Breve estudo sobre o mandamento sabático

Introdução

“Anulamos, pois, a lei pela fé? Não, de maneira nenhuma! Antes, confirmamos a lei.” (Rm 3.21)

Duas perguntas: como usar corretamente a Bíblia para responder 1) Jesus cumpriu a lei? e 2) que lei Jesus cumpriu?

Nós não conseguimos evitar de formar suposições rápidas, por exemplo, sobre outras pessoas. Quem é poderoso ou fraco? Quem é carinhoso ou agressivo? Quem é confiável e quem é competente? Isso é chamado de preconceito (ou viés) inconsciente e o quadrinho acima mostra como ele funciona na prática.

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Como refutar o Design Inteligente?🤔

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Fácil: Ao demonstrar um caso credível, empiricamente observado, em que o acaso cego e/ou necessidade mecânica cria organização complexa funcionalmente específica e informações associadas além de 500 – 1.000 bits, a premissa indutiva chave da teoria do projeto (ID) entra em colapso!🤔

Fonte: EDDI.

O naturalismo metodológico comete a falácia “petição de princípio”

A aceitação do naturalismo metodológico serve para garantir que mesmo que existam evidências para existência de causas não físicas, jamais poderão ser reconhecidas como tal

A aceitação do naturalismo metodológico serve para garantir que mesmo que existam evidências para existência de causas não físicas, jamais poderão ser reconhecidas como tal

1. ) Se alguém é um naturalista metafísico, então deveria ser um naturalista metodológico, isto é, jamais postular entidades não físicas como a causa de um evento físico.

2. ) Não se deveria acreditar em entidades não físicas sem boa evidência.

3. ) Não há boa evidência para entidades não naturais.

4. ) Portanto, não se deveria aceitar o naturalismo metafísico, e por extensão lógica, o naturalismo metodológico.

Ele então desenvolve um diálogo entre um naturalista metafísico e seu oponente acerca da premissa 3. Continue Reading…

C. S. Lewis refuta o relativismo moral

Julgar e comparar sem um padrão?

     Julgar e comparar sem um padrão?

“Quando você considera as diferenças morais entre um povo e outro, não pensa que a moral de um dos dois é sempre melhor ou pior que a do outro? Será que as mudanças que se constatam entre elas não foram mudanças para melhor? Caso a resposta seja negativa, então está claro que nunca houve um progresso moral. O progresso não significa apenas uma mudança, mas uma mudança para melhor. Se um conjunto de ideias morais não fosse melhor do que outro, não haveria sentido em preferir a moral civilizada à moral bárbara, ou a moral cristã à moral nazista. É ponto pacífico que a moralidade de alguns povos é melhor que a de outros. Acreditamos também que certas pessoas que tentaram mudar os conceitos morais de sua época foram o que chamaríamos de Reformadores ou Pioneiros – pessoas que entenderam melhor a moral do que seus contemporâneos. Pois muito bem. No momento em que você diz que um conjunto de ideias morais é superior a outro, está, na verdade, medindo-os ambos segundo um padrão e afirmando que um deles é mais conforme esse padrão que o outro. O padrão que os mede, no entanto, difere de ambos. Você está, na realidade, comparando as duas coisas com uma Moral Verdadeira e admitindo que existe algo que se pode chamar de O Certo, independentemente do que as pessoas pensam; e está admitindo que as ideias de alguns povos se aproximaram mais desse Certo que as ideias de outros povos. Ou, em outras palavras: se as suas noções morais são mais verdadeiras que as dos nazistas, deve existir algo – uma Moral Verdadeira – que seja o objeto a que essa verdade se refere. A razão pela qual sua concepção de Nova York pode ser mais verdadeira ou mais falsa que a minha é que Nova York é um lugar real, cuja existência independe do que eu ou você pensamos a seu respeito. Se, quando mencionássemos Nova York, tudo o que pensássemos fosse ‘a cidade que existe na minha cabeça’, como é que um de nós poderia estar mais próximo da verdade do que o outro? Não haveria medida de verdade ou de falsidade. Do mesmo modo, se a Regra da Boa Conduta significasse simplesmente ‘tudo que cada povo aprova’, não haveria sentido em dizer que uma nação está mais correta do que a outra, nem que o mundo se torna moralmente melhor ou pior.”

Fonte: C. S. Lewis, Cristianismo Puro e Simples.

Livro: Não Tenho Fé Suficiente Para Ser Ateu

feNorman Geisler e Frank Turek, Não Tenho Fé Suficiente Para Ser Ateu (Vida) – O livro reúne os principais argumentos teístas, numa apologética simples, resumida e convincente. Na página 20, os autores mencionam as “cinco perguntas mais importantes da vida”: (1) Origem: De onde viemos? (2) Identidade: Quem somos? (3) Propósito: Por que estamos aqui? (4) Moralidade: Como devemos viver? (5) Destino: Para onde vamos? Essas perguntas servem mais ou menos como balizas para todo o conteúdo, e os autores dizem: “As respostas a cada uma dessas perguntas dependem da existência de Deus. Se Deus existe, então existe significado e propósito para a vida. Se existe um verdadeiro propósito para sua vida, então existe uma maneira certa e uma maneira errada de viver. As escolhas que fazemos hoje não apenas nos afetam aqui, mas também na eternidade. Por outro lado, se Deus não existe, então a conclusão é que a vida de alguém não significa nada. Uma vez que não existe um propósito duradouro para a vida, não existe uma maneira certa ou errada de viver. Não importa de que modo se vive ou naquilo em que se acredite, pois o destino de todos nós é pó.” Duas ressalvas: os autores defendem o mito do inferno eterno e mencionam o domingo como dia de guarda.

Fonte: Michelson Borges.

Thomas Kuhn em retrospectiva

kuhnJá se passaram 50 anos desde que o livro The Structure of Scientific Revolutions [A Estrutura das Revoluções Científicas] apresentou uma perspectiva radicalmente diferente sobre o modo como os cientistas realizam seu trabalho. A maioria dos leitores desse livro teria familiaridade com o método científico, que define a maneira como a ciência deve funcionar. Mas o “método científico” dos livros didáticos subestima as contribuições criativas fornecidas pelos cientistas, e Thomas Kuhn sabia que a História da Ciência fornece evidência abundante demonstrando que os fatores humanos merecem um perfil muito maior em nosso pensamento. Mesmo assim, ele sabia que seu livro era iconoclástico:

“Kuhn não estava totalmente confiante sobre como o livro Structure seria recebido. A ele fora negado estabilidade no emprego na Universidade Harvard, em Cambridge, Massachusetts, alguns anos antes, e ele escreveu a diversos correspondentes após o livro ter sido publicado que ele sentia que tinha  ido ‘muito além da conta’. Todavia, dentro de meses, algumas pessoas estavam proclamando uma nova era no entendimento da ciência. Um biólogo brincou que todos os comentários poderiam ser agora datados com precisão: seus próprios esforços tinham aparecido ‘no ano 2 a.K.’, antes de Kuhn. Uma década mais tarde, Kuhn tinha recebido tanta correspondência sobre o livro que se desesperou pensando se novamente conseguiria fazer algum trabalho.”

Após duas décadas, o “Structure tinha alcançado o status de arrasa-quarteirão”. As vendas estavam beirando a casa de um milhão de cópias e numerosas edições em línguas estrangeiras tinham sido publicadas. “O livro se tornou a obra acadêmica mais citada de todas as ciências humanas e sociais entre 1976 e 1983.” Esta última estatística foi a chave para entender seu destino subsequente: o livro foi como um imã para os sociólogos de ciência porque sua mensagem era sobre a face humana da ciência. Embora Kuhn tenha começado sua carreira acadêmica como físico, ele passou para a História e Filosofia da Ciência. O que ele tinha a dizer era menos atraente para a comunidade científica.

A palavra-chave para Kuhn foi “paradigma”. Originalmente, a palavra foi usada para se referir a um exemplo definido, padrão ou modelo. Mais tarde, foi associada com um referencial teórico para entender um aspecto do mundo em nosso redor. A abordagem de Kuhn se baseou nesses dois significados e lhes deu novas profundidades de significados.

“[Kuhn] separou seus significados intencionais em dois grupos. Um significado se referia às teorias e métodos dominantes de uma comunidade científica. O segundo significado, que Kuhn argumentou era tanto mais original e mais importante, referia-se aos exemplares ou problemas modelos, os exemplos trabalhados nos quais os estudantes e os jovens cientistas iniciam seus estudos/pesquisas. Assim como Kuhn reconheceu a significância de seu treinamento em Física, os cientistas aprenderam por meio da aprendizagem imersiva; eles tiveram que aprimorar o que o químico e filósofo de ciência húngaro Michael Polanyi tinha chamado de “tácito conhecimento”, ao trabalhar através de grandes coleções de exemplares em vez de memorizar regras explícitas ou teoremas. Mais do que a maioria de especialistas do seu tempo, Kuhn ensinou os historiadores e filósofos a considerar a ciência como prática em vez de silogismo.”

A análise de Kuhn foi e continua sendo uma grande influência no meu pensamento. Sua primeira contribuição foi demonstrar que o progresso crescente na ciência é somente parte da história. Isso é uma parte importante, e tende a dominar o pensamento da maioria dos cientistas ativos. Kuhn explicou como as anomalias na teoria são abordadas: a ciência normal considera as anomalias como problemas a serem resolvidos gradualmente, enquanto os cientistas revolucionários consideram as anomalias como indicadores para outra maneira melhor de abordar a evidência e definir os problemas. Descobrir aquela melhor maneira conduz a um novo quadro conceitual e se constitui em uma revolução científica.

Tendo contribuído com esse entendimento de revoluções na ciência, Kuhn também lançou luz em algumas disputas que acontecem antes e depois dessas revoluções. Há disputas expressas com palavras fortes; cientistas mostram emoção; pessoas se sentem afrontadas!

[Nota 1: Recentemente Francisco Salzano, Sergio Pena e vários cientistas enviaram uma carta ao presidente da Academia Brasileira de Ciência dizendo-se “afrontados” pelo avanço e a divulgação da teoria do Design Inteligente entre membros da ABC. Veja aqui.]

Kuhn explicou que as pessoas que desenvolveram paradigmas diferentes de entendimento da evidência acham muito difícil se comunicar uma com a outra. 

“Mais controversa foi a afirmação de Kuhn de que os cientistas não têm como comparar conceitos nos dois lados de uma revolução científica. Por exemplo, a ideia de ‘massa’ no paradigma newtoniano não é a mesma no paradigma einsteiniano, argumentou Kuhn; cada conceito tira o significado de teias de ideias, práticas e resultados separados. Se os conceitos científicos  estiverem presos em maneiras específicas de ver o mundo, como uma pessoa que vê somente um aspecto da figura pato-coelho de um psicólogo de Gestalt, então como é possível comparar um conceito com outro? Para Kuhn, os conceitos eram incomensuráveis: nenhuma medida comum poderia ser encontrada com que relacioná-los, porque os cientistas, argumentou ele, sempre interrogam a natureza por meio de um dado paradigma.”

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Uma figura ambígua na qual o cérebro muda entre ver um coelho e um pato.

Esses insights são extremamente úteis quando se consideram questões controversas em nossos dias. Considere a questão de design inteligente, por exemplo. Durante o surgimento da ciência, os acadêmicos trabalhavam com paradigmas que eram capazes de lidar com o conceito de design na natureza – e eles encontravam design em toda a parte. Com as influências secularizantes do Iluminismo, veio uma aceitação do Deísmo – e assim odesign era admitido somente até onde pudesse ser empurrado para os começos da história natural. Mais tarde, veio a ascensão do materialismo e do naturalismo e o desejo de redefinir a ciência exclusivamente em termos de causação natural, e isso nos levou ao ponto de vista do mundo evolucionário e à exclusão rígida do design inteligente da ciência. Essas mudanças paradigmáticas foram acompanhadas por uma incapacidade de entender os acadêmicos com um paradigma diferente: daí a representação de qualquer um que defenda o design inteligente como um defensor da anticiência e da superstição.

Hoje a análise kuhniana mesma está sob fogo de pessoas que são profundamente influenciadas pela cosmovisão materialista. Elas se apegam às ênfases positivistas com uma paixão que está parecendo cada vez mais como fervor religioso.

[Nota 2: Foi justamente esse “fervor religioso” que vi na carta assinada por Francisco Salzano, Sergio Pena e vários cientistas, enviada ao presidente da Academia Brasileira de Ciência, por causa do avanço e divulgação da teoria do Design Inteligente entre cientistas de renome da ABC. Veja aqui.]

Todavia, é bom ler essa resenha na revista Nature. Há certamente áreas de divergência com Kuhn, mas não percamos de vista sua abordagem magistral e ilustradora.

“Mesmo assim, ainda podemos admirar a destreza de Kuhn em abordar ideias desafiadoras com uma mistura fascinante de exemplos da psicologia, história, filosofia e mais além. Dificilmente precisamos concordar com cada uma das proposições de Kuhn para usufruir – nos beneficiar – desse livro clássico.” 

Fonte: David Kaiser na Nature: In retrospect: The Structure of Scientific Revolutions, via Desafiando a Nomenklatura Científica.

Edição brasileira: A Estrutura das Revoluções Científicas.

Ciência versus naturalismo!

Dá pra confiar na cognição?

Dá pra confiar na cognição?

Por muito tempo, pelo menos desde o Iluminismo, acreditou-se que existia um conflito entre ciência e religião. Do ponto de vista teísta, esse é um erro colossal: como seres criados à imagem de Deus, os humanos enxergam na ciência a possibilidade de conhecer mais sobre a obra criativa de Deus no Universo. É um privilégio contemplar a magnitude da criação, sua ordem e beleza. Assim, no teísmo, a ciência é uma forma de conhecer mais sobre o Criador. Longe de ser um obstáculo à criação, a cosmovisão teísta incentiva os seres humanos a obter mais informações da criação. A ciência é o meio, por excelência, para tal processo. Logo, o teísmo incentiva fortemente o contato com a ciência. Infelizmente, o mesmo não pode ser dito a respeito do naturalismo. Na verdade, há um conflito muito sério entre o naturalismo e a ciência, a crença no materialismo e a evolução biológica. Se o naturalismo for verdadeiro, segue-se logicamente que os seres humanos são apenas objetos materiais. Você pode poetizar essa última afirmação (“os humanos são poeira das estrelas”), mas sua verdade continua. Qual o problema disso?

O problema é que, (a) se o naturalismo é verdadeiro e (b) se um naturalista acredita na evolução, (c) segue que a cognição do ser humano não está preocupada com a criação de crenças verdadeiras, mas com a sobrevivência.

Na evolução é assim: a evolução NÃO é teleológica, isto é, ela não é planejada, não segue nenhuma finalidade específica, nem possui um telos último. O “objetivo” da evolução é que os seres sobrevivam e que os genes passem adiante. Só. Até o termo “objetivo” não é correto: a evolução não tem propósito último, nem finalidade última. Ela é um relojoeiro cego. Como diz Richard Dawkins:

“A única coisa que importa para a seleção natural é que cada lado está se esforçando para superar o outro porque, tanto para um quanto para o outro, os indivíduos que forem bem-sucedidos transmitirão seus genes que contribuíram para seu êxito” (Richard Dawkins, O Maior Espetáculo da Terra, p. 359).

Se a evolução não está “preocupada” em gerar crenças verdadeiras, mas apenas em gerar formas de sobrevivência, por que esperar que essas crenças sejam verdadeiras? Nesse ponto, por que acreditar que nossas faculdades cognitivas são confiáveis, no que diz respeito à geração de crenças verdadeiras?

Se o naturalismo for verdadeiro, e se um naturalista acredita na teoria da evolução, segue-se que sua cognição é fruto de adaptação, tendo em “vista” a sobrevivência, ou seja, a cognição humana é estruturada para ajudar os seres humanos a sobreviver. As crenças que ela gera são importantes na medida em que ajudam a superar os outros seres na “corrida” da seleção natural. Mas as crenças geradas por tal cognição não necessariamente são verdadeiras. A evolução não estrutura a cognição “pensando” em gerar crenças verdadeiras, mas sim crenças que ajudem os seres humanos a sobreviver. Richard Dawkins chama esse último de “mundo médio” (último capítulo de Deus um Delírio).

Por isso, a probabilidade de a cognição humana, no naturalismo, gerar crenças verdadeiras é de 50%, isto é, ela tanto pode gerar crenças verdadeiras quanto crenças falsas. Tanto faz. Não é essa a preocupação da evolução. A seleção natural se contenta com o que houver, desde que ajude as espécies a se adaptar.

Um naturalista pode dizer que sua cognição é fruto de uma boa adaptação (o gênero humano sobreviveu por muitos anos e, dada a evolução, é isso que importa), mas ele não pode dizer que sua cognição é confiável (ou seja, produz crenças verdadeiras). Sua cognição é fruto da adaptação, mas não se segue que, para sobreviver, a cognição necessariamente precise gerar crenças verdadeiras. O que ela precisa gerar é um comportamento apropriado, não crenças verdadeiras.

Seguindo o pensamento de um filósofo chamado Alvin Plantinga (Conhecimento de Deus), o naturalista tem um derrotador para a alegação de que suas faculdades cognitivas são confiáveis. E, se ele tem um derrotador para essa última crença, ele tem um derrotador para QUALQUER crença que seja produto dessa faculdade cognitiva que não é confiável, ou seja, para TODAS as suas crenças, incluindo a ciência, a razão e o próprio naturalismo. Ele é autorrefutável. Ele não pode ser racionalmente crido.

Logo, quem tem bons motivos para desconfiar da ciência não é o teísta, mas aqueles que acreditam no naturalismo.

Referências:

DAWKINS, Richard. O maior espetáculo da terra: as evidências da evolução. São Paulo: Companhia das Letras, 2009.

PLANTINGA, Alvin. Conhecimento de Deus: Alvin Plantinga e Michael Tooley. São Paulo: Vida Nova, 2014.

Fonte: Bruno Ribeiro via Criacionismo.

O herói do relativismo moral desaprova o relativismo!

Em um mundo que se originou ao acaso, onde, no início, havia apenas matéria morta, e onde forças físicas juntaram esta matéria ao acaso de um modo tão particular que agora ela move-se ao redor de si mesma, os conceitos de “certo” e “errado” são ficções sem sentido.
É claro, deve haver uma forma objetiva de viver para esta coleção de moléculas que chamamos “humanos” que os possibilite viver mais ou  maximizarem seus sentimentos prazerosos, mas certamente não existe a obrigação de fazê-lo (viver mais tempo ou ter sentimentos de prazer não são coisas que devem ser feitas; elas são meras possibilidades). Obrigação requer um Doador Pessoal de Regras a quem estamos moralmente obrigados, que nos responsabilizará por essa obrigação. Sem obrigação, sem um padrão objetivo mais elevado para como as coisas deveriam ser, sem uma mente acima e perante nós, não há propriamente um “certo” e um “errado”. Há meramente coisas que você escolhe fazer ou não, de acordo com a sua preferência.
Nesse mundo, quem é você para julgar as preferências dos outros?
Se alguém começa com o materialismo ateísta, relativismo é a conclusão lógica. E ainda assim, constatamos que esse relativismo não corresponde com o que apreendemos ser verdade sobre aspectos morais da realidade. Do livro de Greg sobre relativismo:
“Dado um padrão particular de moralidade, a pessoa mais moral é aquela que pratica consistentemente a regra moral principal de um sistema específico… A qualidade do herói moral – aquele que vive o mais próximo do ideal – indica a qualidade moral do sistema.
Que tipo de campeão moral o relativismo individual produz? O que é o melhor que o relativismo tem a oferecer? Como chamamos aqueles que mais perfeitamente aplicam os princípios do relativismo, não se importando com as ideias dos outros de certo ou errado, aqueles que não são movidos pelas noções dos outros de padrões éticos e ao contrário, consistentemente segue a batida da sua própria bateria moral?
Em nossa sociedade, temos um nome para essas pessoas, elas são o pior pesadelo de um investigador de homicídios. A excelência relativista é o sociopata, alguém sem consciência. Isso é o que o relativismo produz.
Algo está terrivelmente errado com um alegado ponto de vista moral que produz um sociopata como sua estrela mais brilhante.”
Se não há nenhum vínculo moral mais elevado do que o indivíduo, então até mesmo o sociopata é moral. E colocar o padrão na sociedade ao invés de no indivíduo, não o tira dessa confusão. Se não há nenhum comprometimento moral mais elevado do que a sociedade, – se o padrão moral é a comunidade – então, até mesmo a Alemanha Nazista foi moral. Pelo menos, aqueles que concordaram com os nazistas eram morais. Qualquer alemão que os resistisse estava sendo imoral. E quem é você (ou qualquer outro país) para dizer que a Alemanha estava errada?
O Relativismo é uma confusão, não importa a maneira como você olha para ele. Qualquer visão de mundo que não tem a capacidade de explicar o que sabemos ser verdade – de que existem fatos morais objetivos, independentemente se um indivíduo ou uma sociedade inteira os rejeita – é devastadoramente deficiente.

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Viés evolucionista inconsciente num artigo sobre viés inconsciente (Super útil, mas super enviesado!)

(clique nas imagens para ampliá-las!)
[Meus comentários flagrarão os enviesamentos dentro de colchetes, viu?!] Nós não conseguimos evitar de formar suposições rápidas sobre outras pessoas. Quem é poderoso ou fraco? Quem é carinhoso ou agressivo? Quem é confiável e quem é competente? Isso é chamado de preconceito (ou viés) inconsciente e o quadrinho acima mostra como ele funciona na prática.
À primeira vista, a história pode parecer confusa porque nós (erroneamente) assumimos que o cirurgião é o pai – que agora está morto -, quando, na verdade, a médica é a mãe do menino. Isto é preconceito, e muitas vezes é errado, mas não precisamos nos sentir tão culpados assim por isso.
Conforme explica a professora de Desenvolvimento Cognitivo da University College London e presidenta do Comitê de Diversidade da Sociedade Real, Uta Frith, em um artigo publicado no site da BBC, essas premissas vêm da parte antiga, inconsciente de nossa mente. As decisões são manipuladas antes mesmo de serem feitas e, querendo ou não, a parte inconsciente de nossa mente nos deixou em uma boa posição ao longo de milhões de anos de evolução [opss… um exemplo prático de enviesamento inconsciente e/ou doutrinamento! Veja, a hipótese NUNCA confirmada da macroevolução das espécies é simplesmente inferida aqui presunçosamente como se fosse fato! A maneira científica e eticamente correta seria inserir o olhar evolucionista com expressões como “talvez a evolução tenha deixado a parte inconsciente de nossa mente…” ou “de acordo com a teoria evolucionista…”. Veja contrapartidas sólidas às inferências dogmáticas dos evolucionistas na teoria do Design Inteligente e na teoria Criacionista (é só clicar!)].
Elas nos permitem decidir em uma fração de segundo quem é amigo ou inimigo, simplesmente avaliando se outra pessoa parece conosco, e nos incitam a preferir o familiar e temer o desconhecido. O problema é que nossos amigos e inimigos já não são os mesmos dos nossos ancestrais remotos [os quais  podem sim ter sido sempre humanos, de acordo vários pesquisadores evolucionistas, confira: artigo 1, artigo 2 e artigo 3.].

Falhas do pensamento

Nós categorizamos automaticamente as pessoas com base em sua aparência ou seu gênero como pertencentes ao nosso grupo. Se elas são do nosso grupo, ficamos felizes em estar ao seu lado e contamos com o apoio delas.
“O gênero é um atalho para ajudar-nos a adivinhar se alguém é forte ou fraco, agressivo ou carinhoso”, aponta Frith. “Nossa mente inconsciente toca um alarme se alguém é diferente de nós ou desconhecido, mas a maioria dos antigos sinais de perigo já são ultrapassados hoje em dia. Em nosso mundo social moderno, queremos criar igualdade e justiça. Nós aprendemos os valores da democracia e da justiça. Nós aprendemos que nos beneficiamos mais da cooperação do que do conflito”.
Além disso, ao longo da evolução [para os adeptos dessa crença…] nós descobrimos que, na política, ​​alianças improváveis entre inimigos podem funcionar, e que pessoas excêntricas podem fazer descobertas incríveis. E, claro, nós aprendemos que os homens podem ser carinhosos e que as mulheres podem ser agressivas.
Ainda assim, no fundo, sentimos que estes exemplos parecem ir contra a corrente. “Isto são os nossos antigos estereótipos inconscientes chacoalhando suas gaiolas”, diz a pesquisadora. E o que devemos fazer quanto a isso? “Deixe-os chacoalhando. Temos percebido que o preconceito em negociações políticas só conduz a um impasse e que excluir excêntricos da ciência seria uma séria desvantagem. Sabemos agora que uma diversidade de pontos de vista nos ajuda a evitar ficarmos presos em uma rotina antiga”.

Decisões conscientes

Levando em conta que sabemos de tudo isso, chega a hora da nossa mente consciente ter de se afirmar. Ela não pode expulsar a parte inconsciente, mas pode estar ciente de sua obstinação e pode substituí-la na tomada de decisões. Assim, podemos questionar até mesmo os estereótipos que parecem verdadeiros, naturais e inofensivos.
A professora dá um exemplo deste tipo de situação: a maioria de nós mantém o preconceito inconsciente de que as mulheres são mais agradáveis, mais passíveis de ajudar e mais inclinadas a cuidar dos outros. Os homens, por outro lado, são estereotipados como agressivos, competitivos e menos inclinados a cuidar dos outros.
Ok, as mulheres supostamente são seres mais agradáveis. Por que devemos superar esse preconceito? “Aqui está o porquê. Uma mãe teve uma noite sem dormir porque ficou acordada cuidando de seu bebê inquieto. Na manhã seguinte, recebe visitas em casa e seu marido vai trocar a fralda do bebê. Os visitantes elogiam o marido, dizendo que ele está fazendo algo excepcional, ou que ele é bom e carinhoso. A mulher não é elogiada porque ela é vista como alguém que está apenas cumprindo seu dever”.
Outro exemplo frequentemente citado é o de que quando uma mulher é assertiva e defende seus argumentos em algum tipo de reunião, a maioria das outras pessoas a considera agressiva. Porém, se um homem agir da mesma maneira e usar os mesmos argumentos, ele teria sido considerado simplesmente claro e direto. “Assim, o estereótipo de gentileza é uma maneira de manter as mulheres em um lugar inferior na hierarquia, de modo que elas achem que é mais difícil de competir com os homens”, explica Frith.
E como podemos vencer o preconceito inconsciente? “Nós podemos diminuir a velocidade das nossas decisões e questionar as nossas primeiras reações. Podemos monitorar e desafiar uns aos outros porque vemos o preconceito mais facilmente nos outros do que em nós mesmos”.
Não devemos culpar uns aos outros por termos este tipo de impulso, já que é apenas humano ter preconceitos inconscientes. A boa notícia é que temos a escolha de sair desta armadilha e isso começa a acontecer quando nos dispomos a reconhecer que ela existe. 
Fonte: BBC via Hypescience.

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