3 e tens perseverança, e suportaste provas por causa do meu nome, e não te deixaste esmorecer. realmente reconheço a constância de vocês e as consequências disso – perseguição por causa do Meu Nome (At 19.23-34), e, embora diante dessa realidade, vocês não se cansaram (Ef 1.15) de trabalhar por Mim. realmente reconheço a constância de vocês e as consequências disso – perseguição por causa do Meu Nome (At 19.23-34), e, embora diante dessa realidade, vocês não se cansaram de trabalhar por Mim.
2.4 Tenho, porém, contra ti que abandonaste o teu primeiro amor. Mas, infelizmente, não tenho apenas elogios para vocês em Éfeso: vocês não amam mais como no início de nosso relacionamento (cp. Ef 1.15 e Ef 4.1-3; 5.2). Mas, infelizmente, não tenho apenas elogios para vocês em Éfeso: vocês não amam mais como no início de nosso relacionamento.
2.5 Lembra-te, pois, de onde caíste, arrepende-te e volta à prática das primeiras obras; e, se não, venho a ti e moverei do seu lugar o teu candeeiro, caso não te arrependas. Eu ordeno (Jo 15.34) que vocês reconheçam isso, investiguem o motivo que levou vocês a amarem menos a Mim e entre vocês mesmos, arrependam-se e retornem ao primeiro amor; não posso deixar isso passar despercebido, pois sem amor, sem Deus, e Eu por fim terei de deixar de reconhecê-los como Meu corpo (Ef 1.22,23; Jo 15.35), caso vocês não Me obedeçam e se arrependam (Ef 4.30-32). Eu ordeno que vocês reconheçam isso, investiguem o motivo que levou vocês a amarem menos a Mim e entre vocês mesmos, arrependam-se e retornem ao primeiro amor; não posso deixar isso passar despercebido, pois sem amor, sem Deus, e Eu por fim terei de deixar de reconhecê-los como Meu corpo, caso vocês não Me obedeçam e se arrependam.
2.6 Tens, contudo, a teu favor que odeias as obras dos nicolaítas, as quais eu também odeio. No entanto, como Eu já elogiei vocês, usem o bom costume de não se deixar influenciar pela filosofia e estilo de vida dos nicolaítas[1] (Eu também tenho aversão a elas!), para Me imitar em Meu amor. No entanto, como Eu já elogiei vocês, usem o bom costume de não se deixar influenciar pela filosofia e estilo de vida dos nicolaítas (Eu também tenho aversão a elas!), para Me imitar em Meu amor.
2.7 Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas: Ao vencedor, dar-lhe-ei que se alimente da árvore da vida que se encontra no paraíso de Deus. Quem tem interesse em aprender de Mim, atenda ao Espírito Santo que está conduzindo as mentes de João (na recepção desta mensagem e sua escrita) e Meus outros mensageiros (na leitura e transmissão dela) para as sete igrejas. O Espírito afirma: quem continuar vencendo[2] as situações negativas que Jesus descreveu anteriormente, Eu O levarei até a árvore da Vida que criei para Adão e Eva, a qual continua no Jardim do Éden que foi arrebatado (cf. 2ª Co 12.4; Lc 23.43) da Terra para o Céu. Quem tem interesse em aprender de Mim, atenda ao Espírito Santo que está conduzindo as mentes de João e Meus outros mensageiros para as sete igrejas. O Espírito afirma: quem continuar vencendo as situações negativas que Jesus descreveu anteriormente, Eu O levarei até a árvore da Vida que criei para Adão e Eva, a qual continua no Jardim do Éden que foi arrebatado da Terra para o Céu.

Referências:

BATTISTONE, JOSEPH J. Lições da Escola Sabatina, 2º Trimestre de 1989, nº 374, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP.

MAXWELL, C. Mervyn; GRELMANN, Hélio Luiz. Uma nova era segundo as profecias do Apocalipse. Casa Publicadora Brasileira, 2004.

 

[1] Possibilidades: I) nikh = vitória (no sentido de dominar) laos = …o povo peculiar (de Israel ou Cristãos); gente, multidão;…do Século IV em diante, às vezes se refere ao leigo (conforme o grego moderno “laikos” = leigo, no sentido de povo comum) Portanto, o nome Nikolaitwn (nicolaítas) composto destas duas palavras tem o sentido de “vitória sobre o povo” ou “os que dominam o povo”. Disponível em: <http://solascriptura-tt.org/EclesiologiaEBatistas/QuemEramOsNicolaitas-WFerro.htm>. Acesso em: dez. 2016. II) Na igreja primitiva Irineu ensinava que os nicolaítas eram seguidores de Nicolau, um convertido ao judaísmo que fora designado diácono (At 6.5). III) Outros veem tais pessoas como sendo gnósticas, seita que procurava infiltrar-se nas igrejas. IV) Outros asseguram que os nicolaítas eram pessoas que seguiam os ensinamentos dos falsos apóstolos e de Balaão. Quem opta por essa inferência afirma que tal pressuposto desfruta de mérito, pois em estilo tipicamente hebraico João escreve na forma de paralelismo para realçar um ponto. Os falsos apóstolos buscavam escravizar a mente das pessoas com suas doutrinas enganosas; os seguidores de Balaão tentavam conquistar pessoas através da fraude; e o nome grego, Nikolaos, significa “ele conquista pessoas”. À guisa de comparação com o que se diz sobre os seguidores de Balaão (Ap 2.14) e de Nicolau (Ap 2.6, 15), eles também presumem que esses enganadores pertenciam ao mesmo grupo.  As hipóteses II, III e IV estão disponíveis em: <http://www.monergismo.com/textos/comentarios/quem-eram-nicolaitas_s-kistemaker.pdf>. Acesso em: dez. 2016. V) Hipólito de Roma diz que o diácono “Nicolau” dos Sete diáconos (At 6.5) era o autor da heresia e líder da seita. São Vitorino de Pettau (ou Victorinus) diz que eles comiam oferendas dos ídolos. O “venerável” Beda afirma que Nicolau permitiu que muitos homens se casassem com sua esposa. Eusébio diz que a seita teve vida curta. Tomás de Aquino era da opinião que Nicolau incentivava ou a poligamia ou que os homens tivessem esposas em comum. Disponível em: <https://pt.wikipedia.org/wiki/Nicola%C3%ADsmo#cite_note-6>. Acesso em: dez. 2016. VI) “Irineu, um ministro do segundo século da era cristã, que viveu durante a infância e juventude próximo a Éfeso, menciona-os [os nicolaítas] em seus escritos. Os nicolaítas diziam-se cristãos, explica Irineu, mas consideravam “não ter importância a prática do adultério e o comer das coisas sacrificadas aos ídolos”. Parece, pois, que os nicolaítas eram cristãos que pregavam que a fé em Jesus os libertava da obediência de alguns dos Dez Mandamentos” (MAXWELL; GRELMANN, 2004, p. 99).

 

[2] “A forma grega desta expressão significa ‘continua vencendo’. Este pensamento é salientado muitas vezes no livro do Apocalipse” (BATTISTONE, 1989, p. 33).

 

[3] “Qualquer estudioso concordará que tal descrição [de Cristo a respeito da igreja de Éfeso] se ajusta muito bem ao período da igreja do Novo Testamento, que se estendeu aproximadamente ao ano 100 d. C. A pureza da igreja apostólica representa um ideal ao qual numerosos movimentos reformatórios têm procurado retornar” (MAXWELL, 2004, p.123).

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