Mulher-Maravilha faz sucesso entre conservadores

Ironia das ironias: a personagem “sequestrada” pelas feministas para ser símbolo de sua causa é interpretada por uma mulher religiosa, conservadora e mãe de família. Ou seja, ela não precisa de “empoderamento”

Gal Gadot, a nova Mulher-Maravilha dos cinemas, foi apontada por críticos e pelo público como o maior destaque do filme Batman versus Superman, que estreou em março [2016]. Mas não é apenas sua atuação ou beleza que têm atraído atenções. Desde que ganhou os holofotes a atriz israelense de 31 anos vem sofrendo ataques nas redes sociais por causa de seu patriotismo. Feministas têm lamentado que uma personagem comumente usada como símbolo de “empoderamento feminino”, como a Mulher-Maravilha, seja interpretada por uma conservadora. A reclamação mais frequente se deve ao explícito patriotismo de Gal. Em entrevistas ou posts nas redes sociais, a atriz faz questão de falar bem a respeito Israel, mencionar sua fé judaica ou mesmo criticar grupos inimigos de sua nação, como o Hamas.

Em 2014, por exemplo, durante um momento de intensificação dos conflitos na Faixa de Gaza, a atriz postou em seu perfil no Facebook uma foto de si mesma orando com a filha, Alma, de quatro anos, junto de uma mensagem de apoio às tropas israelenses.

“Estou mandando o meu amor e prece aos meus compatriotas israelenses, especialmente aos meninos e meninas que estão arriscando suas vidas protegendo o meu país dos horríveis atos conduzidos pelo Hamas, que estão se escondendo atrás de mulheres e crianças feito covardes… Nós venceremos!!! Shabbat Shalom! #weareright #freegazafromhamas #stopterror #coexistance #loveidf”

Uma busca pelos termos “gal gadot zionist” no Twitter revela a agressividade das mensagens direcionadas à atriz por simpatizantes da causa palestina.

O amor por representar seu país não é recente em Gal. Em 2004, ela foi eleita Miss Israel e participou do concurso Miss Universo do mesmo ano. Depois, em cumprimento à lei militar de Israel, que prevê o alistamento obrigatório inclusive de mulheres, ela serviu às Forças Armadas por dois anos, chegando, inclusive, a ser treinadora de combate. Numa entrevista à revista Glamour, ela disse que “gostaria que nenhum país precisasse de exércitos, mas em Israel servir é parte de ser israelense”.

À publicação judaica Totally Jewish, em 2014, ela disse: “Quero que as pessoas tenham uma boa impressão de Israel. Não me sinto uma embaixadora de meu país, mas falo muito sobre ele. Gosto de contar para as pessoas de onde venho e sobre minha religião.”

Os pais de Gal são israelenses como ela, mas seus antepassados são provenientes da Polônia e da Áustria. Desde 2008, Gal é casada com o empresário do ramo hoteleiro Yaron Varsano, o pai de sua filha, Alma Varsano.

Fonte: Sempre Família via Michelson Borges.

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