Quase tudo sobre o Dilúvio bíblico-histórico – 4ª parte

Madeira
usada na construção da arca
 A arca foi construída com a madeira
“Gofer”. O termo hebraico “Gofer” é mencionado apenas uma única vez
na Bíblia (Gênesis 6:14) e, embora seja traduzida em várias versões como
“cipreste”, seu significado é obscuro, não se sabe exatamente o seu
significado. A tradução de ‘gofer’ por cipreste, se baseia nas semelhanças das
raízes destas duas palavras, que são semelhantes no hebraico.
O cipreste
era uma madeira utilizada antigamente em alguns lugares da Europa para
construir caixas d’águas, por ser um tipo de madeira que não estraga com a
água. Não sabemos se o cipreste existente na época de Noé seria exatamente
igual ao que conhecemos atualmente.
Entre os
pais da Igreja, Agostinho e Ambrósio sugeriram que ‘gofer’ deveria ser o pinho
ou o cipreste. Há também quem tenha sugerido que o hebraico ‘gofer’ não designa
nenhum tipo de madeira específica usada na construção da arca. Quando
lançada, no século XVI, a Versão da Bíblia de Genebra traduziu o hebraico ‘gofer’
como a árvore pinheiro. Para não
correrem o risco de errarem na tradução, a versão do Rei James (1611) manteve a
palavra original, e a maioria das versões seguintes conservaram o original
gofer. Já a ‘New International Version’ (Nova Versão Internacional), publicada
em 1978, e algumas outras (como a Almeida Atualizada) substituíram por
cipreste. A
“Enciclopédia Judaica” diz que a tradição cristã de sugerir que o
hebraico gofer seja traduzido por ‘cipreste’, é uma interpretação arbitrária e
insatisfatória, porque se baseia apenas nas semelhanças das raízes destas
palavras. Há estudiosos que sugerem que
“gofer”, a madeira utilizada na construção da arca, tenha sido algum tipo de
árvore antediluviana. A madeira usada foi semelhante à de cipreste e não a das
gigantes sequóias. As toras poderiam ser carregadas de muitas maneiras,
provavelmente de modo muito mais fácil que as pedras das pirâmides e as imensas
pedras dos obeliscos egípcios. www.users.bigpond.com/rdoolan/gopher_wood.html
Arca, e algumas questões durante a inundação Diante da violência da crosta
terrestre e dos gêiseres jorrando a água subterrânea, isto ofereceria o risco
de a arca tombar? O termo hebraico “Teváth”, traduzido
nas escrituras por arca, significa literalmente uma arca ou caixa. Não era uma
embarcação com a finalidade de navegar, mas somente flutuar. A arca não era um barco navegável,
mas ela foi feita para flutuar, por isso, tinha o formato de um caixote. Tem
sido experimentado através de réplicas em miniatura da arca que o seu formato
de caixote forneceria estabilidade e era próprio para flutuar; sua inclinação
poderia atingir no máximo de 70 a 80 graus. Lateralmente, ela poderia virar até
60 graus, no máximo, e quase dois terços dela estaria abaixo do limite da água.
Isso tudo facilitaria sua navegação em meio à violência das águas. É claro
que, a arca só poderia ser preservada de modo sobrenatural, pois um evento que
foi capaz de erguer a cordilheira do Himalaia seria capaz de reduzir a arca a
fumaças, sem uma proteção sobrenatural. É óbvio que o mesmo Deus que disse que
mandaria um dilúvio, que trouxe os animais até Noé também pouparia a arca no
auge do evento, de ser destruída em meio à fúria da natureza… Um fato
curioso é que, uma das áreas mais bem protegidas do planeta das rachaduras das
placas continentais, está situada num diâmetro (círculo) de 500 metros ao redor
do Ararate, onde a arca repousara. Longe das rachaduras das placas, a arca
estaria longe dos gêiseres que jorraram do subterrâneo, numa posição
privilegiada, onde teria mais condições de resistir ao dilúvio. Tendo a arca
não sido feita propriamente para navegar, durante o dilúvio ela não se
locomoveria para muito distante dessa região. Também, sendo a arca um barco feito
apenas para flutuar, é preciso entender a não necessidade de aço ou qualquer
metal na estrutura da Arca para construí-la. As pirâmides egípcias têm uma
engenharia muito complexa, e não precisaram de aço ou qualquer outro metal,
enquanto muitos prédios hoje com alguma estrutura metálica não resistiriam
tanto e são muito mais simples. A tecnologia dos navios não servia
para aumentar o tamanho, mas sim a navegabilidade, capacidade de carga e
armamentos. A arca não precisou de tecnologia de navegação alguma, pois só
flutuou. Embora já houvesse conhecimento de
metal na época de Tubalcaim (Gen.4:22), a arca poderia ser construída apenas
com madeira, como foram muitos dos navios antigos. Por exemplo, temos as
barcaças egípcias de mais de 2000 a.C., usadas para transportar enormes pilares
de pedras, mediam mais de 60m e carregavam quase 700 toneladas, e eram feitas
apenas de madeira, com um formato levemente abaulado no casco e não a típica
forma de navio (Enciclopédia Delta Universal, 1985, termo “Navio”, seção
“História”). Não precisa parecer um navio pra
boiar, pois icebergs, bóias, toras de madeira, e muitos outros materiais e
estruturas flutuam sem possuírem nenhuma semelhança com um navio. A forma
típica de navios pode até não ser a melhor para manter uma embarcação na água,
mas sim a melhor para permitir seu deslocamento. 

• A chuva forneceria água potável
suficiente para todos os tripulantes da arca: para a família de Noé e para os
animais a bordo.
• No livro
“O Dilúvio, Local ou Global?”, o Dr. Arthur Custance diz que o ar nas regiões
acima das montanhas teria sido rarefeito demais para alguns animais. Os
doutores Henry Morris e John C. Whitcomb rejeitam esta objeção dizendo que a
pressão atmosférica depende do nível dos oceanos: e a arca encontrava-se ao
nível do mar, (visto que as águas diluviais ergueram-se acima das montanhas).
Também, não havia montanhas tão altas quanto hoje, para que o ar se tornasse
tão rarefeito. Como a água subiu de nível em todos os lugares do planeta, o ar
seria forçado a subir por causa do nível do mar.
• Sobre o
número de pessoas envolvidas na construção da arca, provavelmente não foram
apenas Noé e sua família. Eles podem ter contratado outras pessoas para
auxiliar, que mesmo achando aquilo uma loucura, trabalhariam pela remuneração.
Noé também pode (e por que não?) ter contado com a ajuda e o trabalho dos
homens de alta estatura, os “gigantes e valentes da antiguidade”.
Isso sem considerar os 120 anos para a construção, que foi tempo mais do que
necessário.

Temperatura Algumas pessoas pensam que o dilúvio
faria com que a temperatura na superfície baixasse muito. De maneira geral, a
temperatura diminui com a altitude, pelo menos, até por volta dos 40 km de
altitude. Essa diminuição atinge uma média de 0,6 °C a cada 100 metros. Não sabemos nem fazemos idéia de qual
seria a temperatura no período antediluviano, ou de suas variações. A idéia de
que haveria um clima uniforme antes do dilúvio, surgiu com a teoria da camada
de vapor, mas não há bases para se sustentá-la, desconsiderando a possibilidade
desta teoria. É bastante IMPROVÁVEL que tenha havido um clima uniforme em todo
o planeta antes do dilúvio. A radiação
solar (os raios emitidos pelo Sol) é responsável pelas temperaturas na
superfície da Terra, e quanto mais perto uma área estiver da linha do equador,
maior será a temperatura; e quanto mais distante estiver desta linha, menor
será a temperatura, por causa da forma esférica do nosso planeta e das
diferenças de inclinação dos raios solares, que atingem as regiões próximas dos
pólos de maneira muito inclinada. Nas regiões próximas da linha do equador, os
raios incidem verticalmente, (em linha reta). Daí o motivo de as temperaturas
serem mais elevadas nestas. Assim, a superfície terrestre não recebe a mesma
quantidade de raios solares em toda parte, e isto explica os diferentes climas
existentes na Terra.

• Poderíamos dizer que talvez
houvesse um clima semi-uniforme no período antediluviano, se neste houvesse a
Pangéia, um único continente de terra seca, que receberia quase a mesma
quantidade de raios solares em suas regiões. Já vimos que existem árvores
tropicais debaixo do gelo no pólo sul, o que evidência que o clima nas regiões
polares já foi capaz de abrigar plantas e seres de clima quente tropical. Mas é
claro que um único continente não teria o mesmo clima, pois não receberia a
mesma intensidade de calor em todas as áreas. Considerando que o nível das águas no
planeta não poderia ter atingido mais que 3 quilômetros, a temperatura média
não teria baixado muito durante o dilúvio. Para o pensamento crítico, durante o
dilúvio, a temperatura cairia cerca de 18 graus Celsius – uma região que antes
do dilúvio tivesse uma temperatura média de 25 a 30 °C durante o dilúvio, teria
atingido uma média de 7 a 12 graus Celsius. Mas deve-se lembrar que a queda da
temperatura depende do nível do continente ou do nível das águas oceânicas.
Como o nível das águas subiu durante o dilúvio em todo o planeta, e isto
impediria que a temperatura baixasse muito. Também, devemos considerar que as águas são capazes de conservar o calor
por mais tempo que a superfície: a água se aquece mais lentamente, porém,
conserva o calor por mais tempo. Por isso, os oceanos não são muito quentes
durante o dia, e nem muito frios durante a noite (enquanto no continente o dia
é mais quente e a noite é mais fria, em relação ao oceano). Isto elevaria a
temperatura durante o dilúvio, mantendo uma temperatura estável e não muito
reduzida sobre o planeta. 

1. Fontes: * Parte deste estudo, são de autoria do amigo Criacionista Rafael
Pavani, que explicou muito bem algumas questões sobre o dilúvio em: 

2. Vídeos: 

Arca de Noé Palestra 01, Dr. Adauto Lourenço: 
Arca de Noé Palestra 02, Dr. Adauto Lourenço: 

3.Referências literárias 

• “Gênesis e Arqueologia”, Howard F. Vos (sobre relatos
do dilúvio no mundo); 
• “O Dilúvio de Gênesis”, Dr. Henry Morris e Dr. John
C.Whitcomb; 
• “O Dilúvio de Noé”, de Richard
Teachout; 
• “Cosmologia Bíblica e Ciência Moderna”, Dr.
Henry Morris; 
• “Origens, Relacionando a Ciência com as Escrituras” (Origins,
linking Science and Scripture
), de Ariel A. Roth, 1998. (Um comentário
sobre o livro em: www.scb.org.br/livros/OrigensRelCienRelig.htm


Estude toda esta extensa pesquisa: 1ª parte, 2ª parte e 3ª parte. É só clicar!

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