Apocalipse – possibilidades (capítulo 3: Filadélfia)

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Ap Texto (ARA, 3ª ed)                    Leitura com a fundamentação das possibilidades que tentam alcançar a intenção do profeta João Leitura enxuta                                                                                                                                          
3.7 Ao anjo da igreja em Filadélfia escreve: Estas coisas diz o santo[1], o verdadeiro, aquele que tem a chave de Davi[2], que abre, e ninguém fechará, e que fecha, e ninguém abrirá[3]: Para o mensageiro que receberá esta mensagem lá na igreja de Filadélfia, você diz assim João: o Autor desta mensagem é Aquele que não possui pecado; mais ainda: Ele é a Verdade; e, assim como Davi, Ele possui a chave do Palácio real. Sendo Sua soberania real anterior e superior a davídica[4], Sua autoridade se estende sobre o Santuário celestial onde o destino dos reinos humanos e todas as criaturas da Terra são abertos e fechados – Ele é o que pode libertar o pecador de seu destino de destruição, bem como decretar a destruição do pecador inconformado em existir como criatura Sua. E ninguém, nem mesmo Satanás, é capaz de invadir Seu palácio e impedi-Lo em Seu trabalho no Santuário celestial, a partir do período profético de Filadélfia (fim do século 18 até 1844), no lugar Santíssimo[5] daquele tribunal. Para o mensageiro que receberá esta mensagem lá na igreja de Filadélfia, você diz assim João: o Autor desta mensagem é Aquele que não possui pecado; mais ainda: Ele é a Verdade; e, assim como Davi, Ele possui a chave do Palácio real. Sendo Sua soberania real anterior e superior a davídica, Sua autoridade se estende sobre o Santuário celestial onde o destino dos reinos humanos e todas as criaturas da Terra são abertos e fechados – Ele é o que pode libertar o pecador de seu destino de destruição, bem como decretar a destruição do pecador inconformado em existir como criatura Sua. E ninguém, nem mesmo Satanás, é capaz de invadir Seu palácio e impedi-Lo em Seu trabalho no Santuário celestial, a partir do período profético de Filadélfia (fim do século 18 até 1844), no lugar Santíssimo daquele tribunal.
3.8 Conheço as tuas obras – eis que tenho posto diante de ti uma porta aberta, a qual ninguém pode fechar – que tens pouca força, entretanto, guardaste a minha palavra e não negaste o meu nome. Eu conheço o que vocês da igreja de Filadélfia fazem[6], e por isso mesmo desde 1844 tenho colocado diante de vocês a porta do santíssimo lugar do Santuário celestial[7], para o qual adentrei (para os contemporâneos a João, Eu Sou esta porta); este não foi construído por mãos humanas, de modo que homem algum pode fechar. Vocês têm pouco poder[8] em relação ao poderio hegemônico da cultura religiosa tradicional arraigada; mesmo assim vocês mantiveram os Meus ensinos e não foram contraditórios e incoerentes quanto à prática dos mesmos. Eu conheço o que vocês da igreja de Filadélfia fazem, e por isso mesmo desde 1844 tenho colocado diante de vocês a porta do santíssimo lugar do Santuário celestial, para o qual adentrei (para os contemporâneos a João, Eu Sou esta porta); este não foi construído por mãos humanas, de modo que homem algum pode fechar. Vocês têm pouco poder em relação ao poderio hegemônico da cultura religiosa tradicional arraigada; mesmo assim vocês mantiveram os Meus ensinos e não foram contraditórios e incoerentes quanto à prática dos mesmos.
3.9 Eis farei que alguns dos que são da sinagoga de Satanás, desses que a si mesmos se declaram judeus e não são, mas mentem, eis que os farei vir e prostrar-se aos teus pés e conhecer que eu te amei. Então Eu farei com que os que se dizem cristãos, mas que na verdade os considero membros da sinagoga de Satanás (são mentirosos e falsos como o pai deles), sim, farei com que esses se dirijam a vocês e reconheçam (ao menos externa e publicamente)[9] que Eu amo Minha igreja, Meu corpo. Então Eu farei com que os que se dizem cristãos, mas que na verdade os considero membros da sinagoga de Satanás (são mentirosos e falsos como o pai deles), sim, farei com que esses se dirijam a vocês e reconheçam (ao menos externa e publicamente) que Eu amo Minha igreja, Meu corpo.
3.10 Porque guardaste a palavra da minha perseverança, também eu te guardarei da hora da provação que há de vir sobre o mundo inteiro, para experimentar os que habitam sobre a terra. E pelo fato de vocês perseverarem em Minhas promessas, em Meus ensinos, eles se cumprirão na vida de vocês no período de maior provação que acontecerá em todo o planeta, sobretudo imediatamente antes do Meu retorno[10], para esquadrinhar o coração da humanidade e expor seu conteúdo. E pelo fato de vocês perseverarem em Minhas promessas, em Meus ensinos, eles se cumprirão na vida de vocês no período de maior provação que acontecerá em todo o planeta, sobretudo imediatamente antes do Meu retorno, para esquadrinhar o coração da humanidade e expor seu conteúdo.
3.11 Venho sem demora. Conserva o que tens, para que ninguém tome a tua coroa. Eu volto já já[11]. Continuem mantendo Meus ensinos como fonte da religiosidade de vocês, impedindo que outras filosofias os enganem, colocando-os no caminho onde em seu final não há coroa da vitória[12]. Eu volto já já. Continuem mantendo Meus ensinos como fonte da religiosidade de vocês, impedindo que outras filosofias os enganem, colocando-os no caminho onde em seu final não há coroa da vitória.
3.12 Ao vencedor, fá-lo-ei coluna no santuário do meu Deus, e daí jamais sairá; gravarei também sobre ele o nome do meu Deus, o nome da cidade do meu Deus, a nova Jerusalém que desce do céu, vinda da parte do meu Deus, e o meu novo nome. Quem continuar vencendo irei torná-lo um pilar[13] na morada do Meu Deus, uma referência para todos os demais e dali jamais sairá; também irei escrever em seu caráter o Nome do meu Deus, o nome da Cidade do Meu Deus – a Jerusalém renovada – que descerá do Céu vinda diretamente do Meu Deus, e ainda escreverei o Meu novo Nome. Ou seja, o caráter de Meus filhos vitoriosos será semelhante ao do Deus que eles escolheram adorar e seu destino será habitar com esse Deus. Quem continuar vencendo irei torná-lo um pilar na morada do Meu Deus, uma referência para todos os demais e dali jamais sairá; também irei escrever em seu caráter o Nome do meu Deus, o nome da Cidade do Meu Deus – a Jerusalém renovada – que descerá do Céu vinda diretamente do Meu Deus, e ainda escreverei o Meu novo Nome. Ou seja, o caráter de Meus filhos vitoriosos será semelhante ao do Deus que eles escolheram adorar e seu destino será habitar com esse Deus.
3.13 Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas.
Quem tem interesse em aprender de Mim, atenda ao Espírito Santo que está conduzindo as mentes de João (na recepção desta mensagem e sua escrita) e Meus outros mensageiros (na leitura e transmissão dela) das sete igrejas.
Quem tem interesse em aprender de Mim, atenda ao Espírito Santo que está conduzindo as mentes de João (na recepção desta mensagem e sua escrita) e Meus outros mensageiros (na leitura e transmissão dela) das sete igrejas.

Notas:

[1] At 3:14 e Lv 11:44.

[2] “Este verso aplica a Cristo a profecia de Isaías a respeito de Eliaquim (Isa. 22:20-22; ver II Reis 18:18). Eliaquim foi escolhido para ter supervisão sobre ‘a casa de Davi’, segundo é indicado pelo fato de que lhe seria dada ‘a chave da Casa de Davi’. A posse da ‘chave’ por Cristo representa Sua jurisdição sobre a Igreja e sobre o propósito divino que deve ser realizado por intermédio dela”, SDABC, vol. 7, p. 757, 758, citado por Batistone (1989, p. 50).

[3]’O que abre e ninguém fecha’. – Para compreender esta linguagem é necessário considerar a posição e obra de Cristo relacionada com o Seu ministério no santuário, ou o verdadeiro tabernáculo celeste (Heb. 8:2). Existia outrora aqui na Terra uma figura, ou cópia, deste santuário celeste, no santuário construído por Moisés (Êxo. 25:8, 9; Atos 7:44; Heb. 9:1, 21, 23, 24). O edifício terrestre tinha dois compartimentos: o lugar santo e o lugar santíssimo (Êxo. 26:33, 34). No primeiro compartimento estavam o castiçal, a mesa dos pães da proposição e o altar do incenso. No segundo estavam a arca, que continha as tábuas da Aliança, ou os Dez Mandamentos, e os querubins (Heb. 9:1-5). Semelhantemente, o santuário em que Cristo ministra no Céu tem dois compartimentos, porque nos é indicado claramente em Hebreus 9:21-24 que “o tabernáculo e todos os utensílios do serviço sagrado” eram “figuras das coisas que se acham nos céus”. Como todas as coisas foram feitas segundo o seu modelo, o santuário celeste tinha também móveis semelhantes aos do terrestre. Para o antítipo do castiçal e altar do incenso, construído de ouro, que se encontravam no primeiro compartimento, ver Apoc. 4:5; 8:3, e para o antítipo da arca da Aliança, com os seus Dez Mandamentos, ver Apoc. 11:19. No santuário terrestre ministravam os sacerdotes (Êxo. 28:41, 43; Heb. 9:6, 7; 13:11, etc.) O ministério destes sacerdotes era uma sombra do ministério de Cristo no santuário celeste (Heb. 8:4, 5). Cada ano realizava-se um ciclo completo de serviço no santuário terrestre (Heb. 9:7). Mas no tabernáculo celeste o serviço é realizado uma vez por todas (Heb. 7:27; 8:12). No fim do serviço típico anual, o sumo sacerdote entrava no segundo compartimento, o lugar santíssimo do santuário, para fazer expiação, e essa era chamada a purificação do santuário (Lev. 16:20, 30, 33; Ezeq. 45:18). Quando começava o ministério no lugar santíssimo cessava o do lugar santo, e nenhum serviço se realizava aqui enquanto o sacerdote estava ocupado no lugar santíssimo (Lev. 16:17). Semelhante ato de abrir e fechar, ou mudança de ministério, devia Cristo realizar quando chegasse o tempo para a purificação do santuário celeste. E esse tempo havia de chegar no fim dos 2.300 dias, ou seja, em 1844. A este acontecimento pode aplicar-se com propriedade o abrir e fechar mencionados no texto que agora consideramos, onde o ato de abrir representaria o começo do ministério de Cristo no lugar santíssimo, e o ato de fechar, à cessação de Seu serviço no primeiro compartimento, ou lugar santo” (SMITH, 1979, p. 48, 49).

[4] Lc 1.32,33.

[5] “Viam agora que estavam certos em crer que o fim dos 2.300 dias em 1844 assinalava uma crise importante. Mas, conquanto fosse verdade que se achasse fechada a porta da esperança e graça pela qual os homens durante mil e oitocentos anos encontraram acesso a Deus, outra porta se abrira, e oferecia-se o perdão dos pecados aos homens, mediante a intercessão de Cristo no lugar santíssimo. Encerrara-se uma parte de Seu ministério apenas para dar lugar a outra. Havia ainda uma “porta aberta” para o santuário celestial, onde Cristo estava a ministrar pelo pecador”. “Via-se agora a aplicação das palavras de Cristo no Apocalipse, dirigidas à igreja, nesse mesmo tempo…” (WHITE, 2013, 429, 430). “… e que a aceitação da verdade concernente ao santuário celeste envolvia o reconhecimento dos requisitos da lei de Deus, e da obrigatoriedade do sábado do quarto mandamento. Aí estava o segredo da oposição atroz e decidida à exposição harmoniosa das Escrituras, que revelavam o ministério de Cristo no santuário celestial. Os homens procuravam fechar a porta que Deus havia aberto, e abrir a que Ele fechara. Mas “O que abre, e ninguém fecha; e fecha, e ninguém abre”, tinha declarado: “Eis que diante de ti pus uma porta aberta, e ninguém a pode fechar.” Apoc. 3:7 e 8. Cristo abrira a porta, ou o ministério, do lugar santíssimo; resplandecia a luz por aquela porta aberta do santuário celestial, e demonstrou-se estar o quarto mandamento incluído na lei que ali se acha encerrada; o que Deus estabeleceu ninguém pode derribar” (Ibidem, 435). “Vi que a presente prova do sábado não poderia vir até que a mediação de Jesus no lugar santo terminasse e Ele passasse para dentro do segundo véu; portanto os cristãos que dormiram antes que a porta fosse aberta no santíssimo, quando terminou o clamor da meia-noite no sétimo mês, em 1844, e que não haviam guardado o verdadeiro sábado, agora repousam em esperança, pois não tiveram a luz e o teste sobre o sábado que nós agora temos, uma vez que a porta foi aberta. Eu vi que Satanás estava tentando alguns do povo de Deus neste ponto. Sendo que grande número de bons cristãos adormeceram nos triunfos da fé e não guardaram o verdadeiro sábado, eles estavam em dúvida quanto a ser isto um teste para nós agora. Os inimigos da verdade presente têm estado procurando abrir a porta do lugar santo, a qual Jesus fechou, e a fechar a porta do lugar santíssimo, que Ele abriu em 1844” (Ibidem, p 42, 43).

[6] “Nos capítulos dez e quatorze encontra-se uma muito ampla exposição da vasta obra da igreja de Filadélfia” (MELLO, 1959, p. 97). “Este foi um período de notável atividade na obra das missões cristãs e na distribuição da Bíblia. A Sociedade Bíblica Britânica começou a funcionar em 1804 e a Americana em 1816. Mas foi também um momento de. grande interesse no cumprimento da profecia bíblica e do breve retorno de Cristo. O cumprimento dos sinais dados por Jesus (Mateus 24:29), o escurecimento do sol e a lua vermelha como sangue (19/5/1780) e a queda das estrelas (13 / 11 / 1833), indicava a proximidade do fim. Assim, o fim do século 18 testemunhou a inauguração de um dos mais poderosos movimentos para a evangelização do mundo. O período de Filadélfia culminou com o Grande Movimento do Segundo Advento do século XIX. Através do estudo das profecias de Daniel e Apocalipse, a cristandade chegou a uma profunda convicção de que a Volta de Cristo estava próxima. Este reavivamento culminou numa grande decepção, como veremos quando estudarmos Apocalipse 10” (OLIVEIRA et al., 2015, p. 11).

[7] “Esta porta não foi aberta até que a mediação de Jesus no lugar santo do santuário terminou em 1844. Então Jesus Se levantou e fechou a porta do lugar santo e abriu a porta que dá para o santíssimo, e passou para dentro do segundo véu, onde permanece agora junto da arca e onde agora chega a fé de Israel. Vi que Jesus havia fechado a porta do lugar santo, e que nenhum homem poderia abri-la; e que Ele havia aberto a porta para o santíssimo, e que homem algum poderia fechá-la” (WHITE, 2007b, p. 42). “Mas a igreja de Filadélfia não vira a porta do lugar santíssimo, aberta, que Deus abrira diante de si. Esta igreja, como vimos, esperava a segunda vinda de Cristo em 1844, no final do período dos 2300 anos da profecia de Daniel, capítulo oito versículo quatorze. Por esta razão não podia ver a obra mediadora de Cristo no lugar santíssimo, além do ano de 1844. Foi esta falta que determinou a sua amarga decepção naquele ano, demonstrada cabalmente na profecia do capítulo dez. A igreja que a seguiu, Laodicéia, deparou a porta aberta para o santíssimo e compreendeu o ministério sacerdotal de Jesus ali desde 1844 até que Sua porta também se feche e o Senhor venha buscar os Seus amados seguidores. Enquanto esta porta não fôr fechada com o término do siclo da intercessão de Jesus no santíssimo, “ninguém a pode fechar”. E quem não entrar por esta porta de misericórdia agora, para encontrar a seu Salvador, nunca O há de encontrar e estará perdido para a eternidade” (MELLO, 1959, p. 99, 100).

[8] “Esta pouca fôrça não implica em pouca fé e poder do alto, mas em recursos materiais e influência no mundo. O versículo seguinte atesta que a igreja tinha inimigos, da sinagoga de Satanás. Estes, da igreja de Sardo apóstata, cujo número era avultado, fizeram-lhe cerrada guerra. Todavia a igreja fôra elogiada por guardar a palavra viva do Senhor, em meio às oposições, pouca influência e bens no mundo. Fiel à Sua palavra e enfrentando os obstáculos, secundada pelo poder do alto, a igreja de Filadélfia ia cumprir o propósito de Deus exarado nas profecias” (MELLO, 1959, p. 100).

[9] “Logo ouvimos a voz de Deus semelhante a muitas águas, a qual nos anunciou o dia e a hora da vinda de Jesus. Os santos vivos, em número de 144.000, reconheceram e entenderam a voz, ao passo que os ímpios julgaram fosse um trovão ou terremoto. Ao declarar Deus o tempo, verteu sobre nós o Espírito Santo, e nosso rosto brilhou com esplendor da glória de Deus como aconteceu com Moisés, na descida do Monte Sinai.“ …Por causa de nosso estado feliz e santo, os ímpios enraiveceram-se e arremeteram violentamente para lançar mão de nós, a fim de lançar-nos à prisão, quando estendemos a mão em nome do Senhor e eles caíram indefesos ao chão. Foi então que a sinagoga de Satanás conheceu que Deus nos havia amado a nós…” “O senhor acha que aqueles que adoram prostrados aos pés dos santos (Apoc. 3:9), serão salvos no final. Nisto tenho que discordar do senhor, pois Deus mostrou-me que esta classe é de adventistas nominais que já caíram, já crucificaram de novo o Filho de Deus, e O expuseram ao vitupério público. E na hora da tentação que está para vir, para expor o verdadeiro caráter de cada um, eles conhecerão que estão perdidos para todo o sempre; e oprimidos, angustiados de espírito, eles cairão aos pés dos santos”, Thiele (1960, p. 88) citando Ellen G. White.

[10] “Um grande tempo de prova que precede o Segundo Advento. Não é declarado qual será a sua duração” (BATISTONE, 1989, p. 50). “A palavra da paciência de Jesus são as Escrituras Sagradas, Sua inspiração.1) Todo que a observar com fidelidade manifestará na vida a paciência que elas inspiram. Uma das recompensas que gozaria a igreja de Filadélfia por guardar a palavra da paciência do Senhor, era que seria guardada da terrível tentação que sobrevirá, em breve ao mundo. Esta tentação alude ao tremendo tempo em que as sete pragas forem derramadas na terra, também chamado tempo de angústia. Naquele tempo, os fiéis crentes da igreja de Filadélfia estarão guardados no túmulo, esperando o chamado de seu vitorioso Salvador” (MELLO, 1959, p. 100). ““Está iminente diante de nós a “hora da tentação que há de vir sobre todo o mundo, para tentar os que habitam na Terra”. Apoc. 3:10. Todos aqueles cuja fé não estiver firmemente estabelecida na Palavra de Deus, serão enganados e vencidos. … Os que sinceramente buscam o conhecimento da verdade, e se esforçam em purificar a alma pela obediência, fazendo assim o que podem a fim de preparar-se para o conflito, encontrarão refúgio seguro no Deus da verdade. “Como guardaste a palavra da Minha paciência, também Eu te guardarei” (Apoc. 3:10), é a promessa do Salvador. Mais fácil seria enviar Ele todos os anjos do Céu para protegerem Seu povo, do que deixar a alma que nEle confia ser vencida por Satanás”. “Embora o povo de Deus esteja rodeado de inimigos que se esforçam por destruí-lo, a angústia que sofrem não é, todavia, o medo da perseguição por causa da verdade; receiam não se terem arrependido de todo pecado, e que, devido a alguma falta, não se cumpra a promessa do Salvador: “Eu te guardarei da hora da tentação que há de vir sobre todo o mundo.” Apoc. 3:10.”” (WHITE, 2013, P. 560, 619). “Diz João em Apocalipse 14:12: “Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé de Jesus.” Os que agora vivem em paciente e fiel obediência aos mandamentos de Deus e à fé de Jesus serão guardados na hora de tentação e de perigo” (SMITH, 1979, p. 49).

[11] “Apresenta-se aqui de novo a segunda vinda de Cristo, com maior ênfase do que em qualquer das mensagens precedentes. Chama-se a atenção dos crentes para a proximidade desse acontecimento. A mensagem aplica-se a um período em que está iminente esse grande evento. Isto evidencia de modo indubitável a natureza profética destas mensagens. O que se diz das três primeiras igrejas não contém alusão alguma à segunda vinda de Cristo, visto não abrangerem um período em que pudesse esperar-se, biblicamente, esse acontecimento. Mas com a igreja de Tiatira, tinha chegado o momento em que esta grande esperança começava a raiar para sobre a igreja. A mente é levada para esta esperança por uma simples alusão: “Retende-o até que Eu venha.” A etapa seguinte da igreja, o período de Sardes, encontra a igreja mais próxima desse acontecimento, e se menciona a grande proclamação que anunciaria a vinda de Cristo, e impõe-se à igreja o dever de vigiar: “Se não vigiares virei como ladrão.” Mais tarde chegamos à igreja de Filadélfia, e a proximidade desse grande acontecimento leva Aquele que “é santo e verdadeiro” a pronunciar a instante declaração: “Eis que venho sem demora.” De tudo isso se depreende que estas igrejas ocupam épocas sucessivas mais próximas do grande dia do Senhor, visto que, num crescendo cada vez mais pronunciado, este grande acontecimento vai-se realçando cada vez mais, e vai sendo chamada a atenção a ele de modo mais definitivo e impressionante. Ao chegar a este período, a igreja pode ver, de fato, que se vai aproximando aquele dia (Heb. 10:25)” (SMITH, 1979, 49, 50).

[12] “O povo de Deus, nos últimos dias, deve usar a coroa da vitória espiritual (Apoc. 3:11; 6:2). Eles usam a coroa de duas maneiras: 1ª Eles possuem a dádiva da vida eterna (I S. João 5:12 e 13); 2ª Obtém a vitória sobre o pecado pelo poder de Cristo que habita neles (I S. João 5:4; Rom. 6:14)” (BATISTONE, 1989, p. 100). “O trono e a coroa são penhores de uma condição atingida; são os testemunhos da vitória sobre o próprio eu por meio de nosso Senhor Jesus Cristo” (WHITE, 2007c, p. 619).

[13] “[…] em 17 d.C. [Filadélfia] sofreu um terrível terremoto (comum na região). Talvez esteja aí a referência à coluna (símbolo de firmeza) que cada justo se tornaria no templo de Deus e daí jamais será movido.” (SILVA, 2009, p. 91).

 

Referências:

BATTISTONE, Joseph J. Lições da Escola Sabatina, 2º Trimestre de 1989, nº 374, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP.

BELVEDERE, Daniel. Seminário: As Revelações do Apocalipse. Edição do Professor, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP, 2ª ed., 1987.

GULLEY, Norman R. Lições da Escola Sabatina, 3º Trimestre de 1996, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP.

MELLO, Araceli S. A Verdade Sôbre As Profecias Do Apocalipse, 1959.

OLIVEIRA, Arilton; BRANCO, Frederico; SOUZA; Jairo; QUEIROZ, Manassés; ANDRADE, Milton; IRAÍDES, Társis. Apocalipse. Escola Bíblica, Novo Tempo. Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP, 2015.

RAMOS, Samuel. As Revelações do Apocalipse, v. 1, 2006.

SMITH, Urias. As profecias de Daniel e Apocalipse, vol. 2. O livro de Apocalipse, 1979.

THIELE, Edwin R.; BERG, Henrique. Apocalipse – esboços de estudos, 1960. Disponível em: <http://www.iasdsapiranga.com.br/assets/esbo%C3%A7os-do-apocalipse.pdf>. Acesso em: fev. 2017.

WHITE, Ellen G. O Desejado de Todas as Nações, 2007c. Disponível em: <http://centrowhite.org.br/files/ebooks/egw/O%20Desejado%20de%20Todas%20as%20Na%C3%A7%C3%B5es.pdf>. Acesso em: jun. 2017.

_________. O Grande Conflito, 2013. Disponível em: <http://centrowhite.org.br/files/ebooks/egw/O%20Grande%20Conflito.pdf>. Acesso em: fev. 2017.

_________. Patriarcas e Profetas, 2007a. Disponível em: <http://centrowhite.org.br/files/ebooks/egw/Patriarcas%20e%20Profetas.pdf>. Acesso em: mai. 2017.

_________. Primeiros Escritos, 2007b. Disponível em: <http://centrowhite.org.br/files/ebooks/egw/Primeiros%20Escritos.pdf>. Acesso em: jun. 2017.

Apocalipse – possibilidades (capítulo 2: Tiatira)

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Ap  Texto (ARA, 3ª ed) Leitura com a fundamentação das possibilidades que tentam alcançar a intenção do profeta João Texto enxuto
2.18 Ao anjo da igreja em Tiatira escreve: Estas coisas diz o Filho de Deus, que tem os olhos como chama de fogo e os pés semelhantes ao bronze polido:
Para o mensageiro que receberá esta mensagem lá na igreja de Tiatira, você diz assim João: o Autor desta mensagem é Aquele que é Deus e Homem ao mesmo tempo; é Criador, mas também criatura; é eterno e Pai da eternidade (cf. Is 9.6), mas também tem começo a partir do momento em que nasceu de Deus e de uma mulher, e, por isso, também é Filho; Aquele cujos olhos você, João, comparou com chamas de fogo, e os pés com uma peça de bronze bem polido, que foi refinado em fornalha:
Para o mensageiro que receberá esta mensagem lá na igreja de Tiatira, você diz assim João: o Autor desta mensagem é Aquele é Deus e Homem ao mesmo tempo; é Criador, mas também criatura; é eterno e Pai da eternidade, mas também tem começo a partir do momento em que nasceu de Deus e de uma mulher, e, por isso, também é Filho; Aquele cujos olhos você, João, comparou com chamas de fogo, e os pés com uma peça de bronze bem polido, que foi refinado em fornalha:
2.19 Conheço as tuas obras, o teu amor, a tua fé, o teu serviço, a tua perseverança e as tuas últimas obras, mais numerosas do que as primeiras. Eu conheço o que vocês da igreja de Tiatira fazem e farão, vosso amor simples e autêntico, vossa convicção e obra de servo fiel, vossa constância, bem como as últimas obras de vocês – em muito maior quantidade[1] em relação ao início da comunidade contemporânea a João, e ao início do período de 538 até a Reforma Protestante. Eu conheço o que vocês da igreja de Tiatira fazem e farão, vosso amor simples e autêntico, vossa convicção e obra de servo fiel, vossa constância, bem como as últimas obras de vocês – em muito maior quantidade em relação ao início da comunidade contemporânea a João, e ao início do período de 538 até a Reforma Protestante.
2.20 Tenho, porém, contra ti o tolerares que essa mulher, Jezabel, que a si mesma se declara profetisa, não somente ensine, mas ainda seduza os meus servos a praticarem a prostituição e a comerem coisas sacrificadas aos ídolos. No entanto, discordo do fato de, tanto na atual Tiatira quanto no período da Tiatira profética, vocês não terem o poder dado a Elias para combater Jezabel. Vocês estão mais para o fraco e condescendente Acabe do que para o corajoso e zeloso Elias! O que Eu quero dizer é o seguinte: entre vocês existem os que paganizam[2] Meus ensinos, e ainda se intitulam Meus profetas/minhas profetisas. Pior, a ousadia é explícita, pois esses/essas influenciam Meus servos a misturarem tudo – Minhas revelações com as ideias e tradições humanas perversas – e se alimentam mal, comendo o que é consagrado aos demônios (cf. I Co 10.18-21). O papado pratica idolatria, muda Meus mandamentos como se Eu autorizasse isso! O sábado da Criação permanece separado por Mim; eu nunca pedi que o trocassem pelo domingo! Mas esses falsos seguidores do Cristo tentam usurpar Minha autoridade de Criador, adulteram Meus ensinos e os que trabalham por Mim caem nas práticas desobedientes deles. O papado também trai o Cristianismo com sua politicagem corrupta com os reis da Terra, no lugar de oportunizar um estilo de vida honesto, sem avareza e santo! Eu não levantei esses falsos cristãos. Eles não Me representam e muito menos Me substituem! Seus serviços não mais são para Mim. Suas oferendas não são oferecidas a Mim. O que comem não é para sua saúde nem para Minha glória. No entanto, discordo do fato de, tanto na atual Tiatira quanto no período da Tiatira profética, vocês não terem o poder dado a Elias para combater Jezabel. Vocês estão mais para o fraco e condescendente Acabe do que para o corajoso e zeloso Elias! O que Eu quero dizer é o seguinte: entre vocês existem os que paganizam Meus ensinos, e ainda se intitulam Meus profetas/minhas profetisas. Pior, a ousadia é explícita, pois esses/essas influenciam Meus servos a misturarem tudo – Minhas revelações com as ideias e tradições humanas perversas – e se alimentam mal, comendo o que é consagrado aos demônios. O papado pratica idolatria, muda Meus mandamentos como se Eu autorizasse isso! O sábado da Criação permanece separado por Mim; eu nunca pedi que o trocassem pelo domingo! Mas esses falsos seguidores do Cristo tentam usurpar Minha autoridade de Criador, adulteram Meus ensinos e os que trabalham por Mim caem nas práticas desobedientes deles. O papado também trai o Cristianismo com sua politicagem corrupta com os reis da Terra, no lugar de oportunizar um estilo de vida honesto, sem avareza e santo! Eu não levantei esses falsos cristãos. Eles não Me representam e muito menos Me substituem! Seus serviços não mais são para Mim. Suas oferendas não são oferecidas a Mim. O que comem não é para sua saúde nem para Minha glória.
2.21 Dei-lhe tempo para que se arrependesse; ela, todavia, não quer arrepender-se da sua prostituição. Mas assim como a Jezabel do AT, Eu lhe dei chances reais de aprendizagens e mudança de visão, das ideias humanas para as ideias do Fabricante da humanidade; ela não Me escutou, nem a Elias. O mesmo tem ocorrido e acontecerá com aqueles que são bem representados por ela: são teimosos e não permitem que Eu lhes transforme da corrupção para a harmonia com os Mandamentos e caráter do Cristo. Mas assim como a Jezabel do AT, Eu lhe dei chances reais de aprendizagens e mudança de visão, das ideias humanas para as ideias do Fabricante da humanidade; ela não Me escutou, nem a Elias. O mesmo tem ocorrido e acontecerá com os que a representam: são teimosos e não permitem que Eu lhes transforme da corrupção para a harmonia com os Mandamentos e caráter do Cristo.
2.22 Eis que a prostro de cama, bem como em grande tribulação os que com ela adulteram, caso não se arrependam das obras que ela incita. Vou castigar esses falsos cristãos por meio de sua própria licenciosidade: sua corrupção com o mundo e os governantes que não Me temem os atormentará, pois de seus amantes passarão a ser seus algozes; isso se continuarem não querendo aprender e transformar seu estilo de vida, e permanecerem na prática de tudo isso que falei[3]. Vou castigar esses falsos cristãos por meio de sua própria licenciosidade: sua corrupção com o mundo e os governantes que não Me temem os atormentará, pois de seus amantes passarão a ser seus algozes; isso se continuarem não querendo aprender e transformar seu estilo de vida, e permanecerem na prática de tudo isso que falei.
2.23 Matarei os seus filhos, e todas as igrejas conhecerão que eu sou aquele que sonda mentes e corações, e vos darei a cada um segundo as vossas obras. Quando Eu retornar matarei os descendentes ou continuadores dessa monstruosidade que fez sofrer a tantos filhos Meus, e após o juízo final os destruirei eternamente. Já os cristãos verdadeiros de todas as épocas presenciaram isso e confirmarão que, de fato, Eu sou capaz de conhecer um ser humano por completo, suas ações e intenções, seus contextos, motivos, planos, escolhas e condutas, e respeito isso concedendo o destino que cada um conscientemente optou e semeou ao longo de sua vida. Quando Eu retornar matarei os descendentes ou continuadores dessa deformidade, e após o juízo final os destruirei eternamente. Já os cristãos verdadeiros de todas as épocas presenciaram isso e confirmarão que, de fato, Eu sou capaz de conhecer um ser humano por completo, suas ações e intenções, seus contextos, motivos, planos, escolhas e condutas, e respeito isso concedendo o destino que cada um conscientemente optou e semeou ao longo de sua vida.
2.24 Digo, todavia, a vós outros, os demais de Tiatira, a tantos quantos não têm essa doutrina e que não conheceram, como eles dizem, as coisas profundas de Satanás: Outra carga não jogarei sobre vós; No entanto, Eu afirmo a vocês de Tiatira e aos do período de 538 a 1517 A.D.[4], todos os que optaram por não seguir essa doutrina sincretizadora dos Meus ensinamentos com as tradições dos homens, como vocês mesmos acertadamente denominaram, “as coisas profundas de Satanás”, ou seja, a domesticação do pecado e sua inserção na religião cristã por meio da quebra dos mandamentos morais, e a consequente diminuição de Minha autoridade como Deus Criador diante da maximização da autoridade papal e sua pedagogia humanista que reinterpreta relativistamente Minha revelação profética: esse fardo não receberá acréscimo[5], não deixarei que Satanás e sua semente dificultem mais a vida de vocês; No entanto, Eu afirmo a vocês de Tiatira e aos do período de 538 a 1517 A.D., todos os que optaram por não seguir essa doutrina sincretizadora dos Meus ensinamentos com as tradições dos homens, como vocês mesmos acertadamente denominaram, “as coisas profundas de Satanás”, ou seja, a domesticação do pecado e sua inserção na religião cristã por meio da quebra dos mandamentos morais, e a consequente diminuição de Minha autoridade como Deus Criador diante da maximização da autoridade papal e sua pedagogia humanista que reinterpreta relativistamente Minha revelação profética: esse fardo não receberá acréscimo, não deixarei que Satanás e sua semente dificultem mais a vida de vocês;
2.25 tão-somente conservai[6] o que tendes, até que eu venha. “Aquele, pois, que pensa estar em pé veja que não caia” (1 Co 10.12); “E eis que venho sem demora, e comigo está o galardão que tenho para retribuir a cada um segundo as suas obras” (Ap 22.11). “Aquele, pois, que pensa estar em pé veja que não caia”; “E eis que venho sem demora, e comigo está o galardão que tenho para retribuir a cada um segundo as suas obras”.
2.26 Ao vencedor, que guardar até ao fim as minhas obras, eu lhe darei autoridade sobre as nações,[7] Quem continuar vencendo e obedecendo aos Meus ensinamentos, e praticando o mesmo estilo de vida que Eu vivi, receberá de Mim autoridade (Mt 28.18) para edificar (1 Co 13.10), Quem continuar vencendo e obedecendo aos Meus ensinamentos, e praticando o mesmo estilo de vida que Eu vivi, receberá de Mim autoridade para edificar,
2.27 e com cetro de ferro as regerá e as reduzirá a pedaços como se fossem objetos de barro; e para destruir, Comigo à frente (cf. Nm 24.17, Sl 2.8,9 e Ap 12.5), a semente de Satanás ou os pecadores que optaram por continuar na corrupção e crueldade de seus pecados; farei com que os vencedores virem o jogo e os vençam; e o mal deixará de existir, como um vaso quebrado e reduzido ao pó; e para destruir, Comigo à frente, a semente de Satanás ou os pecadores que optaram por continuar na corrupção e crueldade de seus pecados; farei com que os vencedores virem o jogo e os vençam; e o mal deixará de existir, como um vaso quebrado e reduzido ao pó;
2.28 assim como também eu recebi de meu Pai, dar-lhe-ei ainda a estrela da manhã[8]. e assim como Eu recebi de Meu Pai o que mais quis – Minhas criaturas livres e salvas de Satanás –, também darei ao que continuar vencendo o que ele mais almeja: o fim das trevas por meio da refulgente glória de Meu retorno ao planeta Terra. e assim como Eu recebi de Meu Pai o que mais quis – Minhas criaturas livres e salvas de Satanás –, também darei ao que continuar vencendo o que ele mais almeja: o fim das trevas por meio da refulgente glória de Meu retorno ao planeta Terra.
2.29 Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas. Quem tem interesse em aprender de Mim, atenda ao Espírito Santo que está conduzindo as mentes de João (na recepção desta mensagem e sua escrita) e Meus outros mensageiros (na leitura e transmissão dela) para as sete igrejas. Quem tem interesse em aprender de Mim, atenda ao Espírito Santo que está conduzindo as mentes de João e Meus outros mensageiros para as sete igrejas.

 

Referências:

BATTISTONE, Joseph J. Lições da Escola Sabatina, 2º Trimestre de 1989, nº 374, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP.

BELVEDERE, Daniel. Seminário: As Revelações do Apocalipse. Edição do Professor, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP, 2ª ed., 1987.

CLARKE, Adam. Commentary on the New Testament, vol. 2, 1817. Disponível em: <https://archive.org/details/clarkescommentar00clar>. Acesso em: jan. 2017.

MAXWELL, C. Mervyn; GRELMANN, Hélio Luiz. Uma nova era segundo as profecias do Apocalipse. Casa Publicadora Brasileira, 2004.

MILLER, William. Evidence from Scripture and History of the Second Coming of Christ, 1843. Disponível em: <https://archive.org/details/WilliamMillerEvidenceFromScriptureAndHistoryOfTheSecondComingOf>. Acesso em: jan. 2017.

RAMOS, Samuel. As Revelações do Apocalipse, v. 1, 2006.

SILVA, Rodrigo Pereira. Comentário Gramático Histórico do Apocalipse – Anotações para acompanhamento de classes. Faculdade Adventista de Teologia, 2009. Disponível em: <http://www.adventistas.com/wp-content/uploads/2014/10/Comentario-Gramatico-Historico-do_Apocalipse-Rodrigo-P-Silva.pdf>. Acesso em: jan. 2017.

SMITH, Urias. As profecias de Daniel e Apocalipse, vol. 2. O livro de Apocalipse, 1979.

THIELE, Edwin R.; BERG, Henrique. Apocalipse – esboços de estudos, 1960. Disponível em: <http://www.iasdsapiranga.com.br/assets/esbo%C3%A7os-do-apocalipse.pdf>. Acesso em: fev. 2017.

WATSON, Richard. A Biblical and Theological Dictionary, 1833. Disponível em: <https://archive.org/details/biblicaltheologi00wats>. Acesso em: jan. 2017.

WHITE, Ellen G. O Grande Conflito, 2013. Disponível em: <http://centrowhite.org.br/files/ebooks/egw/O%20Grande%20Conflito.pdf>. Acesso em: fev. 2017.

[1] “Tiatira significa ‘perfume suave de labor’ ou ‘sacrifício de contrição’. Este nome descreve bem o estado da igreja de Jesus Cristo durante o longo período de triunfo e perseguição papal. Este tempo que foi de terrível tribulação sobre a igreja, como nunca houve (Mat. 24:21) melhorou a condição religiosa dos crentes. Daí o receberem por suas obras, caridade, serviço, fé e paciência, o elogio dAquele cujos olhos são como chama de fogo. As obras são de novo mencionadas como dignas de duplo elogio, visto que as últimas são melhores do que as primeiras. A condição dos membros melhorou, cresceram na graça e em todos estes elementos do cristianismo. Este progresso, nessas condições, foi elogiado pelo Senhor. Esta igreja é a única elogiada por progresso em coisas espirituais. Mas assim como na igreja de Pérgamo as circunstâncias desfavoráveis não eram desculpa para falsas doutrinas na igreja, nesta, a quantidade de trabalho, caridade, serviço, fé ou paciência não pode compensar igual pecado. É-lhes apresentado, pois, uma censura por tolerarem no seu meio um agente de Satanás” (SMITH, 1979, p. 39,40).

[2] “Jezabel, filha de um rei sidônio, adoradora de Baal, a qual introduziu a idolatria e corrupção religiosa em Israel, é aqui o símbolo da apostasia e corrupção religiosa aberta. A igreja se paganizara.” – SRA/EP, p. 36. “Como filha de um rei pagão e adoradora de Baal, ela proveu a motivação para a apostasia de Acabe (I Reis 16:31-33; 18:19; 21:25 e 26). Perseguiu os profetas de Deus e pessoas fiéis (I Reis 18:4 e 13; 19:1-3; 21:5-15). Jezabel era prostituta e feiticeira (II Reis 9:22). Devido a sua vida perversa, o desagrado de Deus incidiu sobre ela (II Reis 9:30-37)” (BELVEDERE, 1987, p. 36). “Jezabel é um nome figurado, alusivo à mulher de Acabe, que matou os profetas de Jeová, levou seu marido à idolatria e alimentou os profetas de Baal à sua própria mesa. Não se podia usar uma figura mais flagrante para representar as abominações papais (Ver 1 Reis 18, 19, 21). Vê-se, pela história, bem como por este versículo, que a Igreja de Cristo tolerava que alguns dos monges papais pregassem e ensinassem no meio dela” (MILLER, 1843, p. 139). “Como filha de um rei pagão e adoradora de Baal, ela proveu a motivação para a apostasia de Acabe (I Reis 16:31-33; 18:19; 21:25 e 26). Perseguiu os profetas de Deus e pessoas fiéis (I Reis 18:4 e 13; 19:1-3; 21:5-15). Jezabel era prostituta e feiticeira (II Reis 9:22). Devido a sua vida perversa, o desagrado de Deus incidiu sobre ela (II Reis 9:30-37). Que organização possuía as características de Jezabel durante a Idade Média? O papado medieval praticou a idolatria. A veneração do papa, de imagens e relíquias, do domingo em lugar do verdadeiro sábado, de sacerdotes terrestres como mediadores em lugar de Cristo, e dos elementos na missa – tudo isso constituía idolatria. A imoralidade espiritual provinha da aceitação de ensinos e práticas procedentes de religiões pagãs” (BATISTONE, 1989, p. 38).

[3] “Jezabel, que se diz profetisa, ensinou a igreja a se prostituir com a idolatria. A Igreja de Roma ensina que:1. o papa é o mediador; 2. que se pode confiar nas próprias obras para expiação do pecado; 3. longas peregrinações; 4. atos de penitência; 5. adoração de relíquias; 6. construção de igrejas, de relicários e de altares; 7. pagamento de grandes somas à igreja; 8. generalizou-se a adoração de imagens; 9. acedem-se velas perante imagens e orações são feitas às imagens; 10. o erro da imortalidade natural do homem e consciência na morte; 11. adoração da Virgem Maria; 12. a heresia do tormento eterno; 13. doutrina das indulgências; 14. santificação do domingo; 15. a implantação do idolátrico sacrifício da Missa. ‘O meio dia do papado foi a meia noite do mundo’ (O grande Conflito, p. 60)” (RAMOS, 2006, p. 112).

[4] “’Aos restantes que estão em Tiatira’ é uma referência aos grupos de cristãos sinceros e leais ao cristianismo apostólico na Idade Média: os Valdenses, Albigenses, Lolardos, os Irmãos Unidos, a Igreja dos Irmãos na Boêmia e Morávia” (RAMOS, 2006, p. 126).

[5] “’Outra carga não jogarei sobre vós.’ – Cremos que é aqui prometido à igreja alívio da carga, a saber, que durante tanto tempo suportou o peso da opressão papal. Não pode aplicar-se à recepção de novas verdades, porque a verdade não é uma carga para nenhum ser responsável. Mas os dias de tribulação que haviam de vir sobre a igreja seriam abreviados por causa dos escolhidos (Mat. 24:22). ‘Serão ajudados’, diz o profeta, ‘com um pequeno socorro.’ (Dan. 11:34). ‘E a terra ajudou a mulher’, diz João (Apoc. 12:16)” (SMITH, 1979, p. 41).

[6] “A admoestação. – ‘Conservai o que tendes, até que eu venha.’ Estas palavras do Filho de Deus apresentam-nos uma vinda incondicional. As igrejas de Éfeso e Pérgamo eram ameaçadas com esta vinda sob condições: ‘Arrepende-te, pois, quando não, em breve virei a ti.’ Esta vinda implicava um castigo. Mas aqui se apresenta uma vinda de caráter diferente. Não é uma ameaça de castigo. Não depende de condição. É proposta ao crente como uma esperança, e não se pode referir a outro acontecimento senão à futura segunda vinda do Senhor em glória, em que cessarão as provações do cristão. Então seus esforços na carreira da vida e sua luta pela coroa de justiça serão recompensados com sucesso eterno. Esta igreja leva-nos ao tempo em que começam a cumprir-se os mais imediatos sinais da Sua vinda iminente. Em 1780, dezoito anos antes do fim deste período, realizaram-se os sinais preditos no Sol e na Lua. (Ver os comentários sobre Apoc. 6:12). E, referindo-Se a esses sinais, disse o Salvador: ‘Quando estas coisas começarem a acontecer, olhai para cima e levantai as vossas cabeças, porque a vossa redenção está próxima.’ (Luc. 21:28). Na história desta igreja atingimos um ponto em que o fim se aproxima tanto que a atenção do povo podia chamar-se mais particularmente para esse acontecimento. Para todo o intervalo de tempo Cristo disse: ‘Negociai até que Eu venha.’ (Luc. 19:13). Mas, para agora diz: ‘Retende-o até que Eu venha.’” (SMITH, 1979, p. 42).

[7] “‘Autoridade sobre as nações’ – Neste mundo dominam os ímpios, e os servos de Cristo não são estimados. Mas está chegando o tempo em que a justiça terá a primazia, em que toda impiedade será vista à sua verdadeira luz e será plenamente desacreditada, e em que o cetro do poder estará nas mãos do povo de Deus. Esta promessa é esclarecida pelos seguintes fatos e afirmações bíblicas: As nações hão de ser entregues pelo Pai nas mãos de Cristo para serem esmigalhadas com uma vara de ferro e despedaçadas como um vaso de oleiro (Sal. 2:8, 9). Os santos associar-se-ão com Cristo quando Ele assim iniciar Sua obra de poder e juízo (Apoc. 3:21). Hão de reinar com Ele, nessas funções, por mil anos (Apoc. 20:4). Durante este período é determinado o grau do castigo dos ímpios e dos anjos maus (1 Cor. 6:2, 3). No fim dos mil anos terão a honra de participar com Cristo na execução da sentença escrita (Sal. 49:9)” (SMITH, 1979, p. 42).

[8] Possibilidades: (I) “’estrela da manhã’ – interpretada por alguns adventistas como sendo uma alusão à Reforma Protestante, especialmente Calvino. O SDABC, porém, aplica a expressão exclusivamente a Cristo (Apoc. 22:16; 2 Pedro 1:19). J. P. M. Sweet conecta este símbolo da estrela, bem como o outro do cetro, com a profecia de Balaão em Núm. 24:17, o que é bem razoável” (SILVA, 2009, p. 90). (II) “Refere-se a Cristo (Apoc. 22:16; comparar com II S. Ped. 1:19), mas às vezes também é aplicada a Wycliffe, ‘a estrela da manhã da Reforma’ (Ver Grande Conflito, pg. 78)” (BATISTONE, 1989, P. 39). (III) “Cristo diz, em Apoc. 22:16, que Ele próprio é a Estrela da Manhã. A estrela da manhã é a imediata precursora do dia. A aqui chamada Estrela da Manhã é chamada Estrela da Alva em 2 Pedro 1:19, onde está relacionada com o amanhecer: “Até que o dia clareie e a Estrela da Alva nasça em vossos corações Durante a penosa noite de vigília dos santos a palavra de Deus derrama a necessária luz sobre o seu caminho. Mas quando a Estrela da Alva lhes aparece nos corações, ou a Estrela da Manhã é dada aos vencedores, entrarão numa relação tão íntima com Cristo que os seus corações ficarão completamente iluminados pelo Seu Espírito, e eles andarão na Sua luz. Então não mais terão necessidade da firme palavra da profecia, que agora brilha como uma luz em lugar escuro” (SMITH, 1979, p. 42,43). (IV) “Neste mundo, os ímpios se mantêm no poder, e os servos de Cristo são, aparentemente, de nenhum valor. Virá, porém, o tempo em que a justiça estará em ascendência. 1. As nações serão entregues pelo Pai às mãos de Cristo, a fim de serem regidas com vara de ferro e despedaçadas como um vaso de oleiro (Salmos 2:8-9). 2. Associados a Cristo em sua obra de poder e de julgamento estarão os Seus santos (Apoc. 3:21). 3. Reinarão com Ele nesta função por mil anos (Apoc. 20:4). 4. Durante esse período é determinado o grau de castigo para os homens ímpios e anjos maus (I Cor. 6:2-3). 5. Ao final dos mil anos todos os santos partilharão com Cristo a execução da sentença dos ímpios (Salmos 149:9). A promessa final é que todos os santos receberão a “estrela da manhã,” esse é o próprio Jesus: “Eu, Jesus, enviei o meu anjo para vos testificar estas coisas nas igrejas: Eu sou a raiz e a geração de Davi, a resplandecente estrela da manhã” (Apoc. 22:16)” (RAMOS, 2006, p. 127,128).

Credo da sociedade anti-cosmovisão (pós-modernismo)

Cremos em Marx, Freud e Darwin.

Cremos que tudo está bem

Desde que você não prejudique ninguém,

Até onde você possa definir prejudicar

E até onde você possa definir conhecimento. Continue Reading…

Por que o darwinismo é falso (parte 2 de 3)

Embriões – A teoria evolucionária precisa de melhor evidência que o registro possa fornecer. Coyne destaca corretamente: “Quando escreveu A Origem das Espécies, Darwin considerou a embriologia a evidência mais forte a favor da evolução.” Darwin tinha escrito que a evidência parecia mostrar que “os embriões das mais distintas espécies pertencentes à mesma classe são mais aproximadamente similares, mas se tornam, quando plenamente desenvolvidos, amplamente dissimilares”, um padrão que “revela a comunidade da descendência”. Na verdade, Darwin pensou que os embriões no estágio inicial “nos mostram, mais ou menos completamente, a condição do progenitor de todo o grupo no seu estado adulto”[15] Continue Reading…

Mark Armitage obteve vitória judicial

              Injustiça parcialmente reparada

O cientista microscopista demitido por ter publicado artigo científico com achados de tecidos moles em fóssil de dinossauro que embaraçou Darwin obteve uma decisão histórica contra a Universidade Estadual da Califórnia. Mark Armitage contou ao Creation Evolution Headlines (CEH) que seu caso contra a Universidade Estadual de Cal (CSUN, em inglês) resultou em um acordo após a juíza Dalila Lyons do Tribunal Superior da Califórnia ter decidido em seu favor em uma moção de adjudicação. Em vez de enfrentar uma perda provável perante um júri, os advogados da CSUN escolheram resolver tudo com o próprio Armitage. Armitage escreve: “Não foi simplesmente uma moção de julgamento sumário que o juiz decidiu contra. O juiz decidiu contra eles [universidade] em uma moção para julgamento. Há uma grande diferença. Em outras palavras, o juiz fez uma decisão sobre o caso e conclui, de fato, que nós provamos nosso caso, que eles me discriminaram contra a minha religião, e eles falharam em acompanhar ou investigar uma queixa por escrito de discriminação religiosa. Não havia sentido que a Universidade fosse arrastada para o julgamento do júri porque estava claro que eles iriam perder no julgamento e os ganhos teriam sido muito maiores do que são atualmente.” Continue Reading…

Pesquisas censuradas: inteligência não é permitida

             Aqui você não tem espaço

Qualquer semelhança não é mera coincidência! Em nossa sociedade, a liberdade de expressão é tolerada, mas não no que diz respeito à questão das origens. O documentário “Expelled: No Intelligence Allowed”, que serve de inspiração para o título deste artigo, é um dos mais polêmicos já produzidos. Ele ficou em 12º lugar em uma lista de documentários mais assistidos dos EUA, desde 1982. A produção não é do gênero religioso e, sim, do gênero científico, e aborda a questão da “liberdade de expressão” no meio acadêmico para os cientistas renomados que perdem suas cadeiras após falarem contra o neodarwinismo e suas implicações filosóficas. Uma das críticas principais aos movimentos criacionista e do design inteligente – o qual a partir de agora chamarei de “TDIsta” – é que são poucos os trabalhos de pesquisa que apoiam diretamente ambas as posições em revistas científicas avaliadas por pares. O que não é levado em consideração pelos críticos é o fato de ser ainda um grande desafio a publicação de artigos com opiniões discordantes do consenso evolutivo. A partir do momento em que um cientista desafia uma crença profundamente defendida, como no caso do naturalismo filosófico, ele enfrenta grande dificuldade em obter financiamento para seus projetos de pesquisa, depositar seus trabalhos em repositórios científicos e, principalmente, em publicar seus resultados em anais de congressos ou em periódicos de alto fator de impacto.

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“Fantástico” tenta desconstruir arca de Noé

         História bíblica vira circo midiático

De vez em quando, a mídia popular secular escancara seus preconceitos, suas contradições e seus paradoxos. A título de comparação, quando a rede Globo de televisão veicula reportagens sobre espiritismo, astrologia e/ou festas católicas que envolvem romarias, adoração de imagens e coisas afins, geralmente o faz em tons positivos, quase com reverência. Certa vez, em um programa matinal, a emissora expôs a fé da apresentadora em sua peregrinação religiosa e em suas demonstrações de penitência. A matéria foi exibida sem críticas, com todo o respeito que, evidentemente, essas coisas merecem. Ocorre que esse respeito e essa “imparcialidade” são relativos, e isso pode ser visto claramente quando o assunto em questão são eventos ou conceitos bíblicos e, pior, quando o tema em pauta é o criacionismo. Aí realmente mudam de tom, deixando claro que preferem respeitar a crença na suposta influência dos astros e dos búzios, nas aparições de supostas almas penadas e na pretensa energia mística de pedaços de madeira, a acreditar que o Universo tenha sido criado pelo Deus da Bíblia e que as histórias de Gênesis sejam factuais.

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Meu Feliz Natal aos leitores de 2016!

“Ele é o Salvador amado,
                  Bem merece o nosso amor.”

“Berço rude, Lhe foi dado,
Mas do Céu Lhe vem louvor” (Melodia tradicional francesa).

Quando não é o berço que “é rude”, é a saúde, o casamento, as relações familiares, as amizades, é a vida de cada ser humano!

No entanto, raciocine comigo: se Jesus é de fato Deus, então Ele não merecia o que recebeu, pois a definição bíblica de Deus é ”perfeição”, fidedignidade e “amor”. Logo, se Ele recebeu o que recebeu, viveu como viveu e morreu como morreu, todas as minhas reivindicações/reclamações caem por terra, sem o menor sentido, não é mesmo? Continue Reading…

Apocalipse – possibilidades (capítulo 1)

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Ap

Texto (ARA, 3ª ed)

Leitura com a fundamentação das possibilidades que tentam alcançar a intenção do profeta João

Leitura enxuta

1.1 Revelação de Jesus Cristo, que Deus lhe deu para mostrar aos seus servos as coisas que em breve devem acontecer e que ele, enviando por intermédio do seu anjo, notificou ao seu servo João, A Trindade[1] deu ao ressurreto Jesus a permissão (ou a função) de entregar a Seus seguidores um vislumbre de acontecimentos futuros. Então, Jesus incumbiu ao anjo Gabriel (?), confira Dn 10.21 e Lc 1.26 e também Smith (1904)[2], de entregar esses vislumbres ao profeta João, A Trindade deu ao ressurreto Jesus a permissão de entregar a Seus seguidores um vislumbre de acontecimentos futuros. Então, Jesus incumbiu ao anjo Gabriel de entregar esses vislumbres ao profeta João,
1.2 o qual atestou a palavra de Deus e o testemunho de Jesus Cristo, quanto a tudo o que viu. e ele recebeu a palavra de Deus (que é o mesmo que o testemunho de Jesus[3], pois Ele é a Palavra ou o Verbo divino, Jo 1.1), e registrou aquilo que lhe foi apresentado em áudio e/ou imagens sobrenaturalmente. e ele recebeu a palavra de Deus, e registrou aquilo que lhe foi apresentado em áudio e imagens sobrenaturalmente.
1.3 Bem-aventurados aqueles que lêem e aqueles que ouvem as palavras da profecia e guardam as coisas nela escritas, pois o tempo está próximo. São e serão felizes[4]: a pessoa que lerá o que escrevi nesta carta para os outros; os seus ouvintes e os que, dentre esses, se comprometerem com os conteúdos, pois o cumprimento dessas profecias relacionadas aos dias que antecedem o retorno do Senhor Jesus ao planeta Terra está chegando. São e serão felizes: a pessoa que lerá o que escrevi nesta carta para os outros; os seus ouvintes e os que, dentre esses, se comprometerem com os conteúdos, pois o cumprimento dessas profecias relacionadas aos dias que antecedem o retorno do Senhor Jesus ao planeta Terra está chegando.
1.4 João, às sete igrejas que se encontram na Ásia, graça e paz a vós outros, da parte daquele que é, que era[5] e que há de vir[6], da parte dos sete Espíritos[7] que se acham diante do seu trono Eu, João, tenho o objetivo primário de escrever para os irmãos das sete igrejas (cf. o verso 11) que se encontram na Ásia[8]. Desejo a vocês a graciosa salvação e a paz que só Deus o Pai – o qual existe, sempre existiu e aparecerá na volta de Jesus [embora essa expressão também possa se referir a Jesus, confira o verso 8 (apesar de nesta pesquisa busque-se a intenção do escritor e não apenas uma boa aplicação de seus escritos), o Messias ou Cristo, o qual sempre existiu como Deus e Anjo[9] antes de Se tornar Homem, e depois ascendeu ao Céu como Deus, Anjo e Homem para continuar Suas funções relacionadas a redenção da humanidade, mas virá assim que concluí-las)], e só o Espírito Santo (Aquele que também é Senhor dos exércitos dos anjos de Deus)[10], que também está junto ao trono, podem dar Eu, João, tenho o objetivo primário de escrever para os irmãos das sete igrejas que se encontram na Ásia. Desejo a vocês a graciosa salvação e a paz que só Deus o Pai – o qual existe, sempre existiu e aparecerá na volta de Jesus, e só o Espírito Santo, que também está junto ao trono, podem dar
1.5 e da parte de Jesus Cristo, a Fiel Testemunha[11], o Primogênito[12] dos mortos e o Soberano dos reis da terra. Àquele que nos ama, e, pelo seu sangue, nos libertou dos nossos pecados, e, além dessas Duas Pessoas divinas, da parte também de Jesus Cristo, Aquele que recebeu da Trindade a permissão (ou função) de revelar a nós Seus seguidores o que em breve há de acontecer, e creio que tudo aquilo que Ele recebeu nos passará fielmente (cf. a nota 11; perceba que, embora essa não tenha sido a intenção de João, o Espírito Santo também pode ser considerado a “Fiel Testemunha” desse versículo, e o Pai da mesma forma); sim, Ele merece a minha confiança, pois também é o principal (e a Causa) dos que já se depararam com a morte e a venceram; e mais, Ele é o Soberano dos reis das nações e não o imperador romano! Jesus, precisamente Aquele que “remove reis e estabelece reis” (Dn 2.21). Sim, eu definitivamente acredito em Seu testemunho porque Ele nos ama, e provou isto em Sua morte na cruz, a qual nos deu alforria da escravidão do pecado,[13] e, além dessas Duas Pessoas divinas, da parte também de Jesus Cristo, Aquele que recebeu da Trindade a permissão de revelar a nós Seus seguidores o que em breve há de acontecer, e creio que tudo aquilo que Ele recebeu nos passará fielmente; sim, Ele merece a minha confiança, pois também é o principal dos que já se depararam com a morte e a venceram; e mais, Ele é o Soberano dos reis das nações e não o imperador romano! Jesus, precisamente Aquele que “remove reis e estabelece reis”. Sim, eu definitivamente acredito em Seu testemunho porque Ele nos ama, e provou isto em Sua morte na cruz, a qual nos deu alforria da escravidão do pecado,
1.6 e nos constituiu reino, sacerdotes para o seu Deus e Pai, a ele a glória e o domínio pelos séculos dos séculos. Amém! e, então, nos transformou em súditos do reino eterno[14], sacerdotes[15] para o Seu Deus (cf. 5.10 e 20.6) e Pai, como Ele dizia (cf. Jo 20.17). Por isso desejo a glória e o domínio eterno somente a Deus (o Pai?). Que assim seja! e, então, nos transformou em súditos do reino eterno, sacerdotes para o Seu Deus e Pai, como Ele dizia. Por isso desejo a glória e o domínio eterno somente a Deus. Que assim seja!
1.7 Eis que vem com as nuvens, e todo olho o verá, até quantos o traspassaram.[16] E todas as tribos da terra se lamentarão[17] sobre ele. Certamente. Amém! E do modo como Jesus ascendeu ao Céu (cf. At 1.9-11) voltará novamente à Terra, envolto em nuvem[18]; e todos os que estiverem vivos naquele dia e momento O verão, inclusive aqueles que O mataram – irão ressuscitar só para vê-Lo[19], como Ele predisse (cf. Mt 26.64). As pessoas que escolheram a Terra como sua origem e seu destino, em vez de Deus, irão se lamentar e muito se entristecerão ao vê-Lo retornando como prometera, sobre as nuvens. Eu acredito que isso irá acontecer desse jeito. Que assim seja! E do modo como Jesus ascendeu ao Céu voltará novamente à Terra, envolto em nuvem; e todos os que estiverem vivos naquele dia e momento O verão, inclusive aqueles que O mataram – irão ressuscitar só para vê-Lo, como Ele predisse. As pessoas que escolheram a Terra como sua origem e seu destino, em vez de Deus, irão se lamentar e muito se entristecerão ao vê-Lo retornando como prometera, sobre as nuvens. Eu acredito que isso irá acontecer desse jeito. Que assim seja!
1.8 Eu sou o Alfa e Ômega[20], diz o Senhor Deus, aquele que é, que era e que há de vir, o Todo-Poderoso. “Eu sou o originador e terminador de tudo”, diz a Trindade[21] (embora João talvez tenha pensado em referir só Deus o Pai), Aquele que existe, sempre existiu e aparecerá na volta de Jesus (cf. v. 4), o Todo-poderoso. “Eu sou o originador e terminador de tudo”, diz a Trindade, Aquele que existe, sempre existiu e aparecerá na volta de Jesus, o Todo-poderoso.
1.9 Eu, João, irmão vosso e companheiro na tribulação, no reino e na perseverança, em Jesus, achei-me na ilha chamada Patmos, por causa da palavra de Deus e do testemunho de Jesus. Eu, João, irmão (em Cristo) de vocês a quem escrevo, e coparticipante com vocês dos sofrimentos infligidos pelos judeus religiosos e romanos pagãos contra os seguidores de Jesus, mas, assim como vocês, também me mantenho no reino que recebemos por meio de Jesus, com constância e comprometimento. Fui lançado pelos romanos na pequena ilha-cárcere de Patmos, pois eu não parava de levar Jesus e Seus ensinamentos (cf. 1.2, nota de rodapé 3) a tantas quantas pessoas eu conseguia e, por causa disso, fui aprisionado. Eu, João, irmão (em Cristo) de vocês a quem escrevo, e coparticipante com vocês dos sofrimentos infligidos pelos judeus religiosos e romanos pagãos contra os seguidores de Jesus, mas, assim como vocês, também me mantenho no reino que recebemos por meio de Jesus, com constância e comprometimento. Fui lançado pelos romanos na pequena ilha-cárcere de Patmos, pois eu não parava de levar Jesus e Seus ensinamentos a tantas quantas pessoas eu conseguia e, por causa disso, fui aprisionado.
1.10 Achei-me em espírito[22], no dia do Senhor, e ouvi, por detrás de mim, grande voz, como de trombeta, Recebi uma visão divina num sábado, o dia do Senhor Jesus[23], e nela ouvi uma voz que falava comigo, vinda de alguém atrás de mim; o som era extraordinário e o comparo ao sonido da trombeta, Recebi uma visão divina num sábado, o dia do Senhor Jesus, e nela ouvi uma voz que falava comigo, vinda de alguém atrás de mim; o som era extraordinário e o comparo ao sonido da trombeta,
1.11 dizendo: O que vês escreve em livro e manda às sete igrejas: Éfeso, Esmirna, Pérgamo, Tiatira, Sardes, Filadélfia e Laodicéia. e a voz me disse: as cenas que você vê, descreva-as do seu jeito e envie tudo o que escrever para aquelas sete igrejas na Ásia, a saber: Éfeso, Esmirna, Pérgamo, Tiatira, Sardes, Filadélfia e Laodicéia. e a voz me disse: as cenas que você vê, descreva-as do seu jeito e envie tudo o que escrever para aquelas sete igrejas na Ásia, a saber: Éfeso, Esmirna, Pérgamo, Tiatira, Sardes, Filadélfia e Laodicéia.
1.12 Voltei-me para ver quem falava comigo e, voltado, vi sete candeeiros de ouro Quando virei para saber quem era que falava comigo eu vi sete candeeiros de ouro[24] Quando virei para saber quem era que falava comigo eu vi sete candeeiros de ouro
1.13 e, no meio dos candeeiros, um semelhante a filho de homem[25], com vestes[26] talares e cingido, à altura do peito, com uma cinta de ouro. e, entre os candeeiros (no centro?), eu avistei uma pessoa humana (que me lembrou o Filho do homem?), com roupa até os pés, vestes de sacerdote[27] inclusive com o cinto logo abaixo do peito, também de ouro. e, entre os candeeiros, eu avistei uma pessoa humana, com roupa até os pés, vestes de sacerdote inclusive com o cinto logo abaixo do peito, também de ouro.
1.14 A sua cabeça[28] e cabelos eram brancos[29] como alva lã, como neve; os olhos, como chama de fogo[30]; A cabeça e os cabelos daquela pessoa eram brancos e os comparo ao que eu conheço com essa cor: lã e neve bem branquinhas! Já os seus olhos eu os comparo as chamas do fogo; A cabeça e os cabelos daquela pessoa eram brancos e os comparo ao que eu conheço com essa cor: lã e neve bem branquinhas! Já os seus olhos eu os comparo as chamas do fogo;
1.15 os pés, semelhantes ao bronze polido[31], como que refinado numa fornalha; a voz[32], como voz de muitas águas[33]. já os seus pés são como uma peça de bronze bem polido, que foi refinado em fornalha; e a sua voz que escutei eu comparo com o som de muitas águas jorrando. já os seus pés são como uma peça de bronze bem polido, que foi refinado em fornalha; e a sua voz que escutei eu comparo com o som de muitas águas jorrando.
1.16 Tinha na mão direita sete estrelas, e da boca saía-lhe uma afiada espada de dois gumes[34]. O seu rosto[35] brilhava como o sol na sua força. Ele tinha em sua mão direita sete estrelas como as do céu à noite, e eu vi saindo de sua boca uma espada afiada que cortava nas duas laterais. O rosto dele brilhava tanto como o sol no momento de sua maior força. Ele tinha em sua mão direita sete estrelas como as do céu à noite, e eu vi saindo de sua boca uma espada afiada que cortava nas duas laterais. O rosto dele brilhava tanto como o sol no momento de sua maior força.
1.17 Quando o vi, caí a seus pés como morto. Porém ele pôs sobre mim a mão direita, dizendo: Não temas; eu sou o primeiro e o último Após contemplá-lo, imediatamente fiquei inconsciente e caí como se tivesse morrido diante dele (do mesmo modo como ocorreu com os profetas Ezequiel e Daniel[36]). Daí ele me tocou com a mão direita e disse: “Não fique com medo apesar de Minha glória resplendente e da reação de seu organismo! Eu sou o originador e terminador de tudo Após contemplá-lo, imediatamente fiquei inconsciente e caí como se tivesse morrido diante dele. Daí ele me tocou com a mão direita e disse: “Não fique com medo apesar de Minha glória resplendente e da reação de seu organismo! Eu sou o originador e terminador de tudo
1.18 e aquele que vive; estive morto, mas eis que estou vivo pelos séculos dos séculos e tenho as chaves da morte e do inferno. e Aquele que está vivo, muito embora Eu tenha morrido, mas voltei à vida eterna, e possuo o controle da morte, podendo abrir a  sepultura e trazer à vida quem Eu quiser. e Aquele que está vivo, muito embora Eu tenha morrido, mas voltei à vida eterna, e possuo o controle da morte, podendo abrir a  sepultura e trazer à vida quem Eu quiser”.
1.19 Escreve, pois, as coisas que viste, e as que são, e as que hão de acontecer depois destas. Por gentileza, descreva o conteúdo que já lhe foi apresentado e o que você está vendo agora, e continue a anotar o que virá depois destas cenas. Por gentileza, descreva o conteúdo que já lhe foi apresentado e o que você está vendo agora, e continue a anotar o que virá depois destas cenas.
1.20 Quanto ao mistério das sete estrelas que viste na minha mão direita e aos sete candeeiros de ouro, as sete estrelas são os anjos das sete igrejas, e os sete candeeiros são as sete igrejas. E já vou lhe adiantar alguns significados: com relação às sete estrelas que você viu em Minha mão direita, isto é um símbolo dos sete mensageiros das sete igrejas que lhe mencionei, os quais receberão o conteúdo que você está anotando; e quanto aos sete candeeiros no meio dos quais estou são as próprias igrejas”. E já vou lhe adiantar alguns significados: com relação às sete estrelas que você viu em Minha mão direita, isto é um símbolo dos sete mensageiros das sete igrejas que lhe mencionei, os quais receberão o conteúdo que você está anotando; e quanto aos sete candeeiros no meio dos quais estou são as próprias igrejas”.

 

Referências:

SMITH, URIAH. Thoughts on Daniel and the Revelation, the response of history to the voice of prophecy Review and Herald Publishing Company, Batle creeck, Michigan, 1904. Disponível em: <http://www.champs-of-truth.com/books/dr/index.htm>. Acesso em: nov. 2016.

 

[1] João acreditava na Trindade? Ele tinha conhecimento dessa crença? Talvez não fosse sua intenção apontar para a Divindade trina aqui, ao se referir a Deus. Talvez ele se referiu apenas ao Pai (como parece acontecer no verso 6b). No entanto, parece-me que o Cristo cria na Trindade, e se isto for verdade, independentemente da intenção do profeta-escritor, ao mencionarmos a Trindade aqui elevamos o texto a um ponto de vista transcendental. Confira o livro “JAVÉ” de 2009, disponível em: <http://blogdoprofh.com/2012/08/03/jave-o-livro/>. Acesso em: nov. 2016.   

 

[2] No pdf em português (Considerações sobre Daniel & Apocalipse, 2014, disponível em <http://centrowhite.org.br/files/ebooks/apl/portugues/Smith/Daniel%20e%20Apocalipse.pdf>, acesso em: 18 nov. 2016), confira a página 216.

 

[3] João equipara as Escrituras veterotestamentárias à palavra de Jesus em seu evangelho (cf. Jo 2.22). Aqui, creio que ele faz o mesmo. Assim sendo, assim como a expressão “palavra de Deus” denota/conota revelação sobrenatural divina dada ao portador do dom profético (p. ex., 1° Rs 18.31 e  Lc 3.2), segue que a expressão joanina “testemunho de Jesus” é sinônima da anterior, preservando seu significado. Não se trata de um testemunho no sentido comum, mas de uma revelação divina. Seria essa também a intenção de João nessa passagem?

 

[4] Primeira de sete bem-aventuranças contidas no livro. A segunda está em Ap 14.13.

[5] Compare com 11.17 e 16.5.

 

[6] Confira a mesma expressão em 1.8 e 4.8.

 

[7] Confira a mesma expressão em 4.5 e 5.6.

 

[8] Veja no mapa a proximidade entre a ilha de Patmos (cativeiro romano do profeta João) e essas sete regiões: <https://pt.wikipedia.org/wiki/Sete_igrejas_do_Apocalipse>. Acesso em: dez. 2016.

 

[9] Sobre as três naturezas de Jesus Cristo, estude o artigo “Jesus Cristo – JAVÉ, Anjo, Arcanjo, Miguel e Príncipe”, disponível em: <http://blogdoprofh.com/2011/07/17/jesus-cristo-jave-anjo-arcanjo-miguel-e-principe/>. Acesso em: 

 

[10] Se Jesus é o arcanjo (1 Ts 4.16) Miguel, “o grande príncipe” (Dn 12.1) ou o Comandante, tanto dos soldados humanos como dos anjos (ou “espíritos ministradores”, Hb 1.14), “do exército do SENHOR“ (Js 5.14,14), ao assumir Sua terceira natureza, a humana, seria o caso de o Espírito Santo ter assumido essa função (originalmente) de Jesus? Se Jesus é também o “SENHOR [YHWH], o Deus dos exércitos” (Os 12.4,5), já que, partindo da hipótese de que Ele é o arcanjo [ἀρχάγγελος, lê-se “ar-khang’-el-os”, ou seja, anjo chefe] Miguel, então Miguel também é o anjo do Sinai (At 7.38) que também é Deus (Gn 31.11-13) e “SENHOR” (Lv 7.38 e Zc 3), e assim sendo, poderíamos conjecturar que o Espírito Santo, o “outro Consolador [παράκλητος, lê-se: “par-ak’-lay-tos”, ou seja, ajudador, intercessor, consolador]” (Jo 14.16, grifo nosso), também pode receber o título/a função de SENHOR dos exércitos dos anjos? É uma possibilidade não esclarecida no Apocalipse nem nos outros 67 livros bíblicos, no entanto é uma explicação (correta ou incorreta). Caso essa possibilidade seja verdadeira, o fato de Jesus ter igualado o Espírito Santo (ou de Deus ou do SENHOR) a Sua Pessoa (Jo 14.16 e 1 Jo 2.1, p. ex.) torna correta nossa explicação, pois os sete espíritos de Ap 1.4, 4.5 e 5.6, podem se referir tanto à Pessoa do Espírito Santo como aos anjos por Ele comandados. Mas, há também a possibilidade de o Senhor Espírito ser Senhor dos anjos desde sempre e não apenas a partir da encarnação de Jesus, já que além de Jesus ter essa função, Zc 13.7 (p. ex.) parece apontar para o Pai. Essa teoria também explicaria a íntima e indissociável parceria entre o Cordeiro (Jesus, cf. Jo 1.29) e Seus sete olhos “que são os sete Espíritos de Deus enviados por toda a terra” (Ap 5.6), além de inferir a possibilidade de o trono do Pai e do Cordeiro ser também o do Espírito Santo (cf. 4.5). Conclusão: caso essa teoria esteja correta, a pessoa divina do Espírito Santo e Seus anjos podem estar sendo mencionados, sem perda nem ganho (pois Um é Comandante e os outros são Seus comandados-representantes), nos textos que mencionam “os sete espíritos” (compare com Ap 3.1 e 8.2). E por que “sete” e não apenas um Espírito de Deus? A quantidade sete, assim como, a maior fatia do Apocalipse, é derivada do AT. E como o objetivo do profeta era instruir as sete igrejas, as quais se tornaram (como veremos) símbolos de toda a história da igreja cristã desde a primeira vinda de Jesus até Sua segunda vida (isto é, a quantidade sete é usada como metáfora de algo pleno e completo), faz sentido uma quantidade simbólica plena que abranja essas igrejas representativas de toda a história da igreja cristã (p. ex. 100% do Espírito envolvido; mas como Ele é Deus, restam tantos 100% quantos forem necessários para Ele atuar onde quer que seja), de modo que os outros setes do Apocalipse, alguns deles retirados explicitamente do AT (“sete candeeiros”, p. ex.), parecem seguir essa ideia. Os próprios setes do AT apontam nessa direção: sete pessoas foram salvas com a pregação de Noé; sete foram os dias nos quais Israel rodeou as muralhas de Jericó; sete foram os povos destruídos por Deus para que Seu povo recebesse Canaã como herança; sete mil pessoas não haviam se contaminado com o culto a Baal na época de Elias, e etc. Os judeus estudiosos demonstraram estar familiarizados com esse sentido do número sete, ao tempo do primeiro advento (cf. Lc 20.31-33). O Senhor Jesus também ao usar o sete num contexto de plenitude positiva e negativa (como ocorre no Apocalipse): “Se, por sete vezes no dia, pecar contra ti e, sete vezes, vier ter contigo, dizendo: Estou arrependido, perdoa-lhe”. “Então, vai e leva consigo outros sete espíritos, piores do que ele, e, entrando, habitam ali; e o último estado daquele homem se torna pior do que o primeiro” (Lc 17.4 e 11.26, grifos nossos).

 

[11] Neemias 9.29-33: “Testemunhaste contra eles, para que voltassem à tua lei; porém eles se houveram soberbamente e não deram ouvidos aos teus mandamentos, mas pecaram contra os teus juízos, pelo cumprimento dos quais o homem viverá; obstinadamente deram de ombros, endureceram a cerviz e não quiseram ouvir. No entanto, os aturaste por muitos anos e testemunhaste contra eles pelo teu Espírito, por intermédio dos teus profetas; porém eles não deram ouvidos; pelo que os entregaste nas mãos dos povos de outras terras. Mas, pela tua grande misericórdia, não acabaste com eles nem os desamparaste; porque tu és Deus clemente e misericordioso. Agora, pois, ó Deus nosso, ó Deus grande, poderoso e temível, que guardas a aliança e a misericórdia, não menosprezes toda a aflição que nos sobreveio, a nós, aos nossos reis, aos nossos príncipes, aos nossos sacerdotes, aos nossos profetas, aos nossos pais e a todo o teu povo, desde os dias dos reis da Assíria até ao dia de hoje. Porque tu és justo em tudo quanto tem vindo sobre nós; pois tu fielmente procedeste, e nós, perversamente” (grifos nossos).

 

[12] Confira os seguintes textos que relacionam o costume da primogenitura hebréia com a vinda do Primogênito divino de Deus e a salvação dos primogênitos da humanidade (perceba, inicialmente, com Jr 31.9, p. ex., que o primogênito não é necessariamente o primeiro mas o principal dos filhos, dentro de um contexto): Cl 1.18; Rm 8.29; Sl 89.27; Cl 1.15; Hb 1.6 e 12.23.

 

[13] Cf. Rm 6.

 

[14] “Foi-lhe dado [a Jesus] domínio, e glória, e o reino, para que os povos, nações e homens de todas as línguas o servissem; o seu domínio é domínio eterno, que não passará, e o seu reino jamais será destruído […] os santos do Altíssimo receberão o reino e o possuirão para todo o sempre, de eternidade em eternidade […] até que veio o Ancião de Dias e fez justiça aos santos do Altíssimo; e veio o tempo em que os santos possuíram o reino” (Dn 7.14, 18 e 22, grifos nossos).

 

[15] “Agora, pois, se diligentemente ouvirdes a minha voz e guardardes a minha aliança, então, sereis a minha propriedade peculiar dentre todos os povos; porque toda a terra é minha; vós me sereis reino de sacerdotes e nação santa”. “Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz; vós, sim, que, antes, não éreis povo, mas, agora, sois povo de Deus, que não tínheis alcançado misericórdia, mas, agora, alcançastes misericórdia. Amados, exorto-vos, como peregrinos e forasteiros que sois, a vos absterdes das paixões carnais, que fazem guerra contra a alma, mantendo exemplar o vosso procedimento no meio dos gentios, para que, naquilo que falam contra vós outros como de malfeitores, observando-vos em vossas boas obras, glorifiquem a Deus no dia da visitação” (Êx 19.5,6 e 1ª Pe 2.9-12, grifos nossos).

 

[16] “Cães me cercam; uma súcia de malfeitores me rodeia; traspassaram-me as mãos e os pés”. “Mas ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados”. “E sobre a casa de Davi e sobre os habitantes de Jerusalém derramarei o espírito da graça e de súplicas; olharão para aquele a quem traspassaram; pranteá-lo-ão como quem pranteia por um unigênito e chorarão por ele como se chora amargamente pelo primogênito.” (Sl 22.16, Is 53.5 e Zc 12.10; grifos nossos). Confira o significado de traspassar em Jz 5.26, 1° sm 31.4, 2° Sm 18.14, 2° Rs 18.21 e Jó 36.12, e compare-o com Jo 19.34-37.

 

[17] “Então, aparecerá no céu o sinal do Filho do Homem; todos os povos da terra se lamentarão e verão o Filho do Homem vindo sobre as nuvens do céu, com poder e muita glória”. “Ai de vós, os que estais agora fartos! Porque vireis a ter fome. Ai de vós, os que agora rides! Porque haveis de lamentar e chorar”. “Ora, chorarão e se lamentarão sobre ela os reis da terra, que com ela se prostituíram e viveram em luxúria, quando virem a fumaceira do seu incêndio” (Mt 24.30, Lc 6.25 e Ap 18.9; grifos nossos).

 

[18] Jesus Cristo foi assunto ao Céu de modo visível, audível e, portanto, público. Muitos testemunharam esse momento (cf. 1ª Co 15.6), de modo que não houve discrição em Seu retorno ao Céu, muito menos mistério ou arrebatamento secreto ao Céu.

 

[19] Jesus não foi o primeiro profeta a predizer isso: o profeta Daniel, no cativeiro babilônico, o fez em Dn 12.1 e 2. O profeta Zacarias, após o cativeiro babilônico, o fez em Zc 12.10. Jesus Cristo profetizou essa ressurreição prévia de acordo com Mateus (26.64 ) e Marcos (14.62).

[20] Confira a mesma expressão em Ap 21.6 e 22.13. Compare com a expressão sinônima “Primeiro e Último” de Isaías 41.4, 44.6 e 48.12, e do próprio João em Ap 1.17.

 

[21] Jesus parece receber esse título de acordo com Ap 1.17, 22.12 e 13. Aliado a esses textos, nos evangelhos e em algumas cartas, Jesus Se iguala ao Pai em natureza e capacidade (embora noutras passagens Ele Se posiciona funcionalmente abaixo do Pai, numa subordinação apenas funcional, não absoluta). Ele é o Eu Sou de Êxodo 3 (Jo 8.58). Ele e o Pai são Um (Jo 10.30; 5.18). Ele entregou Sua a vida voluntariamente e a retomou sem ajuda (Jo 10.17,18; 2.19; 11.25). Tomé O chamou de Deus (Jo 20.28). Paulo também (Rm 9.5 e Tt 2.13). E Pedro também O chamou “Deus” (2ª Pe 1.1). Ou seja, o título pantokrator (no grego) que João atribuiu nesse versículo talvez somente ao Pai, pode ser atribuído a Jesus sem perda nem ganho de significados. O mesmo parece ocorrer com a Pessoa do Espírito Santo, por causa de Jesus compará-Lo a Si em João 14.16 (cf. 1.4, nota de rodapé n° 10). Quero dizer, se Jesus é Todo-poderoso, então o Espírito Santo também o é. Além dessa evidência concreta, encontro uma talvez taõ concreta quanto no AT. Comparando os textos dos profetas Sofonias e Ageu que seguem, vem a indagação: o Espírito e o Rei YHWH habitavam juntos no meio do povo de Israel ou o Espírito era o próprio Rei YHWH? “O SENHOR [YHWH] afastou as sentenças que eram contra ti e lançou fora o teu inimigo. O Rei de Israel, o SENHOR, está no meio de ti; tu já não verás mal algum.”; “porque eu sou convosco, diz o SENHOR dos Exércitos; segundo a palavra da aliança que fiz convosco, quando saístes do Egito, o meu Espírito habita no meio de vós; não temais” (Sf 3.15 e Ag 2.4,5; grifos nossos). Assim, a inferência da Trindade nesse texto tem fundamento, embora talvez não tenha sido essa a intenção do escritor.

[22] A mesma expressão ocorre em 4.2, 17.3 e 21.10.

 

[23] Estaria João querendo dizer que a visão por ele recebida foi no dia que o Senhor (Jesus) quis enviá-la a ele? Ou no dia em que Jesus retornaria à Terra? Ou sua intenção foi expressar-se de acordo com os ensinamentos de Jesus, de que Ele era Senhor do sábado (Mc 2.28)? Optei pela segunda hipótese, por fazer mais sentido (existiria uma quarta hipótese razoável ou até mais?) em relação às duas primeiras. João escreveu em seu evangelho sobre Jesus, o sábado e os judeus religiosos, assim como os outros evangelistas, mas ele foi o único que mencionou: “Por isso, pois, os judeus ainda mais procuravam matá-lo, porque não somente violava o sábado, mas também dizia que Deus era seu próprio Pai, fazendo-se igual a Deus”. “Por isso, alguns dos fariseus diziam: Esse homem não é de Deus, porque não guarda o sábado” (Jo 5.18 e 9.14 grifos nossos). Talvez a noção joanina de guarda do sábado tenha sido mudada pela noção de Jesus a respeito desse assunto. Ele escreveu que os “guardadores” do sábado judeus acusavam Jesus de não guardar o sábado (de acordo com a noção deles) e mesmo assim Se anunciava igual a Deus, o que para eles era uma contradição e evidência da não divindade (e portanto, blasfêmia) de Jesus. Mas, João viu como era a noção de Jesus quanto à santificação ou guarda do sábado. João escreveu que Jesus guardava o sábado (Jo 15.10), e se Ele era Deus (e João acreditava nisso), então a Sua maneira de guardar o sábado era a correta, era a original, aquela que Ele como Criador ou Senhor do sábado havia ensinado ao primeiro casal, mas que foi distorcida com o passar do tempo, tendo se tornado um enorme fardo (cp. Mt 23.3,4) ao tempo da primeira vinda de Cristo (e como muitos dos líderes religiosos judeus não criam na divindade de Jesus, isto é, que Ele era o Messias, viam em Sua noção da guarda do sábado um fundamento para essa descrença). Assim como em todos os demais temas, Jesus ensinou a interpretação original, o significado verdadeiro da guarda do sábado e isso João não esqueceu ao ponto de chamar o sábado de dia do Senhor (Jesus). Creio que a intenção do profeta nessa expressão é algo próximo disso (ignorei a versão romanista, católica, dessa expressão, “no domingo”, pois é uma distorção bíblica, não merecendo sequer o status de hipótese. Que meus amados irmãos católicos reconheçam a veracidade do que lhes digo, e concedam a Jesus o senhorio e não às tradições).

 

[24] “Farás também um candelabro de ouro puro; de ouro batido se fará este candelabro; o seu pedestal, a sua hástea, os seus cálices, as suas maçanetas e as suas flores formarão com ele uma só peça. Também lhe farás sete lâmpadas, as quais se acenderão para alumiar defronte dele” (Êx 25.31, 37; grifos nossos). O candelabro visto por João aparentemente difere do candelabro do Santuário que Deus pedira a Moisés para construir, com relação às lâmpadas. Ao que parece, no verso seguinte (v. 13), elas não estavam fixadas formando uma só peça, mas como soltas/espalhadas formando um candelabro estilizado, ou melhor, uma vez que Moisés viu o original no monte (v. 40) e construiu com o povo de Israel cópias do que vira, talvez o candelabro em peça única seja a cópia daquilo que João viu.

 

[25] Cp. Ez 2.26; Dn 10.5.

 

[26] Idem.

 

[27] Cf. Êx 28.2, 8, 40, 41-43. Cp. Lc 20.46,47.

 

[28] Cp. Dn 10.6.

 

[29] Cp. Dn 7.9.

 

[30] Cp. Dn 10.6.

 

[31] Idem.

 

[32] Já o profeta Daniel a comparou com voz de “muita gente” (Dn 10.6).

 

[33] Cp. Ez 1.24; 43.2; Ap 19.6.

 

[34] Cp. Hb 4.12 e Ap 2.12.

 

[35] Cp. Ez 2.26 e Dn 10.6.

 

[36] Cf. Ez 1.28-2.2 e Dn 10. Êx 33.20.