A Trindade: por que é importante?

Não me lembro de ter ouvido um sermão sobre a Trindade em minha infância ou adolescência. Na verdade, eu nunca tive nenhuma discussão prolongada sobre essa doutrina, senão em meu último ano da faculdade de teologia. Num seminário sobre a Doutrina de Deus, o professor nos levou a uma discussão detalhada da história dessa doutrina e suas bases bíblicas. Mas, devo confessar que tudo me pareceu um pouco enigmático e impraticável. Minha trajetória teológica, porém, iria pouco a pouco se transformar numa

É possível compreendê-la!

É possível compreendê-la!

preocupação que agora se tornou paixão. Minha indiferença transformou-se na convicção definida de que a doutrina da Trindade é a declaração teológica central do pensamento e prática cristãos. Na verdade, longe de ser um mistério irrelevante, ela expressa a essência daquilo que os cristãos desejam confessar acerca da natureza de Deus e Seu propósito para a felicidade humana.

Pensar em teologia envolve dois passos básicos: Primeiro, o “quê” da doutrina. A fase “quê” envolve duas facetas importantes: (1) afirmar claramente a doutrina; e (2) avaliar a base bíblica para o seu ensino. Segundo, as reflexões sobre o “e então?” Essa fase procura clarificar pontos tais como as implicações teológicas e práticas da doutrina – especialmente sua coerência com outros ensinos cristãos, e a questão da salvação pessoal ou reconciliação com Deus.

O “quê” da Trindade A crença fundamental adventista do sétimo dia de número dois define a doutrina da seguinte forma: “Há um só Deus: Pai, Filho e Espírito Santo, uma unidade de três Pessoas coeternas”.1No que tange a essa declaração, tanto a igreja cristã primitiva quanto o movimento adventista do sétimo dia tiveram que lidar com vários desafios. A questão de Deus o Pai nunca foi controversa, em virtude da longa tradição do ensino cristão ortodoxo. Enquanto a vasta maioria dos cristãos afirma a eterna divindade do Pai, sempre existiram controvérsias em torno das questões acerca da completa e eterna divindade do Filho, a personalidade do Espírito Santo e a profunda unidade do Trio. O espaço não nos permite uma discussão pormenorizada da evidência bíblica em prol da unidade triúna de Deus, mas se pudermos estabelecer a plena divindade do Filho e do Espírito, parece lógico que haverá uma profunda unidade com o Pai. Assim, os cristãos têm confessado que há um Deus (monoteísmo) que Se manifesta em amor como uma unidade tri-pessoal (não três Deuses, ou triteísmo).

A plena divindade do Filho Basicamente há três tipos fundamentais de evidências bíblicas que mostram que Jesus era inerentemente divino, tendo a mesma natureza e substância do Pai.2

1. Jesus é expressamente chamado de Deus no Novo Testamento. Hebreus 1 compara Jesus com os anjos. Nos versos 7 e 8, o autor diz que enquanto Deus fez os anjos como “ventos, e a Seus ministros como labaredas de fogo” (verso 7, ARA), acerca do Filho diz: “O Teu trono, ó Deus, é para todo o sempre” (vs. 8, ARA). O versículo 8 é uma das sete vezes em que a palavra grega theos (“Deus”) é diretamente usada com relação a Jesus no Novo Testamento (as outras seis são João 1:1, 18; 20:28; Romanos 9:5; Tito 2:13; e II Pedro 1:1).

Sejamos bem claros quanto ao que os escritores do Novo Testamento, especialmente o autor de Hebreus, estão dizendo nesses versos. Eles estão se referindo a Jesus como “Deus”, e em Hebreus, o escritor está interpretando o Antigo Testamento mediante a aplicação do Salmo 45:6 a Jesus que originalmente se referia a Deus, o Pai.

2. Jesus aplica a Si mesmo títulos e atribuições divinos. O exemplo mais singular é encontrado em João 8:58: “Respondeu Jesus: Eu lhes afirmo que antes de Abraão nascer, Eu Sou!” (NVI). Muito simples: o que Jesus estava dizendo é que Ele não era outro senão o Deus do Êxodo, e fez isso aplicando a passagem de Êxodo 3:14 a Si mesmo: “Disse Deus a Moisés: Eu Sou o que Sou” (NVI).

Além disso, esse “Deus” que fala em Êxodo 3:14 prossegue e esclarece Sua identidade: “O Senhor, o Deus dos seus antepassados, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque, o Deus de Jacó” (verso 15, NVI). Em outras palavras, Jesus não apenas reivindicou ser o Deus do Êxodo, mas também o “Senhor” (Yahweh) dos patriarcas. Não nos surpreende que os fariseus “apanharam pedras para apedrejá-Lo” (João 8:59, NVI) – a punição prevista no Antigo Testamento para blasfêmia (veja João 5:17, onde Jesus diz a mesma coisa).

3. A aplicação dos nomes divinos a Jesus pelos escritores do Novo Testamento. Em Hebreus 1:10-12, a Inspiração atribui o supremo título do Deus do Antigo Testamento (JHWH ouYahweh) a Jesus. O autor de Hebreus faz isso ao aplicar o Salmo 102:25-27 a Cristo. Isso não é incomum entre os escritores do Novo Testamento, mas o que chama a atenção nessa aplicação é que esse Salmo originalmente se refere ao “Senhor” (Yahweh) do Antigo Testamento. Assim, o autor do Novo Testamento se sente muito à vontade ao aplicar a Jesus passagens que originalmente se referiam ao auto-existente Deus de Israel. A clara implicação é que Jesus é o “Senhor” Jehovah (JHWH) do Antigo Testamento. Apocalipse 1:17 descreve o uso semelhante de um título do Antigo Testamento – “o Primeiro e o Último.”

A plena divindade do Espírito Santo As Escrituras fornecem inúmeras linhas de evidência que testificam da natureza divina do Espírito. A mais significativa vem do livro de Atos, na trágica história de Ananias e Safira. Esse casal, às escondidas, voltou atrás nos votos sagrados que havia feito a Deus. Quando eles vieram publicamente depositar a oferta parcial aos pés dos apóstolos, eles caíram mortos repentinamente. Pedro explicou de forma bem objetiva o que haviam feito: Vocês mentiram ao Espírito Santo. A isso se seguiu a impressionante revelação de que eles não haviam mentido aos homens, “mas a Deus” (Atos 5:3-4). A implicação óbvia é que o Espírito Santo é um ser divino.

A próxima linha de evidência é encontrada nas muitas passagens que descrevem a obra do Espírito em termos daquilo que é exclusivo de Deus. O mais claro exemplo está em I Coríntios 2:9-11. Paulo declara que seus leitores podem ter algum conhecimento daquilo “que Deus preparou para aqueles que O amam” (vs. 9, NVI). E como tal conhecimento é possível? “Deus o revelou a nós por meio do Espírito” (vs. 10). E como é que o Espírito está a par desse conhecimento? “O Espírito sonda todas as coisas, até mesmo as coisas mais profundas de Deus. Pois quem conhece os pensamento do homem, a não ser o espírito do homem que nele está? Da mesma forma, ninguém conhece os pensamentos de Deus, a não ser o Espírito de Deus” (vss. 10-11, NVI).

O que essa passagem sugere é o seguinte: Se alguém deseja saber “o que é verdadeiramente humano”, deve conseguir tal informação de um ser humano. Aquilo, porém, que é verdade no nível humano, muito mais o é no divino: “Da mesma forma, ninguém conhece os pensamentos de Deus, a não ser o Espírito de Deus” (vs. 10). Apenas um Ser divino pode verdadeiramente conhecer o que se passa na mente e no coração de outro Ser divino.

O “e então?” da Trindade Qual é o significado do “e então?” da plena divindade do Filho e do Espírito? Antes de abordar essa importante questão, precisamos lidar com um ponto que incomoda a muitos: a aparente falta de lógica na confissão de que três são iguais a um. Esse ponto incomoda especialmente a mente racionalista de muitos estudantes universitários no Ocidente e nossos amigos muçulmanos fortemente monoteístas.

A objeção lógica. Millard Erickson sugere que a razão humana não pode tolerar a estranha matemática trinitariana na qual “três = um.” Se você for a um supermercado, pegar três pães e tentar persuadir o caixa de que eles são na verdade um e que você não tem que pagar senão apenas o valor de um, o caixa poderá ser tentado a chamar imediatamente os seguranças.3

A primeira resposta à lógica do pensamento trinitariano é admitir que estamos lidando com o mais profundo dos mistérios. Sabemos que em relacionamentos de amor parece desenvolver-se uma profunda unidade social e emocional. Diríamos então que os relacionamentos de amor são totalmente ilógicos e incoerentes? Penso que não. E essa parece ser a melhor maneira de explicar o mistério da Trindade e Sua unidade plural.

Outra vez Erickson sabiamente indica o caminho para uma resposta aceitável: “Nós, portanto, sugerimos pensar na Trindade como uma sociedade de pessoas que, contudo, são um só Ser. Conquanto essa sociedade de pessoas tenha dimensões que não encontramos entre seres humanos quanto ao seu inter-relacionamento, existem alguns paralelos que ajudam a esclarecer o assunto. Amor é o relacionamento aglutinante dentro da Divindade, que une cada uma das pessoas às outras.”4

Erickson, então, naturalmente apela para I João 4:8, 16: “Deus é amor.” Compreendemos realmente as profundezas dessa declaração inspirada que é tão desconcertante em sua simplicidade? Gostaria de sugerir que essas três palavras têm uma profunda contribuição a fazer à nossa compreensão de um Deus que preexistiu eternamente em estado de “unidade” trinitariana. “A declaração ‘Deus é amor’ não é uma definição de Deus, nem sequer a declaração de um atributo entre outros. Ela é uma caracterização bem básica de Deus.”5

Para os cristãos trinitarianos, a pergunta fundamental acerca de Deus está direta e completamente relacionada com a questão do Seu amor. E se Deus não for “amor” no âmago de Seu ser, então qualquer questão acerca de Sua natureza imediatamente se torna irrelevante do ponto de vista bíblico. Nós, contudo, pensamos que o amor é a caracterização mais fundamental de Deus. Se Deus é verdadeiramente, na Sua essência, o Deus de “amor” (João 3:16; I João 4:8), então temos que considerar algumas implicações.

Pode Alguém que existe desde a eternidade e que nos fez à Sua imagem de amor, ser realmente chamado amor se Ele existir tão-somente como um ser solitário ou unitário? Não é o amor, especialmente o amor divino, possível apenas se Aquele que fez nosso Universo for um ser plural que estava exercitando amor dentro de Sua pluralidade divina (trinitária) desde toda a eternidade passada? Não é o amor verdadeiro e altruísta possível apenas se ele proceder de um tipo de Deus que, por natureza, sempre será um Deus de amor como uma Trindade social?

Sinto-me fortemente inclinado a afirmar que Deus é uma Trindade de amor e que Seu amor encontrou a revelação mais profunda na obra criadora, e na encarnação, vida, morte e ressurreição do plenamente divino Filho de Deus. A unidade trinitária de Deus, por fim, não é ilógica. Na verdade, ela é a fonte da única lógica que faz sentido absoluto – um amor que se auto-sacrifica, que é mutuamente submisso e um eterno canal da graça de poder criador e redentor.

Tal amor infinito, porém, deve ser comunicado de forma prática a seres humanos finitos e pecadores. E é aqui que o “e então?” da plena divindade do Filho e do Espírito exerce um papel dramático na criação e na redenção.

Implicações da divindade de Cristo Primeiro, antes que a Trindade pudesse fazer com que a vida e a morte salvíficas de Cristo de fato gerassem a salvação de pecadores, havia a necessidade urgente de revelar aos seres humanos alienados pelo pecado como Deus realmente é. E o único Ser que poderia oferecer tal surpreendente revelação da natureza divina era Deus mesmo. E essa foi a missão primária de Jesus, o divino Filho de Deus.

Agora, em se tratando realmente da provisão para a salvação, especialmente em Sua morte expiatória, apenas Alguém que é igual a Deus, por meio de Espírito Santo, seria poderoso o bastante para recriar seres humanos deformados pelo pecado à semelhança do caráter divino. Em outras palavras, apenas o divino Filho poderia gerar a conversão ou o novo nascimento, e ocasionar a mudança de caráter que faz com que o homem reflita a semelhança divina. Resumindo: apenas o Filho, que é o amor encarnado, poderia manifestar e produzir tal amor transformador.

A plena divindade do Espírito Como acontece com a divindade do Filho, as implicações teológicas da divindade do Espírito derivam dos pontos relacionados à intenção de Deus de redimir a humanidade pecadora.

Com toda a certeza, se Aquele que é igual ao Pai em natureza e caráter podia oferecer um sacrifício efetivo pelo pecado, então, da mesma forma, somente Alguém (o Espírito) que é plenamente divino podia comunicar de fato a eficácia desse sacrifício a seres humanos pecadores. Outra vez, é necessário um Espírito completamente divino para revelar ao pecador a obra do Filho completamente divino (I Coríntios 2:7-12).

Somente o Espírito Santo podia trazer à humanidade decaída o convertedor e convencedor poder do grande amor de Deus, poder que gera contrição e conversão. Somente Alguém que tem estado em eterna e estreita ligação com o coração de Deus e do Filho, o coração de um amor que se auto-sacrifica, pode comunicar plenamente tal amor à humanidade perdida.

Somente Alguém que atuou com o Filho na criação poderia estar equipado para operar a recriação nas almas arruinadas pelas forças destrutivas de Satanás e do pecado (Rom 8:10-11).

Somente Alguém que pôde estar em plena sintonia com o coração do ministério encarnado de Jesus, e ainda assim, ao mesmo tempo, ser capaz de estar em todos os lugares (onipresença de Deus), podia representar de maneira hábil a presença pessoal e redentora de Cristo perante todo o mundo. O único Ser que podia fazer tal coisa é o Espírito Santo, um Ser pessoal sempre e todo-presente.

Um apelo Gostaria de desafiar cada leitor a ponderar com oração e cuidado sobre a Trindade e Suas profundas implicações para a vida e o destino que o Deus da Bíblia oferece à humanidade. Essa doutrina satisfaz às necessidades do moderno anseio por uma reflexão racional sobre o problema divino/humano, e ao mesmo tempo oferece um mistério verdadeiramente cativante para os gostos mais relacionais dos pós-modernistas. Além disso, o pensamento e a vida trinitarianos oferecem uma visão de relacionamentos que vivem em amor, os quais refletem a realidade mais profunda oferecida por Aquele que fez o mundo em amor e está buscando redimi-lo do pecado (que é contrário ao amor – a mais profunda antítese do amor divino).

Além disso, não consigo pensar num melhor ponto da discussão quando se busca abordar as preocupações monoteísticas de nossos amigos muçulmanos. Se o amor de Jesus, o lado humano do amor da Trindade, não convencer, nada será capaz de fazê-lo. Os recursos do amor que flui do Pai, encarna-se em Cristo e é comunicado pela Pessoa plenamente divina do Espírito Santo proporcionam a mais rica visão teológica que se pode imaginar para o destino de um mundo perdido.

Fonte: Woodrow W. Whidden (Ph.D. pela Universidade Drew) é professor de Religião na Universidade Andrews, Berrien Springs, Michigan, E.U.A. via Bíblia e Ciência.

Ciência versus naturalismo!

Dá pra confiar na cognição?

Dá pra confiar na cognição?

Por muito tempo, pelo menos desde o Iluminismo, acreditou-se que existia um conflito entre ciência e religião. Do ponto de vista teísta, esse é um erro colossal: como seres criados à imagem de Deus, os humanos enxergam na ciência a possibilidade de conhecer mais sobre a obra criativa de Deus no Universo. É um privilégio contemplar a magnitude da criação, sua ordem e beleza. Assim, no teísmo, a ciência é uma forma de conhecer mais sobre o Criador. Longe de ser um obstáculo à criação, a cosmovisão teísta incentiva os seres humanos a obter mais informações da criação. A ciência é o meio, por excelência, para tal processo. Logo, o teísmo incentiva fortemente o contato com a ciência. Infelizmente, o mesmo não pode ser dito a respeito do naturalismo. Na verdade, há um conflito muito sério entre o naturalismo e a ciência, a crença no materialismo e a evolução biológica. Se o naturalismo for verdadeiro, segue-se logicamente que os seres humanos são apenas objetos materiais. Você pode poetizar essa última afirmação (“os humanos são poeira das estrelas”), mas sua verdade continua. Qual o problema disso?

O problema é que, (a) se o naturalismo é verdadeiro e (b) se um naturalista acredita na evolução, (c) segue que a cognição do ser humano não está preocupada com a criação de crenças verdadeiras, mas com a sobrevivência.

Na evolução é assim: a evolução NÃO é teleológica, isto é, ela não é planejada, não segue nenhuma finalidade específica, nem possui um telos último. O “objetivo” da evolução é que os seres sobrevivam e que os genes passem adiante. Só. Até o termo “objetivo” não é correto: a evolução não tem propósito último, nem finalidade última. Ela é um relojoeiro cego. Como diz Richard Dawkins:

“A única coisa que importa para a seleção natural é que cada lado está se esforçando para superar o outro porque, tanto para um quanto para o outro, os indivíduos que forem bem-sucedidos transmitirão seus genes que contribuíram para seu êxito” (Richard Dawkins, O Maior Espetáculo da Terra, p. 359).

Se a evolução não está “preocupada” em gerar crenças verdadeiras, mas apenas em gerar formas de sobrevivência, por que esperar que essas crenças sejam verdadeiras? Nesse ponto, por que acreditar que nossas faculdades cognitivas são confiáveis, no que diz respeito à geração de crenças verdadeiras?

Se o naturalismo for verdadeiro, e se um naturalista acredita na teoria da evolução, segue-se que sua cognição é fruto de adaptação, tendo em “vista” a sobrevivência, ou seja, a cognição humana é estruturada para ajudar os seres humanos a sobreviver. As crenças que ela gera são importantes na medida em que ajudam a superar os outros seres na “corrida” da seleção natural. Mas as crenças geradas por tal cognição não necessariamente são verdadeiras. A evolução não estrutura a cognição “pensando” em gerar crenças verdadeiras, mas sim crenças que ajudem os seres humanos a sobreviver. Richard Dawkins chama esse último de “mundo médio” (último capítulo de Deus um Delírio).

Por isso, a probabilidade de a cognição humana, no naturalismo, gerar crenças verdadeiras é de 50%, isto é, ela tanto pode gerar crenças verdadeiras quanto crenças falsas. Tanto faz. Não é essa a preocupação da evolução. A seleção natural se contenta com o que houver, desde que ajude as espécies a se adaptar.

Um naturalista pode dizer que sua cognição é fruto de uma boa adaptação (o gênero humano sobreviveu por muitos anos e, dada a evolução, é isso que importa), mas ele não pode dizer que sua cognição é confiável (ou seja, produz crenças verdadeiras). Sua cognição é fruto da adaptação, mas não se segue que, para sobreviver, a cognição necessariamente precise gerar crenças verdadeiras. O que ela precisa gerar é um comportamento apropriado, não crenças verdadeiras.

Seguindo o pensamento de um filósofo chamado Alvin Plantinga (Conhecimento de Deus), o naturalista tem um derrotador para a alegação de que suas faculdades cognitivas são confiáveis. E, se ele tem um derrotador para essa última crença, ele tem um derrotador para QUALQUER crença que seja produto dessa faculdade cognitiva que não é confiável, ou seja, para TODAS as suas crenças, incluindo a ciência, a razão e o próprio naturalismo. Ele é autorrefutável. Ele não pode ser racionalmente crido.

Logo, quem tem bons motivos para desconfiar da ciência não é o teísta, mas aqueles que acreditam no naturalismo.

Referências:

DAWKINS, Richard. O maior espetáculo da terra: as evidências da evolução. São Paulo: Companhia das Letras, 2009.

PLANTINGA, Alvin. Conhecimento de Deus: Alvin Plantinga e Michael Tooley. São Paulo: Vida Nova, 2014.

Fonte: Bruno Ribeiro via Criacionismo.

Tubarão martelo: Martelada mortal na evolução?

Assisti hoje a coisa mais bizarra do mundo. E tô irritado até agora, pois foi demais da conta. Um documentário no NatGeo sobre tubarões chega ao seu ápice com os tubarões martelo e os descreve como uma maravilha sem-par de tecnologia e sofisticação. Mestres em manobras e capazes, com seu cérebro exótico, de detectar peixes enterrados no fundo do mar por variações de bilionésimos de volts. E aí o bizarro dos bizarros: sem medo de ser feliz e falar a maior estupidez do mundo, pois me desculpem, mas foi pura estupidez televisiva (quase liguei para o Procon), o sujeito diz que há algo muito “estranho” com os tubarões martelo, algo errado que não está certo, sim, e eu sei o que é, pois eles não evoluíram aquele “martelo magnífico” lenta, gradual e sucessivamente, mas o “martelo” teria surgido do “nada”, há mais de 400 milhões de anos e, de fato, seus martelos antes eram até maiores, a julgar pelo registro fóssil, sendo um exemplo “incrível” de “adaptação imediata”.
Gente, pode tal absurdo em “rede nacional de TV”?! Uma maravilha de tecnologia e sofisticação, um radar de altíssima sensibilidade, um cérebro hiper mega high techsurgindo do “nada”… Uns trocentos milhões de mutações benéficas todas de uma só vez e de primeira? Santa enganação! Devem achar que somos todos “retardados”.
Me desculpem pela falta de educação, mas tô irritado com tanta enganação e besteirol, tudo por culpa de uma vontade de negar o óbvio. Só porque idolatram Darwin, detestam a ideia de um designer e não gostam da inevitável conclusão de que tubarões martelo foram projetados por um ser de extrema inteligência e maestria sem-par neste Universo. Mas isso vai em breve acabar, ah vai…
Fonte: Dr. Marcos Eberlin via Criacionismo.

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Cristã secreta da Árabia Saudita escreve poema sobre seu encontro com Jesus!

A situação dos cristãos na Arábia Saudita é bastante séria e o extremismo islâmico tem feito diversas vítimas ao longo dos anos. As restrições do governo sobre a liberdade religiosa, em geral, são muito elevadas e, por conta da forte influência do fundamentalismo islâmico, quem escolhe servir a Jesus deve fazê-lo em segredo. 
Diante de todo esse contexto, como uma cristã na Arábia Saudita enxerga Jesus? Leia a seguir.
Ele habitou no mais profundo do meu coração

Eu enxerguei sua luz de longe
por trás das montanhas
por trás do horizonte

Ele se levantou como a radiante luz de uma manhã cheia de alegria

Ele se levantou dentro da minha alma tão cheia de escuridão
minha alma perdida e confusa
minha alma que não conhecia o significado de “descanso”

No entanto, ele me visitou como a brisa suave

como a fragrância que emana das colinas
ele me visitou

Ele habitou no mais profundo do meu coração

e se estabeleceu lá dentro
Ele encheu minha alma com pureza, com vida

Ele é Jesus, gentil e compassivo

Jesus, a origem da minha alegria
Jesus, o refúgio da minha alma

Eu o adoro desde que o conheci,

e me apaixonei por ele
E como não poderia ser assim?
Pois ele me amou primeiro

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Cristã relata como foi ser sequestrada pelo Boko Haram!

Quando os terroristas do Boko Haram invadiram a cidade de Gwoza, no estado de Borno – isso em junho de 2014 – uma jovem de 22 anos foi separada de seu pai e foi sequestrada, sendo forçada a se casar com um dos soldados.
Pela primeira vez a Mercy, nome fictício da jovem, falou sobre o que aconteceu no dia que os extremistas a levaram para o cativeiro.
“Todo mundo na cidade correu para se salvar. Meu pai e eu fomos separados. Eu não sei o que aconteceu com ele. Eu acho que ele morreu da mesma maneira que muitos outros morreram, porque eles se recusaram a negar a Cristo. Eu e outras quatro mulheres fomos levadas sob ameaças de espancamento, caso não obedecêssemos às ordens”, relata.
Mercy ficou cinco semanas sob domínio dos extremistas, sendo obrigada a assistir vários assassinatos e sendo submetida às exigências dos seus captores para seguir ao Islã.
Muitas mulheres, com medo, aceitaram se tornar muçulmanas. “Meu primeiro dia foi um inferno, eu chorava muito, mas também orava pedindo a Deus para me dar coragem. Fomos interrogadas, eles nos convidaram a nos tornar muçulmanas. As mulheres aceitaram imediatamente e se casaram com membros do Boko Haram”, disse Mercy.
Mas ela não queria negar a Cristo e por isso foi espancada. “Eu implorei dizendo ser cristã, então apanhei muito e me forçaram a casar com um deles. Participei de ensinamentos islâmicos e orações. Também fui torturada. Vi muitos cristãos sendo mortos, mas não negaram a sua fé.”
Apesar de todo o sofrimento, Mercy permaneceu firme em sua fé e pode ver o cumprimento de diversas mensagens bíblicas. “Graças a Deus fui resgatada após uma campanha do governo e mesmo vivendo entre ruínas agora, sou grata a Jesus porque estar viva e livre”, completa.

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20 alimentos que fazem você envelhecer 20 anos!!

Há diversos fatores que influenciam a forma como você envelhece – a genética, o hábito de fumar, a exposição ao sol, o seu ambiente, e muito mais. Mas o que você come tem um papel crucial na sua aparência e na maneira como você se sente conforme se torna mais velho. Pode parecer que a mudança acontece da noite para o dia: um dia você ouve que parece cinco anos mais jovem do que realmente é, e no seguinte ninguém estranha quando você compartilha a sua idade, mas a verdade é que nossas escolhas vão moldando a forma como envelhecemos dia após dia. A boa notícia é que você pode assumir o controle do que você vê no espelho. Pedimos que nutricionistas renomadas revelassem quais alimentos aceleram o surgimento das rugas, prejudicam a aparência dos dentes e da pele, e envelhecem o organismo. Confira a seguir:
1. Margarina. Esperamos que você tenha abandonado este substituto da manteiga há alguns anos. Caso contrário, fique atento! “Nem todas as gorduras são iguais, e a margarina parece dar às [outras] gorduras uma má reputação”, diz a Dra. Tasneem Bhatia, também conhecida como Dra. Taz, especialista em perda de peso e autora dos livros What Doctors Eat e The 21-Day Belly Fix. “O culpado na margarina é a gordura trans, que destrói a hidratação. Quanto menos hidratada estiver a sua pele, mais rápido surgirão as rugas.”
2. Comida congelada. Imagine a seguinte cena: você acabou de sair da academia à noite e as suas boas intenções de cozinhar um jantar saudável parecem ter se esvaído do seu corpo. Sem energia, você pensa em um jantar rápido, mas considere o seguinte antes de apelar para o micro-ondas: “Refeições congeladas são reconhecidas por seu altíssimo teor de sódio. O sódio favorece a retenção de líquidos e promove uma aparência inchada e envelhecida”, diz Kayleen St. John, nutricionista do Natural Gourmet Institute, uma escola de culinária saudável na cidade de Nova Iorque, Estados Unidos.
3. Bebidas energéticas. O seu hábito de tomar algumas latas de Red Bull não vai ajudar a sua aparência com o passar dos anos. “Os energéticos são muito ácidos e ricos em açúcar, podendo danificar os dentes e deixando-os mais suscetíveis a manchas que irão envelhecer o seu sorriso. Além disso, seu alto teor de sódio e cafeína pode levar à desidratação, especialmente se você os estiver ingerindo no lugar da água, diz Sarah-Jane Bedwell, nutricionista de Nashville, Estados Unidos, e autora de Schedule Me Skinny: Plan to Lose Weight and Keep it Off in Just 30 Minutes a Week. “Como a desidratação é um dos principais fatores que contribuem para uma pele com aparência envelhecida, tente sempre tomar a quantidade recomendada de 8 a 10 copos de água por dia.”
4. Pães, bolos e doces. Detestamos ter que fazer esta recomendação, mas precisamos pedir que você se afaste da padaria. “Pães, bolos e doces costumam ser ricos em açúcar adicionado e gordura, que podem levar ao ganho de peso e prejudicar a saúde dental”, diz Alexandra Miller, nutricionista corporativa da Medifast. “O açúcar promove um microbioma prejudicial e pouco saudável, que também favorece a inflamação. Todas essas características podem acelerar o processo de envelhecimento”, ela complementa.
5. Bacon, presunto, salsicha e linguiça. “Os conservantes usados nas carnes processadas podem criar radicais livres no corpo”, diz Lisa Hayim, nutricionista fundadora do The Well Necessities. “Os radicais livres levam à oxidação das suas células e do DNA, e podem favorecer o surgimento de câncer e outras condições de saúde.” Não, obrigado!
6. Açúcar. “Embora existam diversos estudos inconclusivos tentando identificar se o açúcar causa ou não acne, o fato é que ele é simplesmente prejudicial para o seu corpo como um todo”, afirma a Dra. Taz. “O açúcar causa inflamação, um grande inibidor de uma pele bonita e saudável. Para piorar a situação, o açúcar também prejudica o colágeno e a elastina, responsáveis por manter a pele macia e flexível.” Sabemos que o açúcar e os doces são tentadores, mas vale a pena evitá-los pela sua saúde.
7. Bebidas alcoólicas ricas em açúcar. “Quando o açúcar refinado é consumido em excesso, as moléculas de açúcar se combinam com as proteínas no corpo e criam compostos que podem prejudicar o colágeno, favorecendo o envelhecimento”, explica Bedwell. “Essas bebidas doces podem ter até 50 gramas de açúcar adicionado em um único drinque! Além disso, o álcool presente nelas pode desidratar o organismo, fazendo com que as linhas de expressão e rugas fiquem mais aparentes.”
8. Álcool. “Beber excessivamente, especialmente drinques ricos em açúcar, causam radicais livres. O álcool também rouba a vitamina A do corpo, um antioxidante essencial para a renovação celular”, diz a Dra. Taz.
9. Alimentos ricos em sal. A sua pele pediu: por favor esqueça que o saleiro existe, e abandone também aquele pelotão de alimentos prontos ricos em sódio. “Alimentos com muito sódio fazem com que você retenha líquidos e fique com uma aparência inchada, e a retenção também pode fazer com que a pele ganhe um aspecto cansado”, diz Orlick Levy. A Dra. Taz acrescenta que “[alimentos ricos em sal] promovem a desidratação, e alguns estudos encontraram evidências de que eles podem prejudicar o DNA, reduzindo o comprimento dos telômeros e acelerando o envelhecimento.”
10. Frituras. Todos nós sabemos que os alimentos fritos são muito prejudiciais para a saúde do organismo. “Quando fazemos frituras, expomos o óleo e o alimento a temperaturas extremamente altas. Quando isso acontece, os radicais livres, principais culpados pelo envelhecimento, são formados”, diz Hayim. “Esses alimentos não prejudicam apenas a aparência, mas também causam danos aos nossos órgãos internos.”
11. Fast Food. “Os restaurantes geralmente usam óleo de milho, uma das opções menos saudáveis”, diz Orlick Levy. “Quando consumido, ele libera radicais livres no corpo. Eles causam um estresse oxidativo que tem inúmeros efeitos na saúde e no bem-estar, incluindo doenças cardíacas e rugas.”
12. Gordura trans. A gordura trans faz tão mal para o seu jeans skinny quanto para as células da sua pele. “Gorduras que foram hidrogenadas artificialmente estão entre as substâncias mais inflamatórias que existem”, diz St. John. “As gorduras trans podem até tornar a nossa pele mais suscetível a danos causados pelos raios ultravioleta.”
13. Balas, bombons e chocolates. “O açúcar processado é rapidamente absorvido no organismo e pode levar a níveis mais altos de insulina e ao ganho de peso”, diz St. John. “Além disso, consumir esses doces com frequência pode afetar negativamente a saúde dental, e nada envelhece mais a aparência do que um sorriso amarelado – ou com dentes faltando!”
14. Carne carbonizada. A carne queimada pode ser uma das suas preferidas, mas há uma excelente razão para evitá-la ao máximo. “A carne que foi cozida até ficar preta é muito inflamatória para o corpo”, St. John explica. “A inflamação pode prejudicar os níveis de colágeno na pele, levando a uma aparência envelhecida”, ela continua. [E como a mal passada também é prejudicial, que deixar a carne de lado?]
15. Receitas flambadas. O álcool, necessário para flambar os alimentos, dá início a uma reação em cadeia de problemas: “O consumo de álcool leva à produção de espécies reativas de oxigênio”, afirma Hayim. “Altos níveis dessa substância levam ao estresse oxidativo, que pode provocar danos severos em nosso corpo. Embora seja fácil identificar o álcool quando ele está em uma bebida, não é tão simples monitorar seu consumo quando ele está nos alimentos. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos alerta que ‘alimentos flambados com álcool ainda retêm 75% do álcool adicionado na receita’.”
16. Batata chips. Se você quer algo crocante, experimente petiscos de cereais integrais ou vegetais como o aipo e a cenoura – pois as batatas chips irão secar a sua fonte da juventude interna rapidamente. “Consumir ácidos ricos em gordura trans estimula a interleucina 6 no corpo”, explica Hayim. Inter o quê? “A interleucina 6 é um marcador da inflamação, associada ao envelhecimento. Além disso, os óleos usados na fritura, mesmo que sejam óleos vegetais, podem prejudicar a respiração celular e reduzir a imunidade no organismo.”
17. Pizza de pepperoni. “Os nitratos e outros compostos presentes nas carnes processadas, como o pepperoni, são conhecidos por sua ação pró-inflamatória. A inflamação faz com que o corpo envelheça de dentro para fora”, diz Bedwell. “Além disso, a gordura saturada presente nelas envelhece o coração. Escolha pizzas sem carne – há muitas opções de sabores vegetarianos!”
E mais três em:

Fonte: Eat This, Not That!, por Perri O. Blumberg; via Yahoo.

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Notícias de um mundo que continua afundando!

A capa do jornal Folha de S. Paulo de hoje [domingo 3/1/2016] é um verdadeiro retrato deste mundo sem rumo, sem sentido e que se ilude achando que vai durar muito tempo. É um raio x da realidade que nos cerca, com pessoas se iludindo mergulhadas no puro hedonismo para tentar esquecer a sensação de que o futuro não apresenta esperanças concretas; pessoas que só pensam no aqui e agora porque têm dúvidas sobre o amanhã. Um mundo corrupto, amante dos prazeres, violento, desigual – exatamente como as profecias bíblicas o haviam descrito muito, muito tempo atrás. O nosso mundo que cambaleia para o precipício.
No centro da capa, a manchete sobre os desmandos dos políticos brasileiros anuncia um novo ano com mais do mesmo. Acima e ao lado da manchete, a chamada “Festas badaladas do litoral norte de São Paulo ignoram a crise”, e uma foto grande de uma das tais festas que não apenas ignoram a crise, mas ignoram também a decência e o fato de que há muita gente, neste exato momento, mendigando e sofrendo exatamente por causa da crise que os festeiros ignoram. E essa crise é causada não apenas pela roubalheira dos governantes e pela conjuntura econômica; é causada também pela falta de solidariedade de uma sociedade em que poucos têm muito e muitos têm pouco. Uma sociedade que adora ignorar realidades. Na verdade, o brasileiro – e não apenas os hedonistas norte-paulistanos – ignora muita coisa. Fã de novelas, de festas e dado a levar a vida na brincadeira, ignora o fato de que não adianta xingar políticos enquanto os cidadãos não fazem sua parte para ter uma nação mais honesta, igualitária, de pessoas de bem e íntegras, não de homens e mulheres que só pensam em se dar bem e se gabam quando conseguem “dar um jeitinho”, mesmo que à custa de valores, da ética e da obediência às leis.
Logo abaixo da festa e da manchete, a notícia com foto informa que “Vivência sensorial na floresta e ioga na praia atraem turistas no Rio”. Na verdade, esse tipo de religiosidadelight e pós-moderna atrai muita gente nos tempos de hoje. É uma religião que dispensa compromissos, dispensa a entrega do coração e das vontades, dispensa o arrependimento e o perdão, dispensa a tomada de consciência de que o mundo precisa de cristãos comprometidos – dispensa Deus. Afinal, o ser humano é seu próprio deus. O que ele sente é o mais importante. Se está satisfeito com a sua verdade, ótimo. É melhor fugir para a floresta e abraçar as árvores do que se misturar ao povo e abraçar os pecadores malcheirosos. É melhor tentar esvaziar a mente na meditação transcendental do que encher o coração com as verdades absolutas da Bíblia Sagrada que nos convidam à verdadeira mudança de vida e satisfazem o vazio da alma.
E fechando a capa emblemática, duas pequenas chamadas tristes, no pé da página: “Execução de clérigo xiita pela Arábia Saudita gera tensão” e “Chacina em SP pode estar ligada à morte de policial”. São notícias que insistem em estragar o clima de festa e a ilusão da religiosidade new age chique e perfumada. O mundo verdadeiro fede a sangue e pólvora. O mundo verdadeiro insiste em jogar na nossa cara a realidade nua e crua de que o ser humano não tem jeito sem Deus. Insiste em nos fazer enxergar que este planeta precisa da intervenção do Criador; precisa que Jesus volte logo! E enquanto isso não acontece, não adianta continuar escondendo a sujeira debaixo do tapete. Ela continua lá e em todo lugar, clamando para ser removida, não ignorada.
A foto gigante da festa com moças seminuas no topo da capa bem que tentou esconder as notícias abaixo dela, mas não tem jeito…
Bem-vindo 2016!

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O herói do relativismo moral desaprova o relativismo!

Em um mundo que se originou ao acaso, onde, no início, havia apenas matéria morta, e onde forças físicas juntaram esta matéria ao acaso de um modo tão particular que agora ela move-se ao redor de si mesma, os conceitos de “certo” e “errado” são ficções sem sentido.
É claro, deve haver uma forma objetiva de viver para esta coleção de moléculas que chamamos “humanos” que os possibilite viver mais ou  maximizarem seus sentimentos prazerosos, mas certamente não existe a obrigação de fazê-lo (viver mais tempo ou ter sentimentos de prazer não são coisas que devem ser feitas; elas são meras possibilidades). Obrigação requer um Doador Pessoal de Regras a quem estamos moralmente obrigados, que nos responsabilizará por essa obrigação. Sem obrigação, sem um padrão objetivo mais elevado para como as coisas deveriam ser, sem uma mente acima e perante nós, não há propriamente um “certo” e um “errado”. Há meramente coisas que você escolhe fazer ou não, de acordo com a sua preferência.
Nesse mundo, quem é você para julgar as preferências dos outros?
Se alguém começa com o materialismo ateísta, relativismo é a conclusão lógica. E ainda assim, constatamos que esse relativismo não corresponde com o que apreendemos ser verdade sobre aspectos morais da realidade. Do livro de Greg sobre relativismo:
“Dado um padrão particular de moralidade, a pessoa mais moral é aquela que pratica consistentemente a regra moral principal de um sistema específico… A qualidade do herói moral – aquele que vive o mais próximo do ideal – indica a qualidade moral do sistema.
Que tipo de campeão moral o relativismo individual produz? O que é o melhor que o relativismo tem a oferecer? Como chamamos aqueles que mais perfeitamente aplicam os princípios do relativismo, não se importando com as ideias dos outros de certo ou errado, aqueles que não são movidos pelas noções dos outros de padrões éticos e ao contrário, consistentemente segue a batida da sua própria bateria moral?
Em nossa sociedade, temos um nome para essas pessoas, elas são o pior pesadelo de um investigador de homicídios. A excelência relativista é o sociopata, alguém sem consciência. Isso é o que o relativismo produz.
Algo está terrivelmente errado com um alegado ponto de vista moral que produz um sociopata como sua estrela mais brilhante.”
Se não há nenhum vínculo moral mais elevado do que o indivíduo, então até mesmo o sociopata é moral. E colocar o padrão na sociedade ao invés de no indivíduo, não o tira dessa confusão. Se não há nenhum comprometimento moral mais elevado do que a sociedade, – se o padrão moral é a comunidade – então, até mesmo a Alemanha Nazista foi moral. Pelo menos, aqueles que concordaram com os nazistas eram morais. Qualquer alemão que os resistisse estava sendo imoral. E quem é você (ou qualquer outro país) para dizer que a Alemanha estava errada?
O Relativismo é uma confusão, não importa a maneira como você olha para ele. Qualquer visão de mundo que não tem a capacidade de explicar o que sabemos ser verdade – de que existem fatos morais objetivos, independentemente se um indivíduo ou uma sociedade inteira os rejeita – é devastadoramente deficiente.

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Erros comuns dos que negam a “Terra jovem” (datação sequestrada pela filosofia!)

Desde a ascensão do uniformitarianismo geológico, no início do século 19, muitos […] têm se rendido a essa nova “ciência”. Consequentemente, têm rejeitado a simples e tradicional interpretação histórico-gramatical dos relatos da criação e do dilúvio. Com frequência, recorrem a raciocínios equivocados a fim de dar suporte à sua reinterpretação comprometida. A seguir, discutiremos os três erros mais comumente cometidos.
Apelando ao “propósito” do texto
Defensores da Terra antiga frequentemente apelam ao “propósito” do relato da criação, em geral reivindicando ser ele primeiramente teológico em vez de histórico. Por exemplo, Bruce Waltke, citando Charles Hummel, argumenta que Gênesis 1–2 não seria um relato puramente descritivo respondendo a perguntas do tipo “o quê?”, “como?” e “o que seria?”[1] Ao contrário, seria prescritivo, uma vez que responde ao “como”, ao “por que” e ao que “deveria ser”. Consequentemente, o relato de Gênesis a respeito da criação e da queda discutiria assuntos teológicos gerais em vez de descrever eventos históricos reais. Similarmente, Bernard Ramm afirma que as Escrituras “nos dizem enfaticamente que Deus criou, mas silenciam sobre como Deus teria criado. Isso nos diz que as estrelas, as flores, os animais, as árvores e o homem são criaturas de Deus, mas como Deus os produziu não é algo afirmado em lugar algum nas Escrituras”.[2]
Entretanto, tal visão simplesmente não se alinha com o que as Escrituras realmente afirmam. Como Walter Kaiser responde, “[esse é] um óbvio desprezo da frase repetida dez vezes, ‘e Deus disse’…”.[3] Certamente, a ação criativa de Deus é descrita com precisão usando os verbos “criou”, “fez”, “disse”, “chamou”, “estabeleceu”, “formou”, “causou”, “tomou”, “plantou” e “abençoou”. Além disso, essas atividades são descritas do início ao fim, e se espalham por um período de seis dias. Em outras palavras, o relato de Gênesis descreve exatamente a forma como Deus criou, a ordem na qual Ele criou, e o tempo de Sua ação criativa – e assim entendiam os escritores do Novo Testamento.[4] Se, de outra forma, tudo o que o autor pretendia comunicar era que “Deus é o Criador de todas as coisas”, então com certeza o primeiro verso seria suficiente.
Da mesma forma, Bill Arnold afirma: “A importante lição de Gênesis 1 é que [Deus] de fato criou todas as coisas, e que Ele o fez de forma boa e ordenada em todos os aspectos.” Ele adiciona: “Se fosse importante saber quanto tempo levou para Deus criar o mundo, a Bíblia teria deixado isso claro.”[5] Contudo, o relato da criação diz explicitamente que Deus criou em seis dias. O primeiro dia foi seguido por um segundo, terceiro, quarto, quinto e sexto dia, quando a criação foi finalizada (Gênesis 2:1-2). Êxodo 20:11 confirma que Deus criou “em seis dias”. O que poderia ser mais claro?[6]
Ninguém duvida, é claro, de que Gênesis faça uma contribuição teológica fundamental, mas dizer que Gênesis é primariamente teológico em vez de histórico é estabelecer uma falsa dicotomia; história e teologia não são mutuamente exclusivas. “O fato é que toda a Bíblia apresenta sua mensagem como teologia dentro de um quadro histórico.”[7] Por exemplo, a ressurreição de Jesus é uma doutrina teológica fundamental, mas seria inútil a menos que tivesse ocorrido historicamente (1 Coríntios 15).
De qualquer modo, a intenção e o propósito dos autores da Bíblia são certamente expressos no próprio texto. De que outra forma o leitor pode saber a intenção do autor se não pelo que o autor de fato afirma no texto? Do contrário, o significado do texto teria que ser descoberto primeiro, antes que houvesse qualquer expectativa de se determinar a intenção do autor. Sugestões de intenção e propósito que não sejam derivadas diretamente do próprio texto só podem vir da imaginação de quem interpreta. Portanto, atribuir intenção e propósito não diretamente derivados do texto é subjugar as Escrituras à imaginação do intérprete.
Exigência de conformidade às atuais visões científicas
Os mesmos crentes na Terra antiga exigem que qualquer interpretação seja consistente com as visões “científicas” atualmente aceitas. Contudo, são por si mesmos seletivos e inconsistentes em sua exigência por conformidade científica. Conquanto rápidos em repreender criacionistas bíblicos (defensores da Terra jovem) por defenderem interpretações dos relatos de Gênesis, no que diz respeito à criação e ao dilúvio, que parecem ir contra as visões científicas atuais, muitos não têm problema em aceitar interpretações literais da concepção virginal, dos milagres de Cristo, e da ressurreição – todos os quais parecem ir contra visões científicas atuais!
Veja o milagre de Jesus ao transformar água em vinho (João 2:1-11) como um exemplo dessa inconsistência. Poucos (se algum) defensores da Terra antiga que se declaram evangélicos com uma visão elevada das Escrituras duvidariam que Cristo literalmente e milagrosamente transformou água em vinho. Entretanto, esse ato é cientificamente impossível! Água simplesmente não possui os átomos de carbono que o vinho possui. Mesmo que fornecêssemos esses átomos na forma de açúcar e fermento, o processo de fermentação levaria tempo (várias semanas), mas o texto indica que isso tudo ocorreu de forma instantânea. Por que, então, os defensores da Terra antiga não reinterpretam esse (e outros) relatos? Por que aceitar alguns atos sobrenaturais de Deus e outros não?
Revisionismo histórico
É difícil encontrar exemplos piores de reescrita histórica do que aquelas feitas por muitos evangélicos defensores da Terra antiga, com respeito à visão histórica da igreja sobre o relato da criação.[8] Essas visões históricas equivocadas são refutadas detalhadamente noutro artigo.[9] A interpretação objetiva do relato da criação descrevendo uma Terra jovem tem sido a visão tradicionalmente aceita pela igreja ao longo de sua história até a ascensão do pensamento iluminista, no Século 18.[10] David Hall lamenta: “O registro histórico é abundantemente claro nesse ponto; entretanto, convencer alguns teólogos a renunciar uma opinião conflitante com a história real é o equivalente à extração do dente do siso. Alguém precisa questionar essa teimosa resistência, especialmente quando confrontada com tanta informação factual. Por que, pergunto, ótimos e piedosos teólogos lutariam contra a história com tanta energia quando os argumentos contra isso são tão claros?”[11]
Outros exemplos de revisionismo histórico realizado por evangélicos que defendem uma Terra antiga incluem o tratamento que a Igreja supostamente deu a Colombo e a Galileu. Segundo esses evangélicos, esses “cientistas” estavam corretos, enquanto a dogmática igreja estava errada, e devemos ser cuidadosos para não cometer os mesmos erros atualmente. [Leia “O mito da Terra plana”.Clique aqui.] 
Frederico I, imperador do Sacro Império Romano, como cruzado, segurando uma orb, que representa a Terra, com uma cruz no topo, simbolizando o senhorio de Cristo
Tais conclusões são baseadas na crença tradicional de que, antes de fazer sua histórica viagem em 1492, Cristóvão Colombo compareceu diante de uma multidão de teólogos dogmáticos e inquisidores ignorantes, todos crentes que as Escrituras ensinavam que a Terra era plana. Colombo então partiu a fim de provar que todos eles estavam errados, velejando ao redor do globo. Embora seja verdade a ocorrência de uma reunião em Salamanca, no ano 1491, essa ideia comumente aceita do que teria ocorrido não possui um pingo de verdade. O historiador Jeffrey Burton Russel identifica Washington Irving (1783-1859), um notável escritor norte-americano de ficção histórica, como uma das primeiras fontes desse “conto popular”.[12] Irving criou o relato fictício de um inexistente conselho universitário e deixou sua imaginação correr livremente.[13] O relato inteiro é “enganador e perniciosamente sem sentido”.[14] Russell demonstrou que, com pouquíssimas exceções, do século 3 a.C. em diante, todo cidadão educado no mundo ocidental acreditava que a Terra era um globo. Não é, portanto, acidental que reis medievais fossem presenteados com uma orb (esfera), representando a Terra como símbolo do seu poder.
Da mesma forma, é comum acreditar que as observações e os argumentos de Galileu ofereceram apoio esmagador à teoria de Copérnico (de que a Terra orbita o Sol), mas os teimosos, dogmáticos e ignorantes teólogos da Igreja Católica quiseram silenciar Galileu com medo de que sua tradicional interpretação das Escrituras fosse exposta como equivocada. Isso por medo de que tal fato invalidasse a reivindicação da igreja como autoridade da interpretação bíblica. Contudo, como demonstrou Thomas Schirrmarcher, “a apresentação do processo contra Galileu como um heroico cientista se posicionando contra o dogmatismo de mente limitada da igreja cristã repousa inteiramente sobre um mito, não sobre uma pesquisa histórica”.[15, 16]
Os desacordos entre cientistas e teólogos da época refletiam não um conflito entre o cristianismo e a ciência, mas um conflito entre a filosofia aristotélica e a ciência.[17] Galileu era um cientista convencido da verdade e acurácia das Escrituras. Ele era tido em alta estima pela igreja; sua primeira defesa do sistema copernicano, Letras e Raios de Sol (1613), foi bem recebida, com nenhuma crítica levantada. Certamente o cardeal Barberini, posteriormente papa Urbano VIII, responsável pela sentença em 1633, esteve entre os que congratularam Galileu por sua publicação.[18] Assim, os maiores inimigos de Galileu não estavam na igreja; ao contrário, estavam entre seus colegas e companheiros cientistas, muitos dos quais negavam o sistema copernicano[19] e temiam perder posição e influência.[20] De Santillana escreveu: “Sabe-se há muito tempo que grande parte dos intelectuais da igreja eram favoráveis a Galileu, enquanto a oposição mais clara vinha das ideias seculares.”[21]
A ironia nisso tudo é que são os que defendem uma Terra antiga que precisam aprender a lição com o que ocorreu com Galileu.[12] Galileu chegou à conclusão correta crendo totalmente na acurácia da Bíblia, enquanto seus colegas cientistas chegaram à conclusão errada por se basearem no consenso científico da época (o aristotelianismo). A igreja vem sendo pintada como inimiga da ciência quando, na verdade, os companheiros e colegas cientistas de Galileu é que foram os maiores inimigos da ciência verdadeira.
Não deixe que aqueles que negam uma leitura objetiva do relato da criação escapem quando trazem esse tipo de argumento falacioso. Se você ouvir pessoas apresentarem tais argumentos, desafie-as a justificar sua posição, e aponte – gentilmente – os erros sobre fatos e lógica.
Referências e notas:
[1] Waltke, B.K., “The first seven days”, Christianity Today 32:45, 1988.
[2] Ramm, B., The Christian View of Science of Scripture, Paternoster, London, 1955, p. 70.
[3] Kaiser, W.C., “Legitimate hermeneutics”; in: Geisler, N.L. (ed.), Inerrancy, Zondervan, Grand Rapids, Michigan, 1980, p. 147.
[4] Cosner, L., “The use of Genesis in the New Testament”, Creation 33(2):16-19, 2011,creation.com/nt; Sarfati, J., “Genesis: Bible authors believed it to be history”, Creation 28(2):21-23, 2006, creation.com/gen-hist
[5] Arnold, B.T., Encountering the Book of Genesis, Baker, Grand Rapids, Michigan, 1998, p. 23.
[6] Gênesis é escrito como história, não poesia. Veja as entrevistas com o especialista nos escritos do Antigo Testamento Dr. Robert McCabe, Creation32(3):16-19, 2010; e o especialista em hebraico Dr. Ting Wang, Creation 27(4):48-51, 2005,creation.com/wang
[7] Goldsworthy, G., Preaching the Whole Bible as Christian Scripture, IVP, Leicester, 2000, p. 24.
[8] Veja particularmente Hugh Ross (Creation and Time, NavPress, Colorado Springs, 1994, p. 16-24; (com Gleason Archer) The Day-Age Response; em: D. G. Hagopian, D.G., (editor), The Genesis Debate, Crux Press, Mission Viejo, California, 2001, p. 68-70), Don Stoner (A New Look at an Old Earth, Harvest House, Eugene, Oregon, 1997, p. 117-119), e Roger Forster e Paul Marston (Reason, Science and Faith, Monarch, Crowborough, East Sussex, 1999, p. 188-240).
[9] Kulikovsky, A.S., “Creation and Genesis: a historical survey”, Creation Research Society Quarterly 43(4):206-219, 2007.
[10] Veja a lista de idades já calculadas para a criação, por Batten, D., “Old-earth or young-earth belief; which belief is the recent aberration?” Creation 24(1):24-27, 2001,creation.com/old-young
[11] Hall, D.W., “The evolution of mythology: classic creation survives as the fittest among its critics and revisers”; em: Pipa, J.A. e Hall, D.W. (eds.), Did God Create in Six Days? Southern Presbyterian Press, Taylors, SC, 1999, p. 276.
[12] A outra pessoa que deu origem a esse conto popular foi Antoine-Jean Letronne (1787-1848), um acadêmico antirreligião que publicou On the Cosmological Ideas of the Church Fathers (1834). Veja Jeffrey Burton Russell,Inventing the Flat Earth, Praeger, London, 1997, p. 49-51, 58-59.
[13] Russell, ref. 12, p. 40-41, 52-54.
[14] Russell, J.B., “The Myth of the Flat Earth”, texto não publicado, apresentado na American Scientific Affiliation Conference, Westmont College, 4 de Agosto, 1997; http://www.veritas-ucsb.org. Alguns anos antes, ele ressaltou que esse relato foi listado entre os cinco maiores mitos históricos, por meio da Historical Society of Britain.
[15] Schirrmacher, T., “The Galileo Affair: History or Heroic Hagiography?”Journal of Creation 14(1):91-100, 2000.
[16] Sarfati, J., “Galileo Quadricentennial; myth vs fact”, Creation 31(3):49-51, 2009, creation.com/gal-400
[17] Ramm, ref. 2, p. 36. Forster e Marston (Reason and Faith, 293) concordam que é impreciso usar o caso de Galileu como um exemplo de ciência versusreligião.
[18] Schirrmacher, ref. 12, p. 92.
[19] Certamente, a grande maioria dos cientistas naquele tempo rejeitava o sistema copernicano. Veja Barber, B., “Resistance of scientists to scientific discovery”, Science 134:596-602, 1961; Custance, A.C., Science and Faith: The Doorway Papers VIII, Grand Rapids, Michigan, 1984, p. 157.
[20] Schirrmacher, ref. 15; Drake, S. (editor e tradutor), Discoveries and Opinions of Galileo, Doubleday, New York, 1957.
[21] de Santillana, G., The Crime of Galileo, University of Chicago Press, Chicago, 1955, p. xii
[22] Grigg, R., “The Galileo ‘twist’”, Creation 19(4):30–32, 1997, creation.com/gal-twist
Fonte: Andrew S. Kulikovsky é bacharel em Ciências da Computação e Informação pela Universidade de South Australia e mestre em Estudos Bíblicos e Teologia pela Lousiana Baptist University. É autor do livro Creation, Fall, Restoration: A Biblical Theology of Creation, artigo traduzido de Creation 33(3):41-43, julho de 2011 por Nathan Vinícius/revisão de Daniel Ruy Pereira do blog Considere a Possibilidade.

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Os dias da criação são literais?

Segundo Gerhard F. Hasel, falecido professor de Teologia Bíblica e Antigo Testamento na Andrews University, nos Estados Unidos, a semântica (estudo linguístico dos significados de palavras, frases, cláusulas, etc.) chama atenção para a questão crucial do significado exato da palavra hebraica yom. Poderia a designação “dia” (yom) em Gênesis 1 ter um significado figurativo? Ou deve ela ser entendida, com base nas normas da semântica, como um dia literal de 24 horas? Algumas pessoas, numa tentativa de evitar maiores problemas com o evolucionismo, aplicam a teoria dos dias-eras ao relato de Gênesis 1. Para elas, os seis dias da criação são, na verdade, longos períodos de tempo. Será que isso é possível? Antes de mais nada, é preciso deixar claro que o termo yom em Gênesis 1 não se liga a qualquer preposição; não é usado em uma relação construtiva; e não tem nenhum indicador sintático que seria de esperar para um uso extensivo não literal.

Nas Escrituras, a palavra yom invariavelmente significa um período literal de 24 horas, quando precedida por um numeral, o que ocorre 150 vezes no Antigo Testamento. Obviamente, no relato da criação existe sempre um numeral precedendo aquela palavra – primeiro, segundo, terceiro… sétimo dia – e essa regra para a tradução de yom como um dia literal aplica-se neste caso. O que parece ser significativo também é a ênfase dada à sequência dos numerais 1 a 7, sem qualquer hiato ou interrupção temporal.
Esse esquema de sete dias (seis dias de trabalho seguidos por um sétimo dia de repouso) interliga os dias da criação como dias normais em uma sequência consecutiva e ininterrupta. O relato da criação em Gênesis 1 não somente liga cada dia a um numeral sequencial, como também estabelece as fronteiras do tempo mediante a expressão “tarde e manhã” (versos 5, 8, 13, 19, 31). 
A frase rítmica “e houve tarde e manhã” provê uma definição para o “dia” da criação; e, se o “dia” da criação constitui-se de tarde e manhã, é, portanto, literal. O termo hebraico para “tarde” – ‘ereb – abrange toda a parte escura do dia (ver dia/noite em Gênesis 1:14). O termo correspondente, “manhã” (em hebraico boqer), representa a parte clara do dia. “Tarde e manhã” é, portanto, uma expressão temporal que define cada dia da criação como literal. Não pode significar nada mais. 
Outro tipo de evidência interna no Antigo Testamento para o significado dos dias resulta de duas passagens sobre o sábado no Pentateuco, que se referem aos dias da criação. Elas informam como os dias da criação foram compreendidos por Deus. A primeira passagem faz parte do quarto mandamento do Decálogo, e está registrada em Êxodo 20:9-11. A ligação com a criação transparece no vocabulário (“sétimo dia”, “céus e terra”, “descansou”, “abençoou”, “santificou”) e no esquema “seis mais um”. 
As palavras usadas nos Dez Mandamentos deixam claro que o “dia” da criação é literal, composto por 24 horas, e demonstram que o ciclo semanal é uma ordenança temporal da criação. Aliás, como explicar a origem do ciclo semanal, se não pela criação em seis dias literais seguidos do repouso do sétimo dia? A semana não está vinculada a nenhum movimento ou fenômeno astronômico, como os dias (rotação da Terra), os anos (translação) e os meses. A palavra divina, que promulga a santidade do sábado, toma os seis dias da criação como sequenciais, cronológicos e literais. Dizer o contrário, portanto, é ir contra o Criador. 
Por fim, uma última consideração: a criação da vegetação ocorreu no terceiro dia (ver Gênesis 1:11 e 12). Grande parte dessa vegetação parece ter necessitado de insetos para a polinização. Mas os insetos só foram criados no quinto dia (verso 20). Se a sobrevivência desses tipos de plantas, que necessitam de insetos e outros animais para a polinização, dependesse deles para a reprodução, então haveria um sério problema se o “dia” da criação significasse “era”. 
Ainda mais: a teoria dos dias-eras exigiria um longo período de iluminação e outro de escuridão para cada uma das supostas épocas. Isso, é claro, seria fatal tanto para as plantas quanto para os animais. Os dias da criação devem ser entendidos como literais e não como representando longos períodos de tempo. Argumentar em contrário é forçar o texto bíblico a dizer o que não diz. 
Fonte: Adaptado de Folha Criacionista n° 53, setembro de 1995, p. 26-30 – Sociedade Criacionista Brasileira via Criacionismo.

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