A Trindade: por que é importante?

Não me lembro de ter ouvido um sermão sobre a Trindade em minha infância ou adolescência. Na verdade, eu nunca tive nenhuma discussão prolongada sobre essa doutrina, senão em meu último ano da faculdade de teologia. Num seminário sobre a Doutrina de Deus, o professor nos levou a uma discussão detalhada da história dessa doutrina e suas bases bíblicas. Mas, devo confessar que tudo me pareceu um pouco enigmático e impraticável. Minha trajetória teológica, porém, iria pouco a pouco se transformar numa

É possível compreendê-la!

É possível compreendê-la!

preocupação que agora se tornou paixão. Minha indiferença transformou-se na convicção definida de que a doutrina da Trindade é a declaração teológica central do pensamento e prática cristãos. Na verdade, longe de ser um mistério irrelevante, ela expressa a essência daquilo que os cristãos desejam confessar acerca da natureza de Deus e Seu propósito para a felicidade humana.

Pensar em teologia envolve dois passos básicos: Primeiro, o “quê” da doutrina. A fase “quê” envolve duas facetas importantes: (1) afirmar claramente a doutrina; e (2) avaliar a base bíblica para o seu ensino. Segundo, as reflexões sobre o “e então?” Essa fase procura clarificar pontos tais como as implicações teológicas e práticas da doutrina – especialmente sua coerência com outros ensinos cristãos, e a questão da salvação pessoal ou reconciliação com Deus.

O “quê” da Trindade A crença fundamental adventista do sétimo dia de número dois define a doutrina da seguinte forma: “Há um só Deus: Pai, Filho e Espírito Santo, uma unidade de três Pessoas coeternas”.1No que tange a essa declaração, tanto a igreja cristã primitiva quanto o movimento adventista do sétimo dia tiveram que lidar com vários desafios. A questão de Deus o Pai nunca foi controversa, em virtude da longa tradição do ensino cristão ortodoxo. Enquanto a vasta maioria dos cristãos afirma a eterna divindade do Pai, sempre existiram controvérsias em torno das questões acerca da completa e eterna divindade do Filho, a personalidade do Espírito Santo e a profunda unidade do Trio. O espaço não nos permite uma discussão pormenorizada da evidência bíblica em prol da unidade triúna de Deus, mas se pudermos estabelecer a plena divindade do Filho e do Espírito, parece lógico que haverá uma profunda unidade com o Pai. Assim, os cristãos têm confessado que há um Deus (monoteísmo) que Se manifesta em amor como uma unidade tri-pessoal (não três Deuses, ou triteísmo).

A plena divindade do Filho Basicamente há três tipos fundamentais de evidências bíblicas que mostram que Jesus era inerentemente divino, tendo a mesma natureza e substância do Pai.2

1. Jesus é expressamente chamado de Deus no Novo Testamento. Hebreus 1 compara Jesus com os anjos. Nos versos 7 e 8, o autor diz que enquanto Deus fez os anjos como “ventos, e a Seus ministros como labaredas de fogo” (verso 7, ARA), acerca do Filho diz: “O Teu trono, ó Deus, é para todo o sempre” (vs. 8, ARA). O versículo 8 é uma das sete vezes em que a palavra grega theos (“Deus”) é diretamente usada com relação a Jesus no Novo Testamento (as outras seis são João 1:1, 18; 20:28; Romanos 9:5; Tito 2:13; e II Pedro 1:1).

Sejamos bem claros quanto ao que os escritores do Novo Testamento, especialmente o autor de Hebreus, estão dizendo nesses versos. Eles estão se referindo a Jesus como “Deus”, e em Hebreus, o escritor está interpretando o Antigo Testamento mediante a aplicação do Salmo 45:6 a Jesus que originalmente se referia a Deus, o Pai.

2. Jesus aplica a Si mesmo títulos e atribuições divinos. O exemplo mais singular é encontrado em João 8:58: “Respondeu Jesus: Eu lhes afirmo que antes de Abraão nascer, Eu Sou!” (NVI). Muito simples: o que Jesus estava dizendo é que Ele não era outro senão o Deus do Êxodo, e fez isso aplicando a passagem de Êxodo 3:14 a Si mesmo: “Disse Deus a Moisés: Eu Sou o que Sou” (NVI).

Além disso, esse “Deus” que fala em Êxodo 3:14 prossegue e esclarece Sua identidade: “O Senhor, o Deus dos seus antepassados, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque, o Deus de Jacó” (verso 15, NVI). Em outras palavras, Jesus não apenas reivindicou ser o Deus do Êxodo, mas também o “Senhor” (Yahweh) dos patriarcas. Não nos surpreende que os fariseus “apanharam pedras para apedrejá-Lo” (João 8:59, NVI) – a punição prevista no Antigo Testamento para blasfêmia (veja João 5:17, onde Jesus diz a mesma coisa).

3. A aplicação dos nomes divinos a Jesus pelos escritores do Novo Testamento. Em Hebreus 1:10-12, a Inspiração atribui o supremo título do Deus do Antigo Testamento (JHWH ouYahweh) a Jesus. O autor de Hebreus faz isso ao aplicar o Salmo 102:25-27 a Cristo. Isso não é incomum entre os escritores do Novo Testamento, mas o que chama a atenção nessa aplicação é que esse Salmo originalmente se refere ao “Senhor” (Yahweh) do Antigo Testamento. Assim, o autor do Novo Testamento se sente muito à vontade ao aplicar a Jesus passagens que originalmente se referiam ao auto-existente Deus de Israel. A clara implicação é que Jesus é o “Senhor” Jehovah (JHWH) do Antigo Testamento. Apocalipse 1:17 descreve o uso semelhante de um título do Antigo Testamento – “o Primeiro e o Último.”

A plena divindade do Espírito Santo As Escrituras fornecem inúmeras linhas de evidência que testificam da natureza divina do Espírito. A mais significativa vem do livro de Atos, na trágica história de Ananias e Safira. Esse casal, às escondidas, voltou atrás nos votos sagrados que havia feito a Deus. Quando eles vieram publicamente depositar a oferta parcial aos pés dos apóstolos, eles caíram mortos repentinamente. Pedro explicou de forma bem objetiva o que haviam feito: Vocês mentiram ao Espírito Santo. A isso se seguiu a impressionante revelação de que eles não haviam mentido aos homens, “mas a Deus” (Atos 5:3-4). A implicação óbvia é que o Espírito Santo é um ser divino.

A próxima linha de evidência é encontrada nas muitas passagens que descrevem a obra do Espírito em termos daquilo que é exclusivo de Deus. O mais claro exemplo está em I Coríntios 2:9-11. Paulo declara que seus leitores podem ter algum conhecimento daquilo “que Deus preparou para aqueles que O amam” (vs. 9, NVI). E como tal conhecimento é possível? “Deus o revelou a nós por meio do Espírito” (vs. 10). E como é que o Espírito está a par desse conhecimento? “O Espírito sonda todas as coisas, até mesmo as coisas mais profundas de Deus. Pois quem conhece os pensamento do homem, a não ser o espírito do homem que nele está? Da mesma forma, ninguém conhece os pensamentos de Deus, a não ser o Espírito de Deus” (vss. 10-11, NVI).

O que essa passagem sugere é o seguinte: Se alguém deseja saber “o que é verdadeiramente humano”, deve conseguir tal informação de um ser humano. Aquilo, porém, que é verdade no nível humano, muito mais o é no divino: “Da mesma forma, ninguém conhece os pensamentos de Deus, a não ser o Espírito de Deus” (vs. 10). Apenas um Ser divino pode verdadeiramente conhecer o que se passa na mente e no coração de outro Ser divino.

O “e então?” da Trindade Qual é o significado do “e então?” da plena divindade do Filho e do Espírito? Antes de abordar essa importante questão, precisamos lidar com um ponto que incomoda a muitos: a aparente falta de lógica na confissão de que três são iguais a um. Esse ponto incomoda especialmente a mente racionalista de muitos estudantes universitários no Ocidente e nossos amigos muçulmanos fortemente monoteístas.

A objeção lógica. Millard Erickson sugere que a razão humana não pode tolerar a estranha matemática trinitariana na qual “três = um.” Se você for a um supermercado, pegar três pães e tentar persuadir o caixa de que eles são na verdade um e que você não tem que pagar senão apenas o valor de um, o caixa poderá ser tentado a chamar imediatamente os seguranças.3

A primeira resposta à lógica do pensamento trinitariano é admitir que estamos lidando com o mais profundo dos mistérios. Sabemos que em relacionamentos de amor parece desenvolver-se uma profunda unidade social e emocional. Diríamos então que os relacionamentos de amor são totalmente ilógicos e incoerentes? Penso que não. E essa parece ser a melhor maneira de explicar o mistério da Trindade e Sua unidade plural.

Outra vez Erickson sabiamente indica o caminho para uma resposta aceitável: “Nós, portanto, sugerimos pensar na Trindade como uma sociedade de pessoas que, contudo, são um só Ser. Conquanto essa sociedade de pessoas tenha dimensões que não encontramos entre seres humanos quanto ao seu inter-relacionamento, existem alguns paralelos que ajudam a esclarecer o assunto. Amor é o relacionamento aglutinante dentro da Divindade, que une cada uma das pessoas às outras.”4

Erickson, então, naturalmente apela para I João 4:8, 16: “Deus é amor.” Compreendemos realmente as profundezas dessa declaração inspirada que é tão desconcertante em sua simplicidade? Gostaria de sugerir que essas três palavras têm uma profunda contribuição a fazer à nossa compreensão de um Deus que preexistiu eternamente em estado de “unidade” trinitariana. “A declaração ‘Deus é amor’ não é uma definição de Deus, nem sequer a declaração de um atributo entre outros. Ela é uma caracterização bem básica de Deus.”5

Para os cristãos trinitarianos, a pergunta fundamental acerca de Deus está direta e completamente relacionada com a questão do Seu amor. E se Deus não for “amor” no âmago de Seu ser, então qualquer questão acerca de Sua natureza imediatamente se torna irrelevante do ponto de vista bíblico. Nós, contudo, pensamos que o amor é a caracterização mais fundamental de Deus. Se Deus é verdadeiramente, na Sua essência, o Deus de “amor” (João 3:16; I João 4:8), então temos que considerar algumas implicações.

Pode Alguém que existe desde a eternidade e que nos fez à Sua imagem de amor, ser realmente chamado amor se Ele existir tão-somente como um ser solitário ou unitário? Não é o amor, especialmente o amor divino, possível apenas se Aquele que fez nosso Universo for um ser plural que estava exercitando amor dentro de Sua pluralidade divina (trinitária) desde toda a eternidade passada? Não é o amor verdadeiro e altruísta possível apenas se ele proceder de um tipo de Deus que, por natureza, sempre será um Deus de amor como uma Trindade social?

Sinto-me fortemente inclinado a afirmar que Deus é uma Trindade de amor e que Seu amor encontrou a revelação mais profunda na obra criadora, e na encarnação, vida, morte e ressurreição do plenamente divino Filho de Deus. A unidade trinitária de Deus, por fim, não é ilógica. Na verdade, ela é a fonte da única lógica que faz sentido absoluto – um amor que se auto-sacrifica, que é mutuamente submisso e um eterno canal da graça de poder criador e redentor.

Tal amor infinito, porém, deve ser comunicado de forma prática a seres humanos finitos e pecadores. E é aqui que o “e então?” da plena divindade do Filho e do Espírito exerce um papel dramático na criação e na redenção.

Implicações da divindade de Cristo Primeiro, antes que a Trindade pudesse fazer com que a vida e a morte salvíficas de Cristo de fato gerassem a salvação de pecadores, havia a necessidade urgente de revelar aos seres humanos alienados pelo pecado como Deus realmente é. E o único Ser que poderia oferecer tal surpreendente revelação da natureza divina era Deus mesmo. E essa foi a missão primária de Jesus, o divino Filho de Deus.

Agora, em se tratando realmente da provisão para a salvação, especialmente em Sua morte expiatória, apenas Alguém que é igual a Deus, por meio de Espírito Santo, seria poderoso o bastante para recriar seres humanos deformados pelo pecado à semelhança do caráter divino. Em outras palavras, apenas o divino Filho poderia gerar a conversão ou o novo nascimento, e ocasionar a mudança de caráter que faz com que o homem reflita a semelhança divina. Resumindo: apenas o Filho, que é o amor encarnado, poderia manifestar e produzir tal amor transformador.

A plena divindade do Espírito Como acontece com a divindade do Filho, as implicações teológicas da divindade do Espírito derivam dos pontos relacionados à intenção de Deus de redimir a humanidade pecadora.

Com toda a certeza, se Aquele que é igual ao Pai em natureza e caráter podia oferecer um sacrifício efetivo pelo pecado, então, da mesma forma, somente Alguém (o Espírito) que é plenamente divino podia comunicar de fato a eficácia desse sacrifício a seres humanos pecadores. Outra vez, é necessário um Espírito completamente divino para revelar ao pecador a obra do Filho completamente divino (I Coríntios 2:7-12).

Somente o Espírito Santo podia trazer à humanidade decaída o convertedor e convencedor poder do grande amor de Deus, poder que gera contrição e conversão. Somente Alguém que tem estado em eterna e estreita ligação com o coração de Deus e do Filho, o coração de um amor que se auto-sacrifica, pode comunicar plenamente tal amor à humanidade perdida.

Somente Alguém que atuou com o Filho na criação poderia estar equipado para operar a recriação nas almas arruinadas pelas forças destrutivas de Satanás e do pecado (Rom 8:10-11).

Somente Alguém que pôde estar em plena sintonia com o coração do ministério encarnado de Jesus, e ainda assim, ao mesmo tempo, ser capaz de estar em todos os lugares (onipresença de Deus), podia representar de maneira hábil a presença pessoal e redentora de Cristo perante todo o mundo. O único Ser que podia fazer tal coisa é o Espírito Santo, um Ser pessoal sempre e todo-presente.

Um apelo Gostaria de desafiar cada leitor a ponderar com oração e cuidado sobre a Trindade e Suas profundas implicações para a vida e o destino que o Deus da Bíblia oferece à humanidade. Essa doutrina satisfaz às necessidades do moderno anseio por uma reflexão racional sobre o problema divino/humano, e ao mesmo tempo oferece um mistério verdadeiramente cativante para os gostos mais relacionais dos pós-modernistas. Além disso, o pensamento e a vida trinitarianos oferecem uma visão de relacionamentos que vivem em amor, os quais refletem a realidade mais profunda oferecida por Aquele que fez o mundo em amor e está buscando redimi-lo do pecado (que é contrário ao amor – a mais profunda antítese do amor divino).

Além disso, não consigo pensar num melhor ponto da discussão quando se busca abordar as preocupações monoteísticas de nossos amigos muçulmanos. Se o amor de Jesus, o lado humano do amor da Trindade, não convencer, nada será capaz de fazê-lo. Os recursos do amor que flui do Pai, encarna-se em Cristo e é comunicado pela Pessoa plenamente divina do Espírito Santo proporcionam a mais rica visão teológica que se pode imaginar para o destino de um mundo perdido.

Fonte: Woodrow W. Whidden (Ph.D. pela Universidade Drew) é professor de Religião na Universidade Andrews, Berrien Springs, Michigan, E.U.A. via Bíblia e Ciência.

O dever de reprovar o pecado (afinal, para que haja o milagre da aprendizagem, é necessário definir o que é certo e o que é errado!)

Foi-me mostrado que Deus aqui ilustra como Ele considera o pecado entre os que professam ser Seu povo observador dos mandamentos. Aqueles a quem Ele tem honrado especialmente com o testemunhar as assinaladas manifestações de Seu poder, como aconteceu com o antigo Israel, e que ousam mesmo então menosprezar Suas expressas direções, serão sujeitos a Sua ira. Ele quer ensinar a Seu povo que a desobediência e o pecado são excessivamente ofensivos a Seus olhos, e não devem ser levemente considerados. Ele nos mostra que, quando Seu povo se encontra em pecado, devem-se tomar imediatamente medidas positivas para tirar esse pecado do meio deles, a fim de que Seu desagrado não fique sobre todos. – {TS1 334.1}
Se, porém, os pecados do povo são passados por alto por aqueles que se acham em posições de responsabilidade, o desagrado de Deus estará sobre eles, e Seu povo, como um corpo, será responsável por esses pecados. No trato do Senhor com Seu povo no passado, Ele mostra a necessidade de purificar a igreja de erros. Um pecador pode difundir trevas que excluam a luz de Deus de toda a congregação. Ao compreender o povo que se estão adensando trevas sobre eles, sem que saibam a causa, devem buscar diligentemente a Deus, em grande humildade e abatimento do próprio eu até que os erros que Lhe ofendem ao Espírito sejam descobertos e afastados. – {TS1 334.2}
O preconceito que se levantou contra nós por havermos reprovado as faltas que Deus me mostrara existirem, e o clamor que se ergueu de aspereza e severidade, são injustos. Deus nos manda falar, e não ficaremos silenciosos. Caso haja erros claros entre Seu povo, e os servos de Deus passem adiante, indiferentes [*] a isso, estão por assim dizer apoiando e justificando o pecador, e são igualmente culpados, incorrendo tão certo como ele no desagrado de Deus; pois serão tidos como responsáveis pelos pecados do culpado. Foram-me mostrados em visão muitos casos em que o desagrado de Deus foi atraído por negligência da parte de Seus servos quanto a tratar dos erros e pecados existentes entre eles. Os que passaram por alto esses erros têm sido considerados pelo povo muito amáveis e de disposição benigna, simplesmente por haverem eles recuado do desempenho de um claro dever escriturístico. Essa tarefa não agradava a seus sentimentos; evitaram-na, portanto. – {TS1 334.3}
O espírito de ódio que tem havido por parte de alguns por haverem sido reprovados os erros existentes entre o povo de Deus, tem trazido cegueira e um terrível engano a suas almas, tornando-lhes impossível discernir entre o direito e o erro. Apagaram sua própria visão espiritual. Podem testemunhar erros, mas não sentem como Josué, não se humilham por sentir o perigo das almas. – {TS1 335.1}
O verdadeiro povo de Deus, os que possuem o espírito da obra do Senhor, tomam a peito a salvação de almas, verão sempre o pecado em seu caráter real, maligno. Estarão sempre a favor de lidar de maneira fiel e positiva com os pecados que facilmente assaltam o povo de Deus. Em especial na obra final da igreja, no tempo do assinalamento dos cento e quarenta e quatro mil que hão de permanecer irrepreensíveis diante do trono de Deus, sentirão muito profundamente os erros do povo professo de Deus. Isto é fortemente salientado pela ilustração do profeta, da última obra na figura dos homens cada um com armas destruidoras na mão. Um homem entre eles estava vestido de linho, com um tinteiro de escrivão a sua cinta. “E disse-lhe o Senhor: Passa pelo meio da cidade, pelo meio de Jerusalém, e marca com um sinal as testas dos homens que suspiram e gemem por causa de todas as abominações que se cometem no meio dela.” Ezequiel 9:4. – {TS1 335.2}
Quem subsiste no conselho de Deus a esse tempo? São aqueles que por assim dizer desculpam os erros entre o professo povo de Deus, e que murmuram no coração, se não abertamente, contra os que reprovam o pecado? São os que tomam atitude contra eles, e se compadecem dos que cometem o erro? Não, absolutamente! A menos que eles se arrependam e deixem a obra de Satanás em oprimir os que têm a responsabilidade da obra, e em suster as mãos dos pecadores de Sião, jamais receberão o aprovador assinalamento de Deus. Cairão na destruição final dos ímpios, representada na obra dos seis homens que tinham as armas destruidoras na mão. Notai cuidadosamente este ponto: Os que receberem o puro sinal da verdade, neles gravado pelo poder do Espírito Santo, representado pelo sinal feito pelo homem vestido de linho, são os que, “suspiram e gemem por todas as abominações que se cometem” (Ezequiel 9:4) na igreja. Seu amor pela pureza e pela honra e glória de Deus é tal, e têm tão clara visão da excessiva malignidade do pecado, que são representados como em agonia, suspirando e gemendo. Lede o nono capítulo de Ezequiel. – {TS1 335.3}
A matança geral de todos os que não vêem assim a vasta diferença entre o pecado e a justiça, porém, e não sentem como os que se acham no conselho de Deus e recebem o sinal, é descrita na ordem dada aos cinco homens que tinham as armas destruidoras: “Passai pela cidade após ele, e feri; não poupe o vosso olho, nem vos compadeçais. Matai velhos, mancebos, e virgens, e meninos, e mulheres, até exterminá-los; mas a todo homem que tiver o sinal não vos chegueis: e começai pelo Meu santuário.” Ezequiel 9:5, 6. – {TS1 336.1}

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“Com Ele não pode haver coisa como fracasso”

A onipotente força do Espírito Santo é a defesa de toda alma contrita. A ninguém que, em arrependimento e fé, haja invocado Sua proteção, permitirá Cristo que caia sob o poder do inimigo. O Salvador Se acha ao lado de Suas criaturas tentadas e provadas. Com Ele não pode haver coisa como fracasso, perda, impossibilidade ou derrota; podemos fazer todas as coisas por meio dAquele que nos fortalece. (O Desejado de Todas as Nações, 490.)

Crendices e superstições cristãs. A existência de uma parte folclórica na teologia popular em todas as denominações cristãs (Parte IX)

Zelo de Deus
Bom zelo dos homens ou Zelo de Deus nos homens
Mau zelo dos homens ou zelo que Deus não deu aos
homens
“porque eu
sou JAVÉ, teu Deus, Deus zeloso, que visito a iniquidade dos pais nos filhos
até à terceira e quarta geração daqueles que me aborrecem” (Êx 20:5).
“Finéias,
filho de Eleazar, filho de Arão, o sacerdote, desviou a minha ira de sobre os
filhos de Israel, pois estava animado com o meu zelo entre eles; […] E ele
e a sua descendência depois dele terão a aliança do sacerdócio perpétuo;
porquanto teve zelo pelo seu Deus e fez expiação pelos filhos de Israel.” (Nm
25:11,13).
“e se
ajuntaram contra Moisés e contra Arão e lhes disseram: Basta! Pois que toda a
congregação é santa, cada um deles é santo, e JAVÉ está no meio deles; por
que, pois, vos exaltais sobre a congregação de JAVÉ? Procedente de JAVÉ saiu
fogo e consumiu os duzentos e cinquenta homens que ofereciam o incenso” (Nm
16:3,35).
“Porque JAVÉ,
teu Deus, é fogo que consome, é Deus zeloso” (Dt 4:24).
“Ele [Elias]
respondeu: Tenho sido zeloso por JAVÉ, Deus dos Exércitos, porque os filhos
de Israel deixaram a tua aliança, derribaram os teus altares e mataram os
teus profetas à espada; e eu fiquei só, e procuram tirar-me a vida” (I Rs
19:10).
“Porque a
ira do louco o destrói, e o zelo do tolo o mata” (Jó 5:2).
“porque JAVÉ,
teu Deus, é Deus zeloso no meio de ti, para que a ira de JAVÉ, teu Deus, se
não acenda contra ti e te destrua de sobre a face da terra” (Dt 6:15).
“Lembraram-se
os seus discípulos de que está escrito: O zelo da tua casa me consumirá” (Jo
2:17).
“JAVÉ Deus
diz: […] ‘Grite alto, como se você fosse trombeta! Anuncie ao meu povo, os
descendentes de Jacó, os seus pecados e as suas maldades. De fato, eles me
adoram todos os dias e dizem que querem saber qual é a minha vontade, como se
fossem um povo que faz o que é direito e que não desobedece às minhas leis.
Pedem que eu lhes dê leis justas e estão sempre prontos para me adorar’” (Is
58:1,2, NTLH).
“JAVÉ não
lhe quererá perdoar [cf. os vv. 18 e 19]; antes, fumegará a ira de JAVÉ e o
seu zelo sobre tal homem, e toda maldição escrita neste livro jazerá sobre
ele; e o SENHOR lhe apagará o nome de debaixo do céu” (Dt 29:20).
“No zelo,
não sejais remissos; sede fervorosos de espírito, servindo ao Senhor” (Rm
12:11).
“Como é que
você pode dizer ao seu irmão: “Me deixe tirar esse cisco do seu olho”, quando
você está com uma trave no seu próprio olho?” (Mt 7:4, NTLH).
“Fez Judá o
que era mau perante JAVÉ; e, com os pecados que cometeu, o provocou a zelo,
mais do que fizeram os seus pais” (I Rs 14:22).
“porque bem
reconheço a vossa presteza, da qual me glorio junto aos macedônios, dizendo
que a Acaia está preparada desde o ano passado; e o vosso zelo tem estimulado
a muitíssimos” (II Co 9:2).
“João disse:
— Mestre, vimos um homem que expulsa demônios pelo poder do nome do senhor,
mas nós o proibimos de fazer isso porque ele não é do nosso grupo” (Lc 9:49,
NTLH).
“O fragor da
tempestade dá notícias a respeito dele, dele que é zeloso na sua ira contra a
injustiça” (Jó 36:33).
“Porque zelo
por vós com zelo de Deus; visto que vos tenho preparado para vos apresentar
como virgem pura a um só esposo, que é Cristo” (II Co 11:2).
“Vendo isto,
os discípulos Tiago e João perguntaram: Senhor, queres que mandemos descer
fogo do céu para os consumir?” (Lc 9:54).
“para que se
aumente o seu governo, e venha paz sem fim sobre o trono de Davi e sobre o
seu reino, para o estabelecer e o firmar mediante o juízo e a justiça, desde
agora e para sempre. O zelo de JAVÉ dos Exércitos fará isto” (Is 9:7).
“É bom ser
sempre zeloso pelo bem e não apenas quando estou presente convosco” (Gl
4:18).
“Eu sou
judeu, nasci em Tarso da Cilícia, mas criei-me nesta cidade e aqui fui
instruído aos pés de Gamaliel, segundo a exatidão da lei de nossos
antepassados, sendo zeloso para com Deus, assim como todos vós o sois no dia
de hoje” (At 22:3).
“JAVÉ, a tua
mão está levantada, mas nem por isso a veem; porém verão o teu zelo pelo povo
e se envergonharão; e o teu furor, por causa dos teus adversários, que os
consuma” (Is 26:11).
“o qual a si
mesmo se deu por nós, a fim de remir-nos de toda iniquidade e purificar, para
si mesmo, um povo exclusivamente seu, zeloso de boas obras” (Tt 2:14).
“Porque lhes
dou testemunho de que eles têm zelo por Deus, porém não com entendimento” (Rm
10:2).
“JAVÉ é Deus
zeloso e vingador, JAVÉ é vingador e cheio de ira; JAVÉ toma vingança contra
os seus adversários e reserva indignação para os seus inimigos” (Na 1:2).
“Eu
repreendo e disciplino a quantos amo. Sê, pois, zeloso e arrepende-te” (Ap
3:19).
“quanto ao
zelo, perseguidor da igreja; quanto à justiça que há na lei, irrepreensível”
(Fp 3:6).
A
coluna da direita, porém, pode explicar o porquê desta pesquisa e sua
complexidade – a Igreja, ou parte dela, assumindo um papel que não lhe cabe e
atrapalhando Deus em Sua obra de educação e salvação, em vez de cooperar com
Ele! Deus pode usar Provérbios 28:13 sem errar. Alguém enviado por Ele pode
usar Provérbios 28:13 (bem como qualquer outra parte da Bíblia) sem errar. Mas,
se Deus não me enviar, em vez de ajudar meu irmão estarei cumprindo Mateus 7:4
e 5, que adverte: “Como é que você pode dizer ao seu irmão: ‘Me deixe tirar
esse cisco do seu olho”, quando você está com uma trave no seu próprio olho?
Hipócrita! Tire primeiro a trave que está no seu olho e então poderá ver bem
para tirar o cisco que está no olho do seu irmão’. Deus e Seus enviados podem
considerar alguém como beberrão, adúltero, etc., sem estarem enganados (cf. Jr
3:8; 9:2; Os 4:11,12). Por outro lado, um religioso pode considerar alguém
assim e cometer um grave equívoco: “Pois veio João Batista, não comendo pão,
nem bebendo vinho, e dizeis: Tem demônio! Veio o Filho do Homem, comendo e
bebendo, e dizeis: Eis aí um glutão e bebedor de vinho, amigo de publicanos e
pecadores!” (Lc 7:33,34). “Demorando-se ela no orar perante JAVÉ, passou Eli a
observar-lhe o movimento dos lábios, porquanto Ana só no coração falava; seus
lábios se moviam, porém não se lhe ouvia voz nenhuma; por isso, Eli a teve por
embriagada e lhe disse: Até quando estarás tu embriagada? Aparta de ti esse
vinho!” (I Sm 1:12-14). Você reconhece a possibilidade de a igreja cristã, seja
qual for sua bandeira e denominação, cometer erros crassos de julgamento não
por seus juízes serem falhos, mas por falarem sem a anuência de Deus, embora
alegando falar em Seu Nome?! Você percebe isto? Se sim, um dos objetivos deste
estudo foi alcançado e a autoridade dos religiosos ou da igreja deles foi
colocada em seu devido lugar: “Então, lhe responderam: Nosso pai é Abraão.
Disse-lhes Jesus: Se sois filhos de Abraão, praticai as obras de Abraão” (Jo
8:39). É preciso alertar os cristãos de seu comportamento romano, sim herdado
da cúria romana. Refiro-me à pretensão deles de ter uma autoridade que Deus não
lhes deu. De falar o que Deus não lhes deu para falar. De sentenciar no sentido
contrário ao de Deus. De condenar convenientemente certos pecados e se
acostumarem com outros. O comportamento judicial da verdadeira igreja de Deus
sempre foi presidido pelo próprio Deus (cf. Gn 18:25), tanto no Primeiro quanto
no Segundo Testamentos (leia qualquer livro dos Profetas Menores como exemplo e
confira as sentenças dadas pelo próprio JAVÉ, bem como a direção do Espírito
Santo e  de Jesus Cristo em questões de
julgamento na Igreja cristão ou no “Caminho”: At 5:1-11; 7:55-60; I Co 5,
sublinho o verso 4)! Era Deus quem sentenciava os culpados. Era Deus e/ou quem
Ele enviava que determinava a condenação e/ou absolvição. E hoje em dia? Alguns
usam a Bíblia para julgar outros. Deveria a Bíblia substituir Deus? Isto não é uma
idolatria do tipo mais peçonhento que existe?! Parece-me que Deus tem pouco
espaço nos julgamentos das igrejas cristãs, ou seja, até Ele é julgado e
condenado (cf. Mt 25:45) em igrejas que professam ser de Cristo!

Concluo
a explanação desta crendice cristã apresentando o que as Escrituras dizem sobre
os adúlteros que Deus considera assim (pois, como vimos, os homens podem
considerar alguém como adúltero, mas Deus não e vice-versa!). “Já em carta vos
escrevi que não vos associásseis com os impuros; refiro-me, com isto, não
propriamente aos impuros deste mundo, ou aos avarentos, ou roubadores, ou
idólatras; pois, neste caso, teríeis de sair do mundo. Mas, agora, vos escrevo
que não vos associeis com alguém que, dizendo-se irmão, for impuro, ou
avarento, ou idólatra, ou maldizente, ou beberrão, ou roubador; com esse tal,
nem ainda comais. Pois com que direito haveria eu de julgar os de fora? Não
julgais vós os de dentro? Os de fora, porém, Deus os julgará. Expulsai, pois,
de entre vós o malfeitor. Que o autor de tal infâmia seja, em nome do Senhor
Jesus, reunidos vós e o meu espírito, com o poder de Jesus, nosso Senhor, entregue
a Satanás para a destruição da carne, a fim de que o espírito seja salvo no Dia
do Senhor [Jesus]” (I Co 5:9-13, 3,4 e 5). “Ouvistes que foi dito: Não
adulterarás. Eu, porém, vos digo: qualquer que olhar para uma mulher com intenção
impura, no coração, já adulterou com ela” (Mt 5:27,28). “Quem repudiar sua
mulher, não sendo por causa de relações sexuais ilícitas, e casar com outra
comete adultério [e o que casar com a repudiada comete adultério]” (Mt 19:9). “JAVÉ,
Deus de seus pais, começando de madrugada, falou-lhes por intermédio dos seus
mensageiros, porque se compadecera do seu povo e da sua própria morada. Eles,
porém, zombavam dos mensageiros, desprezavam as palavras de Deus e mofavam dos
seus profetas, até que subiu a ira do Senhor contra o seu povo, e não houve
remédio algum” (II Cr 36:15,16). “Eu repreendo e disciplino a quantos amo. Sê,
pois, zeloso e arrepende-te. Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a
minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele,
comigo. Ao vencedor, dar-lhe-ei sentar-se comigo no meu trono, assim como
também eu venci e me sentei com meu Pai no seu trono. Quem tem ouvidos, ouça o
que o Espírito diz às igrejas” (Ap 3:19-22). Hendrickson Rogers.
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Crendices e superstições cristãs. A existência de uma parte folclórica na teologia popular em todas as denominações cristãs (Parte VIII)

Caso
você esteja a perguntar, após este estudo, ‘Provérbios 28:13 é um versículo
simbólico e não literal? Para que serve então os Dez Mandamentos e os
princípios que eles estabelecem se a coisa é tão relativa assim? Quem são, então, os adúlteros que não herdarão o
reino de Deus?’
Primeiro, a Bíblia não relativiza os
mandamentos de Deus. O que ocorre é que, em muitos casos, nosso certo é convenientemente certo em nosso
favor. O raciocínio bíblico é:
Zelo de Deus
Bom zelo dos homens ou Zelo de Deus nos homens
Mau zelo dos homens ou zelo que Deus não deu aos
homens
“porque eu
sou JAVÉ, teu Deus, Deus zeloso, que visito a iniquidade dos pais nos filhos
até à terceira e quarta geração daqueles que me aborrecem” (Êx 20:5).
“Finéias,
filho de Eleazar, filho de Arão, o sacerdote, desviou a minha ira de sobre os
filhos de Israel, pois estava animado com o meu zelo entre eles; […] E ele
e a sua descendência depois dele terão a aliança do sacerdócio perpétuo;
porquanto teve zelo pelo seu Deus e fez expiação pelos filhos de Israel.” (Nm
25:11,13).
“e se
ajuntaram contra Moisés e contra Arão e lhes disseram: Basta! Pois que toda a
congregação é santa, cada um deles é santo, e JAVÉ está no meio deles; por
que, pois, vos exaltais sobre a congregação de JAVÉ? Procedente de JAVÉ saiu
fogo e consumiu os duzentos e cinquenta homens que ofereciam o incenso” (Nm
16:3,35).
“Porque JAVÉ,
teu Deus, é fogo que consome, é Deus zeloso” (Dt 4:24).
“Ele [Elias]
respondeu: Tenho sido zeloso por JAVÉ, Deus dos Exércitos, porque os filhos
de Israel deixaram a tua aliança, derribaram os teus altares e mataram os
teus profetas à espada; e eu fiquei só, e procuram tirar-me a vida” (I Rs
19:10).
“Porque a
ira do louco o destrói, e o zelo do tolo o mata” (Jó 5:2).
“porque JAVÉ,
teu Deus, é Deus zeloso no meio de ti, para que a ira de JAVÉ, teu Deus, se
não acenda contra ti e te destrua de sobre a face da terra” (Dt 6:15).
“Lembraram-se
os seus discípulos de que está escrito: O zelo da tua casa me consumirá” (Jo
2:17).
“JAVÉ Deus
diz: […] ‘Grite alto, como se você fosse trombeta! Anuncie ao meu povo, os
descendentes de Jacó, os seus pecados e as suas maldades. De fato, eles me
adoram todos os dias e dizem que querem saber qual é a minha vontade, como se
fossem um povo que faz o que é direito e que não desobedece às minhas leis.
Pedem que eu lhes dê leis justas e estão sempre prontos para me adorar’” (Is
58:1,2, NTLH).
“JAVÉ não
lhe quererá perdoar [cf. os vv. 18 e 19]; antes, fumegará a ira de JAVÉ e o
seu zelo sobre tal homem, e toda maldição escrita neste livro jazerá sobre
ele; e o SENHOR lhe apagará o nome de debaixo do céu” (Dt 29:20).
“No zelo,
não sejais remissos; sede fervorosos de espírito, servindo ao Senhor” (Rm
12:11).
“Como é que
você pode dizer ao seu irmão: “Me deixe tirar esse cisco do seu olho”, quando
você está com uma trave no seu próprio olho?” (Mt 7:4, NTLH).
“Fez Judá o
que era mau perante JAVÉ; e, com os pecados que cometeu, o provocou a zelo,
mais do que fizeram os seus pais” (I Rs 14:22).
“porque bem
reconheço a vossa presteza, da qual me glorio junto aos macedônios, dizendo
que a Acaia está preparada desde o ano passado; e o vosso zelo tem estimulado
a muitíssimos” (II Co 9:2).
“João disse:
— Mestre, vimos um homem que expulsa demônios pelo poder do nome do senhor,
mas nós o proibimos de fazer isso porque ele não é do nosso grupo” (Lc 9:49,
NTLH).
“O fragor da
tempestade dá notícias a respeito dele, dele que é zeloso na sua ira contra a
injustiça” (Jó 36:33).
“Porque zelo
por vós com zelo de Deus; visto que vos tenho preparado para vos apresentar
como virgem pura a um só esposo, que é Cristo” (II Co 11:2).
“Vendo isto,
os discípulos Tiago e João perguntaram: Senhor, queres que mandemos descer
fogo do céu para os consumir?” (Lc 9:54).
“para que se
aumente o seu governo, e venha paz sem fim sobre o trono de Davi e sobre o
seu reino, para o estabelecer e o firmar mediante o juízo e a justiça, desde
agora e para sempre. O zelo de JAVÉ dos Exércitos fará isto” (Is 9:7).
“É bom ser
sempre zeloso pelo bem e não apenas quando estou presente convosco” (Gl
4:18).
“Eu sou
judeu, nasci em Tarso da Cilícia, mas criei-me nesta cidade e aqui fui
instruído aos pés de Gamaliel, segundo a exatidão da lei de nossos
antepassados, sendo zeloso para com Deus, assim como todos vós o sois no dia
de hoje” (At 22:3).
“JAVÉ, a tua
mão está levantada, mas nem por isso a veem; porém verão o teu zelo pelo povo
e se envergonharão; e o teu furor, por causa dos teus adversários, que os
consuma” (Is 26:11).
“o qual a si
mesmo se deu por nós, a fim de remir-nos de toda iniquidade e purificar, para
si mesmo, um povo exclusivamente seu, zeloso de boas obras” (Tt 2:14).
“Porque lhes
dou testemunho de que eles têm zelo por Deus, porém não com entendimento” (Rm
10:2).
“JAVÉ é Deus
zeloso e vingador, JAVÉ é vingador e cheio de ira; JAVÉ toma vingança contra
os seus adversários e reserva indignação para os seus inimigos” (Na 1:2).
“Eu
repreendo e disciplino a quantos amo. Sê, pois, zeloso e arrepende-te” (Ap
3:19).
“quanto ao
zelo, perseguidor da igreja; quanto à justiça que há na lei, irrepreensível”
(Fp 3:6).
Meu
objetivo com esta tabela é mostrar como a Bíblia apresenta as funções de Deus e
de Seu povo, e o que Ele não deu à Igreja como função, respondendo assim as
três indagações imediatamente anteriores a tabela. (As células vizinhas dessa
tabela não tem necessariamente relação umas com as outras. A análise deve ser
feita assim: Qual o zelo, o cuidado de Deus em realizar Suas funções, descrito
na 1ª coluna da tabela? 2ª coluna: O que Ele deu à Sua Igreja ou
ao Seu povo, nas épocas bíblicas, para desempenhar com zelo? 3ª coluna: Que
maus exemplos as Escrituras registram de funções que a Igreja, ou parte dela, tomou
para si, mas que Deus não deu a ela?).
A
coluna da esquerda deixa claro que Deus e seu zelo pela justiça, pela paz, pela
vida, consideram Provérbios 28:13 como um texto literal e não simbólico, quero
dizer, encobrir as transgressões é errado e Deus não abençoa o pecador que
assim procede; muito pelo contrário, Ele não concede Seu perdão (cf. Dt 29:20)!
Por outro lado, pecadores que, advertidos, confessaram seu pecado e abandonaram
sua rebelião contra a Lei de Deus, alcançaram Sua misericórdia (Paulo, Arão,
etc.).
A
coluna do meio nos revela que Deus pode manifestar o Seu próprio zelo ou
preocupação, diligência pela verdade e pela vida dos Seus, através de agentes
humanos que foram levantados para esse fim! “JAVÉ Deus mandou que o profeta
Natã fosse falar com Davi” (II Sm 12:1). Na história do pecado de Davi,
perceba, Deus viu e interviu! Natã não foi por sua conta e risco, até porque
ele também era um pecador. Mas, o profeta foi enviado e fez bem feito, com zelo
do próprio Deus, seu importante papel de cuidador do seu irmão e da igreja
israelita.

A
coluna da direita, porém, pode explicar o porquê desta pesquisa e sua
complexidade – a Igreja, ou parte dela, assumindo um papel que não lhe cabe e
atrapalhando Deus em Sua obra de educação e salvação, em vez de cooperar com
Ele! Deus pode usar Provérbios 28:13 sem errar. Alguém enviado por Ele pode
usar Provérbios 28:13 (bem como qualquer outra parte da Bíblia) sem errar. Mas,
se Deus não me enviar, em vez de ajudar meu irmão estarei cumprindo Mateus 7:4
e 5, que adverte: “Como é que você pode dizer ao seu irmão: ‘Me deixe tirar
esse cisco do seu olho”, quando você está com uma trave no seu próprio olho?
Hipócrita! Tire primeiro a trave que está no seu olho e então poderá ver bem
para tirar o cisco que está no olho do seu irmão’. Deus e Seus enviados podem
considerar alguém como beberrão, adúltero, etc., sem estarem enganados (cf. Jr
3:8; 9:2;… ). Hendrickson Rogers
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Palavras que alimentam o espírito e aumentam a Ciência!

A mente de um homem ou de uma mulher não desce num momento da pureza e santidade para a depravação, corrupção e crime. Leva tempo transformar o humano no divino, ou degradar os que foram formados à imagem de Deus em brutais ou satânicos. Pela contemplação somos mudados. Embora formado à imagem do seu Criador, o homem pode de tal modo educar sua mente que o pecado que uma vez lhe pareceu repulsivo, tornar-se-lhe-á aprazível. Ao cessar de vigiar e orar, cessa de guardar a cidadela, o coração. (…) É preciso manter guerra constante contra a mente carnal; e precisamos ser ajudados pela refinadora influência da graça de Deus, a qual atrairá a mente para o alto e habituá-la-á a meditar no que é puro e santo. (Testemonies, vol. 2, p. 478 e 479. MINHA PRIMEIRA HORA, p. 31)
Estamos agora em meio aos perigos dos últimos dias. As cenas do conflito se apressam, e o maior dos dias está precisamente sobre nós. Estamos preparados para isso? … O Filho do homem concederá aos justos a coroa da vida eterna, e eles servirão ‘de dia e de noite no seu santuário e Aquele que se assenta no trono estenderá sobre eles o Seu tabernáculo. Jamais terão fome, nunca mais terão sede, não cairá sobre eles o sol, nem ardor algum, pois o Cordeiro que se encontra no meio dos trono os apascentará e os guiará para as fontes da água da vida. E Deus lhes enxugará dos olhos toda lágrima’ (Ap 7:15-17). (Review and Herald, 5 de setembro de 1899. MD 23/12/2013)
Vosso último pensamento à noite, vosso primeiro pensamento pela manhã, devem ser para Aquele em quem se concentram vossas esperanças de vida eterna. (Ellen G. White. Carta 19, 1895). Há necessidade constante de íntima comunhão com Deus. Precisamos absorver o espírito de Cristo, se o quisermos comunicar aos outros. Não podemos enfrentar as aliadas forças satânicas e humanas a menos que passemos muito tempo em comunhão com a Fonte de toda força. Tempos há em que nos devemos afastar do ruído da labuta terrena e das vozes humanas e, em lugares retirados, escutar a voz de Jesus. Assim poderemos provar o Seu Amor e abeberar-nos de Seu Espírito. Assim aprenderemos a crucificar o próprio eu. Esse procedimento pode parecer impossível ao espírito humano. ‘Não tenho tempo’, podereis dizer. Mas ao considerar a questão como é em verdade, não perdeis nenhum tempo; pois ao obterdes o poder e a graça que vêm unicamente de Deus, não efetuais vós mesmos a obra. É Jesus que é em verdade o obreiro. ‘Sem Mim” diz Cristo, ‘nada podereis fazer’ (João 15:5). (…) A reflexão e fervorosa prece inspirarão para santo empreendimento. (Ellen G. White. Manuscrito 25a, 1891)
Acima de tudo, tomai tempo para ler a Bíblia – o Livro dos livros – O estudo diário das Escrituras tem influência santificadora, enobrecedora, sobre o espírito. Ligai o volume sagrado ao vosso coração. Ele se vos mostrará amigo e guia na perplexidade. Tanto adultos como jovens negligenciam a Bíblia. Não fazem dela seu estudo, a regra de sua vida. Os jovens, especialmente, são culpados dessa negligência. A maioria deles encontra tempo para ler outros livros, mas aquele que indica o caminho da vida eterna não é diariamente estudado. Histórias ociosas são lidas atentamente, ao passo que a Bíblia é negligenciada. Esse Livro é nosso guia para uma vida mais elevada e santa. (CONSELHOS AOS PAIS, PROFESSORES E ESTUDANTES, p. 139)
Fonte: Ellen Gould White, escritora norte-americana, mensageira de Deus.

(Vídeo Book) O Juízo Final e o Lago de Fogo (4ª parte)

Esta é a quarta parte do Livro “O Juízo” (confira o livro em PDF AQUI) no formato vídeo book com lindas imagens e com um conteúdo bíblico bastante esclarecedor! 

(Vídeo Book) As etapas do Julgamento de Deus (3ª parte)

Esta é a terceira parte do Livro “O Juízo” (confira o livro em PDF AQUI) no formato vídeo book com lindas imagens e com um conteúdo bíblico bastante esclarecedor! 

Crendices e superstições cristãs. A existência de uma parte folclórica na teologia popular em todas as denominações cristãs (Parte IV)

Ou
seja, “os restantes” são aqueles que “obedecem aos mandamentos de Deus e são
fiéis a Jesus” onde se encontram! Embora o Senhor Espírito guie o pecador a “toda
a verdade” (Jo 16:13), isto não significa que todos os pecadores selados por
Deus passem pelo mesmo processo padronizado de santificação pela verdade. Quero
dizer, como todos somos diferentes, a santificação do caráter e da vida não
ocorre da mesma maneira em todos os santos! Não estou relativizando a obra de
Deus, mas desmistificando o que certas denominações cristãs dizem sobre a obra
de Deus. Fazer parte do “corpo de Cristo” (I Co 12:27) não é o mesmo que ser
membro de uma denominação cristã específica e manifestar uma conduta que esteja
(pelo menos aparentemente) em harmonia com seu manual e/ou seu credo , mas sim
andar “de modo digno da vocação a que fostes chamados, com toda a humildade e
mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor, esforçando-vos
diligentemente por preservar a unidade do Espírito no vínculo da paz; há
somente um corpo e um Espírito, como também fostes chamados numa só esperança
da vossa vocação; há um só Senhor, uma só fé, um só batismo; um só Deus e Pai
de todos, o qual é sobre todos, age por meio de todos e está em todos. (…) E
ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para
evangelistas e outros para pastores e mestres, com vistas ao aperfeiçoamento
dos santos para o desempenho do seu serviço, para a edificação do corpo de
Cristo, até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do
Filho de Deus, à perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de
Cristo, para que não mais sejamos como meninos, agitados de um lado para outro
e levados ao redor por todo vento de doutrina, pela artimanha dos homens, pela
astúcia com que induzem ao erro. Mas, seguindo a verdade em amor, cresçamos em
tudo naquele que é a cabeça, Cristo, de quem todo o corpo, bem ajustado e
consolidado pelo auxílio de toda junta, segundo a justa cooperação de cada
parte, efetua o seu próprio aumento para a edificação de si mesmo em amor.
Isto, portanto, digo e no Senhor testifico que não mais andeis como também
andam os gentios, na vaidade dos seus próprios pensamentos, obscurecidos de
entendimento, alheios à vida de Deus por causa da ignorância em que vivem, pela
dureza do seu coração, os quais, tendo-se tornado insensíveis, se entregaram à
dissolução para, com avidez, cometerem toda sorte de impureza. Mas não foi
assim que aprendestes a Cristo, se é que, de fato, o tendes ouvido e nele
fostes instruídos, segundo é a verdade em Jesus, no sentido de que, quanto ao
trato passado, vos despojeis do velho homem, que se corrompe segundo as
concupiscências do engano, e vos renoveis no espírito do vosso entendimento, e
vos revistais do novo homem, criado segundo Deus, em justiça e retidão
procedentes da verdade. Por isso, deixando a mentira, fale cada um a verdade
com o seu próximo, porque somos membros uns dos outros. Irai-vos e não pequeis;
não se ponha o sol sobre a vossa ira, nem deis lugar ao diabo. Aquele que
furtava não furte mais; antes, trabalhe, fazendo com as próprias mãos o que é
bom, para que tenha com que acudir ao necessitado. Não saia da vossa boca
nenhuma palavra torpe, e sim unicamente a que for boa para edificação, conforme
a necessidade, e, assim, transmita graça aos que ouvem. E não entristeçais o
Espírito de Deus, no qual fostes selados para o dia da redenção. Longe de vós,
toda amargura, e cólera, e ira, e gritaria, e blasfêmias, e bem assim toda
malícia. Antes, sede uns para com os outros benignos, compassivos,
perdoando-vos uns aos outros, como também Deus, em Cristo, vos perdoou” (Ef 4).
O ideal divino sempre foi de um salvo fazer uma geração de salvos para salvar
os perdidos! No entanto, não se deve confundir o ideal divino com a realidade
que Ele tem diante de Si! Se Ele não consegue ter um povo inteiro, uma
denominação cristã inteira em harmonia com Seus propósitos e Leis, Deus espalha
Seus fiéis e alcança Seus propósitos, mesmo longe do Seu ideal! A estratégia
ideal de Deus é a que dá certo na prática, e não as muitas doutrinas cristãs e
bíblicas que são teoricamente seguidas por instituições religiosas, mas que
estão destituídas do amor a Deus que gera submissão racional como a de Abel e
compromisso diário com o próximo como o da igreja primitiva (cf. At 2:42-47)!
Claro, seria perfeito e sem dúvida que Jesus merece ser o cabeça de uma
denominação cristã assim, mas, infelizmente, ela não existe!  Porém, a inexistência de uma igreja visível
com essas características não impede a realização dos propósitos divinos, pois
Sua Igreja Invisível, composta por membros que Ele muito bem conhece, espalhada
por muitas culturas e religiões, famílias e regiões, essa instituição divina
que tem como fundamento a Rocha que é Jesus e o cabeça que também é Jesus, esta
sim é a Igreja  Remanescente, a qual
sempre esteve aberta (ainda que invisivelmente aos olhos humanos), sempre
existiu desde Adão e Eva e sempre existirá até a volta de Cristo, mesmo no atual
período laodiceano (cf. Ap 3:14-22), mesmo dormindo como as cinco virgens sonolentas
muito embora chamadas prudentes (cf. Mt 25:1-13)! Aliás, esta parábola do
Senhor Deus-Homem sublinha o que estamos estudando, uma vez que todas as
mulheres dormirão, ou seja, todas as denominações cristãs vacilarão, inclusive “os
restantes”, a Igreja Invisível! Isto só nos mostra a impossibilidade da
existência de uma única denominação correta (não me refiro ao corpo
doutrinário, já que o mais importante é a prática dos membros da denominação!)!
Jesus ilustrou o fim do tempo do fim (momentos antes da vinda do Noivo)
profetizando ou revelando o futuro para Seus fiéis – “dentre todas as possíveis
igrejas que estarão dormindo o sono da falta de vigilância, o sono da natureza
pecaminosa, o sono da espera, entre elas Eu tenho meus dormentes, mas prudentes
por sua santificação”. “Os restantes” ou a Igreja Invisível ou a Igreja
Remanescente estão representados pelas cinco mulheres sonolentas que se
preocuparam com o caráter santificado pelo Espírito Santo mais do que com os rotineiros
costumes religiosos, a despeito de todas elas parecerem iguais,
precipitadamente falando! Portanto, afirmar que uma denominação cristã são “os
restantes” de Apocalipse 12:7 não está em harmonia com o raciocínio bíblico.
Essa
crendice também está relacionada com a próxima:


“Um profeta verdadeiro só está presente numa
única denominação e esta é necessariamente cristã e esta é necessariamente a
descendência da mulher de Apocalipse 12”
(Hendrickson Rogers)

Acompanhe esta pesquisa:
1ª parte, 2ª parte e 3ª parte.

Aguardem o próximo tópico!

Crendices e superstições cristãs. A existência de uma parte folclórica na teologia popular em todas as denominações cristãs (Parte II)

“O remanescente ou ‘os restantes’
de Apocalipse 12:17 são uma denominação cristã específica dentre todas, uma
Igreja com placa”
Este mito é bem
menos frequente que o anterior. Poucas são as denominações cristãs que pretendem
cumprir Ap 12:17: “Irou-se o dragão contra a mulher e foi pelejar com os restantes da sua descendência, os que guardam os mandamentos de Deus e têm
o testemunho de Jesus
; e se pôs em pé sobre a areia do mar”. Eu conheço
apenas uma igreja que se intitula Igreja Remanescente. Colocar este título
sobre um rebanho denominacional não está em harmonia com os ensinamentos de
Jesus! “Ainda tenho outras ovelhas, não deste aprisco; a mim me convém
conduzi-las; elas ouvirão a minha voz; então, haverá um rebanho e um pastor”
(Jo 10:16). João e o Senhor Jesus, bem como toda a Bíblia, afirmam que as
verdadeiras ovelhas do rebanho de Jesus estão espalhadas, não estão num único
“aprisco”. Quando João escreveu “os restantes”, a ideia é clara – a
descendência da mulher de Ap 12 (a qual representa a igreja de Deus, os fiéis
de todos os tempos desde Adão e Eva até a primeira vinda de Jesus, Ap 12:5, e
de Seu nascimento até Seu casamento com a própria Igreja! Ap 19:7-9) é uma
descendência dispersada pelo próprio dragão (Satanás) em sua perseguição aos
fiéis! Como, pois, uma igreja dentre todas possuiria a totalidade dos fiéis em
suas cadeiras? Todos os membros dessa denominação cristã estariam salvos?! Em
nenhum momento da história da igreja, segundo as Escrituras Sagradas, Deus
reuniu o grupo dos redimidos numa mesma região geográfica, num mesmo povo ou
congregação! O povo de Israel deveria ter sido “reino de sacerdotes” (Êx 19:5),
ou seja, garçons da salvação, do evangelho, e não uma coleção de salvos.
Infelizmente, em grande parte de sua história, aquele povo privilegiado não foi
nem uma coisa nem outra. Também não temos como demonstrar biblicamente se todos
os que entraram na arca de Noé entrarão também na Cidade Santa, nem se todos os
que perderam suas vidas no dilúvio irão perdê-las no lago de fogo! Lembre-se
que nem mesmo os 12 discípulos originais, reunidos pelo próprio Cristo, foram
todos salvos…
Por
outro lado, alguns adventistas do sétimo dia alegam que a expressão igreja
remanescente é uma referência a continuidade do “evangelho eterno” (Ap 14:6)
presente no conjunto de crenças de sua denominação, isto é, a pureza do
evangelho bíblico, e não um exclusivismo com relação a salvação.
Ainda
assim, a Bíblia não apresenta somente um grupo local que conseguiria praticar (conservar)
o evangelho em sua pureza bíblica. Quero dizer, uma coisa é uma denominação
cristã professar em seu credo toda a Bíblia, os Dez Mandamentos, o Santuário
Celestial e o Julgamento divino pré-advento, etc. Outra bem diferente é possuir
entre seus membros 100% de fidelidade a Deus e Sua Palavra, o que é
precisamente o significado de “os restantes” de Apocalipse 12:17! Reconheça,
caro leitor, que pertencer à uma comunidade cristã não é o mesmo, na prática,
necessariamente, que agir de acordo com todos os regimentos daquela comunidade
ou mesmo conhece-los. Só este simples raciocínio já inviabiliza o título Igreja
Remanescente para toda e qualquer congregação cristã! No entanto, a Bíblia
apresenta sim “os restantes”, o que sobrou da igreja verdadeira (uma ideologia
quando se aplica tal conceito a uma denominação específica), dos filhos de Deus
no mais profundo significado dessa frase – semelhança de caráter com o Eterno!
Onde está esse grupo de pecadores redimidos por Jesus e santificados pelo
Senhor Espírito? Acompanhe a sequência de textos bíblicos que resume a história
da redenção no universo, responde a pergunta e explica como qualquer pecador de
qualquer família, religião, nação, cultura e mentalidade pode fazer parte do
reino de Deus aqui na Terra e no Céu quando Jesus regressar!

“Antes da criação do mundo, Deus já nos havia
escolhido para sermos dele por meio da nossa união com Cristo, a fim de
pertencermos somente a Deus e nos apresentarmos diante dele sem culpa. Por
causa do seu amor por nós, Deus já havia resolvido que nos tornaria seus
filhos, por meio de Jesus Cristo, pois este era o seu prazer e a sua vontade”
(Ef 2:4,5, NTLH). “Deus fez o homem reto, mas ele se meteu em muitas astúcias”
(Ec 7:29). “Porei [JAVÉ falando com Satanás] inimizade entre ti e a mulher,
entre a tua descendência e o seu descendente [Jesus, o Cristo ou Messias ou
Ungido, a Palavra]. Este te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar” (Gn
3:15). “E JAVÉ Deus fez roupas de peles de animais para Adão e a sua mulher se
vestirem” (Gn 3:21, NTLH). “Nós nos alegraremos e cantaremos um hino de louvor
por causa daquilo que JAVÉ, nosso Deus, fez. Ele nos vestiu com a roupa da
salvação e com a capa da vitória. Somos como um noivo que põe um turbante de
festa na cabeça, como uma noiva enfeitada com joias” (Is 61:10, NTLH). “Porque
pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus;
não de obras, para que ninguém se glorie. Pois somos feitura dele, criados em
Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que
andássemos nelas” (Ef 2:8-10). “Quando um homem oferecer um animal em
sacrifício a Deus, JAVÉ, ele poderá escolhê-lo do seu gado ou do seu rebanho de
ovelhas e cabras. Se ele oferecer um animal do seu gado para ser completamente
queimado no altar, então deverá ser um touro sem defeito. Para que JAVÉ o
aceite, o homem levará o touro até a entrada da Tenda Sagrada. Ali ele porá a
mão na cabeça do animal a fim de que seja aceito como sacrifício para conseguir
o perdão dos seus pecados. O homem matará o touro ali na frente da Tenda
Sagrada, e os sacerdotes, que são descendentes de Arão, oferecerão a JAVÉ o
sangue do animal e depois borrifarão com ele os quatro lados do altar que está
na frente da Tenda” (Lv 1:2-5, NTLH). “Se procederes bem [JAVÉ falando com
Caim], não é certo que serás aceito? Se, todavia, procederes mal, eis que o
pecado jaz à porta; o seu desejo será contra ti, mas a ti cumpre dominá-lo” (Gn
4:7). “Bem-aventurados aqueles que lavam as suas vestiduras [no sangue do
Cordeiro], para que lhes assista o direito à árvore da vida, e entrem na cidade
pelas portas” (Ap 22:14). “Ora, não levou Deus em conta os tempos da
ignorância; agora, porém, notifica aos homens que todos, em toda parte, se
arrependam; porquanto estabeleceu um dia em que há de julgar o mundo com
justiça, por meio de um varão que destinou e acreditou diante de todos,
ressuscitando-o dentre os mortos” (At 17:30,31). “Portanto, comete pecado a
pessoa que sabe fazer o bem e não faz” (Tg 4:17, NTLH). “Pois ele [Deus] trata
a todos com igualdade. Todos aqueles que pecam sem conhecer a lei de Deus se
perderão sem essa lei; mas todos aqueles que pecam conhecendo a lei serão
julgados por ela. Porque as pessoas que Deus aceita não são aquelas que somente
ouvem a lei, mas aquelas que fazem o que a lei manda. Os não-judeus não têm a
lei. Mas, quando fazem pela sua própria vontade o que a lei manda, eles são a
sua própria lei, embora não tenham a lei. Eles mostram, pela sua maneira de
agir, que têm a lei escrita no seu coração. A própria consciência deles mostra
que isso é verdade, e os seus pensamentos, que às vezes os acusam e às vezes os
defendem, também mostram isso. E, de acordo com o evangelho que eu anuncio,
assim será naquele dia em que Deus, por meio de Cristo Jesus, julgará os
pensamentos secretos de todas as pessoas” (Rm 2:11-16, NTLH). “Certo dia JAVÉ
Deus disse a Abrão: — Saia da sua terra, do meio dos seus parentes e da casa do
seu pai e vá para uma terra que eu lhe mostrarei” (Gn 12:1, NTLH); “de ti farei
uma grande nação, e te abençoarei, e te engrandecerei o nome. Sê tu uma bênção!
Abençoarei os que te abençoarem e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; em ti
serão benditas todas as famílias da terra” (Gn 12:2,3). “Ouvi, ó céus, e dá
ouvidos, ó terra, porque JAVÉ é quem fala: Criei filhos e os engrandeci, mas
eles estão revoltados contra mim. O boi conhece o seu possuidor, e o jumento, o
dono da sua manjedoura; mas Israel não tem conhecimento, o meu povo não
entende. Ai desta nação pecaminosa, povo carregado de iniquidade, raça de
malignos, filhos corruptores; abandonaram JAVÉ, blasfemaram do Santo de Israel,
voltaram para trás” (Is 1:2-4). “E Jesus terminou: — Eu afirmo a vocês que o
Reino de Deus será tirado de vocês e será dado para as pessoas que produzem os
frutos do Reino” (Mt 21:43, NTLH). “João viu Jesus vindo na direção dele e
disse: — Aí está o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!” (Jo 1:29,NTLH).
“Aquele que é a Palavra veio para o seu próprio país, mas o seu povo não o
recebeu. Porém alguns creram nele e o receberam, e a estes ele deu o direito de
se tornarem filhos de Deus. Eles não se tornaram filhos de Deus pelos meios
naturais, isto é, não nasceram como nascem os filhos de um pai humano; o
próprio Deus é quem foi o Pai deles. A Palavra se tornou um ser humano e morou
entre nós, cheia de amor e de verdade. E nós vimos a revelação da sua natureza
divina, natureza que ele recebeu como Filho único do Pai” (Jo 1;11-14, NTLH). “Ele
quer que todos sejam salvos e venham a conhecer a verdade. Pois existe um só
Deus e uma só pessoa que une Deus com os seres humanos — o ser humano Cristo
Jesus, que deu a sua vida para que todos fiquem livres dos seus pecados. Esta
foi a prova, dada no tempo certo, de que Deus quer que todos sejam salvos” (I
Tm 2:4-6, NTLH). “Um dos malfeitores crucificados blasfemava contra ele,
dizendo: Não és tu o Cristo? Salva-te a ti mesmo e a nós também. Respondendo-lhe,
porém, o outro, repreendeu-o, dizendo: Nem ao menos temes a Deus, estando sob
igual sentença? Nós, na verdade, com justiça, porque recebemos o castigo que os
nossos atos merecem; mas este nenhum mal fez. E acrescentou: Jesus, lembra-te
de mim quando vieres no teu reino” (Lc 21:39-42). “E ele lhe disse: ‘Deveras,
eu te digo hoje: Estarás comigo no Paraíso’” (Lc 21:43, Novo Mundo). “Tendo
Jesus entrado em Cafarnaum, apresentou-se-lhe um centurião, implorando: Senhor,
o meu criado jaz em casa, de cama, paralítico, sofrendo horrivelmente. Jesus
lhe disse: Eu irei curá-lo. Mas o centurião respondeu: Senhor, não sou digno de
que entres em minha casa; mas apenas manda com uma palavra, e o meu rapaz será
curado. Pois também eu sou homem sujeito à autoridade, tenho soldados às minhas
ordens e digo a este: vai, e ele vai; e a outro: vem, e ele vem; e ao meu
servo: faze isto, e ele o faz. Ouvindo isto, admirou-se Jesus e disse aos que o
seguiam: Em verdade vos afirmo que nem mesmo em Israel achei fé como esta.
Digo-vos que muitos virão do Oriente e do Ocidente e tomarão lugares à mesa com
Abraão, Isaque e Jacó no reino dos céus. Ao passo que os filhos do reino serão
lançados para fora, nas trevas; ali haverá choro e ranger de dentes. Então,
disse Jesus ao centurião: Vai-te, e seja feito conforme a tua fé. E, naquela
mesma hora, o servo foi curado” (Mt 8:5-13). “João disse: — Mestre, vimos um
homem que expulsa demônios pelo poder do nome do senhor, mas nós o proibimos de
fazer isso porque ele não é do nosso grupo. Então Jesus disse a João e aos
outros discípulos: — Não o proíbam, pois quem não é contra vocês é a favor de
vocês” (Lc 9:49,50, NTLH). “Jesus, aproximando-se, falou-lhes, dizendo: Toda a
autoridade me foi dada no céu e na terra. Ide, portanto, fazei discípulos de
todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo;
ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou
convosco todos os dias até à consumação do século” (Mt 28:18-20). Hendrickson Rogers
A primeira parte do assunto AQUI. A pesquisa continua. Aguarde e estude!