Carbono 14 encontrado em ossos de dinossauros

Será que eles têm milhões de anos?

         pesSerá que eles têm milhões de anos?

“Buscai e achareis”: criacionistas entram livremente onde nenhum evolucionista jamais esteve

Com o recente anúncio de tecidos moles em fósseis de ossos de dinossauros em museus, a questão que se levanta é a seguinte: Haverá carbono 14 (C-14) nesses tecidos? Devido à meia-vida do isótopo (5.730 anos), não deveria haver nenhum C-14 detectável após 100 mil anos. Assim, a presença de uma quantidade mensurável de C-14 nos fósseis de ossos invalidaria a crença/consenso de que os dinossauros teriam vivido e se tornado extintos há mais de 65 milhões de anos. Paleontólogos evolucionistas consideram um desperdício de tempo testar C-14 em fósseis de ossos de dinossauros. Não se deve encontrar nada ali. Ossos com milhões de anos de idade, incluindo os de todos os dinossauros, devem estar “radiocarbonicamente inertes”. Mas, como Mary Schweitzer disse sobre os tecidos moles em geral: “Se você não quer, você não vai encontrar. Mas se você fizer isso, nunca se sabe.”

Os membros da Creation Research Society (CRS), uma organização de cientistas criacionistas bíblicos que existe desde 1963, começaram a investigação. Na edição de primavera de 2015 da revista revisada por pares CRS Quarterly (51:4), dois pesquisadores publicaram um artigo especial sobre os resultados de seu projeto iDINO: uma pesquisa sobre os restos de tecidos moles em ossos de dinossauros. (Esse número foi preparado e impresso antes do anúncio feito na Nature Communications.) O anúncio bombástico de que foi encontrada uma proporção mensurável de C-14 em fósseis de ossos de dinossauros. Brian Thomas e Vance Nelson relataram:

“Quantidades mensuráveis de radiocarbono têm sido consistentemente detectadas dentro de materiais carbonáceos por todos os estratos fanerozoicos. Sob pressupostos uniformitaristas, esses estratos não deveriam conter quantidades mensuráveis de radiocarbono. Secularistas afirmam que esses resultados desafiadores são decorrentes de contaminação sistemática, mas a hipótese de contaminação endógena deve ser considerada. Assumindo que esses estratos foram em grande parte depositados pelo dilúvio de Noé, que teria acontecido dentro do prazo da detectabilidade de radiocarbono com equipamentos modernos, sob pressupostos uniformitaristas, propomos que os fósseis de todas as três eratemas, incluindo fósseis de dinossauros, deveriam conter também quantidades mensuráveis de radiocarbono. Consistente com essa hipótese, relatamos quantidades detectáveis de radiocarbono em todas as nossas 16 amostras. As tentativas de refutar nossa hipótese fracassaram, incluindo uma comparação de nossos dados com publicações anteriores de fósseis datados com carbono. Conclui-se que fósseis e outros materiais carbonáceos encontrados em todos os estratos fanerozoicos contêm quantidades mensuráveis de radiocarbono provavelmente endógeno.”

Thomas e Nelson começaram a prever a presença de radiocarbono em ossos de dinossauros com base em relatos publicados de radiocarbono mensurável em carvão, diamantes e outros materiais assumidos por geólogos evolucionistas como tendo milhões de anos de idade. Eles coletaram 16 amostras de 14 espécimes fósseis de peixes, madeira, plantas e animais de toda a coluna geológica, Mioceno a Permiano, de todas as três eras: Cenozoica, Mesozoica e Paleozoica. As amostras vieram de uma variedade de locais ao redor do planeta, incluindo Canadá, Alemanha e Austrália. Cerca de metade pertencia a ossos de dinossauros (sete espécimes). Todas as amostras foram preparadas seguindo os procedimentos convencionais para remover a possibilidade de contaminação, e, em seguida, submetidas a um laboratório para a espectrometria de massa atômica (AMS).

Inesperadamente, todas as 16 amostras submetidas à medição continham C-14. Encontramos quantidade mensurável de C-14 em todas as 14 amostras de nossos fósseis, dinossauros e outros. Além disso, verificou-se uma consistência surpreendente nesses dados, que variaram de cerca de 17.850 a 49.470 anos de radiocarbono.

Deve ser entendido que o termo “anos de radiocarbono” não indica necessariamente verdadeiras idades das amostras, pois a calibração depende de suposições sobre as condições atmosféricas anteriores a essas datas que se podem comprovar frente a registros arqueológicos. Não era objetivo do projeto datar os espécimes, mas simplesmente determinar se ainda havia a presença de radiocarbono.

No artigo, os pesquisadores consideraram se acaso foi um dia ruim no laboratório em que eles realizaram os testes, levando a resultados uniformemente tendenciosos. Isso, argumentam eles, é altamente improvável, porque outros quatro laboratórios reportaram a presença de radiocarbono em amostras que se pensava ter milhões de anos. Esses relatórios se comparam favoravelmente com os novos resultados, obtendo-se as idades de radiocarbono no mesmo intervalo finito. Surpreendentemente, não importa se os espécimes são designados como do Cenozoico, Mesozoico ou Paleozoico: cada época abrange o intervalo de “idades” radiocarbônicas resultantes de testes.

Eles também consideraram se águas subterrâneas puderam ter infiltrado C-14 no interior das amostras. Nesse caso, seria de se esperar que amostras provenientes de condições mais secas fossem diferentes daquelas de locais mais úmidos, ou porções recolhidas do interior de um osso diferissem das mais próximas do exterior. Nenhuma dessas tendências foi encontrada; além disso, as datas obtidas foram consistentes com os resultados publicados anteriormente de um fóssil a 900 metros de profundidade, bem abaixo do lençol freático.

Como as idades de radiocarbono são recentes em várias ordens de magnitude do que é comumente aceito, e são consistentes em seus limites superior e inferior, independentemente do local ou da era assumida, os autores concluem que todos os estratos geológicos com seus fósseis devem ter sido depositados em um curto período, conforme descrito no registro histórico do dilúvio bíblico.

Os outros cinco artigos nos CRS Quarterly fornecem um suporte cumulativo para esse novo e fundamental teste de idades de fósseis:

Brian Thomas analisou relatórios de biomateriais originais em fósseis.

Mark Armitage apresentou seus resultados de achados de tecidos moles em chifres de um Triceratops da Formação Hell Creek, em Montana. (Esta é uma atualização para um periódico criacionista de seu artigo anterior [originalmente publicado na Acta Histochemica no ano passado]) e que lhe custou a expulsão da Universidade Estadual da Califórnia, em Northridge).

Kevin Anderson criticou a teoria de que o tecido mole não seria primordial, mas apenas um molde feito pelo biofilme bacteriano.

John M. e Edward Boudreaux de Massa investigaram processos que levam à degradação dos peptídeos.

Timothy Clarey, geólogo associado do Institute for Creation research (ICR), descreveu as características temporais e geológicas da Formação Hell Creek.

Thomas e Nelson se esforçaram para tentar falsear seus próprios resultados, mas alguns evolucionistas, sem dúvida, permanecerão insatisfeitos com qualquer artigo publicado em um periódico criacionista. Agora que a Nature – periódico científico secular líder no mundo – relatou que tecidos moles em ossos de dinossauros parecem ser comuns, começa a corrida para encontrar mais. Chegará o momento em que os não criacionistas serão levados a realizar seus próprios testes de C-14 para eliminar qualquer tipo de dúvidas.

No editorial de abertura da revista, o Dr. Danny Faulkner diz que “é conveniente que os criacionistas assumam a liderança no estudo dos tecidos moles em fósseis”, dado que o mundo científico “apenas aceitou com relutância” as evidências de tecidos moles. Permanece mais trabalho para o projeto iDINO (Investigação de Osteotecidos Intactos de Dinossauros), ele diz, e já começaram as filmagens preliminares para um vídeo. O projeto CRS é inteiramente financiado por doações privadas.

Fonte: Texto traduzido do original Coppedge[1] por Everton F. Alves, enfermeiro e mestre em Ciências da Saúde pela UEM e diretor de ensino do Núcleo Maringaense da Sociedade Criacionista Brasileira [NUMAR-SCB].

Nota do autor: “Cientistas criacionistas estão assumindo a liderança! O que os criacionistas da Terra antiga e os evolucionistas vão fazer agora? Esses achados, basicamente, colapsam toda a coluna geológica, e destroem a narrativa evolucionista de milhões de anos. Irão abaixo os rótulos dos parques nacionais, filmes de Hollywood e as descrições de dinossauros de brinquedos nas lojas de presentes em museus. Devido a tudo o que está em jogo, podemos esperar que alguns evolucionistas reagirão como os velociraptores. Não há necessidade de responder na mesma moeda; apenas foque nos resultados e diga: ‘Aqui estão os dados científicos. Você tem uma teoria melhor?’

“Se um adepto da Terra velha responder: ‘Sim, mas os dados também não se encaixam em sua cronologia bíblica’, deve-se insistir: ‘Esses dados refutam os milhões de anos. Sim ou não?’ Se a resposta for ‘sim’, então a pergunta mudou. Não se trata mais sobre se os ossos de dinossauros são jovens, mas simplesmente quão jovem eles são. Essa é uma questão interessante e muito válida, contudo, desde os fósseis do Cambriano até Lucy entraram em colapso em uma linha do tempo que é de ordens de grandeza mais jovem do que foi ensinado a todos nós; agora se trata de uma partida totalmente diferente, na qual Darwin já não tem papel de árbitro.”

Referência:

[1] Coppedge D. “Carbon-14 Found in Dinosaur Bone.” Creation-Evolution Headlines(18/6/2015). Disponível em: http://crev.info/2015/06/c14-dinosaur-bone/

Explicações darwinistas – uma coleção de histórias mal contadas!

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Borges, Michelson. A história da vida. 4. ed. Tatuí, SP. Casa Publicadora Brasileira, 2011.

Água da vida!

aguaNem sempre pensamos na maravilha química que está por detrás de um simples copo de água ou de uma gota de chuva. Nesta era de alta tecnologia e engenharia avançada, a mistura de hidrogênio e oxigênio (H2O) é a imagem da simplicidade. No entanto, a água é uma das substâncias mais notáveis do Universo. E os fenômenos relacionados a ela são prova disso.

1. Ação capilar. É a capacidade que a água possui de subir dentro de tubos finos, desafiando a força da gravidade. Quando se coloca a água em um tubo de ensaio, por exemplo, percebe-se que as bordas do líquido em contato com as paredes de vidro se curvam levemente. Isso acontece porque o hidrogênio no material sólido atrai o oxigênio do líquido, fazendo com que a água “se empurre para cima”. Quanto mais fino o tubo, mais rápido a água sobe.

É justamente o fenômeno da ação capilar que mantém vivas todas as plantas, pois do contrário a água e os nutrientes do solo não conseguiriam chegar às folhas mais altas. Desafiando a gravidade e sem a necessidade de bombas, a água sobe através dos veios das plantas.

2. Gelo. Por que o gelo flutua? É uma ocorrência tão normal que achamos o fato comum. Mas o gelo não deveria flutuar, pois é sólido. As moléculas dos sólidos são muito mais unidas do que a dos líquidos. Por isso, quase todas as substâncias são mais pesadas no estado sólido. Mas não a água. Ela parece seguir uma lei própria.

A princípio, quando a água é resfriada, ela segue o comportamento usual dos líquidos: contrai-se, fica mais densa. Mas quando ela esfria abaixo de 4 graus negativos, de repente, começa a se expandir, a ficar menos densa, graças a uma propriedade especial das pontes de hidrogênio de suas moléculas.

É justamente devido ao fato de a água congelada ser mais leve que a líquida, que a vida nos rios e lagos pode ser mantida. Caso a água não se comportasse dessa forma, os rios, lagos e mares ficariam congelados por inteiro no inverno. Mas o que ocorre é que o gelo sólido flutua acima da massa de água líquida, formando uma camada de isolamento que impede o congelamento da água abaixo. Assim, os peixes e outros animais aquáticos são protegidos durante as estações frias.

3. Capacidade de absorver calor sem ferver. A regra é: quanto mais leve a substância, mais baixo o ponto de fervura. Se a água, que está entre as substâncias mais leves, se comportasse como deveria, ferveria a 53 graus negativos! Isso significaria que mesmo o gelo dos pólos ferveria. O sangue também ferveria no corpo dos seres vivos. Enfim, seria uma catástrofe.

Felizmente, a água, mais uma vez, se comporta de modo único. Ela tem ponto de fervura bastante alto, 100ºC. Portanto, é capaz de absorver grande quantidade de calor sem ferver. Por isso mesmo é usada como agente resfriador no motor dos automóveis, por exemplo. E é ela que serve como moderador climático, pois a grande quantidade de umidade na atmosfera regula os extremos de temperatura, tornando a vida possível neste planeta.

Na próxima vez que você beber um copo de água, pense no amor e no cuidado de Deus em criar um líquido tão singular, sem o qual a vida seria impossível.

Fonte: Digitais do Criador.

Como os fósseis se formam a partir da madeira

Não são necessários milhões de anos!!

     Não são necessários milhões de anos!!

Como um tronco de árvore se transforma em madeira petrificada? Isso pode ocorrer por diversas formas e envolver substâncias químicas diferentes. Para que ocorra a petrificação, é necessário que a madeira seja capaz de interagir com a substância petrificante, fazendo-a precipitar a partir da solução aquosa. Entre as substâncias que possuem essa característica está a sílica (SiO2). Na verdade, não há uma molécula de SiO2. A sílica forma sólidos covalentes. Trata-se de uma cadeia ou rede de átomos de oxigênio e silício, unidos por ligações covalentes, na proporção de 1 átomo de silício para 2 átomos de oxigênio. O SiO2 é um dos principais constituintes da areia e pode formar sólidos como o quartzo, a calcedônia e as opalas.[1] A sílica é um sólido insolúvel em água com pH nas vizinhanças de 7 em temperaturas brandas. A bem da verdade, se pulverizarmos vidro (que é em grande parte SiO2) e aquecermos até a ebulição com água por cerca de uma hora, mais ou menos 1% da sílica do vidro será hidrolisada (reagirá com água) e passará para a solução aquosa. Isso faz parte de um dos experimentos de laboratório dos cursos de graduação para os quais leciono. Todavia, em soluções básicas (pH elevado), a sílica pode ser hidrolisada com mais facilidade e liberar quantidades razoáveis de íons silicato. De forma similar, em soluções ácidas, a hidrólise da sílica libera o ácido silícico, Si(OH)4.

Chamamos de silicificação a penetração e a fixação de sílica no material orgânico que servirá de base para a formação do fóssil. A silicificação é considerada por alguns autores como o processo individual mais importante na preservação de plantas no registro fóssil.[3] Embora alguns autores prefiram manter uma distinção entre silicificação e petrificação, neste artigo vamos usar os dois termos como sinônimos, como tem sido prática comum na literatura da área.

Acredita-se que o ácido silícico seja o principal responsável pela silicificação.[2] Os tecidos vasculares das plantas são compostos principalmente por holoceluloses (um grupo de sacarídeos que inclui a celulose) e por ligninas (polímeros complexos compostos de unidades de fenilpropano).[2] Tanto as holoceluloses quanto as ligninas possuem grupos hidroxila que podem formar ligações de hidrogênio com o ácido silícico.

No processo de petrificação, as moléculas de ácido silícico passam da solução aquosa para a superfície dos constituintes moleculares do tecido vascular da madeira (holoceluloses e ligninas). Na medida em que o ácido silícico vai se acumulando dentro da madeira, suas moléculas começam a se fundir. A continuação desse processo leva à formação de um filme de sílica ao redor das superfícies celulares, reproduzindo as características histológicas da madeira. Por causa disso, a petrificação por meio de sílica é capaz de preservar uma riqueza impressionante de detalhes não observáveis em outros tipos de fossilização.

Por que um pedaço de madeira não se fossiliza se for simplesmente enterrado no solo, pois a areia é formada principalmente por SiO2? A petrificação da madeira depende da existência de uma quantidade razoável de ácido silícico em solução. O ácido silícico, como vimos, é gerado a partir da sílica em meio ácido, e a maioria dos reservatórios naturais de água não é suficientemente ácida para hidrolisar uma quantidade apreciável de sílica.

É muito comum que madeira petrificada seja encontrada em regiões vulcânicas,[4] particularmente se uma erupção ocorreu na época em que a madeira foi soterrada.[5] Os vulcões fornecem três elementos fundamentais para o processo de petrificação. Primeiramente, em um ambiente catastrófico as chances de que a madeira seja soterrada rapidamente antes de se decompor são muito elevadas. A madeira precisa ser protegida contra a degradação para que as moléculas de ácido silícico tenham tempo o bastante para se infiltrar e se depositar em seu interior. Em segundo lugar, as cinzas vulcânicas são constituídas em sua maioria por SiO2.[6] Por fim, os vulcões são responsáveis pela produção de gases como o SO2 que, quando dissolvido em água, deixa o meio ácido gerando ácido sulfuroso (H2SO3) ou mesmo ácido sulfúrico (H2SO4).

Então os eventos são os seguintes: durante a erupção de um vulcão nas proximidades de fontes de água, plantas podem ser soterradas catastroficamente, sendo encobertas por sedimentos com grande quantidade de cinzas vulcânicas (fonte rica em SiO2). A água misturada aos sedimentos é ácida, sendo capaz de promover a liberação de ácido silícico para a solução. O ácido silícico, por sua vez, se fixa às holoceluloses e às ligninas da madeira por meio de ligações de hidrogênio. O acúmulo de ácido silício leva então à formação de um filme de sílica, como dissemos acima.

Mas quão rápido é esse processo? Fragmentos de madeira recuperados de cinzas vulcânicas de uma erupção em 1886 na Nova Zelândia estavam parcialmente petrificados apenas 90 anos após o soterramento.[2] Madeira de coníferas soterradas por cinzas vulcânicas na erupção histórica de 1885 do Monte Santa Helena apresentava petrificação incipiente após 102 anos do soterramento.[5]

Mas o resultado mais impressionante vem de um grupo de pesquisadores do Japão.[4] Eles observaram que em um certo lago de águas quentes, nas vizinhanças de um vulcão, eram frequentemente encontrados pedaços de madeira impregnadas com sílica. Esses pedaços de madeira caiam naturalmente das plantas nas vizinhanças do lago. Os pesquisadores notaram que a textura desse material era a mesma de madeira silicificada encontrada em regiões vulcânicas no registro geológico. Eles decidiram, então, conduzir um experimento muito interessante. Pedaços de madeira foram colocados no lago e monitorados ao longo de sete anos. O resultado foi surpreendente. Os pedaços que permaneceram por mais tempo imersos no lago tiveram próximo de 40% de sua massa silicificada. A conclusão dos autores é bastante significativa para a compreensão de como os fósseis se formam. Segundo eles, “madeira silicificada pode se formar, sob condições apropriadas, em períodos de tempo tão curtos quanto dezenas a centenas de anos”.[4] Um detalhe muito interessante desse trabalho é o fato de os autores citarem um artigo do geólogo australiano Andrew Snelling publicado na revista criacionista Creation.[7]

Vamos agora relacionar essas descobertas com a proposta criacionista do dilúvio bíblico. Segundo John D. Morris, “o período imediatamente anterior e pouco depois do dilúvio foi um tempo de imenso vulcanismo, marcado por extensivas erupções na medida em que os continentes se afastavam, as cadeias de montanha eram elevadas, e o fundo do oceano era rebaixado”.

“Considere os Basaltos do Rio Colúmbia, onde os depósitos vulcânicos cobrem mais de 100.000 milhas quadradas no estado de Washington e Oregon, com o basalto tendo até uma milha de espessura!”[8]

Vulcanismo intenso provê as condições perfeitas para a fossilização de plantas. É notável o fato de que encontramos florestas inteiras preservadas dessa maneira ao longo do registro fóssil.[3] Em outras palavras, a proposta catastrofista criacionista encontra-se completamente de acordo com o melhor conhecimento experimental de que dispomos. Além disso, a questão do tempo de fossilização também apoia a proposta criacionista. Nas palavras de Alkahane et al.,[4] madeira silicificada pode se formar em “períodos de tempo tão curtos quanto dezenas a centenas de anos”. Portanto, quando falamos de madeira petrificada, um modelo que apela para uma grande catástrofe ocorrida há poucos milhares de anos está em pleno acordo com os dados de que dispomos. Mais do que isso, a proposta catastrofista criacionista tem se mostrado capaz de explicar aspectos de diversas áreas do conhecimento que são passados por alto ou atribuídos a causas improváveis na visão evolucionista.

Se o processo de fossilização da madeira ocorreu há poucos milhares de anos, poderia ter restado alguma matéria orgânica residual? Essa matéria orgânica poderia ser datada por carbono-14? Esse será o assunto de um outro artigo.

Referências: 

[1] G. Scurfield, E.R. Segnit, “Petrifaction of wood by silica minerals”, Sediment. Geol. 39 (1984) 149–167. doi:10.1016/0037-0738(84)90048-4. 

[2] R.F. Leo, E.S. “Barghoorn, Silicification of wood”, Harvard Univ. Bot. Mus. Leafl. 25 (1976) 1–47. http://www.biodiversitylibrary.org/item/31874 (accessed February 12, 2016). 

[3] C. Ballhaus, C.T. Gee, C. Bockrath, K. Greef, T. Mansfeldt, D. Rhede, “The silicification of trees in volcanic ash – An experimental study”, Geochim. Cosmochim. Acta. 84 (2012) 62–74. doi:10.1016/j.gca.2012.01.018. 

[4] H. Akahane, T. Furuno, H. Miyajima, T. Yoshikawa, S. Yamamoto, “Rapid wood silicification in hot spring water: an explanation of silicification of wood during the Earth’s history”, Sediment. Geol. 169 (2004) 219–228. doi:10.1016/j.sedgeo.2004.06.003. 

[5] A.L. Karowe, T.H. Jefferson,” Burial of trees by eruptions of Mount St Helens, Washington: implications for the interpretation of fossil forests”, Geol. Mag. 124 (2009) 191. doi:10.1017/S001675680001623X. 

[6] A.C. Sigleo, “Geochemistry of silicified wood and associated sediments, Petrified Forest National Park, Arizona”, Chem. Geol. 26 (1979) 151–163. doi:10.1016/0009-2541(79)90036-6. 

[7] A. Snelling, “Instant” petrified wood, Creation. 17 (1995) 38–40.

[8] J.D. Morris, The Global Flood: Unlocking Earth’s Geology Hystory (Edição para Kindle), Institute for Creation Research, Dallas, 2012.

Fonte: Dr. Rodrigo Meneghetti Pontes é professor adjunto do Departamento de Química da Universidade Estadual de Maringá e vice-presidente do Núcleo Maringaense da Sociedade Criacionista Brasileira [NUMAR-SCB] via Origem e Vida

Tubos magnéticos ao redor da Terra!

Extraordinariamente organizados

          Extraordinariamente organizados

Usando um instrumento construído para observar galáxias a bilhões de anos-luz de distância, astrônomos australianos detectaram estruturas tubulares a umas poucas centenas de quilômetros acima da superfície da Terra. “Por mais de 60 anos, os cientistas acreditavam que essas estruturas existiam, mas, ao produzir imagens delas pela primeira vez, nós fornecemos evidências visuais que elas estão realmente lá”, disse Cleo Loi, da Universidade de Sydney. As estruturas tubulares são a versão real das linhas tradicionalmente utilizadas para ilustrar o campo magnético terrestre. Na verdade, não são linhas, mas tubos de formatos muito dinâmicos, de várias espessuras, que ficam mudando o tempo todo – de fato, a equipe conseguiu fazer um filme, mostrando todo esse dinamismo ao longo de uma noite.

Os astrônomos fizeram as observações com o radiotelescópio MWA (Murchison Widefield Array), que foi projetado para observar as galáxias do Universo primordial, assim como estrelas e nebulosas dentro de nossa própria galáxia. Mas usaram essa radiação distante para detectar alterações em nossa própria atmosfera. Conforme a luz de uma galáxia passa através das camadas na magnetosfera da Terra, o caminho da luz – e, portanto, a posição aparente da galáxia – é alterado por variações na densidade dessas camadas. O efeito é similar a olhar para cima do fundo de uma piscina, vendo as distorções causadas pelas ondas na superfície. Mapeando as variações nas posições de múltiplas fontes de rádio ao longo de uma noite, foi possível mapear as distorções e decifrar a forma e as dimensões das estruturas tubulares.

Os dutos observados, imediatamente acima do radiotelescópio MWA, estão entre 500 e 700 km acima da superfície, alinhados com o campo magnético da Terra e seguindo a curvatura esperada conforme ascendem ou mergulham a partir do planeta.

As estruturas tubulares estão na plasmasfera, uma camada logo abaixo da ionosfera. Agora que a técnica de observação foi desenvolvida, outros radiotelescópios poderão mapear os tubos magnéticos em outros pontos da Terra, eventualmente chegando a um mapa planetário completo das estruturas.

As estruturas são extraordinariamente organizadas, aparecendo como tubos regularmente espaçados alternando subdensidades e sobredensidades, fortemente alinhados com o campo magnético da Terra. Estes resultados representam a primeira evidência visual direta da existência de tais estruturas”, escreveram os pesquisadores.

Fonte: Inovação Tecnológica.

Campo de força protegerá astronautas contra radiação

Design muito inteligente

                Design muito inteligente!

Enquanto a Nasa se prepara para testar um escudo magnético para proteger as naves contra o calor na reentrada na atmosfera, a ESA (Agência Espacial Europeia) trabalha em um conceito similar para proteger os astronautas contra a radiação espacial. Os esforços foram concentrados em um projeto chamado SR2S (Space Radiation Superconducting Shield – Escudo Supercondutor contra Radiação Espacial). As primeiras informações sobre o projeto foram divulgadas no ano passado por físicos do LHC, que se juntaram ao projeto para compartilhar sua larga experiência no uso dos ímãs supercondutores que deverão gerar o escudo antirradiação espacial. A equipe europeia anunciou a conclusão do projeto básico, afirmando que “agora têm o conhecimento e as ferramentas necessárias para desenvolver escudos magnéticos para proteger os astronautas da exposição à radiação causada pelos raios cósmicos galácticos”.

A escolha do supercondutor recaiu mesmo sobre o diboreto de magnésio (MgB2) para gerar o campo de força antirradiação, conforme anunciado inicialmente pela equipe do LHC. Os fios e cabos supercondutores serão dispostos de forma a gerar um campo que os engenheiros chamaram de “estrutura abóbora”, devido ao formato das linhas de força do escudo.
 
 
“Esta é uma configuração de escudo ativo que é crucialmente leve e, portanto, adequada para as missões de longa duração no espaço profundo. A estrutura funciona reduzindo o material atravessado pelas partículas incidentes, evitando assim a geração de partículas secundárias e, por decorrência, gerando um escudo mais eficiente”, diz o comunicado do projeto.
 
 
Esse “escudo abóbora” deverá gerar um campo magnético 3.000 vezes mais forte do que o campo magnético da Terra, suficiente para projetar um campo de força de 10 metros ao redor da nave, desviando os raios cósmicos incidentes e, desta forma, protegendo os astronautas em seu interior.
 
 
A grande restrição do projeto era o peso da estrutura geradora do campo de força, já que a adição de 1 kg à massa de uma espaçonave aumenta o custo da missão como um todo em U$15.000. Contudo, no espaço os ímãs supercondutores estarão em seu ambiente natural, dispensando os caros e pesados equipamentos de refrigeração necessários para mantê-los a quase -200º C – no frio do espaço, as naves estarão naturalmente em temperaturas próximas a essa.
 
 
“Ainda poderão ser necessários muitos anos até que essa tecnologia esteja pronta para ser implantada de forma ativa nas missões espaciais tripuladas ao espaço profundo, mas mais testes da tecnologia SR2S continuarão a ser realizados no curto e médio prazos”, concluiu a nota.
 
 
 
 
Nota: Muitos anos de pesquisa, muito dinheiro e muita inteligência foram necessários para criar esse escudo magnético protetor. Ninguém, em sã consciência, diria que um mecanismo dessa natureza pudesse surgir do nada. Mas o que dizer do campo magnético da Terra, do qual a vida sempre dependeu para sobreviver? Esse foi fruto do acaso? (Michelson Borges)

Ondas gravitacionais e seu significado de acordo com o paradigma criacionista

Ondas que deformam o espaço-tempo

        Ondas que deformam o espaço-tempo

Em setembro de 2015, o esforço coordenado de muitas equipes de pesquisadores finalmente deu frutos significativos: foram detectadas pela primeira vez ondas gravitacionais com uma chance de equívoco de ordem de 1 a cada 203.000 anos. Traduzindo, isso é muito mais provável do que a grande maioria […] [d]as pessoas consideram como absolutamente certo no cotidiano, mas está apenas ligeiramente acima (5,1σ) do mínimo aceito pelos físicos para aceitar uma confirmação experimental (5,0σ) oficialmente. Para entender o significado disso é necessário conhecer o contexto. No século 19, James C. Maxwell reuniu diversas evidências experimentais e encontrou um padrão matemático. Ele expressou esse padrão na forma de um modelo matemático bastante abrangente, isto é, uma teoria científica: a Teoria Eletromagnética, que hoje em dia é comumente baseada em quatro equações diferenciais, embora possa ser expressa em apenas uma (F+J=0). A maior parte da tecnologia atual foi possível de desenvolver graças a esse conhecimento.

Para termos uma ideia da abrangência desse assunto, a existência de átomos e moléculas, sólidos e líquidos, toda a Química, a luz, o Sol aquecendo a Terra, a Biologia, o cérebro funcionando, tudo isso são manifestações de fenômenos eletromagnéticos.

Isso foi e continua sendo um grande sucesso, mas havia algo perturbador: uma das consequências dessa teoria é que a velocidade da luz é a mesma para todos os observadores. Imagine que um raio de luz passe por você a quase 300.000 km/s e você o persiga a 99% dessa velocidade em uma nave espacial super-rápida. Você esperaria que ele se afastasse de você a 3.000 km/s, mas o que ocorre é que mesmo do seu ponto de vista, ele continua se afastando de sua nave a 300.000 km/s. Mesmo assim, esse raio de luz estaria viajando ainda a 300.000 km/s em relação à Terra. Isso parecia absurdo. Maxwell propôs a ideia de que essa velocidade absoluta gerada pelas equações seria em relação a algum meio que permearia todo o espaço, ao que ele chamou de éter luminífero. O experimento de Michelson-Morley, bastante semelhante ao usado em 2015 para detectar as ondas gravitacionais, indicou que o tal éter luminífero não existe, e que a velocidade da luz é mesmo absoluta em relação a todos os observadores, não apenas a algum referencial privilegiado.

Um físico chamado Hendrik Lorentz mostrou matematicamente algumas implicações ainda mais perturbadoras desse fenômeno: dilatação do tempo e encurtamento do espaço. Seria possível, por exemplo, viajar para o futuro.

Ainda resistindo à Matemática, os físicos tendiam a considerar isso apenas como uma excentricidade da teoria, algo que só valia para o eletromagnetismo, mas não para o restante dos fenômenos físicos. Estavam errados. Albert Einstein aceitou a possibilidade de as consequências de Teoria Eletromagnética serem reais e universais e construiu um modelo matemático abrangente (teoria científica) baseado nas leis de Newton acrescidas de dois princípios: (1) a velocidade da luz é a mesma para todos os observadores, e (2) todos os sistemas inerciais são equivalentes, isto é, qualquer laboratório que seja montado em uma situação em que não exista aceleração obterá os mesmos resultados ao estudar leis físicas. A partir dessas cinco leis, a teoria resultante chama-se Relatividade Especial. Também foi e é um grande sucesso em termos de fornecer resultados acurados para uma infinidade de fenômenos, alguns desconhecidos previamente.

Mas faltava um ingrediente importante: a gravidade frequentemente tem um papel relevante em diversos fenômenos de interesse nessa área, porém, a Relatividade Especial ignora a gravidade. Como levar a gravidade em conta? Einstein trabalhou nisso durante anos. Finalmente, usou o famoso princípio da ação mínima, que se baseia na ideia de que tudo o que Deus faz, incluindo leis físicas, é otimizado, e ainda conceitos da teoria geométrica de Riemann e do cálculo tensorial de Ricci, conseguiu deduzir uma equação diferencial tensorial que mostra uma relação entre energia, quantidade de movimento, tensões e curvatura do espaço-tempo. Essa equação é o fundamento de uma teoria científica chamada Relatividade Geral.

Como as anteriores, foi extremamente bem-sucedida, mesmo deixando alguns elementos de fora (levada em conta a curvatura mas não a torção no espaço-tempo, por exemplo).

Concepção artística de um buraco de minhoca

Concepção artística de um buraco de minhoca

Como nos casos anteriores, as consequências dessa equação surpreenderam e confundiram seu autor e colegas. Uma das primeiras consequências descobertas foi a existência de buracos negros, juntamente com muitos detalhes sobre seu funcionamento. Seguindo essa linha, encontram-se possibilidades de viajar tanto para o futuro quanto para o passado. Outro resultado interessante são os wormholes, ou buracos de verme/minhoca, nome inspirado em vermes de frutas que não precisam andar pela superfície de uma maçã para chegar de um lado a outro, mas podem cavar um túnel e passar por dentro da maçã. Buracos de verme permitiriam viajar de um ponto a outro do espaço-tempo sem a barreira da velocidade da luz. Dominando essa tecnologia poderíamos, em tese, viajar até uma galáxia a bilhões de anos luz em poucos minutos.

Literalmente milhões de experimentos têm sido feitos mostrando o quão acurada é a equação da Relatividade Geral para uma grande variedade de tipos de fenômenos (alguns autores falam em equações por se tratar de uma equação com entidades representáveis por matrizes, possuindo muitas componentes, podendo-se decompor a equação original em um sistema de várias equações mais simples).Como nos casos anteriores, as consequências dessa equação surpreenderam e confundiram seu autor e colegas. Uma das primeiras consequências descobertas foi a existência de buracos negros, juntamente com muitos detalhes sobre seu funcionamento. Seguindo essa linha, encontram-se possibilidades de viajar tanto para o futuro quanto para o passado. Outro resultado interessante são os wormholes, ou buracos de verme/minhoca, nome inspirado em vermes de frutas que não precisam andar pela superfície de uma maçã para chegar de um lado a outro, mas podem cavar um túnel e passar por dentro da maçã. Buracos de verme permitiriam viajar de um ponto a outro do espaço-tempo sem a barreira da velocidade da luz. Dominando essa tecnologia poderíamos, em tese, viajar até uma galáxia a bilhões de anos luz em poucos minutos.

Um outro resultado perturbador da equação da Relatividade Geral é o de que o Universo (o espaço mesmo, com ou sem matéria) não poder ter existido sempre, pelo menos não da forma como o conhecemos. O Universo teve uma origem. Einstein e outros não queriam aceitar esse resultado. Na década de 1920, Georges Lemaître, um religioso católico que também era físico, estudou as soluções da equação da Relatividade Geral, comparando-os com resultados da Termodinâmica e com observações astronômicas. O resultado que obteve é essencialmente o que hoje chamamos de Teoria do Big Bang, o primeiro modelo matemático cosmológico criacionista, embora não tenha sido apresentado dessa maneira. Com o tempo e com as evidências acumulando-se ao longo do tempo, o modelo acabou sendo aceito e encaixado em uma visão filosófica que abrisse espaço para doutrinas ateístas.

Esse e alguns outros modelos cosmológicos criacionistas, como o do Dr. Humpheys e do Dr. Gentry, baseiam-se na Relatividade Geral. A própria Teoria das Cordas, usada em anos recentes para estudar a possibilidade de outros universos, baseia-se na Relatividade Geral.

Assim, confirmações da validade da Relatividade Geral apoiam a principal base desses modelos, tanto criacionistas quanto evolucionistas. Para isso, procuram-se confirmar previsões de fenômenos ainda não detectados. Um desses é o das ondas gravitacionais.

Mas o que são ondas gravitacionais? Imagine um pequeno lago e imagine-se jogando uma pedra nesse lago. A partir do ponto de impacto entre a pedra e a água, ondas propagam-se pela superfície do lago. A pedra causa uma deformação na superfície da água, o que causa um movimento ondulatório que se propaga. A gravidade é uma espécie de deformação do espaço-tempo. Alguns fenômenos que ocorrem no espaço são particularmente violentos e, de acordo com a Relatividade Geral, fazem com que o espaço-tempo “ondule” e essa ondulação se propaga pelo espaço, possuindo certas características descritas em detalhes por soluções da equação da Relatividade Geral. Sabemos exatamente o que procurar e de onde esperar que essas ondas venham. A tecnologia para isso, porém, precisa ser muito sensível e dependemos de fenômenos naturais que causem essas ondas. Esses fatores se combinaram em 2015 e a detecção foi finalmente possível.

Mas esses resultados são muito mais úteis do que simplesmente confirmar algo que já se sabia teoricamente há muitas décadas. A tecnologia desenvolvida em pesquisas avançadas frequentemente tem encontrado novos usos no cotidiano, beneficiando a todos enquanto permanece desconhecida, funcionando nos bastidores para reduzir os transtornos da vida. Além disso, se aperfeiçoarmos o processo a ponto de formarmos uma espécie de “olho” para enxergar o Universo através de ondas gravitacionais, teremos acesso a coisas que agora são invisíveis ou quase.

Fonte: Dr. Eduardo Lutz, astrofísico, via Criacionismo.

A impossibilidade matemática da evolução (parte 2)

Por Granville Sewell (o texto foi traduzido do inglês para o português de Portugal.)

No ano de 1996, Michael Behe, bioquímico da Universidade de Lehigh, publicou o seu livro com o título de Darwin’s Black Box, cujo tema central era a tese de que as células vivas encontram-se preenchidas com características e processos bioquímicos que são “irredutivelmente complexos” – isto é, eles requerem a existência de componentes numerosos e complexos, cada um deles essencial para o funcionamento. Logo, estes traços e processos não podem ser explicados através duma gradual melhoria Darwiniana uma vez que até que todos os componentes estejam operacionais, estas estruturas são inúteis e não conferem qualquer vantagem selectiva.

Behe passa mais de 100 páginas a descrever detalhadamente alguns destes sistemas bioquímicos irredutivelmente complexos, e depois sumariza os resultados duma exaustiva busca na literatura bioquímica por explicações Darwinianas. Ele conclui que, embora os textos de Bioquímica frequentemente prestem homenagem verbal à ideia de que a selecção natural das mutações aleatórias pode explicar tudo o que existe dentro da célula, tais alegações são puro “ruído” visto que “não existe qualquer publicação dentro da literatura científica que descreva a forma como a evolução molecular de qualquer sistema bioquímico, real e complexo, ocorreu ou pode vir a ocorrer.”

MatematicaQuando o Dr Behe esteve na Universidade do Texas – El Paso – em Maio de 1997 como palestrante convidado, disse-lhe que ele poderia encontrar um maior apoio às suas ideias nos departamentos de Matemática, Física e Ciência Computacional do que na sua própria área. Conheço muitos bons matemáticos, físicos e cientistas computacionais que, como eu, estão estarrecidos com o facto das explicações de Darwin para o desenvolvimento da vida serem tão amplamente aceites pelas ciências da vida [ed: biologia, zoologia, microbiologia, fisiologia, bioquímica, e áreas relacionadas]. Poucos desses matemáticos, físicos e cientistas computacionais chegam a falar ou a escrever sobre este assunto – muito provavelmente porque sentem que o assunto encontra-se fora do seu domínio.

Apesar disso, acredito que existem dois argumentos centrais contra o Darwinismo, e ambos parecem ser muito do agrado daqueles que se encontram dentro das ciências matemáticas.

1. A pedra angular do Darwinismo é a ideia de que melhorias maciças (complexas) podem-se ir acumulando através de melhorias menores; que novos órgãos e novos sistemas de órgãos, que deram origem às novas ordens, novas classes, e novos filos, desenvolveram-se gradualmente, através de muitas melhorias menores.

Temos que salientar inicialmente que o registo fóssil não confirma esta ideia; por exemplo, George Gaylord Simpson, paleontólogo de Harvard, escreve:

É característica do registo fóssil conhecido que a maior parte dos táxons apareçam abruptamente. Em regra geral, eles não se vão formando através duma sequência de mudanças quase imperceptíveis de precursores, tal como Darwin acreditou que seria normal dentro da evolução… Este fenómeno torna-se mais universal e mais intenso à medida que a hierarquia de categorias é ascendida. As lacunas entre as espécies conhecidas são esporádicas e pequenas. As lacunas entre as ordens, as classes, e os filos são sistemáticos e quase sempre enormes.

Estas peculiaridades do registo fóssil são um dos mais importantes problemas teóricos de toda a história da vida: É o aparecimento súbito das categorias mais elevadas um fenómeno da evolução, ou só do registo devido à recolha tendenciosa [de fósseis] e outras inadequações? – [“The History of Life,” in Volume I of “Evolution after Darwin,” University of Chicago Press, 1960]

Em Abril de 1892, um artigo da Life Magazine (excerto do livro de Francis Hitching “The Neck of the Giraffe: Where Darwin Went Wrong”) contém a seguinte informação:

Quando procuramos elos entre os principais grupos de animais, eles pura e simplesmente não estão lá….“Em vez de encontramos um desdobramento gradual da vida”, escreve David Raup, Curador do Field Museum of Natural History em Chicago,“o que os geólogos do tempo de Darwin, bem como os geólogos actuais, encontram é um registo fóssil altamente desigual e irregular; isto é, as espécies aparecem no registo fóssil muito subitamente, exibem pouca ou nenhuma modificação durante a sua existência, e depois desaparecem abruptamente.” Isto não são falhas insignificantes mas sim períodos, presentes nas principais transições evolutivas, durante os quais mudanças fisiológicas imensas teriam que ter acontecido.

Mesmo entre os biólogos, a ideia de órgãos novos, e desde logo categorias superiores, se poderem desenvolver gradualmente através de pequenas melhorias, tem sido alvo de contestação. De que forma é que a “sobrevivência do mais apto” poderia controlar o desenvolvimento de órgãos durante as fases iniciais sem utilidade, durante as quais elas obviamente não apresentavam qualquer vantagem selectiva (isto é frequentemente identificado como “o problema das novidades”), ou orientar o desenvolvimento total de novos sistemas, tais como o sistema nervoso, o circulatório, o digestivo, o respiratório, e o reprodutor – algo que exigiria o desenvolvimento simultâneo de vários órgãos interdependentes, nenhum deles útil ou possuindo alguma vantagem selectiva isoladamente?

O biólogo Francês Jean Rostand, por exemplo, escreveu:

Não parece totalmente impossível que as mutações tenham introduzido para dentro do reino animal as diferenças que existem entre uma espécie e a próxima…..logo, é muito tentador deixar também à sua porta as diferenças entre as classes, famílias, e ordens, e, basicamente, toda a evolução. Mas é óbvio que tal extrapolação envolve uma atribuição gratuita, às mutações do passado, duma magnitude e dum poder inovador muito maior do que aquele que é mostrado pelas mutações de hoje. – [“A Biologist’s View,” Wm. Heinemann Ltd. 1956]

O livro de Behe é, primordialmente, um desafio a esta pedra angular da Darwinismo ao nível microscópico. Embora nós possamos não estar familiarizados com os sistemas bioquímicos complexos que são estudados no seu livro, acredito que os matemáticos encontram-se muito bem qualificados para avaliar as ideias gerais envolvidas. E embora uma analogia seja apenas uma analogia, talvez a melhor forma de entender o argumento de Behe seja comparando o desenvolvimento do código genético da vida com o desenvolvimento dum programa de computador.

Imaginem que um engenheiro tenta criar uma análise estrutural dum programa de computador, escrevendo a análise numa línguagem de máquina totalmente desconhecida para ele. Ele simplesmente digita caracteres aleatórios com o seu teclado, e periodicamente executa testes ao programa de modo a reconhecer e escolher as melhorias fortuitas sempre que elas ocorrem. As melhorias são permanentemente incorporadas no programa ao mesmo tempo que as outras mudanças são rejeitadas.

Se o nosso engenheiro continuar com este processo de alterações aleatórias e testes durante um longo período de tempo, será que ele eventualmente seria capaz de desenvolver um sofisticado programa de análise estrutural? (Claro que quando seres humanos inteligentes decidem o que é uma “melhoria”, isto é, na verdade, selecção artificial, e devido a isso, esta analogia é demasiado generosa para o Darwinismo).

Se mil milhões de engenheiros estivessem a digitar ao mesmo ritmo um caracter aleatório por segundo, não há qualquer possibilidade de qualquer um deles, e no espaço de 4,5 mil milhões de anos da idade da Terra [ed: segundo os crentes nos milhões de anos] duplicar acidentalmente uma melhoria com 20 caracteres. Logo, o nosso engenheiro não pode contar em fazer algum tipo de melhoria só de forma aleatória.

Mas será que o engenheiro não conseguiria talvez fazer algum tipo de progresso através da acumulação de pequenas melhorias? O Darwinista presumivelmente diria que sim, mas para alguém com experiência mínima de programação, esta ideia é igualmente implausível. As melhorias principais dum programa de computador normalmente exigem uma adição ou modificação de centenas de linhas [de código] interdependentes, e nenhuma delas faz qualquer sentido, ou resulta em alguma melhora, se adicionada/modificada por si só.

Até a mais pequena das melhorias normalmente requer o adição de várias linhas. É concebível que um programador, incapaz de olhar mais além que 5 ou 6 caracteres, seja capaz de fazer algumas melhorias ínfimas a um programa de computador, mas é inconcebível que ele seja capaz de criar algo minimamente sofisticado sem uma habilidade de olhar mais além e modificar as suas alterações tendo em vista um plano geral.

Se arqueólogos duma sociedade futura por acaso desenterrarem as muitas versões do meu PDE solver, PDE2D, que eu criei durante os últimos 20 anos, certamente que eles iriam notar um aumento constante de complexidade com o passar do tempo, e iriam notar também nas muitas óbvias semelhanças entre cada uma das novas versões e as prévias. No princípio, o programa só era capaz de resolver uma equação linear única, 2D, steady-state numa região poligonal. Desde então, o PDE2D desenvolveu muitas novas habilidades (…).

Um arqueólogo que tentasse explicar a evolução deste programa de computador em termos das suas muitas pequenas melhorias, ficaria confuso se por acaso viesse a descobrir que todos estes avanços maiores (novas classes ou filos??) haviam aparecido subitamente como versões novas; por exemplo, a capacidade de resolver problemas em 3D [três dimensões] apareceu pela primeira vez na versão 4.0. Outras melhorias maiores (novas famílias ou ordens??) apareceram subitamente nas novas sub-versões – por exemplo, a capacidade de resolver problemas em 3D com condições de contorno periódicas apareceram pela primeira vez na versão 5.6.

De facto, o registo do desenvolvimento do PDE2D seria muito semelhante ao registo fóssil, com lacunas enormes onde os traços principais apareceram, e lacunas menores onde os traços menores surgiram. Isto prende-se com o facto da multitude de programas intermediários entre as versões e sub-versões que os arqueólogos poderiam esperar encontrar nunca terem chegado a existir porque – por exemplo – nenhuma das modificações que eu fiz à versão 4.0 fazia algum sentido, ou disponibilizava ao PDE2D alguma vantagem na resolução de problemas em 3D (ou qualquer outra coisa), até que centenas de novas linhas de código foram acrescentadas.

Quer seja ao nível microscópico ou ao nível macroscópico, os principais e complexos avanços evolutivos, envolvendo novos traços (em oposição às quantitativas mudanças menores tais como o aumento do comprimento do pescoço da girafa (1), ou o escurecimento das asas das mariposas, que claramente poderiam ocorrer de foram gradual) também envolvem a adição de muitas peças interligadas e interdependentes.

Estes avanços complexos, tais como aqueles feitos aos programas de computador, nem sempre são “irredutivelmente complexos” – por vezes existem fases intermédias úteis. Mas da mesma forma que as melhorias principais ao programa de computador não podem ser feitas com 5 ou 6 caracteres de cada vez, certamente que nenhum avanço evolutivo considerável é redutível a uma série de pequenas melhorias – cada uma delas suficientemente pequena para ser unida através duma simples mutação aleatória.

2. O outro ponto, que é bastante simples mas que também só parece ser apreciado pelas pessoas com orientação mais matemática, é: atribuir o desenvolvimento da vida na Terra à selecção natural é atribuir a ela – e só a ela, acima de todas as outras “forças” naturais – a capacidade de violar a 2ª Lei da Termodinâmica (SLT), e causar a que a ordem apareça da desordem.

É alegado com frequência que, visto que a Terra não é um sistema fechado – por receber energia do Sol, por exemplo – a 2ª Lei da Termodinâmica não se aplica neste caso. É verdade que a ordem pode aumentar localmente se esse aumento de ordem for compensado com uma diminuição de ordem noutro sítio qualquer – isto é, um sistema aberto pode ser visto como um estado menos provável através da importação de ordem externa. Por exemplo, podemos transportar um camião cheio de enciclopédias e computadores para a Lua sem que com isso violemos a 2ª Lei.

Mas esta Lei da Termodinâmica –  pelo menos o princípio básico da lei – diz simplesmente que as forças naturais não conseguem causar o acontecimento de eventos extremamente improváveis (2), e consequentemente, é um absurdo alegar que, visto que a Terra recebe energia do Sol, este princípio não foi violado quando ocorreu o arranjo original de átomos para enciclopédias e computadores.

O biólogo estuda os detalhes da história natural, e quando olha para as semelhanças entre duas espécies de borboletas, ele está compreensivelmente relutante em atribuir ao sobrenatural a causa das pequenas diferenças. Mas o matemático ou o físico é mais susceptível de olhar para as coisas duma forma mais alargada. Eu imagino-me a visitar a Terra quando ela era nova, e voltar agora e encontrar auto-estradas com carros sobre elas, aeroportos com aviões, e edifícios altos cheios de equipamentos complicados tais como televisões, telefones e computadores.

Depois imagino a construção dum gigantesco modelo informático que começa com as condições inicias da Terra há 4 mil milhões de anos atrás [ed: posição refutada pela ciência] e que tenta simular os efeitos que as quatro forças físicas conhecidas (gravitavional, electromagnética, força nuclear forte, e força nuclear fraca) teriam em todos os átomos e partículas sub-atómicas do nosso planeta (provavelmente usando geradores de números aleatórios como forma de simular as incertezas quânticas!).

Se por acaso nós executássemos essa simulação até aos dias de hoje, será que isso iria prever que as forças básicas da Natureza iriam reorganizar as partículas básicas da Natureza até que elas formassem livrarias cheias de enciclopédias, textos científicos e novelas, usinas eléctricas, porta-aviões com jactos supersónicos estacionados no convés, e computadores ligados a impressoras a laser, CRT e teclados? Se por acaso nós pudéssemos exibir graficamente a posição dos átomos no final da simulação, será que ficaríamos a saber que carros e camiões haviam sido formados, e que super-computadores haviam surgido? Certamente que não, e nem acredito que adicionar a luz do Sol ao modelo iria ajudar muito.

Com a origem e o desenvolvimento da vida, e especialmente com o desenvolvimento da consciência e criatividade humana, claramente algo extremamente improvável aconteceu no nosso planeta.

Fontes: Discovery.orgUniversity of Texas at El Paso – Mathematical Sciences via Darwinismo.

Leia “A impossibilidade matemática da evolução (parte 1)” aqui.

A teoria da evolução contradiz as leis da termodinâmica?!

Entropia(Traduzido do inglês para o português de Camões.)

O evolucionismo naturalista requer que as leis naturais e os átomos se organizem de modo a gerar arranjos cada vez mais complexos, benéficos e ordenados. Portanto, através dos imaginários milhões de anos, uma vasta gama de especificações biológicas supostamente desenvolveram-se, tornando-se cada vez mais ordenadas e complexas. Isto é o que o evolucionismo defende. A ciência, como é normal, demonstra algo bastante diferente.

A 2ª Lei da Termondinâmica (SLT) revela-nos que o cenário proposto pelo evolucionismo é contrário às observações empíricas. A longo prazo, arranjos complexos e ordenados vão-se tornando gradualmente mais simples e desordenados. Existe no universo uma tendência de degeneração irreversível, e a teoria da evolução, com sua noção dum aumento natural da ordem e da especificidade complexa, está em oposição directa à ciência.

Alguns evolucionistas menos informados alegam que o problema causado pela SLT à teoria da evolução “já foi resolvido”. Mas será que foi mesmo? Segundo o perito Frank A. Greco, não:

É possível dar uma resposta pronta à pergunta “Será que a SLT já foi contornada?” AINDA NÃO.

Não existe experiência alguma que a refute, afirmam os físicos G.N. Hatspoulous e E.P. Gyftopoulos:

Não há qualquer experiência registada na história da ciência que contradiga a SLT ou os seus corolários

O recentemente falecido Dr Duane Gish comenta:

De todas as declarações que foram já feitas em relação as teorias centradas na origem da vida, a declaração de que a SLT não coloca qualquer tipo de problema para a teoria da evolução é a mais absurda. A operacionalidade dos processos naturais nos quais se baseia a SLT é, por si só, suficiente para impossibilitar a espontânea origem evolutiva da imenda ordem biológica necessária para a origem da vida.

O Dr. Emmett Williams, Ph.D, afirma:

Não é exagero afirmar que as leis da termodinâmica representam algumas das melhores leis científicas actuais. Embora as alegações de algumas áreas (tais como a astronomia) parecem mudar quase todos os dias, a ciência da termodinâmica tem sido notável pela sua estabilidade. Após muitas décadas de observações cuidadosas, não se registou uma única instância que refutasse algumas destas leis.

Fonte: Christian Answers via Darwinismo.