Apocalipse – possibilidades (capítulo 3: Filadélfia)

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Ap Texto (ARA, 3ª ed)                    Leitura com a fundamentação das possibilidades que tentam alcançar a intenção do profeta João Leitura enxuta                                                                                                                                          
3.7 Ao anjo da igreja em Filadélfia escreve: Estas coisas diz o santo[1], o verdadeiro, aquele que tem a chave de Davi[2], que abre, e ninguém fechará, e que fecha, e ninguém abrirá[3]: Para o mensageiro que receberá esta mensagem lá na igreja de Filadélfia, você diz assim João: o Autor desta mensagem é Aquele que não possui pecado; mais ainda: Ele é a Verdade; e, assim como Davi, Ele possui a chave do Palácio real. Sendo Sua soberania real anterior e superior a davídica[4], Sua autoridade se estende sobre o Santuário celestial onde o destino dos reinos humanos e todas as criaturas da Terra são abertos e fechados – Ele é o que pode libertar o pecador de seu destino de destruição, bem como decretar a destruição do pecador inconformado em existir como criatura Sua. E ninguém, nem mesmo Satanás, é capaz de invadir Seu palácio e impedi-Lo em Seu trabalho no Santuário celestial, a partir do período profético de Filadélfia (fim do século 18 até 1844), no lugar Santíssimo[5] daquele tribunal. Para o mensageiro que receberá esta mensagem lá na igreja de Filadélfia, você diz assim João: o Autor desta mensagem é Aquele que não possui pecado; mais ainda: Ele é a Verdade; e, assim como Davi, Ele possui a chave do Palácio real. Sendo Sua soberania real anterior e superior a davídica, Sua autoridade se estende sobre o Santuário celestial onde o destino dos reinos humanos e todas as criaturas da Terra são abertos e fechados – Ele é o que pode libertar o pecador de seu destino de destruição, bem como decretar a destruição do pecador inconformado em existir como criatura Sua. E ninguém, nem mesmo Satanás, é capaz de invadir Seu palácio e impedi-Lo em Seu trabalho no Santuário celestial, a partir do período profético de Filadélfia (fim do século 18 até 1844), no lugar Santíssimo daquele tribunal.
3.8 Conheço as tuas obras – eis que tenho posto diante de ti uma porta aberta, a qual ninguém pode fechar – que tens pouca força, entretanto, guardaste a minha palavra e não negaste o meu nome. Eu conheço o que vocês da igreja de Filadélfia fazem[6], e por isso mesmo desde 1844 tenho colocado diante de vocês a porta do santíssimo lugar do Santuário celestial[7], para o qual adentrei (para os contemporâneos a João, Eu Sou esta porta); este não foi construído por mãos humanas, de modo que homem algum pode fechar. Vocês têm pouco poder[8] em relação ao poderio hegemônico da cultura religiosa tradicional arraigada; mesmo assim vocês mantiveram os Meus ensinos e não foram contraditórios e incoerentes quanto à prática dos mesmos. Eu conheço o que vocês da igreja de Filadélfia fazem, e por isso mesmo desde 1844 tenho colocado diante de vocês a porta do santíssimo lugar do Santuário celestial, para o qual adentrei (para os contemporâneos a João, Eu Sou esta porta); este não foi construído por mãos humanas, de modo que homem algum pode fechar. Vocês têm pouco poder em relação ao poderio hegemônico da cultura religiosa tradicional arraigada; mesmo assim vocês mantiveram os Meus ensinos e não foram contraditórios e incoerentes quanto à prática dos mesmos.
3.9 Eis farei que alguns dos que são da sinagoga de Satanás, desses que a si mesmos se declaram judeus e não são, mas mentem, eis que os farei vir e prostrar-se aos teus pés e conhecer que eu te amei. Então Eu farei com que os que se dizem cristãos, mas que na verdade os considero membros da sinagoga de Satanás (são mentirosos e falsos como o pai deles), sim, farei com que esses se dirijam a vocês e reconheçam (ao menos externa e publicamente)[9] que Eu amo Minha igreja, Meu corpo. Então Eu farei com que os que se dizem cristãos, mas que na verdade os considero membros da sinagoga de Satanás (são mentirosos e falsos como o pai deles), sim, farei com que esses se dirijam a vocês e reconheçam (ao menos externa e publicamente) que Eu amo Minha igreja, Meu corpo.
3.10 Porque guardaste a palavra da minha perseverança, também eu te guardarei da hora da provação que há de vir sobre o mundo inteiro, para experimentar os que habitam sobre a terra. E pelo fato de vocês perseverarem em Minhas promessas, em Meus ensinos, eles se cumprirão na vida de vocês no período de maior provação que acontecerá em todo o planeta, sobretudo imediatamente antes do Meu retorno[10], para esquadrinhar o coração da humanidade e expor seu conteúdo. E pelo fato de vocês perseverarem em Minhas promessas, em Meus ensinos, eles se cumprirão na vida de vocês no período de maior provação que acontecerá em todo o planeta, sobretudo imediatamente antes do Meu retorno, para esquadrinhar o coração da humanidade e expor seu conteúdo.
3.11 Venho sem demora. Conserva o que tens, para que ninguém tome a tua coroa. Eu volto já já[11]. Continuem mantendo Meus ensinos como fonte da religiosidade de vocês, impedindo que outras filosofias os enganem, colocando-os no caminho onde em seu final não há coroa da vitória[12]. Eu volto já já. Continuem mantendo Meus ensinos como fonte da religiosidade de vocês, impedindo que outras filosofias os enganem, colocando-os no caminho onde em seu final não há coroa da vitória.
3.12 Ao vencedor, fá-lo-ei coluna no santuário do meu Deus, e daí jamais sairá; gravarei também sobre ele o nome do meu Deus, o nome da cidade do meu Deus, a nova Jerusalém que desce do céu, vinda da parte do meu Deus, e o meu novo nome. Quem continuar vencendo irei torná-lo um pilar[13] na morada do Meu Deus, uma referência para todos os demais e dali jamais sairá; também irei escrever em seu caráter o Nome do meu Deus, o nome da Cidade do Meu Deus – a Jerusalém renovada – que descerá do Céu vinda diretamente do Meu Deus, e ainda escreverei o Meu novo Nome. Ou seja, o caráter de Meus filhos vitoriosos será semelhante ao do Deus que eles escolheram adorar e seu destino será habitar com esse Deus. Quem continuar vencendo irei torná-lo um pilar na morada do Meu Deus, uma referência para todos os demais e dali jamais sairá; também irei escrever em seu caráter o Nome do meu Deus, o nome da Cidade do Meu Deus – a Jerusalém renovada – que descerá do Céu vinda diretamente do Meu Deus, e ainda escreverei o Meu novo Nome. Ou seja, o caráter de Meus filhos vitoriosos será semelhante ao do Deus que eles escolheram adorar e seu destino será habitar com esse Deus.
3.13 Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas.
Quem tem interesse em aprender de Mim, atenda ao Espírito Santo que está conduzindo as mentes de João (na recepção desta mensagem e sua escrita) e Meus outros mensageiros (na leitura e transmissão dela) das sete igrejas.
Quem tem interesse em aprender de Mim, atenda ao Espírito Santo que está conduzindo as mentes de João (na recepção desta mensagem e sua escrita) e Meus outros mensageiros (na leitura e transmissão dela) das sete igrejas.

Notas:

[1] At 3:14 e Lv 11:44.

[2] “Este verso aplica a Cristo a profecia de Isaías a respeito de Eliaquim (Isa. 22:20-22; ver II Reis 18:18). Eliaquim foi escolhido para ter supervisão sobre ‘a casa de Davi’, segundo é indicado pelo fato de que lhe seria dada ‘a chave da Casa de Davi’. A posse da ‘chave’ por Cristo representa Sua jurisdição sobre a Igreja e sobre o propósito divino que deve ser realizado por intermédio dela”, SDABC, vol. 7, p. 757, 758, citado por Batistone (1989, p. 50).

[3]’O que abre e ninguém fecha’. – Para compreender esta linguagem é necessário considerar a posição e obra de Cristo relacionada com o Seu ministério no santuário, ou o verdadeiro tabernáculo celeste (Heb. 8:2). Existia outrora aqui na Terra uma figura, ou cópia, deste santuário celeste, no santuário construído por Moisés (Êxo. 25:8, 9; Atos 7:44; Heb. 9:1, 21, 23, 24). O edifício terrestre tinha dois compartimentos: o lugar santo e o lugar santíssimo (Êxo. 26:33, 34). No primeiro compartimento estavam o castiçal, a mesa dos pães da proposição e o altar do incenso. No segundo estavam a arca, que continha as tábuas da Aliança, ou os Dez Mandamentos, e os querubins (Heb. 9:1-5). Semelhantemente, o santuário em que Cristo ministra no Céu tem dois compartimentos, porque nos é indicado claramente em Hebreus 9:21-24 que “o tabernáculo e todos os utensílios do serviço sagrado” eram “figuras das coisas que se acham nos céus”. Como todas as coisas foram feitas segundo o seu modelo, o santuário celeste tinha também móveis semelhantes aos do terrestre. Para o antítipo do castiçal e altar do incenso, construído de ouro, que se encontravam no primeiro compartimento, ver Apoc. 4:5; 8:3, e para o antítipo da arca da Aliança, com os seus Dez Mandamentos, ver Apoc. 11:19. No santuário terrestre ministravam os sacerdotes (Êxo. 28:41, 43; Heb. 9:6, 7; 13:11, etc.) O ministério destes sacerdotes era uma sombra do ministério de Cristo no santuário celeste (Heb. 8:4, 5). Cada ano realizava-se um ciclo completo de serviço no santuário terrestre (Heb. 9:7). Mas no tabernáculo celeste o serviço é realizado uma vez por todas (Heb. 7:27; 8:12). No fim do serviço típico anual, o sumo sacerdote entrava no segundo compartimento, o lugar santíssimo do santuário, para fazer expiação, e essa era chamada a purificação do santuário (Lev. 16:20, 30, 33; Ezeq. 45:18). Quando começava o ministério no lugar santíssimo cessava o do lugar santo, e nenhum serviço se realizava aqui enquanto o sacerdote estava ocupado no lugar santíssimo (Lev. 16:17). Semelhante ato de abrir e fechar, ou mudança de ministério, devia Cristo realizar quando chegasse o tempo para a purificação do santuário celeste. E esse tempo havia de chegar no fim dos 2.300 dias, ou seja, em 1844. A este acontecimento pode aplicar-se com propriedade o abrir e fechar mencionados no texto que agora consideramos, onde o ato de abrir representaria o começo do ministério de Cristo no lugar santíssimo, e o ato de fechar, à cessação de Seu serviço no primeiro compartimento, ou lugar santo” (SMITH, 1979, p. 48, 49).

[4] Lc 1.32,33.

[5] “Viam agora que estavam certos em crer que o fim dos 2.300 dias em 1844 assinalava uma crise importante. Mas, conquanto fosse verdade que se achasse fechada a porta da esperança e graça pela qual os homens durante mil e oitocentos anos encontraram acesso a Deus, outra porta se abrira, e oferecia-se o perdão dos pecados aos homens, mediante a intercessão de Cristo no lugar santíssimo. Encerrara-se uma parte de Seu ministério apenas para dar lugar a outra. Havia ainda uma “porta aberta” para o santuário celestial, onde Cristo estava a ministrar pelo pecador”. “Via-se agora a aplicação das palavras de Cristo no Apocalipse, dirigidas à igreja, nesse mesmo tempo…” (WHITE, 2013, 429, 430). “… e que a aceitação da verdade concernente ao santuário celeste envolvia o reconhecimento dos requisitos da lei de Deus, e da obrigatoriedade do sábado do quarto mandamento. Aí estava o segredo da oposição atroz e decidida à exposição harmoniosa das Escrituras, que revelavam o ministério de Cristo no santuário celestial. Os homens procuravam fechar a porta que Deus havia aberto, e abrir a que Ele fechara. Mas “O que abre, e ninguém fecha; e fecha, e ninguém abre”, tinha declarado: “Eis que diante de ti pus uma porta aberta, e ninguém a pode fechar.” Apoc. 3:7 e 8. Cristo abrira a porta, ou o ministério, do lugar santíssimo; resplandecia a luz por aquela porta aberta do santuário celestial, e demonstrou-se estar o quarto mandamento incluído na lei que ali se acha encerrada; o que Deus estabeleceu ninguém pode derribar” (Ibidem, 435). “Vi que a presente prova do sábado não poderia vir até que a mediação de Jesus no lugar santo terminasse e Ele passasse para dentro do segundo véu; portanto os cristãos que dormiram antes que a porta fosse aberta no santíssimo, quando terminou o clamor da meia-noite no sétimo mês, em 1844, e que não haviam guardado o verdadeiro sábado, agora repousam em esperança, pois não tiveram a luz e o teste sobre o sábado que nós agora temos, uma vez que a porta foi aberta. Eu vi que Satanás estava tentando alguns do povo de Deus neste ponto. Sendo que grande número de bons cristãos adormeceram nos triunfos da fé e não guardaram o verdadeiro sábado, eles estavam em dúvida quanto a ser isto um teste para nós agora. Os inimigos da verdade presente têm estado procurando abrir a porta do lugar santo, a qual Jesus fechou, e a fechar a porta do lugar santíssimo, que Ele abriu em 1844” (Ibidem, p 42, 43).

[6] “Nos capítulos dez e quatorze encontra-se uma muito ampla exposição da vasta obra da igreja de Filadélfia” (MELLO, 1959, p. 97). “Este foi um período de notável atividade na obra das missões cristãs e na distribuição da Bíblia. A Sociedade Bíblica Britânica começou a funcionar em 1804 e a Americana em 1816. Mas foi também um momento de. grande interesse no cumprimento da profecia bíblica e do breve retorno de Cristo. O cumprimento dos sinais dados por Jesus (Mateus 24:29), o escurecimento do sol e a lua vermelha como sangue (19/5/1780) e a queda das estrelas (13 / 11 / 1833), indicava a proximidade do fim. Assim, o fim do século 18 testemunhou a inauguração de um dos mais poderosos movimentos para a evangelização do mundo. O período de Filadélfia culminou com o Grande Movimento do Segundo Advento do século XIX. Através do estudo das profecias de Daniel e Apocalipse, a cristandade chegou a uma profunda convicção de que a Volta de Cristo estava próxima. Este reavivamento culminou numa grande decepção, como veremos quando estudarmos Apocalipse 10” (OLIVEIRA et al., 2015, p. 11).

[7] “Esta porta não foi aberta até que a mediação de Jesus no lugar santo do santuário terminou em 1844. Então Jesus Se levantou e fechou a porta do lugar santo e abriu a porta que dá para o santíssimo, e passou para dentro do segundo véu, onde permanece agora junto da arca e onde agora chega a fé de Israel. Vi que Jesus havia fechado a porta do lugar santo, e que nenhum homem poderia abri-la; e que Ele havia aberto a porta para o santíssimo, e que homem algum poderia fechá-la” (WHITE, 2007b, p. 42). “Mas a igreja de Filadélfia não vira a porta do lugar santíssimo, aberta, que Deus abrira diante de si. Esta igreja, como vimos, esperava a segunda vinda de Cristo em 1844, no final do período dos 2300 anos da profecia de Daniel, capítulo oito versículo quatorze. Por esta razão não podia ver a obra mediadora de Cristo no lugar santíssimo, além do ano de 1844. Foi esta falta que determinou a sua amarga decepção naquele ano, demonstrada cabalmente na profecia do capítulo dez. A igreja que a seguiu, Laodicéia, deparou a porta aberta para o santíssimo e compreendeu o ministério sacerdotal de Jesus ali desde 1844 até que Sua porta também se feche e o Senhor venha buscar os Seus amados seguidores. Enquanto esta porta não fôr fechada com o término do siclo da intercessão de Jesus no santíssimo, “ninguém a pode fechar”. E quem não entrar por esta porta de misericórdia agora, para encontrar a seu Salvador, nunca O há de encontrar e estará perdido para a eternidade” (MELLO, 1959, p. 99, 100).

[8] “Esta pouca fôrça não implica em pouca fé e poder do alto, mas em recursos materiais e influência no mundo. O versículo seguinte atesta que a igreja tinha inimigos, da sinagoga de Satanás. Estes, da igreja de Sardo apóstata, cujo número era avultado, fizeram-lhe cerrada guerra. Todavia a igreja fôra elogiada por guardar a palavra viva do Senhor, em meio às oposições, pouca influência e bens no mundo. Fiel à Sua palavra e enfrentando os obstáculos, secundada pelo poder do alto, a igreja de Filadélfia ia cumprir o propósito de Deus exarado nas profecias” (MELLO, 1959, p. 100).

[9] “Logo ouvimos a voz de Deus semelhante a muitas águas, a qual nos anunciou o dia e a hora da vinda de Jesus. Os santos vivos, em número de 144.000, reconheceram e entenderam a voz, ao passo que os ímpios julgaram fosse um trovão ou terremoto. Ao declarar Deus o tempo, verteu sobre nós o Espírito Santo, e nosso rosto brilhou com esplendor da glória de Deus como aconteceu com Moisés, na descida do Monte Sinai.“ …Por causa de nosso estado feliz e santo, os ímpios enraiveceram-se e arremeteram violentamente para lançar mão de nós, a fim de lançar-nos à prisão, quando estendemos a mão em nome do Senhor e eles caíram indefesos ao chão. Foi então que a sinagoga de Satanás conheceu que Deus nos havia amado a nós…” “O senhor acha que aqueles que adoram prostrados aos pés dos santos (Apoc. 3:9), serão salvos no final. Nisto tenho que discordar do senhor, pois Deus mostrou-me que esta classe é de adventistas nominais que já caíram, já crucificaram de novo o Filho de Deus, e O expuseram ao vitupério público. E na hora da tentação que está para vir, para expor o verdadeiro caráter de cada um, eles conhecerão que estão perdidos para todo o sempre; e oprimidos, angustiados de espírito, eles cairão aos pés dos santos”, Thiele (1960, p. 88) citando Ellen G. White.

[10] “Um grande tempo de prova que precede o Segundo Advento. Não é declarado qual será a sua duração” (BATISTONE, 1989, p. 50). “A palavra da paciência de Jesus são as Escrituras Sagradas, Sua inspiração.1) Todo que a observar com fidelidade manifestará na vida a paciência que elas inspiram. Uma das recompensas que gozaria a igreja de Filadélfia por guardar a palavra da paciência do Senhor, era que seria guardada da terrível tentação que sobrevirá, em breve ao mundo. Esta tentação alude ao tremendo tempo em que as sete pragas forem derramadas na terra, também chamado tempo de angústia. Naquele tempo, os fiéis crentes da igreja de Filadélfia estarão guardados no túmulo, esperando o chamado de seu vitorioso Salvador” (MELLO, 1959, p. 100). ““Está iminente diante de nós a “hora da tentação que há de vir sobre todo o mundo, para tentar os que habitam na Terra”. Apoc. 3:10. Todos aqueles cuja fé não estiver firmemente estabelecida na Palavra de Deus, serão enganados e vencidos. … Os que sinceramente buscam o conhecimento da verdade, e se esforçam em purificar a alma pela obediência, fazendo assim o que podem a fim de preparar-se para o conflito, encontrarão refúgio seguro no Deus da verdade. “Como guardaste a palavra da Minha paciência, também Eu te guardarei” (Apoc. 3:10), é a promessa do Salvador. Mais fácil seria enviar Ele todos os anjos do Céu para protegerem Seu povo, do que deixar a alma que nEle confia ser vencida por Satanás”. “Embora o povo de Deus esteja rodeado de inimigos que se esforçam por destruí-lo, a angústia que sofrem não é, todavia, o medo da perseguição por causa da verdade; receiam não se terem arrependido de todo pecado, e que, devido a alguma falta, não se cumpra a promessa do Salvador: “Eu te guardarei da hora da tentação que há de vir sobre todo o mundo.” Apoc. 3:10.”” (WHITE, 2013, P. 560, 619). “Diz João em Apocalipse 14:12: “Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé de Jesus.” Os que agora vivem em paciente e fiel obediência aos mandamentos de Deus e à fé de Jesus serão guardados na hora de tentação e de perigo” (SMITH, 1979, p. 49).

[11] “Apresenta-se aqui de novo a segunda vinda de Cristo, com maior ênfase do que em qualquer das mensagens precedentes. Chama-se a atenção dos crentes para a proximidade desse acontecimento. A mensagem aplica-se a um período em que está iminente esse grande evento. Isto evidencia de modo indubitável a natureza profética destas mensagens. O que se diz das três primeiras igrejas não contém alusão alguma à segunda vinda de Cristo, visto não abrangerem um período em que pudesse esperar-se, biblicamente, esse acontecimento. Mas com a igreja de Tiatira, tinha chegado o momento em que esta grande esperança começava a raiar para sobre a igreja. A mente é levada para esta esperança por uma simples alusão: “Retende-o até que Eu venha.” A etapa seguinte da igreja, o período de Sardes, encontra a igreja mais próxima desse acontecimento, e se menciona a grande proclamação que anunciaria a vinda de Cristo, e impõe-se à igreja o dever de vigiar: “Se não vigiares virei como ladrão.” Mais tarde chegamos à igreja de Filadélfia, e a proximidade desse grande acontecimento leva Aquele que “é santo e verdadeiro” a pronunciar a instante declaração: “Eis que venho sem demora.” De tudo isso se depreende que estas igrejas ocupam épocas sucessivas mais próximas do grande dia do Senhor, visto que, num crescendo cada vez mais pronunciado, este grande acontecimento vai-se realçando cada vez mais, e vai sendo chamada a atenção a ele de modo mais definitivo e impressionante. Ao chegar a este período, a igreja pode ver, de fato, que se vai aproximando aquele dia (Heb. 10:25)” (SMITH, 1979, 49, 50).

[12] “O povo de Deus, nos últimos dias, deve usar a coroa da vitória espiritual (Apoc. 3:11; 6:2). Eles usam a coroa de duas maneiras: 1ª Eles possuem a dádiva da vida eterna (I S. João 5:12 e 13); 2ª Obtém a vitória sobre o pecado pelo poder de Cristo que habita neles (I S. João 5:4; Rom. 6:14)” (BATISTONE, 1989, p. 100). “O trono e a coroa são penhores de uma condição atingida; são os testemunhos da vitória sobre o próprio eu por meio de nosso Senhor Jesus Cristo” (WHITE, 2007c, p. 619).

[13] “[…] em 17 d.C. [Filadélfia] sofreu um terrível terremoto (comum na região). Talvez esteja aí a referência à coluna (símbolo de firmeza) que cada justo se tornaria no templo de Deus e daí jamais será movido.” (SILVA, 2009, p. 91).

 

Referências:

BATTISTONE, Joseph J. Lições da Escola Sabatina, 2º Trimestre de 1989, nº 374, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP.

BELVEDERE, Daniel. Seminário: As Revelações do Apocalipse. Edição do Professor, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP, 2ª ed., 1987.

GULLEY, Norman R. Lições da Escola Sabatina, 3º Trimestre de 1996, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP.

MELLO, Araceli S. A Verdade Sôbre As Profecias Do Apocalipse, 1959.

OLIVEIRA, Arilton; BRANCO, Frederico; SOUZA; Jairo; QUEIROZ, Manassés; ANDRADE, Milton; IRAÍDES, Társis. Apocalipse. Escola Bíblica, Novo Tempo. Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP, 2015.

RAMOS, Samuel. As Revelações do Apocalipse, v. 1, 2006.

SMITH, Urias. As profecias de Daniel e Apocalipse, vol. 2. O livro de Apocalipse, 1979.

THIELE, Edwin R.; BERG, Henrique. Apocalipse – esboços de estudos, 1960. Disponível em: <http://www.iasdsapiranga.com.br/assets/esbo%C3%A7os-do-apocalipse.pdf>. Acesso em: fev. 2017.

WHITE, Ellen G. O Desejado de Todas as Nações, 2007c. Disponível em: <http://centrowhite.org.br/files/ebooks/egw/O%20Desejado%20de%20Todas%20as%20Na%C3%A7%C3%B5es.pdf>. Acesso em: jun. 2017.

_________. O Grande Conflito, 2013. Disponível em: <http://centrowhite.org.br/files/ebooks/egw/O%20Grande%20Conflito.pdf>. Acesso em: fev. 2017.

_________. Patriarcas e Profetas, 2007a. Disponível em: <http://centrowhite.org.br/files/ebooks/egw/Patriarcas%20e%20Profetas.pdf>. Acesso em: mai. 2017.

_________. Primeiros Escritos, 2007b. Disponível em: <http://centrowhite.org.br/files/ebooks/egw/Primeiros%20Escritos.pdf>. Acesso em: jun. 2017.

Mulher-Maravilha faz sucesso entre conservadores

Ironia das ironias: a personagem “sequestrada” pelas feministas para ser símbolo de sua causa é interpretada por uma mulher religiosa, conservadora e mãe de família. Ou seja, ela não precisa de “empoderamento”

Gal Gadot, a nova Mulher-Maravilha dos cinemas, foi apontada por críticos e pelo público como o maior destaque do filme Batman versus Superman, que estreou em março [2016]. Mas não é apenas sua atuação ou beleza que têm atraído atenções. Desde que ganhou os holofotes a atriz israelense de 31 anos vem sofrendo ataques nas redes sociais por causa de seu patriotismo. Feministas têm lamentado que uma personagem comumente usada como símbolo de “empoderamento feminino”, como a Mulher-Maravilha, seja interpretada por uma conservadora. A reclamação mais frequente se deve ao explícito patriotismo de Gal. Em entrevistas ou posts nas redes sociais, a atriz faz questão de falar bem a respeito Israel, mencionar sua fé judaica ou mesmo criticar grupos inimigos de sua nação, como o Hamas. Continue Reading…

Mark Zuckerberg revela que não é mais ateu

                        Caminho de volta

Mark Zuckerberg é um verdadeiro crente novamente. O fundador do Facebook, que anteriormente havia se identificado como ateu, revelou na semana passada que a religião voltou a fazer parte de sua vida. Ele postou uma mensagem curta no Facebook desejando a seus seguidores “Feliz Natal e um Hanukkah feliz, de Priscilla, Max, Beast e eu!” Um de seus fãs devotos questionou suas opiniões religiosas, escrevendo em um comentário: “Você não é ateu?” E Zuckerberg respondeu: “Não. Fui criado judeu e depois passei por um período em que questionei as coisas, mas agora eu acredito que a religião é muito importante”, ele escreveu. A esposa de Zuckerberg é budista praticante, pelo que ele tem demonstrado interesse. Ele mesmo proferiu uma oração em frente ao Wild Goose Pagoda – um local budista em Xi’an, China – durante uma visita em 2015.

Fonte: FOX News US. Continue Reading…

Universalidade dos direitos humanos e liberdade religiosa

O maior desafio reside na preservação da cultura ocidental. Infelizmente, o Ocidente não valoriza o que tem de melhor: a cultura de paz e de proteção da pessoa humana, que foi construída com as contribuições da filosofia grega, do direito romano e, sobretudo, com o legado judaico-cristão. Há sinais de desprezo por essa cultura nos Estados Unidos e, também, na Europa

O maior desafio reside na preservação da cultura ocidental. Infelizmente, o Ocidente não valoriza o que tem de melhor: a cultura de paz e de proteção da pessoa humana, que foi construída com as contribuições da filosofia grega, do direito romano e, sobretudo, com o legado judaico-cristão. Há sinais de desprezo por essa cultura nos Estados Unidos e, também, na Europa

Aldir Guedes Soriano é advogado, pós-graduado em Direito Público pelo Instituto Brasiliense de Direito Público e em Direito Constitucional pela Universidade de Salamanca (Espanha). Vice-Presidente da Associação Brasileira de Liberdade Religiosa e Cidadania (Ablirc), membro da Comissão de Direito e Liberdade Religiosa da Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional de São Paulo (2008 e 2009) e presidente da Academia Venceslauense de Letras. Em 2002, lançou o livro Direito à Liberdade Religiosa no Direito Constitucional e Internacional, que alcançou o sucesso preconizado por seu prefaciador, Celso Ribeiro Bastos, na medida em que inspirou novos trabalhos acadêmicos sobre o tema, em diversas universidades brasileiras. Aldir, que também é adventista do sétimo dia, concedeu esta entrevista à revista jurídica Consulex, de 15 de junho de 2009. Leia alguns trechos: Continue Reading…

O que seria das mulheres sem o cristianismo?

O que o paganismo faz para proteger a mulher? Nunca fez nada, e nunca fará. E essas outras religiões não cristãs? Normalmente, colocam o sexo feminino em uma posição inferior à do homem. E o humanismo? Nada trouxe de bom para as mulheres. Na prática, uma vertente humanista (evolucionista) ensina que nada há de especial na humanidade; tudo que há é resultante de acaso. Somente o mais forte sobrevive (ou domina). Se for o sexo masculino, assim deve continuar a ser. É natural que seja assim. Não há justificativa moral (do ponto de vista evolucionista) para proibir a violência física, sexual, emocional à mulher, nem mesmo por que condenar posicionamentos machistas. A máxima é “o que agora é, é o certo”. Mas não é assim com o Cristianismo. Em todos os lugares em que ele chegou, as condições das mulheres melhoraram.

O que o paganismo faz para proteger a mulher? Nunca fez nada. E essas outras religiões não cristãs? Normalmente, colocam o sexo feminino em uma posição inferior à do homem. E o humanismo? Nada trouxe de bom para as mulheres. Na prática, uma vertente humanista (evolucionista) ensina que nada há de especial na humanidade; tudo que há é resultante de acaso. Somente o mais forte sobrevive (ou domina). Se for o sexo masculino, assim deve continuar a ser. Mas não é assim com o Cristianismo. Em todos os lugares em que ele chegou, as condições das mulheres melhoraram.

Muito se fala sobre a situação da mulher na sociedade moderna. Acreditam não poucos que há um grande desnível – ou abismo mesmo – entre os direitos e deveres do homem e os da mulher, sendo que essa última tem sido historicamente prejudicada. E não faltam candidatos a carrasco do sexo feminino. A última moda agora é acusar as religiões de forma geral, e o Cristianismo, em especial. Não há a menor dúvida de que existem religiões no mundo que cerceiam os direitos da mulher. O Islamismo é um bom exemplo desse tipo. Tanto seu livro sagrado como sua literatura teológica discrimina e rebaixa gravemente a mulher a ponto de torná-la um objeto de propriedade, primeiramente do pai, e depois do marido. Contudo, neste texto quero provar que não há razão por que colocar o Cristianismo no mesmo cesto das religiões que pejoram a mulher. Mais do que isso, vou mostrar como o Cristianismo colocou a mulher em uma situação muito melhor do que qualquer outro sistema religioso ou filosófico que já existiu. Continue Reading…

Bruxas ou Bíblia?

A maior propaganda da Bíblia parece ser uma vida em harmonia com ela. Halloween é forte, principalmente porque o espírito de reformadores, como Lutero, hoje é fraco. Na falta de seguidores fieis e equilibrados da Bíblia, o povo prefere bruxas, doces e travessuras no 31 de outubro

A maior propaganda da Bíblia parece ser uma vida em harmonia com ela. Halloween é forte, principalmente porque o espírito de reformadores, como Lutero, hoje é fraco. Na falta de seguidores fieis e equilibrados da Bíblia, o povo prefere bruxas, doces e travessuras no 31 de outubro

Doces ou travessuras? É a pergunta tradicional feita há muitos anos por crianças em várias partes do mundo, inclusive em alguns lugares do Brasil, no tal Halloween ou Dia das Bruxas, que é lembrado no 31 de outubro. Não se sabe bem a origem da data, mas tem a ver com cultos pagãos da antiga Europa e com tradições que conduzem ao Dia dos Mortos. Pessoas, sobretudo os pequenos, saem de casa fantasiadas de bruxas ou bruxos, ou mesmo de monstros, em uma estranha honra ou reconhecimento a algo que talvez nem entendam exatamente do que se trata.  Continue Reading…

Richard Dawkins, o naturalismo e as formas de abuso infantil!

Há esperança no naturalismo??

Há esperança no naturalismo??

Quem nunca ficou incomodado com as muitas histórias de abuso infantil? O que torna essas tristes sagas ainda piores é que aqueles a quem as crianças são confiadas -professores, padres, pastores – violam essa confiança ao abusarem, muitas vezes sexualmente, dos que lhes foram confiados. Só Deus e os anjos sabem o quão sórdidos são os livros de registro do Céu com a listagem desses pecados ultrajantes. Infelizmente, nos últimos anos novas alegações de “abuso infantil” surgiram. Que abuso? Bom, trata-se do ensino de religião às crianças. O biólogo evolucionista Richard Dawkins, entre outros, já disse que os ensinos de doutrina religiosa, em particular sobre o julgamento e o inferno de fogo são, de fato, formas de “abuso infantil”. Veja, não estou defendendo tudo o que é ensinado às crianças sobre religião, e certamente também não o entendimento comum do inferno como tormento eterno. Claro que não. Como Ellen White disse: “Está além do poder do espírito humano avaliar o mal que tem sido feito pela heresia do tormento eterno. […] As opiniões aterrorizadoras acerca de Deus, que pelos ensinos do púlpito são espalhadas pelo mundo têm feito milhares, e mesmo milhões de céticos e incrédulos” (O Grande Conflito, p. 536). Continue Reading…

Qual a melhor tradução da Bíblia?

O livro que melhor apresenta o caráter do Criador!

O livro que melhor apresenta o caráter do Criador!

Quando era adolescente, minhas leituras se resumiam basicamente a histórias em quadrinhos de super-heróis e livros de ficção científica. Você imagina como foi difícil gostar de ler a Bíblia? Mas, quando tinha 18 anos, passei por uma experiência de conversão, passei a amar Jesus, meu Salvador e Senhor, e me tornei adventista do sétimo dia. Descobri o tesouro que é a Palavra de Deus e passei a lê-la todos os dias, um hábito que mantenho há mais de 20 anos. Na verdade, hoje não consigo passar um dia sem ler um pouco da Bíblia Sagrada. Essa leitura me alimenta, me enche de esperança, me aproxima de Deus. E foi Ele quem mudou meus gostos, nessa e em outras áreas. Passei a considerar palha as leituras que me encantavam no passado. Meu conselho é que você experimente conhecer a Bíblia. Antes de lê-la, faça uma oração sincera pedindo a Deus que o mesmo Espírito Santo que inspirou os autores sagrados o ajude a compreender a mensagem que você está lendo. Tenho certeza de que isso fará grande diferença em sua vida, como fez e tem feito na minha. Continue Reading…

Mais uma boa resposta aos antitrinitarianos!

Homem, deus ou Deus?

                 Homem, deus ou Deus?

Em parte, posso dizer que devo minha conversão a um colega de classe testemunha de Jeová. Quando fazia o curso de química no ensino médio, lá em Criciúma, SC, num intervalo entre as aulas, no ano de 1991, entrei num debate com esse amigo que tentava me provar que Jesus havia sido criado por Deus, sendo, portanto, um deus – assim, com letra minúscula. Apesar de ser católico praticante, na época, eu não conhecia o suficiente da Bíblia para provar para aquele colega que ele estava equivocado. No entanto, a própria lógica me dizia isso. Argumentei que eu jamais aceitaria o amor de um Deus que, em lugar de morrer por Suas criaturas caídas, criasse um deus substituto para vir aqui morrer pelos pecadores. Isso não faz sentido. Isso não é amor. Cria e creio em um Deus que “tabernaculou” com os seres humanos. Fez aqui Sua morada, o “Deus conosco”, encarnado para mostrar Sua identificação completa com a humanidade que Ele criou e redimiu. O meu Deus veio até aqui e morreu por mim! Não enviou outro para fazer isso. Exatamente como eu faria, caso um de meus filhos estivesse em perigo. Eu não mandaria outro em meu lugar e ficaria assistindo sentado. Continue Reading…

“Perdoe-os”, pediu menina queimada viva pelo Estado Islâmico

menina-yazidiUma menina de apenas 12 anos de idade foi queimada viva por soldados do grupo terrorista Estado Islâmico (EI), em Mossul, norte do Iraque. De acordo com a mãe dela, jihadistas vieram até a casa da família exigir o pagamento da “taxa religiosa”, a jizya.

Esse tipo de cobrança é descrito no Alcorão como uma obrigação dos não-muçulmanos que vivem entre os seguidores de Maomé. Nos locais dominados pelo EI tornou-se uma regra taxar os cristãos que não fugiram.

Segundo testemunhas, soldados “estrangeiros” que lutam na região bateram na porta da casa e disseram: “Ou vocês pagam a jizya ou saem agora”. A mãe pediu: “Esperam alguns segundos, a minha filha está no chuveiro”.

Isso irritou os islamistas, que não queriam esperar. Por isso, decidiram colocar fogo na casa. Mãe e filha saíram de casa, mas a menina acabou tendo queimaduras de quarto grau, que lhe tiraram a vida algumas horas depois. Suas últimas palavras foram “Pedoe-os”, uma expressão que lembra o pedido de Jesus a Deus durante a crucificação.

Esse testemunho está sendo divulgado por Jacqueline Isaac, uma defensora dos direitos humanos que vem dando palestras sobre perseguição religiosa no mundo todo. Ela lembra que a população cristã na região da Síria e Iraque está diminuindo rapidamente, mas ainda existem pessoas que resistem bravamente e pagam por isso.

Martin Hermis Dawood, importante líder da comunidade cristã do Iraque, afirmou que, se nada for feito, dentro de no máximo cinco anos não haverá mais cristãos nos lugares dominados pelo Estado Islâmico.

Segundo estimativas, dos cerca de 1 milhão e 300 mil cristãos que viviam no Iraque antes do começo da guerra civil, restaram menos de 400 mil hoje.

Para Dawood existe muita hipocrisia da mídia, pois não se dá o mesmo destaque às mortes diárias no seu país embora todo ataque terrorista na Europa vire capa de jornal.

“Sabemos muito bem que nem todo muçulmano é terrorista, mas há uma cultura de violência em ascensão no Oriente Médio. Há uma luta acontecendo e o mundo inteiro será atingido por esse fogo num futuro não muito distante”, alertou.

Fonte: Gospel Prime.