“Por que o inocente filho de Faraó morreu no lugar do pai?”

  Primeiro: o fato de ele ter sido vítima da praga divina (por causa ou escolha do pai) não significa que ele perdeu a salvação. Geralmente confundimos castigo com rejeição, não é mesmo? Na “disciplina” dos homens isso acontece, mas nunca na de Deus! “Porque o Senhor corrige a quem ama e açoita a todo filho a quem recebe… Além disso, tínhamos os nossos pais segundo a carne, que nos corrigiam, e os respeitávamos; não havemos de estar em muito maior submissão ao Pai espiritual e, então, viveremos? Pois eles nos corrigiam por pouco tempo, segundo melhor lhes parecia; Deus, porém, nos disciplina para aproveitamento, a fim de sermos participantes da sua santidade. Toda disciplina, com efeito, no momento não parece ser motivo de alegria, mas de tristeza; ao depois, entretanto, produz fruto pacífico aos que têm sido por ela exercitados, fruto de justiça” (Hb 12:6, 9-11). E, embora o alvo da correção de Deus fosse Faraó, a morte de seu filho completaria o conjunto de repreensões divinas de forma cabal e sem deixar dúvidas quanto a autoridade e ao poder de JAVÉ. Nem os magos espíritas de Faraó, nem sua riqueza e posição trariam de volta o fôlego do herdeiro de seu trono… Portanto, a submissão do monarca era-lhe a única alternativa sensata. O que as pragas não conseguiram, a perda de seu filho alcançou! 

     Segundo: há uma lição para os pais nesta infeliz história. Ou eles cumprem seu papel e procuram ser pais com o caráter desenvolvido por Deus, adultos sábios e tementes a JAVÉ, ou sua prole será atingida permanentemente por seu estilo de vida sem Deus! O Rei do universo desejava que o rei do Egito Lhe reconhecesse como o único soberano e Lhe fosse um instrumento de bênçãos para sua família e sua nação. Deus lhe deu tempo, experiência, disciplina e oportunidade. Faraó rejeitou. A última oportunidade mencionada na História Sagrada foi a perda de seu filho. Veja, JAVÉ não queria lançar sobre Faraó nem a primeira praga (Êx 5:3)! Contudo, nem a décima praga fez o coração do rei egípcio se humilhar perante o Altíssimo e entregar a sua vida (os cacos que restaram dela, por sua desobediência e suas escolhas), sua família esfacelada e sua nação arruinada nas mãos do Criador, que, certamente, poderia devolver tudo o que Faraó perdera! 

     Deus não ensina vingança ou tirania aqui. Ele ensina respeito àqueles que Lhe ignoram e vivem como se Ele não existisse (Ele é o Criador, quer sejamos criacionistas ou evolucionistas)! Deus ensina que o destino dos filhos na Terra (e na eternidade), em grande medida, está nas mãos de seus pais! E Deus também ensina, que homem algum poderá culpá-Lo com razão, por sua infelicidade e perdição! Se alguém pensa “Deus é muito intrometido e abusivo. Faraó deveria ter o direito de fazer o que ele queria fazer!”, a Bíblia responde: “que todos os povos da terra saibam que JAVÉ é Deus e que não há outro” (I Rs 8:60). “Lembrai-vos disto e tende ânimo; tomai-o a sério, ó prevaricadores. Lembrai-vos das coisas passadas da antiguidade: que eu sou Deus, e não há outro, eu sou Deus, e não há outro semelhante a mim; que desde o princípio anuncio o que há de acontecer e desde a antiguidade, as coisas que ainda não sucederam; que digo: o meu conselho permanecerá de pé, farei toda a minha vontade… Eu o disse, Eu também o cumprirei; tomei este propósito, também o executarei. Ouvi-me vós, os que sois de obstinado coração, que estais longe da justiça. Faço chegar a minha justiça, e não está longe; a minha salvação não tardará” (Is 46:9-13). 

     Assim como não é certo um filho querer liberdade absoluta de seus pais (o que mais cedo ou mais tarde se verificaria completa libertinagem), muito mais não se deve querer do Criador a mesma coisa, por pelo menos dois motivos: aquele que usa sua liberdade sem submissão a Deus, prejudica a outros (no caso de Faraó, milhares de famílias sofriam pelo mau uso da liberdade dele – famílias dos hebreus, dos egípcios e a sua própria!) e Deus também é livre, mas nem Ele possui liberdade absoluta, uma vez que Ele é honesto e respeitador! Por fim, as lições dessa história só serão eficazes se eu e você não a repetirmos… Decidamos agora deixar Deus ser Deus, em vez de arcarmos com as consequências desastrosas da rebeldia e da vida sem Deus – nós e nossos filhos! (Hendrickson Rogers)    

4 thoughts on ““Por que o inocente filho de Faraó morreu no lugar do pai?”

  1. Deus não incoerente: Ele pode amar, e, ao mesmo tempo, manter a Sua Lei e consequências em plena validade.
    Ele não poupou o próprio Filho. Não criou pena mais leve, para que nós mesmos, ou o próprio Jesus, em nosso lugar, pagássemos.
    “O salário do pecado é a morte” (Rom 3:23), e para ser concedido “o dom gratuito de Deus”, que “é a vida eterna” (Rom 3:24) o único dotado do conhecimento pleno do amor tinha que morrer!
    Deus ama Seu Filho. Deu prova disso ao abençoar o ministério de Cristo. Mas não deixou de ser justo.
    Louvado seja Deus por Sua justiça!

  2. Deus não incoerente: Ele pode amar, e, ao mesmo tempo, manter a Sua Lei e consequências em plena validade.
    Ele não poupou o próprio Filho. Não criou pena mais leve, para que nós mesmos, ou o próprio Jesus, em nosso lugar, pagássemos.
    "O salário do pecado é a morte" (Rom 3:23), e para ser concedido "o dom gratuito de Deus", que "é a vida eterna" (Rom 3:24) o único dotado do conhecimento pleno do amor tinha que morrer!
    Deus ama Seu Filho. Deu prova disso ao abençoar o ministério de Cristo. Mas não deixou de ser justo.
    Louvado seja Deus por Sua justiça!

  3. Amém Tiago. Obrigado por seus comentários! Volte sempre e leve a justiça de Jesus – Seu amor e Sua verdade a todos ao seu redor,a começar pelos de casa (I Tm 5:8).

  4. Amém Tiago. Obrigado por seus comentários! Volte sempre e leve a justiça de Jesus – Seu amor e Sua verdade a todos ao seu redor,a começar pelos de casa (I Tm 5:8).

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