“Alegar a existência do Criador requer apenas o uso da razão”! Deus é uma necessidade, o universo declara.
Durante a semana passada, em Nice (França) tive o privilégio de participar juntamente com 30 estudiosos, maioritariamente cientistas e matemáticos, numa conferência em torno da questão do universo ter sido criado, ou pelo menos afinado, para a vida (em especial para a vida inteligente). Os participantes – de Yale,Princeton, Harvard, Berkeley, e Columbia, bem como de outras universidades Americanas e Europeias – incluíam pessoas que acreditavam em Deus, agnósticos e ateus. Ficou mais ou menos claro que o consenso científico afirma que o universo se encontra calibrado de um modo minucioso de modo a permitir a possibilidade da vida. Parece que vivemos num universo especial, um onde tanto a configuração da matéria ao nível do início cósmico bem como os valores dos vários parâmetros físicos – tais como a velocidade da luz, a força da atracção gravitacional, e a taxa de expansão do universo – encontram-se certos para a vida. E a menos que alguém se assuste com o termo, parece que o universo foi criado especialmente para a biogénese e para a vida humana.
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A menos que alguém seja um ateu com a mente fechada (existem ateus com a mente aberta), numa base puramente científica, não é válido negar que o universo encontra-se calibrado minuciosamente duma forma improvável de modo a gerar a vida, e muito menos negar que o mesmo está feito para a existência de vida inteligente. Para além disso, é um dogma ateísta (e não algo científico) classificar a noção da criação como “não-científica”. A alegação de que a ciência não pode sugerir que a inteligência vem de outra inteligência ou que o design vem dum designer é simplesmente uma tautologia e um dogma mascarado de ciência. No entanto, muitos cientistas inadvertidamente disponibilizaram evidências em favor disto. Como forma de resposta ao argumento do design cósmico, foi avançada a noção do multiverso – a ideia de que existem muitos, provavelmente em número infinito, de universos. Esta ideia esvazia por completo a ideia da calibração minuciosa do nosso universo e, obviamente, esvazia o argumento do design. Afinal, num número infinito de universos, um universo com os parâmetros certos para a vida é mais provável de surgir por acaso. O problema (para os multiversistas) é que não existe qualquer tipo de evidência que suporte a tese da existência de outros universos – nem poderia existir uma vez que o contacto com outros universos é impossível). Devido a isso, só se pode chegar a uma conclusão: o facto dos ateus terem recorrido ao argumento do multiverso é uma admissão tácita de que eles perderam a discussão em torno do design neste universo. As evidências em favor do design neste universo são tão convincentes que a única forma de evitar a conclusão óbvia (que o universo é obra de Design Inteligente) é sugerir que o nosso universo é apenas mais um numa linha infinita de universos.
