Apocalipse – possibilidades (capítulo 3: Sardes)

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Ap Texto (ARA, 3ª ed) Leitura com a fundamentação das possibilidades que tentam alcançar a intenção do profeta João Leitura enxuta
3.1 Ao anjo da igreja em Sardes escreve: Estas coisas diz aquele que tem os sete Espíritos de Deus e as sete estrelas: Conheço as tuas obras, que tens nome de que vives e estás morto.
Para o mensageiro que receberá esta mensagem lá na igreja de Esmirna, você diz assim João: o Autor dessa mensagem é Aquele que pode conceder o Senhor Espírito Santo em Sua plenitude, bem como tem em Suas mãos os sete mensageiros que receberão o conteúdo desta carta: Eu conheço o que vocês da igreja de Sardes fazem – tanto no presente momento quanto no período futuro, após a Reforma, entre os séculos 16 e 18 – vocês têm um nome que significa “a que permanece” (BATISTONE, 1989, p. 19), mas sua vida espiritual já não existe.
Para o mensageiro que receberá esta mensagem lá na igreja de Esmirna, você diz assim João: o Autor dessa mensagem é Aquele que pode conceder o Senhor Espírito Santo em Sua plenitude, bem como tem em Suas mãos os sete mensageiros que receberão o conteúdo desta carta: Eu conheço o que vocês da igreja de Sardes fazem – tanto no presente momento quanto no período futuro, após a Reforma, entre os séculos 16 e 18 – vocês têm um nome que significa “a que permanece”, mas sua vida espiritual já não existe.
3.2 Sê vigilante e consolida o resto que estava para morrer, porque não tenho achado íntegras as tuas obras na presença do meu Deus. No entanto, assim como em toda a História, há um remanescente[1], e este deve ser preservado para que não se contamine com o falso protestantismo e perca sua vida espiritual como os demais[2]; não vejo integridade e honestidade em sua religião, pois vocês estão desviados da Verdade tanto quanto àqueles contra quem protestam[3]. No entanto, assim como em toda a História, há um remanescente,  e este deve ser preservado para que não se contamine com o falso protestantismo e perca sua vida espiritual como os demais; não vejo integridade e honestidade em sua religião, pois vocês estão desviados da Verdade tanto quanto àqueles contra quem protestam.
3.3 Lembra-te, pois, do que tens recebido e ouvido, guarda-o e arrepende-te. Porquanto, se não vigiares, virei como ladrão, e não conhecerás de modo algum em que hora virei contra ti. Retornem a verdadeira Reforma e aos ensinos de Jesus Cristo[4]; pratiquem e vivam-nos revelando mudança e arrependimento em relação ao atual estado conformado com a ordem de coisas dessa época[5]. Mas se essa pequena chama e esse fino elo que liga vocês aos reformadores forem aniquilados, quando Eu, Jesus, voltar vocês serão pegos de surpresa como quando um ladrão invade uma residência desprevenida, pois estarão distraídos com a mentira que vivem, distantes do que professam, completamente vulneráveis e perdidos. Retornem a verdadeira Reforma e aos ensinos de Jesus Cristo; pratiquem e vivam-nos revelando mudança e arrependimento em relação ao atual estado conformado com a ordem de coisas deste mundo. Mas se essa pequena chama e esse fino elo que liga vocês aos reformadores forem aniquilados, quando Eu, Jesus, voltar vocês serão pegos de surpresa como quando um ladrão invade uma residência desprevenida, pois estarão distraídos com a mentira que vivem, distantes do que professam, completamente vulneráveis e perdidos.
3.4 Tens, contudo, em Sardes, umas poucas pessoas que não contaminaram as suas vestiduras e andarão de branco junto comigo, pois são dignas. Como disse, mesmo em meio a tudo isso, existe um remanescente[6], pequeno mas não contaminado, seguidores Meus que se recusam a contaminar o que Lhes dei – a salvação pela graça que se evidencia pelas obras da fé obediente! Esses filhos andarão em breve Comigo, pois são semelhantes a Mim e continuam vestidos com a Minha filosofia, a filosofia do (Re)Criador, no lugar de escolherem as ideias das criaturas. Portanto, eles são merecedores do destino que escolheram. Como disse, mesmo em meio a tudo isso, existe um remanescente, pequeno mas não contaminado, seguidores Meus que se recusam a contaminar o que Lhes dei – a salvação pela graça que se evidencia pelas obras da fé obediente! Esses filhos andarão em breve Comigo, pois são semelhantes a Mim e continuam vestidos com a Minha filosofia, a filosofia do (Re)Criador, no lugar de escolherem as ideias das criaturas. Portanto, eles são merecedores do destino que escolheram.
3.5 O vencedor será assim vestido de vestiduras brancas, e de modo nenhum apagarei o seu nome do Livro da Vida; pelo contrário, confessarei o seu nome diante de meu Pai e diante dos seus anjos. Aquele que continuar vencendo em meio a essas e outras adversidades terá seu caráter alvejado[7] e será coberto até o fim por Minha salvação, e quando seu nome for examinando no Julgamento do Santuário celestial, ele será confirmado no Livro da Vida do Cordeiro, o Meu livro dos vencedores. Diferentemente dos nomes dos que optarem pela cultura da falsa religiosidade[8], em vez de apagar[9] seu nome Eu o exaltarei diante de Meu Pai e dos Seus anjos[10]. Aquele que continuar vencendo em meio a essas e outras adversidades terá seu caráter alvejado e será coberto até o fim por Minha salvação, e quando seu nome for examinando no Julgamento do Santuário celestial, ele será confirmado no Livro da Vida do Cordeiro, o Meu livro dos vencedores. Diferentemente dos nomes dos que optarem pela cultura da falsa religiosidade, em vez de apagar seu nome Eu o exaltarei diante de Meu Pai e dos Seus anjos.
3.6 Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas.
Quem tem interesse em aprender de Mim, atenda ao Espírito Santo que está conduzindo as mentes de João (na recepção desta mensagem e sua escrita) e Meus outros mensageiros (na leitura e transmissão dela) das sete igrejas.
Quem tem interesse em aprender de Mim, atenda ao Espírito Santo que está conduzindo as mentes de João e Meus outros mensageiros das sete igrejas.

 

Referências:

BATTISTONE, Joseph J. Lições da Escola Sabatina, 2º Trimestre de 1989, nº 374, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP.

BELVEDERE, Daniel. Seminário: As Revelações do Apocalipse. Edição do Professor, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP, 2ª ed., 1987.

GULLEY, Norman R. Lições da Escola Sabatina, 3º Trimestre de 1996, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP.

RAMOS, Samuel. As Revelações do Apocalipse, v. 1, 2006.

SMITH, Urias. As profecias de Daniel e Apocalipse, vol. 2. O livro de Apocalipse, 1979.

THIELE, Edwin R.; BERG, Henrique. Apocalipse – esboços de estudos, 1960. Disponível em: <http://www.iasdsapiranga.com.br/assets/esbo%C3%A7os-do-apocalipse.pdf>. Acesso em: fev. 2017.

WHITE, Ellen G. O Grande Conflito, 2013. Disponível em: <http://centrowhite.org.br/files/ebooks/egw/O%20Grande%20Conflito.pdf>. Acesso em: fev. 2017.

WHITE, Ellen G. Patriarcas e Profetas, 2007. Disponível em: <http://centrowhite.org.br/files/ebooks/egw/Patriarcas%20e%20Profetas.pdf>. Acesso em: mai. 2017.

 

[1] “Sardes, a Igreja da Reforma e do tempo posterior a ela, assim como Pérgamo – falando de um modo geral – foi uma igreja espiritualmente morta, mas com alguns membros cuja relação com o Senhor tornou suas obras agradáveis a Cristo” (BATISTONE, 1989, p. 43). “O verdadeiro despertamento da vida religiosa da raça de fala inglesa data de Wesley. Dizer que ele reuniu os fragmentos da consciência inglesa é verdade, mas é só meia verdade. Ele a criou de novo! Ela estava morta – duplamente morta; e foi através de seus lábios que Deus soprou de novo nela o fôlego de vida”, Thiele (196, p. 77) citando W.H. Fitchett, Wesley and His Century, p. 11-15.

 

[2] “Essa igreja era apática, sem vida e sem amor. Tinha aparência, mas carecia de poder. Que é uma igreja morta? Que é um cristão que ‘está morto’? Os membros da Igreja em Sardes tinham a reputação de que estavam espiritualmente vivos, mas não possuíam fé viva. Conseqüentemente, suas obras não podiam ser aceitas por Deus” (op. cit., p. 44). “O grande defeito que o anjo desta igreja a repreende é que tem nome de que vive e está morta. Que elevada posição, do ponto de vista mundano, ocupou a igreja nominal durante este período! Chamam a atenção os seus títulos altissonantes e a sua aceitação pelo mundo. Mas depressa aumentaram nela o orgulho e a popularidade que a espiritualidade ficou destruída, apagada a linha de separação entre a igreja e o mundo, e as organizações populares eram igrejas de Cristo apenas de nome!” (SMITH, 1979, p. 44). “Dentro de poucas décadas, as igrejas reformadas experimentaram um período de violenta controvérsia doutrinária. Assim como no período de Pérgamo a Igreja Católica perverteu a fé apostólica e as verdades cristalinas da igreja primitiva, em razão de seu afastamento da Bíblia; também as igrejas protestantes afastaram-se dos princípios enunciados por seus fundadores. O princípio dos reformadores dizia: ‘A Bíblia e a Bíblia só deve ser a nossa única regra de fé.’ Protegidas pelo poder e prestígio do Estado, e acomodadas dentro da confissão dos credos, as igrejas nacionais do mundo protestante se conformaram com a forma da piedade, porém, sem o seu poder” (RAMOS, 2006, p. 133).

 

[3] “A hipocrisia caracterizou … [a igreja de Sardes], que não era o que pretendia ser. Declaradamente, as igrejas da Reforma haviam descoberto o que significa viver pela fé em Jesus Cristo; mas, em grande parte, elas acabaram caindo num estado que, nalguns aspectos, se assemelhava ao da organização da qual se haviam retirado. Seu nome – protestante – denotava oposição aos abusos, erros e formalismos da Igreja Católica Romana, e o nome Reforma dava a entender que nenhuma dessas faltas devia encontrar-se no rebanho protestante”, Batistone (1989, p. 48, 49) citando Seventh Day Adventist Bible Commentary, vol. 7, págs. 755 e 756. “Apocalipse 3:2 profetiza a tragédia vivida pelas igrejas que, após a morte de seus fundadores deixaram morrer parte das verdades descobertas e pregadas pelos reformadores” (BELVEDERE, 1987, p. 37).

 

[4] “A igreja de Sardes é a igreja da transição entre o Movimento da Reforma e o protestantismo. O período da Reforma começou no período de Tiatira com os Valdenses, os Lolardos, seguidores de Wycliffe, a Igreja dos Irmãos na Boêmia e Morávia, João Huss, Jerônimo e culminou com Lutero. Em 1530, com a formação do primeiro credo protestante, iniciou o declínio da Reforma e o nascimento de uma nova era chamada protestantismo, caracterizada pelas Igrejas Nacionais recebendo sua força, não mais de Deus, mas dos governos” (RAMOS, 2006, p. 132). “Quando quer que a igreja tenha obtido o poder secular, empregou-o ela para punir a discordância às suas doutrinas. As igrejas protestantes que seguiram os passos de Roma, formando aliança com os poderes do mundo, têm manifestado desejo semelhante de restringir a liberdade de consciência. Dá-se um exemplo disto na prolongada perseguição aos dissidentes, feita pela Igreja Anglicana. Durante os séculos dezesseis e dezessete, milhares de ministros não-conformistas foram obrigados a deixar as igrejas, e muitos, tanto pastores como o povo em geral, foram submetidos a multa, prisão, tortura e martírio” (WHITE, 2013, p. 443).

 

[5] “Um outro fator que contribuiu muito para aumentar nas igrejas protestantes o espírito de apatia para com as coisas espirituais foi o surgimento do Racionalismo nos séculos XVII e XVIII. Sob o impacto das descobertas científicas, muitos estudiosos passaram a crer que as leis naturais eram suficientes para explicar as obras do universo. Freqüentemente eles concluíam que a função principal de Deus em relação a este mundo era que Ele, Deus, fora unicamente a primeira causa, e que desde o Seu ato inicial da criação, o mundo tem funcionado mais ou menos independente de Deus. Esta maneira de pensar resultou num distanciamento da Bíblia, que, por sua vez, passou a ser considerada irreal, inexata e não literal”, Ramos (2006, p. 134) citando Seventh Day Adventist Bible Commentary, vol. 7, 756.

 

[6] Batistone (1989, p. 20) citando Roy Allan Anderson, O Apocalipse Revelado, p. 44, 45: “Quando João escreveu, em 95 A.D., Sardes estava vivendo principalmente de seu glorioso passado. As poucas coisas ainda vivas pareciam prestes a morrer. Sua atividade externa não era corroborada por espiritualidade interna. O que haviam recebido e ouvido não era lembrado e conservado. Mesmo em Sardes, porém, havia uns poucos que não tinham contaminado os seus vestidos”. “Os que lideraram a Reforma eram homens de vigorosa consagração, mas seus seguidores, supondo que todas as batalhas já haviam sido ganhas, acomodaram-se em religião organizada. Grandes movimentos iniciados por homens como Lutero e Knox tornaram-se meras religiões de Estado, sustentadas pelo erário público.” “Nunca houve um período tão escuro em que Deus não tivesse Suas estrelas. No período de Sardes, Deus tinha “alguns que não contaminaram seus vestidos” (Apoc. 3:4): os reformadores Martinho Lutero, Ulrich Zwinglio, João Calvino, o puritano João Bunyan, os petistas Philipp Spenner, August Hermann Francke, e o Conde Zinzendorf, e os metodistas João Wesley e Whitefield” (RAMOS, 2006, p. 146).

 

[7] “O ser vestido de vestes brancas é explicado noutras passagens como um símbolo de mudar a iniqüidade em justiça. (Ver Zac. 3:4, 5). ‘Tirai-lhe estes vestidos sujos’, é explicado pela linguagem que se segue: ‘Eis que tenho feito com que passe de ti a tua iniqüidade.’ ‘O linho fino’, ou as vestes brancas, ‘são as justiças dos santos.’ Apocalipse 19:8” (SMITH, 1979, p. 45). “As analogias entre as cartas de Éfeso e Sardes são íntimas, e devem ser estudadas juntamente. A história desenrolou-se em linhas semelhantes nas duas igrejas. Ambas começaram entusiasticamente e esfriaram. A degeneração existiu em ambas; embora, em Éfeso a degeneração não se tinha tornado tão séria como em Sardes. Desta maneira o ponto-chave na carta a Éfeso é apenas alteração, instabilidade e incerteza; na carta a Sardes o ponto-chave é degradação, falsa pretensão e morte”, Thiele (1960, p. 78) citando W. Ramsey, The Letters to the Seven Churches of Asia, p. 369.

 

[8] “Os nomes dos que perderam sua relação com Cristo como nascidos de novo são apagados (Apoc. 3:5). O selo de Deus do tempo do fim é colocado sobre os nomes mantidos no livro da vida (Apoc. 7:1-3; 14:1-5)” (GULLEY, 1996, p. 4). “O livro da vida contém os nomes de todos os que já entraram ao serviço de Deus. Se quaisquer destes se afastam dEle, e por uma obstinada persistência no pecado se tornam finalmente endurecidos à influência do Espírito Santo, seus nomes serão no juízo apagados do livro da vida, e eles serão votados à destruição” (WHITE, 2007, p. 326). “O estudo da história da Reforma mostra que o protestantismo, a partir de 1530, introduziu um outro período de apostasia, ou melhor, uma outra forma de apostasia. Em menos de cem anos, o luteranismo, com o qual a Reforma alcançara o seu clímax, cristalizou-se num formalístico e dogmático movimento protestante. O historiador D’Aubigne considera que o fim da verdadeira Reforma foi o “decisivo período de 1530 e 1531,” e que a partir dessa data, começou então uma outro capítulo, a história do protestantismo”, Ramos (2006, p. 136) citando F.G. Smith, What the Bible Teaches, p. 293. “O grande sistema protestante que sucedeu o romanismo, tomou o seu lugar no mundo moderno, assim como foi descrito na profecia. As duas primeiras nações na Europa a se levantarem contra o papado foram a Alemanha e a Inglaterra. Estas duas nações têm sido consideradas como sendo a plataforma do protestantismo. O protestantismo ganhou sua posição e influência no mundo moderno especialmente através do poder político. Este fato não pode se negado, pois foi assim no passado na Alemanha e Inglaterra, e assim será no futuro quando a profecia do protestantismo apostatado de Apoc. 13:11-18 cumprir-se através da união da Igreja e do Estado nos Estados Unidos da América do Norte. […] A história da Reforma mostra como Deus trabalhou poderosamente através dos reformadores, mas a história do protestantismo mostra quão rapidamente as igrejas reformadas perderam sua dependência de Deus e apelaram para os braços do poder político. O período de Sardes também recheou-se de perseguições e de mortes. O que a Inquisição fez contra os cristãos no período de Tiatira, as igrejas protestantes nacionais fizeram contra os grupos protestantes minoritários no período de Sardes. O mesmo espírito satânico que moveu o papado contra os Valdenses, contra os Lolardos (seguidores de Wycliffe), e contra a Igreja dos Irmãos da Boêmia e Morávia, moveu também as igrejas protestantes nacionais da Alemanha e da Inglaterra contra seus irmãos no período de Sardes” (RAMOS, 2006, p. 136, 137).

 

[9] “Dizer ao vencedor que o seu nome não será apagado do livro da vida é o mesmo que dizer que os seus pecados serão apagados do livro onde estão registrados, para não serem mais recordados contra ele (Heb. 8:12). Significa que, o seu nome ou seus pecados devem ser apagados dos registros celestiais. Quão precioso é o pensamento de que agora somos perdoados se confessamos nossas transgressões! Então, se permanecemos fiéis a Deus, os pecados serão apagados ao vir Jesus” (SMITH, 1979, p. 46). “Ao abrirem-se os livros de registro no juízo, é passada em revista perante Deus a vida de todos os que creram em Jesus. Começando pelos que primeiro viveram na Terra, nosso Advogado apresenta os casos de cada geração sucessiva, finalizando com os vivos. Todo nome é mencionado, cada caso minuciosamente investigado. Aceitam-se nomes, e rejeitam-se nomes. Quando alguém tem pecados que permaneçam nos livros de registro, para os quais não houve arrependimento nem perdão, seu nome será omitido do livro da vida, e o relato de suas boas ações apagado do livro memorial de Deus” (WHITE, 2013, p. 483).

 

[10] “Os nomes de todos aqueles que uma vez se entregaram a Deus estão escritos no livro da vida, e o seu caráter está sendo passado agora em revista diante dEle. Anjos de Deus avaliam o valor moral. Eles observam o desenvolvimento do caráter naqueles que vivem agora, para ver se os seus nomes podem ser conservados no livro da vida. É-nos concedido um tempo de graça para lavarmos e alvejarmos as veste do caráter no sangue do Cordeiro. Quem está fazendo isso? Quem está se afastando do pecado e egoísmo?”, Batistone (1989, p. 48) citando Seventh Day Adventist Bible Commentary, vol. 7, p. 960.

Lista online sobre Triângulos

Para começar sua Lista, aperte aqui: Lista de Exercícios.
 
Instruções importantes para a realização das Listas Online do prof. H:
  • Recomendo que você resolva este questionário somente após ter feito as atividades que eu passei anteriormente (do livro, Quizzes online, questões avulsas em sala e no WhatsApp, etc.).
  • Ao concluir todas as questões, verifique se todas as opções escolhidas continuam marcadas.
  • DIGITE seu nome no campo indicado, bem como o nome de sua Instituição e as demais informações solicitadas.
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Bons estudos com a tecnologia educacional do prof. H!!

Credo da sociedade anti-cosmovisão (pós-modernismo)

Cremos em Marx, Freud e Darwin.

Cremos que tudo está bem

Desde que você não prejudique ninguém,

Até onde você possa definir prejudicar

E até onde você possa definir conhecimento. Continue Reading…

Fósseis de Galápagos: pedra no sapato dos evolucionistas

                   Revelações importantes

Afloramentos vulcânicos no arquipélago de Galápagos não parecem fornecer a riqueza de exemplares encontrados em outras localidades ricas em fósseis ao redor do mundo. No entanto, os fósseis estão, de fato, presentes nas Ilhas Galápagos. Esta breve revisão aborda o onde, o que, quando e por que de haver fósseis nas Ilhas Galápagos, e fecha com uma discussão sobre sua potencial contribuição para o desenvolvimento de modelos sobre as origens.

Onde estão os fósseis encontrados nas Ilhas Galápagos?

  1. Os sedimentos depositados em águas rasas ao redor das ilhas e posteriormente levantados acima do nível do mar, muitas vezes contêm fósseis de organismos marinhos (tais como conchas de moluscos).[1]
  1. Tubos de lava se formam durante as erupções vulcânicas, quando o topo de um fluxo de lava resfria e solidifica, mas a lava continua a fluir por baixo. Quando drenos de lava se esvaem desses condutos tubulares, um espaço vazio é deixado no subsolo. Esses túneis e fissuras muitas vezes contêm sedimentos com restos fósseis de vertebrados terrestres.[2]
  1. O interior de algumas das ilhas é caracterizado por um clima mais consistentemente úmido. Pequenos lagos e pântanos, formados dentro de crateras vulcânicas inativas, podem ser encontrados. Os sedimentos que enchem o fundo dessas pequenas depressões contêm material vegetal fóssil.[3, 4]

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Criacionismo científico e design inteligente

             Se há um relógio, houve um…

Existem três principais ramificações distintas dentro do criacionismo: a religiosa, a bíblica e a científica. Normalmente, quando falamos de criacionismo, as pessoas associam apenas aos dois primeiros e se esquecem de que existe uma terceira ramificação, que também surgiu há algumas décadas, nos Estados Unidos, chamada de “criacionismo científico”. Logo, não são todos iguais. O criacionismo científico vem sendo definido e divulgado desde a década de 1970.[1] A propósito, associações e institutos criacionistas norte-americanos há muito tempo defendem que apenas o “criacionismo científico” seja ensinado nas escolas públicas como uma alternativa válida ao evolucionismo.[2] Porém, de acordo com o engenheiro Dr. Henry Morris, fundador e presidente emérito do Institute for Creation research (ICR), “em uma escola ou faculdade cristã, […] é apropriado e muito importante demonstrar que o criacionismo bíblico e o criacionismo científico são totalmente compatíveis, dois lados da mesma moeda.” Para ele, “a criação revelada nas Escrituras é apoiada por todos os verdadeiros fatos da natureza; o estudo combinado pode corretamente ser chamado ‘criacionismo bíblico-científico’.”[2]

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Hitler e Darwin (livro)

“Somos um membro da criação e filhos da natureza, e para nós valem as mesmas leis que para todos os seres vivos. Na natureza a lei da guerra vale desde o começo. Todo aquele que não consegue viver, e que é fraco, é exterminado. Só o ser humano e, principalmente, a Igreja têm por objetivo manter vivos artificialmente o fraco, o que não tem condições de viver e aquele que não tem valor” (Hitler)

Traudl Junge, secretária de Hitler durante a 2ª Guerra, relata no livro Até o Fim (Ediouro) suas impressões a respeito do Führer enquanto conviveu com ele e seus colaboradores na “Toca do Lobo”, como era chamado o quartel-general nazista. Toda a informação que podia obter da guerra era cuidadosamente fornecida pelo próprio Hitler e seus imediatos, que faziam questão de transmitir a maior tranquilidade e segurança. Tendo vivido nesse período cercada de conforto e amenidades, Traudl conta que, ao fim da guerra, enfrentou imensa dificuldade para acreditar que Hitler, uma pessoa extremamente cortês e paternal, pudesse ter cometido tamanhas atrocidades. Passou anos do pós-guerra procurando entender como é que havia sido “tão ingênua e alienada durante o período em que esteve tão próxima do centro das decisões”, segundo o texto da contracapa do livro.

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A hipótese espírita versus a hipótese da mortalidade da alma (2ª parte)

Quem explica melhor a realidade – Jesus ou o espiritismo? Quais as implicações em se obedecer à uma dessas duas cosmovisões excludentes? A existência de visões tão opostas evidencia nossa responsabilidade para com o livre-arbítrio que recebemos. Podemos achar que estamos no terreno da filosofia. E isso, em parte, está certo. Mas, os resultados de se crer numa ou na outra visão são tão diferentes como a vida eterna e a morte eterna

(Este material foi gerado nos debates do grupo do blog no WhatsApp. Caso tenha interesse em participar, aperte/clique AQUI.)

 

2ª parte

 

Bloco 1 (questionamentos introdutórios)

I) Algo existe por que vemos ou ouvimos ou sentimos? Enfim, nossos sentidos devem decretar o que existe ou não? Tudo o que existe é visível? E as ilusões de ótica? Será que elas podem existir no campo espiritual também? O que a humanidade de décadas atrás não via, nós hoje podemos enxergar! Isso nos diz algo?

II) A realidade é objetiva ou subjetiva? Dito de outro modo – vivemos o que vivemos ou o que chamamos de realidade pode não passar de um holograma, algo artificial já previamente programado?

III) Somos predestinados/pré-programados para viver o que vivemos? Livre-arbítrio existe? Quanto dele existe e como medi-lo? E quanto à hipótese espírita da reencarnação? Quem morre reencarna ou vai para algum ambiente recompensador (Céu, inferno, purgatório, …)?

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A hipótese espírita versus a hipótese da mortalidade da alma (1ª parte)

Mesmo o maior cético do espiritismo é obrigado a concordar que os fenômenos espíritas (pelo menos os que já foram testados) são autênticos, não há encenação

(Este material foi gerado nos debates do grupo do blog no WhatsApp. Caso tenha interesse em participar, aperte/clique AQUI.)

 

1ª parte

Bloco 1 (conceitos)

Amigos, gostaria de começar apresentando alguns conceitos que usaremos bastante daqui para frente:

Fideísmo = “Doutrina religiosa que prega que as verdades metafísicas, morais e religiosas, como a existência de Deus, a justiça divina após a morte e a imortalidade, são inalcançáveis através da razão” (Dicionário). (Ou seja, o fideísmo limita a pesquisa/investigação e até a abdica, por não necessitar se apoiar em evidência; basta a sensação subjetiva da certeza interior).

= “Porque os atributos invisíveis de Deus, assim o seu eterno poder, como também a sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas” (Rm 1.20). (Ou seja, a fé exige evidência visível para se acreditar no invisível).

Pergunta 1 O espiritismo é fideísta ou se utiliza da fé? Por outro lado, a crença de que somos mortais (mortalidade da alma) é fideísta ou se utiliza da fé?

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Apocalipse – possibilidades (capítulo 1)

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Ap

Texto (ARA, 3ª ed)

Leitura com a fundamentação das possibilidades que tentam alcançar a intenção do profeta João

Leitura enxuta

1.1 Revelação de Jesus Cristo, que Deus lhe deu para mostrar aos seus servos as coisas que em breve devem acontecer e que ele, enviando por intermédio do seu anjo, notificou ao seu servo João, A Trindade[1] deu ao ressurreto Jesus a permissão (ou a função) de entregar a Seus seguidores um vislumbre de acontecimentos futuros. Então, Jesus incumbiu ao anjo Gabriel (?), confira Dn 10.21 e Lc 1.26 e também Smith (1904)[2], de entregar esses vislumbres ao profeta João, A Trindade deu ao ressurreto Jesus a permissão de entregar a Seus seguidores um vislumbre de acontecimentos futuros. Então, Jesus incumbiu ao anjo Gabriel de entregar esses vislumbres ao profeta João,
1.2 o qual atestou a palavra de Deus e o testemunho de Jesus Cristo, quanto a tudo o que viu. e ele recebeu a palavra de Deus (que é o mesmo que o testemunho de Jesus[3], pois Ele é a Palavra ou o Verbo divino, Jo 1.1), e registrou aquilo que lhe foi apresentado em áudio e/ou imagens sobrenaturalmente. e ele recebeu a palavra de Deus, e registrou aquilo que lhe foi apresentado em áudio e imagens sobrenaturalmente.
1.3 Bem-aventurados aqueles que lêem e aqueles que ouvem as palavras da profecia e guardam as coisas nela escritas, pois o tempo está próximo. São e serão felizes[4]: a pessoa que lerá o que escrevi nesta carta para os outros; os seus ouvintes e os que, dentre esses, se comprometerem com os conteúdos, pois o cumprimento dessas profecias relacionadas aos dias que antecedem o retorno do Senhor Jesus ao planeta Terra está chegando. São e serão felizes: a pessoa que lerá o que escrevi nesta carta para os outros; os seus ouvintes e os que, dentre esses, se comprometerem com os conteúdos, pois o cumprimento dessas profecias relacionadas aos dias que antecedem o retorno do Senhor Jesus ao planeta Terra está chegando.
1.4 João, às sete igrejas que se encontram na Ásia, graça e paz a vós outros, da parte daquele que é, que era[5] e que há de vir[6], da parte dos sete Espíritos[7] que se acham diante do seu trono Eu, João, tenho o objetivo primário de escrever para os irmãos das sete igrejas (cf. o verso 11) que se encontram na Ásia[8]. Desejo a vocês a graciosa salvação e a paz que só Deus o Pai – o qual existe, sempre existiu e aparecerá na volta de Jesus [embora essa expressão também possa se referir a Jesus, confira o verso 8 (apesar de nesta pesquisa busque-se a intenção do escritor e não apenas uma boa aplicação de seus escritos), o Messias ou Cristo, o qual sempre existiu como Deus e Anjo[9] antes de Se tornar Homem, e depois ascendeu ao Céu como Deus, Anjo e Homem para continuar Suas funções relacionadas a redenção da humanidade, mas virá assim que concluí-las)], e só o Espírito Santo (Aquele que também é Senhor dos exércitos dos anjos de Deus)[10], que também está junto ao trono, podem dar Eu, João, tenho o objetivo primário de escrever para os irmãos das sete igrejas que se encontram na Ásia. Desejo a vocês a graciosa salvação e a paz que só Deus o Pai – o qual existe, sempre existiu e aparecerá na volta de Jesus, e só o Espírito Santo, que também está junto ao trono, podem dar
1.5 e da parte de Jesus Cristo, a Fiel Testemunha[11], o Primogênito[12] dos mortos e o Soberano dos reis da terra. Àquele que nos ama, e, pelo seu sangue, nos libertou dos nossos pecados, e, além dessas Duas Pessoas divinas, da parte também de Jesus Cristo, Aquele que recebeu da Trindade a permissão (ou função) de revelar a nós Seus seguidores o que em breve há de acontecer, e creio que tudo aquilo que Ele recebeu nos passará fielmente (cf. a nota 11; perceba que, embora essa não tenha sido a intenção de João, o Espírito Santo também pode ser considerado a “Fiel Testemunha” desse versículo, e o Pai da mesma forma); sim, Ele merece a minha confiança, pois também é o principal (e a Causa) dos que já se depararam com a morte e a venceram; e mais, Ele é o Soberano dos reis das nações e não o imperador romano! Jesus, precisamente Aquele que “remove reis e estabelece reis” (Dn 2.21). Sim, eu definitivamente acredito em Seu testemunho porque Ele nos ama, e provou isto em Sua morte na cruz, a qual nos deu alforria da escravidão do pecado,[13] e, além dessas Duas Pessoas divinas, da parte também de Jesus Cristo, Aquele que recebeu da Trindade a permissão de revelar a nós Seus seguidores o que em breve há de acontecer, e creio que tudo aquilo que Ele recebeu nos passará fielmente; sim, Ele merece a minha confiança, pois também é o principal dos que já se depararam com a morte e a venceram; e mais, Ele é o Soberano dos reis das nações e não o imperador romano! Jesus, precisamente Aquele que “remove reis e estabelece reis”. Sim, eu definitivamente acredito em Seu testemunho porque Ele nos ama, e provou isto em Sua morte na cruz, a qual nos deu alforria da escravidão do pecado,
1.6 e nos constituiu reino, sacerdotes para o seu Deus e Pai, a ele a glória e o domínio pelos séculos dos séculos. Amém! e, então, nos transformou em súditos do reino eterno[14], sacerdotes[15] para o Seu Deus (cf. 5.10 e 20.6) e Pai, como Ele dizia (cf. Jo 20.17). Por isso desejo a glória e o domínio eterno somente a Deus (o Pai?). Que assim seja! e, então, nos transformou em súditos do reino eterno, sacerdotes para o Seu Deus e Pai, como Ele dizia. Por isso desejo a glória e o domínio eterno somente a Deus. Que assim seja!
1.7 Eis que vem com as nuvens, e todo olho o verá, até quantos o traspassaram.[16] E todas as tribos da terra se lamentarão[17] sobre ele. Certamente. Amém! E do modo como Jesus ascendeu ao Céu (cf. At 1.9-11) voltará novamente à Terra, envolto em nuvem[18]; e todos os que estiverem vivos naquele dia e momento O verão, inclusive aqueles que O mataram – irão ressuscitar só para vê-Lo[19], como Ele predisse (cf. Mt 26.64). As pessoas que escolheram a Terra como sua origem e seu destino, em vez de Deus, irão se lamentar e muito se entristecerão ao vê-Lo retornando como prometera, sobre as nuvens. Eu acredito que isso irá acontecer desse jeito. Que assim seja! E do modo como Jesus ascendeu ao Céu voltará novamente à Terra, envolto em nuvem; e todos os que estiverem vivos naquele dia e momento O verão, inclusive aqueles que O mataram – irão ressuscitar só para vê-Lo, como Ele predisse. As pessoas que escolheram a Terra como sua origem e seu destino, em vez de Deus, irão se lamentar e muito se entristecerão ao vê-Lo retornando como prometera, sobre as nuvens. Eu acredito que isso irá acontecer desse jeito. Que assim seja!
1.8 Eu sou o Alfa e Ômega[20], diz o Senhor Deus, aquele que é, que era e que há de vir, o Todo-Poderoso. “Eu sou o originador e terminador de tudo”, diz a Trindade[21] (embora João talvez tenha pensado em referir só Deus o Pai), Aquele que existe, sempre existiu e aparecerá na volta de Jesus (cf. v. 4), o Todo-poderoso. “Eu sou o originador e terminador de tudo”, diz a Trindade, Aquele que existe, sempre existiu e aparecerá na volta de Jesus, o Todo-poderoso.
1.9 Eu, João, irmão vosso e companheiro na tribulação, no reino e na perseverança, em Jesus, achei-me na ilha chamada Patmos, por causa da palavra de Deus e do testemunho de Jesus. Eu, João, irmão (em Cristo) de vocês a quem escrevo, e coparticipante com vocês dos sofrimentos infligidos pelos judeus religiosos e romanos pagãos contra os seguidores de Jesus, mas, assim como vocês, também me mantenho no reino que recebemos por meio de Jesus, com constância e comprometimento. Fui lançado pelos romanos na pequena ilha-cárcere de Patmos, pois eu não parava de levar Jesus e Seus ensinamentos (cf. 1.2, nota de rodapé 3) a tantas quantas pessoas eu conseguia e, por causa disso, fui aprisionado. Eu, João, irmão (em Cristo) de vocês a quem escrevo, e coparticipante com vocês dos sofrimentos infligidos pelos judeus religiosos e romanos pagãos contra os seguidores de Jesus, mas, assim como vocês, também me mantenho no reino que recebemos por meio de Jesus, com constância e comprometimento. Fui lançado pelos romanos na pequena ilha-cárcere de Patmos, pois eu não parava de levar Jesus e Seus ensinamentos a tantas quantas pessoas eu conseguia e, por causa disso, fui aprisionado.
1.10 Achei-me em espírito[22], no dia do Senhor, e ouvi, por detrás de mim, grande voz, como de trombeta, Recebi uma visão divina num sábado, o dia do Senhor Jesus[23], e nela ouvi uma voz que falava comigo, vinda de alguém atrás de mim; o som era extraordinário e o comparo ao sonido da trombeta, Recebi uma visão divina num sábado, o dia do Senhor Jesus, e nela ouvi uma voz que falava comigo, vinda de alguém atrás de mim; o som era extraordinário e o comparo ao sonido da trombeta,
1.11 dizendo: O que vês escreve em livro e manda às sete igrejas: Éfeso, Esmirna, Pérgamo, Tiatira, Sardes, Filadélfia e Laodicéia. e a voz me disse: as cenas que você vê, descreva-as do seu jeito e envie tudo o que escrever para aquelas sete igrejas na Ásia, a saber: Éfeso, Esmirna, Pérgamo, Tiatira, Sardes, Filadélfia e Laodicéia. e a voz me disse: as cenas que você vê, descreva-as do seu jeito e envie tudo o que escrever para aquelas sete igrejas na Ásia, a saber: Éfeso, Esmirna, Pérgamo, Tiatira, Sardes, Filadélfia e Laodicéia.
1.12 Voltei-me para ver quem falava comigo e, voltado, vi sete candeeiros de ouro Quando virei para saber quem era que falava comigo eu vi sete candeeiros de ouro[24] Quando virei para saber quem era que falava comigo eu vi sete candeeiros de ouro
1.13 e, no meio dos candeeiros, um semelhante a filho de homem[25], com vestes[26] talares e cingido, à altura do peito, com uma cinta de ouro. e, entre os candeeiros (no centro?), eu avistei uma pessoa humana (que me lembrou o Filho do homem?), com roupa até os pés, vestes de sacerdote[27] inclusive com o cinto logo abaixo do peito, também de ouro. e, entre os candeeiros, eu avistei uma pessoa humana, com roupa até os pés, vestes de sacerdote inclusive com o cinto logo abaixo do peito, também de ouro.
1.14 A sua cabeça[28] e cabelos eram brancos[29] como alva lã, como neve; os olhos, como chama de fogo[30]; A cabeça e os cabelos daquela pessoa eram brancos e os comparo ao que eu conheço com essa cor: lã e neve bem branquinhas! Já os seus olhos eu os comparo as chamas do fogo; A cabeça e os cabelos daquela pessoa eram brancos e os comparo ao que eu conheço com essa cor: lã e neve bem branquinhas! Já os seus olhos eu os comparo as chamas do fogo;
1.15 os pés, semelhantes ao bronze polido[31], como que refinado numa fornalha; a voz[32], como voz de muitas águas[33]. já os seus pés são como uma peça de bronze bem polido, que foi refinado em fornalha; e a sua voz que escutei eu comparo com o som de muitas águas jorrando. já os seus pés são como uma peça de bronze bem polido, que foi refinado em fornalha; e a sua voz que escutei eu comparo com o som de muitas águas jorrando.
1.16 Tinha na mão direita sete estrelas, e da boca saía-lhe uma afiada espada de dois gumes[34]. O seu rosto[35] brilhava como o sol na sua força. Ele tinha em sua mão direita sete estrelas como as do céu à noite, e eu vi saindo de sua boca uma espada afiada que cortava nas duas laterais. O rosto dele brilhava tanto como o sol no momento de sua maior força. Ele tinha em sua mão direita sete estrelas como as do céu à noite, e eu vi saindo de sua boca uma espada afiada que cortava nas duas laterais. O rosto dele brilhava tanto como o sol no momento de sua maior força.
1.17 Quando o vi, caí a seus pés como morto. Porém ele pôs sobre mim a mão direita, dizendo: Não temas; eu sou o primeiro e o último Após contemplá-lo, imediatamente fiquei inconsciente e caí como se tivesse morrido diante dele (do mesmo modo como ocorreu com os profetas Ezequiel e Daniel[36]). Daí ele me tocou com a mão direita e disse: “Não fique com medo apesar de Minha glória resplendente e da reação de seu organismo! Eu sou o originador e terminador de tudo Após contemplá-lo, imediatamente fiquei inconsciente e caí como se tivesse morrido diante dele. Daí ele me tocou com a mão direita e disse: “Não fique com medo apesar de Minha glória resplendente e da reação de seu organismo! Eu sou o originador e terminador de tudo
1.18 e aquele que vive; estive morto, mas eis que estou vivo pelos séculos dos séculos e tenho as chaves da morte e do inferno. e Aquele que está vivo, muito embora Eu tenha morrido, mas voltei à vida eterna, e possuo o controle da morte, podendo abrir a  sepultura e trazer à vida quem Eu quiser. e Aquele que está vivo, muito embora Eu tenha morrido, mas voltei à vida eterna, e possuo o controle da morte, podendo abrir a  sepultura e trazer à vida quem Eu quiser”.
1.19 Escreve, pois, as coisas que viste, e as que são, e as que hão de acontecer depois destas. Por gentileza, descreva o conteúdo que já lhe foi apresentado e o que você está vendo agora, e continue a anotar o que virá depois destas cenas. Por gentileza, descreva o conteúdo que já lhe foi apresentado e o que você está vendo agora, e continue a anotar o que virá depois destas cenas.
1.20 Quanto ao mistério das sete estrelas que viste na minha mão direita e aos sete candeeiros de ouro, as sete estrelas são os anjos das sete igrejas, e os sete candeeiros são as sete igrejas. E já vou lhe adiantar alguns significados: com relação às sete estrelas que você viu em Minha mão direita, isto é um símbolo dos sete mensageiros das sete igrejas que lhe mencionei, os quais receberão o conteúdo que você está anotando; e quanto aos sete candeeiros no meio dos quais estou são as próprias igrejas”. E já vou lhe adiantar alguns significados: com relação às sete estrelas que você viu em Minha mão direita, isto é um símbolo dos sete mensageiros das sete igrejas que lhe mencionei, os quais receberão o conteúdo que você está anotando; e quanto aos sete candeeiros no meio dos quais estou são as próprias igrejas”.

 

Referências:

SMITH, URIAH. Thoughts on Daniel and the Revelation, the response of history to the voice of prophecy Review and Herald Publishing Company, Batle creeck, Michigan, 1904. Disponível em: <http://www.champs-of-truth.com/books/dr/index.htm>. Acesso em: nov. 2016.

 

[1] João acreditava na Trindade? Ele tinha conhecimento dessa crença? Talvez não fosse sua intenção apontar para a Divindade trina aqui, ao se referir a Deus. Talvez ele se referiu apenas ao Pai (como parece acontecer no verso 6b). No entanto, parece-me que o Cristo cria na Trindade, e se isto for verdade, independentemente da intenção do profeta-escritor, ao mencionarmos a Trindade aqui elevamos o texto a um ponto de vista transcendental. Confira o livro “JAVÉ” de 2009, disponível em: <http://blogdoprofh.com/2012/08/03/jave-o-livro/>. Acesso em: nov. 2016.   

 

[2] No pdf em português (Considerações sobre Daniel & Apocalipse, 2014, disponível em <http://centrowhite.org.br/files/ebooks/apl/portugues/Smith/Daniel%20e%20Apocalipse.pdf>, acesso em: 18 nov. 2016), confira a página 216.

 

[3] João equipara as Escrituras veterotestamentárias à palavra de Jesus em seu evangelho (cf. Jo 2.22). Aqui, creio que ele faz o mesmo. Assim sendo, assim como a expressão “palavra de Deus” denota/conota revelação sobrenatural divina dada ao portador do dom profético (p. ex., 1° Rs 18.31 e  Lc 3.2), segue que a expressão joanina “testemunho de Jesus” é sinônima da anterior, preservando seu significado. Não se trata de um testemunho no sentido comum, mas de uma revelação divina. Seria essa também a intenção de João nessa passagem?

 

[4] Primeira de sete bem-aventuranças contidas no livro. A segunda está em Ap 14.13.

[5] Compare com 11.17 e 16.5.

 

[6] Confira a mesma expressão em 1.8 e 4.8.

 

[7] Confira a mesma expressão em 4.5 e 5.6.

 

[8] Veja no mapa a proximidade entre a ilha de Patmos (cativeiro romano do profeta João) e essas sete regiões: <https://pt.wikipedia.org/wiki/Sete_igrejas_do_Apocalipse>. Acesso em: dez. 2016.

 

[9] Sobre as três naturezas de Jesus Cristo, estude o artigo “Jesus Cristo – JAVÉ, Anjo, Arcanjo, Miguel e Príncipe”, disponível em: <http://blogdoprofh.com/2011/07/17/jesus-cristo-jave-anjo-arcanjo-miguel-e-principe/>. Acesso em: 

 

[10] Se Jesus é o arcanjo (1 Ts 4.16) Miguel, “o grande príncipe” (Dn 12.1) ou o Comandante, tanto dos soldados humanos como dos anjos (ou “espíritos ministradores”, Hb 1.14), “do exército do SENHOR“ (Js 5.14,14), ao assumir Sua terceira natureza, a humana, seria o caso de o Espírito Santo ter assumido essa função (originalmente) de Jesus? Se Jesus é também o “SENHOR [YHWH], o Deus dos exércitos” (Os 12.4,5), já que, partindo da hipótese de que Ele é o arcanjo [ἀρχάγγελος, lê-se “ar-khang’-el-os”, ou seja, anjo chefe] Miguel, então Miguel também é o anjo do Sinai (At 7.38) que também é Deus (Gn 31.11-13) e “SENHOR” (Lv 7.38 e Zc 3), e assim sendo, poderíamos conjecturar que o Espírito Santo, o “outro Consolador [παράκλητος, lê-se: “par-ak’-lay-tos”, ou seja, ajudador, intercessor, consolador]” (Jo 14.16, grifo nosso), também pode receber o título/a função de SENHOR dos exércitos dos anjos? É uma possibilidade não esclarecida no Apocalipse nem nos outros 67 livros bíblicos, no entanto é uma explicação (correta ou incorreta). Caso essa possibilidade seja verdadeira, o fato de Jesus ter igualado o Espírito Santo (ou de Deus ou do SENHOR) a Sua Pessoa (Jo 14.16 e 1 Jo 2.1, p. ex.) torna correta nossa explicação, pois os sete espíritos de Ap 1.4, 4.5 e 5.6, podem se referir tanto à Pessoa do Espírito Santo como aos anjos por Ele comandados. Mas, há também a possibilidade de o Senhor Espírito ser Senhor dos anjos desde sempre e não apenas a partir da encarnação de Jesus, já que além de Jesus ter essa função, Zc 13.7 (p. ex.) parece apontar para o Pai. Essa teoria também explicaria a íntima e indissociável parceria entre o Cordeiro (Jesus, cf. Jo 1.29) e Seus sete olhos “que são os sete Espíritos de Deus enviados por toda a terra” (Ap 5.6), além de inferir a possibilidade de o trono do Pai e do Cordeiro ser também o do Espírito Santo (cf. 4.5). Conclusão: caso essa teoria esteja correta, a pessoa divina do Espírito Santo e Seus anjos podem estar sendo mencionados, sem perda nem ganho (pois Um é Comandante e os outros são Seus comandados-representantes), nos textos que mencionam “os sete espíritos” (compare com Ap 3.1 e 8.2). E por que “sete” e não apenas um Espírito de Deus? A quantidade sete, assim como, a maior fatia do Apocalipse, é derivada do AT. E como o objetivo do profeta era instruir as sete igrejas, as quais se tornaram (como veremos) símbolos de toda a história da igreja cristã desde a primeira vinda de Jesus até Sua segunda vida (isto é, a quantidade sete é usada como metáfora de algo pleno e completo), faz sentido uma quantidade simbólica plena que abranja essas igrejas representativas de toda a história da igreja cristã (p. ex. 100% do Espírito envolvido; mas como Ele é Deus, restam tantos 100% quantos forem necessários para Ele atuar onde quer que seja), de modo que os outros setes do Apocalipse, alguns deles retirados explicitamente do AT (“sete candeeiros”, p. ex.), parecem seguir essa ideia. Os próprios setes do AT apontam nessa direção: sete pessoas foram salvas com a pregação de Noé; sete foram os dias nos quais Israel rodeou as muralhas de Jericó; sete foram os povos destruídos por Deus para que Seu povo recebesse Canaã como herança; sete mil pessoas não haviam se contaminado com o culto a Baal na época de Elias, e etc. Os judeus estudiosos demonstraram estar familiarizados com esse sentido do número sete, ao tempo do primeiro advento (cf. Lc 20.31-33). O Senhor Jesus também ao usar o sete num contexto de plenitude positiva e negativa (como ocorre no Apocalipse): “Se, por sete vezes no dia, pecar contra ti e, sete vezes, vier ter contigo, dizendo: Estou arrependido, perdoa-lhe”. “Então, vai e leva consigo outros sete espíritos, piores do que ele, e, entrando, habitam ali; e o último estado daquele homem se torna pior do que o primeiro” (Lc 17.4 e 11.26, grifos nossos).

 

[11] Neemias 9.29-33: “Testemunhaste contra eles, para que voltassem à tua lei; porém eles se houveram soberbamente e não deram ouvidos aos teus mandamentos, mas pecaram contra os teus juízos, pelo cumprimento dos quais o homem viverá; obstinadamente deram de ombros, endureceram a cerviz e não quiseram ouvir. No entanto, os aturaste por muitos anos e testemunhaste contra eles pelo teu Espírito, por intermédio dos teus profetas; porém eles não deram ouvidos; pelo que os entregaste nas mãos dos povos de outras terras. Mas, pela tua grande misericórdia, não acabaste com eles nem os desamparaste; porque tu és Deus clemente e misericordioso. Agora, pois, ó Deus nosso, ó Deus grande, poderoso e temível, que guardas a aliança e a misericórdia, não menosprezes toda a aflição que nos sobreveio, a nós, aos nossos reis, aos nossos príncipes, aos nossos sacerdotes, aos nossos profetas, aos nossos pais e a todo o teu povo, desde os dias dos reis da Assíria até ao dia de hoje. Porque tu és justo em tudo quanto tem vindo sobre nós; pois tu fielmente procedeste, e nós, perversamente” (grifos nossos).

 

[12] Confira os seguintes textos que relacionam o costume da primogenitura hebréia com a vinda do Primogênito divino de Deus e a salvação dos primogênitos da humanidade (perceba, inicialmente, com Jr 31.9, p. ex., que o primogênito não é necessariamente o primeiro mas o principal dos filhos, dentro de um contexto): Cl 1.18; Rm 8.29; Sl 89.27; Cl 1.15; Hb 1.6 e 12.23.

 

[13] Cf. Rm 6.

 

[14] “Foi-lhe dado [a Jesus] domínio, e glória, e o reino, para que os povos, nações e homens de todas as línguas o servissem; o seu domínio é domínio eterno, que não passará, e o seu reino jamais será destruído […] os santos do Altíssimo receberão o reino e o possuirão para todo o sempre, de eternidade em eternidade […] até que veio o Ancião de Dias e fez justiça aos santos do Altíssimo; e veio o tempo em que os santos possuíram o reino” (Dn 7.14, 18 e 22, grifos nossos).

 

[15] “Agora, pois, se diligentemente ouvirdes a minha voz e guardardes a minha aliança, então, sereis a minha propriedade peculiar dentre todos os povos; porque toda a terra é minha; vós me sereis reino de sacerdotes e nação santa”. “Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz; vós, sim, que, antes, não éreis povo, mas, agora, sois povo de Deus, que não tínheis alcançado misericórdia, mas, agora, alcançastes misericórdia. Amados, exorto-vos, como peregrinos e forasteiros que sois, a vos absterdes das paixões carnais, que fazem guerra contra a alma, mantendo exemplar o vosso procedimento no meio dos gentios, para que, naquilo que falam contra vós outros como de malfeitores, observando-vos em vossas boas obras, glorifiquem a Deus no dia da visitação” (Êx 19.5,6 e 1ª Pe 2.9-12, grifos nossos).

 

[16] “Cães me cercam; uma súcia de malfeitores me rodeia; traspassaram-me as mãos e os pés”. “Mas ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados”. “E sobre a casa de Davi e sobre os habitantes de Jerusalém derramarei o espírito da graça e de súplicas; olharão para aquele a quem traspassaram; pranteá-lo-ão como quem pranteia por um unigênito e chorarão por ele como se chora amargamente pelo primogênito.” (Sl 22.16, Is 53.5 e Zc 12.10; grifos nossos). Confira o significado de traspassar em Jz 5.26, 1° sm 31.4, 2° Sm 18.14, 2° Rs 18.21 e Jó 36.12, e compare-o com Jo 19.34-37.

 

[17] “Então, aparecerá no céu o sinal do Filho do Homem; todos os povos da terra se lamentarão e verão o Filho do Homem vindo sobre as nuvens do céu, com poder e muita glória”. “Ai de vós, os que estais agora fartos! Porque vireis a ter fome. Ai de vós, os que agora rides! Porque haveis de lamentar e chorar”. “Ora, chorarão e se lamentarão sobre ela os reis da terra, que com ela se prostituíram e viveram em luxúria, quando virem a fumaceira do seu incêndio” (Mt 24.30, Lc 6.25 e Ap 18.9; grifos nossos).

 

[18] Jesus Cristo foi assunto ao Céu de modo visível, audível e, portanto, público. Muitos testemunharam esse momento (cf. 1ª Co 15.6), de modo que não houve discrição em Seu retorno ao Céu, muito menos mistério ou arrebatamento secreto ao Céu.

 

[19] Jesus não foi o primeiro profeta a predizer isso: o profeta Daniel, no cativeiro babilônico, o fez em Dn 12.1 e 2. O profeta Zacarias, após o cativeiro babilônico, o fez em Zc 12.10. Jesus Cristo profetizou essa ressurreição prévia de acordo com Mateus (26.64 ) e Marcos (14.62).

[20] Confira a mesma expressão em Ap 21.6 e 22.13. Compare com a expressão sinônima “Primeiro e Último” de Isaías 41.4, 44.6 e 48.12, e do próprio João em Ap 1.17.

 

[21] Jesus parece receber esse título de acordo com Ap 1.17, 22.12 e 13. Aliado a esses textos, nos evangelhos e em algumas cartas, Jesus Se iguala ao Pai em natureza e capacidade (embora noutras passagens Ele Se posiciona funcionalmente abaixo do Pai, numa subordinação apenas funcional, não absoluta). Ele é o Eu Sou de Êxodo 3 (Jo 8.58). Ele e o Pai são Um (Jo 10.30; 5.18). Ele entregou Sua a vida voluntariamente e a retomou sem ajuda (Jo 10.17,18; 2.19; 11.25). Tomé O chamou de Deus (Jo 20.28). Paulo também (Rm 9.5 e Tt 2.13). E Pedro também O chamou “Deus” (2ª Pe 1.1). Ou seja, o título pantokrator (no grego) que João atribuiu nesse versículo talvez somente ao Pai, pode ser atribuído a Jesus sem perda nem ganho de significados. O mesmo parece ocorrer com a Pessoa do Espírito Santo, por causa de Jesus compará-Lo a Si em João 14.16 (cf. 1.4, nota de rodapé n° 10). Quero dizer, se Jesus é Todo-poderoso, então o Espírito Santo também o é. Além dessa evidência concreta, encontro uma talvez taõ concreta quanto no AT. Comparando os textos dos profetas Sofonias e Ageu que seguem, vem a indagação: o Espírito e o Rei YHWH habitavam juntos no meio do povo de Israel ou o Espírito era o próprio Rei YHWH? “O SENHOR [YHWH] afastou as sentenças que eram contra ti e lançou fora o teu inimigo. O Rei de Israel, o SENHOR, está no meio de ti; tu já não verás mal algum.”; “porque eu sou convosco, diz o SENHOR dos Exércitos; segundo a palavra da aliança que fiz convosco, quando saístes do Egito, o meu Espírito habita no meio de vós; não temais” (Sf 3.15 e Ag 2.4,5; grifos nossos). Assim, a inferência da Trindade nesse texto tem fundamento, embora talvez não tenha sido essa a intenção do escritor.

[22] A mesma expressão ocorre em 4.2, 17.3 e 21.10.

 

[23] Estaria João querendo dizer que a visão por ele recebida foi no dia que o Senhor (Jesus) quis enviá-la a ele? Ou no dia em que Jesus retornaria à Terra? Ou sua intenção foi expressar-se de acordo com os ensinamentos de Jesus, de que Ele era Senhor do sábado (Mc 2.28)? Optei pela segunda hipótese, por fazer mais sentido (existiria uma quarta hipótese razoável ou até mais?) em relação às duas primeiras. João escreveu em seu evangelho sobre Jesus, o sábado e os judeus religiosos, assim como os outros evangelistas, mas ele foi o único que mencionou: “Por isso, pois, os judeus ainda mais procuravam matá-lo, porque não somente violava o sábado, mas também dizia que Deus era seu próprio Pai, fazendo-se igual a Deus”. “Por isso, alguns dos fariseus diziam: Esse homem não é de Deus, porque não guarda o sábado” (Jo 5.18 e 9.14 grifos nossos). Talvez a noção joanina de guarda do sábado tenha sido mudada pela noção de Jesus a respeito desse assunto. Ele escreveu que os “guardadores” do sábado judeus acusavam Jesus de não guardar o sábado (de acordo com a noção deles) e mesmo assim Se anunciava igual a Deus, o que para eles era uma contradição e evidência da não divindade (e portanto, blasfêmia) de Jesus. Mas, João viu como era a noção de Jesus quanto à santificação ou guarda do sábado. João escreveu que Jesus guardava o sábado (Jo 15.10), e se Ele era Deus (e João acreditava nisso), então a Sua maneira de guardar o sábado era a correta, era a original, aquela que Ele como Criador ou Senhor do sábado havia ensinado ao primeiro casal, mas que foi distorcida com o passar do tempo, tendo se tornado um enorme fardo (cp. Mt 23.3,4) ao tempo da primeira vinda de Cristo (e como muitos dos líderes religiosos judeus não criam na divindade de Jesus, isto é, que Ele era o Messias, viam em Sua noção da guarda do sábado um fundamento para essa descrença). Assim como em todos os demais temas, Jesus ensinou a interpretação original, o significado verdadeiro da guarda do sábado e isso João não esqueceu ao ponto de chamar o sábado de dia do Senhor (Jesus). Creio que a intenção do profeta nessa expressão é algo próximo disso (ignorei a versão romanista, católica, dessa expressão, “no domingo”, pois é uma distorção bíblica, não merecendo sequer o status de hipótese. Que meus amados irmãos católicos reconheçam a veracidade do que lhes digo, e concedam a Jesus o senhorio e não às tradições).

 

[24] “Farás também um candelabro de ouro puro; de ouro batido se fará este candelabro; o seu pedestal, a sua hástea, os seus cálices, as suas maçanetas e as suas flores formarão com ele uma só peça. Também lhe farás sete lâmpadas, as quais se acenderão para alumiar defronte dele” (Êx 25.31, 37; grifos nossos). O candelabro visto por João aparentemente difere do candelabro do Santuário que Deus pedira a Moisés para construir, com relação às lâmpadas. Ao que parece, no verso seguinte (v. 13), elas não estavam fixadas formando uma só peça, mas como soltas/espalhadas formando um candelabro estilizado, ou melhor, uma vez que Moisés viu o original no monte (v. 40) e construiu com o povo de Israel cópias do que vira, talvez o candelabro em peça única seja a cópia daquilo que João viu.

 

[25] Cp. Ez 2.26; Dn 10.5.

 

[26] Idem.

 

[27] Cf. Êx 28.2, 8, 40, 41-43. Cp. Lc 20.46,47.

 

[28] Cp. Dn 10.6.

 

[29] Cp. Dn 7.9.

 

[30] Cp. Dn 10.6.

 

[31] Idem.

 

[32] Já o profeta Daniel a comparou com voz de “muita gente” (Dn 10.6).

 

[33] Cp. Ez 1.24; 43.2; Ap 19.6.

 

[34] Cp. Hb 4.12 e Ap 2.12.

 

[35] Cp. Ez 2.26 e Dn 10.6.

 

[36] Cf. Ez 1.28-2.2 e Dn 10. Êx 33.20.

 

Uma praga chamada “marxismo cultural”

Para compreender o que é o marxismo cultural, precisamos, primeiramente, compreender o que é o marxismo. Essa ideologia consiste basicamente na luta de classes, proletários versus burgueses. Para Marx, o sistema capitalista exercia opressão tão grande sobre a classe operária, que chegaríamos a um ponto em que os operários se uniriam para derrubar os proprietários dos bens de produção. Porém, a Primeira Guerra Mundial provocou uma grande crise teórica no marxismo, pois os trabalhadores, em vez de se unirem para derrubar os empregadores, se uniram a eles para lutar contra os trabalhadores dos outros países. Para os marxistas, era necessário descobrir quem havia “alienado” a classe trabalhadora, e a resposta encontrada foi a religião: “A religião é o ópio do povo” (Karl Marx).

Para compreender o que é o marxismo cultural, precisamos, primeiramente, compreender o que é o marxismo. Essa ideologia consiste basicamente na luta de classes, proletários versus burgueses. Para Marx, o sistema capitalista exercia opressão tão grande sobre a classe operária, que chegaríamos a um ponto em que os operários se uniriam para derrubar os proprietários dos bens de produção. Porém, a Primeira Guerra Mundial provocou uma grande crise teórica no marxismo, pois os trabalhadores, em vez de se unirem para derrubar os empregadores, se uniram a eles para lutar contra os trabalhadores dos outros países. Para os marxistas, era necessário descobrir quem havia “alienado” a classe trabalhadora, e a resposta encontrada foi a religião: “A religião é o ópio do povo” (Karl Marx)

Paula Marisa Carvalho de Oliveira nasceu em São Paulo, no dia 26 de junho de 1981. Tem graduação em Educação Física (licenciatura plena) e especialização em Supervisão Escolar e Orientação Educacional. Desde 2010 ela atua como professora na rede pública de ensino no Rio Grande do Sul. Paula também é colunista do blog Raciocínio Cristão e mantém um canal no YouTube, no qual fala sobre política, educação, cultura, religião e outros assuntos. Uma de suas bandeiras consiste em criticar o que se conhece por “marxismo cultural” e seus efeitos na sociedade. Recentemente, Paula se tornou [cristã], e nesta entrevista, concedida ao jornalista Michelson Borges, ela fala sobre essa mudança e sobre alguns dos assuntos que ela costuma comentar no canal. Continue Reading…