Por que o darwinismo é falso (parte 3 de 3)

Biogeografia – Argumentos teológicos também são proeminentes no Origem das Espécies. Por exemplo, Darwin argumentou que a distribuição geográfica das coisas vivas não fazia sentido se as espécies tivessem sido criadas separadamente, mas faria sentido no contexto de sua teoria. Casos como “a presença de espécie peculiar de morcegos em ilhas oceânicas e a ausência de todos os demais mamíferos terrestres”, Darwin escreveu, “são fatos completamente inexplicáveis na teoria de atos independentes de criação.” Em particular: “Por que, pode ser perguntado, tem a suposta força criadora produzido morcegos e nenhum dos outros mamíferos nas ilhas remotas?” Segundo Darwin, “no meu ponto de vista, essa questão pode ser facilmente respondida, pois nenhum mamífero terrestre pode ser transportado por um espaço vasto de mar, mas os morcegos podem cruzar voando.”[34]  Continue Reading…

Por que o pênis humano não tem osso?

           Osso conhecido como “báculo”

Estudo afirma que antepassados dos humanos podem ter tido e perdido o báculo há cerca de dois milhões de anos. Cientistas britânicos que estudaram a evolução do osso do pênis nos mamíferos acreditam que os humanos perderam esse osso há cerca de 1,9 milhão de anos devido à monogamia. Esse osso, que ainda existe em muitos mamíferos e é conhecido como báculo (baculum), varia muito em tamanho – o do macaco pode medir o mesmo que um dedo e o das morsas pode chegar a 60 centímetros. De acordo com os pesquisadores da Universidade de Londres, pode ter existido nos antepassados dos humanos e desaparecido quando a monogamia emergiu como a principal estratégia de reprodução. Continue Reading…

A importância da repetição no sucesso das mentiras

        O fenômeno da “ilusão da verdade”

A máxima de que “basta repetir uma mentira para que ela se torne verdade” é uma das regras básicas da propaganda política, constantemente atribuída ao nazista Joseph Goebbels. Entre psicólogos, é conhecida como efeito da “ilusão da verdade”. Um experimento típico mostra como isso funciona: voluntários avaliam o quanto de verdade há em algumas afirmações triviais. Algumas delas são reais e outras são mentiras muito parecidas com a verdade. Após um intervalo de alguns minutos ou de algumas semanas, os participantes fazem o teste novamente, mas desta vez algumas das afirmações são novas. Os resultados mostram que as pessoas tendem a avaliar como sendo verdade afirmações que elas já ouviram antes, mesmo que sejam falsas. Isso porque simplesmente soam mais familiares. E assim, em um laboratório de alguma universidade ou instituto de pesquisa, parece estar a explicação para essa ideia de que basta repetir uma mentira para ela ser percebida como verdade. Continue Reading…

“Fantástico” tenta desconstruir arca de Noé

         História bíblica vira circo midiático

De vez em quando, a mídia popular secular escancara seus preconceitos, suas contradições e seus paradoxos. A título de comparação, quando a rede Globo de televisão veicula reportagens sobre espiritismo, astrologia e/ou festas católicas que envolvem romarias, adoração de imagens e coisas afins, geralmente o faz em tons positivos, quase com reverência. Certa vez, em um programa matinal, a emissora expôs a fé da apresentadora em sua peregrinação religiosa e em suas demonstrações de penitência. A matéria foi exibida sem críticas, com todo o respeito que, evidentemente, essas coisas merecem. Ocorre que esse respeito e essa “imparcialidade” são relativos, e isso pode ser visto claramente quando o assunto em questão são eventos ou conceitos bíblicos e, pior, quando o tema em pauta é o criacionismo. Aí realmente mudam de tom, deixando claro que preferem respeitar a crença na suposta influência dos astros e dos búzios, nas aparições de supostas almas penadas e na pretensa energia mística de pedaços de madeira, a acreditar que o Universo tenha sido criado pelo Deus da Bíblia e que as histórias de Gênesis sejam factuais.

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A mídia e sua tentativa de igualar islã e cristianismo

Durante os últimos anos, relatos frequentes de cristãos sendo mortos no Oriente Médio apenas por não professarem a crença em Maomé, foram sistematicamente ignorados ou minimizados pela mídia.

fobia

Cristofobia: você é culpado se                  simplesmente acredita na Bíblia

A Organização das Nações Unidas discutiu durante meses o que faria diante da situação, acabou por não tomar decisão concreta nenhuma. A onda de terror se espalhou e atingiu o norte da África e algumas áreas da Ásia.

Desde 2001, a mídia americana vem tendo de lidar com a difícil tarefa de equilibrar os fatos com suas tentativas de não violar os padrões do “politicamente correto”. O restante do Ocidente seguiu esse padrão.

Logo após o atentado terrorista deste domingo (12) numa boate gay em Orlando, Estados Unidos, parte de imprensa americana (e brasileira) tentou ligar o ato execrável a “fundamentalistas cristãos”, para logo em seguida lembrar dos discursos anti-imigração de Donald Trump.

Até mesmo o governo hesitava em admitir que a motivação das mortes fosse religiosa. O presidente Obama culpou (e continua culpando) o caso à facilidade de acesso às armas em solo americano.

Aos poucos, enquanto detalhes sobre a vida do atirador Omar Mateen eram divulgados, foi ficando cada vez mais difícil não fazer as ligações óbvias. Criado em uma família muçulmana, sabe-se que seu pai declaradamente apoia grupos terroristas.

Filiado ao partido Democrata (de Obama e Hillary), ele ligou para a polícia antes de começar a matar, simplesmente para jurar lealdade ao grupo terrorista Estado Islâmico (EI).

Some-se a isso o fato de os extremistas que dominam partes da Síria e do Iraque terem avisado semana passada que atacariam os Estados Unidos durante o Ramadã, tendo a Flórida como foco primário.

O pai de Omar, Seddique Mateen gravou um vídeo onde afirma que seu filho era uma pessoa muito boa e que “cabe a Deus punir os homossexuais”. Esse foi o título da manchete em jornais pelo mundo todo. Contudo, nenhum deles teve a preocupação de tentar explicar que o Deus da civilização judaico-cristã não é o mesmo Alá descrito no Alcorão.

A incoerência e a indignação seletiva pautaram os debates na maioria dos programas de TV e também nas redes sociais. Um estudo recente mostrou que a morte de cristãos é quase totalmente ignorada.

Acostumados a tratar o avanço do islamismo como “multiculturalismo”, ignora-se o fato de o atirador ter claramente motivações religiosas. Afinal, pelo menos 10 países de maioria muçulmana e governados pela lei da sharia executam homossexuais simplesmente por causa de sua preferência sexual.

Nos EUA, advogados da União Americana pelas Liberdades Civis usaram as redes sociais para responsabilizar o que chamam de “direita cristã” pelos ataques em Orlando. Chase Strangio usou as redes sociais para dizer que os verdadeiros responsáveis são os parlamentares cristãos que defendem leis “antiLGBT” e que o Islã não pode ser culpado.

Jornal O Dia coloca evangélicos como suspeitos de atendado islâmico.

                         Jornal O Dia coloca evangélicos como suspeitos de atendado islâmico

No Brasil, o deputado Jean Wyllys (PSOL/RJ) foi na mesma linha, tentado ligar as mortes ao “fundamentalismo religioso”.


Obviamente que não é correto afirmar que todo seguidor do islamismo é um terrorista. Embora o radicalismo exista em todos os grupos religiosos, ninguém sofre mais que isso que os cristãos.Quem foram os exemplos citados por ele? Várias personalidades evangélicas conhecidas como os deputados pastor Marco Feliciano (PSC/SP), pastor Eurico (PHS/PE), além do pastor Silas Malafaia, a psicóloga Marisa Lobo e a pastora/cantora Ana Paula Valadão. Também sobrou para seu conhecido desafeto Jair Bolsonaro (PSC/RJ).

Para efeitos de comparação, estatísticas apontam para um cristão martirizados a cada cinco minutos em algum lugar ao redor do mundo por causa da sua fé.

Ao mesmo tempo, a grande mídia ignora que desde o 11 de setembro de 2011, que foi o primeiro capítulo dessa guerra atual, ocorreram 28.576 atos terroristas realizados por muçulmanos, como o total de vítimas na casa das dezenas de milhares.

Somente este mês foram 401 mortes e 16 países (incluindo as de Orlando). Não há registro de nenhuma morte no mesmo período causada por “extremistas cristãos”.

Fonte: Gospel Prime.

Ateus mimimi denunciam SBT por “ateofobia”

É proibido opinar, agora?

                    É proibido opinar, agora?

O SBT está sendo alvo de um processo judicial e uma denúncia no Ministério Público preparado pela Atea (Associação Brasileira de Ateus e Agnósticos), segundo informou a jornalista Mônica Bergamo na Folha de S. Paulo. De acordo com a entidade, houve demonstração de intolerância e desrespeito aos ateus no Programa Silvio Santos do último domingo (8). No quadro “Jogo dos Pontinhos”, o apresentador perguntou aos seis participantes se eles eram contra ou a favor de quem não acredita em Deus. Em seguida, todos afirmaram ser contra o ateísmo. “Eu acho que a gente fica muito miserável quando não acredita em Deus. Fica só pensando em dinheiro e nas coisas mais materiais. Acreditar em Deus eleva a gente espiritualmente, deixa a gente mais alegre com as coisas que a gente tem”, disse a filha de Silvio, Patrícia Abravanel.

“Tem que ter em quem acreditar, Ele é o nosso Deus, é o nosso Todo-Poderoso, é a coisa que nos traz paz, amor, todos os dias, esperança, fé…”, comentou Helen Ganzarolli.

“Até o ateu na hora do sufoco chama a Deus. Eu sou contra, porque Deus é quem nos liga, quem faz a gente ver que ninguém é diferente de ninguém, e que todos somos iguais”, acrescentou Flor.

[Foi nesse mesmo domingo que Patrícia Abravanel manifestou opinião sobre “casamento” entre pessoas do mesmo sexo e despertou a raiva dos militantes LGBT de plantão. Confira aqui.]

De acordo com o escritor Julio Severo, os argumentos da militância gay tentam sempre apresentar os homossexuais como vítimas. “Os meios de comunicação, em grande parte movidos por uma doentia tendência liberal e esquerdista, há muito tempo se enxergam com a missão de ‘evangelizar’ as massas nos valores do liberalismo e esquerdismo. Daí o homossexualismo encontra na mídia um santuário intocável, onde todo sacrilégio contra a divindade homossexual é punido com todo tipo de manipulação oposicional possível”, disse ele em entrevista ao Guiame.

“Assim, o conceito de preconceito se torna nas mãos deles uma poderosa ferramenta de engenharia social, política e legal. Acabando-se com o ‘preconceito’, todas as pretensões dos militantes gays se tornam possíveis”, acrescenta o escritor.

Fonte: Guiame.

Nota: Você percebeu que as participantes do programa não ofenderam qualquer ateu em particular nem propriamente se disseram contra os ateus? Embora elas estejam longe de saber usar uma argumentação apologética/filosófica em defesa do teísmo, tudo o que fizeram foi manifestar opinião, nada mais. E isso não é “pecado”, não é preconceito. É constitucional, até. Sabe o que é preconceito? Ateus militantes se valerem de redes sociais para realmente ofender cristãos (e é bom especificar o tipo de ateu – militante –, pois existem ateus educados com os quais é perfeitamente possível dialogar). Sabe o que é preconceito? Pensadores ateus como Richard Dawkins chamarem crentes de iludidos, delirantes e coisa pior. É Dawkins chamar o Deus dos cristãos e dos judeus de assassino, abusador e daí para baixo. Quanto eu saiba, nenhum crente jamais abriu processo contra esses neoateus miltantes, embora tivessem muito mais motivos que estes. Quanto aos militantes gays (e é bom especificar o tipo de gay – militantes –, pois existem homossexuais com os quais é perfeitamente possível dialogar), o que eles parecem querer é que certos direitos (os deles, naturalmente) sejam mais importantes que os direitos dos outros (o de manifestar opinião sem ser homofóbico, por exemplo). Chega de mimimi! (Criacionismo).

Filha de Silvio Santos é homofóbica?

patriciaUma fala da apresentadora Patrícia Abravanel esteve entre os assuntos mais comentados do Twitter no começo desta semana. No programa Silvio Santos, apresentado pelo pai dela, ela disse ser contra o fato de a homossexualidade ser tratada como algo normal nos dias de hoje. Depois de dizer que não gostou do filme Carol, cujo enredo aborda a relação amorosa entre duas mulheres, Silvio perguntou aos participantes do quadro “Jogo dos Pontinhos” se eram a favor ou contra duas mulheres se amarem como se fossem um casal. Foi então que Patrícia, que é evangélica, disse ser contra esse tipo de relação ser tratada como algo normal.

Ela disse diante da câmera: “Li numa revista que hoje um terço dos jovens se relaciona com pessoas do mesmo sexo. Eu acho muito um terço, mesmo sem saber se a opção deles é real. Eles experimentam. […] Acho que o jovem é muito imaturo ainda para saber o que quer. A gente tem que afirmar que homem é homem, e mulher é mulher, entendeu? Acho que não é legal ser superliberal.”

E disse mais: “O que está acontecendo é que estão falando que tudo é normal, tudo é bonito; o jovem acaba experimentando coisas de que pode vir eventualmente a se arrepender depois. Então eu sou contra ficar propagando em rede nacional que isso é uma coisa super… eu sou contra. […] Eu não sou contra o homossexualismo, eu sou contra falar que é normal.”

A atriz Lívia Andrade, que também participa do programa, discordou da filha do patrão. Ela disse: “Acho bonito quando duas mulheres se amam como duas mulheres. Sou a favor porque o mundo é uma coisa livre. Cada um escolhe o que quer, opção sexual, religião, e o que vai fazer da vida. Cada um com seus problemas e as pessoas tem que respeitar as escolhas.”

Patrícia Abravanel foi muito criticada nas redes sociais e chegou a ser acusada de homofóbica. Mas será que as declarações dela podem mesmo ser classificadas como homofóbicas?

Vamos à etimologia: “homofobia” é uma palavra formada pelo pseudoprefixo homo, de homossexual, e fobia, que quer dizer medo, aversão. E Patrícia não pareceu expressar medo, raiva ou aversão aos homossexuais. Nem tampouco pareceu desrespeitar as escolhas das pessoas, como disse Lívia. Ela apenas manifestou sua opinião com respeito ao estilo de vida homossexual.

Portanto, Patrícia simplesmente está sendo coerente com sua crença, nada mais. Se ela é evangélica e segue o que está escrito na Bíblia, não poderá defender outra coisa a não ser o casamento heterossexual monogâmico. Está lá no Gênesis. Deus criou homem e mulher, casou-os e ordenou que se tornassem uma só carne, ou seja, praticassem sexo, e que procriassem, o que naturalmente somente macho e fêmea podem fazer.

No Novo Testamento, Jesus reafirma esse conceito de casamento, ao dizer que Deus criou um homem e uma mulher a fim de que se tornassem uma só carne, num relacionamento de amor e complementação física, emocional e espiritual, que não deveria ser rompido a não ser pela morte e, em regime de exceção, pelo adultério.

É curioso ver cristãos defendendo a relação homossexual… Isso só é possível se essas pessoas relativizarem o livro dos cristãos, a Bíblia Sagrada. Mas, se deixarem de lado os preceitos do livro que, em tese, faz delas cristãs, elas podem ainda se considerar cristãs?

Jesus Cristo nunca defendeu a relação homossexual. Seus seguidores, como Paulo, idem. Então como ser cristão e defender o que Cristo não defendeu? Alguns confundem o fato de Jesus amar todas as pessoas (e todas, obviamente, inclui os homossexuais) com a ideia de que Ele aprovaria a conduta dessas mesmas pessoas. Jesus ama o pecador, mas não aprova o pecado.

Claro que todos têm liberdade para viver como bem entendem, mas não para ser incoerentes, como cristãos que se valem do relativismo para tentar normalizar o que é, sim, anormal do ponto de vista bíblico. Não se pode servir a dois senhores, disse o Mestre. Relativismo e verdade absoluta não se beijam.

Fonte: Michelson Borges

Nota: Teve uma ocasião em que Silvio Santos deu uma lição em sua filha evangélica. Veja o vídeo abaixo:

Considerações sobre entrevista do Mário Sérgio Cortella no Jô Soares

No ano de 2010, mais precisamente no dia 4 de novembro, o educador e filósofo brasileiro Mário Sérgio Cortella concedeu uma entrevista ao programa do Jô Soares, da TV Globo, na qual falou sobre ética, moralidade, educação e bíblia (esta mais apenas como fonte de exemplos).

Apesar de já passados 4 anos, o tema é de total relevância e, sendo assim, decidi publicar algumas considerações.

Confesso não ter visto a entrevista na época, entretanto sua gravação, que está no YouTube, tem sido compartilhada nas redes sociais e, por meio destas, tive a oportunidade de assistir pela primeira vez neste final de semana. O vídeo é curto (tem apenas 7:58 minutos) e, para prosseguir na leitura do post, sugiro que o assista antes (abaixo).

Como citei acima, Mário Sérgio Cortella, 60 anos, é um renomado professor universitário, filósofo e escritor brasileiro. Atualmente é comentarista da Rádio CBN e há uma dezena de vídeos disponíveis de suas participações no programa Café Filosófico, da TV Cultura.

Como ele bem citou o apóstolo Paulo no final do vídeo, quero introduzir minhas considerações meditando num texto do mesmo autor:

“Nada façam por ambição egoísta ou por vaidade, mas humildemente considerem os outros superiores a si mesmos.” Filipenses 2:3 (NVI)

Não publico os comentários a seguir com o intuito de diminuir, polemizar ou ridicularizar as palavras da pessoa e do profissional Sr. Cortella. Faço-o com a motivação do exercício do conhecimento, visando o bem comum e harmonia, sempre com a busca racional da verdade e seu fim último: a felicidade.

Ética, Moralidade e o ‘Certo e Errado’

O prof. Cortella inicia a entrevista definindo Ética como sendo os princípios norteadores para que tomemos decisões para as grandes questões da vida: o quero, o devo e oposso. Na sequência, define Moralidade como “a prática de uma ética”. É importante definir (ou diferenciar) ética e moral. Uma rápida pesquisa no Wikipédia, que para estes temas apresenta fontes sólidas, pode auxiliar na exegese dos termos êthos e êthica, que pelo tempo e espaço não aprofundarei aqui. Entretanto, segundo o filósofo catalão José Ferrater Mora, os termos ‘ética’ e ‘moral’ são usados, por vezes, indistintamente. Contudo, o termo moral tem usualmente uma significação mais ampla que o vocábulo ‘ética’. A moral é aquilo que se submete a um valor [1]. O professor da FEI, Rafael Marcoccia, Mestre em Ciências Sociais pela PUC/SP, define:

A moralidade está no definir-se de uma atitude justa. E qual é a atitude justa no que diz respeito ao conhecimento? Na aplicação ao campo do conhecimento, esta é a regra moral: amor à verdade do objeto maior que o nosso apego às opiniões que já formamos sobre ele. Aderir a verdade é um exercício da razão humana, mas também de sua liberdade.” [2]

O texto do prof. Marcoccia interliga, ou melhor, faz a interdependência entre verdademoralidade, ao passo que muitas perguntas passam a ser formuladas.

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A pergunta emblemática do Jô Soares

Aos 28 segundos do vídeo, o apresentador Jô Soares fez a pergunta categórica: “Mas quem define isso?” (isto é, a moralidade, a ética – em seu sentido geral?). A resposta do prof. Cortella foi que tais valores éticos/morais são definidos pela sociedade, utilizando de sua legislação, conforme os costumes. A grande questão aqui é que, neste sentido, é aberta a porta da relativização da moralidade e, por consequência, as noções de certo e errado – posso e devo – se tornam material passível da subjetividade humana e seus gostos – o quero é quem manda. O triângulo proposto pelo professor no início do vídeo passa a não existir em sua essência, uma vez que definições como justiça, liberdade e direito à vida, por exemplo, que são valores morais objetivos por definição, poderiam ser objeto de gosto por parte de qualquer um, e o sentido amplo de certo e errado é relativizado. Doutor em filosofia e teologia, Norman Geisler declara:

“Sem um padrão objetivo de significado e moralidade, a vida é sem sentido e não há nada absolutamente certo ou errado. Tudo é simplesmente uma questão de opinião. O que queremos dizer é que todas as pessoas foram marcadas com um senso fundamental de certo e errado.[…] De fato, sem a lei moral, ninguém tem uma base objetiva para ser favorável ou contrário a nada.” [3]

O também filósofo e escritor William Lane Craig, argumenta:

“Antes que você possa determinar o que está certo e o que está errado, você tem de saber se o certo e o errado realmente existem. […] Hoje muitas pessoas encaram o certo e o errado não como uma questão de fato, mas de gosto. Não há uma questão objetiva, por exemplo, em se achar que obrócolis é gostoso. Ele é gostoso para algumas pessoas, mas ruim para outras. […] As pessoas acham que o mesmo acontece com os valores morais. […] Ora, se Deus não existir, então creio que estas pessoas estão absolutamente corretas. Na ausência de Deus, tudo se torna relativo.” [4]

Sem um referencial absoluto, certo e errado são meramente especulativos, e estão sujeitos aos gostos – o quero – , e o devo e posso, em última análise, não existem.

O exemplo de Sócrates

i208756Há 2 pontos importantes no argumento do prof. Cortella no exemplo de Sócrates e vou apurá-los separadamente.

  1. “o tempo e sociedade definem os padrões morais (bem como hoje)”;
  2. “o homossexualismo na Grécia antiga não era imoral, há 30 anos era, e hoje não é mais”;

A afirmação (1) é embasada no fato de Sócrates ter um amante, ainda que casado com uma mulher. Tal episódio não exclui o entendimento daquele filósofo grego de suas relações naturais (relacionamento sexual entre homem e mulher), de forma que o fato apenas demonstra, com clareza, que seu entendimento de que um relacionamento natural/normal seria com uma mulher, e que seu afeto por outro homem era, apesar de anti-natural, sua vontade. Não é necessário entrar em uma discussão moral para concordar com tal asserção, uma vez que a continuidade da raça humana depende disso – do relacionamento entre homem e mulher.

A afirmação (2) comete o equívoco de avaliar a moralidade com as lentes da sociologia. Norman Geisler argumenta:

“Um erro comum dos relativistas é confundir comportamento e valor, ou seja, eles confundem aquilo que é com aquilo que deveria ser. O que as pessoas fazem está sujeita a mudanças, mas aquilo que deveriam fazer, não. Essa é a diferença entre sociologia e moralidade. A sociologia édescritiva; a moralidade é prescritiva.” [5]

Ele acrescenta:

“Naturalmente, todo mundo desobedece a lei moral em algum aspecto – desde contar mentiras brancas até cometer assassinato. Mas isso não significa que não exista uma lei moral imutável; simplesmente significa que todos nós a violamos. Todo mundo comete erros matemáticos também, mas isso não quer dizer que não existam regras imutáveis na matemática.” [6]

Assim, remetendo ao que foi explorado no tópico A pergunta emblemática do Jô Soares, a consequência imediata do entendimento da moralidade objetiva (i.e,existência de Deus) com vistas à homossexualidade resulta no seguinte silogismo:

(1) Toda lei possui o criador da lei;
(2) Existe uma lei moral;
(3) Portanto, existe o Criador da lei moral (i.e, Deus);
(4) A vontade de Deus está expressa na Bíblia;
(5) A Bíblia condena a prática homossexual;
(6) Logo, a prática homossexual é contrária à vontade de Deus, ou seja, é errada.

Veja que o silogismo acima só faz sentido se (a) admitirmos que há uma moralidade objetiva e (b) aceitarmos Deus como legislador dessa Lei Moral.  William Lane Craig complementa:

“Assim, se Deus não existir, o certo e o errado também não existem. Vale qualquer coisa, inclusive a homossexualidade. Logo, um dos melhores modos de defender a legitimidade do estilo de vida homossexual é se tornar um ateu. Mas o problema é que muitos defensores da homossexualidade não querem se tornar ateus. Na verdade, querem afirmar que o certo e o errado existem.” [7]

Cabe ao homossexual honesto, consciente da razão como meio de se conhecer a verdade, avaliar o que foi escrito acima.

“Pois, que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?”

O prof. Cortella fez alguns comentários felizes sobre a narrativa bíblica, entretanto, para um entendimento correto do termo “alma” nos relatos de Cristo, indico o vídeo do consultor bíblico adventista Leandro Quadros, apresentador do programa Na Mira da Verdade, neste link.

Afinal, de onde vem e qual o real problema do relativismo moral?

O naturalismo filosófico (i.e darwinismo, evolucionismo), que propõe causas naturais como explicação última da existência humana, desfigura a predisposição natural do ser humano, como atributo inerente de uma criatura (e não apenas matéria), de viver esta moralidade transcendente.

Convenhamos: admitir a existência de Deus é o mesmo que admitirmos que não temos autoridade de definir por nós mesmos o que é certo e errado. Infelizmente, a aceitação consciente (e até inconsciente!) das “verdades darwinistas” – da não-existência de Deus, que implica na inexistência de uma lei moral universal – permite que qualquer um evite a possibilidade de que qualquer coisa seja moralmente proibida.

Julian Huxley, um ex-líder darwinista, admitiu que a ‘liberdade’ sexual é uma motivação popular por trás do dogma evolucionista. Certa vez, quanto perguntado do por que as pessoas acreditam na evolução (i.e, ‘Deus não existe’), respondeu honestamente:

“A razão pela qual aceitamos o darwinismo, mesmo sem provas, é que não queríamos que Deus interferisse em nossos hábitos sexuais.” [9]

Lee Strobel, advogado e jornalista ex-ateu, compartilhava do mesmo pensamento:

“Estava mais do que feliz em agarrar-me ao darwinismo como desculpa para descartar a idéia de Deus, de modo que eu pudesse pôr em prática descaradamente a minha agenda de vida, sem restrições morais.” [10]

Por mais que as citações acima coloquem em evidência o real motivo de muitos (talvez não todos) os darwinistas não aceitarem as evidências da existência de Deus (dentre elas, o argumento moral), tal fato mostra que mesmo uma teoria científica, com apoio de boa parte (maioria) da comunidade científica internacional e que julga seus critérios científicos como argumento da uma ‘crença evolucionista’, no fundo, seus adeptos, muitas vezes, confessam suas reais motivações para tal.

Obviamente, não é necessário ser um darwinista para não crer em Deus e não aceitar a lei moral imposta por ele, quando assim O aceitamos.

C.S. Lewis, que dispensa apresentações, declarou:

“Os seres humanos, por toda a terra, possuem essa curiosa ideia de que devem comportar-se de certa maneira; eles realmente não podem se livrar disso. Em segundo lugar, que eles na verdade não se comportam dessa maneira. Eles conhecem a lei da natureza; eles a descumprem. Esses dois fatos são o fundamento de todo pensamento claro sobre nós mesmos e sobre o Universo no qual vivemos.” [11]

Considerações finais

Com certeza, não digitei 0,1% do que há disponível sobre o tema. Poderíamos, com certeza, ainda refletir sobre o assunto dentro de outras esferas, por exemplo a teológica. Entretanto, creio que os comentários aqui expostos mostram a posição cristã geral sobre o tema, e que os termos ética e moralidade estão diretamente associados a um Legislador Superior.

Referências

  1. FERRATER MORA, José. Dicionário de filosofia. Trad. António José Massano e Manuel Palmeirin. Lisboa: Dom Quixote, 1978.
  2. MARCOCCIA, Rafael; FONSECA, Henriete. Curso de filosofia. São Bernardo do Campo: Centro Universitário da FEI, 2014.
  3. GEISLER, Norman; TUREK, Frank. Não tenho fé suficiente para ser ateu. São Paulo: Vida, 2006.
  4. CRAIG, William Lane. Apologética para questões difíceis da vida. São Paulo: Vida Nova, 2010.
  5. Ibid.
  6. Ibid.
  7. Ibid.
  8. Ibid.
  9. Apud. D. James Kennedy, Skeptics Answered. Sisters, Ore.: Multnomah, 1997, p.154.
  10. STROBEL, Lee. Em defesa da fé. Editora Vida.
  11. LEWIS, C.S. Cristianismo puro e simples. Martins Fontes, 2005.

Fonte: Engenharia Filosófica.

Se liga: Somos todos viciados em distração!!

Cuidado! Você pode estar perdendo muito...

   Cuidado! Você pode estar perdendo muito…

Certa noite, no começo do último verão, eu abri um livro e me flagrei relendo o mesmo parágrafo de novo e de novo, uma meia dúzia de vezes, até me dar conta de que não adiantava continuar. Eu estava simplesmente incapaz de me concentrar o suficiente. Fiquei horrorizado. Ao longo de toda a minha vida, ler sempre foi uma fonte profunda e consistente de prazer, aprendizado e consolação. Agora os livros que eu comprava com regularidade tinham começado a se empilhar na minha mesinha de cabeceira e me encaravam com um olhar silencioso de reprovação. Eu vinha passando tempo demais online, em vez de ler, verificando o número de visualizações do site da minha empresa, comprando mais meias coloridas na Gilt e na Rue La La, por mais que eu já tivesse mais meias do que precisava. […]

No trabalho, eu olhava o e-mail com mais frequência do que eu admitia e passei tempo demais procurando ansiosamente por informações novas sobre a campanha presidencial, por mais que fosse demorar ainda mais um ano até virem as eleições. “A internet é feita para ser um sistema de interrupção, uma máquina configurada para dividir as nossas atenções”, explica Nicholas Carr em seu livro A Geração Superficial: O que a internet está fazendo com os nossos cérebros. “Aceitamos de bom grado a perda de concentração e foco, a divisão de nossa atenção e a fragmentação de nossos pensamentos, em troca de recebermos uma fortuna de informações interessantes ou, pelo menos, capazes de nos distrair.”

Um vício é a atração implacável a uma substância ou atividade, que se torna tão compulsiva que acaba interferindo com a vida cotidiana. Indo por essa definição, quase todo mundo que conheço tem algum grau de vício na internet. Pode-se dizer até que ela já substituiu o trabalho como o vício mais socialmente aceito hoje.

Segundo uma pesquisa recente, o empregado médio num escritório gasta cerca de seis horas por dia só com e-mail. Essa estatística não inclui o tempo online gasto com compras, buscas ou acompanhando redes sociais.

A fome do cérebro por novidades, estimulação constante e gratificação instantânea cria algo chamado de “ciclo da compulsão”. Como ratos de laboratório ou viciados em drogas, precisamos de doses cada vez mais fortes para obter o mesmo efeito. O problema é que nós humanos temos um reservatório bastante limitado de força de vontade e disciplina. Nossa chance de sucesso é muito maior se tentarmos mudar um comportamento só por vez, idealmente no mesmo horário todos os dias, de modo que ele se torne rotina, exigindo cada vez menos energia para manter.

O acesso infinito a novas informações também sobrecarrega com facilidade nossa memória de trabalho. Quando atingimos a sobrecarga cognitiva, nossa capacidade de transferir o aprendizado para a memória de longo prazo se deteriora significativamente. É como se o cérebro tivesse se tornado um copo cheio d’água e qualquer gota a mais o fizesse transbordar.

Faz muito tempo que estou ciente disso. Comecei a escrever sobre o assunto há mais de 20 anos já. Todos os dias explico isso para os meus clientes, só que eu mesmo nunca acreditei de verdade que uma coisa dessas pudesse valer para mim. A negação é a primeira defesa do viciado. Nenhum obstáculo para a recuperação é maior do que a capacidade infinita de racionalizarmos nossos comportamentos compulsivos. Após anos sentindo que eu estava me virando razoavelmente bem, no último inverno acabei caindo num período intenso de viagens enquanto tentava, ao mesmo tempo, gerenciar uma empresa de consultoria em crescimento. No começo do verão, de repente me dei conta de que eu não estava me virando tão bem assim, e tampouco me sentia bem com isso.

Além de passar muito tempo na internet e sentir minha atenção se dispersar, eu também não estava me alimentando direito. Eu bebia refrigerante diet em excesso e com muita frequência tomava um drinque a mais por noite. Também tinha parado de me exercitar diariamente, como tinha sido o meu costume a vida inteira.

Em resposta, criei um plano cuja ambição beirava o irracional. Durante os 30 dias que se seguiram, tentei corrigir esses comportamentos e muitos outros, tudo de uma vez. Era um surto de grandiosidade, o exato oposto do que recomendo para os meus clientes todos os dias. Mas eu tinha racionalizado que ninguém tem um maior comprometimento com o autoaperfeiçoamento do que eu. Esses comportamentos estão todos interligados. “Eu consigo”, eu pensava.

Pude obter algum sucesso naqueles 30 dias. Apesar das tentações, consegui parar totalmente de beber refrigerante diet e álcool (três meses depois, eu continuo sem beber refrigerante). Também abri mão de açúcar e carboidratos como macarrão e batata. Voltei a me exercitar com regularidade. Foi com um único comportamento que fracassei por completo: reduzir meu tempo na internet. Meu compromisso inicial era o de impor limites à minha vida online. Decidi que só iria olhar o e-mail três vezes por dia: quando acordasse, na hora do almoço e antes de ir para casa no fim do dia. No primeiro dia, aguentei firme até a metade da manhã, então entrei em crise. Eu era como um viciado em doces trabalhando numa confeitaria, tentando resistir à vontade de comer um cupcake.

O que derrotou a minha força de vontade naquela primeira manhã foi a sensação de que eu tinha a completa necessidade de mandar algum e-mail para alguém sobre um assunto urgente. Eu dizia a mim mesmo que, se eu só redigisse o e-mail e apertasse “enviar” rapidinho, isso não contaria como entrar na internet. O que não levei em consideração foi o fato de que novos e-mails chegavam na minha caixa de entrada enquanto eu escrevia. Nenhum deles precisava de resposta urgente, mas, mesmo assim, para mim era impossível resistir à tentação de dar uma espiadinha na primeira mensagem que tivesse algo interessante no assunto. Depois a segunda. E a terceira.

Em questão de momentos, eu estava de volta ao mesmo ciclo vicioso. No dia seguinte, desisti de tentar reduzir meu tempo online. Em vez disso, me concentrei na tarefa mais simples de resistir ao refrigerante diet, ao álcool e ao açúcar. Mesmo assim, eu estava determinado a tentar de novo o meu desafio com a internet. Várias semanas depois do fim do meu experimento de 30 dias, saí de casa para passar um mês de férias. Era uma oportunidade para concentrar a minha limitada força de vontade num único objetivo: me libertar da internet, numa tentativa de recuperar o controle sobre a minha atenção.

Eu já tinha dado o primeiro passo para a minha recuperação: admitir minha incapacidade de me desconectar. Agora era a hora da desintoxicação. O segundo passo tradicional – a crença de que só um poder superior poderia me ajudar a recuperar a sanidade – eu interpretei de um modo mais secular. O poder superior se tornou a minha filha, de 30 anos, que desconectou o meu celular e notebook do e-mail e da internet. Livre do fardo do conhecimento técnico, eu não fazia ideia de como proceder para reconectar qualquer um dos dois.

De fato, eu me sinto mais controlado agora. Minha atenção está mais dirigida e menos automática. Quando fico online, tento resistir à vontade de navegar até dizer chega. Sempre que possível, tento perguntar a mim mesmo: “É isso mesmo que eu queria estar fazendo?” Se a resposta for negativa, a minha segunda pergunta é: “O que eu poderia estar fazendo que eu acho que seria mais produtivo, mais satisfatório ou mais relaxante?”

Acabei deixando uma só brecha para contato, que foi a mensagem de texto. Em retrospecto, era como se eu estivesse agarrado a um bote salva-vidas digital. Pouquíssimas pessoas na minha vida se comunicam comigo por mensagem de texto. Como estava de férias, na maior parte essas pessoas eram familiares, e as mensagens só continham informações sobre onde nos encontraríamos em vários pontos ao longo do dia.

Nos primeiros dias, eu de fato sofri com a crise de abstinência, o pior sendo a vontade de abrir o Google para sanar alguma dúvida qualquer que surgisse. Mas, a cada dia que se passava offline, eu me sentia mais relaxado, menos ansioso, mais concentrado e com menos fome de estímulos breves e instantâneas. O que aconteceu com o meu cérebro é exatamente o que eu esperava que fosse acontecer: ele começou a sossegar.

Eu havia trazido comigo, nessas férias, mais de uma dúzia de livros, de tamanhos e níveis de dificuldade variados. Comecei com não-ficção breve, depois passei para a não-ficção longa, conforme fui me sentindo mais calmo e mais concentrado. […] Na medida em que as semanas foram passando, consegui abrir mão da minha necessidade de fatos como fonte de gratificação. Em vez disso, passei então para os romances. […]

Estou de volta ao trabalho agora, e, por isso, é claro, de volta à internet. Não é como se fosse possível abrir mão da internet, e ela ainda vai consumir muito da minha atenção. Meu objetivo no momento é encontrar o melhor equilíbrio possível entre o meu tempoonline e offline.

Também faço questão agora de incluir atividades mais envolventes no meu dia a dia. Sobretudo, eu continuei minhas leituras, não só porque amo ler, mas também como parte da minha prática para melhorar a atenção. Outra coisa foi que eu mantive ainda meu ritual antigo de decidir na noite anterior qual será a coisa mais importante que devo fazer no dia seguinte. Seja o que for, ela acaba sendo a minha primeira atividade de trabalho, à qual dedico de 60 a 90 minutos ininterruptos de concentração. Depois, faço um intervalo de 10 a 15 minutos para a mente sossegar e recobrar as energias.

Se tiver mais trabalho ao longo do dia que exija concentração ininterrupta, eu saio completamente da internet durante períodos determinados, repetindo o meu ritual matutino. De noite, quando vou para o quarto, quase sempre deixo meus aparelhos digitais no andar de baixo.

Por fim, agora eu me sinto comprometido a tirar pelo menos um período de férias digitais por ano. Tenho o privilégio raro de poder tirar várias semanas de folga por vez, mas aprendi que até uma única semana offline já é capaz de ter profundos efeitos restauradores.

Por vezes, eu me flagro revendo mentalmente uma imagem assombrosa do meu último dia de férias. Eu estava sentado num restaurante com a família quando um homem com uns 40 e poucos anos chegou e sentou com a filha, que devia ter uns 4 ou 5 anos e era uma graça. Assim que o homem chegou, ele concentrou sua atenção quase de imediato no celular. Enquanto isso, sua filha era um redemoinho de energia e inquietude, subindo no assento, andando em cima da mesa, acenando e fazendo careta para chamar a atenção do pai. Exceto por brevíssimos momentos, porém, ela não conseguiu chamar sua atenção e acabou desistindo depois de um tempo, com tristeza. O silêncio era ensurdecedor.

Fonte: Gazeta do Povo.

Tubarão martelo: Martelada mortal na evolução?

Assisti hoje a coisa mais bizarra do mundo. E tô irritado até agora, pois foi demais da conta. Um documentário no NatGeo sobre tubarões chega ao seu ápice com os tubarões martelo e os descreve como uma maravilha sem-par de tecnologia e sofisticação. Mestres em manobras e capazes, com seu cérebro exótico, de detectar peixes enterrados no fundo do mar por variações de bilionésimos de volts. E aí o bizarro dos bizarros: sem medo de ser feliz e falar a maior estupidez do mundo, pois me desculpem, mas foi pura estupidez televisiva (quase liguei para o Procon), o sujeito diz que há algo muito “estranho” com os tubarões martelo, algo errado que não está certo, sim, e eu sei o que é, pois eles não evoluíram aquele “martelo magnífico” lenta, gradual e sucessivamente, mas o “martelo” teria surgido do “nada”, há mais de 400 milhões de anos e, de fato, seus martelos antes eram até maiores, a julgar pelo registro fóssil, sendo um exemplo “incrível” de “adaptação imediata”.
Gente, pode tal absurdo em “rede nacional de TV”?! Uma maravilha de tecnologia e sofisticação, um radar de altíssima sensibilidade, um cérebro hiper mega high techsurgindo do “nada”… Uns trocentos milhões de mutações benéficas todas de uma só vez e de primeira? Santa enganação! Devem achar que somos todos “retardados”.
Me desculpem pela falta de educação, mas tô irritado com tanta enganação e besteirol, tudo por culpa de uma vontade de negar o óbvio. Só porque idolatram Darwin, detestam a ideia de um designer e não gostam da inevitável conclusão de que tubarões martelo foram projetados por um ser de extrema inteligência e maestria sem-par neste Universo. Mas isso vai em breve acabar, ah vai…
Fonte: Dr. Marcos Eberlin via Criacionismo.

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