Apocalipse – possibilidades (capítulo 3: Sardes)

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Ap Texto (ARA, 3ª ed) Leitura com a fundamentação das possibilidades que tentam alcançar a intenção do profeta João Leitura enxuta
3.1 Ao anjo da igreja em Sardes escreve: Estas coisas diz aquele que tem os sete Espíritos de Deus e as sete estrelas: Conheço as tuas obras, que tens nome de que vives e estás morto.
Para o mensageiro que receberá esta mensagem lá na igreja de Esmirna, você diz assim João: o Autor dessa mensagem é Aquele que pode conceder o Senhor Espírito Santo em Sua plenitude, bem como tem em Suas mãos os sete mensageiros que receberão o conteúdo desta carta: Eu conheço o que vocês da igreja de Sardes fazem – tanto no presente momento quanto no período futuro, após a Reforma, entre os séculos 16 e 18 – vocês têm um nome que significa “a que permanece” (BATISTONE, 1989, p. 19), mas sua vida espiritual já não existe.
Para o mensageiro que receberá esta mensagem lá na igreja de Esmirna, você diz assim João: o Autor dessa mensagem é Aquele que pode conceder o Senhor Espírito Santo em Sua plenitude, bem como tem em Suas mãos os sete mensageiros que receberão o conteúdo desta carta: Eu conheço o que vocês da igreja de Sardes fazem – tanto no presente momento quanto no período futuro, após a Reforma, entre os séculos 16 e 18 – vocês têm um nome que significa “a que permanece”, mas sua vida espiritual já não existe.
3.2 Sê vigilante e consolida o resto que estava para morrer, porque não tenho achado íntegras as tuas obras na presença do meu Deus. No entanto, assim como em toda a História, há um remanescente[1], e este deve ser preservado para que não se contamine com o falso protestantismo e perca sua vida espiritual como os demais[2]; não vejo integridade e honestidade em sua religião, pois vocês estão desviados da Verdade tanto quanto àqueles contra quem protestam[3]. No entanto, assim como em toda a História, há um remanescente,  e este deve ser preservado para que não se contamine com o falso protestantismo e perca sua vida espiritual como os demais; não vejo integridade e honestidade em sua religião, pois vocês estão desviados da Verdade tanto quanto àqueles contra quem protestam.
3.3 Lembra-te, pois, do que tens recebido e ouvido, guarda-o e arrepende-te. Porquanto, se não vigiares, virei como ladrão, e não conhecerás de modo algum em que hora virei contra ti. Retornem a verdadeira Reforma e aos ensinos de Jesus Cristo[4]; pratiquem e vivam-nos revelando mudança e arrependimento em relação ao atual estado conformado com a ordem de coisas dessa época[5]. Mas se essa pequena chama e esse fino elo que liga vocês aos reformadores forem aniquilados, quando Eu, Jesus, voltar vocês serão pegos de surpresa como quando um ladrão invade uma residência desprevenida, pois estarão distraídos com a mentira que vivem, distantes do que professam, completamente vulneráveis e perdidos. Retornem a verdadeira Reforma e aos ensinos de Jesus Cristo; pratiquem e vivam-nos revelando mudança e arrependimento em relação ao atual estado conformado com a ordem de coisas deste mundo. Mas se essa pequena chama e esse fino elo que liga vocês aos reformadores forem aniquilados, quando Eu, Jesus, voltar vocês serão pegos de surpresa como quando um ladrão invade uma residência desprevenida, pois estarão distraídos com a mentira que vivem, distantes do que professam, completamente vulneráveis e perdidos.
3.4 Tens, contudo, em Sardes, umas poucas pessoas que não contaminaram as suas vestiduras e andarão de branco junto comigo, pois são dignas. Como disse, mesmo em meio a tudo isso, existe um remanescente[6], pequeno mas não contaminado, seguidores Meus que se recusam a contaminar o que Lhes dei – a salvação pela graça que se evidencia pelas obras da fé obediente! Esses filhos andarão em breve Comigo, pois são semelhantes a Mim e continuam vestidos com a Minha filosofia, a filosofia do (Re)Criador, no lugar de escolherem as ideias das criaturas. Portanto, eles são merecedores do destino que escolheram. Como disse, mesmo em meio a tudo isso, existe um remanescente, pequeno mas não contaminado, seguidores Meus que se recusam a contaminar o que Lhes dei – a salvação pela graça que se evidencia pelas obras da fé obediente! Esses filhos andarão em breve Comigo, pois são semelhantes a Mim e continuam vestidos com a Minha filosofia, a filosofia do (Re)Criador, no lugar de escolherem as ideias das criaturas. Portanto, eles são merecedores do destino que escolheram.
3.5 O vencedor será assim vestido de vestiduras brancas, e de modo nenhum apagarei o seu nome do Livro da Vida; pelo contrário, confessarei o seu nome diante de meu Pai e diante dos seus anjos. Aquele que continuar vencendo em meio a essas e outras adversidades terá seu caráter alvejado[7] e será coberto até o fim por Minha salvação, e quando seu nome for examinando no Julgamento do Santuário celestial, ele será confirmado no Livro da Vida do Cordeiro, o Meu livro dos vencedores. Diferentemente dos nomes dos que optarem pela cultura da falsa religiosidade[8], em vez de apagar[9] seu nome Eu o exaltarei diante de Meu Pai e dos Seus anjos[10]. Aquele que continuar vencendo em meio a essas e outras adversidades terá seu caráter alvejado e será coberto até o fim por Minha salvação, e quando seu nome for examinando no Julgamento do Santuário celestial, ele será confirmado no Livro da Vida do Cordeiro, o Meu livro dos vencedores. Diferentemente dos nomes dos que optarem pela cultura da falsa religiosidade, em vez de apagar seu nome Eu o exaltarei diante de Meu Pai e dos Seus anjos.
3.6 Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas.
Quem tem interesse em aprender de Mim, atenda ao Espírito Santo que está conduzindo as mentes de João (na recepção desta mensagem e sua escrita) e Meus outros mensageiros (na leitura e transmissão dela) das sete igrejas.
Quem tem interesse em aprender de Mim, atenda ao Espírito Santo que está conduzindo as mentes de João e Meus outros mensageiros das sete igrejas.

 

Referências:

BATTISTONE, Joseph J. Lições da Escola Sabatina, 2º Trimestre de 1989, nº 374, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP.

BELVEDERE, Daniel. Seminário: As Revelações do Apocalipse. Edição do Professor, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP, 2ª ed., 1987.

GULLEY, Norman R. Lições da Escola Sabatina, 3º Trimestre de 1996, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP.

RAMOS, Samuel. As Revelações do Apocalipse, v. 1, 2006.

SMITH, Urias. As profecias de Daniel e Apocalipse, vol. 2. O livro de Apocalipse, 1979.

THIELE, Edwin R.; BERG, Henrique. Apocalipse – esboços de estudos, 1960. Disponível em: <http://www.iasdsapiranga.com.br/assets/esbo%C3%A7os-do-apocalipse.pdf>. Acesso em: fev. 2017.

WHITE, Ellen G. O Grande Conflito, 2013. Disponível em: <http://centrowhite.org.br/files/ebooks/egw/O%20Grande%20Conflito.pdf>. Acesso em: fev. 2017.

WHITE, Ellen G. Patriarcas e Profetas, 2007. Disponível em: <http://centrowhite.org.br/files/ebooks/egw/Patriarcas%20e%20Profetas.pdf>. Acesso em: mai. 2017.

 

[1] “Sardes, a Igreja da Reforma e do tempo posterior a ela, assim como Pérgamo – falando de um modo geral – foi uma igreja espiritualmente morta, mas com alguns membros cuja relação com o Senhor tornou suas obras agradáveis a Cristo” (BATISTONE, 1989, p. 43). “O verdadeiro despertamento da vida religiosa da raça de fala inglesa data de Wesley. Dizer que ele reuniu os fragmentos da consciência inglesa é verdade, mas é só meia verdade. Ele a criou de novo! Ela estava morta – duplamente morta; e foi através de seus lábios que Deus soprou de novo nela o fôlego de vida”, Thiele (196, p. 77) citando W.H. Fitchett, Wesley and His Century, p. 11-15.

 

[2] “Essa igreja era apática, sem vida e sem amor. Tinha aparência, mas carecia de poder. Que é uma igreja morta? Que é um cristão que ‘está morto’? Os membros da Igreja em Sardes tinham a reputação de que estavam espiritualmente vivos, mas não possuíam fé viva. Conseqüentemente, suas obras não podiam ser aceitas por Deus” (op. cit., p. 44). “O grande defeito que o anjo desta igreja a repreende é que tem nome de que vive e está morta. Que elevada posição, do ponto de vista mundano, ocupou a igreja nominal durante este período! Chamam a atenção os seus títulos altissonantes e a sua aceitação pelo mundo. Mas depressa aumentaram nela o orgulho e a popularidade que a espiritualidade ficou destruída, apagada a linha de separação entre a igreja e o mundo, e as organizações populares eram igrejas de Cristo apenas de nome!” (SMITH, 1979, p. 44). “Dentro de poucas décadas, as igrejas reformadas experimentaram um período de violenta controvérsia doutrinária. Assim como no período de Pérgamo a Igreja Católica perverteu a fé apostólica e as verdades cristalinas da igreja primitiva, em razão de seu afastamento da Bíblia; também as igrejas protestantes afastaram-se dos princípios enunciados por seus fundadores. O princípio dos reformadores dizia: ‘A Bíblia e a Bíblia só deve ser a nossa única regra de fé.’ Protegidas pelo poder e prestígio do Estado, e acomodadas dentro da confissão dos credos, as igrejas nacionais do mundo protestante se conformaram com a forma da piedade, porém, sem o seu poder” (RAMOS, 2006, p. 133).

 

[3] “A hipocrisia caracterizou … [a igreja de Sardes], que não era o que pretendia ser. Declaradamente, as igrejas da Reforma haviam descoberto o que significa viver pela fé em Jesus Cristo; mas, em grande parte, elas acabaram caindo num estado que, nalguns aspectos, se assemelhava ao da organização da qual se haviam retirado. Seu nome – protestante – denotava oposição aos abusos, erros e formalismos da Igreja Católica Romana, e o nome Reforma dava a entender que nenhuma dessas faltas devia encontrar-se no rebanho protestante”, Batistone (1989, p. 48, 49) citando Seventh Day Adventist Bible Commentary, vol. 7, págs. 755 e 756. “Apocalipse 3:2 profetiza a tragédia vivida pelas igrejas que, após a morte de seus fundadores deixaram morrer parte das verdades descobertas e pregadas pelos reformadores” (BELVEDERE, 1987, p. 37).

 

[4] “A igreja de Sardes é a igreja da transição entre o Movimento da Reforma e o protestantismo. O período da Reforma começou no período de Tiatira com os Valdenses, os Lolardos, seguidores de Wycliffe, a Igreja dos Irmãos na Boêmia e Morávia, João Huss, Jerônimo e culminou com Lutero. Em 1530, com a formação do primeiro credo protestante, iniciou o declínio da Reforma e o nascimento de uma nova era chamada protestantismo, caracterizada pelas Igrejas Nacionais recebendo sua força, não mais de Deus, mas dos governos” (RAMOS, 2006, p. 132). “Quando quer que a igreja tenha obtido o poder secular, empregou-o ela para punir a discordância às suas doutrinas. As igrejas protestantes que seguiram os passos de Roma, formando aliança com os poderes do mundo, têm manifestado desejo semelhante de restringir a liberdade de consciência. Dá-se um exemplo disto na prolongada perseguição aos dissidentes, feita pela Igreja Anglicana. Durante os séculos dezesseis e dezessete, milhares de ministros não-conformistas foram obrigados a deixar as igrejas, e muitos, tanto pastores como o povo em geral, foram submetidos a multa, prisão, tortura e martírio” (WHITE, 2013, p. 443).

 

[5] “Um outro fator que contribuiu muito para aumentar nas igrejas protestantes o espírito de apatia para com as coisas espirituais foi o surgimento do Racionalismo nos séculos XVII e XVIII. Sob o impacto das descobertas científicas, muitos estudiosos passaram a crer que as leis naturais eram suficientes para explicar as obras do universo. Freqüentemente eles concluíam que a função principal de Deus em relação a este mundo era que Ele, Deus, fora unicamente a primeira causa, e que desde o Seu ato inicial da criação, o mundo tem funcionado mais ou menos independente de Deus. Esta maneira de pensar resultou num distanciamento da Bíblia, que, por sua vez, passou a ser considerada irreal, inexata e não literal”, Ramos (2006, p. 134) citando Seventh Day Adventist Bible Commentary, vol. 7, 756.

 

[6] Batistone (1989, p. 20) citando Roy Allan Anderson, O Apocalipse Revelado, p. 44, 45: “Quando João escreveu, em 95 A.D., Sardes estava vivendo principalmente de seu glorioso passado. As poucas coisas ainda vivas pareciam prestes a morrer. Sua atividade externa não era corroborada por espiritualidade interna. O que haviam recebido e ouvido não era lembrado e conservado. Mesmo em Sardes, porém, havia uns poucos que não tinham contaminado os seus vestidos”. “Os que lideraram a Reforma eram homens de vigorosa consagração, mas seus seguidores, supondo que todas as batalhas já haviam sido ganhas, acomodaram-se em religião organizada. Grandes movimentos iniciados por homens como Lutero e Knox tornaram-se meras religiões de Estado, sustentadas pelo erário público.” “Nunca houve um período tão escuro em que Deus não tivesse Suas estrelas. No período de Sardes, Deus tinha “alguns que não contaminaram seus vestidos” (Apoc. 3:4): os reformadores Martinho Lutero, Ulrich Zwinglio, João Calvino, o puritano João Bunyan, os petistas Philipp Spenner, August Hermann Francke, e o Conde Zinzendorf, e os metodistas João Wesley e Whitefield” (RAMOS, 2006, p. 146).

 

[7] “O ser vestido de vestes brancas é explicado noutras passagens como um símbolo de mudar a iniqüidade em justiça. (Ver Zac. 3:4, 5). ‘Tirai-lhe estes vestidos sujos’, é explicado pela linguagem que se segue: ‘Eis que tenho feito com que passe de ti a tua iniqüidade.’ ‘O linho fino’, ou as vestes brancas, ‘são as justiças dos santos.’ Apocalipse 19:8” (SMITH, 1979, p. 45). “As analogias entre as cartas de Éfeso e Sardes são íntimas, e devem ser estudadas juntamente. A história desenrolou-se em linhas semelhantes nas duas igrejas. Ambas começaram entusiasticamente e esfriaram. A degeneração existiu em ambas; embora, em Éfeso a degeneração não se tinha tornado tão séria como em Sardes. Desta maneira o ponto-chave na carta a Éfeso é apenas alteração, instabilidade e incerteza; na carta a Sardes o ponto-chave é degradação, falsa pretensão e morte”, Thiele (1960, p. 78) citando W. Ramsey, The Letters to the Seven Churches of Asia, p. 369.

 

[8] “Os nomes dos que perderam sua relação com Cristo como nascidos de novo são apagados (Apoc. 3:5). O selo de Deus do tempo do fim é colocado sobre os nomes mantidos no livro da vida (Apoc. 7:1-3; 14:1-5)” (GULLEY, 1996, p. 4). “O livro da vida contém os nomes de todos os que já entraram ao serviço de Deus. Se quaisquer destes se afastam dEle, e por uma obstinada persistência no pecado se tornam finalmente endurecidos à influência do Espírito Santo, seus nomes serão no juízo apagados do livro da vida, e eles serão votados à destruição” (WHITE, 2007, p. 326). “O estudo da história da Reforma mostra que o protestantismo, a partir de 1530, introduziu um outro período de apostasia, ou melhor, uma outra forma de apostasia. Em menos de cem anos, o luteranismo, com o qual a Reforma alcançara o seu clímax, cristalizou-se num formalístico e dogmático movimento protestante. O historiador D’Aubigne considera que o fim da verdadeira Reforma foi o “decisivo período de 1530 e 1531,” e que a partir dessa data, começou então uma outro capítulo, a história do protestantismo”, Ramos (2006, p. 136) citando F.G. Smith, What the Bible Teaches, p. 293. “O grande sistema protestante que sucedeu o romanismo, tomou o seu lugar no mundo moderno, assim como foi descrito na profecia. As duas primeiras nações na Europa a se levantarem contra o papado foram a Alemanha e a Inglaterra. Estas duas nações têm sido consideradas como sendo a plataforma do protestantismo. O protestantismo ganhou sua posição e influência no mundo moderno especialmente através do poder político. Este fato não pode se negado, pois foi assim no passado na Alemanha e Inglaterra, e assim será no futuro quando a profecia do protestantismo apostatado de Apoc. 13:11-18 cumprir-se através da união da Igreja e do Estado nos Estados Unidos da América do Norte. […] A história da Reforma mostra como Deus trabalhou poderosamente através dos reformadores, mas a história do protestantismo mostra quão rapidamente as igrejas reformadas perderam sua dependência de Deus e apelaram para os braços do poder político. O período de Sardes também recheou-se de perseguições e de mortes. O que a Inquisição fez contra os cristãos no período de Tiatira, as igrejas protestantes nacionais fizeram contra os grupos protestantes minoritários no período de Sardes. O mesmo espírito satânico que moveu o papado contra os Valdenses, contra os Lolardos (seguidores de Wycliffe), e contra a Igreja dos Irmãos da Boêmia e Morávia, moveu também as igrejas protestantes nacionais da Alemanha e da Inglaterra contra seus irmãos no período de Sardes” (RAMOS, 2006, p. 136, 137).

 

[9] “Dizer ao vencedor que o seu nome não será apagado do livro da vida é o mesmo que dizer que os seus pecados serão apagados do livro onde estão registrados, para não serem mais recordados contra ele (Heb. 8:12). Significa que, o seu nome ou seus pecados devem ser apagados dos registros celestiais. Quão precioso é o pensamento de que agora somos perdoados se confessamos nossas transgressões! Então, se permanecemos fiéis a Deus, os pecados serão apagados ao vir Jesus” (SMITH, 1979, p. 46). “Ao abrirem-se os livros de registro no juízo, é passada em revista perante Deus a vida de todos os que creram em Jesus. Começando pelos que primeiro viveram na Terra, nosso Advogado apresenta os casos de cada geração sucessiva, finalizando com os vivos. Todo nome é mencionado, cada caso minuciosamente investigado. Aceitam-se nomes, e rejeitam-se nomes. Quando alguém tem pecados que permaneçam nos livros de registro, para os quais não houve arrependimento nem perdão, seu nome será omitido do livro da vida, e o relato de suas boas ações apagado do livro memorial de Deus” (WHITE, 2013, p. 483).

 

[10] “Os nomes de todos aqueles que uma vez se entregaram a Deus estão escritos no livro da vida, e o seu caráter está sendo passado agora em revista diante dEle. Anjos de Deus avaliam o valor moral. Eles observam o desenvolvimento do caráter naqueles que vivem agora, para ver se os seus nomes podem ser conservados no livro da vida. É-nos concedido um tempo de graça para lavarmos e alvejarmos as veste do caráter no sangue do Cordeiro. Quem está fazendo isso? Quem está se afastando do pecado e egoísmo?”, Batistone (1989, p. 48) citando Seventh Day Adventist Bible Commentary, vol. 7, p. 960.

Apocalipse – possibilidades (capítulo 2: Tiatira)

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Ap  Texto (ARA, 3ª ed) Leitura com a fundamentação das possibilidades que tentam alcançar a intenção do profeta João Texto enxuto
2.18 Ao anjo da igreja em Tiatira escreve: Estas coisas diz o Filho de Deus, que tem os olhos como chama de fogo e os pés semelhantes ao bronze polido:
Para o mensageiro que receberá esta mensagem lá na igreja de Tiatira, você diz assim João: o Autor desta mensagem é Aquele que é Deus e Homem ao mesmo tempo; é Criador, mas também criatura; é eterno e Pai da eternidade (cf. Is 9.6), mas também tem começo a partir do momento em que nasceu de Deus e de uma mulher, e, por isso, também é Filho; Aquele cujos olhos você, João, comparou com chamas de fogo, e os pés com uma peça de bronze bem polido, que foi refinado em fornalha:
Para o mensageiro que receberá esta mensagem lá na igreja de Tiatira, você diz assim João: o Autor desta mensagem é Aquele é Deus e Homem ao mesmo tempo; é Criador, mas também criatura; é eterno e Pai da eternidade, mas também tem começo a partir do momento em que nasceu de Deus e de uma mulher, e, por isso, também é Filho; Aquele cujos olhos você, João, comparou com chamas de fogo, e os pés com uma peça de bronze bem polido, que foi refinado em fornalha:
2.19 Conheço as tuas obras, o teu amor, a tua fé, o teu serviço, a tua perseverança e as tuas últimas obras, mais numerosas do que as primeiras. Eu conheço o que vocês da igreja de Tiatira fazem e farão, vosso amor simples e autêntico, vossa convicção e obra de servo fiel, vossa constância, bem como as últimas obras de vocês – em muito maior quantidade[1] em relação ao início da comunidade contemporânea a João, e ao início do período de 538 até a Reforma Protestante. Eu conheço o que vocês da igreja de Tiatira fazem e farão, vosso amor simples e autêntico, vossa convicção e obra de servo fiel, vossa constância, bem como as últimas obras de vocês – em muito maior quantidade em relação ao início da comunidade contemporânea a João, e ao início do período de 538 até a Reforma Protestante.
2.20 Tenho, porém, contra ti o tolerares que essa mulher, Jezabel, que a si mesma se declara profetisa, não somente ensine, mas ainda seduza os meus servos a praticarem a prostituição e a comerem coisas sacrificadas aos ídolos. No entanto, discordo do fato de, tanto na atual Tiatira quanto no período da Tiatira profética, vocês não terem o poder dado a Elias para combater Jezabel. Vocês estão mais para o fraco e condescendente Acabe do que para o corajoso e zeloso Elias! O que Eu quero dizer é o seguinte: entre vocês existem os que paganizam[2] Meus ensinos, e ainda se intitulam Meus profetas/minhas profetisas. Pior, a ousadia é explícita, pois esses/essas influenciam Meus servos a misturarem tudo – Minhas revelações com as ideias e tradições humanas perversas – e se alimentam mal, comendo o que é consagrado aos demônios (cf. I Co 10.18-21). O papado pratica idolatria, muda Meus mandamentos como se Eu autorizasse isso! O sábado da Criação permanece separado por Mim; eu nunca pedi que o trocassem pelo domingo! Mas esses falsos seguidores do Cristo tentam usurpar Minha autoridade de Criador, adulteram Meus ensinos e os que trabalham por Mim caem nas práticas desobedientes deles. O papado também trai o Cristianismo com sua politicagem corrupta com os reis da Terra, no lugar de oportunizar um estilo de vida honesto, sem avareza e santo! Eu não levantei esses falsos cristãos. Eles não Me representam e muito menos Me substituem! Seus serviços não mais são para Mim. Suas oferendas não são oferecidas a Mim. O que comem não é para sua saúde nem para Minha glória. No entanto, discordo do fato de, tanto na atual Tiatira quanto no período da Tiatira profética, vocês não terem o poder dado a Elias para combater Jezabel. Vocês estão mais para o fraco e condescendente Acabe do que para o corajoso e zeloso Elias! O que Eu quero dizer é o seguinte: entre vocês existem os que paganizam Meus ensinos, e ainda se intitulam Meus profetas/minhas profetisas. Pior, a ousadia é explícita, pois esses/essas influenciam Meus servos a misturarem tudo – Minhas revelações com as ideias e tradições humanas perversas – e se alimentam mal, comendo o que é consagrado aos demônios. O papado pratica idolatria, muda Meus mandamentos como se Eu autorizasse isso! O sábado da Criação permanece separado por Mim; eu nunca pedi que o trocassem pelo domingo! Mas esses falsos seguidores do Cristo tentam usurpar Minha autoridade de Criador, adulteram Meus ensinos e os que trabalham por Mim caem nas práticas desobedientes deles. O papado também trai o Cristianismo com sua politicagem corrupta com os reis da Terra, no lugar de oportunizar um estilo de vida honesto, sem avareza e santo! Eu não levantei esses falsos cristãos. Eles não Me representam e muito menos Me substituem! Seus serviços não mais são para Mim. Suas oferendas não são oferecidas a Mim. O que comem não é para sua saúde nem para Minha glória.
2.21 Dei-lhe tempo para que se arrependesse; ela, todavia, não quer arrepender-se da sua prostituição. Mas assim como a Jezabel do AT, Eu lhe dei chances reais de aprendizagens e mudança de visão, das ideias humanas para as ideias do Fabricante da humanidade; ela não Me escutou, nem a Elias. O mesmo tem ocorrido e acontecerá com aqueles que são bem representados por ela: são teimosos e não permitem que Eu lhes transforme da corrupção para a harmonia com os Mandamentos e caráter do Cristo. Mas assim como a Jezabel do AT, Eu lhe dei chances reais de aprendizagens e mudança de visão, das ideias humanas para as ideias do Fabricante da humanidade; ela não Me escutou, nem a Elias. O mesmo tem ocorrido e acontecerá com os que a representam: são teimosos e não permitem que Eu lhes transforme da corrupção para a harmonia com os Mandamentos e caráter do Cristo.
2.22 Eis que a prostro de cama, bem como em grande tribulação os que com ela adulteram, caso não se arrependam das obras que ela incita. Vou castigar esses falsos cristãos por meio de sua própria licenciosidade: sua corrupção com o mundo e os governantes que não Me temem os atormentará, pois de seus amantes passarão a ser seus algozes; isso se continuarem não querendo aprender e transformar seu estilo de vida, e permanecerem na prática de tudo isso que falei[3]. Vou castigar esses falsos cristãos por meio de sua própria licenciosidade: sua corrupção com o mundo e os governantes que não Me temem os atormentará, pois de seus amantes passarão a ser seus algozes; isso se continuarem não querendo aprender e transformar seu estilo de vida, e permanecerem na prática de tudo isso que falei.
2.23 Matarei os seus filhos, e todas as igrejas conhecerão que eu sou aquele que sonda mentes e corações, e vos darei a cada um segundo as vossas obras. Quando Eu retornar matarei os descendentes ou continuadores dessa monstruosidade que fez sofrer a tantos filhos Meus, e após o juízo final os destruirei eternamente. Já os cristãos verdadeiros de todas as épocas presenciaram isso e confirmarão que, de fato, Eu sou capaz de conhecer um ser humano por completo, suas ações e intenções, seus contextos, motivos, planos, escolhas e condutas, e respeito isso concedendo o destino que cada um conscientemente optou e semeou ao longo de sua vida. Quando Eu retornar matarei os descendentes ou continuadores dessa deformidade, e após o juízo final os destruirei eternamente. Já os cristãos verdadeiros de todas as épocas presenciaram isso e confirmarão que, de fato, Eu sou capaz de conhecer um ser humano por completo, suas ações e intenções, seus contextos, motivos, planos, escolhas e condutas, e respeito isso concedendo o destino que cada um conscientemente optou e semeou ao longo de sua vida.
2.24 Digo, todavia, a vós outros, os demais de Tiatira, a tantos quantos não têm essa doutrina e que não conheceram, como eles dizem, as coisas profundas de Satanás: Outra carga não jogarei sobre vós; No entanto, Eu afirmo a vocês de Tiatira e aos do período de 538 a 1517 A.D.[4], todos os que optaram por não seguir essa doutrina sincretizadora dos Meus ensinamentos com as tradições dos homens, como vocês mesmos acertadamente denominaram, “as coisas profundas de Satanás”, ou seja, a domesticação do pecado e sua inserção na religião cristã por meio da quebra dos mandamentos morais, e a consequente diminuição de Minha autoridade como Deus Criador diante da maximização da autoridade papal e sua pedagogia humanista que reinterpreta relativistamente Minha revelação profética: esse fardo não receberá acréscimo[5], não deixarei que Satanás e sua semente dificultem mais a vida de vocês; No entanto, Eu afirmo a vocês de Tiatira e aos do período de 538 a 1517 A.D., todos os que optaram por não seguir essa doutrina sincretizadora dos Meus ensinamentos com as tradições dos homens, como vocês mesmos acertadamente denominaram, “as coisas profundas de Satanás”, ou seja, a domesticação do pecado e sua inserção na religião cristã por meio da quebra dos mandamentos morais, e a consequente diminuição de Minha autoridade como Deus Criador diante da maximização da autoridade papal e sua pedagogia humanista que reinterpreta relativistamente Minha revelação profética: esse fardo não receberá acréscimo, não deixarei que Satanás e sua semente dificultem mais a vida de vocês;
2.25 tão-somente conservai[6] o que tendes, até que eu venha. “Aquele, pois, que pensa estar em pé veja que não caia” (1 Co 10.12); “E eis que venho sem demora, e comigo está o galardão que tenho para retribuir a cada um segundo as suas obras” (Ap 22.11). “Aquele, pois, que pensa estar em pé veja que não caia”; “E eis que venho sem demora, e comigo está o galardão que tenho para retribuir a cada um segundo as suas obras”.
2.26 Ao vencedor, que guardar até ao fim as minhas obras, eu lhe darei autoridade sobre as nações,[7] Quem continuar vencendo e obedecendo aos Meus ensinamentos, e praticando o mesmo estilo de vida que Eu vivi, receberá de Mim autoridade (Mt 28.18) para edificar (1 Co 13.10), Quem continuar vencendo e obedecendo aos Meus ensinamentos, e praticando o mesmo estilo de vida que Eu vivi, receberá de Mim autoridade para edificar,
2.27 e com cetro de ferro as regerá e as reduzirá a pedaços como se fossem objetos de barro; e para destruir, Comigo à frente (cf. Nm 24.17, Sl 2.8,9 e Ap 12.5), a semente de Satanás ou os pecadores que optaram por continuar na corrupção e crueldade de seus pecados; farei com que os vencedores virem o jogo e os vençam; e o mal deixará de existir, como um vaso quebrado e reduzido ao pó; e para destruir, Comigo à frente, a semente de Satanás ou os pecadores que optaram por continuar na corrupção e crueldade de seus pecados; farei com que os vencedores virem o jogo e os vençam; e o mal deixará de existir, como um vaso quebrado e reduzido ao pó;
2.28 assim como também eu recebi de meu Pai, dar-lhe-ei ainda a estrela da manhã[8]. e assim como Eu recebi de Meu Pai o que mais quis – Minhas criaturas livres e salvas de Satanás –, também darei ao que continuar vencendo o que ele mais almeja: o fim das trevas por meio da refulgente glória de Meu retorno ao planeta Terra. e assim como Eu recebi de Meu Pai o que mais quis – Minhas criaturas livres e salvas de Satanás –, também darei ao que continuar vencendo o que ele mais almeja: o fim das trevas por meio da refulgente glória de Meu retorno ao planeta Terra.
2.29 Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas. Quem tem interesse em aprender de Mim, atenda ao Espírito Santo que está conduzindo as mentes de João (na recepção desta mensagem e sua escrita) e Meus outros mensageiros (na leitura e transmissão dela) para as sete igrejas. Quem tem interesse em aprender de Mim, atenda ao Espírito Santo que está conduzindo as mentes de João e Meus outros mensageiros para as sete igrejas.

 

Referências:

BATTISTONE, Joseph J. Lições da Escola Sabatina, 2º Trimestre de 1989, nº 374, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP.

BELVEDERE, Daniel. Seminário: As Revelações do Apocalipse. Edição do Professor, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP, 2ª ed., 1987.

CLARKE, Adam. Commentary on the New Testament, vol. 2, 1817. Disponível em: <https://archive.org/details/clarkescommentar00clar>. Acesso em: jan. 2017.

MAXWELL, C. Mervyn; GRELMANN, Hélio Luiz. Uma nova era segundo as profecias do Apocalipse. Casa Publicadora Brasileira, 2004.

MILLER, William. Evidence from Scripture and History of the Second Coming of Christ, 1843. Disponível em: <https://archive.org/details/WilliamMillerEvidenceFromScriptureAndHistoryOfTheSecondComingOf>. Acesso em: jan. 2017.

RAMOS, Samuel. As Revelações do Apocalipse, v. 1, 2006.

SILVA, Rodrigo Pereira. Comentário Gramático Histórico do Apocalipse – Anotações para acompanhamento de classes. Faculdade Adventista de Teologia, 2009. Disponível em: <http://www.adventistas.com/wp-content/uploads/2014/10/Comentario-Gramatico-Historico-do_Apocalipse-Rodrigo-P-Silva.pdf>. Acesso em: jan. 2017.

SMITH, Urias. As profecias de Daniel e Apocalipse, vol. 2. O livro de Apocalipse, 1979.

THIELE, Edwin R.; BERG, Henrique. Apocalipse – esboços de estudos, 1960. Disponível em: <http://www.iasdsapiranga.com.br/assets/esbo%C3%A7os-do-apocalipse.pdf>. Acesso em: fev. 2017.

WATSON, Richard. A Biblical and Theological Dictionary, 1833. Disponível em: <https://archive.org/details/biblicaltheologi00wats>. Acesso em: jan. 2017.

WHITE, Ellen G. O Grande Conflito, 2013. Disponível em: <http://centrowhite.org.br/files/ebooks/egw/O%20Grande%20Conflito.pdf>. Acesso em: fev. 2017.

[1] “Tiatira significa ‘perfume suave de labor’ ou ‘sacrifício de contrição’. Este nome descreve bem o estado da igreja de Jesus Cristo durante o longo período de triunfo e perseguição papal. Este tempo que foi de terrível tribulação sobre a igreja, como nunca houve (Mat. 24:21) melhorou a condição religiosa dos crentes. Daí o receberem por suas obras, caridade, serviço, fé e paciência, o elogio dAquele cujos olhos são como chama de fogo. As obras são de novo mencionadas como dignas de duplo elogio, visto que as últimas são melhores do que as primeiras. A condição dos membros melhorou, cresceram na graça e em todos estes elementos do cristianismo. Este progresso, nessas condições, foi elogiado pelo Senhor. Esta igreja é a única elogiada por progresso em coisas espirituais. Mas assim como na igreja de Pérgamo as circunstâncias desfavoráveis não eram desculpa para falsas doutrinas na igreja, nesta, a quantidade de trabalho, caridade, serviço, fé ou paciência não pode compensar igual pecado. É-lhes apresentado, pois, uma censura por tolerarem no seu meio um agente de Satanás” (SMITH, 1979, p. 39,40).

[2] “Jezabel, filha de um rei sidônio, adoradora de Baal, a qual introduziu a idolatria e corrupção religiosa em Israel, é aqui o símbolo da apostasia e corrupção religiosa aberta. A igreja se paganizara.” – SRA/EP, p. 36. “Como filha de um rei pagão e adoradora de Baal, ela proveu a motivação para a apostasia de Acabe (I Reis 16:31-33; 18:19; 21:25 e 26). Perseguiu os profetas de Deus e pessoas fiéis (I Reis 18:4 e 13; 19:1-3; 21:5-15). Jezabel era prostituta e feiticeira (II Reis 9:22). Devido a sua vida perversa, o desagrado de Deus incidiu sobre ela (II Reis 9:30-37)” (BELVEDERE, 1987, p. 36). “Jezabel é um nome figurado, alusivo à mulher de Acabe, que matou os profetas de Jeová, levou seu marido à idolatria e alimentou os profetas de Baal à sua própria mesa. Não se podia usar uma figura mais flagrante para representar as abominações papais (Ver 1 Reis 18, 19, 21). Vê-se, pela história, bem como por este versículo, que a Igreja de Cristo tolerava que alguns dos monges papais pregassem e ensinassem no meio dela” (MILLER, 1843, p. 139). “Como filha de um rei pagão e adoradora de Baal, ela proveu a motivação para a apostasia de Acabe (I Reis 16:31-33; 18:19; 21:25 e 26). Perseguiu os profetas de Deus e pessoas fiéis (I Reis 18:4 e 13; 19:1-3; 21:5-15). Jezabel era prostituta e feiticeira (II Reis 9:22). Devido a sua vida perversa, o desagrado de Deus incidiu sobre ela (II Reis 9:30-37). Que organização possuía as características de Jezabel durante a Idade Média? O papado medieval praticou a idolatria. A veneração do papa, de imagens e relíquias, do domingo em lugar do verdadeiro sábado, de sacerdotes terrestres como mediadores em lugar de Cristo, e dos elementos na missa – tudo isso constituía idolatria. A imoralidade espiritual provinha da aceitação de ensinos e práticas procedentes de religiões pagãs” (BATISTONE, 1989, p. 38).

[3] “Jezabel, que se diz profetisa, ensinou a igreja a se prostituir com a idolatria. A Igreja de Roma ensina que:1. o papa é o mediador; 2. que se pode confiar nas próprias obras para expiação do pecado; 3. longas peregrinações; 4. atos de penitência; 5. adoração de relíquias; 6. construção de igrejas, de relicários e de altares; 7. pagamento de grandes somas à igreja; 8. generalizou-se a adoração de imagens; 9. acedem-se velas perante imagens e orações são feitas às imagens; 10. o erro da imortalidade natural do homem e consciência na morte; 11. adoração da Virgem Maria; 12. a heresia do tormento eterno; 13. doutrina das indulgências; 14. santificação do domingo; 15. a implantação do idolátrico sacrifício da Missa. ‘O meio dia do papado foi a meia noite do mundo’ (O grande Conflito, p. 60)” (RAMOS, 2006, p. 112).

[4] “’Aos restantes que estão em Tiatira’ é uma referência aos grupos de cristãos sinceros e leais ao cristianismo apostólico na Idade Média: os Valdenses, Albigenses, Lolardos, os Irmãos Unidos, a Igreja dos Irmãos na Boêmia e Morávia” (RAMOS, 2006, p. 126).

[5] “’Outra carga não jogarei sobre vós.’ – Cremos que é aqui prometido à igreja alívio da carga, a saber, que durante tanto tempo suportou o peso da opressão papal. Não pode aplicar-se à recepção de novas verdades, porque a verdade não é uma carga para nenhum ser responsável. Mas os dias de tribulação que haviam de vir sobre a igreja seriam abreviados por causa dos escolhidos (Mat. 24:22). ‘Serão ajudados’, diz o profeta, ‘com um pequeno socorro.’ (Dan. 11:34). ‘E a terra ajudou a mulher’, diz João (Apoc. 12:16)” (SMITH, 1979, p. 41).

[6] “A admoestação. – ‘Conservai o que tendes, até que eu venha.’ Estas palavras do Filho de Deus apresentam-nos uma vinda incondicional. As igrejas de Éfeso e Pérgamo eram ameaçadas com esta vinda sob condições: ‘Arrepende-te, pois, quando não, em breve virei a ti.’ Esta vinda implicava um castigo. Mas aqui se apresenta uma vinda de caráter diferente. Não é uma ameaça de castigo. Não depende de condição. É proposta ao crente como uma esperança, e não se pode referir a outro acontecimento senão à futura segunda vinda do Senhor em glória, em que cessarão as provações do cristão. Então seus esforços na carreira da vida e sua luta pela coroa de justiça serão recompensados com sucesso eterno. Esta igreja leva-nos ao tempo em que começam a cumprir-se os mais imediatos sinais da Sua vinda iminente. Em 1780, dezoito anos antes do fim deste período, realizaram-se os sinais preditos no Sol e na Lua. (Ver os comentários sobre Apoc. 6:12). E, referindo-Se a esses sinais, disse o Salvador: ‘Quando estas coisas começarem a acontecer, olhai para cima e levantai as vossas cabeças, porque a vossa redenção está próxima.’ (Luc. 21:28). Na história desta igreja atingimos um ponto em que o fim se aproxima tanto que a atenção do povo podia chamar-se mais particularmente para esse acontecimento. Para todo o intervalo de tempo Cristo disse: ‘Negociai até que Eu venha.’ (Luc. 19:13). Mas, para agora diz: ‘Retende-o até que Eu venha.’” (SMITH, 1979, p. 42).

[7] “‘Autoridade sobre as nações’ – Neste mundo dominam os ímpios, e os servos de Cristo não são estimados. Mas está chegando o tempo em que a justiça terá a primazia, em que toda impiedade será vista à sua verdadeira luz e será plenamente desacreditada, e em que o cetro do poder estará nas mãos do povo de Deus. Esta promessa é esclarecida pelos seguintes fatos e afirmações bíblicas: As nações hão de ser entregues pelo Pai nas mãos de Cristo para serem esmigalhadas com uma vara de ferro e despedaçadas como um vaso de oleiro (Sal. 2:8, 9). Os santos associar-se-ão com Cristo quando Ele assim iniciar Sua obra de poder e juízo (Apoc. 3:21). Hão de reinar com Ele, nessas funções, por mil anos (Apoc. 20:4). Durante este período é determinado o grau do castigo dos ímpios e dos anjos maus (1 Cor. 6:2, 3). No fim dos mil anos terão a honra de participar com Cristo na execução da sentença escrita (Sal. 49:9)” (SMITH, 1979, p. 42).

[8] Possibilidades: (I) “’estrela da manhã’ – interpretada por alguns adventistas como sendo uma alusão à Reforma Protestante, especialmente Calvino. O SDABC, porém, aplica a expressão exclusivamente a Cristo (Apoc. 22:16; 2 Pedro 1:19). J. P. M. Sweet conecta este símbolo da estrela, bem como o outro do cetro, com a profecia de Balaão em Núm. 24:17, o que é bem razoável” (SILVA, 2009, p. 90). (II) “Refere-se a Cristo (Apoc. 22:16; comparar com II S. Ped. 1:19), mas às vezes também é aplicada a Wycliffe, ‘a estrela da manhã da Reforma’ (Ver Grande Conflito, pg. 78)” (BATISTONE, 1989, P. 39). (III) “Cristo diz, em Apoc. 22:16, que Ele próprio é a Estrela da Manhã. A estrela da manhã é a imediata precursora do dia. A aqui chamada Estrela da Manhã é chamada Estrela da Alva em 2 Pedro 1:19, onde está relacionada com o amanhecer: “Até que o dia clareie e a Estrela da Alva nasça em vossos corações Durante a penosa noite de vigília dos santos a palavra de Deus derrama a necessária luz sobre o seu caminho. Mas quando a Estrela da Alva lhes aparece nos corações, ou a Estrela da Manhã é dada aos vencedores, entrarão numa relação tão íntima com Cristo que os seus corações ficarão completamente iluminados pelo Seu Espírito, e eles andarão na Sua luz. Então não mais terão necessidade da firme palavra da profecia, que agora brilha como uma luz em lugar escuro” (SMITH, 1979, p. 42,43). (IV) “Neste mundo, os ímpios se mantêm no poder, e os servos de Cristo são, aparentemente, de nenhum valor. Virá, porém, o tempo em que a justiça estará em ascendência. 1. As nações serão entregues pelo Pai às mãos de Cristo, a fim de serem regidas com vara de ferro e despedaçadas como um vaso de oleiro (Salmos 2:8-9). 2. Associados a Cristo em sua obra de poder e de julgamento estarão os Seus santos (Apoc. 3:21). 3. Reinarão com Ele nesta função por mil anos (Apoc. 20:4). 4. Durante esse período é determinado o grau de castigo para os homens ímpios e anjos maus (I Cor. 6:2-3). 5. Ao final dos mil anos todos os santos partilharão com Cristo a execução da sentença dos ímpios (Salmos 149:9). A promessa final é que todos os santos receberão a “estrela da manhã,” esse é o próprio Jesus: “Eu, Jesus, enviei o meu anjo para vos testificar estas coisas nas igrejas: Eu sou a raiz e a geração de Davi, a resplandecente estrela da manhã” (Apoc. 22:16)” (RAMOS, 2006, p. 127,128).

Apocalipse – possibilidades (capítulo 2: Pérgamo)

 

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Ap  Texto (ARA, 3ª ed)

Leitura com a fundamentação das

possibilidades que tentam alcançar a intenção

do profeta João

Texto enxuto

 

2.12 Ao anjo da igreja em Pérgamo escreve: Estas coisas diz aquele que tem a espada afiada de dois gumes: Para o mensageiro que receberá esta mensagem lá na igreja de Pérgamo, você diz assim João: o Autor desta mensagem é Aquele que tem saindo de sua boca uma espada afiada que corta nas duas laterais, representando o poder de ação imediata de sua palavra ou intenção pronunciada (cf. 1.16): Para o mensageiro que receberá esta mensagem lá na igreja de Pérgamo, você diz assim João: o Autor desta mensagem é Aquele que tem saindo de sua boca uma espada afiada que corta nas duas laterais, representando o poder de ação imediata de sua palavra ou intenção pronunciada:
2.13 Conheço o lugar em que habitas, onde está o trono de Satanás, e que conservas o meu nome e não negaste a minha fé, ainda nos dias de Antipas, minha testemunha, meu fiel, o qual foi morto entre vós, onde Satanás habita. Eu conheço o lugar em que vocês da igreja de Pérgamo habitam, o mesmo onde se encontra o trono de Satanás, ou seja, o “centro administrativo e exportador do culto ao Imperador” (SILVA, 2009, p. 87) romano. Também minha presciência vê que, entre 313 – 538 d.C. Pérgamo será o centro de adoração papal[1], outro trono de Satanás. No entanto, tanto nesses dias como naqueles, vocês se agarrarão com firmeza nos Meus ensinamentos, e não renunciarão a Minha definição de fé ainda nos dias de Antipas[2], Minha testemunha, Meu fiel, o qual foi morto entre vós, onde Satanás habita hoje e habitará em Roma papal. Eu conheço o lugar em que vocês da igreja de Pérgamo habitam, o mesmo onde se encontra o trono de Satanás, ou seja, o “centro administrativo e exportador do culto ao Imperador” romano. Também minha presciência vê que, entre 313 – 538 d.C. Pérgamo será o centro de adoração papal, outro trono de Satanás. No entanto, tanto nesses dias como naqueles, vocês se agarrarão com firmeza nos Meus ensinamentos, e não renunciarão a Minha definição de fé ainda nos dias de Antipas, Minha testemunha, Meu fiel, o qual foi morto entre vós, onde Satanás habita hoje e habitará em Roma papal.
2.14 Tenho, todavia, contra ti algumas coisas, pois que tens aí os que sustentam a doutrina de Balaão, o qual ensinava a Balaque a armar ciladas diante dos filhos de Israel para comerem coisas sacrificadas aos ídolos e praticarem a prostituição. Mas, infelizmente, não tenho apenas elogios para vocês em Pérgamo: entre vocês estão os que agem como Balaão, aquele profeta que “queria” Deus mas também queria o mundo (cf. 2ª Pe 2.15; Jd 11). Do mesmo modo, há uma relação ilícita entre alguns de vocês e o mundo que induz à mistura entre a Minha religião e o paganismo. Como consequência disso, Constantino (313 A.D.) tentará unir a filosofia do império romano pagão e Meus ensinos. Balão ensinou o rei Balaque como colocar armadilhas para o povo de Israel, seduzindo israelitas ao pecado. Balaão foi exitoso, pois alguns de Israel comeram[3] o que fora oferecido aos deuses moabitas, e também traíram suas esposas ou fornicaram com mulheres de Moabe[4]. Semelhantemente, o Cristianismo será maculado pela aliança entre uma igreja cristã (Igreja Católica Apostólica Romana) e o Estado; “deformidade e libertinagem” (THIELE; BERG, 1960, p. 63) serão os resultados. Mais especificamente “avareza, hipocrisia, idolatria e imoralidade” (BATISTONE, 1989, p. 14)[5]. Mas, infelizmente, não tenho apenas elogios para vocês em Pérgamo: entre vocês estão os que agem como Balaão, aquele profeta que “queria” Deus mas também queria o mundo (cf. 2ª Pe 2.15; Jd 11). Do mesmo modo, há uma relação ilícita entre alguns de vocês e o mundo que induz à mistura entre a Minha religião e o paganismo. Como consequência disso, Constantino tentará unir a filosofia do império romano pagão e Meus ensinos. Balão ensinou o rei Balaque como colocar armadilhas para o povo de Israel, seduzindo israelitas ao pecado. Balaão foi exitoso, pois alguns de Israel comeram o que fora oferecido aos deuses moabitas, e também traíram suas esposas ou fornicaram com mulheres de Moabe. Semelhantemente, o Cristianismo será maculado pela aliança entre uma igreja cristã (Igreja Católica Apostólica Romana) e o Estado; “deformidade e libertinagem” serão os resultados. Mais especificamente “avareza, hipocrisia, idolatria e imoralidade”.
2.15 Outrossim, também tu tens os que da mesma forma sustentam a doutrina dos nicolaítas.
Também reprovo aqueles que, entre vocês, escolheram os ensinos dos nicolaítas (os quais Eu odeio e Meus seguidores de séculos atrás também odiaram! Ap 2.6) – obedecer à uns mandamentos Meus e ignorar outros mandamentos! Eles doutrinam a muitos que Meu evangelho anula Meus mandamentos, e que a fé desobriga a obediência completa!! “Os nicolaítas ensinavam que as obras da carne não afetam a pureza da alma, não tendo, portanto, nenhuma influência sobre a nossa salvação” (BATISTONE, 1989, p. 14)[6].

 

Também reprovo aqueles que, entre vocês, escolheram os ensinos dos nicolaítas (os quais Eu odeio e Meus seguidores de séculos atrás também odiaram! Ap 2.6) – obedecer à uns mandamentos Meus e ignorar outros mandamentos! Eles doutrinam a muitos que Meu evangelho anula Meus mandamentos, e que a fé desobriga a obediência completa!! “Os nicolaítas ensinavam que as obras da carne não afetam a pureza da alma, não tendo, portanto, nenhuma influência sobre a nossa salvação”.
2.16 Portanto, arrepende-te; e, se não, venho a ti sem demora e contra eles pelejarei com a espada da minha boca.
Eu ordeno que vocês reconheçam isso, uma vez que estou Lhes oportunizando aprendizagem e relembranças! Caso contrário Eu irei até o lugar onde essas pessoas estão, e as combaterei com a espada de Minha boca, representando o poder de ação imediata de Minha palavra ou intenção pronunciada. E essa guerra será tanto filosófica quanto (meta)física, tanto nesses dias do profeta João e no período entre 313 – 538 A.D., quanto na Minha segunda vinda (cf. Ap 19.15).
Eu ordeno que vocês reconheçam isso, uma vez que estou Lhes oportunizando aprendizagem e relembranças! Caso contrário Eu irei até o lugar onde essas pessoas estão, e as combaterei com a espada de Minha boca, representando o poder de ação imediata de Minha palavra ou intenção pronunciada. E essa guerra será tanto filosófica quanto (meta)física, tanto nesses dias do profeta João e no período entre 313 – 538 A.D., quanto na Minha segunda vinda (cf. Ap 19.15).
2.17 Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas: Ao vencedor, dar-lhe-ei do maná escondido, bem como lhe darei uma pedrinha branca, e sobre essa pedrinha escrito um nome novo, o qual ninguém conhece, exceto aquele que o recebe.
Quem tem interesse em aprender de Mim, atenda ao Espírito Santo que está conduzindo as mentes de João (na recepção desta mensagem e sua escrita) e Meus outros mensageiros (na leitura e transmissão dela) para as sete igrejas. O Espírito afirma: quem continuar vencendo e obedecendo aos ensinamentos de Jesus, em vez dos sincretismos nicolaítas e balaamitas (ou seja, as tradições dos homens que contaminam a Palavra de Deus), será mantido por Mim inclusive materialmente, como Eu fiz com o povo de Israel no deserto, dando-lhe diariamente (menos no sábado) o maná! Para ele Eu desvelarei Minhas fontes de recursos, as quais permanecerão escondidas para aqueles que escolherem não obedecer[7]. Também prometo entregar aos vencedores obedientes uma pedrinha branca, um singelo símbolo de nossa intimidade aqui em sua casa terrena, bem como um presente Meu para você, vencedor, quando nos encontrarmos lá no Céu! Inscreverei na sua pedrinha um novo nome, representando seu novo caráter, glorificado e com novos dons espirituais concedidos por Mim. Lá nas moradas do Pai esse novo caráter será desvelado na medida em que você for convivendo com os outros salvos vencedores[8].
Quem tem interesse em aprender de Mim, atenda ao Espírito Santo que está conduzindo as mentes de João e Meus outros mensageiros para as sete igrejas. O Espírito afirma: quem continuar vencendo e obedecendo aos ensinamentos de Jesus, em vez dos sincretismos nicolaítas e balaamitas (ou seja, as tradições dos homens que contaminam a Palavra de Deus), será mantido por Mim inclusive materialmente, como Eu fiz com o povo de Israel no deserto, dando-lhe diariamente (menos no sábado) o maná! Para ele Eu desvelarei Minhas fontes de recursos, as quais permanecerão escondidas para aqueles que escolherem não obedecer. Também prometo entregar aos vencedores obedientes uma pedrinha branca, um singelo símbolo de nossa intimidade aqui em sua casa terrena, bem como um presente Meu para você, vencedor, quando nos encontrarmos lá no Céu! Inscreverei na sua pedrinha um novo nome, representando seu novo caráter, glorificado e com novos dons espirituais concedidos por Mim. Lá nas moradas do Pai esse novo caráter será desvelado na medida em que você for convivendo com os outros salvos vencedores.

 

Referências:

BATTISTONE, Joseph J. Lições da Escola Sabatina, 2º Trimestre de 1989, nº 374, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP.

CLARKE, Adam. Commentary on the New Testament, vol. 2, 1817. Disponível em: <https://archive.org/details/clarkescommentar00clar>. Acesso em: jan. 2017.

MAXWELL, C. Mervyn; GRELMANN, Hélio Luiz. Uma nova era segundo as profecias do Apocalipse. Casa Publicadora Brasileira, 2004.

MILLER, William. Evidence from Scripture and History of the Second Coming of Christ, 1843. Disponível em: <https://archive.org/details/WilliamMillerEvidenceFromScriptureAndHistoryOfTheSecondComingOf>. Acesso em: jan. 2017.

SILVA, Rodrigo Pereira. Comentário Gramático Histórico do Apocalipse – Anotações para acompanhamento de classes. Faculdade Adventista de Teologia, 2009. Disponível em: <http://www.adventistas.com/wp-content/uploads/2014/10/Comentario-Gramatico-Historico-do_Apocalipse-Rodrigo-P-Silva.pdf>. Acesso em: jan. 2017.

SMITH, Urias. As profecias de Daniel e Apocalipse, vol. 2. O livro de Apocalipse, 1979.

THIELE, Edwin R.; BERG, Henrique. Apocalipse – esboços de estudos, 1960. Disponível em: <http://www.iasdsapiranga.com.br/assets/esbo%C3%A7os-do-apocalipse.pdf>. Acesso em: fev. 2017.

WATSON, Richard. A Biblical and Theological Dictionary, 1833. Disponível em: <https://archive.org/details/biblicaltheologi00wats>. Acesso em: jan. 2017.

WHITE, Ellen G. O Grande Conflito, 2013. Disponível em: <http://centrowhite.org.br/files/ebooks/egw/O%20Grande%20Conflito.pdf>. Acesso em: fev. 2017.

[1] “Visto que o período representado por Pérgamo foi o do desenvolvimento do papado (313 a 538 A.D.), parece ser evidente que ‘o trono de Satanás’ é uma referência ao centro de adoração papal: Roma” (BATISTONE, 1989, p. 35, 36).

[2] Possibilidades 1: “’Antipas’ – Difícil saber de quem se trata. Não se conhece na história nenhum cristão com esse nome. Alguns pensam que poderia ser uma designação profética signficando “anti-papa”, o que seria uma probabilidade muito remora. Antipas, como lembra o SDABC era um nome comum na época e significava “aquele que assumirá o lugar do Pai” e não, necessariamente, o contra-pai” (SILVA, 2009, p. 88). Possibilidade 2: “Antipas – Há bons motivos para crer que este nome se refira a uma classe de pessoas e não a um indivíduo, porque hoje não se conhece qualquer informação autêntica a respeito de tal personagem. A este propósito diz Guilherme Miller: “Supõe-se que Antipas não tenha sido um indivíduo, mas uma classe de homens que naquele tempo se opunham ao poder dos bispos, ou papas, sendo uma combinação de duas palavras: Anti, contra, oposto, e papas, pai, ou papa. Muitos deles naquele tempo sofreram o martírio em Constantinopla e Roma, onde bispos e papas começavam a exercer o poder que logo reduziria à sujeição os reis da Terra e pisotearia os direitos da igreja de Cristo. E, da minha parte, não vejo motivo para rejeitar esta explicação da palavra „Antipas‟ no texto, pois que a história daqueles tempos é absolutamente omissa acerca de um indivíduo, como o nomeado aqui.” (MILLER, 1843, p. 135, 135). O Dicionário Bíblico de Watson diz: “A antiga história eclesiástica não apresenta informação alguma deste Antipas.” (WATSON, 1833, p.69). O Dr. Clarke menciona a existência de uma obra, intitulada “Atos de Antipas” (CLARKE, 1817, p. 978), mas dá-nos a entender que o seu título não merece crédito” (SMITH, 1979, p. 35, 36).

[3] “’comer coisas sacrificadas a ídolos’ – este era um problema ético sério para a igreja primitiva, desde os dias de Paulo em Corinto (I Cor. 8-10). Os açougues costumavam vender carnes de animais que foram degolados num altar a deuses pagãos. Esses açougues (e a feira de um modo geral) frequentemente ficavam ao lado dos grandes templos. Note que mesmo crendo que a prática em si não seria contrária à fé, Paulo reconheceu o perigo do escândalo ou do embaraço que traria aos novos na fé. Apesar de permitir aos leitores coríntios [sic] que comessem tal carne, recomendou-lhes que o ideal era se absterem dela. João parece menos tolerante que Paulo. Uma curiosa diferença de opinião. A diferença de contexto talvez explique a diferença de posição entre os dois autores bíblicos. Paulo escrevera numa época de relativa paz; João estava em meio ao fogo cruzado de uma perseguição institucionalizada e nestes momentos, qualquer fraqueza, qualquer tipo de tolerância (talvez aceita em tempos de paz) será perigosa” (SILVA, 2009, p.88).

 

[4] Cf. Nm 22.25 e 31.13-16.

 

[5] “As doutrinas censuradas na igreja de Pérgamo eram, sem dúvida, semelhantes em suas tendências, pois levavam à idolatria espiritual e a uma relação ilícita entre a igreja e o mundo. Este espírito produziu finalmente a união entre os poderes civil e eclesiástico, que culminou na formação do papado” (SMITH, 1979, p. 37). “A analogia com Balaão denota que havia em Pérgamo alguns cujo objetivo era dividir e arruinar a igreja incentivando práticas que eram proibidas aos cristãos. … Balaão influenciou Israel a ‘comerem coisas sacrificadas a ídolos e praticarem a prostituição’ (ver Num. 25:1 e 2; 31:16). Esses dois pecados conduziram à mistura do paganismo com a religião verdadeira. Ao ser aplicada à história da Igreja Cristã, essa representação é especialmente apropriada à situação da Igreja no período que se seguiu à legalização do cristianismo por Constantino em 313 A.D. e à sua conversão nominal dez anos mais tarde. Esse imperador adotou um plano de ação que consistia em misturar o paganismo com o cristianismo em tantos pontos quantos fosse possível, na premeditada tentativa de unir os diversos elementos dentro do império e fortalecê-lo desta maneira. A posição favorável, e até dominante, que ele concedeu à Igreja, tornou-a vítima das tentações que sempre acompanham a prosperidade e a popularidade. Sob o reinado de Constantino e seus sucessores, … a Igreja tornou-se rapidamente uma instituição político-eclesiástica e perdeu grande parte de sua espiritualidade anterior” (BATISTONE, 1989, p. 17). “Para conseguir proveitos e honras humanas, a igreja foi levada a buscar o favor e apoio dos grandes homens da Terra; e, havendo assim rejeitado a Cristo, foi induzida a prestar obediência ao representante de Satanás – o bispo de Roma” (WHITE, 2013, p. 42).

[6] Cf. nota 39.

[7] Possibilidades: (I) “Ao que vencer é prometido que há de comer do maná escondido, e, como sinal de aprovação, há de receber do seu Senhor uma pedra branca, com um novo e precioso nome gravado nela. A maior parte dos comentadores aplicam o maná, a pedra branca e o novo nome a bênçãos espirituais a desfrutar já nesta vida. Mas como todas as outras promessas feitas ao vencedor, também esta se refere sem dúvida ao futuro, e será dada quando chegar o tempo de os santos serem recompensados” (SMITH, 1979, p. 37). (II) “’Maná escondido’ – este é um símbolo claramente escatológico. Uma tradição judaica presente nos fragmentos cristãos dos oráculos Sibilinos 3:46-49, no 2 Bar. 29:4-8 e na literatura rabínica entendia que uma parte do maná do deserto estaria estocada e o milagre se repetiria nos tempos messiânicos para alimentar os fiéis. Uma continuação deste tradição diz que quando Jerusalém foi atacada pelos babilônios, Jeremias (2 Mac. 2:4-8) ou um anjo (de acordo com 2 Bar. 6:5-9) teriam escondido a arca e seus objetos sagrados, inclusive o maná. Estes elementos estariam “escondidos” na terra, para serem preservados até aos tempos messiânicos, quando então seriam restaurados. É até possível que a multidão alimentada por Cristo na Galiléia tenha entendido que aquele era o cumprimento da promessa pois foram em busca de mais pão. Seja como for, o texto de Apocalipse parece ser uma alusão profético-espiritual a isso” (SILVA, 2009, p. 88, 89). (III) “Representa a vida espiritual em Cristo agora e a vida eterna pela fé em Jesus” (BATISTONE, 1989, p. 37).

[8] Possibilidades: (I) “Quão natural, pois, a alusão a este costume nas palavras do texto: ‘Darei a comer do maná escondido!’, e depois disso, tendo-o feito participante da Minha hospitalidade, tendo-o como Meu hóspede e amigo, „lhe darei uma pedrinha branca, e sobre essa pedrinha escrito um nome novo, o qual ninguém conhece, exceto aquele que o recebe‟. Dar-lhe-ei um penhor da Minha amizade, sagrada e inviolável, conhecido só por ele”, Henry Blunt citado por Smith (1979, p. 38). (II) “Jacó, depois da sua vitória, ganhou o nome de Israel. Queres tu saber qual será o teu novo nome? É simples, vence. Até então toda a tua curiosidade é vã. Depois o lerás escrito na pedra branca”, John Wesley citado por Smith (1979, p. 38). (III) “’uma pedrinha branca’ – Há várias explicações plausíveis. Nos tribunais da antiguidade pedras brancas (ao contrário de pedras pretas) eram usadas pelo júri para absolver um acusado. Outra seria a de que pedras brancas também eram usadas como ingressos para banquetes e jogos. Pedras brancas também eram dadas a vencedores em competições esportivas. Todos estes usos permitem um transporte legítimo ao imaginário cristão da profecia, mas a escolha entre um deles é puramente hipotética. “’um novo nome’ – pode ser uma nova vida ou o próprio nome de Cristo (Apoc.3:12; 19:12 – embora alguns neguem o paralelo” (SILVA, 2009, p. 89). (IV) “’téssera’ – ‘objetos que serviam de senha, entre os primitivos cristãos.’ – Dicionário Aurélio. N.C.: Joseph Battistone em LES892, cita Isaías 62:2 a respeito de “nome novo” [A ser dado por Deus na Nova Terra, indicando nova personalidade/novo nascimento/nova pátria]” (BATISTONE, 1989, p. 17). (V) “A verdade é que a pedra branca com o novo nome não era qualquer reprodução exata de algum costume ou objeto de uso social daquele tempo. Era uma nova concepção, inventada para este novo objetivo; imaginada unicamente para que, por coisas e formas já familiares, ficasse perfeitamente entendível a todos os leitores das igrejas asiáticas. Continha analogias com muitas coisas embora não fosse reprodução exata de nenhuma delas”, W. M. Ramsay citado por Thiele e Berg (1960, p. 65).

Apocalipse – possibilidades (capítulo 2: Esmirna)

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 Ap   Texto (ARA, 3ª ed)    Leitura com a fundamentação das possibilidades que tentam alcançar a intenção do profeta João  Leitura enxuta              
2.8 Ao anjo da igreja em Esmirna escreve: Estas coisas diz o primeiro e o último, que esteve morto e tornou a viver: Para o mensageiro que receberá esta mensagem lá na igreja de Esmirna, você diz assim João: o Autor desta mensagem é o originador e terminador de tudo, Aquele que está vivo, muito embora tenha morrido, mas voltou à vida: Para o mensageiro que receberá esta mensagem lá na igreja de Esmirna, você diz assim João: o Autor desta mensagem é o originador e terminador de tudo, Aquele que está vivo, muito embora tenha morrido, mas voltou à vida:
2.9 Conheço a tua tribulação, a tua pobreza (mas tu és rico) e a blasfêmia dos que a si mesmos se declaram judeus e não são, sendo, antes, sinagoga de Satanás. Eu conheço a pressão sob a qual vocês da igreja de Esmirna[1] estão, bem como a falta[2] de recursos básicos (mas como Eu enxergo riqueza de caráter em vocês!); vejo de perto também a difamação de Minha Pessoa naqueles que se declaram cristãos[3] e não são; Eu os considero membros da sinagoga de Satanás. Eu conheço a pressão sob a qual vocês da igreja de Esmirna estão, bem como a falta de recursos básicos (mas como Eu enxergo riqueza de caráter em vocês!); vejo de perto também a difamação de Minha Pessoa naqueles que se declaram judeus e não são; Eu os considero membros da sinagoga de Satanás.
2.10 Não temas as coisas que tens de sofrer. Eis que o diabo está para lançar em prisão alguns dentre vós, para serdes postos à prova, e tereis tribulação de dez dias. Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida. Não fiquem com medo exagerado após Eu lhes falar sobre as dificuldades que ainda virão sobre vocês. Eu permitirei que o maior caluniador do universo lance alguns de vocês na prisão, será mais um momento de provação; essa pressão durará dez dias[4]. Por favor, sejam fieis ainda que até a morte, pois Eu lhes garanto que a morte não será o fim de vocês; Eu prometo que, após a ressurreição, colocarei em suas cabeças a coroa da vitória e vida eternas! Não fiquem com medo exagerado após Eu lhes falar sobre as dificuldades que ainda virão sobre vocês. Eu permitirei que o maior caluniador do universo lance alguns de vocês na prisão, será mais um momento de provação; essa pressão durará dez dias. Por favor, sejam fieis ainda que até a morte, pois Eu lhes garanto que a morte não será o fim de vocês; Eu prometo que, após a ressurreição, colocarei em suas cabeças a coroa da vitória e vida eternas!
2.11 Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas: O vencedor de nenhum modo sofrerá dano da segunda morte. Quem tem interesse em aprender de Mim, atenda ao Espírito Santo que está conduzindo as mentes de João (na recepção desta mensagem e sua escrita) e Meus outros mensageiros (na leitura e transmissão dela) das sete igrejas. O Espírito afirma: quem continuar vencendo não receberá a condenação eterna ou segunda morte. Quem tem interesse em aprender de Mim, atenda ao Espírito Santo que está conduzindo as mentes de João e Meus outros mensageiros das sete igrejas. O Espírito afirma: quem continuar vencendo não receberá a condenação eterna ou segunda morte.

 

Referências:

BATTISTONE, Joseph J. Lições da Escola Sabatina, 2º Trimestre de 1989, nº 374, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP.

MAXWELL, C. Mervyn; GRELMANN, Hélio Luiz. Uma nova era segundo as profecias do Apocalipse. Casa Publicadora Brasileira, 2004.

SILVA, Rodrigo Pereira. Comentário Gramático Histórico do Apocalipse – Anotações para acompanhamento de classes. Faculdade Adventista de Teologia, 2009. Disponível em: <http://www.adventistas.com/wp-content/uploads/2014/10/Comentario-Gramatico-Historico-do_Apocalipse-Rodrigo-P-Silva.pdf>. Acesso em: jan. 2017.

[1] “Uma vez mais, todos concordarão que a descrição corresponde adequadamente à experiência da igreja no segundo e terceiro séculos, ou seja, entre o ano 100 e o término da feroz perseguição movida por Diocleciano, em 313” (MAXWELL, 2004, p. 123).

[2] “A pobreza aqui mencionada é πτωχεία [ptocheia], cujo sentido é mais de privação e não apenas de ser pobre” (SILVA, 2009, p. 85).

[3] “Na interpretação simbólica de Esmirna como um período da história da igreja, os falsos “judeus” possivelmente devam ser entendidos como falsos cristãos. Tal interpretação bem poderia corresponder ao elevado número de cristãos gnósticos, cujas engenhosas reinterpretações da Bíblia significaram um pesado fardo de preocupações para os genuínos cristãos bíblicos desse período” (MAXWELL, 2004, p. 123).

[4] Possibilidades: “As dez grandes perseguições podem ser relacionadas desta forma: (a) Sob Nero: 64-68 d. C. (b) Sob Dominiciano: 68-96 d. C. (c) Sob Trajano: 104-117 d. C. (d) Sob Aurélio: 161-180 d. C. (e) Sob Severo: 200-211 d. C. (f) Sob Máximo: 235-237 d. C. (g) Sob Décio: 250-253 d. C. (h) Sob Valeriano: 257-260 d. C. (i) Sob Aureliano: 270-275 d. C. (j) Sob Diocleciano: 303-312 d. C. Durante esse tempo, a matança de cristãos foi tremenda.” Disponível em: <http://piblondrina.com.br/mensagem/item/425-n%C3%A3o-temas-o-que-tens-de-sofrer?tmpl=component&print=1>. Acesso em: jan. 2017. Seriam 10 dias literais ainda na época de João, ou seja, cumprimento imediato (MAXWELL, 2004) e também 10 anos (um dia para cada ano) no futuro, na época de Diocleciano?

O dízimo e as cartas de Paulo

Devolver o dízimo sem ser justo e amável é equivalente a querer ser justo e amável sem devolver o dízimo

Hipóteses:

H1 Paulo afirmou que o dízimo não existia mais.

H2 Paulo afirmou que o dízimo ainda vigorava.

H3 É razoável acreditar que o sistema dízimo-ofertas do AT foi mantido na/adaptado a fase apostólica do povo de Israel (o Israel espiritual, pós-santuário e serviços sacrificais), por meio dos escritos paulinos.

H4 Quem dizima e quem recebe o dízimo, hoje em dia, não obedece à Bíblia.

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Mr. Dawkins, qual o problema com a pedofilia??

Não estou dizendo que ser ateu é sinônimo de ser depravado. Conheço diversos ateus com um comportamento exemplar quando o assunto é cidadania e filantropia. O que estou dizendo é que se não existe um padrão (para os teístas, Deus) para diferenciar entre o certo e o errado, “todas as coisas são permitidas”, como bem disse Fyodor Dostoievsky

Lendo a reportagem sobre o plano de Dawkins e Hitchens de processar o papa Bento XVI, é notório como o ateísmo não consegue lidar com as consequências de suas pressuposições filosóficas. Se “Deus está morto”, qual é o padrão moral que o ser humano deve se espelhar? “O homem é a medida de todas as coisas”, um cético poderá responder. Mas ele terá que responder outra pergunta: Qual homem? (por homem entenda comportamento) Hitler ou Madre Tereza? Stalin ou Gandhi? Pinochet ou Jesus? A ética centralizada no ser humano, como proposta por Kant, não funcionou e pior: trouxe consequências catastróficas para nossa geração.

Veja as palavras do importante filósofo ateu Kai Nielsen, da Calgary University, no Canadá: “Não fomos capazes de mostrar que a razão exige o ponto de vista moral, nem que todas as pessoas realmente racionais não deveriam ser individualistas egoístas ou não morais clássicos. A razão não decide aqui. O que pintei para você não é agradável. A reflexão sobre isso me deprime… A razão prática, pura, mesmo com um bom conhecimento dos fatos, não o levará à moralidade” (“Why should I be moral?”, American Philosophical Quarterly 21 [1984], p. 90). Um ateu sincero admitindo as limitações do ateísmo!

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O humor de Jesus

Imagine um camponês ouvindo Jesus contar que um semeador saiu jogando semente para tudo quanto é lado, algumas caíram na estrada, outras nos espinhos, e assim vai! E logo um gritaria lá de trás da multidão: Este semeador é doido, qualquer um sabe que tem que preparar a terra e colocar a semente com cuidado na vala preparada, pois a semente é cara

Alguns pastores e pregadores confundem a responsabilidade de “expor a bíblia com seriedade” e “expor a bíblia sério” e alegam que o humor é uma forma inapropriada para uma pessoa falar de Deus e do Seu Reino, concluindo que seria desrespeitoso ou até blasfemador comunicar o evangelho de uma forma humorada.

Este argumento seria incoerente com o método que Jesus às vezes optou usar para falar do céu e do seu reino. O que estou querendo dizer é que Jesus usava muito humor para pregar.

Mas por que muitos de nós não vemos de cara o humor de Jesus?

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Apocalipse – possibilidades (capítulo 2: Éfeso)

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Ap

Texto (ARA, 3ª ed)

Leitura com a fundamentação das possibilidades que tentam alcançar a intenção do profeta João

Leitura enxuta

2.1 Ao anjo da igreja em Éfeso escreve: Estas coisas diz aquele que conserva na mão direita as sete estrelas e que anda no meio dos sete candeeiros de ouro: Para o mensageiro que receberá esta mensagem lá na igreja de Éfeso[3], você diz assim João: o Autor desta mensagem é o mesmo que possui e guarda em Sua mão direita os sete mensageiros que receberão este conteúdo, o mesmo que anda por entre as sete igrejas que receberão esta mensagem (cf. Ap 1.20): Para o mensageiro que receberá esta mensagem lá na igreja de Éfeso, você diz assim João: o Autor desta mensagem é o mesmo que possui e guarda em Sua mão direita os sete mensageiros que receberão este conteúdo, o mesmo que anda por entre as sete igrejas que receberão esta mensagem:
2.2 Conheço as tuas obras, tanto o teu labor como a tua perseverança, e que não podes suportar homens maus, e que puseste à prova os que a si mesmos se declaram apóstolos e não são, e os achaste mentirosos; Eu conheço o que vocês da igreja de Éfeso fazem, o seu trabalho em levar para as pessoas Meus ensinos (At 19.23-34) e a sua constância em continuar trabalhando por Mim e pela humanidade; vejo vocês não se relacionando com as pessoas que são prejudiciais por preferirem o mal, e percebi que vocês não se precipitaram (Ef 5.6,7), mas testaram (Ef 5.11,12) os que chegaram aí se dizendo Meus embaixadores por Mim enviados, e ao fazerem assim, vocês descobriram que eles não eram Meus enviados e concluíram que eram falsos e mentirosos (cf. o verso 6); Eu conheço o que vocês da igreja de Éfeso fazem, o seu trabalho em levar para as pessoas Meus ensinos e a sua constância em continuar trabalhando por Mim e pela humanidade; vejo vocês não se relacionando com as pessoas que são prejudiciais por preferirem o mal, e percebi que vocês não se precipitaram, mas testaram os que chegaram aí se dizendo Meus embaixadores por Mim enviados, e ao fazerem assim, vocês descobriram que eles não eram Meus enviados e concluíram que eram falsos e mentirosos;
2.3 e tens perseverança, e suportaste provas por causa do meu nome, e não te deixaste esmorecer. realmente reconheço a constância de vocês e as consequências disso – perseguição por causa do Meu Nome (At 19.23-34), e, embora diante dessa realidade, vocês não se cansaram (Ef 1.15) de trabalhar por Mim. realmente reconheço a constância de vocês e as consequências disso – perseguição por causa do Meu Nome (At 19.23-34), e, embora diante dessa realidade, vocês não se cansaram de trabalhar por Mim.
2.4 Tenho, porém, contra ti que abandonaste o teu primeiro amor. Mas, infelizmente, não tenho apenas elogios para vocês em Éfeso: vocês não amam mais como no início de nosso relacionamento (cp. Ef 1.15 e Ef 4.1-3; 5.2). Mas, infelizmente, não tenho apenas elogios para vocês em Éfeso: vocês não amam mais como no início de nosso relacionamento.
2.5 Lembra-te, pois, de onde caíste, arrepende-te e volta à prática das primeiras obras; e, se não, venho a ti e moverei do seu lugar o teu candeeiro, caso não te arrependas. Eu ordeno (Jo 15.34) que vocês reconheçam isso, investiguem o motivo que levou vocês a amarem menos a Mim e entre vocês mesmos, arrependam-se e retornem ao primeiro amor; não posso deixar isso passar despercebido, pois sem amor, sem Deus, e Eu por fim terei de deixar de reconhecê-los como Meu corpo (Ef 1.22,23; Jo 15.35), caso vocês não Me obedeçam e se arrependam (Ef 4.30-32). Eu ordeno que vocês reconheçam isso, investiguem o motivo que levou vocês a amarem menos a Mim e entre vocês mesmos, arrependam-se e retornem ao primeiro amor; não posso deixar isso passar despercebido, pois sem amor, sem Deus, e Eu por fim terei de deixar de reconhecê-los como Meu corpo, caso vocês não Me obedeçam e se arrependam.
2.6 Tens, contudo, a teu favor que odeias as obras dos nicolaítas, as quais eu também odeio. No entanto, como Eu já elogiei vocês, usem o bom costume de não se deixar influenciar pela filosofia e estilo de vida dos nicolaítas[1] (Eu também tenho aversão a elas!), para Me imitar em Meu amor. No entanto, como Eu já elogiei vocês, usem o bom costume de não se deixar influenciar pela filosofia e estilo de vida dos nicolaítas (Eu também tenho aversão a elas!), para Me imitar em Meu amor.
2.7 Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas: Ao vencedor, dar-lhe-ei que se alimente da árvore da vida que se encontra no paraíso de Deus. Quem tem interesse em aprender de Mim, atenda ao Espírito Santo que está conduzindo as mentes de João (na recepção desta mensagem e sua escrita) e Meus outros mensageiros (na leitura e transmissão dela) para as sete igrejas. O Espírito afirma: quem continuar vencendo[2] as situações negativas que Jesus descreveu anteriormente, Eu O levarei até a árvore da Vida que criei para Adão e Eva, a qual continua no Jardim do Éden que foi arrebatado (cf. 2ª Co 12.4; Lc 23.43) da Terra para o Céu. Quem tem interesse em aprender de Mim, atenda ao Espírito Santo que está conduzindo as mentes de João e Meus outros mensageiros para as sete igrejas. O Espírito afirma: quem continuar vencendo as situações negativas que Jesus descreveu anteriormente, Eu O levarei até a árvore da Vida que criei para Adão e Eva, a qual continua no Jardim do Éden que foi arrebatado da Terra para o Céu.

Referências:

BATTISTONE, JOSEPH J. Lições da Escola Sabatina, 2º Trimestre de 1989, nº 374, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP.

MAXWELL, C. Mervyn; GRELMANN, Hélio Luiz. Uma nova era segundo as profecias do Apocalipse. Casa Publicadora Brasileira, 2004.

 

[1] Possibilidades: I) nikh = vitória (no sentido de dominar) laos = …o povo peculiar (de Israel ou Cristãos); gente, multidão;…do Século IV em diante, às vezes se refere ao leigo (conforme o grego moderno “laikos” = leigo, no sentido de povo comum) Portanto, o nome Nikolaitwn (nicolaítas) composto destas duas palavras tem o sentido de “vitória sobre o povo” ou “os que dominam o povo”. Disponível em: <http://solascriptura-tt.org/EclesiologiaEBatistas/QuemEramOsNicolaitas-WFerro.htm>. Acesso em: dez. 2016. II) Na igreja primitiva Irineu ensinava que os nicolaítas eram seguidores de Nicolau, um convertido ao judaísmo que fora designado diácono (At 6.5). III) Outros veem tais pessoas como sendo gnósticas, seita que procurava infiltrar-se nas igrejas. IV) Outros asseguram que os nicolaítas eram pessoas que seguiam os ensinamentos dos falsos apóstolos e de Balaão. Quem opta por essa inferência afirma que tal pressuposto desfruta de mérito, pois em estilo tipicamente hebraico João escreve na forma de paralelismo para realçar um ponto. Os falsos apóstolos buscavam escravizar a mente das pessoas com suas doutrinas enganosas; os seguidores de Balaão tentavam conquistar pessoas através da fraude; e o nome grego, Nikolaos, significa “ele conquista pessoas”. À guisa de comparação com o que se diz sobre os seguidores de Balaão (Ap 2.14) e de Nicolau (Ap 2.6, 15), eles também presumem que esses enganadores pertenciam ao mesmo grupo.  As hipóteses II, III e IV estão disponíveis em: <http://www.monergismo.com/textos/comentarios/quem-eram-nicolaitas_s-kistemaker.pdf>. Acesso em: dez. 2016. V) Hipólito de Roma diz que o diácono “Nicolau” dos Sete diáconos (At 6.5) era o autor da heresia e líder da seita. São Vitorino de Pettau (ou Victorinus) diz que eles comiam oferendas dos ídolos. O “venerável” Beda afirma que Nicolau permitiu que muitos homens se casassem com sua esposa. Eusébio diz que a seita teve vida curta. Tomás de Aquino era da opinião que Nicolau incentivava ou a poligamia ou que os homens tivessem esposas em comum. Disponível em: <https://pt.wikipedia.org/wiki/Nicola%C3%ADsmo#cite_note-6>. Acesso em: dez. 2016. VI) “Irineu, um ministro do segundo século da era cristã, que viveu durante a infância e juventude próximo a Éfeso, menciona-os [os nicolaítas] em seus escritos. Os nicolaítas diziam-se cristãos, explica Irineu, mas consideravam “não ter importância a prática do adultério e o comer das coisas sacrificadas aos ídolos”. Parece, pois, que os nicolaítas eram cristãos que pregavam que a fé em Jesus os libertava da obediência de alguns dos Dez Mandamentos” (MAXWELL; GRELMANN, 2004, p. 99).

 

[2] “A forma grega desta expressão significa ‘continua vencendo’. Este pensamento é salientado muitas vezes no livro do Apocalipse” (BATTISTONE, 1989, p. 33).

 

[3] “Qualquer estudioso concordará que tal descrição [de Cristo a respeito da igreja de Éfeso] se ajusta muito bem ao período da igreja do Novo Testamento, que se estendeu aproximadamente ao ano 100 d. C. A pureza da igreja apostólica representa um ideal ao qual numerosos movimentos reformatórios têm procurado retornar” (MAXWELL, 2004, p.123).

A hipótese espírita versus a hipótese da mortalidade da alma (2ª parte)

Quem explica melhor a realidade – Jesus ou o espiritismo? Quais as implicações em se obedecer à uma dessas duas cosmovisões excludentes? A existência de visões tão opostas evidencia nossa responsabilidade para com o livre-arbítrio que recebemos. Podemos achar que estamos no terreno da filosofia. E isso, em parte, está certo. Mas, os resultados de se crer numa ou na outra visão são tão diferentes como a vida eterna e a morte eterna

(Este material foi gerado nos debates do grupo do blog no WhatsApp. Caso tenha interesse em participar, aperte/clique AQUI.)

 

2ª parte

 

Bloco 1 (questionamentos introdutórios)

I) Algo existe por que vemos ou ouvimos ou sentimos? Enfim, nossos sentidos devem decretar o que existe ou não? Tudo o que existe é visível? E as ilusões de ótica? Será que elas podem existir no campo espiritual também? O que a humanidade de décadas atrás não via, nós hoje podemos enxergar! Isso nos diz algo?

II) A realidade é objetiva ou subjetiva? Dito de outro modo – vivemos o que vivemos ou o que chamamos de realidade pode não passar de um holograma, algo artificial já previamente programado?

III) Somos predestinados/pré-programados para viver o que vivemos? Livre-arbítrio existe? Quanto dele existe e como medi-lo? E quanto à hipótese espírita da reencarnação? Quem morre reencarna ou vai para algum ambiente recompensador (Céu, inferno, purgatório, …)?

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