Apocalipse – possibilidades (capítulo 3: Filadélfia)

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Ap Texto (ARA, 3ª ed)                    Leitura com a fundamentação das possibilidades que tentam alcançar a intenção do profeta João Leitura enxuta                                                                                                                                          
3.7 Ao anjo da igreja em Filadélfia escreve: Estas coisas diz o santo[1], o verdadeiro, aquele que tem a chave de Davi[2], que abre, e ninguém fechará, e que fecha, e ninguém abrirá[3]: Para o mensageiro que receberá esta mensagem lá na igreja de Filadélfia, você diz assim João: o Autor desta mensagem é Aquele que não possui pecado; mais ainda: Ele é a Verdade; e, assim como Davi, Ele possui a chave do Palácio real. Sendo Sua soberania real anterior e superior a davídica[4], Sua autoridade se estende sobre o Santuário celestial onde o destino dos reinos humanos e todas as criaturas da Terra são abertos e fechados – Ele é o que pode libertar o pecador de seu destino de destruição, bem como decretar a destruição do pecador inconformado em existir como criatura Sua. E ninguém, nem mesmo Satanás, é capaz de invadir Seu palácio e impedi-Lo em Seu trabalho no Santuário celestial, a partir do período profético de Filadélfia (fim do século 18 até 1844), no lugar Santíssimo[5] daquele tribunal. Para o mensageiro que receberá esta mensagem lá na igreja de Filadélfia, você diz assim João: o Autor desta mensagem é Aquele que não possui pecado; mais ainda: Ele é a Verdade; e, assim como Davi, Ele possui a chave do Palácio real. Sendo Sua soberania real anterior e superior a davídica, Sua autoridade se estende sobre o Santuário celestial onde o destino dos reinos humanos e todas as criaturas da Terra são abertos e fechados – Ele é o que pode libertar o pecador de seu destino de destruição, bem como decretar a destruição do pecador inconformado em existir como criatura Sua. E ninguém, nem mesmo Satanás, é capaz de invadir Seu palácio e impedi-Lo em Seu trabalho no Santuário celestial, a partir do período profético de Filadélfia (fim do século 18 até 1844), no lugar Santíssimo daquele tribunal.
3.8 Conheço as tuas obras – eis que tenho posto diante de ti uma porta aberta, a qual ninguém pode fechar – que tens pouca força, entretanto, guardaste a minha palavra e não negaste o meu nome. Eu conheço o que vocês da igreja de Filadélfia fazem[6], e por isso mesmo desde 1844 tenho colocado diante de vocês a porta do santíssimo lugar do Santuário celestial[7], para o qual adentrei (para os contemporâneos a João, Eu Sou esta porta); este não foi construído por mãos humanas, de modo que homem algum pode fechar. Vocês têm pouco poder[8] em relação ao poderio hegemônico da cultura religiosa tradicional arraigada; mesmo assim vocês mantiveram os Meus ensinos e não foram contraditórios e incoerentes quanto à prática dos mesmos. Eu conheço o que vocês da igreja de Filadélfia fazem, e por isso mesmo desde 1844 tenho colocado diante de vocês a porta do santíssimo lugar do Santuário celestial, para o qual adentrei (para os contemporâneos a João, Eu Sou esta porta); este não foi construído por mãos humanas, de modo que homem algum pode fechar. Vocês têm pouco poder em relação ao poderio hegemônico da cultura religiosa tradicional arraigada; mesmo assim vocês mantiveram os Meus ensinos e não foram contraditórios e incoerentes quanto à prática dos mesmos.
3.9 Eis farei que alguns dos que são da sinagoga de Satanás, desses que a si mesmos se declaram judeus e não são, mas mentem, eis que os farei vir e prostrar-se aos teus pés e conhecer que eu te amei. Então Eu farei com que os que se dizem cristãos, mas que na verdade os considero membros da sinagoga de Satanás (são mentirosos e falsos como o pai deles), sim, farei com que esses se dirijam a vocês e reconheçam (ao menos externa e publicamente)[9] que Eu amo Minha igreja, Meu corpo. Então Eu farei com que os que se dizem cristãos, mas que na verdade os considero membros da sinagoga de Satanás (são mentirosos e falsos como o pai deles), sim, farei com que esses se dirijam a vocês e reconheçam (ao menos externa e publicamente) que Eu amo Minha igreja, Meu corpo.
3.10 Porque guardaste a palavra da minha perseverança, também eu te guardarei da hora da provação que há de vir sobre o mundo inteiro, para experimentar os que habitam sobre a terra. E pelo fato de vocês perseverarem em Minhas promessas, em Meus ensinos, eles se cumprirão na vida de vocês no período de maior provação que acontecerá em todo o planeta, sobretudo imediatamente antes do Meu retorno[10], para esquadrinhar o coração da humanidade e expor seu conteúdo. E pelo fato de vocês perseverarem em Minhas promessas, em Meus ensinos, eles se cumprirão na vida de vocês no período de maior provação que acontecerá em todo o planeta, sobretudo imediatamente antes do Meu retorno, para esquadrinhar o coração da humanidade e expor seu conteúdo.
3.11 Venho sem demora. Conserva o que tens, para que ninguém tome a tua coroa. Eu volto já já[11]. Continuem mantendo Meus ensinos como fonte da religiosidade de vocês, impedindo que outras filosofias os enganem, colocando-os no caminho onde em seu final não há coroa da vitória[12]. Eu volto já já. Continuem mantendo Meus ensinos como fonte da religiosidade de vocês, impedindo que outras filosofias os enganem, colocando-os no caminho onde em seu final não há coroa da vitória.
3.12 Ao vencedor, fá-lo-ei coluna no santuário do meu Deus, e daí jamais sairá; gravarei também sobre ele o nome do meu Deus, o nome da cidade do meu Deus, a nova Jerusalém que desce do céu, vinda da parte do meu Deus, e o meu novo nome. Quem continuar vencendo irei torná-lo um pilar[13] na morada do Meu Deus, uma referência para todos os demais e dali jamais sairá; também irei escrever em seu caráter o Nome do meu Deus, o nome da Cidade do Meu Deus – a Jerusalém renovada – que descerá do Céu vinda diretamente do Meu Deus, e ainda escreverei o Meu novo Nome. Ou seja, o caráter de Meus filhos vitoriosos será semelhante ao do Deus que eles escolheram adorar e seu destino será habitar com esse Deus. Quem continuar vencendo irei torná-lo um pilar na morada do Meu Deus, uma referência para todos os demais e dali jamais sairá; também irei escrever em seu caráter o Nome do meu Deus, o nome da Cidade do Meu Deus – a Jerusalém renovada – que descerá do Céu vinda diretamente do Meu Deus, e ainda escreverei o Meu novo Nome. Ou seja, o caráter de Meus filhos vitoriosos será semelhante ao do Deus que eles escolheram adorar e seu destino será habitar com esse Deus.
3.13 Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas.
Quem tem interesse em aprender de Mim, atenda ao Espírito Santo que está conduzindo as mentes de João (na recepção desta mensagem e sua escrita) e Meus outros mensageiros (na leitura e transmissão dela) das sete igrejas.
Quem tem interesse em aprender de Mim, atenda ao Espírito Santo que está conduzindo as mentes de João (na recepção desta mensagem e sua escrita) e Meus outros mensageiros (na leitura e transmissão dela) das sete igrejas.

Notas:

[1] At 3:14 e Lv 11:44.

[2] “Este verso aplica a Cristo a profecia de Isaías a respeito de Eliaquim (Isa. 22:20-22; ver II Reis 18:18). Eliaquim foi escolhido para ter supervisão sobre ‘a casa de Davi’, segundo é indicado pelo fato de que lhe seria dada ‘a chave da Casa de Davi’. A posse da ‘chave’ por Cristo representa Sua jurisdição sobre a Igreja e sobre o propósito divino que deve ser realizado por intermédio dela”, SDABC, vol. 7, p. 757, 758, citado por Batistone (1989, p. 50).

[3]’O que abre e ninguém fecha’. – Para compreender esta linguagem é necessário considerar a posição e obra de Cristo relacionada com o Seu ministério no santuário, ou o verdadeiro tabernáculo celeste (Heb. 8:2). Existia outrora aqui na Terra uma figura, ou cópia, deste santuário celeste, no santuário construído por Moisés (Êxo. 25:8, 9; Atos 7:44; Heb. 9:1, 21, 23, 24). O edifício terrestre tinha dois compartimentos: o lugar santo e o lugar santíssimo (Êxo. 26:33, 34). No primeiro compartimento estavam o castiçal, a mesa dos pães da proposição e o altar do incenso. No segundo estavam a arca, que continha as tábuas da Aliança, ou os Dez Mandamentos, e os querubins (Heb. 9:1-5). Semelhantemente, o santuário em que Cristo ministra no Céu tem dois compartimentos, porque nos é indicado claramente em Hebreus 9:21-24 que “o tabernáculo e todos os utensílios do serviço sagrado” eram “figuras das coisas que se acham nos céus”. Como todas as coisas foram feitas segundo o seu modelo, o santuário celeste tinha também móveis semelhantes aos do terrestre. Para o antítipo do castiçal e altar do incenso, construído de ouro, que se encontravam no primeiro compartimento, ver Apoc. 4:5; 8:3, e para o antítipo da arca da Aliança, com os seus Dez Mandamentos, ver Apoc. 11:19. No santuário terrestre ministravam os sacerdotes (Êxo. 28:41, 43; Heb. 9:6, 7; 13:11, etc.) O ministério destes sacerdotes era uma sombra do ministério de Cristo no santuário celeste (Heb. 8:4, 5). Cada ano realizava-se um ciclo completo de serviço no santuário terrestre (Heb. 9:7). Mas no tabernáculo celeste o serviço é realizado uma vez por todas (Heb. 7:27; 8:12). No fim do serviço típico anual, o sumo sacerdote entrava no segundo compartimento, o lugar santíssimo do santuário, para fazer expiação, e essa era chamada a purificação do santuário (Lev. 16:20, 30, 33; Ezeq. 45:18). Quando começava o ministério no lugar santíssimo cessava o do lugar santo, e nenhum serviço se realizava aqui enquanto o sacerdote estava ocupado no lugar santíssimo (Lev. 16:17). Semelhante ato de abrir e fechar, ou mudança de ministério, devia Cristo realizar quando chegasse o tempo para a purificação do santuário celeste. E esse tempo havia de chegar no fim dos 2.300 dias, ou seja, em 1844. A este acontecimento pode aplicar-se com propriedade o abrir e fechar mencionados no texto que agora consideramos, onde o ato de abrir representaria o começo do ministério de Cristo no lugar santíssimo, e o ato de fechar, à cessação de Seu serviço no primeiro compartimento, ou lugar santo” (SMITH, 1979, p. 48, 49).

[4] Lc 1.32,33.

[5] “Viam agora que estavam certos em crer que o fim dos 2.300 dias em 1844 assinalava uma crise importante. Mas, conquanto fosse verdade que se achasse fechada a porta da esperança e graça pela qual os homens durante mil e oitocentos anos encontraram acesso a Deus, outra porta se abrira, e oferecia-se o perdão dos pecados aos homens, mediante a intercessão de Cristo no lugar santíssimo. Encerrara-se uma parte de Seu ministério apenas para dar lugar a outra. Havia ainda uma “porta aberta” para o santuário celestial, onde Cristo estava a ministrar pelo pecador”. “Via-se agora a aplicação das palavras de Cristo no Apocalipse, dirigidas à igreja, nesse mesmo tempo…” (WHITE, 2013, 429, 430). “… e que a aceitação da verdade concernente ao santuário celeste envolvia o reconhecimento dos requisitos da lei de Deus, e da obrigatoriedade do sábado do quarto mandamento. Aí estava o segredo da oposição atroz e decidida à exposição harmoniosa das Escrituras, que revelavam o ministério de Cristo no santuário celestial. Os homens procuravam fechar a porta que Deus havia aberto, e abrir a que Ele fechara. Mas “O que abre, e ninguém fecha; e fecha, e ninguém abre”, tinha declarado: “Eis que diante de ti pus uma porta aberta, e ninguém a pode fechar.” Apoc. 3:7 e 8. Cristo abrira a porta, ou o ministério, do lugar santíssimo; resplandecia a luz por aquela porta aberta do santuário celestial, e demonstrou-se estar o quarto mandamento incluído na lei que ali se acha encerrada; o que Deus estabeleceu ninguém pode derribar” (Ibidem, 435). “Vi que a presente prova do sábado não poderia vir até que a mediação de Jesus no lugar santo terminasse e Ele passasse para dentro do segundo véu; portanto os cristãos que dormiram antes que a porta fosse aberta no santíssimo, quando terminou o clamor da meia-noite no sétimo mês, em 1844, e que não haviam guardado o verdadeiro sábado, agora repousam em esperança, pois não tiveram a luz e o teste sobre o sábado que nós agora temos, uma vez que a porta foi aberta. Eu vi que Satanás estava tentando alguns do povo de Deus neste ponto. Sendo que grande número de bons cristãos adormeceram nos triunfos da fé e não guardaram o verdadeiro sábado, eles estavam em dúvida quanto a ser isto um teste para nós agora. Os inimigos da verdade presente têm estado procurando abrir a porta do lugar santo, a qual Jesus fechou, e a fechar a porta do lugar santíssimo, que Ele abriu em 1844” (Ibidem, p 42, 43).

[6] “Nos capítulos dez e quatorze encontra-se uma muito ampla exposição da vasta obra da igreja de Filadélfia” (MELLO, 1959, p. 97). “Este foi um período de notável atividade na obra das missões cristãs e na distribuição da Bíblia. A Sociedade Bíblica Britânica começou a funcionar em 1804 e a Americana em 1816. Mas foi também um momento de. grande interesse no cumprimento da profecia bíblica e do breve retorno de Cristo. O cumprimento dos sinais dados por Jesus (Mateus 24:29), o escurecimento do sol e a lua vermelha como sangue (19/5/1780) e a queda das estrelas (13 / 11 / 1833), indicava a proximidade do fim. Assim, o fim do século 18 testemunhou a inauguração de um dos mais poderosos movimentos para a evangelização do mundo. O período de Filadélfia culminou com o Grande Movimento do Segundo Advento do século XIX. Através do estudo das profecias de Daniel e Apocalipse, a cristandade chegou a uma profunda convicção de que a Volta de Cristo estava próxima. Este reavivamento culminou numa grande decepção, como veremos quando estudarmos Apocalipse 10” (OLIVEIRA et al., 2015, p. 11).

[7] “Esta porta não foi aberta até que a mediação de Jesus no lugar santo do santuário terminou em 1844. Então Jesus Se levantou e fechou a porta do lugar santo e abriu a porta que dá para o santíssimo, e passou para dentro do segundo véu, onde permanece agora junto da arca e onde agora chega a fé de Israel. Vi que Jesus havia fechado a porta do lugar santo, e que nenhum homem poderia abri-la; e que Ele havia aberto a porta para o santíssimo, e que homem algum poderia fechá-la” (WHITE, 2007b, p. 42). “Mas a igreja de Filadélfia não vira a porta do lugar santíssimo, aberta, que Deus abrira diante de si. Esta igreja, como vimos, esperava a segunda vinda de Cristo em 1844, no final do período dos 2300 anos da profecia de Daniel, capítulo oito versículo quatorze. Por esta razão não podia ver a obra mediadora de Cristo no lugar santíssimo, além do ano de 1844. Foi esta falta que determinou a sua amarga decepção naquele ano, demonstrada cabalmente na profecia do capítulo dez. A igreja que a seguiu, Laodicéia, deparou a porta aberta para o santíssimo e compreendeu o ministério sacerdotal de Jesus ali desde 1844 até que Sua porta também se feche e o Senhor venha buscar os Seus amados seguidores. Enquanto esta porta não fôr fechada com o término do siclo da intercessão de Jesus no santíssimo, “ninguém a pode fechar”. E quem não entrar por esta porta de misericórdia agora, para encontrar a seu Salvador, nunca O há de encontrar e estará perdido para a eternidade” (MELLO, 1959, p. 99, 100).

[8] “Esta pouca fôrça não implica em pouca fé e poder do alto, mas em recursos materiais e influência no mundo. O versículo seguinte atesta que a igreja tinha inimigos, da sinagoga de Satanás. Estes, da igreja de Sardo apóstata, cujo número era avultado, fizeram-lhe cerrada guerra. Todavia a igreja fôra elogiada por guardar a palavra viva do Senhor, em meio às oposições, pouca influência e bens no mundo. Fiel à Sua palavra e enfrentando os obstáculos, secundada pelo poder do alto, a igreja de Filadélfia ia cumprir o propósito de Deus exarado nas profecias” (MELLO, 1959, p. 100).

[9] “Logo ouvimos a voz de Deus semelhante a muitas águas, a qual nos anunciou o dia e a hora da vinda de Jesus. Os santos vivos, em número de 144.000, reconheceram e entenderam a voz, ao passo que os ímpios julgaram fosse um trovão ou terremoto. Ao declarar Deus o tempo, verteu sobre nós o Espírito Santo, e nosso rosto brilhou com esplendor da glória de Deus como aconteceu com Moisés, na descida do Monte Sinai.“ …Por causa de nosso estado feliz e santo, os ímpios enraiveceram-se e arremeteram violentamente para lançar mão de nós, a fim de lançar-nos à prisão, quando estendemos a mão em nome do Senhor e eles caíram indefesos ao chão. Foi então que a sinagoga de Satanás conheceu que Deus nos havia amado a nós…” “O senhor acha que aqueles que adoram prostrados aos pés dos santos (Apoc. 3:9), serão salvos no final. Nisto tenho que discordar do senhor, pois Deus mostrou-me que esta classe é de adventistas nominais que já caíram, já crucificaram de novo o Filho de Deus, e O expuseram ao vitupério público. E na hora da tentação que está para vir, para expor o verdadeiro caráter de cada um, eles conhecerão que estão perdidos para todo o sempre; e oprimidos, angustiados de espírito, eles cairão aos pés dos santos”, Thiele (1960, p. 88) citando Ellen G. White.

[10] “Um grande tempo de prova que precede o Segundo Advento. Não é declarado qual será a sua duração” (BATISTONE, 1989, p. 50). “A palavra da paciência de Jesus são as Escrituras Sagradas, Sua inspiração.1) Todo que a observar com fidelidade manifestará na vida a paciência que elas inspiram. Uma das recompensas que gozaria a igreja de Filadélfia por guardar a palavra da paciência do Senhor, era que seria guardada da terrível tentação que sobrevirá, em breve ao mundo. Esta tentação alude ao tremendo tempo em que as sete pragas forem derramadas na terra, também chamado tempo de angústia. Naquele tempo, os fiéis crentes da igreja de Filadélfia estarão guardados no túmulo, esperando o chamado de seu vitorioso Salvador” (MELLO, 1959, p. 100). ““Está iminente diante de nós a “hora da tentação que há de vir sobre todo o mundo, para tentar os que habitam na Terra”. Apoc. 3:10. Todos aqueles cuja fé não estiver firmemente estabelecida na Palavra de Deus, serão enganados e vencidos. … Os que sinceramente buscam o conhecimento da verdade, e se esforçam em purificar a alma pela obediência, fazendo assim o que podem a fim de preparar-se para o conflito, encontrarão refúgio seguro no Deus da verdade. “Como guardaste a palavra da Minha paciência, também Eu te guardarei” (Apoc. 3:10), é a promessa do Salvador. Mais fácil seria enviar Ele todos os anjos do Céu para protegerem Seu povo, do que deixar a alma que nEle confia ser vencida por Satanás”. “Embora o povo de Deus esteja rodeado de inimigos que se esforçam por destruí-lo, a angústia que sofrem não é, todavia, o medo da perseguição por causa da verdade; receiam não se terem arrependido de todo pecado, e que, devido a alguma falta, não se cumpra a promessa do Salvador: “Eu te guardarei da hora da tentação que há de vir sobre todo o mundo.” Apoc. 3:10.”” (WHITE, 2013, P. 560, 619). “Diz João em Apocalipse 14:12: “Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé de Jesus.” Os que agora vivem em paciente e fiel obediência aos mandamentos de Deus e à fé de Jesus serão guardados na hora de tentação e de perigo” (SMITH, 1979, p. 49).

[11] “Apresenta-se aqui de novo a segunda vinda de Cristo, com maior ênfase do que em qualquer das mensagens precedentes. Chama-se a atenção dos crentes para a proximidade desse acontecimento. A mensagem aplica-se a um período em que está iminente esse grande evento. Isto evidencia de modo indubitável a natureza profética destas mensagens. O que se diz das três primeiras igrejas não contém alusão alguma à segunda vinda de Cristo, visto não abrangerem um período em que pudesse esperar-se, biblicamente, esse acontecimento. Mas com a igreja de Tiatira, tinha chegado o momento em que esta grande esperança começava a raiar para sobre a igreja. A mente é levada para esta esperança por uma simples alusão: “Retende-o até que Eu venha.” A etapa seguinte da igreja, o período de Sardes, encontra a igreja mais próxima desse acontecimento, e se menciona a grande proclamação que anunciaria a vinda de Cristo, e impõe-se à igreja o dever de vigiar: “Se não vigiares virei como ladrão.” Mais tarde chegamos à igreja de Filadélfia, e a proximidade desse grande acontecimento leva Aquele que “é santo e verdadeiro” a pronunciar a instante declaração: “Eis que venho sem demora.” De tudo isso se depreende que estas igrejas ocupam épocas sucessivas mais próximas do grande dia do Senhor, visto que, num crescendo cada vez mais pronunciado, este grande acontecimento vai-se realçando cada vez mais, e vai sendo chamada a atenção a ele de modo mais definitivo e impressionante. Ao chegar a este período, a igreja pode ver, de fato, que se vai aproximando aquele dia (Heb. 10:25)” (SMITH, 1979, 49, 50).

[12] “O povo de Deus, nos últimos dias, deve usar a coroa da vitória espiritual (Apoc. 3:11; 6:2). Eles usam a coroa de duas maneiras: 1ª Eles possuem a dádiva da vida eterna (I S. João 5:12 e 13); 2ª Obtém a vitória sobre o pecado pelo poder de Cristo que habita neles (I S. João 5:4; Rom. 6:14)” (BATISTONE, 1989, p. 100). “O trono e a coroa são penhores de uma condição atingida; são os testemunhos da vitória sobre o próprio eu por meio de nosso Senhor Jesus Cristo” (WHITE, 2007c, p. 619).

[13] “[…] em 17 d.C. [Filadélfia] sofreu um terrível terremoto (comum na região). Talvez esteja aí a referência à coluna (símbolo de firmeza) que cada justo se tornaria no templo de Deus e daí jamais será movido.” (SILVA, 2009, p. 91).

 

Referências:

BATTISTONE, Joseph J. Lições da Escola Sabatina, 2º Trimestre de 1989, nº 374, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP.

BELVEDERE, Daniel. Seminário: As Revelações do Apocalipse. Edição do Professor, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP, 2ª ed., 1987.

GULLEY, Norman R. Lições da Escola Sabatina, 3º Trimestre de 1996, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP.

MELLO, Araceli S. A Verdade Sôbre As Profecias Do Apocalipse, 1959.

OLIVEIRA, Arilton; BRANCO, Frederico; SOUZA; Jairo; QUEIROZ, Manassés; ANDRADE, Milton; IRAÍDES, Társis. Apocalipse. Escola Bíblica, Novo Tempo. Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP, 2015.

RAMOS, Samuel. As Revelações do Apocalipse, v. 1, 2006.

SMITH, Urias. As profecias de Daniel e Apocalipse, vol. 2. O livro de Apocalipse, 1979.

THIELE, Edwin R.; BERG, Henrique. Apocalipse – esboços de estudos, 1960. Disponível em: <http://www.iasdsapiranga.com.br/assets/esbo%C3%A7os-do-apocalipse.pdf>. Acesso em: fev. 2017.

WHITE, Ellen G. O Desejado de Todas as Nações, 2007c. Disponível em: <http://centrowhite.org.br/files/ebooks/egw/O%20Desejado%20de%20Todas%20as%20Na%C3%A7%C3%B5es.pdf>. Acesso em: jun. 2017.

_________. O Grande Conflito, 2013. Disponível em: <http://centrowhite.org.br/files/ebooks/egw/O%20Grande%20Conflito.pdf>. Acesso em: fev. 2017.

_________. Patriarcas e Profetas, 2007a. Disponível em: <http://centrowhite.org.br/files/ebooks/egw/Patriarcas%20e%20Profetas.pdf>. Acesso em: mai. 2017.

_________. Primeiros Escritos, 2007b. Disponível em: <http://centrowhite.org.br/files/ebooks/egw/Primeiros%20Escritos.pdf>. Acesso em: jun. 2017.

Apocalipse – possibilidades (capítulo 3: Sardes)

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Ap Texto (ARA, 3ª ed) Leitura com a fundamentação das possibilidades que tentam alcançar a intenção do profeta João Leitura enxuta
3.1 Ao anjo da igreja em Sardes escreve: Estas coisas diz aquele que tem os sete Espíritos de Deus e as sete estrelas: Conheço as tuas obras, que tens nome de que vives e estás morto.
Para o mensageiro que receberá esta mensagem lá na igreja de Esmirna, você diz assim João: o Autor dessa mensagem é Aquele que pode conceder o Senhor Espírito Santo em Sua plenitude, bem como tem em Suas mãos os sete mensageiros que receberão o conteúdo desta carta: Eu conheço o que vocês da igreja de Sardes fazem – tanto no presente momento quanto no período futuro, após a Reforma, entre os séculos 16 e 18 – vocês têm um nome que significa “a que permanece” (BATISTONE, 1989, p. 19), mas sua vida espiritual já não existe.
Para o mensageiro que receberá esta mensagem lá na igreja de Esmirna, você diz assim João: o Autor dessa mensagem é Aquele que pode conceder o Senhor Espírito Santo em Sua plenitude, bem como tem em Suas mãos os sete mensageiros que receberão o conteúdo desta carta: Eu conheço o que vocês da igreja de Sardes fazem – tanto no presente momento quanto no período futuro, após a Reforma, entre os séculos 16 e 18 – vocês têm um nome que significa “a que permanece”, mas sua vida espiritual já não existe.
3.2 Sê vigilante e consolida o resto que estava para morrer, porque não tenho achado íntegras as tuas obras na presença do meu Deus. No entanto, assim como em toda a História, há um remanescente[1], e este deve ser preservado para que não se contamine com o falso protestantismo e perca sua vida espiritual como os demais[2]; não vejo integridade e honestidade em sua religião, pois vocês estão desviados da Verdade tanto quanto àqueles contra quem protestam[3]. No entanto, assim como em toda a História, há um remanescente,  e este deve ser preservado para que não se contamine com o falso protestantismo e perca sua vida espiritual como os demais; não vejo integridade e honestidade em sua religião, pois vocês estão desviados da Verdade tanto quanto àqueles contra quem protestam.
3.3 Lembra-te, pois, do que tens recebido e ouvido, guarda-o e arrepende-te. Porquanto, se não vigiares, virei como ladrão, e não conhecerás de modo algum em que hora virei contra ti. Retornem a verdadeira Reforma e aos ensinos de Jesus Cristo[4]; pratiquem e vivam-nos revelando mudança e arrependimento em relação ao atual estado conformado com a ordem de coisas dessa época[5]. Mas se essa pequena chama e esse fino elo que liga vocês aos reformadores forem aniquilados, quando Eu, Jesus, voltar vocês serão pegos de surpresa como quando um ladrão invade uma residência desprevenida, pois estarão distraídos com a mentira que vivem, distantes do que professam, completamente vulneráveis e perdidos. Retornem a verdadeira Reforma e aos ensinos de Jesus Cristo; pratiquem e vivam-nos revelando mudança e arrependimento em relação ao atual estado conformado com a ordem de coisas deste mundo. Mas se essa pequena chama e esse fino elo que liga vocês aos reformadores forem aniquilados, quando Eu, Jesus, voltar vocês serão pegos de surpresa como quando um ladrão invade uma residência desprevenida, pois estarão distraídos com a mentira que vivem, distantes do que professam, completamente vulneráveis e perdidos.
3.4 Tens, contudo, em Sardes, umas poucas pessoas que não contaminaram as suas vestiduras e andarão de branco junto comigo, pois são dignas. Como disse, mesmo em meio a tudo isso, existe um remanescente[6], pequeno mas não contaminado, seguidores Meus que se recusam a contaminar o que Lhes dei – a salvação pela graça que se evidencia pelas obras da fé obediente! Esses filhos andarão em breve Comigo, pois são semelhantes a Mim e continuam vestidos com a Minha filosofia, a filosofia do (Re)Criador, no lugar de escolherem as ideias das criaturas. Portanto, eles são merecedores do destino que escolheram. Como disse, mesmo em meio a tudo isso, existe um remanescente, pequeno mas não contaminado, seguidores Meus que se recusam a contaminar o que Lhes dei – a salvação pela graça que se evidencia pelas obras da fé obediente! Esses filhos andarão em breve Comigo, pois são semelhantes a Mim e continuam vestidos com a Minha filosofia, a filosofia do (Re)Criador, no lugar de escolherem as ideias das criaturas. Portanto, eles são merecedores do destino que escolheram.
3.5 O vencedor será assim vestido de vestiduras brancas, e de modo nenhum apagarei o seu nome do Livro da Vida; pelo contrário, confessarei o seu nome diante de meu Pai e diante dos seus anjos. Aquele que continuar vencendo em meio a essas e outras adversidades terá seu caráter alvejado[7] e será coberto até o fim por Minha salvação, e quando seu nome for examinando no Julgamento do Santuário celestial, ele será confirmado no Livro da Vida do Cordeiro, o Meu livro dos vencedores. Diferentemente dos nomes dos que optarem pela cultura da falsa religiosidade[8], em vez de apagar[9] seu nome Eu o exaltarei diante de Meu Pai e dos Seus anjos[10]. Aquele que continuar vencendo em meio a essas e outras adversidades terá seu caráter alvejado e será coberto até o fim por Minha salvação, e quando seu nome for examinando no Julgamento do Santuário celestial, ele será confirmado no Livro da Vida do Cordeiro, o Meu livro dos vencedores. Diferentemente dos nomes dos que optarem pela cultura da falsa religiosidade, em vez de apagar seu nome Eu o exaltarei diante de Meu Pai e dos Seus anjos.
3.6 Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas.
Quem tem interesse em aprender de Mim, atenda ao Espírito Santo que está conduzindo as mentes de João (na recepção desta mensagem e sua escrita) e Meus outros mensageiros (na leitura e transmissão dela) das sete igrejas.
Quem tem interesse em aprender de Mim, atenda ao Espírito Santo que está conduzindo as mentes de João e Meus outros mensageiros das sete igrejas.

 

Referências:

BATTISTONE, Joseph J. Lições da Escola Sabatina, 2º Trimestre de 1989, nº 374, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP.

BELVEDERE, Daniel. Seminário: As Revelações do Apocalipse. Edição do Professor, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP, 2ª ed., 1987.

GULLEY, Norman R. Lições da Escola Sabatina, 3º Trimestre de 1996, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP.

RAMOS, Samuel. As Revelações do Apocalipse, v. 1, 2006.

SMITH, Urias. As profecias de Daniel e Apocalipse, vol. 2. O livro de Apocalipse, 1979.

THIELE, Edwin R.; BERG, Henrique. Apocalipse – esboços de estudos, 1960. Disponível em: <http://www.iasdsapiranga.com.br/assets/esbo%C3%A7os-do-apocalipse.pdf>. Acesso em: fev. 2017.

WHITE, Ellen G. O Grande Conflito, 2013. Disponível em: <http://centrowhite.org.br/files/ebooks/egw/O%20Grande%20Conflito.pdf>. Acesso em: fev. 2017.

WHITE, Ellen G. Patriarcas e Profetas, 2007. Disponível em: <http://centrowhite.org.br/files/ebooks/egw/Patriarcas%20e%20Profetas.pdf>. Acesso em: mai. 2017.

 

[1] “Sardes, a Igreja da Reforma e do tempo posterior a ela, assim como Pérgamo – falando de um modo geral – foi uma igreja espiritualmente morta, mas com alguns membros cuja relação com o Senhor tornou suas obras agradáveis a Cristo” (BATISTONE, 1989, p. 43). “O verdadeiro despertamento da vida religiosa da raça de fala inglesa data de Wesley. Dizer que ele reuniu os fragmentos da consciência inglesa é verdade, mas é só meia verdade. Ele a criou de novo! Ela estava morta – duplamente morta; e foi através de seus lábios que Deus soprou de novo nela o fôlego de vida”, Thiele (196, p. 77) citando W.H. Fitchett, Wesley and His Century, p. 11-15.

 

[2] “Essa igreja era apática, sem vida e sem amor. Tinha aparência, mas carecia de poder. Que é uma igreja morta? Que é um cristão que ‘está morto’? Os membros da Igreja em Sardes tinham a reputação de que estavam espiritualmente vivos, mas não possuíam fé viva. Conseqüentemente, suas obras não podiam ser aceitas por Deus” (op. cit., p. 44). “O grande defeito que o anjo desta igreja a repreende é que tem nome de que vive e está morta. Que elevada posição, do ponto de vista mundano, ocupou a igreja nominal durante este período! Chamam a atenção os seus títulos altissonantes e a sua aceitação pelo mundo. Mas depressa aumentaram nela o orgulho e a popularidade que a espiritualidade ficou destruída, apagada a linha de separação entre a igreja e o mundo, e as organizações populares eram igrejas de Cristo apenas de nome!” (SMITH, 1979, p. 44). “Dentro de poucas décadas, as igrejas reformadas experimentaram um período de violenta controvérsia doutrinária. Assim como no período de Pérgamo a Igreja Católica perverteu a fé apostólica e as verdades cristalinas da igreja primitiva, em razão de seu afastamento da Bíblia; também as igrejas protestantes afastaram-se dos princípios enunciados por seus fundadores. O princípio dos reformadores dizia: ‘A Bíblia e a Bíblia só deve ser a nossa única regra de fé.’ Protegidas pelo poder e prestígio do Estado, e acomodadas dentro da confissão dos credos, as igrejas nacionais do mundo protestante se conformaram com a forma da piedade, porém, sem o seu poder” (RAMOS, 2006, p. 133).

 

[3] “A hipocrisia caracterizou … [a igreja de Sardes], que não era o que pretendia ser. Declaradamente, as igrejas da Reforma haviam descoberto o que significa viver pela fé em Jesus Cristo; mas, em grande parte, elas acabaram caindo num estado que, nalguns aspectos, se assemelhava ao da organização da qual se haviam retirado. Seu nome – protestante – denotava oposição aos abusos, erros e formalismos da Igreja Católica Romana, e o nome Reforma dava a entender que nenhuma dessas faltas devia encontrar-se no rebanho protestante”, Batistone (1989, p. 48, 49) citando Seventh Day Adventist Bible Commentary, vol. 7, págs. 755 e 756. “Apocalipse 3:2 profetiza a tragédia vivida pelas igrejas que, após a morte de seus fundadores deixaram morrer parte das verdades descobertas e pregadas pelos reformadores” (BELVEDERE, 1987, p. 37).

 

[4] “A igreja de Sardes é a igreja da transição entre o Movimento da Reforma e o protestantismo. O período da Reforma começou no período de Tiatira com os Valdenses, os Lolardos, seguidores de Wycliffe, a Igreja dos Irmãos na Boêmia e Morávia, João Huss, Jerônimo e culminou com Lutero. Em 1530, com a formação do primeiro credo protestante, iniciou o declínio da Reforma e o nascimento de uma nova era chamada protestantismo, caracterizada pelas Igrejas Nacionais recebendo sua força, não mais de Deus, mas dos governos” (RAMOS, 2006, p. 132). “Quando quer que a igreja tenha obtido o poder secular, empregou-o ela para punir a discordância às suas doutrinas. As igrejas protestantes que seguiram os passos de Roma, formando aliança com os poderes do mundo, têm manifestado desejo semelhante de restringir a liberdade de consciência. Dá-se um exemplo disto na prolongada perseguição aos dissidentes, feita pela Igreja Anglicana. Durante os séculos dezesseis e dezessete, milhares de ministros não-conformistas foram obrigados a deixar as igrejas, e muitos, tanto pastores como o povo em geral, foram submetidos a multa, prisão, tortura e martírio” (WHITE, 2013, p. 443).

 

[5] “Um outro fator que contribuiu muito para aumentar nas igrejas protestantes o espírito de apatia para com as coisas espirituais foi o surgimento do Racionalismo nos séculos XVII e XVIII. Sob o impacto das descobertas científicas, muitos estudiosos passaram a crer que as leis naturais eram suficientes para explicar as obras do universo. Freqüentemente eles concluíam que a função principal de Deus em relação a este mundo era que Ele, Deus, fora unicamente a primeira causa, e que desde o Seu ato inicial da criação, o mundo tem funcionado mais ou menos independente de Deus. Esta maneira de pensar resultou num distanciamento da Bíblia, que, por sua vez, passou a ser considerada irreal, inexata e não literal”, Ramos (2006, p. 134) citando Seventh Day Adventist Bible Commentary, vol. 7, 756.

 

[6] Batistone (1989, p. 20) citando Roy Allan Anderson, O Apocalipse Revelado, p. 44, 45: “Quando João escreveu, em 95 A.D., Sardes estava vivendo principalmente de seu glorioso passado. As poucas coisas ainda vivas pareciam prestes a morrer. Sua atividade externa não era corroborada por espiritualidade interna. O que haviam recebido e ouvido não era lembrado e conservado. Mesmo em Sardes, porém, havia uns poucos que não tinham contaminado os seus vestidos”. “Os que lideraram a Reforma eram homens de vigorosa consagração, mas seus seguidores, supondo que todas as batalhas já haviam sido ganhas, acomodaram-se em religião organizada. Grandes movimentos iniciados por homens como Lutero e Knox tornaram-se meras religiões de Estado, sustentadas pelo erário público.” “Nunca houve um período tão escuro em que Deus não tivesse Suas estrelas. No período de Sardes, Deus tinha “alguns que não contaminaram seus vestidos” (Apoc. 3:4): os reformadores Martinho Lutero, Ulrich Zwinglio, João Calvino, o puritano João Bunyan, os petistas Philipp Spenner, August Hermann Francke, e o Conde Zinzendorf, e os metodistas João Wesley e Whitefield” (RAMOS, 2006, p. 146).

 

[7] “O ser vestido de vestes brancas é explicado noutras passagens como um símbolo de mudar a iniqüidade em justiça. (Ver Zac. 3:4, 5). ‘Tirai-lhe estes vestidos sujos’, é explicado pela linguagem que se segue: ‘Eis que tenho feito com que passe de ti a tua iniqüidade.’ ‘O linho fino’, ou as vestes brancas, ‘são as justiças dos santos.’ Apocalipse 19:8” (SMITH, 1979, p. 45). “As analogias entre as cartas de Éfeso e Sardes são íntimas, e devem ser estudadas juntamente. A história desenrolou-se em linhas semelhantes nas duas igrejas. Ambas começaram entusiasticamente e esfriaram. A degeneração existiu em ambas; embora, em Éfeso a degeneração não se tinha tornado tão séria como em Sardes. Desta maneira o ponto-chave na carta a Éfeso é apenas alteração, instabilidade e incerteza; na carta a Sardes o ponto-chave é degradação, falsa pretensão e morte”, Thiele (1960, p. 78) citando W. Ramsey, The Letters to the Seven Churches of Asia, p. 369.

 

[8] “Os nomes dos que perderam sua relação com Cristo como nascidos de novo são apagados (Apoc. 3:5). O selo de Deus do tempo do fim é colocado sobre os nomes mantidos no livro da vida (Apoc. 7:1-3; 14:1-5)” (GULLEY, 1996, p. 4). “O livro da vida contém os nomes de todos os que já entraram ao serviço de Deus. Se quaisquer destes se afastam dEle, e por uma obstinada persistência no pecado se tornam finalmente endurecidos à influência do Espírito Santo, seus nomes serão no juízo apagados do livro da vida, e eles serão votados à destruição” (WHITE, 2007, p. 326). “O estudo da história da Reforma mostra que o protestantismo, a partir de 1530, introduziu um outro período de apostasia, ou melhor, uma outra forma de apostasia. Em menos de cem anos, o luteranismo, com o qual a Reforma alcançara o seu clímax, cristalizou-se num formalístico e dogmático movimento protestante. O historiador D’Aubigne considera que o fim da verdadeira Reforma foi o “decisivo período de 1530 e 1531,” e que a partir dessa data, começou então uma outro capítulo, a história do protestantismo”, Ramos (2006, p. 136) citando F.G. Smith, What the Bible Teaches, p. 293. “O grande sistema protestante que sucedeu o romanismo, tomou o seu lugar no mundo moderno, assim como foi descrito na profecia. As duas primeiras nações na Europa a se levantarem contra o papado foram a Alemanha e a Inglaterra. Estas duas nações têm sido consideradas como sendo a plataforma do protestantismo. O protestantismo ganhou sua posição e influência no mundo moderno especialmente através do poder político. Este fato não pode se negado, pois foi assim no passado na Alemanha e Inglaterra, e assim será no futuro quando a profecia do protestantismo apostatado de Apoc. 13:11-18 cumprir-se através da união da Igreja e do Estado nos Estados Unidos da América do Norte. […] A história da Reforma mostra como Deus trabalhou poderosamente através dos reformadores, mas a história do protestantismo mostra quão rapidamente as igrejas reformadas perderam sua dependência de Deus e apelaram para os braços do poder político. O período de Sardes também recheou-se de perseguições e de mortes. O que a Inquisição fez contra os cristãos no período de Tiatira, as igrejas protestantes nacionais fizeram contra os grupos protestantes minoritários no período de Sardes. O mesmo espírito satânico que moveu o papado contra os Valdenses, contra os Lolardos (seguidores de Wycliffe), e contra a Igreja dos Irmãos da Boêmia e Morávia, moveu também as igrejas protestantes nacionais da Alemanha e da Inglaterra contra seus irmãos no período de Sardes” (RAMOS, 2006, p. 136, 137).

 

[9] “Dizer ao vencedor que o seu nome não será apagado do livro da vida é o mesmo que dizer que os seus pecados serão apagados do livro onde estão registrados, para não serem mais recordados contra ele (Heb. 8:12). Significa que, o seu nome ou seus pecados devem ser apagados dos registros celestiais. Quão precioso é o pensamento de que agora somos perdoados se confessamos nossas transgressões! Então, se permanecemos fiéis a Deus, os pecados serão apagados ao vir Jesus” (SMITH, 1979, p. 46). “Ao abrirem-se os livros de registro no juízo, é passada em revista perante Deus a vida de todos os que creram em Jesus. Começando pelos que primeiro viveram na Terra, nosso Advogado apresenta os casos de cada geração sucessiva, finalizando com os vivos. Todo nome é mencionado, cada caso minuciosamente investigado. Aceitam-se nomes, e rejeitam-se nomes. Quando alguém tem pecados que permaneçam nos livros de registro, para os quais não houve arrependimento nem perdão, seu nome será omitido do livro da vida, e o relato de suas boas ações apagado do livro memorial de Deus” (WHITE, 2013, p. 483).

 

[10] “Os nomes de todos aqueles que uma vez se entregaram a Deus estão escritos no livro da vida, e o seu caráter está sendo passado agora em revista diante dEle. Anjos de Deus avaliam o valor moral. Eles observam o desenvolvimento do caráter naqueles que vivem agora, para ver se os seus nomes podem ser conservados no livro da vida. É-nos concedido um tempo de graça para lavarmos e alvejarmos as veste do caráter no sangue do Cordeiro. Quem está fazendo isso? Quem está se afastando do pecado e egoísmo?”, Batistone (1989, p. 48) citando Seventh Day Adventist Bible Commentary, vol. 7, p. 960.

Apocalipse – possibilidades (capítulo 2: Tiatira)

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Ap  Texto (ARA, 3ª ed) Leitura com a fundamentação das possibilidades que tentam alcançar a intenção do profeta João Texto enxuto
2.18 Ao anjo da igreja em Tiatira escreve: Estas coisas diz o Filho de Deus, que tem os olhos como chama de fogo e os pés semelhantes ao bronze polido:
Para o mensageiro que receberá esta mensagem lá na igreja de Tiatira, você diz assim João: o Autor desta mensagem é Aquele que é Deus e Homem ao mesmo tempo; é Criador, mas também criatura; é eterno e Pai da eternidade (cf. Is 9.6), mas também tem começo a partir do momento em que nasceu de Deus e de uma mulher, e, por isso, também é Filho; Aquele cujos olhos você, João, comparou com chamas de fogo, e os pés com uma peça de bronze bem polido, que foi refinado em fornalha:
Para o mensageiro que receberá esta mensagem lá na igreja de Tiatira, você diz assim João: o Autor desta mensagem é Aquele é Deus e Homem ao mesmo tempo; é Criador, mas também criatura; é eterno e Pai da eternidade, mas também tem começo a partir do momento em que nasceu de Deus e de uma mulher, e, por isso, também é Filho; Aquele cujos olhos você, João, comparou com chamas de fogo, e os pés com uma peça de bronze bem polido, que foi refinado em fornalha:
2.19 Conheço as tuas obras, o teu amor, a tua fé, o teu serviço, a tua perseverança e as tuas últimas obras, mais numerosas do que as primeiras. Eu conheço o que vocês da igreja de Tiatira fazem e farão, vosso amor simples e autêntico, vossa convicção e obra de servo fiel, vossa constância, bem como as últimas obras de vocês – em muito maior quantidade[1] em relação ao início da comunidade contemporânea a João, e ao início do período de 538 até a Reforma Protestante. Eu conheço o que vocês da igreja de Tiatira fazem e farão, vosso amor simples e autêntico, vossa convicção e obra de servo fiel, vossa constância, bem como as últimas obras de vocês – em muito maior quantidade em relação ao início da comunidade contemporânea a João, e ao início do período de 538 até a Reforma Protestante.
2.20 Tenho, porém, contra ti o tolerares que essa mulher, Jezabel, que a si mesma se declara profetisa, não somente ensine, mas ainda seduza os meus servos a praticarem a prostituição e a comerem coisas sacrificadas aos ídolos. No entanto, discordo do fato de, tanto na atual Tiatira quanto no período da Tiatira profética, vocês não terem o poder dado a Elias para combater Jezabel. Vocês estão mais para o fraco e condescendente Acabe do que para o corajoso e zeloso Elias! O que Eu quero dizer é o seguinte: entre vocês existem os que paganizam[2] Meus ensinos, e ainda se intitulam Meus profetas/minhas profetisas. Pior, a ousadia é explícita, pois esses/essas influenciam Meus servos a misturarem tudo – Minhas revelações com as ideias e tradições humanas perversas – e se alimentam mal, comendo o que é consagrado aos demônios (cf. I Co 10.18-21). O papado pratica idolatria, muda Meus mandamentos como se Eu autorizasse isso! O sábado da Criação permanece separado por Mim; eu nunca pedi que o trocassem pelo domingo! Mas esses falsos seguidores do Cristo tentam usurpar Minha autoridade de Criador, adulteram Meus ensinos e os que trabalham por Mim caem nas práticas desobedientes deles. O papado também trai o Cristianismo com sua politicagem corrupta com os reis da Terra, no lugar de oportunizar um estilo de vida honesto, sem avareza e santo! Eu não levantei esses falsos cristãos. Eles não Me representam e muito menos Me substituem! Seus serviços não mais são para Mim. Suas oferendas não são oferecidas a Mim. O que comem não é para sua saúde nem para Minha glória. No entanto, discordo do fato de, tanto na atual Tiatira quanto no período da Tiatira profética, vocês não terem o poder dado a Elias para combater Jezabel. Vocês estão mais para o fraco e condescendente Acabe do que para o corajoso e zeloso Elias! O que Eu quero dizer é o seguinte: entre vocês existem os que paganizam Meus ensinos, e ainda se intitulam Meus profetas/minhas profetisas. Pior, a ousadia é explícita, pois esses/essas influenciam Meus servos a misturarem tudo – Minhas revelações com as ideias e tradições humanas perversas – e se alimentam mal, comendo o que é consagrado aos demônios. O papado pratica idolatria, muda Meus mandamentos como se Eu autorizasse isso! O sábado da Criação permanece separado por Mim; eu nunca pedi que o trocassem pelo domingo! Mas esses falsos seguidores do Cristo tentam usurpar Minha autoridade de Criador, adulteram Meus ensinos e os que trabalham por Mim caem nas práticas desobedientes deles. O papado também trai o Cristianismo com sua politicagem corrupta com os reis da Terra, no lugar de oportunizar um estilo de vida honesto, sem avareza e santo! Eu não levantei esses falsos cristãos. Eles não Me representam e muito menos Me substituem! Seus serviços não mais são para Mim. Suas oferendas não são oferecidas a Mim. O que comem não é para sua saúde nem para Minha glória.
2.21 Dei-lhe tempo para que se arrependesse; ela, todavia, não quer arrepender-se da sua prostituição. Mas assim como a Jezabel do AT, Eu lhe dei chances reais de aprendizagens e mudança de visão, das ideias humanas para as ideias do Fabricante da humanidade; ela não Me escutou, nem a Elias. O mesmo tem ocorrido e acontecerá com aqueles que são bem representados por ela: são teimosos e não permitem que Eu lhes transforme da corrupção para a harmonia com os Mandamentos e caráter do Cristo. Mas assim como a Jezabel do AT, Eu lhe dei chances reais de aprendizagens e mudança de visão, das ideias humanas para as ideias do Fabricante da humanidade; ela não Me escutou, nem a Elias. O mesmo tem ocorrido e acontecerá com os que a representam: são teimosos e não permitem que Eu lhes transforme da corrupção para a harmonia com os Mandamentos e caráter do Cristo.
2.22 Eis que a prostro de cama, bem como em grande tribulação os que com ela adulteram, caso não se arrependam das obras que ela incita. Vou castigar esses falsos cristãos por meio de sua própria licenciosidade: sua corrupção com o mundo e os governantes que não Me temem os atormentará, pois de seus amantes passarão a ser seus algozes; isso se continuarem não querendo aprender e transformar seu estilo de vida, e permanecerem na prática de tudo isso que falei[3]. Vou castigar esses falsos cristãos por meio de sua própria licenciosidade: sua corrupção com o mundo e os governantes que não Me temem os atormentará, pois de seus amantes passarão a ser seus algozes; isso se continuarem não querendo aprender e transformar seu estilo de vida, e permanecerem na prática de tudo isso que falei.
2.23 Matarei os seus filhos, e todas as igrejas conhecerão que eu sou aquele que sonda mentes e corações, e vos darei a cada um segundo as vossas obras. Quando Eu retornar matarei os descendentes ou continuadores dessa monstruosidade que fez sofrer a tantos filhos Meus, e após o juízo final os destruirei eternamente. Já os cristãos verdadeiros de todas as épocas presenciaram isso e confirmarão que, de fato, Eu sou capaz de conhecer um ser humano por completo, suas ações e intenções, seus contextos, motivos, planos, escolhas e condutas, e respeito isso concedendo o destino que cada um conscientemente optou e semeou ao longo de sua vida. Quando Eu retornar matarei os descendentes ou continuadores dessa deformidade, e após o juízo final os destruirei eternamente. Já os cristãos verdadeiros de todas as épocas presenciaram isso e confirmarão que, de fato, Eu sou capaz de conhecer um ser humano por completo, suas ações e intenções, seus contextos, motivos, planos, escolhas e condutas, e respeito isso concedendo o destino que cada um conscientemente optou e semeou ao longo de sua vida.
2.24 Digo, todavia, a vós outros, os demais de Tiatira, a tantos quantos não têm essa doutrina e que não conheceram, como eles dizem, as coisas profundas de Satanás: Outra carga não jogarei sobre vós; No entanto, Eu afirmo a vocês de Tiatira e aos do período de 538 a 1517 A.D.[4], todos os que optaram por não seguir essa doutrina sincretizadora dos Meus ensinamentos com as tradições dos homens, como vocês mesmos acertadamente denominaram, “as coisas profundas de Satanás”, ou seja, a domesticação do pecado e sua inserção na religião cristã por meio da quebra dos mandamentos morais, e a consequente diminuição de Minha autoridade como Deus Criador diante da maximização da autoridade papal e sua pedagogia humanista que reinterpreta relativistamente Minha revelação profética: esse fardo não receberá acréscimo[5], não deixarei que Satanás e sua semente dificultem mais a vida de vocês; No entanto, Eu afirmo a vocês de Tiatira e aos do período de 538 a 1517 A.D., todos os que optaram por não seguir essa doutrina sincretizadora dos Meus ensinamentos com as tradições dos homens, como vocês mesmos acertadamente denominaram, “as coisas profundas de Satanás”, ou seja, a domesticação do pecado e sua inserção na religião cristã por meio da quebra dos mandamentos morais, e a consequente diminuição de Minha autoridade como Deus Criador diante da maximização da autoridade papal e sua pedagogia humanista que reinterpreta relativistamente Minha revelação profética: esse fardo não receberá acréscimo, não deixarei que Satanás e sua semente dificultem mais a vida de vocês;
2.25 tão-somente conservai[6] o que tendes, até que eu venha. “Aquele, pois, que pensa estar em pé veja que não caia” (1 Co 10.12); “E eis que venho sem demora, e comigo está o galardão que tenho para retribuir a cada um segundo as suas obras” (Ap 22.11). “Aquele, pois, que pensa estar em pé veja que não caia”; “E eis que venho sem demora, e comigo está o galardão que tenho para retribuir a cada um segundo as suas obras”.
2.26 Ao vencedor, que guardar até ao fim as minhas obras, eu lhe darei autoridade sobre as nações,[7] Quem continuar vencendo e obedecendo aos Meus ensinamentos, e praticando o mesmo estilo de vida que Eu vivi, receberá de Mim autoridade (Mt 28.18) para edificar (1 Co 13.10), Quem continuar vencendo e obedecendo aos Meus ensinamentos, e praticando o mesmo estilo de vida que Eu vivi, receberá de Mim autoridade para edificar,
2.27 e com cetro de ferro as regerá e as reduzirá a pedaços como se fossem objetos de barro; e para destruir, Comigo à frente (cf. Nm 24.17, Sl 2.8,9 e Ap 12.5), a semente de Satanás ou os pecadores que optaram por continuar na corrupção e crueldade de seus pecados; farei com que os vencedores virem o jogo e os vençam; e o mal deixará de existir, como um vaso quebrado e reduzido ao pó; e para destruir, Comigo à frente, a semente de Satanás ou os pecadores que optaram por continuar na corrupção e crueldade de seus pecados; farei com que os vencedores virem o jogo e os vençam; e o mal deixará de existir, como um vaso quebrado e reduzido ao pó;
2.28 assim como também eu recebi de meu Pai, dar-lhe-ei ainda a estrela da manhã[8]. e assim como Eu recebi de Meu Pai o que mais quis – Minhas criaturas livres e salvas de Satanás –, também darei ao que continuar vencendo o que ele mais almeja: o fim das trevas por meio da refulgente glória de Meu retorno ao planeta Terra. e assim como Eu recebi de Meu Pai o que mais quis – Minhas criaturas livres e salvas de Satanás –, também darei ao que continuar vencendo o que ele mais almeja: o fim das trevas por meio da refulgente glória de Meu retorno ao planeta Terra.
2.29 Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas. Quem tem interesse em aprender de Mim, atenda ao Espírito Santo que está conduzindo as mentes de João (na recepção desta mensagem e sua escrita) e Meus outros mensageiros (na leitura e transmissão dela) para as sete igrejas. Quem tem interesse em aprender de Mim, atenda ao Espírito Santo que está conduzindo as mentes de João e Meus outros mensageiros para as sete igrejas.

 

Referências:

BATTISTONE, Joseph J. Lições da Escola Sabatina, 2º Trimestre de 1989, nº 374, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP.

BELVEDERE, Daniel. Seminário: As Revelações do Apocalipse. Edição do Professor, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP, 2ª ed., 1987.

CLARKE, Adam. Commentary on the New Testament, vol. 2, 1817. Disponível em: <https://archive.org/details/clarkescommentar00clar>. Acesso em: jan. 2017.

MAXWELL, C. Mervyn; GRELMANN, Hélio Luiz. Uma nova era segundo as profecias do Apocalipse. Casa Publicadora Brasileira, 2004.

MILLER, William. Evidence from Scripture and History of the Second Coming of Christ, 1843. Disponível em: <https://archive.org/details/WilliamMillerEvidenceFromScriptureAndHistoryOfTheSecondComingOf>. Acesso em: jan. 2017.

RAMOS, Samuel. As Revelações do Apocalipse, v. 1, 2006.

SILVA, Rodrigo Pereira. Comentário Gramático Histórico do Apocalipse – Anotações para acompanhamento de classes. Faculdade Adventista de Teologia, 2009. Disponível em: <http://www.adventistas.com/wp-content/uploads/2014/10/Comentario-Gramatico-Historico-do_Apocalipse-Rodrigo-P-Silva.pdf>. Acesso em: jan. 2017.

SMITH, Urias. As profecias de Daniel e Apocalipse, vol. 2. O livro de Apocalipse, 1979.

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WATSON, Richard. A Biblical and Theological Dictionary, 1833. Disponível em: <https://archive.org/details/biblicaltheologi00wats>. Acesso em: jan. 2017.

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[1] “Tiatira significa ‘perfume suave de labor’ ou ‘sacrifício de contrição’. Este nome descreve bem o estado da igreja de Jesus Cristo durante o longo período de triunfo e perseguição papal. Este tempo que foi de terrível tribulação sobre a igreja, como nunca houve (Mat. 24:21) melhorou a condição religiosa dos crentes. Daí o receberem por suas obras, caridade, serviço, fé e paciência, o elogio dAquele cujos olhos são como chama de fogo. As obras são de novo mencionadas como dignas de duplo elogio, visto que as últimas são melhores do que as primeiras. A condição dos membros melhorou, cresceram na graça e em todos estes elementos do cristianismo. Este progresso, nessas condições, foi elogiado pelo Senhor. Esta igreja é a única elogiada por progresso em coisas espirituais. Mas assim como na igreja de Pérgamo as circunstâncias desfavoráveis não eram desculpa para falsas doutrinas na igreja, nesta, a quantidade de trabalho, caridade, serviço, fé ou paciência não pode compensar igual pecado. É-lhes apresentado, pois, uma censura por tolerarem no seu meio um agente de Satanás” (SMITH, 1979, p. 39,40).

[2] “Jezabel, filha de um rei sidônio, adoradora de Baal, a qual introduziu a idolatria e corrupção religiosa em Israel, é aqui o símbolo da apostasia e corrupção religiosa aberta. A igreja se paganizara.” – SRA/EP, p. 36. “Como filha de um rei pagão e adoradora de Baal, ela proveu a motivação para a apostasia de Acabe (I Reis 16:31-33; 18:19; 21:25 e 26). Perseguiu os profetas de Deus e pessoas fiéis (I Reis 18:4 e 13; 19:1-3; 21:5-15). Jezabel era prostituta e feiticeira (II Reis 9:22). Devido a sua vida perversa, o desagrado de Deus incidiu sobre ela (II Reis 9:30-37)” (BELVEDERE, 1987, p. 36). “Jezabel é um nome figurado, alusivo à mulher de Acabe, que matou os profetas de Jeová, levou seu marido à idolatria e alimentou os profetas de Baal à sua própria mesa. Não se podia usar uma figura mais flagrante para representar as abominações papais (Ver 1 Reis 18, 19, 21). Vê-se, pela história, bem como por este versículo, que a Igreja de Cristo tolerava que alguns dos monges papais pregassem e ensinassem no meio dela” (MILLER, 1843, p. 139). “Como filha de um rei pagão e adoradora de Baal, ela proveu a motivação para a apostasia de Acabe (I Reis 16:31-33; 18:19; 21:25 e 26). Perseguiu os profetas de Deus e pessoas fiéis (I Reis 18:4 e 13; 19:1-3; 21:5-15). Jezabel era prostituta e feiticeira (II Reis 9:22). Devido a sua vida perversa, o desagrado de Deus incidiu sobre ela (II Reis 9:30-37). Que organização possuía as características de Jezabel durante a Idade Média? O papado medieval praticou a idolatria. A veneração do papa, de imagens e relíquias, do domingo em lugar do verdadeiro sábado, de sacerdotes terrestres como mediadores em lugar de Cristo, e dos elementos na missa – tudo isso constituía idolatria. A imoralidade espiritual provinha da aceitação de ensinos e práticas procedentes de religiões pagãs” (BATISTONE, 1989, p. 38).

[3] “Jezabel, que se diz profetisa, ensinou a igreja a se prostituir com a idolatria. A Igreja de Roma ensina que:1. o papa é o mediador; 2. que se pode confiar nas próprias obras para expiação do pecado; 3. longas peregrinações; 4. atos de penitência; 5. adoração de relíquias; 6. construção de igrejas, de relicários e de altares; 7. pagamento de grandes somas à igreja; 8. generalizou-se a adoração de imagens; 9. acedem-se velas perante imagens e orações são feitas às imagens; 10. o erro da imortalidade natural do homem e consciência na morte; 11. adoração da Virgem Maria; 12. a heresia do tormento eterno; 13. doutrina das indulgências; 14. santificação do domingo; 15. a implantação do idolátrico sacrifício da Missa. ‘O meio dia do papado foi a meia noite do mundo’ (O grande Conflito, p. 60)” (RAMOS, 2006, p. 112).

[4] “’Aos restantes que estão em Tiatira’ é uma referência aos grupos de cristãos sinceros e leais ao cristianismo apostólico na Idade Média: os Valdenses, Albigenses, Lolardos, os Irmãos Unidos, a Igreja dos Irmãos na Boêmia e Morávia” (RAMOS, 2006, p. 126).

[5] “’Outra carga não jogarei sobre vós.’ – Cremos que é aqui prometido à igreja alívio da carga, a saber, que durante tanto tempo suportou o peso da opressão papal. Não pode aplicar-se à recepção de novas verdades, porque a verdade não é uma carga para nenhum ser responsável. Mas os dias de tribulação que haviam de vir sobre a igreja seriam abreviados por causa dos escolhidos (Mat. 24:22). ‘Serão ajudados’, diz o profeta, ‘com um pequeno socorro.’ (Dan. 11:34). ‘E a terra ajudou a mulher’, diz João (Apoc. 12:16)” (SMITH, 1979, p. 41).

[6] “A admoestação. – ‘Conservai o que tendes, até que eu venha.’ Estas palavras do Filho de Deus apresentam-nos uma vinda incondicional. As igrejas de Éfeso e Pérgamo eram ameaçadas com esta vinda sob condições: ‘Arrepende-te, pois, quando não, em breve virei a ti.’ Esta vinda implicava um castigo. Mas aqui se apresenta uma vinda de caráter diferente. Não é uma ameaça de castigo. Não depende de condição. É proposta ao crente como uma esperança, e não se pode referir a outro acontecimento senão à futura segunda vinda do Senhor em glória, em que cessarão as provações do cristão. Então seus esforços na carreira da vida e sua luta pela coroa de justiça serão recompensados com sucesso eterno. Esta igreja leva-nos ao tempo em que começam a cumprir-se os mais imediatos sinais da Sua vinda iminente. Em 1780, dezoito anos antes do fim deste período, realizaram-se os sinais preditos no Sol e na Lua. (Ver os comentários sobre Apoc. 6:12). E, referindo-Se a esses sinais, disse o Salvador: ‘Quando estas coisas começarem a acontecer, olhai para cima e levantai as vossas cabeças, porque a vossa redenção está próxima.’ (Luc. 21:28). Na história desta igreja atingimos um ponto em que o fim se aproxima tanto que a atenção do povo podia chamar-se mais particularmente para esse acontecimento. Para todo o intervalo de tempo Cristo disse: ‘Negociai até que Eu venha.’ (Luc. 19:13). Mas, para agora diz: ‘Retende-o até que Eu venha.’” (SMITH, 1979, p. 42).

[7] “‘Autoridade sobre as nações’ – Neste mundo dominam os ímpios, e os servos de Cristo não são estimados. Mas está chegando o tempo em que a justiça terá a primazia, em que toda impiedade será vista à sua verdadeira luz e será plenamente desacreditada, e em que o cetro do poder estará nas mãos do povo de Deus. Esta promessa é esclarecida pelos seguintes fatos e afirmações bíblicas: As nações hão de ser entregues pelo Pai nas mãos de Cristo para serem esmigalhadas com uma vara de ferro e despedaçadas como um vaso de oleiro (Sal. 2:8, 9). Os santos associar-se-ão com Cristo quando Ele assim iniciar Sua obra de poder e juízo (Apoc. 3:21). Hão de reinar com Ele, nessas funções, por mil anos (Apoc. 20:4). Durante este período é determinado o grau do castigo dos ímpios e dos anjos maus (1 Cor. 6:2, 3). No fim dos mil anos terão a honra de participar com Cristo na execução da sentença escrita (Sal. 49:9)” (SMITH, 1979, p. 42).

[8] Possibilidades: (I) “’estrela da manhã’ – interpretada por alguns adventistas como sendo uma alusão à Reforma Protestante, especialmente Calvino. O SDABC, porém, aplica a expressão exclusivamente a Cristo (Apoc. 22:16; 2 Pedro 1:19). J. P. M. Sweet conecta este símbolo da estrela, bem como o outro do cetro, com a profecia de Balaão em Núm. 24:17, o que é bem razoável” (SILVA, 2009, p. 90). (II) “Refere-se a Cristo (Apoc. 22:16; comparar com II S. Ped. 1:19), mas às vezes também é aplicada a Wycliffe, ‘a estrela da manhã da Reforma’ (Ver Grande Conflito, pg. 78)” (BATISTONE, 1989, P. 39). (III) “Cristo diz, em Apoc. 22:16, que Ele próprio é a Estrela da Manhã. A estrela da manhã é a imediata precursora do dia. A aqui chamada Estrela da Manhã é chamada Estrela da Alva em 2 Pedro 1:19, onde está relacionada com o amanhecer: “Até que o dia clareie e a Estrela da Alva nasça em vossos corações Durante a penosa noite de vigília dos santos a palavra de Deus derrama a necessária luz sobre o seu caminho. Mas quando a Estrela da Alva lhes aparece nos corações, ou a Estrela da Manhã é dada aos vencedores, entrarão numa relação tão íntima com Cristo que os seus corações ficarão completamente iluminados pelo Seu Espírito, e eles andarão na Sua luz. Então não mais terão necessidade da firme palavra da profecia, que agora brilha como uma luz em lugar escuro” (SMITH, 1979, p. 42,43). (IV) “Neste mundo, os ímpios se mantêm no poder, e os servos de Cristo são, aparentemente, de nenhum valor. Virá, porém, o tempo em que a justiça estará em ascendência. 1. As nações serão entregues pelo Pai às mãos de Cristo, a fim de serem regidas com vara de ferro e despedaçadas como um vaso de oleiro (Salmos 2:8-9). 2. Associados a Cristo em sua obra de poder e de julgamento estarão os Seus santos (Apoc. 3:21). 3. Reinarão com Ele nesta função por mil anos (Apoc. 20:4). 4. Durante esse período é determinado o grau de castigo para os homens ímpios e anjos maus (I Cor. 6:2-3). 5. Ao final dos mil anos todos os santos partilharão com Cristo a execução da sentença dos ímpios (Salmos 149:9). A promessa final é que todos os santos receberão a “estrela da manhã,” esse é o próprio Jesus: “Eu, Jesus, enviei o meu anjo para vos testificar estas coisas nas igrejas: Eu sou a raiz e a geração de Davi, a resplandecente estrela da manhã” (Apoc. 22:16)” (RAMOS, 2006, p. 127,128).

Apocalipse – possibilidades (capítulo 2: Pérgamo)

 

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Ap  Texto (ARA, 3ª ed)

Leitura com a fundamentação das

possibilidades que tentam alcançar a intenção

do profeta João

Texto enxuto

 

2.12 Ao anjo da igreja em Pérgamo escreve: Estas coisas diz aquele que tem a espada afiada de dois gumes: Para o mensageiro que receberá esta mensagem lá na igreja de Pérgamo, você diz assim João: o Autor desta mensagem é Aquele que tem saindo de sua boca uma espada afiada que corta nas duas laterais, representando o poder de ação imediata de sua palavra ou intenção pronunciada (cf. 1.16): Para o mensageiro que receberá esta mensagem lá na igreja de Pérgamo, você diz assim João: o Autor desta mensagem é Aquele que tem saindo de sua boca uma espada afiada que corta nas duas laterais, representando o poder de ação imediata de sua palavra ou intenção pronunciada:
2.13 Conheço o lugar em que habitas, onde está o trono de Satanás, e que conservas o meu nome e não negaste a minha fé, ainda nos dias de Antipas, minha testemunha, meu fiel, o qual foi morto entre vós, onde Satanás habita. Eu conheço o lugar em que vocês da igreja de Pérgamo habitam, o mesmo onde se encontra o trono de Satanás, ou seja, o “centro administrativo e exportador do culto ao Imperador” (SILVA, 2009, p. 87) romano. Também minha presciência vê que, entre 313 – 538 d.C. Pérgamo será o centro de adoração papal[1], outro trono de Satanás. No entanto, tanto nesses dias como naqueles, vocês se agarrarão com firmeza nos Meus ensinamentos, e não renunciarão a Minha definição de fé ainda nos dias de Antipas[2], Minha testemunha, Meu fiel, o qual foi morto entre vós, onde Satanás habita hoje e habitará em Roma papal. Eu conheço o lugar em que vocês da igreja de Pérgamo habitam, o mesmo onde se encontra o trono de Satanás, ou seja, o “centro administrativo e exportador do culto ao Imperador” romano. Também minha presciência vê que, entre 313 – 538 d.C. Pérgamo será o centro de adoração papal, outro trono de Satanás. No entanto, tanto nesses dias como naqueles, vocês se agarrarão com firmeza nos Meus ensinamentos, e não renunciarão a Minha definição de fé ainda nos dias de Antipas, Minha testemunha, Meu fiel, o qual foi morto entre vós, onde Satanás habita hoje e habitará em Roma papal.
2.14 Tenho, todavia, contra ti algumas coisas, pois que tens aí os que sustentam a doutrina de Balaão, o qual ensinava a Balaque a armar ciladas diante dos filhos de Israel para comerem coisas sacrificadas aos ídolos e praticarem a prostituição. Mas, infelizmente, não tenho apenas elogios para vocês em Pérgamo: entre vocês estão os que agem como Balaão, aquele profeta que “queria” Deus mas também queria o mundo (cf. 2ª Pe 2.15; Jd 11). Do mesmo modo, há uma relação ilícita entre alguns de vocês e o mundo que induz à mistura entre a Minha religião e o paganismo. Como consequência disso, Constantino (313 A.D.) tentará unir a filosofia do império romano pagão e Meus ensinos. Balão ensinou o rei Balaque como colocar armadilhas para o povo de Israel, seduzindo israelitas ao pecado. Balaão foi exitoso, pois alguns de Israel comeram[3] o que fora oferecido aos deuses moabitas, e também traíram suas esposas ou fornicaram com mulheres de Moabe[4]. Semelhantemente, o Cristianismo será maculado pela aliança entre uma igreja cristã (Igreja Católica Apostólica Romana) e o Estado; “deformidade e libertinagem” (THIELE; BERG, 1960, p. 63) serão os resultados. Mais especificamente “avareza, hipocrisia, idolatria e imoralidade” (BATISTONE, 1989, p. 14)[5]. Mas, infelizmente, não tenho apenas elogios para vocês em Pérgamo: entre vocês estão os que agem como Balaão, aquele profeta que “queria” Deus mas também queria o mundo (cf. 2ª Pe 2.15; Jd 11). Do mesmo modo, há uma relação ilícita entre alguns de vocês e o mundo que induz à mistura entre a Minha religião e o paganismo. Como consequência disso, Constantino tentará unir a filosofia do império romano pagão e Meus ensinos. Balão ensinou o rei Balaque como colocar armadilhas para o povo de Israel, seduzindo israelitas ao pecado. Balaão foi exitoso, pois alguns de Israel comeram o que fora oferecido aos deuses moabitas, e também traíram suas esposas ou fornicaram com mulheres de Moabe. Semelhantemente, o Cristianismo será maculado pela aliança entre uma igreja cristã (Igreja Católica Apostólica Romana) e o Estado; “deformidade e libertinagem” serão os resultados. Mais especificamente “avareza, hipocrisia, idolatria e imoralidade”.
2.15 Outrossim, também tu tens os que da mesma forma sustentam a doutrina dos nicolaítas.
Também reprovo aqueles que, entre vocês, escolheram os ensinos dos nicolaítas (os quais Eu odeio e Meus seguidores de séculos atrás também odiaram! Ap 2.6) – obedecer à uns mandamentos Meus e ignorar outros mandamentos! Eles doutrinam a muitos que Meu evangelho anula Meus mandamentos, e que a fé desobriga a obediência completa!! “Os nicolaítas ensinavam que as obras da carne não afetam a pureza da alma, não tendo, portanto, nenhuma influência sobre a nossa salvação” (BATISTONE, 1989, p. 14)[6].

 

Também reprovo aqueles que, entre vocês, escolheram os ensinos dos nicolaítas (os quais Eu odeio e Meus seguidores de séculos atrás também odiaram! Ap 2.6) – obedecer à uns mandamentos Meus e ignorar outros mandamentos! Eles doutrinam a muitos que Meu evangelho anula Meus mandamentos, e que a fé desobriga a obediência completa!! “Os nicolaítas ensinavam que as obras da carne não afetam a pureza da alma, não tendo, portanto, nenhuma influência sobre a nossa salvação”.
2.16 Portanto, arrepende-te; e, se não, venho a ti sem demora e contra eles pelejarei com a espada da minha boca.
Eu ordeno que vocês reconheçam isso, uma vez que estou Lhes oportunizando aprendizagem e relembranças! Caso contrário Eu irei até o lugar onde essas pessoas estão, e as combaterei com a espada de Minha boca, representando o poder de ação imediata de Minha palavra ou intenção pronunciada. E essa guerra será tanto filosófica quanto (meta)física, tanto nesses dias do profeta João e no período entre 313 – 538 A.D., quanto na Minha segunda vinda (cf. Ap 19.15).
Eu ordeno que vocês reconheçam isso, uma vez que estou Lhes oportunizando aprendizagem e relembranças! Caso contrário Eu irei até o lugar onde essas pessoas estão, e as combaterei com a espada de Minha boca, representando o poder de ação imediata de Minha palavra ou intenção pronunciada. E essa guerra será tanto filosófica quanto (meta)física, tanto nesses dias do profeta João e no período entre 313 – 538 A.D., quanto na Minha segunda vinda (cf. Ap 19.15).
2.17 Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas: Ao vencedor, dar-lhe-ei do maná escondido, bem como lhe darei uma pedrinha branca, e sobre essa pedrinha escrito um nome novo, o qual ninguém conhece, exceto aquele que o recebe.
Quem tem interesse em aprender de Mim, atenda ao Espírito Santo que está conduzindo as mentes de João (na recepção desta mensagem e sua escrita) e Meus outros mensageiros (na leitura e transmissão dela) para as sete igrejas. O Espírito afirma: quem continuar vencendo e obedecendo aos ensinamentos de Jesus, em vez dos sincretismos nicolaítas e balaamitas (ou seja, as tradições dos homens que contaminam a Palavra de Deus), será mantido por Mim inclusive materialmente, como Eu fiz com o povo de Israel no deserto, dando-lhe diariamente (menos no sábado) o maná! Para ele Eu desvelarei Minhas fontes de recursos, as quais permanecerão escondidas para aqueles que escolherem não obedecer[7]. Também prometo entregar aos vencedores obedientes uma pedrinha branca, um singelo símbolo de nossa intimidade aqui em sua casa terrena, bem como um presente Meu para você, vencedor, quando nos encontrarmos lá no Céu! Inscreverei na sua pedrinha um novo nome, representando seu novo caráter, glorificado e com novos dons espirituais concedidos por Mim. Lá nas moradas do Pai esse novo caráter será desvelado na medida em que você for convivendo com os outros salvos vencedores[8].
Quem tem interesse em aprender de Mim, atenda ao Espírito Santo que está conduzindo as mentes de João e Meus outros mensageiros para as sete igrejas. O Espírito afirma: quem continuar vencendo e obedecendo aos ensinamentos de Jesus, em vez dos sincretismos nicolaítas e balaamitas (ou seja, as tradições dos homens que contaminam a Palavra de Deus), será mantido por Mim inclusive materialmente, como Eu fiz com o povo de Israel no deserto, dando-lhe diariamente (menos no sábado) o maná! Para ele Eu desvelarei Minhas fontes de recursos, as quais permanecerão escondidas para aqueles que escolherem não obedecer. Também prometo entregar aos vencedores obedientes uma pedrinha branca, um singelo símbolo de nossa intimidade aqui em sua casa terrena, bem como um presente Meu para você, vencedor, quando nos encontrarmos lá no Céu! Inscreverei na sua pedrinha um novo nome, representando seu novo caráter, glorificado e com novos dons espirituais concedidos por Mim. Lá nas moradas do Pai esse novo caráter será desvelado na medida em que você for convivendo com os outros salvos vencedores.

 

Referências:

BATTISTONE, Joseph J. Lições da Escola Sabatina, 2º Trimestre de 1989, nº 374, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP.

CLARKE, Adam. Commentary on the New Testament, vol. 2, 1817. Disponível em: <https://archive.org/details/clarkescommentar00clar>. Acesso em: jan. 2017.

MAXWELL, C. Mervyn; GRELMANN, Hélio Luiz. Uma nova era segundo as profecias do Apocalipse. Casa Publicadora Brasileira, 2004.

MILLER, William. Evidence from Scripture and History of the Second Coming of Christ, 1843. Disponível em: <https://archive.org/details/WilliamMillerEvidenceFromScriptureAndHistoryOfTheSecondComingOf>. Acesso em: jan. 2017.

SILVA, Rodrigo Pereira. Comentário Gramático Histórico do Apocalipse – Anotações para acompanhamento de classes. Faculdade Adventista de Teologia, 2009. Disponível em: <http://www.adventistas.com/wp-content/uploads/2014/10/Comentario-Gramatico-Historico-do_Apocalipse-Rodrigo-P-Silva.pdf>. Acesso em: jan. 2017.

SMITH, Urias. As profecias de Daniel e Apocalipse, vol. 2. O livro de Apocalipse, 1979.

THIELE, Edwin R.; BERG, Henrique. Apocalipse – esboços de estudos, 1960. Disponível em: <http://www.iasdsapiranga.com.br/assets/esbo%C3%A7os-do-apocalipse.pdf>. Acesso em: fev. 2017.

WATSON, Richard. A Biblical and Theological Dictionary, 1833. Disponível em: <https://archive.org/details/biblicaltheologi00wats>. Acesso em: jan. 2017.

WHITE, Ellen G. O Grande Conflito, 2013. Disponível em: <http://centrowhite.org.br/files/ebooks/egw/O%20Grande%20Conflito.pdf>. Acesso em: fev. 2017.

[1] “Visto que o período representado por Pérgamo foi o do desenvolvimento do papado (313 a 538 A.D.), parece ser evidente que ‘o trono de Satanás’ é uma referência ao centro de adoração papal: Roma” (BATISTONE, 1989, p. 35, 36).

[2] Possibilidades 1: “’Antipas’ – Difícil saber de quem se trata. Não se conhece na história nenhum cristão com esse nome. Alguns pensam que poderia ser uma designação profética signficando “anti-papa”, o que seria uma probabilidade muito remora. Antipas, como lembra o SDABC era um nome comum na época e significava “aquele que assumirá o lugar do Pai” e não, necessariamente, o contra-pai” (SILVA, 2009, p. 88). Possibilidade 2: “Antipas – Há bons motivos para crer que este nome se refira a uma classe de pessoas e não a um indivíduo, porque hoje não se conhece qualquer informação autêntica a respeito de tal personagem. A este propósito diz Guilherme Miller: “Supõe-se que Antipas não tenha sido um indivíduo, mas uma classe de homens que naquele tempo se opunham ao poder dos bispos, ou papas, sendo uma combinação de duas palavras: Anti, contra, oposto, e papas, pai, ou papa. Muitos deles naquele tempo sofreram o martírio em Constantinopla e Roma, onde bispos e papas começavam a exercer o poder que logo reduziria à sujeição os reis da Terra e pisotearia os direitos da igreja de Cristo. E, da minha parte, não vejo motivo para rejeitar esta explicação da palavra „Antipas‟ no texto, pois que a história daqueles tempos é absolutamente omissa acerca de um indivíduo, como o nomeado aqui.” (MILLER, 1843, p. 135, 135). O Dicionário Bíblico de Watson diz: “A antiga história eclesiástica não apresenta informação alguma deste Antipas.” (WATSON, 1833, p.69). O Dr. Clarke menciona a existência de uma obra, intitulada “Atos de Antipas” (CLARKE, 1817, p. 978), mas dá-nos a entender que o seu título não merece crédito” (SMITH, 1979, p. 35, 36).

[3] “’comer coisas sacrificadas a ídolos’ – este era um problema ético sério para a igreja primitiva, desde os dias de Paulo em Corinto (I Cor. 8-10). Os açougues costumavam vender carnes de animais que foram degolados num altar a deuses pagãos. Esses açougues (e a feira de um modo geral) frequentemente ficavam ao lado dos grandes templos. Note que mesmo crendo que a prática em si não seria contrária à fé, Paulo reconheceu o perigo do escândalo ou do embaraço que traria aos novos na fé. Apesar de permitir aos leitores coríntios [sic] que comessem tal carne, recomendou-lhes que o ideal era se absterem dela. João parece menos tolerante que Paulo. Uma curiosa diferença de opinião. A diferença de contexto talvez explique a diferença de posição entre os dois autores bíblicos. Paulo escrevera numa época de relativa paz; João estava em meio ao fogo cruzado de uma perseguição institucionalizada e nestes momentos, qualquer fraqueza, qualquer tipo de tolerância (talvez aceita em tempos de paz) será perigosa” (SILVA, 2009, p.88).

 

[4] Cf. Nm 22.25 e 31.13-16.

 

[5] “As doutrinas censuradas na igreja de Pérgamo eram, sem dúvida, semelhantes em suas tendências, pois levavam à idolatria espiritual e a uma relação ilícita entre a igreja e o mundo. Este espírito produziu finalmente a união entre os poderes civil e eclesiástico, que culminou na formação do papado” (SMITH, 1979, p. 37). “A analogia com Balaão denota que havia em Pérgamo alguns cujo objetivo era dividir e arruinar a igreja incentivando práticas que eram proibidas aos cristãos. … Balaão influenciou Israel a ‘comerem coisas sacrificadas a ídolos e praticarem a prostituição’ (ver Num. 25:1 e 2; 31:16). Esses dois pecados conduziram à mistura do paganismo com a religião verdadeira. Ao ser aplicada à história da Igreja Cristã, essa representação é especialmente apropriada à situação da Igreja no período que se seguiu à legalização do cristianismo por Constantino em 313 A.D. e à sua conversão nominal dez anos mais tarde. Esse imperador adotou um plano de ação que consistia em misturar o paganismo com o cristianismo em tantos pontos quantos fosse possível, na premeditada tentativa de unir os diversos elementos dentro do império e fortalecê-lo desta maneira. A posição favorável, e até dominante, que ele concedeu à Igreja, tornou-a vítima das tentações que sempre acompanham a prosperidade e a popularidade. Sob o reinado de Constantino e seus sucessores, … a Igreja tornou-se rapidamente uma instituição político-eclesiástica e perdeu grande parte de sua espiritualidade anterior” (BATISTONE, 1989, p. 17). “Para conseguir proveitos e honras humanas, a igreja foi levada a buscar o favor e apoio dos grandes homens da Terra; e, havendo assim rejeitado a Cristo, foi induzida a prestar obediência ao representante de Satanás – o bispo de Roma” (WHITE, 2013, p. 42).

[6] Cf. nota 39.

[7] Possibilidades: (I) “Ao que vencer é prometido que há de comer do maná escondido, e, como sinal de aprovação, há de receber do seu Senhor uma pedra branca, com um novo e precioso nome gravado nela. A maior parte dos comentadores aplicam o maná, a pedra branca e o novo nome a bênçãos espirituais a desfrutar já nesta vida. Mas como todas as outras promessas feitas ao vencedor, também esta se refere sem dúvida ao futuro, e será dada quando chegar o tempo de os santos serem recompensados” (SMITH, 1979, p. 37). (II) “’Maná escondido’ – este é um símbolo claramente escatológico. Uma tradição judaica presente nos fragmentos cristãos dos oráculos Sibilinos 3:46-49, no 2 Bar. 29:4-8 e na literatura rabínica entendia que uma parte do maná do deserto estaria estocada e o milagre se repetiria nos tempos messiânicos para alimentar os fiéis. Uma continuação deste tradição diz que quando Jerusalém foi atacada pelos babilônios, Jeremias (2 Mac. 2:4-8) ou um anjo (de acordo com 2 Bar. 6:5-9) teriam escondido a arca e seus objetos sagrados, inclusive o maná. Estes elementos estariam “escondidos” na terra, para serem preservados até aos tempos messiânicos, quando então seriam restaurados. É até possível que a multidão alimentada por Cristo na Galiléia tenha entendido que aquele era o cumprimento da promessa pois foram em busca de mais pão. Seja como for, o texto de Apocalipse parece ser uma alusão profético-espiritual a isso” (SILVA, 2009, p. 88, 89). (III) “Representa a vida espiritual em Cristo agora e a vida eterna pela fé em Jesus” (BATISTONE, 1989, p. 37).

[8] Possibilidades: (I) “Quão natural, pois, a alusão a este costume nas palavras do texto: ‘Darei a comer do maná escondido!’, e depois disso, tendo-o feito participante da Minha hospitalidade, tendo-o como Meu hóspede e amigo, „lhe darei uma pedrinha branca, e sobre essa pedrinha escrito um nome novo, o qual ninguém conhece, exceto aquele que o recebe‟. Dar-lhe-ei um penhor da Minha amizade, sagrada e inviolável, conhecido só por ele”, Henry Blunt citado por Smith (1979, p. 38). (II) “Jacó, depois da sua vitória, ganhou o nome de Israel. Queres tu saber qual será o teu novo nome? É simples, vence. Até então toda a tua curiosidade é vã. Depois o lerás escrito na pedra branca”, John Wesley citado por Smith (1979, p. 38). (III) “’uma pedrinha branca’ – Há várias explicações plausíveis. Nos tribunais da antiguidade pedras brancas (ao contrário de pedras pretas) eram usadas pelo júri para absolver um acusado. Outra seria a de que pedras brancas também eram usadas como ingressos para banquetes e jogos. Pedras brancas também eram dadas a vencedores em competições esportivas. Todos estes usos permitem um transporte legítimo ao imaginário cristão da profecia, mas a escolha entre um deles é puramente hipotética. “’um novo nome’ – pode ser uma nova vida ou o próprio nome de Cristo (Apoc.3:12; 19:12 – embora alguns neguem o paralelo” (SILVA, 2009, p. 89). (IV) “’téssera’ – ‘objetos que serviam de senha, entre os primitivos cristãos.’ – Dicionário Aurélio. N.C.: Joseph Battistone em LES892, cita Isaías 62:2 a respeito de “nome novo” [A ser dado por Deus na Nova Terra, indicando nova personalidade/novo nascimento/nova pátria]” (BATISTONE, 1989, p. 17). (V) “A verdade é que a pedra branca com o novo nome não era qualquer reprodução exata de algum costume ou objeto de uso social daquele tempo. Era uma nova concepção, inventada para este novo objetivo; imaginada unicamente para que, por coisas e formas já familiares, ficasse perfeitamente entendível a todos os leitores das igrejas asiáticas. Continha analogias com muitas coisas embora não fosse reprodução exata de nenhuma delas”, W. M. Ramsay citado por Thiele e Berg (1960, p. 65).

Jejum faz as células se comerem e renova o organismo

        Ohsumi ganhou o Nobel de medicina

Não é dieta ou regime. Os cientistas estão pesquisando como o jejum ou o corte radical de calorias pode promover o aumento da expectativa de vida. A alimentação equilibrada e rica em nutrientes é fundamental para uma boa saúde. Porém, já é sabido que a privação de alimentos de forma controlada pode ativar mecanismos de autodefesa das células que garantem a elas maior longevidade. É isso que se traduz em benefícios para todo o organismo. Tudo por causa da autofagia. Ela é um mecanismo importante de autolimpeza que existe em todas as células de nosso corpo. Os genes que regulam essa reciclagem de organelas velhas ou malformadas foram identificados por Yoshinori Ohsumi, ganhador do Nobel de medicina deste ano. A redução da autofagia leva ao acúmulo de componentes danificados, o que está associado à morte das células e ao desenvolvimento de doenças. Assim, manter o mecanismo ativo seria uma forma de prevenir problemas futuros. Continue Reading…

Quando a ciência é mal compreendida

                     O que ela é de fato?

Hoje em dia se usa a palavra ciência de várias maneiras. Por exemplo, “tomei ciência de que…”; “a história é uma ciência que…”, “a ciência está sempre mudando…”. Algumas dessas expressões são usadas em um contexto que deixa claro que seu significado nada tem a ver com metodologia científica. Em outros, a confusão se manifesta, ignorando séculos de estudo que levaram à descoberta da ciência e ao uso dessa palavra no contexto da metodologia científica. Frequentemente se confunde metodologia científica com protocolo aristotélico (observação, formulação de hipóteses, testes de hipóteses) e com atividades de pesquisa, chamando-se a tudo isso, de maneira indiscriminada, de ciência. Ao misturar-se esse uso com o de ciência como área do conhecimento, a confusão só aumenta. Esses significados todos não são sequer compatíveis entre si e essa confusão obscurece uma série de assuntos muito importantes. Continue Reading…

Apocalipse – possibilidades (capítulo 1)

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Ap

Texto (ARA, 3ª ed)

Leitura com a fundamentação das possibilidades que tentam alcançar a intenção do profeta João

Leitura enxuta

1.1 Revelação de Jesus Cristo, que Deus lhe deu para mostrar aos seus servos as coisas que em breve devem acontecer e que ele, enviando por intermédio do seu anjo, notificou ao seu servo João, A Trindade[1] deu ao ressurreto Jesus a permissão (ou a função) de entregar a Seus seguidores um vislumbre de acontecimentos futuros. Então, Jesus incumbiu ao anjo Gabriel (?), confira Dn 10.21 e Lc 1.26 e também Smith (1904)[2], de entregar esses vislumbres ao profeta João, A Trindade deu ao ressurreto Jesus a permissão de entregar a Seus seguidores um vislumbre de acontecimentos futuros. Então, Jesus incumbiu ao anjo Gabriel de entregar esses vislumbres ao profeta João,
1.2 o qual atestou a palavra de Deus e o testemunho de Jesus Cristo, quanto a tudo o que viu. e ele recebeu a palavra de Deus (que é o mesmo que o testemunho de Jesus[3], pois Ele é a Palavra ou o Verbo divino, Jo 1.1), e registrou aquilo que lhe foi apresentado em áudio e/ou imagens sobrenaturalmente. e ele recebeu a palavra de Deus, e registrou aquilo que lhe foi apresentado em áudio e imagens sobrenaturalmente.
1.3 Bem-aventurados aqueles que lêem e aqueles que ouvem as palavras da profecia e guardam as coisas nela escritas, pois o tempo está próximo. São e serão felizes[4]: a pessoa que lerá o que escrevi nesta carta para os outros; os seus ouvintes e os que, dentre esses, se comprometerem com os conteúdos, pois o cumprimento dessas profecias relacionadas aos dias que antecedem o retorno do Senhor Jesus ao planeta Terra está chegando. São e serão felizes: a pessoa que lerá o que escrevi nesta carta para os outros; os seus ouvintes e os que, dentre esses, se comprometerem com os conteúdos, pois o cumprimento dessas profecias relacionadas aos dias que antecedem o retorno do Senhor Jesus ao planeta Terra está chegando.
1.4 João, às sete igrejas que se encontram na Ásia, graça e paz a vós outros, da parte daquele que é, que era[5] e que há de vir[6], da parte dos sete Espíritos[7] que se acham diante do seu trono Eu, João, tenho o objetivo primário de escrever para os irmãos das sete igrejas (cf. o verso 11) que se encontram na Ásia[8]. Desejo a vocês a graciosa salvação e a paz que só Deus o Pai – o qual existe, sempre existiu e aparecerá na volta de Jesus [embora essa expressão também possa se referir a Jesus, confira o verso 8 (apesar de nesta pesquisa busque-se a intenção do escritor e não apenas uma boa aplicação de seus escritos), o Messias ou Cristo, o qual sempre existiu como Deus e Anjo[9] antes de Se tornar Homem, e depois ascendeu ao Céu como Deus, Anjo e Homem para continuar Suas funções relacionadas a redenção da humanidade, mas virá assim que concluí-las)], e só o Espírito Santo (Aquele que também é Senhor dos exércitos dos anjos de Deus)[10], que também está junto ao trono, podem dar Eu, João, tenho o objetivo primário de escrever para os irmãos das sete igrejas que se encontram na Ásia. Desejo a vocês a graciosa salvação e a paz que só Deus o Pai – o qual existe, sempre existiu e aparecerá na volta de Jesus, e só o Espírito Santo, que também está junto ao trono, podem dar
1.5 e da parte de Jesus Cristo, a Fiel Testemunha[11], o Primogênito[12] dos mortos e o Soberano dos reis da terra. Àquele que nos ama, e, pelo seu sangue, nos libertou dos nossos pecados, e, além dessas Duas Pessoas divinas, da parte também de Jesus Cristo, Aquele que recebeu da Trindade a permissão (ou função) de revelar a nós Seus seguidores o que em breve há de acontecer, e creio que tudo aquilo que Ele recebeu nos passará fielmente (cf. a nota 11; perceba que, embora essa não tenha sido a intenção de João, o Espírito Santo também pode ser considerado a “Fiel Testemunha” desse versículo, e o Pai da mesma forma); sim, Ele merece a minha confiança, pois também é o principal (e a Causa) dos que já se depararam com a morte e a venceram; e mais, Ele é o Soberano dos reis das nações e não o imperador romano! Jesus, precisamente Aquele que “remove reis e estabelece reis” (Dn 2.21). Sim, eu definitivamente acredito em Seu testemunho porque Ele nos ama, e provou isto em Sua morte na cruz, a qual nos deu alforria da escravidão do pecado,[13] e, além dessas Duas Pessoas divinas, da parte também de Jesus Cristo, Aquele que recebeu da Trindade a permissão de revelar a nós Seus seguidores o que em breve há de acontecer, e creio que tudo aquilo que Ele recebeu nos passará fielmente; sim, Ele merece a minha confiança, pois também é o principal dos que já se depararam com a morte e a venceram; e mais, Ele é o Soberano dos reis das nações e não o imperador romano! Jesus, precisamente Aquele que “remove reis e estabelece reis”. Sim, eu definitivamente acredito em Seu testemunho porque Ele nos ama, e provou isto em Sua morte na cruz, a qual nos deu alforria da escravidão do pecado,
1.6 e nos constituiu reino, sacerdotes para o seu Deus e Pai, a ele a glória e o domínio pelos séculos dos séculos. Amém! e, então, nos transformou em súditos do reino eterno[14], sacerdotes[15] para o Seu Deus (cf. 5.10 e 20.6) e Pai, como Ele dizia (cf. Jo 20.17). Por isso desejo a glória e o domínio eterno somente a Deus (o Pai?). Que assim seja! e, então, nos transformou em súditos do reino eterno, sacerdotes para o Seu Deus e Pai, como Ele dizia. Por isso desejo a glória e o domínio eterno somente a Deus. Que assim seja!
1.7 Eis que vem com as nuvens, e todo olho o verá, até quantos o traspassaram.[16] E todas as tribos da terra se lamentarão[17] sobre ele. Certamente. Amém! E do modo como Jesus ascendeu ao Céu (cf. At 1.9-11) voltará novamente à Terra, envolto em nuvem[18]; e todos os que estiverem vivos naquele dia e momento O verão, inclusive aqueles que O mataram – irão ressuscitar só para vê-Lo[19], como Ele predisse (cf. Mt 26.64). As pessoas que escolheram a Terra como sua origem e seu destino, em vez de Deus, irão se lamentar e muito se entristecerão ao vê-Lo retornando como prometera, sobre as nuvens. Eu acredito que isso irá acontecer desse jeito. Que assim seja! E do modo como Jesus ascendeu ao Céu voltará novamente à Terra, envolto em nuvem; e todos os que estiverem vivos naquele dia e momento O verão, inclusive aqueles que O mataram – irão ressuscitar só para vê-Lo, como Ele predisse. As pessoas que escolheram a Terra como sua origem e seu destino, em vez de Deus, irão se lamentar e muito se entristecerão ao vê-Lo retornando como prometera, sobre as nuvens. Eu acredito que isso irá acontecer desse jeito. Que assim seja!
1.8 Eu sou o Alfa e Ômega[20], diz o Senhor Deus, aquele que é, que era e que há de vir, o Todo-Poderoso. “Eu sou o originador e terminador de tudo”, diz a Trindade[21] (embora João talvez tenha pensado em referir só Deus o Pai), Aquele que existe, sempre existiu e aparecerá na volta de Jesus (cf. v. 4), o Todo-poderoso. “Eu sou o originador e terminador de tudo”, diz a Trindade, Aquele que existe, sempre existiu e aparecerá na volta de Jesus, o Todo-poderoso.
1.9 Eu, João, irmão vosso e companheiro na tribulação, no reino e na perseverança, em Jesus, achei-me na ilha chamada Patmos, por causa da palavra de Deus e do testemunho de Jesus. Eu, João, irmão (em Cristo) de vocês a quem escrevo, e coparticipante com vocês dos sofrimentos infligidos pelos judeus religiosos e romanos pagãos contra os seguidores de Jesus, mas, assim como vocês, também me mantenho no reino que recebemos por meio de Jesus, com constância e comprometimento. Fui lançado pelos romanos na pequena ilha-cárcere de Patmos, pois eu não parava de levar Jesus e Seus ensinamentos (cf. 1.2, nota de rodapé 3) a tantas quantas pessoas eu conseguia e, por causa disso, fui aprisionado. Eu, João, irmão (em Cristo) de vocês a quem escrevo, e coparticipante com vocês dos sofrimentos infligidos pelos judeus religiosos e romanos pagãos contra os seguidores de Jesus, mas, assim como vocês, também me mantenho no reino que recebemos por meio de Jesus, com constância e comprometimento. Fui lançado pelos romanos na pequena ilha-cárcere de Patmos, pois eu não parava de levar Jesus e Seus ensinamentos a tantas quantas pessoas eu conseguia e, por causa disso, fui aprisionado.
1.10 Achei-me em espírito[22], no dia do Senhor, e ouvi, por detrás de mim, grande voz, como de trombeta, Recebi uma visão divina num sábado, o dia do Senhor Jesus[23], e nela ouvi uma voz que falava comigo, vinda de alguém atrás de mim; o som era extraordinário e o comparo ao sonido da trombeta, Recebi uma visão divina num sábado, o dia do Senhor Jesus, e nela ouvi uma voz que falava comigo, vinda de alguém atrás de mim; o som era extraordinário e o comparo ao sonido da trombeta,
1.11 dizendo: O que vês escreve em livro e manda às sete igrejas: Éfeso, Esmirna, Pérgamo, Tiatira, Sardes, Filadélfia e Laodicéia. e a voz me disse: as cenas que você vê, descreva-as do seu jeito e envie tudo o que escrever para aquelas sete igrejas na Ásia, a saber: Éfeso, Esmirna, Pérgamo, Tiatira, Sardes, Filadélfia e Laodicéia. e a voz me disse: as cenas que você vê, descreva-as do seu jeito e envie tudo o que escrever para aquelas sete igrejas na Ásia, a saber: Éfeso, Esmirna, Pérgamo, Tiatira, Sardes, Filadélfia e Laodicéia.
1.12 Voltei-me para ver quem falava comigo e, voltado, vi sete candeeiros de ouro Quando virei para saber quem era que falava comigo eu vi sete candeeiros de ouro[24] Quando virei para saber quem era que falava comigo eu vi sete candeeiros de ouro
1.13 e, no meio dos candeeiros, um semelhante a filho de homem[25], com vestes[26] talares e cingido, à altura do peito, com uma cinta de ouro. e, entre os candeeiros (no centro?), eu avistei uma pessoa humana (que me lembrou o Filho do homem?), com roupa até os pés, vestes de sacerdote[27] inclusive com o cinto logo abaixo do peito, também de ouro. e, entre os candeeiros, eu avistei uma pessoa humana, com roupa até os pés, vestes de sacerdote inclusive com o cinto logo abaixo do peito, também de ouro.
1.14 A sua cabeça[28] e cabelos eram brancos[29] como alva lã, como neve; os olhos, como chama de fogo[30]; A cabeça e os cabelos daquela pessoa eram brancos e os comparo ao que eu conheço com essa cor: lã e neve bem branquinhas! Já os seus olhos eu os comparo as chamas do fogo; A cabeça e os cabelos daquela pessoa eram brancos e os comparo ao que eu conheço com essa cor: lã e neve bem branquinhas! Já os seus olhos eu os comparo as chamas do fogo;
1.15 os pés, semelhantes ao bronze polido[31], como que refinado numa fornalha; a voz[32], como voz de muitas águas[33]. já os seus pés são como uma peça de bronze bem polido, que foi refinado em fornalha; e a sua voz que escutei eu comparo com o som de muitas águas jorrando. já os seus pés são como uma peça de bronze bem polido, que foi refinado em fornalha; e a sua voz que escutei eu comparo com o som de muitas águas jorrando.
1.16 Tinha na mão direita sete estrelas, e da boca saía-lhe uma afiada espada de dois gumes[34]. O seu rosto[35] brilhava como o sol na sua força. Ele tinha em sua mão direita sete estrelas como as do céu à noite, e eu vi saindo de sua boca uma espada afiada que cortava nas duas laterais. O rosto dele brilhava tanto como o sol no momento de sua maior força. Ele tinha em sua mão direita sete estrelas como as do céu à noite, e eu vi saindo de sua boca uma espada afiada que cortava nas duas laterais. O rosto dele brilhava tanto como o sol no momento de sua maior força.
1.17 Quando o vi, caí a seus pés como morto. Porém ele pôs sobre mim a mão direita, dizendo: Não temas; eu sou o primeiro e o último Após contemplá-lo, imediatamente fiquei inconsciente e caí como se tivesse morrido diante dele (do mesmo modo como ocorreu com os profetas Ezequiel e Daniel[36]). Daí ele me tocou com a mão direita e disse: “Não fique com medo apesar de Minha glória resplendente e da reação de seu organismo! Eu sou o originador e terminador de tudo Após contemplá-lo, imediatamente fiquei inconsciente e caí como se tivesse morrido diante dele. Daí ele me tocou com a mão direita e disse: “Não fique com medo apesar de Minha glória resplendente e da reação de seu organismo! Eu sou o originador e terminador de tudo
1.18 e aquele que vive; estive morto, mas eis que estou vivo pelos séculos dos séculos e tenho as chaves da morte e do inferno. e Aquele que está vivo, muito embora Eu tenha morrido, mas voltei à vida eterna, e possuo o controle da morte, podendo abrir a  sepultura e trazer à vida quem Eu quiser. e Aquele que está vivo, muito embora Eu tenha morrido, mas voltei à vida eterna, e possuo o controle da morte, podendo abrir a  sepultura e trazer à vida quem Eu quiser”.
1.19 Escreve, pois, as coisas que viste, e as que são, e as que hão de acontecer depois destas. Por gentileza, descreva o conteúdo que já lhe foi apresentado e o que você está vendo agora, e continue a anotar o que virá depois destas cenas. Por gentileza, descreva o conteúdo que já lhe foi apresentado e o que você está vendo agora, e continue a anotar o que virá depois destas cenas.
1.20 Quanto ao mistério das sete estrelas que viste na minha mão direita e aos sete candeeiros de ouro, as sete estrelas são os anjos das sete igrejas, e os sete candeeiros são as sete igrejas. E já vou lhe adiantar alguns significados: com relação às sete estrelas que você viu em Minha mão direita, isto é um símbolo dos sete mensageiros das sete igrejas que lhe mencionei, os quais receberão o conteúdo que você está anotando; e quanto aos sete candeeiros no meio dos quais estou são as próprias igrejas”. E já vou lhe adiantar alguns significados: com relação às sete estrelas que você viu em Minha mão direita, isto é um símbolo dos sete mensageiros das sete igrejas que lhe mencionei, os quais receberão o conteúdo que você está anotando; e quanto aos sete candeeiros no meio dos quais estou são as próprias igrejas”.

 

Referências:

SMITH, URIAH. Thoughts on Daniel and the Revelation, the response of history to the voice of prophecy Review and Herald Publishing Company, Batle creeck, Michigan, 1904. Disponível em: <http://www.champs-of-truth.com/books/dr/index.htm>. Acesso em: nov. 2016.

 

[1] João acreditava na Trindade? Ele tinha conhecimento dessa crença? Talvez não fosse sua intenção apontar para a Divindade trina aqui, ao se referir a Deus. Talvez ele se referiu apenas ao Pai (como parece acontecer no verso 6b). No entanto, parece-me que o Cristo cria na Trindade, e se isto for verdade, independentemente da intenção do profeta-escritor, ao mencionarmos a Trindade aqui elevamos o texto a um ponto de vista transcendental. Confira o livro “JAVÉ” de 2009, disponível em: <http://blogdoprofh.com/2012/08/03/jave-o-livro/>. Acesso em: nov. 2016.   

 

[2] No pdf em português (Considerações sobre Daniel & Apocalipse, 2014, disponível em <http://centrowhite.org.br/files/ebooks/apl/portugues/Smith/Daniel%20e%20Apocalipse.pdf>, acesso em: 18 nov. 2016), confira a página 216.

 

[3] João equipara as Escrituras veterotestamentárias à palavra de Jesus em seu evangelho (cf. Jo 2.22). Aqui, creio que ele faz o mesmo. Assim sendo, assim como a expressão “palavra de Deus” denota/conota revelação sobrenatural divina dada ao portador do dom profético (p. ex., 1° Rs 18.31 e  Lc 3.2), segue que a expressão joanina “testemunho de Jesus” é sinônima da anterior, preservando seu significado. Não se trata de um testemunho no sentido comum, mas de uma revelação divina. Seria essa também a intenção de João nessa passagem?

 

[4] Primeira de sete bem-aventuranças contidas no livro. A segunda está em Ap 14.13.

[5] Compare com 11.17 e 16.5.

 

[6] Confira a mesma expressão em 1.8 e 4.8.

 

[7] Confira a mesma expressão em 4.5 e 5.6.

 

[8] Veja no mapa a proximidade entre a ilha de Patmos (cativeiro romano do profeta João) e essas sete regiões: <https://pt.wikipedia.org/wiki/Sete_igrejas_do_Apocalipse>. Acesso em: dez. 2016.

 

[9] Sobre as três naturezas de Jesus Cristo, estude o artigo “Jesus Cristo – JAVÉ, Anjo, Arcanjo, Miguel e Príncipe”, disponível em: <http://blogdoprofh.com/2011/07/17/jesus-cristo-jave-anjo-arcanjo-miguel-e-principe/>. Acesso em: 

 

[10] Se Jesus é o arcanjo (1 Ts 4.16) Miguel, “o grande príncipe” (Dn 12.1) ou o Comandante, tanto dos soldados humanos como dos anjos (ou “espíritos ministradores”, Hb 1.14), “do exército do SENHOR“ (Js 5.14,14), ao assumir Sua terceira natureza, a humana, seria o caso de o Espírito Santo ter assumido essa função (originalmente) de Jesus? Se Jesus é também o “SENHOR [YHWH], o Deus dos exércitos” (Os 12.4,5), já que, partindo da hipótese de que Ele é o arcanjo [ἀρχάγγελος, lê-se “ar-khang’-el-os”, ou seja, anjo chefe] Miguel, então Miguel também é o anjo do Sinai (At 7.38) que também é Deus (Gn 31.11-13) e “SENHOR” (Lv 7.38 e Zc 3), e assim sendo, poderíamos conjecturar que o Espírito Santo, o “outro Consolador [παράκλητος, lê-se: “par-ak’-lay-tos”, ou seja, ajudador, intercessor, consolador]” (Jo 14.16, grifo nosso), também pode receber o título/a função de SENHOR dos exércitos dos anjos? É uma possibilidade não esclarecida no Apocalipse nem nos outros 67 livros bíblicos, no entanto é uma explicação (correta ou incorreta). Caso essa possibilidade seja verdadeira, o fato de Jesus ter igualado o Espírito Santo (ou de Deus ou do SENHOR) a Sua Pessoa (Jo 14.16 e 1 Jo 2.1, p. ex.) torna correta nossa explicação, pois os sete espíritos de Ap 1.4, 4.5 e 5.6, podem se referir tanto à Pessoa do Espírito Santo como aos anjos por Ele comandados. Mas, há também a possibilidade de o Senhor Espírito ser Senhor dos anjos desde sempre e não apenas a partir da encarnação de Jesus, já que além de Jesus ter essa função, Zc 13.7 (p. ex.) parece apontar para o Pai. Essa teoria também explicaria a íntima e indissociável parceria entre o Cordeiro (Jesus, cf. Jo 1.29) e Seus sete olhos “que são os sete Espíritos de Deus enviados por toda a terra” (Ap 5.6), além de inferir a possibilidade de o trono do Pai e do Cordeiro ser também o do Espírito Santo (cf. 4.5). Conclusão: caso essa teoria esteja correta, a pessoa divina do Espírito Santo e Seus anjos podem estar sendo mencionados, sem perda nem ganho (pois Um é Comandante e os outros são Seus comandados-representantes), nos textos que mencionam “os sete espíritos” (compare com Ap 3.1 e 8.2). E por que “sete” e não apenas um Espírito de Deus? A quantidade sete, assim como, a maior fatia do Apocalipse, é derivada do AT. E como o objetivo do profeta era instruir as sete igrejas, as quais se tornaram (como veremos) símbolos de toda a história da igreja cristã desde a primeira vinda de Jesus até Sua segunda vida (isto é, a quantidade sete é usada como metáfora de algo pleno e completo), faz sentido uma quantidade simbólica plena que abranja essas igrejas representativas de toda a história da igreja cristã (p. ex. 100% do Espírito envolvido; mas como Ele é Deus, restam tantos 100% quantos forem necessários para Ele atuar onde quer que seja), de modo que os outros setes do Apocalipse, alguns deles retirados explicitamente do AT (“sete candeeiros”, p. ex.), parecem seguir essa ideia. Os próprios setes do AT apontam nessa direção: sete pessoas foram salvas com a pregação de Noé; sete foram os dias nos quais Israel rodeou as muralhas de Jericó; sete foram os povos destruídos por Deus para que Seu povo recebesse Canaã como herança; sete mil pessoas não haviam se contaminado com o culto a Baal na época de Elias, e etc. Os judeus estudiosos demonstraram estar familiarizados com esse sentido do número sete, ao tempo do primeiro advento (cf. Lc 20.31-33). O Senhor Jesus também ao usar o sete num contexto de plenitude positiva e negativa (como ocorre no Apocalipse): “Se, por sete vezes no dia, pecar contra ti e, sete vezes, vier ter contigo, dizendo: Estou arrependido, perdoa-lhe”. “Então, vai e leva consigo outros sete espíritos, piores do que ele, e, entrando, habitam ali; e o último estado daquele homem se torna pior do que o primeiro” (Lc 17.4 e 11.26, grifos nossos).

 

[11] Neemias 9.29-33: “Testemunhaste contra eles, para que voltassem à tua lei; porém eles se houveram soberbamente e não deram ouvidos aos teus mandamentos, mas pecaram contra os teus juízos, pelo cumprimento dos quais o homem viverá; obstinadamente deram de ombros, endureceram a cerviz e não quiseram ouvir. No entanto, os aturaste por muitos anos e testemunhaste contra eles pelo teu Espírito, por intermédio dos teus profetas; porém eles não deram ouvidos; pelo que os entregaste nas mãos dos povos de outras terras. Mas, pela tua grande misericórdia, não acabaste com eles nem os desamparaste; porque tu és Deus clemente e misericordioso. Agora, pois, ó Deus nosso, ó Deus grande, poderoso e temível, que guardas a aliança e a misericórdia, não menosprezes toda a aflição que nos sobreveio, a nós, aos nossos reis, aos nossos príncipes, aos nossos sacerdotes, aos nossos profetas, aos nossos pais e a todo o teu povo, desde os dias dos reis da Assíria até ao dia de hoje. Porque tu és justo em tudo quanto tem vindo sobre nós; pois tu fielmente procedeste, e nós, perversamente” (grifos nossos).

 

[12] Confira os seguintes textos que relacionam o costume da primogenitura hebréia com a vinda do Primogênito divino de Deus e a salvação dos primogênitos da humanidade (perceba, inicialmente, com Jr 31.9, p. ex., que o primogênito não é necessariamente o primeiro mas o principal dos filhos, dentro de um contexto): Cl 1.18; Rm 8.29; Sl 89.27; Cl 1.15; Hb 1.6 e 12.23.

 

[13] Cf. Rm 6.

 

[14] “Foi-lhe dado [a Jesus] domínio, e glória, e o reino, para que os povos, nações e homens de todas as línguas o servissem; o seu domínio é domínio eterno, que não passará, e o seu reino jamais será destruído […] os santos do Altíssimo receberão o reino e o possuirão para todo o sempre, de eternidade em eternidade […] até que veio o Ancião de Dias e fez justiça aos santos do Altíssimo; e veio o tempo em que os santos possuíram o reino” (Dn 7.14, 18 e 22, grifos nossos).

 

[15] “Agora, pois, se diligentemente ouvirdes a minha voz e guardardes a minha aliança, então, sereis a minha propriedade peculiar dentre todos os povos; porque toda a terra é minha; vós me sereis reino de sacerdotes e nação santa”. “Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz; vós, sim, que, antes, não éreis povo, mas, agora, sois povo de Deus, que não tínheis alcançado misericórdia, mas, agora, alcançastes misericórdia. Amados, exorto-vos, como peregrinos e forasteiros que sois, a vos absterdes das paixões carnais, que fazem guerra contra a alma, mantendo exemplar o vosso procedimento no meio dos gentios, para que, naquilo que falam contra vós outros como de malfeitores, observando-vos em vossas boas obras, glorifiquem a Deus no dia da visitação” (Êx 19.5,6 e 1ª Pe 2.9-12, grifos nossos).

 

[16] “Cães me cercam; uma súcia de malfeitores me rodeia; traspassaram-me as mãos e os pés”. “Mas ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados”. “E sobre a casa de Davi e sobre os habitantes de Jerusalém derramarei o espírito da graça e de súplicas; olharão para aquele a quem traspassaram; pranteá-lo-ão como quem pranteia por um unigênito e chorarão por ele como se chora amargamente pelo primogênito.” (Sl 22.16, Is 53.5 e Zc 12.10; grifos nossos). Confira o significado de traspassar em Jz 5.26, 1° sm 31.4, 2° Sm 18.14, 2° Rs 18.21 e Jó 36.12, e compare-o com Jo 19.34-37.

 

[17] “Então, aparecerá no céu o sinal do Filho do Homem; todos os povos da terra se lamentarão e verão o Filho do Homem vindo sobre as nuvens do céu, com poder e muita glória”. “Ai de vós, os que estais agora fartos! Porque vireis a ter fome. Ai de vós, os que agora rides! Porque haveis de lamentar e chorar”. “Ora, chorarão e se lamentarão sobre ela os reis da terra, que com ela se prostituíram e viveram em luxúria, quando virem a fumaceira do seu incêndio” (Mt 24.30, Lc 6.25 e Ap 18.9; grifos nossos).

 

[18] Jesus Cristo foi assunto ao Céu de modo visível, audível e, portanto, público. Muitos testemunharam esse momento (cf. 1ª Co 15.6), de modo que não houve discrição em Seu retorno ao Céu, muito menos mistério ou arrebatamento secreto ao Céu.

 

[19] Jesus não foi o primeiro profeta a predizer isso: o profeta Daniel, no cativeiro babilônico, o fez em Dn 12.1 e 2. O profeta Zacarias, após o cativeiro babilônico, o fez em Zc 12.10. Jesus Cristo profetizou essa ressurreição prévia de acordo com Mateus (26.64 ) e Marcos (14.62).

[20] Confira a mesma expressão em Ap 21.6 e 22.13. Compare com a expressão sinônima “Primeiro e Último” de Isaías 41.4, 44.6 e 48.12, e do próprio João em Ap 1.17.

 

[21] Jesus parece receber esse título de acordo com Ap 1.17, 22.12 e 13. Aliado a esses textos, nos evangelhos e em algumas cartas, Jesus Se iguala ao Pai em natureza e capacidade (embora noutras passagens Ele Se posiciona funcionalmente abaixo do Pai, numa subordinação apenas funcional, não absoluta). Ele é o Eu Sou de Êxodo 3 (Jo 8.58). Ele e o Pai são Um (Jo 10.30; 5.18). Ele entregou Sua a vida voluntariamente e a retomou sem ajuda (Jo 10.17,18; 2.19; 11.25). Tomé O chamou de Deus (Jo 20.28). Paulo também (Rm 9.5 e Tt 2.13). E Pedro também O chamou “Deus” (2ª Pe 1.1). Ou seja, o título pantokrator (no grego) que João atribuiu nesse versículo talvez somente ao Pai, pode ser atribuído a Jesus sem perda nem ganho de significados. O mesmo parece ocorrer com a Pessoa do Espírito Santo, por causa de Jesus compará-Lo a Si em João 14.16 (cf. 1.4, nota de rodapé n° 10). Quero dizer, se Jesus é Todo-poderoso, então o Espírito Santo também o é. Além dessa evidência concreta, encontro uma talvez taõ concreta quanto no AT. Comparando os textos dos profetas Sofonias e Ageu que seguem, vem a indagação: o Espírito e o Rei YHWH habitavam juntos no meio do povo de Israel ou o Espírito era o próprio Rei YHWH? “O SENHOR [YHWH] afastou as sentenças que eram contra ti e lançou fora o teu inimigo. O Rei de Israel, o SENHOR, está no meio de ti; tu já não verás mal algum.”; “porque eu sou convosco, diz o SENHOR dos Exércitos; segundo a palavra da aliança que fiz convosco, quando saístes do Egito, o meu Espírito habita no meio de vós; não temais” (Sf 3.15 e Ag 2.4,5; grifos nossos). Assim, a inferência da Trindade nesse texto tem fundamento, embora talvez não tenha sido essa a intenção do escritor.

[22] A mesma expressão ocorre em 4.2, 17.3 e 21.10.

 

[23] Estaria João querendo dizer que a visão por ele recebida foi no dia que o Senhor (Jesus) quis enviá-la a ele? Ou no dia em que Jesus retornaria à Terra? Ou sua intenção foi expressar-se de acordo com os ensinamentos de Jesus, de que Ele era Senhor do sábado (Mc 2.28)? Optei pela segunda hipótese, por fazer mais sentido (existiria uma quarta hipótese razoável ou até mais?) em relação às duas primeiras. João escreveu em seu evangelho sobre Jesus, o sábado e os judeus religiosos, assim como os outros evangelistas, mas ele foi o único que mencionou: “Por isso, pois, os judeus ainda mais procuravam matá-lo, porque não somente violava o sábado, mas também dizia que Deus era seu próprio Pai, fazendo-se igual a Deus”. “Por isso, alguns dos fariseus diziam: Esse homem não é de Deus, porque não guarda o sábado” (Jo 5.18 e 9.14 grifos nossos). Talvez a noção joanina de guarda do sábado tenha sido mudada pela noção de Jesus a respeito desse assunto. Ele escreveu que os “guardadores” do sábado judeus acusavam Jesus de não guardar o sábado (de acordo com a noção deles) e mesmo assim Se anunciava igual a Deus, o que para eles era uma contradição e evidência da não divindade (e portanto, blasfêmia) de Jesus. Mas, João viu como era a noção de Jesus quanto à santificação ou guarda do sábado. João escreveu que Jesus guardava o sábado (Jo 15.10), e se Ele era Deus (e João acreditava nisso), então a Sua maneira de guardar o sábado era a correta, era a original, aquela que Ele como Criador ou Senhor do sábado havia ensinado ao primeiro casal, mas que foi distorcida com o passar do tempo, tendo se tornado um enorme fardo (cp. Mt 23.3,4) ao tempo da primeira vinda de Cristo (e como muitos dos líderes religiosos judeus não criam na divindade de Jesus, isto é, que Ele era o Messias, viam em Sua noção da guarda do sábado um fundamento para essa descrença). Assim como em todos os demais temas, Jesus ensinou a interpretação original, o significado verdadeiro da guarda do sábado e isso João não esqueceu ao ponto de chamar o sábado de dia do Senhor (Jesus). Creio que a intenção do profeta nessa expressão é algo próximo disso (ignorei a versão romanista, católica, dessa expressão, “no domingo”, pois é uma distorção bíblica, não merecendo sequer o status de hipótese. Que meus amados irmãos católicos reconheçam a veracidade do que lhes digo, e concedam a Jesus o senhorio e não às tradições).

 

[24] “Farás também um candelabro de ouro puro; de ouro batido se fará este candelabro; o seu pedestal, a sua hástea, os seus cálices, as suas maçanetas e as suas flores formarão com ele uma só peça. Também lhe farás sete lâmpadas, as quais se acenderão para alumiar defronte dele” (Êx 25.31, 37; grifos nossos). O candelabro visto por João aparentemente difere do candelabro do Santuário que Deus pedira a Moisés para construir, com relação às lâmpadas. Ao que parece, no verso seguinte (v. 13), elas não estavam fixadas formando uma só peça, mas como soltas/espalhadas formando um candelabro estilizado, ou melhor, uma vez que Moisés viu o original no monte (v. 40) e construiu com o povo de Israel cópias do que vira, talvez o candelabro em peça única seja a cópia daquilo que João viu.

 

[25] Cp. Ez 2.26; Dn 10.5.

 

[26] Idem.

 

[27] Cf. Êx 28.2, 8, 40, 41-43. Cp. Lc 20.46,47.

 

[28] Cp. Dn 10.6.

 

[29] Cp. Dn 7.9.

 

[30] Cp. Dn 10.6.

 

[31] Idem.

 

[32] Já o profeta Daniel a comparou com voz de “muita gente” (Dn 10.6).

 

[33] Cp. Ez 1.24; 43.2; Ap 19.6.

 

[34] Cp. Hb 4.12 e Ap 2.12.

 

[35] Cp. Ez 2.26 e Dn 10.6.

 

[36] Cf. Ez 1.28-2.2 e Dn 10. Êx 33.20.

 

Richard Dawkins, o naturalismo e as formas de abuso infantil!

Há esperança no naturalismo??

Há esperança no naturalismo??

Quem nunca ficou incomodado com as muitas histórias de abuso infantil? O que torna essas tristes sagas ainda piores é que aqueles a quem as crianças são confiadas -professores, padres, pastores – violam essa confiança ao abusarem, muitas vezes sexualmente, dos que lhes foram confiados. Só Deus e os anjos sabem o quão sórdidos são os livros de registro do Céu com a listagem desses pecados ultrajantes. Infelizmente, nos últimos anos novas alegações de “abuso infantil” surgiram. Que abuso? Bom, trata-se do ensino de religião às crianças. O biólogo evolucionista Richard Dawkins, entre outros, já disse que os ensinos de doutrina religiosa, em particular sobre o julgamento e o inferno de fogo são, de fato, formas de “abuso infantil”. Veja, não estou defendendo tudo o que é ensinado às crianças sobre religião, e certamente também não o entendimento comum do inferno como tormento eterno. Claro que não. Como Ellen White disse: “Está além do poder do espírito humano avaliar o mal que tem sido feito pela heresia do tormento eterno. […] As opiniões aterrorizadoras acerca de Deus, que pelos ensinos do púlpito são espalhadas pelo mundo têm feito milhares, e mesmo milhões de céticos e incrédulos” (O Grande Conflito, p. 536). Continue Reading…

Filha de Silvio Santos é homofóbica?

patriciaUma fala da apresentadora Patrícia Abravanel esteve entre os assuntos mais comentados do Twitter no começo desta semana. No programa Silvio Santos, apresentado pelo pai dela, ela disse ser contra o fato de a homossexualidade ser tratada como algo normal nos dias de hoje. Depois de dizer que não gostou do filme Carol, cujo enredo aborda a relação amorosa entre duas mulheres, Silvio perguntou aos participantes do quadro “Jogo dos Pontinhos” se eram a favor ou contra duas mulheres se amarem como se fossem um casal. Foi então que Patrícia, que é evangélica, disse ser contra esse tipo de relação ser tratada como algo normal.

Ela disse diante da câmera: “Li numa revista que hoje um terço dos jovens se relaciona com pessoas do mesmo sexo. Eu acho muito um terço, mesmo sem saber se a opção deles é real. Eles experimentam. […] Acho que o jovem é muito imaturo ainda para saber o que quer. A gente tem que afirmar que homem é homem, e mulher é mulher, entendeu? Acho que não é legal ser superliberal.”

E disse mais: “O que está acontecendo é que estão falando que tudo é normal, tudo é bonito; o jovem acaba experimentando coisas de que pode vir eventualmente a se arrepender depois. Então eu sou contra ficar propagando em rede nacional que isso é uma coisa super… eu sou contra. […] Eu não sou contra o homossexualismo, eu sou contra falar que é normal.”

A atriz Lívia Andrade, que também participa do programa, discordou da filha do patrão. Ela disse: “Acho bonito quando duas mulheres se amam como duas mulheres. Sou a favor porque o mundo é uma coisa livre. Cada um escolhe o que quer, opção sexual, religião, e o que vai fazer da vida. Cada um com seus problemas e as pessoas tem que respeitar as escolhas.”

Patrícia Abravanel foi muito criticada nas redes sociais e chegou a ser acusada de homofóbica. Mas será que as declarações dela podem mesmo ser classificadas como homofóbicas?

Vamos à etimologia: “homofobia” é uma palavra formada pelo pseudoprefixo homo, de homossexual, e fobia, que quer dizer medo, aversão. E Patrícia não pareceu expressar medo, raiva ou aversão aos homossexuais. Nem tampouco pareceu desrespeitar as escolhas das pessoas, como disse Lívia. Ela apenas manifestou sua opinião com respeito ao estilo de vida homossexual.

Portanto, Patrícia simplesmente está sendo coerente com sua crença, nada mais. Se ela é evangélica e segue o que está escrito na Bíblia, não poderá defender outra coisa a não ser o casamento heterossexual monogâmico. Está lá no Gênesis. Deus criou homem e mulher, casou-os e ordenou que se tornassem uma só carne, ou seja, praticassem sexo, e que procriassem, o que naturalmente somente macho e fêmea podem fazer.

No Novo Testamento, Jesus reafirma esse conceito de casamento, ao dizer que Deus criou um homem e uma mulher a fim de que se tornassem uma só carne, num relacionamento de amor e complementação física, emocional e espiritual, que não deveria ser rompido a não ser pela morte e, em regime de exceção, pelo adultério.

É curioso ver cristãos defendendo a relação homossexual… Isso só é possível se essas pessoas relativizarem o livro dos cristãos, a Bíblia Sagrada. Mas, se deixarem de lado os preceitos do livro que, em tese, faz delas cristãs, elas podem ainda se considerar cristãs?

Jesus Cristo nunca defendeu a relação homossexual. Seus seguidores, como Paulo, idem. Então como ser cristão e defender o que Cristo não defendeu? Alguns confundem o fato de Jesus amar todas as pessoas (e todas, obviamente, inclui os homossexuais) com a ideia de que Ele aprovaria a conduta dessas mesmas pessoas. Jesus ama o pecador, mas não aprova o pecado.

Claro que todos têm liberdade para viver como bem entendem, mas não para ser incoerentes, como cristãos que se valem do relativismo para tentar normalizar o que é, sim, anormal do ponto de vista bíblico. Não se pode servir a dois senhores, disse o Mestre. Relativismo e verdade absoluta não se beijam.

Fonte: Michelson Borges

Nota: Teve uma ocasião em que Silvio Santos deu uma lição em sua filha evangélica. Veja o vídeo abaixo:

Não tomar banho de sol aumenta risco de câncer tanto quanto fumar!

Esse é um dos oito remédios de Deus

         Esse é um dos oito remédios de Deus

Não será fácil reverter a tendência de as pessoas fugirem do Sol depois de décadas de discurso científico amedrontando a população sobre o risco do câncer de pele. Hoje já se sabe que os benefícios de tomar Sol superam o risco do câncer de pele, além do que os próprios protetores solares podem causar câncer de pele. Agora, um novo estudo feito na Suécia, onde a população tem pele muito clara, o que torna o risco de câncer de pele mais elevado, mostrou que as pessoas que tomam banho de sol regularmente vivem mais do que aquelas que evitam o Sol. Foram analisadas informações de 29.518 mulheres suecas, que foram acompanhadas por 20 anos. Os dados mostraram que a expectativa de vida mais longa entre as mulheres com hábitos de exposição ativa ao Sol – tomar banho de Sol intencionalmente – está relacionada a uma diminuição das doenças cardíacas e das mortes por doenças não relacionadas a problemas cardíacos ou a qualquer tipo de câncer.

Assim, quando os cientistas analisam apenas a contribuição do câncer de pele para as mortes, o número desponta, parecendo grande frente às outras causas justamente porque as outras causas diminuíram, dizem os pesquisadores.

Mas o resultado mais impressionante do estudo surgiu quando os pesquisadores compararam o risco de morte pelo câncer de pele entre as pessoas que tomavam banho de Sol, que fugiam do Sol e as fumantes. “Verificamos que os fumantes no grupo de maior exposição solar têm um risco semelhante ao dos não fumantes que evitam a exposição ao Sol, indicando que evitar a exposição ao Sol pode ser um fator de risco [para o câncer] da mesma magnitude que o tabagismo”, disse Pelle Lindqvist, da Universidade de Lund, primeira autora do artigo publicado na revista médica Journal of Internal Medicine.

“Orientações demasiadamente restritivas no que diz respeito à exposição ao Sol podem fazer mais mal do que bem para a saúde”, concluiu Lindqvist.

Fonte: Diário da Saúde.

Nota: Há mais de cem anos, [a escritora cristã] Ellen White já recomendava a exposição aos raios solares, com atividades físicas ao ar livre. Hoje se conhecem os muitos benefícios dessa exposição: (1) os raios solares dilatam os vasos superficiais, provocando maior afluxo de sangue na pele; (2) estimulam a produção de melanina, protegendo a pele contra o excesso de radiação solar; (3) têm ação bactericida, eliminando diversos micro-organismos; (4) ajudam a formar a vitamina D nas células da pele; essa vitamina favorece a assimilação do cálcio ingerido com os alimentos, contribuindo decisivamente na formação e bom estado dos ossos (até 90% de toda a vitamina D de que nosso corpo necessita são produzidos pela luz solar; (5) estimulam as terminações nervosas da pele, influindo favoravelmente sobre o cérebro e provocando uma reconfortante sensação de bem-estar. Evidentemente que devemos tomar alguns cuidados, como evitar a exposição por mais tempo do que o recomendado, especialmente nos horários em que o sol está a pino. (Criacionismo)