Por que o darwinismo é falso (parte 3 de 3)

Biogeografia – Argumentos teológicos também são proeminentes no Origem das Espécies. Por exemplo, Darwin argumentou que a distribuição geográfica das coisas vivas não fazia sentido se as espécies tivessem sido criadas separadamente, mas faria sentido no contexto de sua teoria. Casos como “a presença de espécie peculiar de morcegos em ilhas oceânicas e a ausência de todos os demais mamíferos terrestres”, Darwin escreveu, “são fatos completamente inexplicáveis na teoria de atos independentes de criação.” Em particular: “Por que, pode ser perguntado, tem a suposta força criadora produzido morcegos e nenhum dos outros mamíferos nas ilhas remotas?” Segundo Darwin, “no meu ponto de vista, essa questão pode ser facilmente respondida, pois nenhum mamífero terrestre pode ser transportado por um espaço vasto de mar, mas os morcegos podem cruzar voando.”[34]  Continue Reading…

Por que o darwinismo é falso (parte 1 de 3)

Jerry A. Coyne é professor no Departamento de Ecologia e Evolução na Universidade de Chicago. Em seu livro Why Evolution is True [Por que a Evolução é Verdadeira], ele resume assim o darwinismo – a teoria moderna da evolução: “A vida na Terra evoluiu gradualmente com uma espécie primitiva – talvez uma molécula autorreplicante – que viveu há mais de 3,5 bilhões de anos; e depois se ramificou ao longo do tempo, lançando muitas e novas espécies diversas; e o mecanismo para a maior parte da (mas não toda) mudança evolucionária é a seleção natural.”[1]  Continue Reading…

“Enigma da cebola” e a complexidade do genoma humano

Se o genoma humano é, realmente, desprovido de DNA lixo como é sugerido pelo projeto ENCODE, então, um processo evolucionário longo e não guiado não pode explicar o genoma humano. Se, por outro lado, os organismos são intencionalmente projetados, então todo o DNA, ou tanto quanto possível, deve exibir função. Se o ENCODE estiver certo, então a evolução está errada

Frequentemente, tem sido citado o “teste de cebola”, o qual demonstra que as células de cebola tem muitas vezes mais DNA do que as células humanas. E uma vez que a cebola é considerada relativamente simples em comparação com os humanos, os evolucionistas alegam que essa discrepância só pode ser reconhecida se a preponderância do seu DNA for, na verdade, lixo ou não funcional. O termo “teste de cebola” foi cunhado pela primeira vez em abril de 2007 pelo biólogo evolutivo canadense T. Ryan Gregory. em seu blog.[1] Daí em diante, outros evolucionistas, como o geneticista brasileiro Marcelo Nóbrega, têm reproduzido o mesmo questionamento retórico: “Se nosso genoma de três bilhões de letras reflete a dita complexidade orgânica, como então justificar o genoma da cebola, com 15 bilhões de letras? Será que é tão mais complicado colocar uma camada de cebola sobre a outra do que construir um cérebro humano?”[2] Continue Reading…

Motor da evolução ou mais design (super)inteligente?

Foi uma descoberta chocante, porque, antes dela, o dogma central da biologia molecular dizia que os genes estavam no DNA, eram expressos por algum tempo no código temporário do RNA e, então, eram traduzidos em proteínas, que executavam as tarefas no sistema. Assim, esperava-se que os humanos tivessem muito mais genes e muito mais proteínas do que um verme, por exemplo. Mas isso não ocorre

O trabalho do cientista australiano John Mattick tem contribuído para derrubar paradigmas tradicionais da genética. Segundo o professor da Universidade de Queensland, em Brisbane, a programação genética dos organismos multicelulares foi essencialmente mal compreendida durante os últimos 50 anos. O equívoco, conta, residia no pressuposto de que a maior parte da informação era codificada em proteínas por meio do RNA, cujo papel seria reduzido à transcrição desses dados. As pesquisas coordenadas por Mattick, no entanto, ligaram o RNA não-codificador de proteínas à evolução de organismos complexos, à diversidade biológica e à cognição, contribuindo para o desenvolvimento do campo da epigenética – o estudo da parcela de 99% do genoma que não codifica proteínas. […] Em entrevista concedida à Agência Fapesp, Mattick destacou que o RNA não-codificador de proteínas – até há pouco tempo conhecido como “DNA lixo” – tem um papel regulatório tão importante que pode ser comparado a um software que controla todo o sistema dos organismos complexos. Continue Reading…

Ciência não exclui Deus

Apesar das opiniões equivocadas no que tange à teologia bíblica e sua relação com o darwinismo, creio que Collins já deu um grande passo do ateísmo ao cristianismo. E demonstra grande coragem ao expor sua fé num meio cético e preconceituoso. Mas ele ainda está a caminho. E quem não está?

Apesar das opiniões equivocadas no que tange à teologia bíblica e sua relação com o darwinismo, creio que Collins já deu um grande passo do ateísmo ao cristianismo. E demonstra grande coragem ao expor sua fé num meio cético e preconceituoso. Mas ele ainda está a caminho. E quem não está?

A revista Veja desta semana (24/01[/2008]) traz entrevista com o biólogo norte-americano que desvendou o genoma humano Francis Collins. Segundo a revista, “Collins é um dos cientistas mais notáveis da atualidade. Diretor do Projeto Genoma, bancado pelo governo americano, foi um dos responsáveis por um feito espetacular da ciência moderna: o mapeamento do DNA humano, em 2001. Desde então, tornou-se o cientista que mais rastreou genes com vistas ao tratamento de doenças em todo o mundo. Collins também é conhecido por pertencer a uma estirpe rara, a dos cientistas cujo compromisso com a investigação do mundo natural não impede a profissão da fé religiosa. Alvo de críticas de seus colegas, cuja maioria nega a existência de Deus, Collins decidiu reagir. Ele lançou há pouco nos Estados Unidos o livro The Language of God (A Linguagem de Deus). Nas 300 páginas da obra, o biólogo conta como deixou de ser ateu para se tornar cristão aos 27 anos e narra as dificuldades que enfrentou no meio acadêmico ao revelar sua fé. ‘As sociedades precisam tanto da ciência como da religião. Elas não são incompatíveis, mas complementares’, explica o cientista.” Continue Reading…

Biomimética: ciência inspirada no design inteligente

Copiando o design da natureza

           Copiando o design da natureza

O termo biomimética provém da combinação das palavras gregas bios, que significa vida, e mimesis, que significa imitação. Dito de modo simples, é a imitação da vida. A biomimética é uma nova área da ciência que estuda as estruturas biológicas e suas funções, procurando aprender com a natureza (e não sobre ela) e utilizar esse conhecimento em diferentes domínios da ciência para o desenvolvimento de soluções para os problemas humanos.[1, 2] Conforme afirmou o biólogo evolutivo Marc Weissburg, co-diretor do Centro de Design Biologicamente Inspirado do Instituto de Tecnologia da Geórgia, “todo organismo encontra-se projetado para resolver um problema”.[3] Janine Benyus, escritora científica e fundadora do Instituto de Biomimética (Montana, EUA), defende em seu livro Biomimética: Inovação Inspirada pela Natureza que, “diferentemente da Revolução Industrial, a Revolução Biomimética inaugura uma era cujas bases assentam não naquilo que podemos extrair da natureza, mas no que podemos aprender com ela”.[4: p. 10] Para o biólogo Dr. Phil Gates, professor da Universidade de Durham, “muitas das nossas melhores invenções foram copiadas de outros seres vivos ou já são utilizadas por eles. […] Em algum lugar, entre os milhões de organismos que ainda não foram descobertos, há invenções naturais que poderiam melhorar nossa vida. Elas poderiam fornecer novos medicamentos, materiais de construção, modos de controle de pragas e lidar com a poluição”.[5: p. 5]

Foi pensando na otimização dessas ideias inspiradoras da natureza que alguns cientistas criaram um banco de dados que já catalogou milhares de diferentes sistemas biológicos.[6] Um prático banco de dados para pesquisadores encontrar “soluções naturais para seus problemas de projeto”, diz a revista The Economist.[7] Os sistemas naturais mantidos nesse banco de dados são conhecidos como patentes biológicas. Sobre esse banco de dados de patentes biológicas, The Economist diz: “Por chamarem de ‘patentes biológicas’ as geniais ideias biomiméticas, os pesquisadores estão na realidade dizendo que a natureza é a legítima detentora dessas patentes.”

Por outro lado, é curioso notar que frequentemente cientistas afirmam que não há designreal na natureza. Richard Dawkins, por exemplo, disse que o design que vemos em organismos vivos é ilusão: “A ilusão de design é tão bem-sucedida que a maior parte dos americanos hoje […] teimosamente se recusa a acreditar que é uma ilusão.”[8: p. 35] Ele acrescenta que “a ilusão [de design] é tão poderosa que enganou as mentes mais brilhantes durante séculos, até que Charles Darwin apareceu em cena”.[9: p. 416] A comunidade científica endossa esta tese: não existem sinais de inteligência empiricamente detectados na natureza.[10]

Conforme indaga o historiador da ciência Enézio Eugênio de Almeida Filho, se o design é “ilusão”, por que buscar design inteligente na natureza? A ideia de “ilusão” vai contra o que se observa atualmente nas pesquisas aplicadas, pois, na prática, a biomimética é a certeza de que o objeto que se está a imitar possui design suficientemente bom para ser copiado. Um cientista não pode negar que, ao detectar o design “ilusório”, ele parte imediatamente para pesquisas visando a avançar o conhecimento científico, realizar aplicações práticas e, consequentemente, fornecer melhorias para a humanidade.[10] Então, o design é “ilusão”, mas é prático? Como isso é possível?

De insetos a mamíferos, tudo na natureza está agora sendo visto sob nova perspectiva: agentes de inovação com quem os humanos podem aprender. Assim, apresento a seguir apenas alguns exemplos de pesquisas aplicadas dentre os milhares de estudos biomiméticos publicados ao longo da última década:

carrapicho-velcro-1Carrapicho (e o velcro): o velcro é um dos exemplos mais antigos e conhecidos de produto biomimético, desenvolvido em 1941 pelo engenheiro suíço George de Mestral, após encontrar várias sementes de plantas do genêro Arctium (carrapicho) grudadas no pelo do seu cachorro durante suas caminhadas pelos Alpes. Ao ver a semente pelo microscópio, o engenheiro notou que ela era dotada de filamentos entrelaçados e com pequenos ganchos nas pontas. Com base nessa inspiração, ele criou uma alternativa para unir materiais de maneira simples e reversível. O design foi patenteado em 1952 e passou a ser comercializado por sua empresa, a Velcro S.A.[11]

Plantas (e a tecnologia de coleta de água do ar): algumas plantas possuem “cabelos” minúsculos (microfibras) em suas folhas que servem para recolher água doce do ar. As plantas que vivem em regiões áridas e montanhosas do planeta necessitam desse mecanismo para sobrevivência, mas até então não se sabia exatamente como conseguiam essa façanha. Os cientistas descobriram que as microfibras são responsáveis tanto pelo armazenamento quanto pela liberação de água.[12] Em épocas secas, a água armazenada é liberada para a folha. Essa tecnologia permitirá a construção de um aparelho capaz de coletar a água do ar para aliviar a escassez de água no mundo.

Plantas (e o reator que produz biocombustível solar): cientistas desenvolveram um reator capaz de produzir combustível líquido parecido com o conceito de fotossíntese artificial.[13, 14] O reator produz combustível usando a luz do sol, dióxido de carbono e água, mais um composto chamado óxido cérico. O combustível são hidrocarbonos, similares ao petróleo e aos bio-óleos. A distância da fotossíntese real ainda é gigantesca, mas a ideia de imitar a forma de conseguir energia tal como a das plantas parece ser um caminho mais concreto do que as “formas alternativas” já desenvolvidas pelo ser humano.

cipoPlanta liana (e as membranas de auto-cura): a planta liana, conhecida como “cipó”, possui anéis de estabilização de células que se curam espontaneamente após sofrer danos.[15] Como é que a liana repara suas lesões? Os cientistas explicam que “quando as células lignificadas dos tecidos de suporte externos que dão à planta a sua rigidez de flexão são danificadas, a planta administra ‘primeiros socorros’ para a sua ferida”. Células das camadas profundas se expandem de repente e fecham a lesão de dentro para fora. Apenas em uma fase posterior ela faz o processo de autocura e o tecido original volta a crescer. Cientistas se inspiraram na planta e desenvolveram um revestimento para barcos de borracha a base de um material que não só reduz a perda de pressão, caso a membrana seja danificada, mas também torna a estrutura inflável mais resistente.

Planta Drosera (e os adesivos de aplicações biomédicas): os tentáculos que saem da planta carnívora Drosera secretam um adesivo poderoso capaz de esticar um milhão de vezes seu tamanho. Cientistas buscaram aprender com os princípios biológicos dessa planta e aplicar engenharia para desenvolver um produto que utiliza os mesmos compostos.[16] Essa elasticidade notável faz o adesivo produzido pela planta ser uma escolha potencialmente eficaz para o revestimento de substituições de partes do corpo (quadris ou joelhos artificiais), para regenerar tecidos mortos, para curar feridas e melhorar adesivos sintéticos.

Planta Teixo (e os anticancerígenos): o taxol, extraído da casca do Teixo do Pacífico (Taxus brevifolia), é um importante medicamento natural anticancerígeno usado no tratamento contra o câncer de ovário e de mama.[17] Para Gordon Cragg, chefe da divisão de produtos naturais do National Cancer Laboratory (EUA), “a natureza é o químico supremo. Com o devido respeito ao talento dos químicos, não creio que eles fossem capazes de criar uma molécula como a do taxol”.[4: p. 149] O taxol compõe a lista da Organização Mundial da Saúde.[18] Em 2004, essa tecnologia foi premiada com o Presidential Green Chemistry Challenge Award (Prêmio Desafio em Química Verde).

romãRomã (e as superbaterias à base de silício): a fruta Romã serviu de inspiração para o desenvolvimento de um protótipo de bateria que consegue armazenar até dez vezes mais energia que os modelos convencionais.[19] Cientistas queriam criar baterias de lítio que usassem silício, porém, esse elemento se quebra no momento da recarga devido ao calor. Foi aí que a estrutura natural da romã se tornou útil. Foram unidas nanopartículas de silício em cápsulas resistentes de carbono, organizando-as da mesma forma que as sementes da romã; assim, a eletricidade é conduzida sem que se precise expor o silício. Foi observado que após mil ciclos de recarga a bateria ainda era capaz de funcionar em 97% de sua capacidade. Essa tecnologia permitirá a fabricação de baterias menores, mais leves e mais potentes para telefones celulares,tablets e carros elétricos.

Insetos (e a nova geração de aparelhos auditivos): cientistas criaram um sistema de aparelho auditivo moderno com base em um microfone inspirado em um inseto amarelo (Ormia ochracea) fêmea, a fim de resolver o problema de localização de sons e eliminar o ruído de fundo.[20] Esse projeto possui design inovador e usa um microfone direcional em miniatura, semelhante ao do ouvido de um inseto. O projeto também vai investigar técnicas de impressão 3D para otimizar o design do aparelho auditivo para que ele funcione melhor acusticamente em conjunto com o novo microfone. A promessa é a de que essa tecnologia aumentará a qualidade do apoio oferecido às pessoas afetadas pela perda auditiva.

Insetos (e os nanofilmes hidrofóbicos): a fim de projetar superfícies repelentes à água, cientistas se inspiraram nas propriedades hidrofóbicas de insetos aquáticos como a aranha-d’água, que andam sobre a água, e de borboletas que sacodem a água de suas asas.[21] Após as análises, foi possível criar uma fina película (nanofilme) repelente à água com a capacidade de controlar a direção de transporte do líquido. Essa tecnologia oferece a possibilidade de avanços significativos para a produção de novas gerações de revestimentos para aplicações navais, médicas e de energia.

Asas de gafanhoto (e os robôs voadores): cientistas estudaram a aerodinâmica das asas do gafanhoto e descobriram que eles voam durante muito tempo com muito pouca energia.[22] Infelizmente, para os engenheiros, a análise revelou também que a complexidade da venação das asas do inseto afeta diretamente a aerodinâmica – mudam radicalmente suas formas durante o vôo – graças à deformação da asa, o que torna difícil imitado o mecanismo. Os autores disseram: “Se queremos copiar o inseto, temos que extrair o máximo que pudermos do seu design e construir asas que façam a maior parte do que as asas do inseto conseguem fazer.” Se obtiverem êxito, os resultados serão aplicados na engenharia robótica e de aeronaves.

abelhaAbelhas (e a nova geração de sistemas de navegação):abelhas calculam a rota mais eficiente entre todas as flores em um ambiente, economizando energia para coletar néctar. Por meio de um algoritmo desconhecido, elas resolvem problemas de rastreamento de rotas complexos que confundiria a maioria dos humanos.[23] Os cientistas dizem que esse GPS High Tech das abelhas pode nos ensinar “como otimizar os projetos para redes de informação, cujas rotas não podem ser planejadas com antecedência”. A promessa é a de que algoritmos inspirados nas abelhas melhorem projetos de redes de informação (telefonia móvel e internet) ou de transportes (ônibus, trens) dos quais as sociedades modernas dependem.

Borboletas (e as telas de aparelhos eletrônicos): o projeto das telas “mirasol” foi inspirado nas asas da borboleta do gênero Morpho, azul-metálico iridescente.[24] Cientistas descobriram que asas de borboletas manipulam a luz com um cristal orgânico, que é também um amplificador ótico. As asas contem microestruturas que criam o efeito de coloração através de “coloração estrutural”, em vez de pigmentação. Ou seja, as asas de borboletas são constituídas de micropelículas arranjadas de tal forma que, quando a luz passa por elas, vemos diferentes cores que mudam de tonalidade de acordo com o ângulo sob o qual vemos. Portanto, inspirados nesse design, engenheiros projetaram telas de LCD com superfícies mais finas e leves, com alta qualidade de imagem e de visualização de baixíssimo consumo de energia.

Cupinzeiro (e o prédio sustentável): o edifício Eastgate Center (Harare, Zimbábue), projeto de autoria do arquiteto Mick Pearce em parceria com a ARUP engenharia, foi inspirado na arquitetura e no funcionamento dos túneis e condutos de ar de um cupinzeiro.[25] Portanto, o edifício não possui um sistema convencional de ar condicionado ou aquecimento, mas, mesmo assim, mantém ao longo de todo o ano sua temperatura regulada com uma economia dramática no consumo de eletricidade (redução de 65%), tudo graças a um design que seguiu os princípios da biomimética.

Biossonar dos golfinhos (e a ecolocalização artificial): a ecolocalização nos golfinhos é um sistema tecnológico natural bem sofisticado. É muito superior a qualquer sistema criado pelo ser humano. O golfinho possui um extraordinário sistema acústico de ecolocalização que lhe permite obter informações sobre outros animais e o ambiente, pois consegue emitir ondas ultrassônicas, na faixa de 150 kHz, sob a forma de “clicks” ou estalidos. Com base nessa capacidade natural, os seres humanos desenvolveram a “ecolocalização artificial”, com o advento do radar, do sonar, e até mesmo dos aparelhos de ultrassonografia.[26]

Baleia Jubarte (e as hélices eólicas): esse mamífero é ágil ao mergulhar e fazer curvas, e o segredo está nas saliências (tubérculos) de suas nadadeiras que canalizam o fluxo de água e criam turbulências. Cientistas estão imitando esse design a fim de aprimorar lemes de barcos, turbinas hidráulicas, hélices de helicópteros e hélices eólicas.[27, 28] Os testes aplicados em hélices eólicas mostraram uma eficiência de até 42% que beneficiará os moinhos, visto que constantemente eles recebem fortes rajadas de ventos que danificam sua estrutura. Essa tecnologia fará com que o vento seja desviado facilmente, permitindo um melhor aproveitamento e gerando mais energia ao aumentar a velocidade do giro e diminuindo a manutenção das hélices.[29]

Tubarão (e as superfícies de baixo atrito): pesquisas estão explorando soluções naturais para a redução de atrito da pele sobre superfícies sólidas, o que poderia resultar em inovações e aplicações em matéria de conservação de energia. Para tanto, cientistas se inspiraram na forma como a pele dos peixes reage ao contato com a água, realizando experimentos em um modelo de pele com dentículos de tubarão-mako, considerado o tubarão mais rápido.[30] Essa tecnologia tem sido aplicada também em cascos de navios, submarinos e mesmo aviões, aumentando a eficiência aerodinâmica/hidrodinâmica em até 30%.

Patas-da-lagartixaLagartixas (e as fitas adesivas): cientistas estudaram as propriedades adesivas naturais das patas da lagartixa (gecko), que são capazes de manobrar rapidamente em superfícies verticais e tem incrível capacidade de subida, que lhes permite escalar paredes a uma velocidade muito alta, ficar de cabeça para baixo no teto e liberar a adesão das patas em milissegundos.[31] Isso porque a pata da lagartixa possui milhões de cílios que interagem com superfícies usando a força molecular.[32] Esse sistema inspirou a criação do Gecko Tape, uma fita adesiva com quatro vezes mais poder de colagem que qualquer outra, capaz de fixar qualquer coisa sem usar nenhuma cola.[33]

Penas dos pássaros (e os sensores estabilizadores de voo): cientistas se inspiraram nos dispositivos antiturbulência presentes nas penas de pássaros a fim de desenvolver um sistema inovador que pode acabar com as turbulências em voos de aeronaves.[34] Eles observaram que os microaviões não tripulados (drones) tendiam a sair da rota devido às rajadas de vento que podiam estilhaçá-los no céu, enquanto os insetos e pássaros se saem muito melhor. O que os mantém tão estáveis? Os pesquisadores descobriram a técnica utilizada pelos pássaros e a imitaram ao criar um sistema que detecta a perturbação do fluxo antes que isso resulte na movimentação da aeronave.

Linha lateral dos peixes (e o chip sensorial para navegação de robôs subaquáticos):manobrar um robô subaquático é muito complicado. A saída é tentar imitar os peixes, sobretudo a chamada linha lateral deles, um órgão sensorial distribuído ao longo do corpo e que permite a detecção de movimentos. Os cientistas se inspiraram no órgão sensorial dos bagres cegos encontrados em cavernas e criaram um sensor baseado na tecnologia MEMS, que praticamente não consome energia.[35] O equipamento fornece imagens 3D dos objetos ao redor, fazendo um mapeamento do entorno do robô que é muito mais preciso do que qualquer informação obtida com imagens por câmeras ou com sonares.

Proteínas da albumina do ovo (e o plástico biodegradável): a albumina da clara de ovo inibe tão bem o crescimento bacteriano que poderia ser misturada com glicerol para criar “bioplásticos” esterilizados para aplicações biomédicas, bem como para ser biodegradável e, portanto, mais “amigo” do meio ambiente. Para um dos cientistas, “se você o colocar em um aterro sanitário, sendo este bioplástico feito a partir da proteína pura, ele vai se degradar”, e “se você o colocar no solo durante um mês, no máximo dois meses, esse plástico vai desaparecer”.[36] Essa tecnologia será aplicada em embalagens de alimentos e na área biomédica.

Magnetorecepção em animais (e o sensor magnético em humanos): magnetorecepção é um sentido que permite que bactérias, insetos e até vertebrados como salmões, tartarugas do mar, aves e tubarões detectem campos magnéticos para orientação e navegação. Os seres humanos, porém, são incapazes de perceber campos magnéticos naturalmente. Diante disso, cientistas desenvolveram um novo sensor magnético inspirado na natureza, que é fino, robusto e flexível o suficiente para ser facilmente adaptado à pele humana, mesmo em regiões mais flexíveis da palma da mão.[37] Essa tecnologia poderá equipar os seres humanos com sentido magnético.

Bússola biológica dos pássaros (e os smartphones): uma nova e melhor geração desmartphones vai poder empregar sensores de campo magnético inspirados na bússola biológica de migração dos pássaros. Cientistas criaram perfeitos fios moleculares unidimensionais que suprimem quase totalmente a condutividade elétrica por um campo magnético fraco à temperatura ambiente.[38] É possível que esse mecanismo subjacente esteja intimamente relacionado com a bússola biológica usada por algumas aves migratórias para encontrar sua localização no campo geomagnético.

mexilhãoMexilhões (e a sensibilidade dos dentes): Sensibilidade dentária ocorre quando a dentina na linha da gengiva é desgastada, deixando os nervos expostos a sinais quentes, frios, doces ou azedos. Frente a esse problema, cientistas anunciaram uma forma de reconstruir o esmalte e a dentina dos dentes, inspirada nos mexilhões.[39] Mexilhões constroem um adesivo à prova d’água para se fixarem às rochas. Com base nesse design, cientistas desenvolveram uma “substância gosmenta” que reconstrói a dentina e o esmalte ao mesmo tempo. A promessa é a de que o adesivo manterá os minerais em contato com a dentina por tempo suficiente para que ocorra o processo de reconstrução.

Cérebro humano (e os processadores neuromórficos): cientistas estão usando silício esoftware para construir sistemas eletrônicos que imitam neurônios e sinapses, com vistas a construir uma geração de computadores mais eficientes e mais rápidos. O processador neuromórfico – supercomputador chamado Neugrid – foi construído para imitar o funcionamento dos neurônios do cérebro humano.[40] Dotado com o chip Hicann, ele consegue simular 512 neurônios, cada um equipado com 224 circuitos sinápticos. Porém, vale lembrar que o córtex de um camundongo, por exemplo, opera 9.000 vezes mais rápido e consome 40.000 vezes menos energia do que uma simulação feita em computador.

Baço humano (e o baço artificial): cientistas desenvolveram um aparelho (biospleen) inspirado no baço humano que é capaz de filtrar organismos patogênicos e toxinas do sangue de pacientes.[41] Depois que o sangue flui pelo biospleen, um imã puxa as toxinas do sangue e aí o líquido “puro” retorna ao paciente – tratamento parecido com o da hemodiálise. Os testes conseguiram retirar 90% dos patogênicos do sangue depois de cinco “rodadas” de limpeza. A tecnologia pode ser uma boa opção no caso dos tratamentos virais também, como HIV e ebola.

Lágrima humana (e a solução de limpeza para lentes de contato): cientistas criaram uma solução de limpeza para lentes de contato, Biotrue ONEday, inspirada na biologia dos olhos humanos.[42] A solução possui pH compatível com o da lágrima humana e umedece a lente da mesma forma que os olhos, pois usa um lubrificante também encontrado no olho humano, o que deve reduzir a reação alérgica a esse tipo de produto.[42, 43] “Isso é bastante novo em oftalmologia. Mas num futuro próximo veremos inúmeras soluções da biomimética aplicadas à medicina”, afirma Gary Orsborn, diretor de cuidados médicos da Busch & Lomb.[2]

Cristalino humano (e a lente para correção de catarata): a empresa norte-americana Bausch & Lomb lançou outro produto de design bioinspirado, dessa vez para correção de catarata: a lente intraocular acomodável Crystalens®.[31, 44] Esse implante de lente procura imitar o cristalino natural, tanto quanto possível. Projetado para se mover dentro do olho, o implante de lente permite que os pacientes enxerguem de perto, a médio alcance e à distância.

Articulações humanas (e o desenvolvimento de próteses): ao estudar a estrutura e função das articulações humanas (bacias, joelhos, ombros e tornozelos), cientistas se inspiraram para o desenvolvimento de dispositivos protéticos a fim de imitar e substituir a estrutura natural do corpo humano.[45, 46]

hemaceasHemáceas humanas (e o desenvolvimento de glóbulos vermelhos sintéticos): cientistas estão desenvolvendo glóbulos vermelhos sintéticos.[47] As células sintéticas foram projetadas para imitar as características estruturais e funcionais de hemácias do sangue humano a fim de transportar oxigênio através de capilares menores do que seu próprio diâmetro. O objetivo é o de que possam ser usados como veículos para agentes terapêuticos e de imagiologia, bem como para se tornar um sistema potencial de entrega de fármacos.

Tecidos humanos (e a engenharia de tecidos sintéticos): minúsculas partículas feitas de polímeros são uma grande promessa como andaimes estruturais para a construção de tecidos artificiais. Cientistas desenvolveram uma nova técnica que permite criar micropartículas que assumem praticamente qualquer forma, usando um micromolde que muda de forma em resposta à temperatura.[48] Foi possível organizar diferentes células em camadas para criar tecidos sintéticos que imitam a estrutura de tecidos naturais do corpo humano.

Viu a lista? Isso é o que o design inteligente tem feito por você ultimamente. É por isso que o design inteligente se encaixa naturalmente com a Biomimética. Se modelos vivos não fossem tão bons, ninguém seria inspirado a imitá-los. Portanto, não é racional insultar bioengenheiros com a sugestão de que eles estão imitando tecnologias de última geração resultantes de um processo cego e não guiado em seus laboratórios.[49] Não a partir de nossa experiência uniforme, pois um bom projeto vem de uma boa mente.

É impossível justificar tecnologias naturais como essas por meio dos mecanismos propostos pelo atual paradigma para a explicação da origem e evolução dos seres vivos. É na ausência de mecanismos naturais responsáveis pelo surgimento desses designs que repousa a necessidade de uma influência inteligente arquitetando tudo. Contudo, diante da impossibilidade de demonstrar em laboratório a origem desses sistemas de complexidades naturais, revistas científicas como a Nature têm apelado ao naturalismo filosófico e à metafísica: “Milhões de anos de evolução tornaram o mundo biológico em um laboratório de desenvolvimento de materiais extremamente eficaz. […] As substâncias encontradas no mundo natural são inspiradoras imitações que podem, eventualmente, dotar os seres humanos com poderes sobre-humanos.”[50]

O fato de a Biomimética ter tido uma rápida ascensão na última década é sinal de que as pessoas estão cansadas de histórias inúteis. O papo de Darwin cai fora da discussão quando o foco está no design natural que a ciência pode imitar para melhorar a vida humana. Esse é o início de uma nova forma de se fazer ciência com base em projetos inteligentes que vão trazer uma infinidade de benefícios para o mundo. Darwin está perdendo discípulos, e aqui vai uma dica: Neodarwinistas, mantenham suas mãozinhas fora da Biomimética. Ela não pertence a vocês! Quer saber se estou correto em minhas afirmações? Façamos alguns questionamentos: Quantas dessas pesquisas mencionaram a evolução? A teoria da evolução é realmente relevante para o projeto baseado em design?

Fonte: Everton Fernando Alves é mestre em Ciências da Saúde pela UEM e diretor de ensino do Núcleo Maringaense da Sociedade Criacionista Brasileira [NUMAR-SCB].

Referências:

[1] Santos C. O desenho como processo de aplicação da Biomimética na arquitetura e no design. Tópos 2010; 4(2):144-192. Disponível em: http://revista.fct.unesp.br/index.php/topos/article/viewFile/2257/2066

[2] Vialli A, Gonçalves A. Natureza aplicada à vida cotidiana. O Estado de São Paulo, 2010. Disponível em:http://www.estadao.com.br/noticias/geral,natureza-aplicada-a-vida-cotidiana-imp-,643094

[3] Entrevista concedida por Marc Weissburg. Taking cues from nature to solve tech problems. Entrevistador: Greg Bluestein. NBC News.com, 2006. Disponível em: http://www.nbcnews.com/id/13421974/ns/technology_and_science-tech_and_gadgets/t/taking-cues-nature-solve-tech-problems/#.Vo-0XrYrI_4

[4] Benyus JM. Biomimética: Inovação Inspirada pela Natureza. 3. Ed. São Paulo: Editora Cultrix, 2007.

[5] Gates P. Wild Technology. Kingfisher Books, 1995.

[6] Vincent JFV, Bogatyreva O, Pahl AK, Bogatyrev N, Bowyer A. Putting Biology into TRIZ: A database of Biological effects. Creativity and Innovation Management 205; 14(1):66-72. Disponível em: http://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/j.1476-8691.2005.00326.x/abstract

[7] Technology that imitates nature. The Economist 2005; 375:18-22. Disponível em: http://www.economist.com/node/4031083

[8] Dawkins R. The Illusion of Design. Natural History Magazine 2005; 114(9):35-37. Disponível em:http://www.naturalhistorymag.com/htmlsite/1105/1105_feature1_lowres.html

[9] Dawkins R. The Greatest Show on Earth. New York: Free Press, 2009.

[10] Almeida Filho EE. O design inteligente ‘ilusório’ do cérebro motiva pesquisadores a projetar uma nova geração de neurocomputadores. Desafiando a Nomenklatura Científica, 2010. Disponível em: http://pos-darwinista.blogspot.com.br/2010/02/o-design-inteligente-ilusorio-do.html

[11] Relatório da patente nº US 2,717,437. Disponível em: http://www.freepatentsonline.com/2717437.pdf

[12] Ito F, Komatsubara S, Shigezawa N, Morikawa H, Murakami Y, Yoshino K, Yamanaka S. Mechanics of Water Collection in Plants via Morphology Change of Conical Hairs. Applied Physics Letters 2015; 106: 133701.

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Os estragos da ideologia de gênero no Reino Unido!!

Adultos psicologicamente vulneráveis

Adultos psicologicamente vulneráveis

O número de crianças em tratamento, devido a distúrbios causados pela ideologia de gênero no Reino Unido tem visto um grande aumento. Segundo relatos do jornal Gloucester Citizen, o número de crianças submetidas a tratamento no Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido deu um salto de 1.000% nos últimos cinco anos. Os médicos estão preocupados porque o serviço de saúde está ficando “sobrecarregado”, de acordo com o jornal britânico. Mais de mil crianças foram tratadas pelo Serviço de Transtorno de Identidade de Gênero, prestado pelo Serviço Nacional de Saúde no Reino Unido, entre abril e dezembro do ano passado. O aumento do número de casos em tratamento é alarmante, considerando que nos anos de 2009 e 2010, 97 e 139 crianças foram tratadas, respectivamente. A organização cristã Christian Concern disse à Rádio Premier Christian que está profundamente preocupada com o crescente número de crianças – a partir dos dez anos de idade – que já têm acesso a remédios que alteram a puberdade, para que possam ser transformadas em um gênero diferente.

“As crianças não são capazes de dirigir até que tenham 17 anos; não podem votar até que tenham 18 anos, e ainda há quem sugira que crianças de, talvez, dez anos sejam capazes de tomar a decisão de embarcar em um curso que tem consequências, significados e implicações enormes de mudança de vida”, disse o diretor de campanha da Christian Concern, Andrew Marsh. A Sky News da Europa entrevistou no ano passado um garoto de 15 anos, chamado Alex, que estava tomando uma medicação que atrasa a puberdade, porque ele “queria se tornar uma mulher”.

“Tomei bloqueadores de hormônios durante 12 a 13 meses”, disse ele. “Eu estava preocupado, muito antes de eu tomar meus bloqueadores, que a minha voz pudesse engrossar ou que eu desenvolveria características muito masculinas. Isso não seria saudável.” Especialistas discordam sobre qual seria o tratamento adequado para crianças com disforia de gênero (causadora do transtorno de identidade de gênero). Essa é a condição na qual as crianças se encontram, quando acreditam que deveriam ser do sexo oposto.

Alguns médicos especialistas dizem que há uma falta de pesquisas investigativas sobre os efeitos a longo prazo do tratamento transgênero para crianças. Além disso, há alegações ainda de que a maioria das crianças que lidam com a disforia de gênero não acabe por se tornar, de fato, transgênera.

Não apenas na Europa, mas também no Brasil, a ideologia de gênero tem sido uma proposta polêmica, apoiada pelo movimento LGBT e também pelo movimento feminista. Inspirada pela Teoria Queer, a proposta seria, segundo a ex-feminista Sara Winter, uma ferramenta que levaria à desconstrução da família tradicional. Segundo o procurador federal Guilherme Schelb, a ideologia de gênero também seria um investimento para a erotização das crianças e, consequentemente, fazer delas adultos psicologicamente vulneráveis.

“É uma armadilha. Eles usam um pretexto ‘nobre’: a defesa das minorias e o ensino dos direitos humanos. Mas o que eles estão promovendo, na verdade, é a erotização das crianças”, alertou. Além de Sara Winter e Guilherme Schelb, outros nomes como a psicóloga cristã Marisa Lobo também têm se empenhado em alertar pais e educadores sobre os perigos que a ideologia pode representar para crianças.

“Eles querem dizer que a heterossexualidade não existe, que ela não é normal e que é uma ‘norma imposta’, ‘compulsória’. Isso é dito pelos livros que advogam em favor da Teoria Queer de desconstrução. Essa é uma teoria sobre a qual todos deveríamos saber. Ela desconstrói a fé, desconstrói Deus, desconstrói a sexualidade, a sociedade”, alertou a psicóloga em uma entrevista concedida anteriormente à TV Novo Tempo.

Fonte: Portal Conservador.

Leia mais sobre esse tema AQUI.

Fósseis transicionais não foram encontrados porque eles não existem, de acordo com a nova teoria evolucionista “origem súbita”!

origem_subita

[Traduzido para o português de Portugal.]

Porque é que os fósseis transicionais nunca foram encontrados? Segundo o evolucionista Jeffery Schwartz,“eles não foram encontrados porque eles não existem” (“Pitt. Professor’s Theory…,” 2006). Será que este evolucionista abandonou o barco e juntou-se aos criacionistas? Claro que não. De facto, a sua declaração nada mais é que uma forma de apoiar uma teoria evolutiva alternativa à medida que os Neo-Darwinistas se apressam para defender a sua premissa vacilante.

Jeffery Schwartz defende uma nova teoria, com o nome de “origem súbita”, no lugar das mudanças graduais e incrementais outrora propostas pelos evolucionistas. [Se o conceito da “origem súbita” parece irónico, pode ser porque é exactamente isso que os criacionistas há décadas têm alegado.] Schwartz defende que a mudança gradual não ocorre, declarando que “a evolução não é necessariamente gradual, mas frequentemente súbita, e com expressões de mudança extremas.” (“Pitt Professor’s…,”)

Em Janeiro de 2006 Schwartz publicou um artigo na revista “New Anatomist”. O comunicado de imprensa da universidade de Pittsburg indicou que o seu artigo [então]  vindouro disponibiliza um melhor entendimento da estrutura celular, que, segundo Schwartz, confirma de forma mais vincada a sua teoria evolutiva da “origem súbita”.

Esta versão evolutiva “recém melhorada”, ou “arrumada” de forma organizada, foi originalmente detalhada no seu livro de 2000 com o título de “Sudden Origins: Fossils, Genes, and the Emergence of Species”. Segundo Schwartz, a evolução é uma expressão de “mudança que teve início ao nível celular devido a radicais factores de stress ambiental (tais como o calor, o frio ou a aglomeração) anos antes”. (“Pitt Professor’s…”). Segundo Schwartz, o mecanismo é o seguinte:

 A convulsão ambiental causa a que os genes sofram mutações, e estes genes que sofreram mutações permanecem num estado recessivo, propagando-se silenciosamente por toda a população até que apareçam descendentes com duas cópias da nova mutação e sofram uma mudança súbita, o que causa a impressão de aparecerem do nada. (“Pitt Professor’s…”).

Aparecerem do nada?

Em defesa da sua teoria, Schwartz descreveu o porquê das células não sofrerem modifições subtis e constantes de pequena escala com o passar do tempo, que é o que Darwin e os seus seguidores previram. O comunidado de imprensa salientou:

Os biólogos celulares sabem a resposta: as células não gostam de sofrer mutações e elas não as sofrem com facilidade.

Consequentemente, estas gigantescas modificações ambientais levam a mutações que “podem ser importantes e benéficas (tais como dentes ou membros) ou, o que é mais comum, levam à morte do organismo.” Schwartz alegou posteriormente que “é o meio ambiente que perturba o seu equilíbrio e, como é o mais provável, tanto os mata como os modifica. Como tal, os organismos estão a ser controlados pelo meio ambiente, e não a adaptarem-se a ele.” (“Pitt Professor’s…”)

Façamos um resumo:

1. Os fósseis transicionais não existem.
2. As modificações graduais não acontecem; o que acontece são modificações súbitas.
3. As células não gostam de modificações e dificilmente mudam.
4. As mutações não se podem “cimentar” o suficiente de modo a permitir que a evolução ocorra – e mesmo assim, quando ocorrem, é mais provável as mutações matarem o organismo.
5. Os organismos não se estão a adaptar ao meio ambiente, mas sim a serem “controlados pelo meio ambiente”.

Tudo isto nada mais parece que um texto escrito por criacionistas ha décadas atrás visto que há já muito tempo que eles reconheceram que a vida surgiu subitamente na Terra. De facto, não só não existem fósseis transicionais, como a diversidade que observamos à nossa volta não pode ser explicada como efeito de modificações graduais.

Para além disso, é amplamente sabido que a maior parte das modificações não são benéficas e que as células não gostam de “mudar”. Quanto tempo mais até que estes homens dêem o passo final e creditem a Deus pela “origem súbita” da vida?

Britanicos_Duvidam_GradualismoÀ medida que estudos tais como este continuam a aparecer nas notícias, não é de estranhar que tantas pessoas continuem a duvidar da teoria da evolução. Muitas pessoas começam a entender que a teoria da evolução não tem as respostas que prometia ter. De facto, e tal como reportou a BBC News, “segundo uma sondagem de opinião, pouco menos de metade dos Britânicos aceita a teoria da evolução como a melhor descrição para o desenvolvimento da vida” (“Britons Unconvinced…,” 2006).

No artigo da BBC, Andrew Cohen, editor para a “Horizon”, salientou:

A maior parte das pessoas esperaria que o público se colocasse do lado da teoria da evolução, mas parece que existem muitas pessoas que parecem acreditar numa teoria alternativa para a origem da vida.

A notícia continua:

 Estes dados causaram surpresa junto da comunidade científica. Lord Martin Rees, Presidente da “Royal Society” disse: “É surpreendente que tantas pessoas continuem a ter dúvidas em relação à evolução Darwiniana. Darwin propôs a sua teoria há quase 150 anos atrás, e ela é agora apoiada por um imenso peso de evidências.”(“Britons Unconvinced…,” 2006).

Imenso peso de evidências? Claramente, Martin Rees ainda tem que chegar às mesmas conclusões a que chegou Schwartz e muitos outros. O verdadeiro “peso” está do lado de quem defende uma origem súbita – origem esta que só pode ser explicada como efeito da Mão criadora de Deus.

Não há fósseis transicionais, não há modificações graduais e nem há modificações benéficas que expliquem a diversidade biológica; parece que o verdadeiro “peso” é a verdade que o evolucionistas têm agora que explicar.

Referências:

“Britons Unconvinced on Evolution,” (2006), BBC News, January 26, [On-line], URL: http://news.bbc.co.uk/1/hi/sci/tech/4648598.stm.

“Pitt Professor’s Theory of Evolution Gets Boost From Cell Research” (2006), University of Pittsburg: News From Pitt, January 26, [On-line], URL: http://www.umc.pitt.edu:591/m/FMPro?-db=ma&-lay=a&-format=d.html&id=2297&-Find.

Fonte: Darwinismo.

Explicações darwinistas – uma coleção de histórias mal contadas!

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Borges, Michelson. A história da vida. 4. ed. Tatuí, SP. Casa Publicadora Brasileira, 2011.

Produção de energia molecular: desafio maior que Itaipu

itaipu-hidreletricaVocê já teve a oportunidade de visitar uma usina hidrelétrica? Há alguns anos tive visitei a maior geradora de energia limpa e renovável do planeta, a Itaipu Binacional. Durante a visita, é possível conhecer alguns setores da usina e aprender um pouco sobre o funcionamento de uma hidrelétrica. Usinas desse tipo utilizam a energia das águas de um rio para produzir energia elétrica. Para isso, são construídas duas grandes estruturas principais: o vertedouro e a barragem. A barragem tem a função de represar o rio, formando um reservatório de água, um lago. O vertedouro possui comportas por onde escoará o excesso de água represado e que não será utilizado na produção de energia elétrica. Os vertedouros geralmente são a maior atração aos visitantes, como, por exemplo, na usina de Itaipu, onde o vertedouro tem capacidade de vazão equivalente a 40 Cataratas do Iguaçu! Ver toda essa água escoando por um declive de 30 metros é realmente um espetáculo!

A usina hidrelétrica de Itaipu é realmente um gigantesco desafio da engenharia concretizado. A altura da barragem chega a 196 metros, o equivalente a um prédio de 65 andares! O concreto utilizado na construção da usina permitiria construir 210 estádios como o Maracanã, e o ferro e aço utilizados seriam suficientes para a construção de 380 torres Eiffel! Quando a usina completou 20 anos de operação, em 2004, já havia produzido energia suficiente para abastecer o mundo inteiro durante 36 dias! Por esses e outros motivos, a usina hidrelétrica Itaipu Binacional foi considerada pela Associação Norte-Americana de Engenheiros Civis como uma das sete maravilhas do mundo moderno.

Mas como é produzida a energia? O princípio básico é simples: o reservatório de água represada encontra-se num nível elevado em relação à continuidade do rio após a barragem. A barragem, por sua vez, possui canais que ligam os dois lados dela, e dessa forma a água represada despenca com grande força através desses canais. No interior dos canais encontra-se a turbina, uma espécie de hélice que gira quando a água passa empurrando suas pás, rodando um eixo onde está preso um ímã que, consequentemente, também gira. Devidamente posicionado à frente do ímã está uma bobina, um conjunto de fios de cobre onde os elétrons são impulsionados pela corrente alternada gerada pela rotação do ímã. A corrente de elétrons, ou seja, a eletricidade é conduzida da bobina para transformadores que fazem os ajustes necessários para a distribuição da energia elétrica. Em resumo, trata-se de um equipamento de conversão da energia cinética da água para uma forma de energia que é melhor para ser utilizada pelo ser humano: a energia elétrica.

Apesar da fácil compreensão, para que o processo funcione é necessário que várias complicadas leis da física sejam precisamente ajustadas por diversas máquinas e estruturas de grande engenhosidade e alta complexidade tecnológica.

figura 1É possível visualizar na imagem acima a base do processo que acabei de descrever. E se eu lhe dissesse que cada pessoa é dona de uma tecnologia como essa? Que cada um possui toda essa tecnologia organizada de forma microscópica dentro do seu próprio corpo? Parece difícil de acreditar? Saiba que não é apenas uma ilustração didática, estou realmente falando de um mecanismo muito parecido; ideia impossível sob uma perspectiva evolucionista, mas completamente normal sob o ponto de vista criacionista. Temos dentro de nós uma surpreendente estrutura chamada mitocôndria!

A mitocôndria é uma importante organela celular que, assim como uma usina hidrelétrica, tem a função de converter um tipo de energia em outro de melhor utilização; no caso do nosso corpo, converter a energia estocada na forma de açúcares e gordura em moléculas de adenosina trifosfato (ATP). Como a energia dessas moléculas é liberada por meio da quebra de suas ligações, açúcares e gorduras são substâncias de difícil utilização, pois são muito estáveis; além disso, possuem energia muito concentrada: se essa energia fosse diretamente usada seria produzido tanto calor que as células queimariam instantaneamente. Já o ATP é um composto instável e a enzima (ATPase) que quebra suas ligações liberando energia é abundante na célula. O ATP pode ser produzido em grande quantidade a partir dos açúcares e das gorduras, e suas ligações são menos energéticas, o que permite uma liberação gradual de energia.

Duas membranas delimitam a mitocôndria, uma externa e outra interna. Na membrana interna, estão localizadas duas estruturas principais, sobre as quais falarei mais adiante, que são a cadeia transportadora de elétrons e a partícula submitocondrial (ou corpúsculo elementar).

Por meio de uma série de reações em cascata (esquematizadas no mapa metabólico) que iniciam fora da mitocôndria e terminam em seu interior, açúcares e gorduras são transformados numa substância chamada Acetil-coenzima A. Essa substância passa por uma nova série de reações em cascata dentro da mitocôndria liberando prótons (H+) e elétrons. Os elétrons liberados são conduzidos através da membrana interna da mitocôndria pela cadeia transportadora de elétrons, uma cadeia de proteínas ricas em ferro e cobre que formam uma verdadeira rede de “fios elétricos” na membrana interna mitocondrial! A corrente elétrica formada pela passagem dos elétrons por essa cadeia gera energia para o bombeamento dos prótons para o espaço existente entre as duas membranas mitocondriais. Com esse processo, acaba se formando um acúmulo de prótons em grande concentração no espaço entre as membranas, muito maior que no espaço mais interior da mitocôndria delimitado pela membrana interna, onde os prótons foram inicialmente liberados a partir da Acetil-coenzima A. Comparando com a usina hidrelétrica, poderíamos dizer que ocorre um represamento de prótons de um lado da membrana interna mitocondrial, sendo que esta acaba servindo como uma barragem, separando os diferentes níveis de prótons encontrados em cada lado, assim como a barragem da usina hidrelétrica separa os dois lados com diferentes níveis de água.

A barragem da usina possui canais por onde a água em nível mais elevado fluirá para o outro lado a fim de usar a força da passagem da água para mover a turbina. A mesma coisa ocorre na “barragem” da mitocôndria! Os prótons em alta concentração passarão através de canais na membrana interna para o lado menos concentrado e, por incrível que pareça, essa passagem dos prótons serve para movimentar uma turbina existente no interior desses canais! O conjunto “canal-turbina” é a partícula submitocondrial, e a turbina é formada por uma estrutura proteica chamada ATP sintase. Essa proteína possui uma parte que fica dentro do canal, a qual tem o formato de hélice, e quando os prótons passam pelas pás da hélice a movimentam. Fixado à hélice existe um eixo que se estende para fora do canal e também gira com a hélice, e na extremidade exterior do eixo está outra parte da ATP sintase, a qual por meio da rotação vai encaixando moléculas numa sequência exata, formando finalmente o ATP.

figura 2É muito interessante ressaltar que essa usina mitocondrial é bem completa, possuindo também o vertedouro! Proteínas na membrana interna chamadas termogeninas atuam liberando o excesso de prótons do espaço intermembranas, os quais não serão utilizados na produção de energia.

Construir uma usina grande como a de Itaipu foi um tremendo desafio para a engenharia, mas imagine o inverso: construir tudo isso no tamanho de apenas alguns nanômetros (um nanômetro equivale a uma parte de um milímetro dividido em um milhão de partes)! Quem seria capaz disso? Não é maravilhoso saber que temos verdadeiras usinas geradoras de energia em nosso corpo? Porém, enquanto a gigante Itaipu possui apenas 20 turbinas, cada mitocôndria possui milhares, e cada célula possui milhares de mitocôndrias! Enquanto as melhores unidades conversoras de energia projetadas pelo ser humano têm rendimento de 20% a 30%, sendo o restante dissipado na forma de calor, a conversão energética realizada pela célula tem rendimento de 50%! São valores consideravelmente mais altos. O restante dissipado em calor é o que mantém nossa temperatura ao redor dos 37ºC, temperatura ideal para o funcionamento do metabolismo humano! Se fosse mais baixa, as reações químicas não aconteceriam, se a temperatura fosse mais alta, as proteínas seriam degradadas. Quem será que fez isso? Desafio alguém a dar uma resposta melhor do que esta: “Foi o Criador!”  

mitocondriaExistem muitas obras humanas idênticas ou que muito se assemelham a processos ou mecanismos orgânicos presentes naturalmente nos seres vivos, entretanto, o exemplo aqui descrito é um dos mais impressionantes, justamente pela sua semelhança com uma das mais fantásticas obras da engenharia humana: as usinas hidrelétricas, e principalmente quando vemos que nosso gerador consegue ser ainda melhor! Essa semelhança é uma fortíssima evidência (eu diria até uma prova) de que os principais processos e estruturas que compõem os seres vivos devem ter uma origem muito inteligente, sendo que na maioria das vezes são ainda mais complexos e mais sofisticados do que maravilhosas obras humanas projetadas e construídas por dezenas dos melhores engenheiros, arquitetos, físicos, químicos e operários, entre outros. Quem tem coragem de dizer que a mitocôndria evoluiu em etapas sucessivas deveria ter a mesma coragem de dizer que a Itaipu Binacional poderia ter sido resultado de múltiplos terremotos no rio Paraná!

Fonte: Roberto Lenz Betz é estudante de Medicina na Universidade Regional de Blumenau; texto escrito com exclusividade para o blog Criacionismo em 20/2/2013.