Dúvidas sobre a evolução dinossauros-aves

Pesquisadores da Universidade Estadual de Oregon, EUA, fizeram uma nova descoberta fundamental sobre como as aves respiram e sobre sua capacidade pulmonar que lhes permite voar – a descoberta significa que é improvável que as aves descendam de qualquer dinossauro terópodo conhecido. As conclusões se somam a outras evidências que podem forçar muitos paleontólogos a reconsiderar sua antiga crença de que as aves modernas são descendentes diretas de antigos dinossauros carnívoros, afirmam os investigadores da UEO. “É realmente espantoso que após séculos de estudos sobre os pássaros e seu voo ainda não entendemos um aspecto básico da biologia das aves”, disse John Ruben, professor de zoologia da UEO. “Essa descoberta provavelmente significa que as aves evoluíram em um caminho paralelo ao lado dos dinossauros, iniciando esse processo antes que muitas espécies de dinossauros existissem.” Esses estudos foram publicados apenas no Journal of Morphology, e foram financiados pela Fundação Nacional de Ciências. [Minha pergunta é: Por que não saíram na Nature ou na Science?]

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Aves e dinossauros foram contemporâneos

É 2001, e Evgeny N. Kurochkin, da Academia Russa de Ciências, e eu passamos horas no museu de paleontologia como parte de nosso trabalho de levantamento de todos os fósseis de aves já coletados por expedições conjuntas mongol-soviéticas. Entre os restos está uma asa desenterrada no deserto de Gobi em 1987. Se comparada a esqueletos de dinossauros espetacularmente preservados em coleções do museu, essa minúscula asa com os ossos delicados misturados e esmagados não demonstra nenhum glamour. Porém, oferece um forte indício de que uma opinião generalizada sobre a evolução das aves está equivocada. Hoje, mais de 10 mil espécies de aves povoam a Terra. Algumas estão adaptadas a viver distantes, em mar aberto, outras sobrevivem em desertos áridos ou habitam as montanhas cobertas de neve.

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Archaeopteryx – ave extinta ou forma intermediária?

Depois que Charles Darwin publicou seu livro A Origem das Espécies, em 1859, os evolucionistas iniciaram a busca de espécies intermediárias de “transição” para comprovar suas alegações. O primeiro fóssil de Archaeopteryx foi descoberto na formação calcária de Solnhofen, na Bavária, Alemanha, em 1861. Os darwinistas o consideraram como a “salvação” que deveria dar apoio a sua teoria. O esqueleto do Archaeopteryx (cujo significado é “asa antiga”) é um fóssil incrivelmente raro, de grande valor. A importância desse fóssil para os darwinistas tem a ver com as suas características que, como eles alegam, pertencem tanto a aves quanto a répteis. Com grande empolgação, eles apresentaram o fóssil como um “elo perdido”, intermediário entre répteis e aves. O Archaeopteryx foi honrado com um lugar de destaque em muitas exibições em museus e também em livros-texto como a “prova” definitiva a favor da evolução.

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Por que o darwinismo é falso (parte 1 de 3)

Jerry A. Coyne é professor no Departamento de Ecologia e Evolução na Universidade de Chicago. Em seu livro Why Evolution is True [Por que a Evolução é Verdadeira], ele resume assim o darwinismo – a teoria moderna da evolução: “A vida na Terra evoluiu gradualmente com uma espécie primitiva – talvez uma molécula autorreplicante – que viveu há mais de 3,5 bilhões de anos; e depois se ramificou ao longo do tempo, lançando muitas e novas espécies diversas; e o mecanismo para a maior parte da (mas não toda) mudança evolucionária é a seleção natural.”[1]  Continue Reading…

“Enigma da cebola” e a complexidade do genoma humano

Se o genoma humano é, realmente, desprovido de DNA lixo como é sugerido pelo projeto ENCODE, então, um processo evolucionário longo e não guiado não pode explicar o genoma humano. Se, por outro lado, os organismos são intencionalmente projetados, então todo o DNA, ou tanto quanto possível, deve exibir função. Se o ENCODE estiver certo, então a evolução está errada

Frequentemente, tem sido citado o “teste de cebola”, o qual demonstra que as células de cebola tem muitas vezes mais DNA do que as células humanas. E uma vez que a cebola é considerada relativamente simples em comparação com os humanos, os evolucionistas alegam que essa discrepância só pode ser reconhecida se a preponderância do seu DNA for, na verdade, lixo ou não funcional. O termo “teste de cebola” foi cunhado pela primeira vez em abril de 2007 pelo biólogo evolutivo canadense T. Ryan Gregory. em seu blog.[1] Daí em diante, outros evolucionistas, como o geneticista brasileiro Marcelo Nóbrega, têm reproduzido o mesmo questionamento retórico: “Se nosso genoma de três bilhões de letras reflete a dita complexidade orgânica, como então justificar o genoma da cebola, com 15 bilhões de letras? Será que é tão mais complicado colocar uma camada de cebola sobre a outra do que construir um cérebro humano?”[2] Continue Reading…

Motor da evolução ou mais design (super)inteligente?

Foi uma descoberta chocante, porque, antes dela, o dogma central da biologia molecular dizia que os genes estavam no DNA, eram expressos por algum tempo no código temporário do RNA e, então, eram traduzidos em proteínas, que executavam as tarefas no sistema. Assim, esperava-se que os humanos tivessem muito mais genes e muito mais proteínas do que um verme, por exemplo. Mas isso não ocorre

O trabalho do cientista australiano John Mattick tem contribuído para derrubar paradigmas tradicionais da genética. Segundo o professor da Universidade de Queensland, em Brisbane, a programação genética dos organismos multicelulares foi essencialmente mal compreendida durante os últimos 50 anos. O equívoco, conta, residia no pressuposto de que a maior parte da informação era codificada em proteínas por meio do RNA, cujo papel seria reduzido à transcrição desses dados. As pesquisas coordenadas por Mattick, no entanto, ligaram o RNA não-codificador de proteínas à evolução de organismos complexos, à diversidade biológica e à cognição, contribuindo para o desenvolvimento do campo da epigenética – o estudo da parcela de 99% do genoma que não codifica proteínas. […] Em entrevista concedida à Agência Fapesp, Mattick destacou que o RNA não-codificador de proteínas – até há pouco tempo conhecido como “DNA lixo” – tem um papel regulatório tão importante que pode ser comparado a um software que controla todo o sistema dos organismos complexos. Continue Reading…

Dez evidências de que Deus existe

  1.           Do nada poderia vir alguma coisa?

    O universo não deveria existir

De acordo com alguns estudos, o universo não deveria ter sobrevivido mais do que um segundo. Por exemplo, o Big Bang deveria ter produzido quantidades iguais de matéria e antimatéria, cancelando-se mutuamente. Em vez disso, um pouco mais de matéria foi produzida, criando todo o universo observável. Nós, definitivamente, não podemos explicar por que isso aconteceu. Em outra teoria, o universo está no campo de Higgs, que dá às partículas suas massas. Um grande campo de energia impede que nosso universo caia no “vale”, um campo mais profundo, onde não poderia existir. No entanto, se o modelo padrão da física está correto, uma rápida expansão do universo imediatamente após o Big Bang deveria ter movido o universo para o vale. Isso o teria destruído antes que ele tivesse um segundo de idade. Continue Reading…

A origem da vida pode mesmo estar no barro

           Dados suportam o relato bíblico

Na Bíblia, podemos aprender que Deus criou todas as formas de vida − plantas, aves, peixes, animais terrestres e o ser humano – literalmente através do barro. Em Gênesis 2:7, vemos que “o Senhor Deus formou o homem do pó da terra e soprou em suas narinas o fôlego de vida”. Já em Gênesis 2:19 é dito que “formou da terra todos os animais do campo e todas as aves do céu”. Portanto, com um sopro, aquilo que era barro se tornou ossos, articulações, tendões, músculos, nervos, vasos sanguíneos, olhos, ouvidos – um ser vivo. Assim, nós, criacionistas, acreditamos por meio de uma fé racional que Deus tenha criado do barro toda a vida. Mas o que a ciência tem a nos dizer? Seria possível que o barro contivesse os elementos essenciais para o ato da criação? O químico Dr. Edwin Emery Slosson (1865–1929) ficou fascinado ao constatar a coerência da afirmação bíblica ao encontrar uma precisão química entre os elementos presentes no barro e no corpo humano: “No pó da terra há dezesseis elementos químicos diferentes, e no corpo humano há esses mesmos dezesseis elementos químicos!”[1] Slosson fez essa afirmação, destacando que havia ainda outros elementos a serem descobertos e que apesar de seus esforços, ainda não havia conseguido identificá-los. Continue Reading…

A Bíblia não é um livro científico, mas…

O que está relatado na Bíblia definitivamente funciona

As diversas áreas de estudo e as ferramentas da ciência nos fornecem subsídios para ler e interpretar a Bíblia com outros olhos. Gosto de usar a metáfora dos “dois livros do Criador” conhecida originalmente pela afirmação do físico e astrônomo italiano Galileu Galilei. No ano de 1613, em uma carta de Galileu Galilei endereçada a Benedetto Castelli, Galilei disse que tanto a natureza quanto a Bíblia são obras de Deus; são, portanto, dois livros desprovidos de erro e não podem se contradizer.[1: p. 282] No entanto, para Galilei, a natureza e a Bíblia são dois livros escritos em linguagens diferentes, com finalidades diferentes, não se podendo lê-los da mesma forma. Por sua vez, em 1905 a escritora cristã Ellen White, a fim de demonstrar que não há conflito real entre ciência e Bíblia, disse o seguinte: “Na verdadeira ciência, nada pode haver que esteja em contradição com o ensino da Bíblia; uma vez que procedem ambas do mesmo Autor, a verdadeira compreensão delas demonstrará sua harmonia.”[2: p. 462] Concordo com os dois autores citados acima ao afirmar que ambos os livros se complementam. Continue Reading…

Quem foi a esposa de Caim?

Antes de responder à pergunta do título, é necessário analisar algumas informações importantes. Adão e Eva tiveram muitos filhos e filhas, segundo a narrativa de Gênesis 5:4. A tradição hebraica e o historiador do primeiro século Flávio Josefo dizem que foram 60 filhos, sendo 27 mulheres e 33 homens. Nós conhecemos os filhos de Adão chamados por Caim, Abel e Sete. Abel foi morto por seu irmão. E Sete nasceu quando Adão tinha 130 anos (Gn 5:3). A partir desses pontos fica mais fácil entender a questão. Nos primeiros anos da humanidade, houve relacionamentos íntimos entre irmãos e entre tios(as) e sobrinhos(as) e outros descendentes diretos. Caim, provavelmente, casou-se com uma irmã ou uma sobrinha, cumprindo a determinação e a benção de Deus a fim de que fossem “fecundos”, conforme o texto de Gênesis 1:22. Continue Reading…