Uma pesquisa revela: é mais fácil perder do que conquistar a fama de honesto (e o que nossas escolhas revelam?)

A pesquisa: por exemplo, uma pessoa fictícia, Bárbara, trabalhava em um escritório e, algumas vezes, segurava a porta para os outros ou elogiava seus colegas. Outras vezes, ela furava as filas e espalhava fofocas. Os participantes deviam então avaliar a mudança no comportamento de Bárbara

A pesquisa: por exemplo, uma pessoa fictícia, Bárbara, trabalhava em um escritório e, algumas vezes, segurava a porta para os outros ou elogiava seus colegas. Outras vezes, ela furava as filas e espalhava fofocas. Os participantes deviam então avaliar a mudança no comportamento de Bárbara

Moral ou imoral?

É mais fácil ganhar uma má reputação do que se livrar dela.

De forma mais geral, parecer haver uma assimetria na forma como as pessoas avaliam o caráter moral dos outros, com pesos diferentes para o lado negativo e para o lado positivo. Continue Reading…

As crianças NÃO estão bem: carta de uma filha de lésbica!!

[Escrito com o português europeu.]
Caros membros da comunidade lgbt:

Não sou filha vossa. Nunca levantei uma bandeira numa das vossas paradas de orgulho homossexual. Nunca escrevi uma carta em vosso nome a um congressista ou a qualquer outra pessoa, e nunca senti a necessidade de fazer as pessoas aceitar o facto de eu ser filha duma lésbica. Isto talvez seja consequência do facto dela nunca ter tido necessidade de forçar as pessoas a aceitar como ela era.

Não, eu nunca me iria alinhar com uma comunidade tão intolerante e tão imersa dento dela mesma como a comunidade lgbt, uma comunidade que exige tolerância com fervor e com paixão, no entanto é incapaz de dar isso aos outros – por vezes, nem mesmo aos seus próprios membros. De facto, esta comunidade ataca qualquer pessoa que não concorde com ela, independentemente do quão amorosa a diferença de opinião seja expressa.

Eu mesmo sou o produto da Revolução Lésbica dos anos 80. A minha mãe sempre soube que gostava de raparigas, mas fez um esforço enorme para ser uma boa, heterossexual, rapariga sulista da igreja Baptista. Quando eu tinha 1 ano, ela deixou o meu pai por outro homem, com quem viveu até eu ter cerca de 4 anos. Depois do divórcio, ela disse ao meu pai para se ir embora, e ele foi porque, segundo ele, “eu sabia que não haveria de lutar contra toda a família para ter ver.”

Não me lembro bem do homem com quem ela passou a viver depois de ter deixado o meu pai, mas lembro-me de ter sido feliz com ele. Não durou muito tempo, e quando ela o deixou. deixou-o por outra mulher.

Impedir as pessoas de falar sobre o homossexualismo não mudará o que as crianças conseguem ver

Eu sabia desde a minha tenra idade que viver com duas mulheres não era natural. De modo especial, eu poderia ver isso nas casas dos meus amigos que tinham uma mãe e uma pai. Eu passava o máximo de tempo que podia com eles. Eu ansiava pela afeição que os meus amigos recebiam dos seus pais. Eu queria saber como era ser recolhida nos braços dum homem, ser estimada por um, e como era viver com um diariamente.

Tanto quanto eu sabia, eu já tinha uma mãe; não precisava de outra. O meu sonho era que a minha mãe tomasse a decisão de voltar a estar com os homens outra vez, mas, obviamente, esse sonho nunca se chegou a realizar. Os meus avós e os meus tios fizeram os possíveis para levar a cabo as actividades pai-filha, mas não era o mesmo que ter um pai a tempo inteiro, e eu sabia disso. Eu via estas tentativas como actividades de segunda categoria.

Crescer sem a presença dum homem em casa danificou-me de modo pessoal. Tudo o que eu queria desde que era uma menina pequena era ter uma família normal. Quando acabei a escola secundária, os meus pensamentos não se encontravam onde eles tinham que estar. Enquanto os meus amigos estavam ansiosos por chegar a altura da universidade, eu sabia que me faltava uma parte de mim, e sabia que nunca me sentiria plena sem a encontrar.

Os homens precisam das mulheres e as mulheres precisam dos homens.

Ao contrário de muitas outras pessoas, eu tinha o desejo de criar a minha própria família e ter estabilidade, e isto causou a que eu tivesse relacionamentos muito pouco saudáveis. Felizmente, consegui ver-me livre de ambos, mas depois de ter sido magoada e usada de forma tão maligna, tomei a decisão de que a felicidade não era para mim. Pouco depois conheci o meu marido, e tudo se encaixou.

Pela primeira vez, senti-me viva e completa. Ter filhos e pela primeira vez ver um homem a cuidar duma criança era bonita e inspirador. Isso só reforçou a minha crença de que a criança precisa duma mãe e dum pai, e que a “paternidade” homossexual e as casas onde só há um pai são muito inferiores à paternidade heterossexual quando esta última é feita da forma correcta.

Saber quase nada sobre os homens dificilmente é a parte mais complicada de ser educado por duas mulheres. De certeza que não é surpresa para ninguém que crescer em  Podunk, Oklahoma, não foi fácil. Ao contrário das outras crianças que que aparentemente são educadas em utopias homossexuais, eu cresci sozinha e isolada. Eu era filha única e perto de mim não existiam outras crianças com quem falar ou com quem me relacionar. Ninguém perto de mim sabia o que eu passava todos os dias, e eu não tive outra opção se não guardar tudo dentro de mim.

Quando cheguei à idade adulta, tentei falar com a minha mãe sobre o quão difícil a minha vida foi, mas ela não se consegue identificar porque ela cresceu com um pai e com uma mãe. Quando eu era criança, também não teria falado sobre a forma como estava a ser educada. Amo a minha mãe. Ela era o centro da minha vida e a ideia de dizer algo aos de fora que lhe pudesse magoar devastava-me. Escrever esta carta neste momento já é devastador.

Os homossexuais e as suas crianças não pensam da mesma forma.

Mas mesmo assim, eu escrevo a carta. Estou a fazer isto porque as pessoas têm que saber que nem tudo são rosas. Os efeitos de se crescer da forma como cresci ainda desempenham um papel na minha vida actual. Eu estava para além de auto-consciente quando era criança, e estava constantemente preocupada com o que os outros iriam pensar de mim.

Eu tinha um medo terrível de alguém vir a descobrir que a minha mãe era uma lésbica e nunca mais querer ter algum tipo de contacto comigo. Durante a maior parte da minha vida, aquilo que eu pensava serem as opiniões dos outros em relação a mim dominaram, s só recentemente é que fui capaz de deixar isso de lado.

Isto é só a ponta do iceberg. Os estudos que alegam que nós [crianças criadas por homossexuais] temos um desempenho superior ao dos nossos pares criados por heterossexuais dificilmente podem ser considerados científicos, e nem chegam a ser representativos. As pessoas têm que saber que algumas crianças de pais homossexuais não concordam com a adopção e nem com o “casamento” homossexual, tal como alguns homossexuais também não concordam. Mas irão notar que esse facto não se encontra nas manchetes.

O Huffington Post publicou duas respostas à recente carta de Heather Barwick aqui para o The Federalist, e ambas foram escritas por pessoas que foram criadas por membros do sexo oposto – um homem criado por mulheres e uma mulher que tinha os irmãos presentes. Faz todo o sentido que as suas experiências não tenham sido iguais à minha ou a da Heather visto que ambas fomos educadas por mulheres.

E só porque um produto da inseminação artificial não sente que ela foi roubada não significa que os outros não o sintam. Estou ciente que existem por aí crianças que discordam com o meu ponto de vista, tal como há muitos homossexuais por aí que não não concordam com o ponto de vista da comunidade lgbt.

Mas sugerir que isto não é motivo para validar ou escutar um punhado de crianças educadas por homossexuais, e que são contra isso, é ridículo. Afinal de contas, só um pequeno grupo de pessoas é que está a militar em favor da redefinição do casamento e da paternidade, e todos nós estamos a ver como isso está a avançar.

Sinceramente Não Vossa, 

Brandi Walton

Fonte: O homossexualismo.

Ana Paula Valadão pede boicote à C&A por apologia a ideologia de gênero

Empresas multinacionais investem pesado em marketing. Fazem pesquisas de opinião e constantemente monitoram a opinião do público sobre sua(s) marca(s). Contudo, de tempos em tempos cometem erros de cálculo e se veem diante de polêmicas.

A cantora Ana Paula Valadão, que também é pastora da Igreja Lagoinha, em Belo Horizonte, usou as redes sociais para iniciar uma campanha de boicote. Ela afirmou que foi tomada de uma “santa indignação” por causa da nova campanha das lojas C&A. Chamada “misture, ouse, experimente”, o lançamento em rede nacional ocorreu ontem (19).

Para a pastora, “estão provocando para ver até onde a sociedade aceita passivamente a imposição da ideologia de gênero”. No comercial em questão, a C&A propõe que o próximo dia dos namorados seja o “dia dos misturados”.

Os casais na peça publicitária acabam fazendo uma troca de “estilos”. Assim, homens se vestem de mulheres e vice-versa. Há uma insinuação nada sutil sobre a troca de sexo como algo “normal” e até desejável.

“Fiquei chocada com a ousadia da nova propaganda da loja… Que absurdo! Nós que conhecemos a Verdade imutável da Palavra de Deus não podemos ficar calados”, escreveu ela.

Ana Paula lembrou que nos Estados Unidos as lojas Target estão enfrentando um boicote dos cristãos por que seus banheiros agora são “livres de gênero”. Ou seja, podem ser usados por quaisquer pessoas que “se sintam homem ou mulher naquele dia”, explicou.

Sua postagem no Facebook teve quase 50 mil “reações” e perto de 10 mil compartilhamentos. Os comentários mostram que muitos cristãos apoiam a iniciativa. Uma minoria acha que a pastora está exagerando ao propor boicote.

Outras tentativas

Campanhas de boicote lideradas por líderes religiosos no Brasil sempre são polêmicas. Contudo, os resultados desse tipo de ação normalmente não são conhecidos. Ano passado, o pastor Silas Malafaia pediu que os cristãos não comprassem mais n’O Boticário.

O motivo era a campanha de dia dos namorados que mostrava casais homossexuais se beijando e abraçando. “Quero convocar as pessoas que acreditam em macho e fêmea, neste estilo de família (…) a não comprarem produtos dessa marca. Vamos dizer não”, pediu.

Também em 2015, o deputado pastor Marco Feliciano pediu que não se comprasse mais os produtos da Natura por causa do patrocínio dela à novela que defendia a homoafetividade.

“Conclamo aos que defendam valores morais a BOICOTAR esta empresa, não comprando e nem vendendo seus produtos até que ela retire seu patrocínio”, escreveu ele em texto divulgado nas redes sociais.

Fonte: Gospel Prime.

Evolucionismo, lesbianismo e poligamia

A conveniência de uma ficção

                A conveniência de uma ficção

A teoria da evolução volta e meia é tirada da manga dos prestidigitadores darwinistas para explicar até mesmo comportamentos antagônicos como a monogamia e o adultério: se o homem costuma pular a cerca é porque ele foi “projetado” pela evolução para espalhar seus genes por aí (confira); se tem comportamento monogâmico, é porque esse tipo de comportamento foi selecionado por trazer vantagens evolutivas (confira). Se o cérebro estivesse aumentando de tamanho, isso seria evolução; mas, como está diminuindo, isso é – adivinhe! – evolução (confira). Se entendem que um novo órgão funcional surgiu em alguma espécie (isso com base apenas na análise de fósseis), isso é evolução. Se a espécie perdeu alguma função biológica, isso também é evolução (confira). Como se pode ver, a teoria da evolução é tremendamente “elástica”, versátil, camaleônica. É uma verdadeira teoria-explica-tudo. Mas ocorre que uma teoria que explica tudo, na verdade, não explica nada.

A “explicação” evolucionista da vez tem que ver com os comportamentos sexuais das mulheres, o que alguns chamam de “fluidez sexual feminina”. Quem está propondo a nova teoria é o Dr. Satoshi Kanazawa, da London School of Economics, que apresentou suas ideias em um artigo na revista científica Biological Reviews e que já está causando sensação entre os pesquisadores da área. Segundo Kanazawa, as mulheres podem ter evoluído para serem “sexualmente fluidas”, o que significa que elas seriam capazes de mudar seus desejos sexuais e suas identidades, de heterossexuais para bissexuais, lésbicas e novamente heterossexuais. Mas para quê, se todo mundo sabe que a evolução depende da reprodução, e que, portanto, comportamentos homossexuais seriam um tiro evolutivo no pé?

A resposta proposta pelo cientista é a seguinte: o objetivo dessa fluidez sexual seria permitir que as mulheres tivessem relações sexuais com suas companheiras em “casamentos” polígamos, o que reduziria o conflito e a tensão inerentes a esse tipo de relacionamento, ao mesmo tempo em que não impediria que essas mulheres continuassem se reproduzindo com o marido. Pronto. Resolvido o mistério.

Kanazawa diz que “as mulheres podem não ter orientações sexuais no mesmo sentido que os homens. Em vez de serem hetero ou gay, o alvo da atração sexual das mulheres pode depender em grande parte do parceiro em particular, do seu estado reprodutivo e de outras circunstâncias”. E com essa explicação, que é pura ficção, ele conquistou seus 15 minutos de fama científica.

Não sei se Julian Huxley disse mesmo isto, mas a frase é mais do que certa: “A razão de nos lançarmos sobre A Origem das Espécies é que a ideia de Deus interfere com nossos hábitos sexuais.” Sim, a Bíblia defende a monogamia, a fidelidade, a heterossexualidade e o casamento, e condena tudo o que se opõe a essas coisas. Mas por que condena? Por que quer nos privar de prazer? Muito pelo contrário. Como nosso Criador, Deus sabe o que é melhor para nós e nos orientou quanto aos prazeres lícitos e que não deixam sequelas físicas, emocionais e espirituais. Prazeres que nos fazem realmente bem e promovem nosso crescimento como seres humanos.

O evolucionismo serve como uma luva na mão dos que defendem valores opostos aos defendidos pelos criacionistas que se pautam pela cosmovisão bíblica. E no afã de justificar seus comportamentos, os evolucionistas e os naturalistas apelam para histórias e hipóteses sem muito fundamento, como essa proposta por Kanazawa.

Vai um criacionista propor qualquer história para tentar explicar comportamentos, eventos e fatos! Vai um criacionista apresentar um artigo científico que cheire a evidência de algum relato ou princípio bíblico! Será rechaçado na hora! O direito de contar histórias no meio científico, por mais estapafúrdias que sejam, pertence aos evolucionistas, e só a eles.

Fonte: Michelson Borges.

Considerações sobre entrevista do Mário Sérgio Cortella no Jô Soares

No ano de 2010, mais precisamente no dia 4 de novembro, o educador e filósofo brasileiro Mário Sérgio Cortella concedeu uma entrevista ao programa do Jô Soares, da TV Globo, na qual falou sobre ética, moralidade, educação e bíblia (esta mais apenas como fonte de exemplos).

Apesar de já passados 4 anos, o tema é de total relevância e, sendo assim, decidi publicar algumas considerações.

Confesso não ter visto a entrevista na época, entretanto sua gravação, que está no YouTube, tem sido compartilhada nas redes sociais e, por meio destas, tive a oportunidade de assistir pela primeira vez neste final de semana. O vídeo é curto (tem apenas 7:58 minutos) e, para prosseguir na leitura do post, sugiro que o assista antes (abaixo).

Como citei acima, Mário Sérgio Cortella, 60 anos, é um renomado professor universitário, filósofo e escritor brasileiro. Atualmente é comentarista da Rádio CBN e há uma dezena de vídeos disponíveis de suas participações no programa Café Filosófico, da TV Cultura.

Como ele bem citou o apóstolo Paulo no final do vídeo, quero introduzir minhas considerações meditando num texto do mesmo autor:

“Nada façam por ambição egoísta ou por vaidade, mas humildemente considerem os outros superiores a si mesmos.” Filipenses 2:3 (NVI)

Não publico os comentários a seguir com o intuito de diminuir, polemizar ou ridicularizar as palavras da pessoa e do profissional Sr. Cortella. Faço-o com a motivação do exercício do conhecimento, visando o bem comum e harmonia, sempre com a busca racional da verdade e seu fim último: a felicidade.

Ética, Moralidade e o ‘Certo e Errado’

O prof. Cortella inicia a entrevista definindo Ética como sendo os princípios norteadores para que tomemos decisões para as grandes questões da vida: o quero, o devo e oposso. Na sequência, define Moralidade como “a prática de uma ética”. É importante definir (ou diferenciar) ética e moral. Uma rápida pesquisa no Wikipédia, que para estes temas apresenta fontes sólidas, pode auxiliar na exegese dos termos êthos e êthica, que pelo tempo e espaço não aprofundarei aqui. Entretanto, segundo o filósofo catalão José Ferrater Mora, os termos ‘ética’ e ‘moral’ são usados, por vezes, indistintamente. Contudo, o termo moral tem usualmente uma significação mais ampla que o vocábulo ‘ética’. A moral é aquilo que se submete a um valor [1]. O professor da FEI, Rafael Marcoccia, Mestre em Ciências Sociais pela PUC/SP, define:

A moralidade está no definir-se de uma atitude justa. E qual é a atitude justa no que diz respeito ao conhecimento? Na aplicação ao campo do conhecimento, esta é a regra moral: amor à verdade do objeto maior que o nosso apego às opiniões que já formamos sobre ele. Aderir a verdade é um exercício da razão humana, mas também de sua liberdade.” [2]

O texto do prof. Marcoccia interliga, ou melhor, faz a interdependência entre verdademoralidade, ao passo que muitas perguntas passam a ser formuladas.

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A pergunta emblemática do Jô Soares

Aos 28 segundos do vídeo, o apresentador Jô Soares fez a pergunta categórica: “Mas quem define isso?” (isto é, a moralidade, a ética – em seu sentido geral?). A resposta do prof. Cortella foi que tais valores éticos/morais são definidos pela sociedade, utilizando de sua legislação, conforme os costumes. A grande questão aqui é que, neste sentido, é aberta a porta da relativização da moralidade e, por consequência, as noções de certo e errado – posso e devo – se tornam material passível da subjetividade humana e seus gostos – o quero é quem manda. O triângulo proposto pelo professor no início do vídeo passa a não existir em sua essência, uma vez que definições como justiça, liberdade e direito à vida, por exemplo, que são valores morais objetivos por definição, poderiam ser objeto de gosto por parte de qualquer um, e o sentido amplo de certo e errado é relativizado. Doutor em filosofia e teologia, Norman Geisler declara:

“Sem um padrão objetivo de significado e moralidade, a vida é sem sentido e não há nada absolutamente certo ou errado. Tudo é simplesmente uma questão de opinião. O que queremos dizer é que todas as pessoas foram marcadas com um senso fundamental de certo e errado.[…] De fato, sem a lei moral, ninguém tem uma base objetiva para ser favorável ou contrário a nada.” [3]

O também filósofo e escritor William Lane Craig, argumenta:

“Antes que você possa determinar o que está certo e o que está errado, você tem de saber se o certo e o errado realmente existem. […] Hoje muitas pessoas encaram o certo e o errado não como uma questão de fato, mas de gosto. Não há uma questão objetiva, por exemplo, em se achar que obrócolis é gostoso. Ele é gostoso para algumas pessoas, mas ruim para outras. […] As pessoas acham que o mesmo acontece com os valores morais. […] Ora, se Deus não existir, então creio que estas pessoas estão absolutamente corretas. Na ausência de Deus, tudo se torna relativo.” [4]

Sem um referencial absoluto, certo e errado são meramente especulativos, e estão sujeitos aos gostos – o quero – , e o devo e posso, em última análise, não existem.

O exemplo de Sócrates

i208756Há 2 pontos importantes no argumento do prof. Cortella no exemplo de Sócrates e vou apurá-los separadamente.

  1. “o tempo e sociedade definem os padrões morais (bem como hoje)”;
  2. “o homossexualismo na Grécia antiga não era imoral, há 30 anos era, e hoje não é mais”;

A afirmação (1) é embasada no fato de Sócrates ter um amante, ainda que casado com uma mulher. Tal episódio não exclui o entendimento daquele filósofo grego de suas relações naturais (relacionamento sexual entre homem e mulher), de forma que o fato apenas demonstra, com clareza, que seu entendimento de que um relacionamento natural/normal seria com uma mulher, e que seu afeto por outro homem era, apesar de anti-natural, sua vontade. Não é necessário entrar em uma discussão moral para concordar com tal asserção, uma vez que a continuidade da raça humana depende disso – do relacionamento entre homem e mulher.

A afirmação (2) comete o equívoco de avaliar a moralidade com as lentes da sociologia. Norman Geisler argumenta:

“Um erro comum dos relativistas é confundir comportamento e valor, ou seja, eles confundem aquilo que é com aquilo que deveria ser. O que as pessoas fazem está sujeita a mudanças, mas aquilo que deveriam fazer, não. Essa é a diferença entre sociologia e moralidade. A sociologia édescritiva; a moralidade é prescritiva.” [5]

Ele acrescenta:

“Naturalmente, todo mundo desobedece a lei moral em algum aspecto – desde contar mentiras brancas até cometer assassinato. Mas isso não significa que não exista uma lei moral imutável; simplesmente significa que todos nós a violamos. Todo mundo comete erros matemáticos também, mas isso não quer dizer que não existam regras imutáveis na matemática.” [6]

Assim, remetendo ao que foi explorado no tópico A pergunta emblemática do Jô Soares, a consequência imediata do entendimento da moralidade objetiva (i.e,existência de Deus) com vistas à homossexualidade resulta no seguinte silogismo:

(1) Toda lei possui o criador da lei;
(2) Existe uma lei moral;
(3) Portanto, existe o Criador da lei moral (i.e, Deus);
(4) A vontade de Deus está expressa na Bíblia;
(5) A Bíblia condena a prática homossexual;
(6) Logo, a prática homossexual é contrária à vontade de Deus, ou seja, é errada.

Veja que o silogismo acima só faz sentido se (a) admitirmos que há uma moralidade objetiva e (b) aceitarmos Deus como legislador dessa Lei Moral.  William Lane Craig complementa:

“Assim, se Deus não existir, o certo e o errado também não existem. Vale qualquer coisa, inclusive a homossexualidade. Logo, um dos melhores modos de defender a legitimidade do estilo de vida homossexual é se tornar um ateu. Mas o problema é que muitos defensores da homossexualidade não querem se tornar ateus. Na verdade, querem afirmar que o certo e o errado existem.” [7]

Cabe ao homossexual honesto, consciente da razão como meio de se conhecer a verdade, avaliar o que foi escrito acima.

“Pois, que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?”

O prof. Cortella fez alguns comentários felizes sobre a narrativa bíblica, entretanto, para um entendimento correto do termo “alma” nos relatos de Cristo, indico o vídeo do consultor bíblico adventista Leandro Quadros, apresentador do programa Na Mira da Verdade, neste link.

Afinal, de onde vem e qual o real problema do relativismo moral?

O naturalismo filosófico (i.e darwinismo, evolucionismo), que propõe causas naturais como explicação última da existência humana, desfigura a predisposição natural do ser humano, como atributo inerente de uma criatura (e não apenas matéria), de viver esta moralidade transcendente.

Convenhamos: admitir a existência de Deus é o mesmo que admitirmos que não temos autoridade de definir por nós mesmos o que é certo e errado. Infelizmente, a aceitação consciente (e até inconsciente!) das “verdades darwinistas” – da não-existência de Deus, que implica na inexistência de uma lei moral universal – permite que qualquer um evite a possibilidade de que qualquer coisa seja moralmente proibida.

Julian Huxley, um ex-líder darwinista, admitiu que a ‘liberdade’ sexual é uma motivação popular por trás do dogma evolucionista. Certa vez, quanto perguntado do por que as pessoas acreditam na evolução (i.e, ‘Deus não existe’), respondeu honestamente:

“A razão pela qual aceitamos o darwinismo, mesmo sem provas, é que não queríamos que Deus interferisse em nossos hábitos sexuais.” [9]

Lee Strobel, advogado e jornalista ex-ateu, compartilhava do mesmo pensamento:

“Estava mais do que feliz em agarrar-me ao darwinismo como desculpa para descartar a idéia de Deus, de modo que eu pudesse pôr em prática descaradamente a minha agenda de vida, sem restrições morais.” [10]

Por mais que as citações acima coloquem em evidência o real motivo de muitos (talvez não todos) os darwinistas não aceitarem as evidências da existência de Deus (dentre elas, o argumento moral), tal fato mostra que mesmo uma teoria científica, com apoio de boa parte (maioria) da comunidade científica internacional e que julga seus critérios científicos como argumento da uma ‘crença evolucionista’, no fundo, seus adeptos, muitas vezes, confessam suas reais motivações para tal.

Obviamente, não é necessário ser um darwinista para não crer em Deus e não aceitar a lei moral imposta por ele, quando assim O aceitamos.

C.S. Lewis, que dispensa apresentações, declarou:

“Os seres humanos, por toda a terra, possuem essa curiosa ideia de que devem comportar-se de certa maneira; eles realmente não podem se livrar disso. Em segundo lugar, que eles na verdade não se comportam dessa maneira. Eles conhecem a lei da natureza; eles a descumprem. Esses dois fatos são o fundamento de todo pensamento claro sobre nós mesmos e sobre o Universo no qual vivemos.” [11]

Considerações finais

Com certeza, não digitei 0,1% do que há disponível sobre o tema. Poderíamos, com certeza, ainda refletir sobre o assunto dentro de outras esferas, por exemplo a teológica. Entretanto, creio que os comentários aqui expostos mostram a posição cristã geral sobre o tema, e que os termos ética e moralidade estão diretamente associados a um Legislador Superior.

Referências

  1. FERRATER MORA, José. Dicionário de filosofia. Trad. António José Massano e Manuel Palmeirin. Lisboa: Dom Quixote, 1978.
  2. MARCOCCIA, Rafael; FONSECA, Henriete. Curso de filosofia. São Bernardo do Campo: Centro Universitário da FEI, 2014.
  3. GEISLER, Norman; TUREK, Frank. Não tenho fé suficiente para ser ateu. São Paulo: Vida, 2006.
  4. CRAIG, William Lane. Apologética para questões difíceis da vida. São Paulo: Vida Nova, 2010.
  5. Ibid.
  6. Ibid.
  7. Ibid.
  8. Ibid.
  9. Apud. D. James Kennedy, Skeptics Answered. Sisters, Ore.: Multnomah, 1997, p.154.
  10. STROBEL, Lee. Em defesa da fé. Editora Vida.
  11. LEWIS, C.S. Cristianismo puro e simples. Martins Fontes, 2005.

Fonte: Engenharia Filosófica.

C. S. Lewis refuta o relativismo moral

Julgar e comparar sem um padrão?

     Julgar e comparar sem um padrão?

“Quando você considera as diferenças morais entre um povo e outro, não pensa que a moral de um dos dois é sempre melhor ou pior que a do outro? Será que as mudanças que se constatam entre elas não foram mudanças para melhor? Caso a resposta seja negativa, então está claro que nunca houve um progresso moral. O progresso não significa apenas uma mudança, mas uma mudança para melhor. Se um conjunto de ideias morais não fosse melhor do que outro, não haveria sentido em preferir a moral civilizada à moral bárbara, ou a moral cristã à moral nazista. É ponto pacífico que a moralidade de alguns povos é melhor que a de outros. Acreditamos também que certas pessoas que tentaram mudar os conceitos morais de sua época foram o que chamaríamos de Reformadores ou Pioneiros – pessoas que entenderam melhor a moral do que seus contemporâneos. Pois muito bem. No momento em que você diz que um conjunto de ideias morais é superior a outro, está, na verdade, medindo-os ambos segundo um padrão e afirmando que um deles é mais conforme esse padrão que o outro. O padrão que os mede, no entanto, difere de ambos. Você está, na realidade, comparando as duas coisas com uma Moral Verdadeira e admitindo que existe algo que se pode chamar de O Certo, independentemente do que as pessoas pensam; e está admitindo que as ideias de alguns povos se aproximaram mais desse Certo que as ideias de outros povos. Ou, em outras palavras: se as suas noções morais são mais verdadeiras que as dos nazistas, deve existir algo – uma Moral Verdadeira – que seja o objeto a que essa verdade se refere. A razão pela qual sua concepção de Nova York pode ser mais verdadeira ou mais falsa que a minha é que Nova York é um lugar real, cuja existência independe do que eu ou você pensamos a seu respeito. Se, quando mencionássemos Nova York, tudo o que pensássemos fosse ‘a cidade que existe na minha cabeça’, como é que um de nós poderia estar mais próximo da verdade do que o outro? Não haveria medida de verdade ou de falsidade. Do mesmo modo, se a Regra da Boa Conduta significasse simplesmente ‘tudo que cada povo aprova’, não haveria sentido em dizer que uma nação está mais correta do que a outra, nem que o mundo se torna moralmente melhor ou pior.”

Fonte: C. S. Lewis, Cristianismo Puro e Simples.

O relativismo moral está piorando a situação do mundo!

O que é certo e o que é errado?

O que é certo e o que é errado?

Uma pesquisa recente divulgada na renomada revista Nature chamou a atenção da comunidade científica, bem como do público em geral. O experimento foi realizado com 591 pessoas oriundas de diversas comunidades religiosas ao redor do mundo, envolvendo até mesmo moradores da Ilha de Marajó, no Brasil, conforme informou o site do jornal Folha de S. Paulo. O estudo, liderado pelo professor Benjamin Purzychi, da Universidade da Colúmbia Britânica (Canadá), contou com a participação de psicólogos e antropólogos, e revelou uma íntima relação entre fé em Deus e honestidade. O resultado dessa pesquisa me trouxe à memória algumas leituras que realizei há alguns meses. Em seu livro Apologética Contemporânea, o filósofo cristão William Lane Craig faz uma síntese do pensamento de outros filósofos – ateus, agnósticos e cristãos – a respeito da íntima relação entre a existência de Deus e o conceito de moralidade objetiva. Ele comenta que mesmo filósofos ateus, a exemplo de Richard Taylor, admitem que “o conceito de obrigação moral [é] incompreensível sem a ideia de Deus”.

Desse modo, ele argumenta que “em um mundo sem Deus, não pode haver certo e errado objetivos, somente nossos juízos subjetivos, cultural e pessoalmente relativos. Isso significa que é impossível condenar guerra, opressão ou crime como maus. Também não podemos louvar fraternidade, igualdade e amor como bons. Porque, em um universo sem Deus, bem e mal não existem – existe apenas o fato nu e sem valor da existência, e não há ninguém para dizer que você está certo e eu errado”.

Em outras palavras, Craig está tentando dizer que, se Deus existe, o certo e o errado também existem. Como afirmou o escritor russo Fiódor Dostoievski: “Se não há imortalidade [e só há imortalidade porque Deus existe], todas as coisas são permitidas.” Mais do que isso, se o certo e o errado só existem porque Deus existe, é razoável pensar que Deus é quem os determina.

Podemos apreender a mesma ideia se desenvolvermos nosso raciocínio ao reverso: se o certo e o errado existem, essa é também uma prova de que Deus existe. Isso é o que William Craig chama de argumento moral da existência de Deus, definida por ele nas seguintes palavras: “O argumento moral em favor da existência de Deus defende a existência de um ser que é a corporificação do Bem fundamental, que é a fonte dos valores morais objetivos que experimentamos no mundo.” Em última instância, é Deus quem define a maneira como devemos nos comportar aqui na Terra.

Algumas pessoas podem pensar que Deus age de maneira arbitrária ao estabelecer aquilo que devemos ou não fazer, e que essa é uma forma de exercer Sua autoridade e domínio sobre o homem. Porém, basta olhar para as atuais condições do mundo para se perceber que, na verdade, Deus está simplesmente tentando evitar que nos machuquemos. Como disse o escritor Loron Wade, “a tormenta que irrompe sobre nosso planeta está se intensificando, e começa a atingir o mundo particular de cada pessoa. […] Quem não percebe que hoje somos todos vulneráveis?” (Os Dez Mandamentos: Princípios divinos para melhorar seus relacionamentos, p. 7).

Wade comenta que o avanço da tecnologia fez com que as pessoas do século 19 imaginassem que o mundo estava melhorando. Porém, ninguém mais pensa assim. Afinal, “com tanta informação e tantos avanços incríveis na compreensão do Universo, como é possível que a fome, a opressão e a tirania ainda dominem o cenário?”, ele pergunta.

Para o autor, a única resposta plausível é que “os piores problemas da nossa época não são de natureza científica, e sim moral”. Por exemplo, “há pessoas famintas não por causa da escassez de alimento no mundo, mas por causa de uma terrível desigualdade na sua distribuição”. Ele continua: “O mesmo acontece com a violência doméstica, o aborto, os vícios e o estilo de vida que tornou a aids a maior pandemia da história. Se esses fossem problemas científicos ou tecnológicos, já teriam sido resolvidos há muito tempo, pois somos realmente bons nisso” (Idem, p. 8, 9).

Será que a nossa sociedade, no auge de sua arrogância, não estaria pondo de lado um antigo código moral, cujo esquecimento abriu margens para o quadro que visualizamos hoje? As estatísticas demonstram que o mundo não está melhorando; ao contrário, o crime aumentou, as famílias estão se esfacelando e o estresse tomou conta da população mundial. Enquanto isso, em diversos lugares, a sociedade aguarda a elaboração de leis mais rígidas, que defendam efetivamente a propriedade, a integridade física e o bem-estar da família. Um mundo sem leis seria uma completa anarquia e um lugar inseguro, no qual ninguém gostaria de viver.

A Bíblia aponta para antigos princípios, os quais são conhecidos como “Os Dez Mandamentos”. Eles podem fazer a diferença. Talvez, você se pergunte: “Será que realmente eles podem mudar a condição do mundo?” Com bastante respeito, não acredito que essa seja a pergunta ideal. Uma pergunta mais pessoal precisa ser formulada: “Será que esses princípios podem mudar a minha vida?” Então, respondo: “É preciso experimentar!”

Fonte: Adenilton Tavares é mestre em Ciências da Religião e professor de grego e Novo Testamento na Faculdade de Teologia da Bahia via Criacionismo.

Transgênero animal: Jovem diz que é uma gata presa em corpo humano

Com aceitação da família, em casa ela anda de quatro e fica ronronando e miando

Com aceitação da família, em casa ela anda de quatro e fica ronronando e miando

Na Europa, após a conquista de direitos iguais para homossexuais e, em alguns países, para transgêneros, outro movimento parece ganhar força. A teriantropia seria um “passo adiante” na questão transgêneros. Pessoas poderiam em nome da “construção” da sua identidade, descobrir-se um animal. Já existe até uma nomenclatura para isso: “transespécie”.

O caso mais recente a receber atenção é o de uma mulher na Noruega chamada Nano. Aos 20 anos ela acredita que “nasceu na espécie errada” e afirma que, na verdade, é uma gata presa em um corpo humano. O canal NRK P3 mostrou em reportagem especial o caso da mulher, que se veste com orelhas de gato e um rabo falsos. “Fui um gato toda a minha vida, mas só assumi aos 16 anos quando médicos e psicólogos descobriram o que havia “dentro” de mim”, disse ela. Para a jovem, é um “defeito genético”. Com aceitação da família, em casa ela anda de quatro e fica ronronando e miando. Afirma que tem medo de cachorros e que já tentou caçar ratos. Acredita ainda que tem a audição e a visão aguçada dos felinos. Questionada sobre seu estilo de vida, ela quer aceitação da sua condição. Asseverou que “É cansativo, mas você se acostuma a viver com os instintos de gatos”. Explica que já recebeu ajuda de psicólogos, mas decretou: “vou ser gato toda a minha vida.””

Caso semelhante na França

Meses atrás, foi amplamente divulgado o caso da francesa Karen, que nasceu homem, fez operações para mudar de sexo e agora quer viver como um animal, mais especificamente um cavalo. Ele(a) conta que essa ideia o persegue desde que tinha sete anos de idade. “Estrela” de um documentário sobre o tema, ela afirma veementemente: “Eu tenho um cavalo dentro de mim”. O que pode parecer loucura na verdade é algo cada vez mais comum. Já existe inclusive um encontro chamado pony-play. As pessoas fingem ser, de fato, um animal, andam de quatro com uma sela nas costas, trotam, e puxam uma espécie de charrete!

Fonte: Gospel Prime.