“JAVÉ” – uma Introdução

As Escrituras, como nosso Mestre Jesus falava (Jo 5:39), ensinam que Ele “subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus” (Fp 2:6). Tomé Lhe respondeu: “Senhor meu e Deus meu” (Jo 20:26). Os líderes judeus O odiavam por Se colocar numa posição “igual a Deus” (Jo 5:18 e 10:33). O apóstolo Paulo, que O perseguiu, prendeu e matou Seus seguidores, tudo por achar que Jesus não era o Cristo, ou seja, o Deus encarnado, após sua conversão O chamou “grande Deus e Salvador Cristo Jesus” (Tt 2:13). Até os demônios O reconheciam como “Filho do Deus Altíssimo” (Mc 5: 6 e 7) e Lhe adoravam (a expressão “Filho de Deus” significava literalmente “Deus tanto quanto o Pai”! Abordaremos isto mais adiante). É bem verdade que existem textos que aparentemente diminuem o real tamanho de Jesus. Todos eles, porém, possuem uma explicação via outros textos (claro, quando eles mesmos não se expliquem!) que confirmam a verdade de Jesus ser Deus, embora não seja Deus o Pai! O que passa disso não é bíblico. Ou é má interpretação da Palavra de Deus ou é “tradição dos homens” (Mc 7:8). Por que Jesus permitiu a existência desses textos, que, tomados isoladamente, O tornam “criatura” ou, pelo menos, “menor que o Pai”?! Desde o Gênesis, imediatamente após a entrada do pecado no mundo, a promessa de JAVÉ foi que o “Descendente” da mulher (Eva), feriria a cabeça da serpente, (Gn 3:15) destruindo o autor do mal, do pecado, que sempre foi satanás. A Bíblia declara por meio de muitas profecias, por meio de vários profetas, que esse “Descendente” de Eva é o JAVÉ encarnado, Jesus Cristo, o qual sendo Deus “a Si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens”, (Fp 2: 6 e 7) para morrer no lugar de Seus filhos pecadores! Sim, Jesus é, ao mesmo tempo Criador e Filho, Pai e Irmão de todos os que nEle crêem! Vamos entender isto. “Então, formou JAVÉ Deus ao homem do pó da terra e lhe soprou nas narinas o fôlego de vida, e o homem passou a ser alma vivente” (Gn 2:7). JAVÉ é o Criador. Mas, onde está JAVÉ no Novo Testamento? Enquanto achamos a resposta para essa questão veremos como os 66 livros das Escrituras Sagradas, amigo(a), formam um todo, um conjunto que está em harmonia, apesar de terem sido escritos por pessoas falhas, de caracteres e costumes bem diferentes, em épocas distintas e distantes! Contudo, Deus inspirou essas pessoas (II Tm 3:16), isto é, o Espírito Santo (II Pe 1:21) é o responsável por essa harmonia miraculosa. Ainda no Antigo Testamento, Salomão escreveu “e o espírito [fôlego de vida] volte a Deus, que o deu” (Ec 12:7). JAVÉ em boa parte da Bíblia é chamado simplesmente “Deus”, como ocorre nesse verso. No Novo Testamento, em Atos 7:59, o médico Lucas (Cl 4:16) escreveu sobre as últimas palavras do poderoso Estevão assim: “Senhor Jesus, recebe o meu espírito”. E três versinhos atrás, o mártir tinha visto “os céus abertos e o Filho do homem, em pé a destra de Deus”. Mas, mesmo assim, ele entregou seu fôlego ao Filho, não ao Pai! Observe esse relevante detalhe, meu amigo. Era natural tanto para Lucas (autor de Atos) como para Estevão (cheio do Espírito Santo, At 6:5), crerem que Jesus era o Criador, o JAVÉ do Antigo Testamento, devolvendo a Ele seu fôlego de vida! E de onde eles tiraram essa idéia? Ora, foi o próprio Jesus que, enquanto Homem-Deus aqui na Terra (Mt 1:18), pronunciou a expressão característica “Eu Sou”, dita unicamente por JAVÉ, várias vezes, referindo-se a Ele próprio, e quase foi precocemente morto por esse motivo, várias vezes! Confira na Bíblia: Jo 8:24, 58 e 59; 10: 9 e 11; 6:35; 4:26; 8:12; Lc 4:16-30, Jo 5:18; 10:36-40 e 20:31. Por outro lado, desde o Antigo Testamento as Escrituras nos revelam que o nome “JAVÉ” (traduzido fracamente por “SENHOR”, nas versões Almeida Revista e Corrigida e Almeida Revista e Atualizada; mais adiante entenderemos o por que) é possuído por Três Pessoas diferentes; quero dizer, além de Jesus Cristo, Deus o Pai e o Consolador Espírito Santo também são chamados por esse exaltado Nome! Isto aparece primeiramente em Gênesis 3:22, confira: “Então, disse JAVÉ Deus: Eis que o homem se tornou como um de nós, conhecedor do bem e do mal; assim, que não estenda a mão, e tome também da árvore da vida, e coma, e viva eternamente. JAVÉ Deus, por isso, o lançou fora do jardim do Éden, a fim de lavrar a terra de que fora tomado”. As evidências de que o Nome de Deus se aplica a mais de uma Pessoa apenas começam nesse versículo, não param por aqui! Veja que com Adão e sua mulher aconteceu algo idêntico – JAVÉ os chamou (sim, os dois) de “Adão”! (Gn 5:2). Analise também Gênesis 11:6-9. Quem e quantos recebem esse Nome divino? Encontramos as Pessoas “JAVÉ Deus”, “Anjo de JAVÉ” (ou “da Aliança”) e “Espírito de JAVÉ” (ou “de Deus”). Entendendo esses vocábulos de acordo com a cultura de quem os escreveu, veremos que realmente se referem a Pessoas distintas. Por exemplo, a expressão “Filho de Deus”, para um judeu não significava somente “gerado por Deus” ou “menor que Deus”, mas “igual a Deus” também, analise João 5:18, 10:33 e 36, e veja Lucas 1:35. Portanto, querido(a), não faz sentido algum afirmar que Deus é uma Pessoa, no sentido de quantidade (veja o plural na fala de JAVÉ em Gn 1:26; 11:5-7. A própria palavra “Deus” no primeiro verso da Bíblia, no hebraico está no plural!). Na Bíblia, JAVÉ é trino – JAVÉ Pai, JAVÉ Jesus e JAVÉ Espírito Santo! E os escritores bíblicos em harmonia com sua crença monoteísta os chamam de “Deus” (Deus trino) e nunca “Deuses”. De fato, Eles são tão unidos que, em alguns textos é quase impossível precisar quem dos Três está falando, ou às vezes, o autor bíblico começa apresentando simplesmente Deus, depois continua a narrativa já com o Anjo de JAVÉ, depois com JAVÉ, revelando a irrelevância (para Deus e para o próprio autor) da especificidade das Pessoas divinas, posto que, por Sua união, Um ou o Outro ou ainda o Outro não alteraria absolutamente nada do fato! (Veja como exemplos Gn 22:1-15; Jz 13:18-25; Ml 3:1 e 4:5). Entretanto, Eles também possuem funções diferentes, o que ajuda a distingui-Los! Por exemplo, na bênção sacerdotal que JAVÉ (Um dos Três, possivelmente Jesus, veremos mais tarde o porquê) ensinou a Moisés e Arão em Números 6:22-27, lemos três menções do nome de Deus – JAVÉ. Por outro lado, lemos três atividades distintas, cada uma após cada menção do Nome! “O” Pai abençoando e guardando o universo (Jesus disse “Meu Pai trabalha até agora”, Jo 5:17); “o” Jesus resplandecendo “o rosto” sobre nós, ou seja, revelando o caráter de Deus ao mundo e salvando o pecador com muita “misericórdia” e “o” Espírito levantando “o rosto”, isto é, mais uma vez revelando Deus ao pecador, além de consolar Seus filhos neste mundo perigoso, com a Sua “paz” (Nm 6:26 e Jo 14:16, 26 e 27). As evidências bíblicas para a crença trinitariana não param por aí. Lemos o profeta Isaías, por exemplo no capítulo 63, mencionando JAVÉ, o Anjo e o Espírito Santo ou o Espírito de JAVÉ, nesta seqüência, para Pessoas diferentes e com atividades próprias! Confira os versos do 7 ao 16. Moisés, grande conhecedor da Criação, viu o “Espírito de Deus” pairando por sobre as águas (Gn 1:2) e criando o ser humano. Onde? Leia Jó 33:4. Não esqueça que o autor do fantástico livro de Jó também foi Moisés! É por isso que não é certo dizer que em Gênesis 1:26, o plural da frase “façamos o homem a nossa imagem” se refere somente ao Pai e a Jesus. Para ninguém dizer que estou inventando estória com base num único verso, chamo o profeta Davi para me apoiar. Leia Salmos 104:30 e perceba como é natural para a Bíblia chamar o amigo Espírito Santo de Criador, assim como a Jesus e ao Pai! É bem verdade que é complicado para nossa cultura uma pessoa ter um nome tão impessoal e abstrato, quanto mais uma Pessoa divina! Contudo, não é natural para essa mesma cultura estudar a Bíblia todos os dias antes das atividades diárias, orar a Deus, passar tempo com Ele conversando como se faz com um amigo, não mentir, ser honesto independente dos outros, ser educado com todos, etc. Além do mais, se é o próprio Espírito Santo que preferiu (ou pelo menos permitiu!) ser chamado assim, é porque é o melhor. E para ninguém confundi-Lo com uma força ou com uma parte de Deus o Pai, Ele inspirou os autores a descrevê-Lo como Criador (como já vimos), Executor do novo nascimento (Jo 3:3-8), alguém que tem vontade própria (At 13:2), que intercede (Rm 8:26), que se entristece (Ef 4:30), se irrita (Mq 2:7), guia (Mt 4:1 e Jo 16:13), ensina (Jo 14:26) e está diante do trono no Santuário celestial, ou seja, diante de JAVÉ Pai e JAVÉ Jesus! (Confira esta poderosa verdade em Apocalipse 4:5; 3:21 e 1:4). Para esclarecer definitivamente este tema e acabar com quaisquer dúvidas remanescentes, Jesus se referiu ao Espírito Santo como o “Outro” consolador (Jo 14:16). João ao escrever esse verso nos deixou a certeza de que o Espírito e Jesus Cristo possuem a mesma natureza divina. Agora, se eu tiver dificuldades de enxergar Jesus como “igual ao Pai” (Fp 2:6), o Espírito nunca será “igual a Deus”, não é mesmo?! (Extraído do Livro “JAVÉ”, pp. 3-5)

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