O pecado eterno e a procedência do Juiz durante o juízo pré-advento

O TronoNatureza carnal versus pecado acariciado, Fé viva versus ausência das obras O pecador que está no processo de salvação não deve se desanimar ao perceber a insistência de sua natureza pecaminosa, pois ela sobreviverá até o fim do julgamento e o retorno libertador do Senhor (I Co 15:50-58). É claro que o filho de Deus não confunde essa sobrevivência teimosa da carne com mornidão espiritual (Ap 3:16) ou secularização (Rm 13:12-14 e I Jo 2:15-17)! A permanência da natureza caída em alguém que é “nova criatura” (II Co 5:17)  não impede a produção do fruto do Senhor Espírito no caráter (Gl 5:16, 22-25). Não quero dizer com isto que as boas obras de uma pessoa são sua garantia de salvação; a Bíblia afirma que Lúcifer foi perfeito (suas obras eram perfeitas) até escolher ser imperfeito (Ez 28:15). O acerto de hoje não é tudo, portanto. Só o amor de Deus é garantia de salvação, mais especificamente a presença do Espírito Santo na alma (Ef 1:13 e 14). Contudo, crer nisto, somente, não vale de nada! A fé não existe sem as boas obras. O bom caráter não existe sem o reto estilo de vida. “Meus irmãos, qual é o proveito, se alguém disser que tem fé, mas não tiver obras? Pode, acaso, semelhante fé salvá-lo? Verificais que uma pessoa é justificada por obras e não por fé somente. Porque, assim como o corpo sem espírito é morto, assim também a fé sem obras é morta” (Tg 2:14, 24 e 26). “Portanto, os meus estatutos e os meus juízos guardareis; cumprindo-os, o homem viverá por eles. Eu sou JAVÉ” (Lv 18:5). Fé na Bíblia é sinônimo de obediência a Deus; não tem nada que ver com o assentimento intelectual improdutivo, como se percebe nas práticas religiosas hodiernas, seja aqui no ocidente ou lá no outro lado do mundo! Esse costume se manifesta, por exemplo, em ir à igreja (inclusive às quartas-feiras) e só. Em datar para o futuro mudanças que já deveriam ter ocorrido, pois Deus não é fraco! Em colocar na mente que aqueles que advertem e apelam para reformas no estilo de vida estão querendo obrigar os outros a pensar e agir como eles mesmos. Em falar mais sobre o amor (pseudo-amor) ao próximo ignorando-se outros mandamentos de Deus! Enfim, o tempo não é um aliado dos religiosos acomodados com anos e anos de igreja, mas que produziram pouca ou nenhuma mudança duradoura e visível! 

Lembremo-nos do fracasso do povo judeu: “Portanto eu lhes digo que o Reino de Deus será tirado de vocês e será dado a um povo que dê os frutos do Reino” (Mt 21:43, NVI). Os salvos são inimigos da serpente e nunca simpatizantes dela e das suas obras (Gn 3:15 e I Jo 2:15-17) e o comportamento deles evidencia isto! Portanto, ter medo do julgamento deve ser um alerta para uma mudança imediata e radical no descompromisso ou hipocrisia para com Deus e uma enorme oportunidade para a investigação das Escrituras (Ap 18:4 e II Tm 2:15). O Espírito não abandonará nenhuma alma que luta contra o pecado (Sl 51:11 e 17). Se o meu nome foi (ou for) riscado do Livro da Vida em algum momento entre 22 de outubro de 1844 até a volta de Jesus, biblicamente este não será o motivo para a retirada do Senhor Espírito de minha alma. Porém, a recíproca é verdadeira – o Espírito irá retirar-se de alguém por causa de sua teimosia. Logo, esse alguém será riscado do Livro para sempre (confira a história do riscado rei Saul em I Sm 16:14-23 e 31:1-6 e compare-a com a do salvo Sansão descrita anteriormente!), pois completou ou cometeu o “pecado eterno” (Mc 3:29). Nunca ocorre a situação em que Jesus pede para o divino Espírito sair de alguém por Ele riscar o nome desse indivíduo. Obviamente, por uma questão de organização e planejamento divinos (At 17:31) o apagar o nome (Ap 3:5) pode acontecer antes da saída do Espírito Santo da vida do pecador impenitente, e isto de 22 de outubro de 1844 pra cá; e isto só reforça a honestidade de Deus, pois Suas criaturas assistirão (em alguma(s) das 4 etapas do Juízo de Deus) o momento aterrador e irreversível quando a alma rejeita decididamente o penhor de sua salvação (Ef 1:14 e 15). O Juiz apenas antevê essa decisão, não a toma pelo réu! Já que mencionei a organização da Trindade também no assunto julgamento dos pecadores, permita-me fazer-lhe pensar sobre e enxergar na Bíblia dois raciocínios decorrentes desse planejamento divino no juízo:

   1)   Deus não divulga a ocorrência da saída do Espírito Santo da alma ou o momento do pecado contra o Espírito Santo, senão no ato do juízo, o qual começou a 167 anos atrás! Vou explicar: Saul completou este pecado logo após desobedecer à ordem divina em I Sm 15. Sim, uso o verbo completar para descrever a conduta ímpia do rei Saul com relação a voz de JAVÉ por meio do profeta Samuel. O pecado contra o Senhor Espírito não é um ato, mas um conjunto deles (por favor, leia “O que é o Pecado Contra o Espírito Santo” e “O Perigo de Retornar ao Pecado”). Como ilustração, comparo o processo desse pecado com o processo de enchimento da ira divina: “lembrou-se Deus da grande Babilônia para dar-lhe o cálice do vinho do furor da sua ira” (Ap 16:19). “Na mão do Senhor está um cálice cheio de vinho espumante e misturado; ele o derrama, e todos os ímpios da terra o bebem até a última gota” (Sl 75:8, NVI); “também esse beberá do vinho da cólera de Deus, preparado, sem mistura, do cálice da sua ira” (Ap 14:10). Inclusive Jesus bebeu deste terrível cálice que representa a ação divina contra o pecado e o mal (Jo 18:11)! Quando a última gota que faltava para completar a taça da ira divina pinga dentro dela, então o “cálice cheio” é derramado sobre o pecador responsável por insistir em enchê-lo com seus pecados desafiadores! O Senhor Jesus bebeu deste cálice, recebeu “a cólera de Deus” no lugar do pecador salvo, que está no processo de transformação do caráter. Bem assim é com o processo pecaminoso de rejeição ao Espírito de Deus. Jesus, como Homem, sofreu a saída do Seu Companheiro de Divindade (Mt 27:46) no lugar do pecador redimido! Porém, o pecador teimoso expulsa Deus de sua vida paulatina ou rapidamente até completar esse diabólico processo (veja que, além de o Diabo está envolvido diretamente no pecado contra o Deus Espírito, ele também não possui nada da Divindade dentro de si, cf. Jo 14:30). Com Saul, aparentemente, o cálice se encheu rapidamente. Já o de Sansão não chegou a última gota! Somos diferentes, temos oportunidades diferentes e, se fazemos escolhas distintas, por certo que nossas taças serão diferentemente preenchidas ou uma será completamente preenchida e a outra não! Não é o Senhor Espírito quem decide, mas cada um de nós! “E o Espírito de JAVÉ se retirou de Saul” (I Sm 16:14, Almeida Corrigida e Revisada Fiel).  Note, no entanto, que Deus não espalhou essa notícia, nem entregou o perdido Saul a Satanás; Ele nem mesmo o abandonou (cf. I Sm 16:15-23)! Antes, por meio de Davi, o protegia de “um espírito maligno” que o atormentava (para entender a expressão bíblica “um espírito maligno enviado de Deus”, por favor, leia “A Crise de Raiva do Rei Saul e a Profecia de Micaías”). Ou seja, mesmo o pecador perdido, sem chances de salvação ainda assim recebe de JAVÉ, os Três, assistência e certa proteção contra Satanás! Deus é misericordioso incondicionalmente. Ele não só ama os que O amam (Mt 5:23-28).

   2)  Alguns nomes riscados ao cometerem o “pecado eterno” e outros antes “Mas aquele que blasfemar contra o Espírito Santo não tem perdão para sempre, visto que é réu de pecado eterno” (Mc 3:29). “Então, disse JAVÉ a Moisés: Riscarei do meu livro todo aquele que pecar contra mim” (Êx 32:33). Nestes dois importantes textos, Jesus é Aquele que está falando (Jo 8:58)! E Ele afirma sem dar margem para dúvidas que a alma perde eternamente a chance de salvação ao completar o pecado contra o Senhor Espírito e tem seu nome automaticamente riscado do Seu Livro, “o Livro da Vida do Cordeiro” (Ap 13:8). Com isto podemos afirmar que Saul, por exemplo, teve seu nome apagado do Livro da Vida em I Sm 16:14, pois naquele momento “o Espírito de JAVÉ se retirou de Saul”. A Bíblia não menciona em nenhum lugar (pelo menos até hoje não encontrei) a possibilidade de o Espírito de Deus se retirar de alguém antes do “pecado eterno”. Por outro lado, uma vez que o julgamento divino teve data para começar (Jó 24:1 e At 17:31) e terá data para terminar (At 1:7 e Ap 22:11), há uma implicação lógica singular aqui: alguns pecadores impenitentes terão seus nomes riscados antes mesmo de cometerem o pecado contra o Espírito Santo! Isto não é difícil de entender pelo seguinte: ao Jesus começar a julgar em 22/10/1844 A.D., Ele começou por um nome, possivelmente Adão, “porque a ocasião de começar o juízo pela casa de Deus é chegada” (I Pe 4:17) e Adão foi o primeiro membro da “casa de Deus” no sentido de ter professado possuir “aliança” com Deus, cf. Os 6:7. De Adão Jesus passou a Eva depois a Caim (ele ofereceu sacrifícios, lembra-se?), Abel, Sete, etc. Não é difícil para os assistentes judiciários do Santuário celestial reconhecerem a justiça e a misericórdia divinas no trato com todos esses professos filhos de Deus. Alguns deles até já sabem o veredito de Jesus antes mesmo de ser pronunciado sobre esses pecadores mortos, pelo fato de terem acompanhado muito da vida deles (I Pe 1:12)! 

Alguns assistentes com sua poderosa memória angelical se lembram de quando o Senhor Espírito se retirou de alguns falsos filhos de Deus, como Saul, fazendo com que JAVÉ riscasse imediatamente seus nomes de Seu Livro! Contudo, outros assistentes divinos precisaram observar atentamente o julgamento efetuado por Cristo, em Seu tribunal, até o momento da sentença, para confirmarem (Sl 19:9) a honestidade do Juiz e Seu amor incondicional por cada alma. (Nota: o ato de Deus “retirar”, “riscar” ou “apagar” um nome de Seu Livro não implica que o pecador condenado em questão não será julgado novamente no juízo pré-advento! At 17:31 e Sl 75:2 Nova Bíblia Viva). Avançando na lista de nomes, naturalmente Jesus chegará naqueles cujos donos estarão vivos ainda! E agora? Se o Juiz esperasse até a saída do Espírito Santo desses pecadores vivos ou até a morte deles, nunca haveria o retorno de Jesus a Terra, você percebe? Sempre haverá bebês nascendo e a Bíblia não menciona nenhuma pandemia de esterilização no tempo do fim! 

Consequentemente, o Supremo Juiz decidirá o caso dos vivos assim: tanto os que serão salvos quanto os teimosos, possivelmente, Ele revelará aos assistentes do tribunal o futuro e os frutos antes incubados, mas agora manifestos pela onisciência divina (Jó 34:23 e Jo 6:64). Os salvos serão selados (Ez 9:4, Ef 4:30, Ap 7:3 e 22:11) e os ímpios não serão selados pelo Espírito, embora Ele ainda deva trabalhar neles e por eles até que confirmem a predição do Juiz, cometendo (ou completando) o “pecado eterno”! Isto não é predeterminação ou predestinação divina, mas organização e honestidade em Seu julgamento já que Sua onisciência não altera o futuro, embora o conheça perfeitamente e o revele para aqueles a quem Ele desejar (Am 3:7), e,  além de tudo isso, Ele deu tempo suficiente para todos os seres humanos escolherem seu destino, deu tempo para Satanás e seus anjos revelarem completamente seus caracteres e possui um “dia e hora” marcados para retornar a Terra e resgatar Seus servos fiéis! (Mt 24:36) Certamente os funcionários do Santuário assim louvam desde o início do Julgamento: “A sua justiça é firme como as montanhas, e as suas decisões são sábias e profundas como o grande mar. JAVÉ protege a vida tanto dos homens quanto dos animais” (Sl 36:6, Nova Bíblia Viva). Mas, em breve, quando tudo o que os olhos do Todo-poderoso Juiz anteciparam se cumprir exatamente como Ele revelara, creio que Seus assistentes seu unirão aos salvos e cantarão: “Grandes e maravilhosas são as tuas obras, Senhor Deus todo-poderoso. Justos e verdadeiros são os teus caminhos, ó Rei das nações. Quem não te temerá, ó Senhor? Quem não glorificará o teu nome? Pois tu somente és santo. Todas as nações virão à tua presença e te adorarão, pois os teus atos de justiça se tornaram manifestos” (Ap 15:3,4). Hendrickson Rogers

Lista de todos os capítulos desta odisseia soterio-escatológica:

Introdução: Quantas vezes Jesus inscreve e risca um nome no Livro da Vida?

  1.   A) O Livro da Vida e o Julgamento dos terráqueos que começou há mais de 166 anos!
  2.    B) O Juízo na Volta de Jesus.
  3.    C) O Juízo Milenário no Céu.
  4.    D) O Juízo Final.
  5.    E) O Novo Céu do Universo.
  6.    F) A tecnologia divina usada no Julgamento da Terra.
  7.    G) Meu destino pode já ter sido decidido no juízo pré-advento?
  8.    H) O pecado eterno e a procedência do Juiz durante o juízo pré-advento.
  9.   I) Momentos anteriores e posteriores ao encerramento do Juízo no Santuário Celestial.
  10.    J) As 7 últimas Pragas, o Espírito Santo, a Trindade do Mal e os Selados!
  11.    K) O Papado, a Marca da Besta, o Sábado e o Caráter.
  12.   L) O Falso Protestantismo, o Papado, os EUA e o Remanescente Fiel no Armagedom.

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A mulher grávida que pisou a cabeça da cobra – uma leitura crítica!

Jesus criou as mulheres em igualdade
com os homens. Uma igreja cristã,
em vez de se preocupar com o feminismo
(e incorporá-lo), deveria ensinar o Gênesis.
A gravura deste artigo circulou nas redes sociais e foi fartamente distribuída por pastores, missionários, seminaristas e tantos outros evangélicos neste Natal.
Contudo, o que me chamou a atenção foram as palavras da minha filha de 10 anos ao olhar para esse desenho: “Nada a ver! Não foi Maria quem pisou na cabeça da cobra”! E não foi só minha filha de 10 anos de idade quem se pronunciou sobre o desenho em questão.
“Nós nem vimos a cobra”, disse-me um casal de evangélicos diante da gravura. O que poderia justificar e ser usado como desculpa numa “curtida desatenta” por parte de tantos evangélicos maravilhados com a mulher grávida que pisa a cobra.
“Ah! Que lindo! Tem uma imagem de Maria que também pisa na cobra igualzinha a essa aí. Tão bonito isso”, disse-me uma católica. E devo confessar que, sendo ex-romano, a primeira coisa que me veio à mente foi a pinacoteca das diversas imagens católicas de Maria pisando a cabeça da serpente, que sempre estiveram presentes por toda minha infância e adolescência.
Tirando os evangélicos que “curtiram” sem se dar conta de que a mulher grávida do desenho pisava uma cobra, o que dizem os evangélicos “conscientes”, os que postaram a gravura? “É a Igreja”, responderam.
A mulher é o símbolo da Igreja e a Igreja é quem pisa a cabeça da cobra, que é Satanás. “Pisa” por extensão, é bom frisar. Quem pisou a cabeça da cobra foi Jesus, portanto, sendo Jesus o Cabeça da Igreja, esta o pisa vitoriosamente.
A figura da mulher como imagem da Igreja é depreendida a partir do texto de Apocalipse 12. Porém, o que João faz é o contrário do que seus interpretantes fizeram posteriormente. João toma Maria como símbolo da Igreja (e do Povo de Deus no Antigo Testamento), e não o contrário: a Igreja não é símbolo de Maria.
Mas é exatamente isso o que os católicos romanos fazem. Tanto que eles, ao se depararem com o símbolo da Igreja na figura de Maria, concluem inversamente: “Os homens é que devem escolher em qual lado lutar. Do lado da serpente ou se do lado da semente da Mulher – Maria – Mãe de Jesus Cristo, mas também de cada um” (Padre Paulo Ricardo).
“A semente da Mulher – Maria – Mãe de Jesus Cristo…”. Ora, o romanismo compreende que Maria é mãe da Igreja, a igreja é “semente de Maria”. Por quê? Por extensão também. Se Maria gerou Jesus, que é o Cabeça da Igreja, sendo a igreja o corpo de Jesus, logo Maria é mãe da Igreja.
Por isto, tão imediatamente, numa cultura católica como a brasileira, a maioria das pessoas irá identificar aquela mulher grávida que pisa a cabeça da serpente no desenho em questão não com a Igreja vitoriosa, mas com a mãe da Igreja – a mulher Maria; ainda que o catolicismo oficial saiba muito bem que quem pisou a cabeça da cobra foi Jesus (veja aqui).
A mulher da gravura está grávida. E é na condição de grávida que ela pisa a cabeça da serpente – e não é nada isto o que encontramos em Apocalipse 12. A vitória sobre o diabo, por intermédio de Maria e sem a Cruz, pois Jesus está no ventre dela – protegido de todo mal, de toda dor, de todo sofrimento, enquanto é o pé dela que pisa a cabeça da cobra – esta é a mensagem posta pela gravura.
O parágrafo acima revela o espírito do nosso século representado na gravura: o advento do feminino, da deusa mulher, da superioridade da mulher sobre o homem, da assunção da maternidade sobre a paternidade.
Ainda que a mulher da gravura fosse a Igreja, o equívoco foi coloca-la grávida – mais do que um ruído, mais do que uma mera interferência, é um excesso de informação que desloca o interpretante do verdadeiro sentido do Natal para uma interpretação transbordada de sincretismo pagão da Nova Era.
Sem a encarnação completa, sem a vida de total obediência, sem a paixão e sem a morte substitutiva e a ressurreição vitoriosa que compõem o evangelho da nossa salvação, um Messias protegido no ventre de sua mãe enquanto esta resolve o problema criado pelo ser humano é a interpretação que sobra.
Em outras palavras, é um outro evangelho o da gravura: “Porque, como, pela desobediência de uma só mulher, muitos se tornaram pecadores, assim também, por meio da obediência de uma só mulher, muitos se tornarão justos”.
Este artigo não comporta tudo o que poderíamos desenvolver sobre a importância de sabermos evangelizar nossa geração, compreendendo todas as nuances e complexidades do nosso multiculturalismo pós-moderno, ainda assim há duas regras simples que eu deixaria aqui.
A famosa regra de ouro diz que, em termos de comunicação, o importante é o que o outro entende e não o que você quis dizer. E evangelizar é comunicar as boas novas da salvação e o mais importante é sabermos o que o outro compreende e não o que eu penso sobre o que ele deveria entender.
A segunda regra é que, como missionários, não basta trabalhar com pressupostos, mas antes com aquilo que está propriamente posto. Em outras palavras, é muito mais importante você compreender o que está posto diante do interpretante por essa imagem da mulher grávida do que esperar que esse interpretante consiga entender os pressupostos da própria imagem da mesma maneira que o seu gueto teológico os entende (“entendimento” este que pode também estar equivocado, conforme demonstrei aqui neste artigo).
Acredito que é preciso comunicar melhor a mensagem do Evangelho, ainda mais quando a veiculamos nas redes sociais, ambiente que alcançará crentes e descrentes das mais diferentes formações, e essa é uma responsabilidade que cabe, indubitavelmente, aos líderes cristãos que se utilizam da internet.
Fonte: Fábio Ribas.

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Laudato Si e o erro do papa Francisco

Hoje pela manhã, o papa Francisco saudou seus mais de seis milhões de seguidores no Twitter com a seguinte conclamação: “Convido a todos para fazer uma pausa para pensar sobre os desafios que enfrentamos em relação aos cuidados com a nossa casa comum.” Pouco mais de uma hora depois, outro tweet foi divulgado: “A cultura do descartável de hoje apela a um novo estilo de vida.” Sempre com a hashtag #LaudatoSi, que, na verdade, é o título da encíclica que o Vaticano divulgará oficialmente hoje. Conforme destacaram Bruno Calixto e Marina Ribeiro, em artigo publicado ontem no site da revista Época, hoje um bispo católico, um ortodoxo e um cientista ateu sentarão juntos na Sala do Sínodo, no Vaticano, e apresentarão aos jornalistas a primeira encíclica escrita exclusivamente pelo papa Francisco. “A escolha das pessoas que apresentarão o documento não é aleatória. O papa quer que sua encíclica – uma carta de ensinamento aos católicos – ultrapasse as fronteiras do catolicismo, chegue às ‘pessoas de boa vontade’ e influencie as decisões internacionais sobre o meio ambiente e o clima. A encíclica de Francisco, que empresta do Cântico das Criaturas de São Francisco de Assis seu título Laudato Si (‘Louvado sejas’, em português), fala especificamente sobre o impacto do homem no meio ambiente – ou na ‘Criação’ – e mostra como os homens podem viver em harmonia com a natureza, de acordo com a moral e a ética da Igreja.”
Obviamente que é louvável a iniciativa de um líder religioso como o papa de encabeçar um movimento ecológico com o objetivo de proteger a Terra da degradação que ela vem sofrendo ao longo dos anos. É evidente que os religiosos podem e devem dar sua parcela de contribuição para criar uma mentalidade de cuidado com a criação de Deus. O problema são as motivações, os argumentos, os objetivos e os erros por trás de todo esse discurso ecológico.
Não quero aqui me deter na ideia de que o ser humano seja o verdadeiro culpado pelo aquecimento global. Há cientistas que, embora não neguem esse aquecimento, não creem que a causa dele seja antropogênica. Poderíamos estar atravessando um novo ciclo de calor; a causa poderia ser outra, como a atividade solar; ou mesmo, como escreveu Ellen White, no livro O Grande Conflito, páginas 589 e 590: “[Satanás] estudou os segredos dos laboratórios da natureza, e emprega todo o seu poder para dirigir os elementos tanto quanto o permite Deus. […] Nos acidentes e calamidades no mar e em terra, nos grandes incêndios, nos violentos furacões e terríveis saraivadas, nas tempestades, inundações, ciclones, ressacas e terremotos, em toda parte e sob milhares de formas, Satanás está exercendo o seu poder. […] Essas visitações devem se tornar mais e mais frequentes e desastrosas. […] E então o grande enganador persuadirá as pessoas de que os que servem a Deus estão motivando esses males. […] Será declarado que os homens estão ofendendo a Deus pela violação do descanso dominical; que esse pecado acarretou calamidades que não cessarão antes que a observância do domingo seja estritamente imposta.”
E é exatamente sobre isso que eu quero falar aqui. Quero me deter num erro típico do romanismo, presente na encíclica Laudato Si: o erro de confundir deliberadamente o sábado com o domingo.
No capítulo II, seção 71 (a encíclica está disponível aqui), referindo-se à destruição do mundo por um dilúvio no tempo de Noé e sua posterior restauração, Francisco escreveu: “A tradição bíblica estabelece claramente que esta reabilitação implica a redescoberta e o respeito dos ritmos inscritos na natureza pela mão do Criador. Isto está patente, por exemplo, na lei do Shabbath. No sétimo dia, Deus descansou de todas as suas obras. Deus ordenou a Israel que cada sétimo dia devia ser celebrado como um dia de descanso, um Shabbath (cf. Gn 2, 2-3; Ex 16, 23; 20, 10).”
É bom deixar claro logo de início que, ao contrário do que afirma o papa, o sábado não foi dado a Israel apenas. Na verdade, o sábado foi dado à humanidade, no Éden, quando havia apenas um casal sobre a Terra (Gn 2:2, 3), e Jesus confirma isso ao dizer que o “sábado foi feito por causa do homem” (Mc 2:27), não do judeu ou de qualquer outro povo.
Embora cite o mandamento do sábado conforme está na Bíblia, no capítulo VI, seção 237 da encíclica, Francisco se permite reinterpretar o mandamento:
“A participação na Eucaristia é especialmente importante ao domingo. Este dia, à semelhança do sábado judaico, é-nos oferecido como dia de cura das relações do ser humano com Deus, consigo mesmo, com os outros e com o mundo. O domingo é o dia da Ressurreição, o ‘primeiro dia’ da nova criação, que tem as suas primícias na humanidade ressuscitada do Senhor, garantia da transfiguração final de toda a realidade criada. Além disso, este dia anuncia ‘o descanso eterno do homem, em Deus’. Assim, a espiritualidade cristã integra o valor do repouso e da festa. […] A lei do repouso semanal impunha abster-se do trabalho no sétimo dia, ‘para que descansem o teu boi e o teu jumento e tomem fôlego o filho da tua serva e o estrangeiro residente’ (Ex 23, 12). O repouso é uma ampliação do olhar, que permite voltar a reconhecer os direitos dos outros. Assim o dia de descanso, cujo centro é a Eucaristia, difunde a sua luz sobre a semana inteira e encoraja-nos a assumir o cuidado da natureza e dos pobres.”
Conforme observou Filipe Reis, de Portugal, “não precisamos de muito esforço para perceber que o papa confunde o Shabbat bíblico do sétimo dia com o domingo, primeiro dia da semana, atribuindo a este a importância e solenidade que, biblicamente, apenas o sábado do sétimo dia possui. Ou seja, a validade do sábado do sétimo dia parece ter sido mudada para o domingo, primeiro dia da semana”.
Curiosa e e contraditoriamente, na secção 68 do capítulo II, Francisco escreve, citando os Salmos:
“‘Ele [ndr: Deus] deu uma ordem e tudo foi criado; Ele fixou tudo pelos séculos sem fim e estabeleceu leis a que não se pode fugir!’ (Sl 148, 5b-6).” O papa está correto aqui. Não podemos fugir das leis de Deus, muito menos alterá-las. O sábado faz parte dessa lei e é tão eterno que continuará sendo observado na Nova Terra (Is 66:23). Daniel 7:25, escrito cerca de 500 anos antes de Cristo, previu que no futuro haveria um poder religioso que se atreveria a mudar os tempos e a lei de Deus. A profecia, pra variar, estava corretíssima…
Por favor, tome algum tempo para assistir ao vídeo abaixo. Creio que lhe será muito esclarecedor e o situará devidamente nessa controvérsia entre o sábado e o domingo, que só tende a aumentar daqui para a frente.
Em seu artigo na revista Época, Bruno Calixto e Marina Ribeiro captaram com precisão a intenção do papa com essa encíclica: “Francisco escolheu com cuidado o momento da publicação e de seu ativismo ambiental. Em setembro, a Assembleia Geral da ONU se reunirá para aprovar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Ele pessoalmente discursará em Nova York. Depois, em novembro, haverá a Conferência do Clima em Paris, onde se espera que governos assinem um acordo global contra as mudanças climáticas. Segundo o secretário-geral do WWF-Brasil, Carlos Nomoto, o papa poderá desempenhar um papel importante nessas reuniões internacionais, aumentando a pressão para que governos enfim assumam compromissos nas negociações climáticas.”
Para Eduardo Felipe Matias, autor de A Humanidade Contra as Cordas: A luta da sociedade global pela sustentabilidade, as questões ambientais exigem a mobilização de todos os atores da sociedade, não apenas governos (num programa da rádio CBN, dois jornalistas também falam sobre isso). “Os efeitos que a encíclica papal pode ter sobre a comunidade internacional e sobre os católicos seriam ampliados se outras instituições religiosas se somassem a esse esforço. Não iremos alcançar um mundo mais sustentável sem mudar radicalmente a mentalidade das pessoas, e as diferentes religiões podem contribuir para essa mudança”, diz. 
Felipe resume bem um assunto sobre o qual tenho falado em meu blog há quase dez anos: o ECOmenismo. Trata-se de um movimento de união de esforços que extrapola os limites das religiões e tem o potencial de coligar religiosos, místicos, cientistas, ativistas, ateus e outros grupos. Para entender um pouco mais a relação entre aquecimento global e decreto dominical, eu o convido a assistir ao vídeo abaixo.
Estamos vivendo dias solenes. Deus nos ajude a estar firmados na verdade bíblica, cumprindo nosso papel, assim como o papa e outros estão cumprindo o deles.

Daniel 7.25 – “… cuidará em mudar os tempos e a LEI”

Você já percebeu que nem sempre as coisas são o que aparentam ser? Durante séculos, os cientistas acreditaram que a Terra era o centro fixo do Universo e que tudo, inclusive o Sol e as estrelas, orbitava ao redor dela. Foi um livre-pensador polonês, Copérnico, quem determinou que a Terra estava em movimento e girava em torno do Sol.
Ele comparou esse fenômeno à maneira como os marinheiros, quando estão dentro de um navio com o mar calmo, experimentam a ilusão de estarem perfeitamente parados enquanto tudo ao redor se move. “Da mesma maneira”, escreveu Copérnico, “o movimento da Terra pode produzir a impressão inquestionável de que o Universo inteiro está em rotação.”
Simplesmente porque o Sol e as estrelas aparentavam estar girando em torno da Terra não significava que isso era verdade. Apenas porque você acredita em algo, não quer dizer que é verdade. Somente porque outros acreditam também não. Pense na história das aranhas. Aristóteles classificou as aranhas como insetos. Os insetos, como se sabe, possuem seis patas. Durante séculos, ninguém questionou o grande Aristóteles. As pessoas presumiam que as aranhas eram insetos e, portanto, tinham seis patas. Foi Jean-Baptiste Lamarck quem apresentou a classificação da aranha como um aracnídeo, possuidor de oito patas. Somente porque as pessoas acreditam em algo por séculos, não significa que seja verdade.
Seria possível que uma tradição como essa tenha se infiltrado na igreja cristã? Seria possível que milhões tenham aceitado a falsidade no lugar da verdade, e poucos questionam isso? Você acredita ser possível que a maior parte das igrejas deixou de lado um mandamento de Deus para, em lugar dele, obedecer a uma tradição humana? Seria essa uma tradição presente há tantos anos que passou a ser aceita como verdade, mesmo possuindo origem totalmente humana?
O GRANDE ENGANADOR
O livro do Apocalipse prediz que Satanás tentaria enganar a igreja cristã. Reflita sobre esta declaração incrível do Apocalipse: 

“O grande dragão foi lançado fora. Ele é a antiga serpente chamada Diabo ou Satanás, que engana o mundo todo” (Apocalipse 12:9a). 

Ele enganou Adão e Eva no jardim do Éden e continua enganando homens e mulheres ao longo das eras. Satanás é um enganador. Não seria lógico que ele tentasse nos iludir com uma falsificação religiosa? A principal característica de uma falsificação é que ela se parece o máximo possível com o artigo genuíno. 
Nenhum falsificador no mundo fabricaria com seriedade uma nota de três ou treze reais. Por que não? Porque não existem notas genuínas nesses valores. A estratégia usada por Satanás é falsificar uma verdade divina e, em especial, atacar os mandamentos de Deus. Não seria lógico que Satanás, o grande enganador, atacasse a lei de Deus? A lei de Deus representa Sua autoridade. Se Satanás conseguir eliminar a lei de Deus, estará anulando a autoridade divina. A lei de Deus é a base do Seu governo. Por meio dela, Deus define o que é certo e o que é errado. E, se Satanás for capaz de enganar o povo no tocante à lei, estará abalando toda a base do trono do Senhor. Com isso, ele consegue abalar o poder, a credibilidade e a autoridade de Deus.
Bem no cerne da lei de Deus se encontra o sábado. Não seria lógico que Satanás,o grande enganador, atacasse o Criador desafiando o símbolo da criação, o sábado? Você já se perguntou como o sábado bíblico foi alterado do sétimo dia para o primeiro, o domingo?
Se a Bíblia é tão clara sobre esse assunto, por que tantas pessoas estão confusas? Quem mudou o sábado? Quando ele foi mudado? E por quê? Certamente existem boas respostas para essas perguntas. Elas podem ser encontradas tanto na Bíblia quanto na história. Uma coisa é certa: Deus não mudou o sábado. Existem pessoas sinceras que leem o relato de Gênesis e descobrem que Deus abençoou e santificou o sétimo dia. Elas também descobrem que Ele descansou durante o sábado. Leem que Deus estabeleceu o sábado nos dias de Adão, muito antes da existência do povo judeu.
Ao prosseguir em sua busca pela verdade, leem os Dez Mandamentos escritos pelo próprio dedo de Deus e se deparam com o quarto mandamento:

“Lembra-te do dia de sábado, para santificá-lo. Trabalharás seis dias e neles farás todos os teus trabalhos, mas o sétimo dia é o sábado dedicado ao Senhor, o teu Deus” (Êxodo 20:8-10).

Essas pessoas ficam confusas. A igreja que frequentam guarda o domingo. Elas ficam perplexas, porque o quarto mandamento é tão claro! Leem Ezequiel 20:12 – “Também lhes dei os Meus sábados como um sinal entre nós” – e percebem que o sábado é um sinal entre Deus e Seu povo. Além disso, esses cristãos sinceros leem em Lucas 4:16 que Jesus foi à sinagoga no sábado, como era Seu costume. E descobrem que Cristo afirmou, em Mateus 24:20, que Seus discípulos estariam guardando o sábado quarenta anos após a cruz. Veem em Atos 13:42-44 que o apóstolo Paulo ensinou uma cidade inteira no dia de sábado. Encontram em Apocalipse 1:10 que o Senhor tem um dia. E leem em Lucas 6:5 que o sábado é o dia do Senhor. Leem o mesmo em Marcos 2:27 e 28 e em Mateus 12:8. Esses cristãos perguntam: “Quem mudou o sábado?” Percebem que não foi Deus quem fez isso. Pois Ele declara: “Eu, o Senhor, não mudo” (Malaquias 3:6).
Então, pesquisam a Bíblia e descobrem que Jesus não mudou o sábado, pois “Jesus Cristo é o mesmo, ontem, hoje e para sempre” (Hebreus 13:8). Os ensinamentos de Jesus são eternos. Certamente Ele não Se indisporia com a lei do Pai, tampouco daria aos discípulos poder para mudá-la. Atente para o comentário de Pedro às autoridades romanas: “É preciso obedecer antes a Deus do que aos homens!” (Atos 5:29). A pergunta, então, é a seguinte: se Deus não mudou o sábado, se Jesus também não o fez, se os discípulos não tinham autoridade para isso, quem realizou essa alteração?
No livro do Apocalipse, capítulo 13, lemos acerca de um poder político-religioso simbolizado por uma besta que surge do mar. O mundo inteiro segue os enganos dessa besta. As imagens são fascinantes: “Vi uma besta que saía do mar. Tinha dez chifres e sete cabeças, com dez coroas, uma sobre cada chifre, e em cada cabeça um nome de blasfêmia” (Apocalipse 13:1). Besta, na Bíblia, é equivalente a um rei ou reino (Daniel 7:17, 23). Pode se tratar de um poder político ou religioso. A besta de Apocalipse 13 sai do mar. O mar representa povos ou nações (Apocalipse 17:15). Esse poder é classificado como blasfemo. Na Bíblia, a blasfêmia ocorre quando um poder terreno assume os privilégios e prerrogativas de Deus.
Um dos aspectos da blasfêmia é afirmar possuir autoridade suficiente para mudar a lei escrita com o próprio dedo de Deus. E aqui está o motivo: se um poder terreno tem autoridade para mudar a lei de Deus, ele deve ser maior do que o poder que originou a lei em primeira instância. Se a lei de Deus é a base eterna do Seu governo, a tentativa de mudar a lei constitui um ataque ao doador da lei. Qualquer tentativa de modificar a lei divina exalta o responsável pelas mudanças acima de Deus, e isso é blasfêmia.
Em Apocalipse 13:2, vemos uma descrição desse poder: 
“A besta que vi era semelhante a um leopardo, mas tinha pés como os de urso e boca como a de leão. O dragão deu à besta o seu poder, o seu trono e grande autoridade.” 
Para entender as coisas que acontecerão no futuro, é imprescindível compreender a simbologia do leão, do urso, do leopardo e do dragão. Também é necessário entender que a batalha entre o bem e o mal no Universo é uma luta relativa à adoração. Ela se concentra na lei de Deus. O sábado está no centro desse conflito.
ENTENDENDO AS IMAGENS DO APOCALIPSE
Para entender o Apocalipse, é preciso, em primeiro lugar, compreender Daniel. As profecias de Daniel e do Apocalipse têm uma ligação. Voltemos então a Daniel 7. Lá podemos ver as mesmas imagens usadas em Apocalipse 13: o leão, o urso, o leopardo e o dragão. Em Daniel 7, existe a descrição de um poder que se levantaria nos primeiros séculos da era cristã. Ele uniria a igreja e o estado.
Esse poder religioso usurparia a autoridade de Deus. Alegaria ter poder para mudar a lei de Deus. Vamos descobrir quem é esse poder, onde ele surgiu e o que fez. Pesquisemos as profecias da Bíblia que predizem sobre esse poder que tentaria mudar a lei de Deus. Abramos as páginas da história e leiamos suas próprias declarações alegando ter autoridade para mudar o sábado do Senhor.
Ao continuar a ler, você compreenderá, talvez pela primeira vez, as questões centrais nesse conflito sobre adoração e verá por que o sábado é tão importante para Deus. Você também entenderá como o domingo entrou na igreja cristã. É uma jornada maravilhosa quando comparamos as profecias bíblicas com a história.
Certa noite, o profeta Daniel teve um sonho. Esse sonho é descrito em Daniel 7:2 e 3: 

“Em minha visão à noite, eu vi os quatro ventos do céu agitando o grande mar. Quatro grandes animais, diferentes uns dos outros, subiram do mar.”

O que esses animais representam na profecia bíblica? “Os quatro grandes animais são quatro reinos que se levantarão na terra” (verso 17). “Ele me deu a seguinte explicação: ‘O quarto animal é um quarto reino que aparecerá na Terra’” (verso 23). 

Esses quatro animais representavam quatro reinos que dominariam o mundo. Em Daniel 7, esses quatro grandes impérios governando sobre o mundo inteiro são apresentados ou descritos como animais selvagens. Em Daniel 2, os mesmos impérios são retratados como metais de valor e força diferentes. Em Daniel 2, Nabudonosor, rei da Babilônia, sonhou com uma grande estátua. Essa estátua tinha cabeça de ouro, peito e braços de prata, quadris de bronze, pernas de ferro e pés de ferro e barro. Não precisamos adivinhar o significado dessa estátua gigante composta por quatro metais. 
  • A Babilônia, o primeiro desses quatro reinos, foi mencionada por nome de forma direta por Daniel (versos 37-40). 
  • Ele também nomeia o império que destronaria Babilônia: a Média-Pérsia (Daniel 5:28-30). 
  • E a nação que derrubou a Média-Pérsia foi a Grécia (Daniel 8:20, 21). Os quatro metais da imagem representam quatro poderes mundiais: Babilônia, Média-Pérsia, Grécia e Roma.
  • A imagem tinha pés de ferro misturado ao barro, representando a Europa dividida, e uma pedra, sem auxílio de mãos, se soltou e despedaçou a estátua. Essa pedra simboliza Jesus, a Rocha Eterna, que um dia destruirá os reinos deste mundo e estabelecerá um reino eterno.


Analisemos cuidadosamente o capítulo 7 de Daniel, para ver como as figuras dos animais representam essas nações antigas. À medida que essas bestas proféticas passam pela linha do tempo, podemos observar o desdobrar da história. O primeiro animal era semelhante a um leão com asas de águia. Diz o relato:

“O primeiro parecia um leão, e tinha asas de águia. Eu o observei e, em certo momento, as suas asas foram arrancadas, e ele foi erguido do chão, firmou-se sobre dois pés como um homem e recebeu coração de homem” (Daniel 7:4).

Babilônia se encontrava localizada dentro do que hoje é o Iraque, a cerca de 95 quilômetros ao sul de Bagdá. Quando arqueólogos estavam realizando escavações no Iraque, encontraram a figura de um leão alado claramente entalhada nos muros de Babilônia, que eram feitos de tijolos.
O leão com asas de águia era um símbolo comum e muito conhecido de Babilônia. Na verdade, o profeta Jeremias (4:7), ao falar sobre a Babilônia, diz o seguinte: “Um leão saiu da sua toca, um destruidor de nações se pôs a caminho.” Jeremias diz que a destruidora de nações, Babilônia, iria a Jerusalém para destruí-la. O leão com asas de águia era um símbolo comum de Babilônia no mundo antigo. Na época de Daniel, esse reino era um poder gigantesco, que dominava o mundo.
Depois, outra nação se levantaria. Babilônia não governaria o mundo para sempre.

“A seguir, vi um segundo animal, que tinha a aparência de um urso. Ele foi erguido por um dos seus lados, e na boca, entre os dentes, tinha três costelas. Foi-lhe dito: ‘Levante-se e coma quanta carne puder!’” (Daniel 7:5).

Note agora que o segundo império é semelhante a um urso que se ergue por um dos seus lados. A Média-Pérsia destronou Babilônia. O urso da Média-Pérsia, erguendo-se por um de seus lados, representa os persas, que derrubaram primeiro Babilônia para, em seguida, dominar os medos. O que o urso tem na boca? Três costelas. Quando a Média-Pérsia conquistou o mundo, ela conquistou primeiro Babilônia, depois foi em direção ao norte, onde conquistou Lídia e, em seguida, para o sul, onde dominou o Egito. A profecia bíblica é extremamente precisa. E isso é fantástico!
Um terceiro império se levanta: 

“Depois disso, vi um outro animal, que se parecia com um leopardo. Nas costas tinha quatro asas, como as de uma ave. Esse animal tinha quatro cabeças, e recebeu autoridade para governar” (verso 6).

Os gregos derrotaram os medos e os persas. Alexandre, o grande, e seu exército grego conquistaram o mundo rapidamente. Se você quisesse descrever uma conquista rápida, que animal escolheria? Um que se movesse de forma bem ágil: o leopardo. Mas, se você quisesse falar sobre uma conquista extremamente rápida, rápida mesmo, o que poderia fazer com seu leopardo? Colocar asas nele! Deus colocou asas nesse leopardo para descrever as ágeis conquistas de Alexandre, o grande. Por que quatro cabeças? 
Observe novamente a precisão da profecia bíblica: Alexandre, o grande, morreu muito jovem, aos 36 anos. As quatro cabeças do leopardo representam os quatro generais de Alexandre que dividiram o império: Cassandro, Ptolomeu, Seleuco e Antígono. Os quatro generais de Alexandre governaram exatamente como a Bíblia predisse. 
As Escrituras descrevem um quarto império: 

“Em minha visão à noite, vi ainda um quarto animal, aterrorizante, assustador e muito poderoso. Tinha grandes dentes de ferro, com os quais despedaçava e devorava suas vítimas, e pisoteava tudo o que sobrava. Era diferente de todos os animais anteriores e tinha dez chifres” (verso 7).

Fica bem claro que esse quarto animal representa o Império Romano. Esse período nos leva ao tempo de Cristo. 
  • Foi um decreto romano que levou José a Belém, cidade em que nasceu Jesus. 
  • Foi Pôncio Pilatos, um romano, quem julgou Jesus. 
  • Foi um soldado romano que pregou Jesus na cruz. 
  • Roma dominava o mundo nos dias de Cristo. 
  • O cristianismo nasceu e cresceu dentro do Império Romano. 
  • A Bíblia descreve o colapso desse império de forma clara através do símbolo dos pés da imagem e dos chifres do quarto animal.


A imagem de Daniel 2 possuía pés de ferro e barro, representando a Europa dividida. O quarto animal tinha dez chifres. Roma foi dividida em dez territórios principais. As tribos bárbaras varreram o império, saquearam e levaram espólios, destruindo vilas e ocupando cidades. O Império Romano foi dividido. As tribos bárbaras o seccionaram em pequenos reinos. Os anglo-saxões se estabeleceram na Inglaterra. Os francos, no território da França. Os germânicos, na região da Alemanha. E outras tribos do norte se espalharam pelo império, dividindo o território mais ou menos da forma como vemos hoje. Essas divisões representam os dez chifres do quarto animal. Em seguida, Deus revela como a apostasia se infiltraria na igreja no tempo em que o Império Romano estava sendo devastado pelas tribos bárbaras do norte.
O MISTERIOSO “CHIFRE PEQUENO”
A profecia em Daniel 7 revela claramente o conflito em torno da adoração e mostra de forma precisa como o sábado foi mudado. Enquanto Daniel, em visão, via esses dez chifres, algo surpreendente apareceu: 

“Enquanto eu considerava os chifres, vi outro chifre, pequeno, que surgiu entre eles; e três dos primeiros chifres foram arrancados para dar lugar a ele. Esse chifre possuía olhos como os olhos de um homem e uma boca que falava com arrogância” (verso 8).

A Bíblia afirma que esse chifre pequeno surgiu e era diferente dos demais. Quem é esse chifre pequeno que se levanta sobre os outros dez? Procuremos descobrir algumas coisas que a Bíblia diz sobre esse misterioso chifre pequeno.
  • Em primeiro lugar, ele surge no meio dos dez primeiros. Se os dez chifres são as divisões de Roma, o chifre pequeno necessariamente surge na Europa ocidental. Ele não surge na Ásia, África, América do Norte ou do Sul. Suas raízes podem ser encontradas em solo europeu.
  • Em segundo lugar, a Bíblia diz que esse chifre pequeno surgiria depois dos dez chifres. Ele não aparece no tempo da Babilônia, Média-Pérsia, Grécia ou Roma. Surge após a queda do Império Romano. É um poder que se levanta a partir de Roma, nos primeiros séculos.
  • Em terceiro lugar, a Bíblia também afirma que esse chifre pequeno tem olhos como os de um homem. O que isso representa? Você sabe como um profeta é chamado na Bíblia? Nas Escrituras, os profetas são chamados de “videntes”, porque eles veem com os olhos de Deus. Os olhos de homem não representam a sabedoria divina, mas a humana. É um sistema religioso baseado em ensinamentos de homens que surgiria de Roma.


Observe que a Bíblia diz, no verso 24, que esse chifre é diferente de todos os outros. Essa é a quarta pista para compreender o chifre pequeno. Todos os poderes antes dele – Babilônia, Média- Pérsia, Grécia e Roma – constituíam poderes políticos. Esse é diferente. Não se trata de um poder político em primeira instância; é um poder religioso, um poder político-religioso.
O que esse poder faria? Ele tentaria mudar a própria lei de Deus. Olhe o que a Bíblia diz no verso 25: 
“Ele falará contra o Altíssimo, oprimirá os Seus santos e tentará mudar os tempos e as leis.” Você consegue imaginar uma maneira melhor de falar “contra o Altíssimo” do que através de uma tentativa de mudar a lei de Deus, especialmente o sábado? Esse poder tentaria modificar a própria lei de Deus. O texto não está falando sobre mudança de leis de impostos ou políticas.
Quando uma nação sucede outra, quase sempre as leis humanas são alteradas. Mas esse chifre pequeno falaria contra o Altíssimo, assumindo as prerrogativas de Deus e tentando mudar as leis divinas. Note que a Bíblia não afirma que ele podia mudar essas leis; podia apenas tentar modificá-las. Nenhum poder terreno, por mais poderoso que alegue ser, tem autoridade para mudar a lei de Deus. Mas esse poder pensaria possuir tal autoridade.
A profecia de Daniel prediz que um grande poder religioso se levantaria a partir do antigo Império Romano. Esse poder seria pequeno a princípio, mas se tornaria extremamente poderoso. Ele alegaria ter autoridade para modificar até mesmo a lei de Deus. O que ocorreu?
Na tentativa de agradar os pagãos que estavam entrando na igreja em grande quantidade e de tornar o cristianismo mais aceitável ao império, esse poder romano procurou modificar a lei de Deus. A mudança do sábado ocorreu de forma gradual, durante um longo período no tempo. Ela resultou de uma série de fatores sociais e religiosos.
O Dr. John Eadie nos ajuda a entender as raízes dessa mudança em sua enciclopédia bíblica. Ele afirma: 

“O domingo foi o nome dado pelos pagãos ao primeiro dia da semana porque era o dia no qual eles adoravam o Sol.”[1] 

A adoração ao Sol era comum no Egito, Babilônia, Pérsia e Roma. No 4º século, o imperador romano Constantino também era influenciado pela adoração do Sol. Ele desejava unir seu império. Como poderia conseguir tal façanha? Constantino promulgou um decreto para promover um dia comum de descanso em toda a extensão do império. Sua intenção clara era promover a união entre pagãos e cristãos em seu reino. O decreto do imperador data de 321 d.C. Ele ordena: 

“Que os juízes e o povo das cidades, bem como os comerciantes, repousem no venerável dia do Sol.” 

Constantino chama o domingo de “venerável dia do Sol”.  Ele declarou que os estabelecimentos comerciais deviam ser fechados. Na época de Constantino, a igreja e o estado se uniram numa tentativa de cristianizar os pagãos e unir o império. O governo romano e a igreja romana se uniram. 
A declaração a seguir é fantástica, e foi publicada em março de 1894 por The Catholic World

“O Sol era o deus mais importante entre os pagãos. […] Existe, de fato, algo real no Sol que faz dele uma representação adequada de Jesus, o Sol da Justiça. Portanto, a igreja desses países parece ter dito: ‘Mantenhamos o velho nome pagão. Ele deve permanecer consagrado, santificado.’ E assim, o domingo pagão, dedicado a Balder, se tornou o domingo cristão, consagrado a Jesus.”[2]

Conseguiu perceber como tudo aconteceu? Observou como o domingo entrou na igreja? Constantino desejava unir seu império e os líderes da igreja romana queriam converter os pagãos. O domingo se tornou o meio para realizar ambas as coisas. Portanto, o sábado bíblico foi mudado pela igreja romana e pelo estado.
Existe outra questão em jogo aqui. A igreja romana queria se distanciar do judaísmo. Havia um sentimento antissemita no Império Romano. Isso contribuiu para a mudança do sábado para o domingo como dia de adoração. O Concílio (Sínodo) de Laodiceia, realizado por volta de 363 ou 364 (as datas variam), registra a primeira proibição à guarda do sábado bíblico. Bispos se reuniram em Laodiceia e decretaram: 

“Os cristãos não devem judaizar” (ou seja, não devem guardar o sábado) “e permanecer ociosos durante o sábado”.[3]

Através desse decreto, o concílio da igreja estava dizendo: “Estamos proibindo os cristãos de descansar durante o sábado. Eles devem trabalhar nesse dia.” Já o domingo deveria ser honrado de forma especial. Se os cristãos fossem encontrados “judaizando” (guardando o sábado), seriam “excluídos de Cristo”.[4]
Encontramos aqui um concílio da igreja que se uniu com o governo romano para tentar mudar a autoridade do sábado para o domingo. A mudança do sábado ocorreu gradualmente, à medida que os cristãos se distanciaram dos judeus e que os líderes da igreja e do estado deram as mãos para unir o império. responsabilidade pela mudança Daniel 7:25 diz que um poder vindo de Roma tentaria mudar a lei do Senhor. Deus nos diz para ficarmos alerta! Existem várias declarações de fontes católicas romanas que reconhecem a igreja como responsável pela mudança do sábado. 
A obra The Convert’s Catechism of Catholic Doctrine explica esse fato da seguinte maneira:
“Pergunta: Qual é o terceiro mandamento?
Resposta: O terceiro mandamento é: Lembra-te do dia de sábado para o santificar.
Pergunta: Qual dia é o sábado?
Resposta: O sábado é o sétimo dia da semana.
Pergunta: Por que observamos o domingo em vez do sábado?
Resposta: Observamos o domingo em vez do sábado porque a Igreja Católica transferiu a solenidade do sábado para o domingo.”[5]
Você pode estar se perguntando por que essas afirmações do catecismo da Igreja Católica se referem ao mandamento do sábado como terceiro mandamento, em vez do quarto. Isso se deve simplesmente ao fato de que a igreja eliminou o segundo mandamento, que diz respeito a imagens de escultura e dividiu o décimo mandamento (“Não cobiçarás”, Êxodo 20:17) em dois: “Não cobiçarás a mulher do teu próximo” e “Não cobiçarás os bens do teu próximo”. 
Dessa maneira, eles continuam sendo dez mandamentos. A lei de Deus foi mudada pela Igreja Católica Romana nos séculos 4º e 5º. Isso não é segredo algum. A igreja reconhece abertamente esse fato. Em sua edição de 23 de setembro de 1893, o periódico The Catholic Mirror afirmou:

“A Igreja Católica, mais de mil anos antes da existência do protestantismo, em virtude de sua divina missão, mudou o dia de sábado para o domingo.”[6]

A Enciclopédia Católica acrescenta: 

“A igreja, por sua vez, depois de mudar o dia de descanso do sábado judeu, ou o sétimo dia da semana, para o primeiro, fez o terceiro mandamento se referir ao domingo como o dia de guarda a ser observado como dia do Senhor.”[7] 

Aqui a igreja declara abertamente ter mudado o sábado. A Igreja Católica de Santa Catarina, em Algonac, Michigan, publicou a seguinte declaração em seu boletim de 21 de maio de 1995: 

“Talvez a decisão mais ousada e mais revolucionária tomada pela igreja tenha acontecido durante o 1º século. O dia santo, o sábado, foi transferido do sétimo dia para o domingo. […] Não por qualquer direcionamento encontrado nas Escrituras, mas pelo senso da igreja de seu próprio poder.”[8]

Karl Keating, um destacado escritor católico dos Estados Unidos, direcionou seu desafio aos protestantes: 

“Fundamentalistas se reúnem para adorar no domingo. No entanto, não existe nenhuma evidência na Bíblia de que a adoração coletiva deveria ser feita nesse dia. O sábado judaico, ou dia de descanso, é, obviamente, o sétimo dia da semana. Foi a Igreja Católica que decidiu ser o domingo o dia de adoração para os cristãos, em honra à ressurreição.”[9]

Esse autor católico está arrazoando com os protestantes. Ele diz que, se alguém quiser seguir a Bíblia, deve guardar o sábado. Então, argumenta que a Bíblia, por si só, não é um guia suficiente sem a autoridade e a interpretação da igreja.
O padre da Igreja de Santa Catarina, em Michigan, raciocina da mesma forma e afirma: 

“As pessoas que pensam que as Escrituras devem ser a única autoridade precisam, por questão de lógica, se tornar adventistas do sétimo dia e guardar o sábado como dia santo.”[10]

A questão central relacionada com a mudança do dia de guarda é a seguinte: a igreja possui autoridade para mudar a lei de Deus? Se você aceita o domingo, está aceitando um dia baseado na autoridade da igreja. O argumento da Igreja Católica é o seguinte: aceitar o domingo significa aceitar a autoridade dessa igreja. Se você aceita a autoridade da Igreja Católica para mudar o sábado, com toda a honestidade, deveria ser católico. 
O cardeal James Gibbons foi um dos mais importantes teólogos católicos do século 19. No livro The Faith of our Fathers, ele declarou: 

“Você pode ler a Bíblia do Gênesis ao Apocalipse e não encontrará uma única linha autorizando a santificação do domingo. As Escrituras defendem a observância religiosa do sábado.”[11]

O monsenhor Segur esclarece esse assunto quando escreve: 
“Foi a Igreja Católica que, pela autoridade de Jesus Cristo, transferiu o descanso para o domingo em memória da ressurreição de nosso Senhor. Portanto, a observância do domingo pelos protestantes é uma homenagem prestada por eles, de inspiração própria, à autoridade da igreja.”[12]
A questão é muito maior do que apenas uma diferença entre dias. O ponto central é o seguinte: qual é o nosso guia? A Bíblia ou a tradição? Teria alguma igreja ou algum líder religioso, por qualquer motivo, a autoridade para modificar a lei de Deus, a qual foi escrita com Seu próprio dedo em tábuas de pedra? Deus concedeu a alguma igreja ou ser humano a autoridade para mudar Sua lei? Absolutamente não! Deus declara: 

“Não violarei a Minha aliança nem modificarei as promessas dos Meus lábios” (Salmo 89:34). 

Portanto, o centro de toda a questão é a autoridade. Existem pessoas espirituais e sinceras em todas as igrejas e denominações religiosas. A questão aqui não é julgar os motivos dos outros ou seu compromisso com Deus. Nosso assunto central é descobrir a verdade de Deus para nós e segui-la. Não é meramente uma questão de diferença de dias. É uma questão de autoridade. Afinal, quem é o seu mestre? É Jesus ou são os líderes da igreja? Qual é o fundamento de sua fé? É a Bíblia ou o que os homens dizem?
Durante o século 16, na época da Reforma, Martinho Lutero argumentou perante os sacerdotes e prelados da Europa que a Bíblia e tão somente a Bíblia deveria ser a regra de fé e prática dos cristãos. Ele afirmou: “Minha consciência é cativa à Palavra de Deus.”
O Dr. Johann von Eck foi o brilhante teólogo católico designado pela igreja para debater com Lutero. Um dos argumentos que o Dr. Eck usou contra Martinho Lutero estava relacionado ao sábado. Ele sugeriu que 

“a autoridade da igreja não pode, portanto, ser limitada à autoridade das Escrituras, pois a igreja mudou o dia de guarda do sábado para o domingo não por uma ordem de Cristo, mas por sua própria autoridade”.[13]

A questão que envolve o sábado está relacionada à autoridade. O argumento do Dr. Eck contra a famosa declaração de Lutero sobre a autoridade da Bíblia e da Bíblia somente (sola Scriptura) era simples. A tradição coloca a Bíblia de lado e o fato de que Lutero aceitava o domingo era prova suficiente para Eck de
que Lutero não aceitava a Bíblia toda de forma completa, mas que, ao admitir o domingo, estava admitindo a autoridade da Igreja Católica Romana.
Quando amamos de verdade a Cristo, Ele é nossa autoridade final. Suas palavras são nosso guia. Algumas coisas estão no âmbito da opinião pessoal. Uma mudança na lei de Deus não. Negar o sábado bíblico, dado por Deus como sinal de Sua autoridade criadora, é algo que importa muito, meu amigo! Uma mudança na lei de Deus é assunto de extrema importância.
Prefiro seguir o que Deus deu a Adão e Eva no jardim do Éden. Prefiro seguir o que Deus ordenou a Moisés nos Dez Mandamentos. Prefiro seguir o exemplo do próprio Cristo. E você? Muitos cristãos hoje estão acreditando num engano. As pessoas dizem: “Que diferença faz um dia? Todos os dias são iguais.” Com Deus, nem todos os dias são iguais. Um dia em especial foi abençoado por Ele. Um dia foi santificado. E Deus descansou nesse dia. As questões com as quais estamos lidando se relacionam com autoridade e obediência. Nossas escolhas são:
  • A Bíblia ou a tradição.
  • Jesus ou líderes religiosos.
  • A lei de Deus ou dogmas humanos.
  • As instruções de Deus ou ensinamentos humanos.
  • O jeito de Deus ou o jeito dos homens.
Existe uma pergunta que às vezes surge: “Você está sugerindo que todas as pessoas que guardam o domingo estão perdidas?” Não. Quero deixar isso bem claro. Há muitos cristãos guardadores do domingo que amam a Jesus Cristo. Eles estão vivendo de acordo com a luz que conhecem. À medida que aprendem mais, estão dispostos a seguir a verdade. Em todo o mundo, milhares estão ouvindo o chamado de Deus e se colocando ao lado da verdade.
Jesus está convidando você hoje. Ele o está chamando para sair do meio da multidão. Ele o chama a segui-Lo. Cristo apela para que você aceite Sua Palavra como a base de sua fé. Diga, então, em seu coração: “Sim, Jesus, eu O seguirei completamente.” Por que não fazer o compromisso de segui-Lo agora mesmo?
REFERÊNCIAS
  1. John Eadie (ed.), “Sabbath”, em A Biblical Cyclopedia (Londres: Charles Griffin, 1870).
  2. William L. Gildea, “Paschale”, The Catholic World, março de 1894, p. 809.
  3. Cânon 29 do Concílio de Laodiceia.
  4. Ibid.
  5. Peter Geiermann, The Convert’s Catechism of Catholic Doctrine (1957), p. 50.
  6. James Cardinal Gibbons, The Catholic Mirror, 23 de setembro de 1893.
  7. Charles G. Herbermann et al., “Commandments of God”, The Catholic Encyclopedia (Nova York: The Universal Knowledge Foundation, 1908, 1913), v. 4, p. 153.
  8. Leo Broderick, “Pastor’s Page”, Sentinel (Algonac, Michigan: Saint Catherine Catholic Church newsletter), 21 de maio de 1995.
  9. Karl Keating, Catholicism and Fundamentalism: The Attack on “Romanism” by “Bible Christians” (San Francisco: Ignatius, 1988), p. 38.
  10. Leo Broderick, “Pastor’s Page”, Sentinel, 21 de maio de 1995.
  11. James Cardinal Gibbons, The Faith of our Fathers, 34a ed. (Baltimore: John Murphy, 1889), p. 111.
  12. Monsignor Segur, Plain Talk about the Protestantism of To-day (Boston: Patrick Donahoe, 1968), p. 225.
  13. J. H. Holtzman, Canon and Tradition, citado por J. N. Andrews e L. R. Conradi, History of the Sabbath and First Day of the Week, 4a ed. (Washington: Review and Herald, 1912), p. 589.
(Mark Finley. Tempo de Esperança, p. 46-59, 2009)
Baixe o livro completo em PDF, clique aqui.
Fonte: Exegese.

A futura versão norte-americana da lei sharia muçulmana: Intolerância religiosa e perseguição à vista!

Marvin Moore, Apocalipse 13: leis dominicais, boicotes econômicos, decretos de morte, perseguição religiosa – isso poderia realmente acontecer? (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2013), p. 262-270.