(Vídeo Book) Como calibrar biblicamente a frase “numa hora salvo e na outra perdido”? (2ª parte)

Esta é a segunda parte do Livro “O Juízo” (confira o livro em PDF AQUI) no formato vídeo book com lindas imagens e com um conteúdo bíblico bastante esclarecedor! 

O novo nascimento e a predestinação

(A versão bíblica usada é a Almeida Revista e Atualizada. Outras versões serão indicadas).

“Mas, a todos quantos O receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que creem no seu nome; os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus” (Jo 1:12,13).

Como criacionista bíblico posso perceber que o maior sonho de Deus, desde sempre, é ter filhos! E João, o discípulo evangelista, descreve essa ideologia divina comparando-a a um nascimento – um ser humano que se torna filho de Deus não nasceu “do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus”. Sim, Deus deseja que nós seres humanos sejamos deuses juniores, filhos legítimos dEle, nascidos literalmente dEle, pelo Seu poder!

Continue Reading…

A Ciência comprova Gn 3:15 – “Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e o seu descendente”!

O Dr Justin Barret, pesquisador-chefe do “Centre for Anthropology and Mind” (Oxford), afirma que, devido à sua pressuposição de que tudo no mundo foi criado com um propósito, as crianças tem uma predisposição para acreditar Num Ser Supremo [Deus]. O Dr Barret afirma ainda que, mesmo que não tenham sido ensinadas nesse sentido(por familiares ou na escola), as crianças tem fé em Deus. Segundo o Dr Barret, mesmo aquelas crianças que tivessem sido criadas sozinhas no deserto haveriam de acreditar em Deus.

A preponderância das evidências científicas recolhidas durante os últimos ~10 anos tem mostrado que há muito mais coisas que parecem estar pré-programadas no desenvolvimento natural da mente infantil do que nós pensávamos anteriormente.

Isto inclui uma predisposição para ver o mundo natural como um lugar com propósito e como o resultado de um acto criativo, e que um Ser Inteligente está por trás do propósito presente no mundo natural.
Assim afirmou o Dr Barret.
Se puséssemos um grupo de crianças numa ilha deserta e eles crescessem sozinhas, eu penso que eles haveriam de acreditar em Deus.
Numa apresentação no “Faraday Institute” (Cambridge), o Dr Barrett citou experiências psicológicas feitas em crianças que, segundo o mesmo, mostram como elasinstintivamente acreditam que tudo foi criado com um propósito específico. De acordo com um estudo, crianças de 6 e 7 anos a quem foram perguntadas o porquê da existência da primeira ave, responderam “para fazer música agradável“, e“porque torna o mundo mais agradável”.
Uma outra experiência feita em bebés de 12 meses sugeriu que elas ficaram surpreendidas durante um filme que mostrava uma bola rolante a criar blocos organizados a partir de monte desorganizado. O Dr Barrett afirmou que há evidências que mostram a perfeita realização por parte de crianças (a partir dos 4 anos) que, embora haja coisas feitas por mãos humanas, o mundo natural é diferente. Ele acrescentou ainda que as crianças são muito mais predispostas a acreditar no criacionismo do que na evolução – a despeito do que lhes tenha sido dito pelos pais ou pelos professores. Segundo o Dr Barret, antropólogos descobriram que em algumas culturas, as crianças acreditam em Deus mesmo que ensinamento religioso não lhes tenha sido seja disponibilizado. Por outras palavras, mesmo que as crianças não recebam ensinamento religioso nesse sentido, a predisposição natural das crianças é acreditar que o mundo natural tem Uma Causa Inteligente.

A forma natural como o cérebro infantil se desenvolve faz as crianças mais susceptíveis de acreditarem na Criação Divina ou no design inteligente.

Em contraste, a evolução não só não é natural para a mente humana, mas como também é difícil de acreditar.
Conclusão:
Fé em Deus = Natural.
Fé em Darwin = Não-natural e “difícil de acreditar” (para além de ridícula e anti-científica).
Fica difícil para os militantes ateus afirmarem que “todas as crianças nascem ateístas” quando, aparentemente, elas nascem com uma predisposição natural para atribuir a origem do mundo biológico a Uma Causa Superior ao homem.
Fonte: Darwinismo.

O livre-arbítrio de Deus e o nosso

Deus sabe realmente quem vai ser salvo e quem se perderá, porque Ele é “perfeito em conhecimento” (Jó 37:16) e “conhece todas as coisas” (I João 3:20), inclusive “o que há de acontecer” (Isaías 46:10). Mas esse conhecimento divino, que é absoluto mas não-causativo, não restringe de qualquer forma a liberdade humana de escolher o caminho da salvação ou da perdição. A Bíblia deixa claro que o mesmo Deus que “faz nascer o sol sobre maus e bons e vir chuvas sobre justos e injustos” (Mateus 5:45) também oferece a salvação a todos igualmente. Ele não apenas ordena que o evangelho seja pregado “a toda criatura” (Marcos 16:75), mas também convida: “Ah! Todos vós os que tendes sede, vinde às águas…” (Isaías 55:1) e “Vinde a Mim, todos.. ” (Mateus 11:28). O mesmo conceito da imparcialidade divina é apresentado pelo apóstolo Pedro em sua declaração: “Reconheço, por verdade, que Deus não faz acepção de pessoas; pelo contrário, em qualquer nação, aquele que O teme e faz o que é justo Lhe é aceitável” (Atos 10:34 e 35). Alegar que todos os seres humanos já nasceram individualmente predestinados para a salvação ou para a perdição implica na rejeição das declarações apostólicas de que Deus “deseja que todos os homens sejam salvos” (I Timóteo 2:4) e “que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento” (II Pedro 3:9). Como poderia o apóstolo Paulo haver instado a “que todos, em toda parte, se arrependam” (Atos 17:30), se nem todos pudessem se arrepender? Embora a salvação seja oferecida gratuitamente a todos indistintamente, somente aqueles que a aceitam pela fé serão salvos (ver Efésios 2:8-10). “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito, para que todo o que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3:16). A perdição dos ímpios não é, portanto, o resultado de um decreto divino arbitrário, mas sim a conseqüência natural de haverem rejeitado individualmente a oferta de salvação. A. W. Tozer comenta: “Certas coisas foram decretadas pelo livre-arbítrio de Deus, e uma delas é a lei da escolha e suas conseqüências. Deus declarou que todo aquele que voluntariamente se entrega a Seu Filho Jesus Cristo na obediência da fé, receberá a vida eterna e se tornará filho de Deus. Decretou também que aqueles que amam as trevas e continuam em sua rebeldia contra a suprema autoridade do Céu, permanecerão em estado de alienação espiritual e sofrerão afinal a morte eterna.” – Mais Perto de Deus (São Paulo: Mundo Cristão, 1980), p. 132. Embora Deus haja predestinado à salvação todos os que voluntariamente aceitam a Cristo (ver Efésios 1:3-14), Ele não predestinou ninguém para a perdição. Que compete ao próprio homem (e não a Deus) escolher o seu destino é óbvio nas seguintes palavras de Josué 24:15: “Porém, se vos parece mal servir ao Senhor, escolhei, hoje, a quem sirvais: se aos deuses a quem serviram vossos pais que estavam dalém do Eufrates ou aos deuses dos amorreus em cuja terra habitais. Eu e a minha casa serviremos ao Senhor.” O Novo Testamento esclarece que mesmo os eleitos do Senhor podem cair da salvação, ao se afastarem de Cristo (Hebreus 6:4-6). Por essa razão, o apóstolo Paulo declarou: “Mas esmurro o meu corpo e o reduzo à escravidão, para que, tendo pregado a outros, não venha eu mesmo a ser desqualificado” (I Coríntios 9:27). E é pelo mesmo motivo que Cristo disse que somente os que perseverarem até o fim serão salvos (Mateus 10:22; 24:13; Marcos 13:13). Portanto, embora o homem seja completamente incapaz de salvar-se a si mesmo, ele pode escolher permitir que Deus o salve ou não.
Fonte: Dr. Alberto R. Timm, Revista Sinais dos Tempos, Dezembro de 1997. 

Livre-arbítrio realmente existe?

Fomos totalmente corrompidos pelo pecado? E nosso livre arbítrio? Temos, ainda, a habilidade de escolher entre o bem e o mal? Não posso responder a suas três perguntas neste pequeno espaço. De fato, o tema sobre o efeito do pecado sobre nós, e sobre a natureza do livre arbítrio tem sido estudado e discutido há séculos, sem uma conclusão unanime. Vou compartilhar alguns conceitos para estimular seu pensamento. Quero iniciar com um paradoxo: A Bíblia afirma que temos livre arbítrio, mas ensina que somos escravizados pelo pecado. Considere o paradoxo e pense sobre ele.

Escravizados pelo Pecado: A queda de Adão e Eva alterou radicalmente a natureza humana. O coração, centro racional e volitivo do ser humano, foi corrompido: “O coração é mais enganoso que qualquer outra coisa e sua doença é incurável. Quem é capaz de compreendê-lo?” (Jr 17:9).* O dano foi irreparável; os seres humanos não são apenas incapazes de se compreenderem, também enganam-se uns aos outros. Nenhuma dimensão da natureza humana ficou livre do toque do pecado; assim, ninguém é justo (Rm 3:10) ou naturalmente busca a Deus (Sl 53:2 e 3; Ef 2:1-3). O pecado é uma realidade humana. Isaías escreveu: “Somos como o impuro – todos nós! Todos os nossos atos de justiça são como trapo imundo. Murchamos como folhas, e como o vento as nossas iniquidades nos levam para longe” (64:6); até os melhores seres humanos estão contaminados com nosso estado pecaminoso. Há uma inimizade natural contra Deus no coração humano que nos incapacita de procurar e de fazer o bem, ou de nos submetermos à Sua vontade (Rm 8:7). Somos controlados pelos desejos pecaminosos e egoístas de nossa natureza caída (versos 6-8). A situação é desesperadora porque não há nada que possamos fazer para mudar essa realidade (Jr 13:23). Os seres humanos vivem sob o domínio do pecado, governados por um déspota e incapazes de fazer o que, talvez, gostariam de fazer (Rom 6:16; cf. 7:18-23). E o livre arbítrio?

A Situação do Livre Arbítrio: Permita-me dar uma definição de livre arbítrio: é o poder de escolha, independente de condições e forças internas ou externas as quais não podemos controlar. Se, é verdade que somos escravizados pelo pecado, então, é difícil falar sobre liberdade de escolha. Mas, se este é realmente o caso, é impossível falar de nossa responsabilidade sobre nossos atos. No entanto, a doutrina bíblica de julgamento e castigo admite que temos livre arbítrio. Podemos argumentar que o pecado não obliterou a imagem de Deus em nós e, portanto, temos livre arbítrio (Rm 3:23). Se ele faz parte da imagem de Deus e de nossa humanidade, então ainda o temos. Isso, porém, deve ser apropriadamente compreendido. O livre arbítrio que temos, está deteriorado e corrompido. A pergunta agora é: quão deteriorado está ele? Deixa-me sugerir algo: O pecado mudou a ênfase da função do livre arbítrio, das decisões altruístas que beneficiavam os outros, para a autopreservação. A situação é tal que não há nada que possamos fazer a respeito. O livre arbítrio ainda está sob o poder do pecado!

Deus Conosco: Se o livre arbítrio é a ferramenta para atualizar meu egoísmo e minha corrupção, então não é livre coisa nenhuma, e a questão de sermos responsáveis por nossos atos não foi resolvida. Como saímos desse dilema? “Graças a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor!” (Rm 7:25). Após a queda, o Filho de Deus não nos abandonou (Ap 13:8). Desde aquele momento Deus está trabalhando no coração humano, convidando cada indivíduo para a verdadeira liberdade do poder do pecado. Por meio do trabalho do Espírito, Deus tem criado nos corações humanos o desejo e a disposição de escolher o bem. Essa graça divina invade o planeta, toma a iniciativa, alcança cada indivíduo (Jo 1:9), e desperta o livre arbítrio, capacitando os seres humanos a escolher a Cristo ou a continuarem sendo escravos do pecado, que é sua tendência natural. Esse silencioso trabalho do Espírito faz-nos responsáveis por nossas decisões. Verdadeira liberdade há somente em Cristo.

*Os textos bíblicos utilizados foram extraídos na Nova Versão Internacional.

Fonte: Dr. Angel Manuel Rodríguez, Revista Adventist World, Maio de 2011.

Predestinação Bíblica

“Pois aqueles que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de Seu Filho, a fim de que Ele seja o Primogênito entre muitos irmãos. E aos que predestinou, também chamou; aos que chamou, também justificou; aos que justificou, também glorificou.” (Rm 8:29,30)

Paulo, o único a usar o verbo predestinar (duas vezes em Romanos 8 e duas vezes em Efésios 1), explica com clareza: “os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho”, ou seja, mesmo sem pedirmos ou querermos Deus oportunizou a todos redenção e transformação de caráter! Contudo, os predestinados também são “chamados”, o que é uma menção da liberdade de escolha dos predestinados. Não basta ter o desejo de Deus a nosso favor. Precisamos responder ao Seu chamado, deixar claro de que lado estamos no grande conflito! Os que aceitam o chamado entram no processo de justificação (e santificação) e se permanecerem comprometidos, serão glorificados! Já os que não aceitarem o chamado/convite divino, embora também estejam predestinados a redenção (pois Cristo morreu por todos e não somente pelos que O aceitam, II Tm 2:4 e 6), estarão perdidos, não por predeterminação de Deus, mas por escolha pessoal! Resumindo: existe a predestinação divina para a salvação, mas não a predestinação divina para a perdição. A primeira é exercício do livre-arbítrio de Deus (Ele tem o direito de querer nos livrar da perdição); já a perdição dos homens (a qual pode ser revogada pelos próprios a qualquer momento de suas vidas, contanto que não pequem contra o Espírito Santo), é o exercício de sua própria liberdade e não da de Deus!  (Hendrickson Rogers)