“Quanto mais confiamos em Deus, mais O honramos”

A mensagem seguinte foi apresentada por Ellen White na Assembleia da Associação Geral de 1893, ocorrida em Battle Creek, Michigan, EUA. Essa mensagem é relevante não apenas para aquela geração de líderes da Igreja, mas também hoje, para cada filho de Deus, individualmente.

Que sagrada responsabilidade Deus nos concedeu, fazendo-nos Seus servos na tarefa de salvar pessoas! Ele nos confiou grandes verdades, a mais solene e desafiadora mensagem que deve ser dada ao mundo. Nosso dever não é apenas pregar, mas ser uma bênção para as pessoas e nos aproximar de seu coração. Devemos usar com habilidade e sabedoria os talentos que recebemos, para apresentarmos a preciosa luz da verdade da maneira mais agradável e apropriada para levar a salvação. O apóstolo Paulo, falando do ministério da nova aliança, diz: “Dela me tornei ministro de acordo com a responsabilidade, por Deus a mim atribuída, de apresentar-lhes plenamente a palavra de Deus, o mistério que esteve oculto durante épocas e gerações, mas que agora foi manifestado a Seus santos. A ele quis Deus dar a conhecer entre os gentios a gloriosa riqueza deste mistério, que é Cristo em vocês, a esperança da glória. Nós O proclamamos, advertindo e ensinando a cada um com toda a sabedoria, para que apresentemos todo homem perfeito em Cristo. Para isso eu me esforço, lutando conforme a sua força, que atua poderosamente em mim” (Cl 1:25-29).* Que responsabilidade! Aqui é apresentada uma obra que exige mais do que meramente pregar a Palavra. É necessário representar a Cristo em nosso caráter, ser cartas vivas, conhecidas e lidas por todas as pessoas.

O Que Nos Impulsiona? “O amor de Cristo nos constrange” (2 Co 5:14). Devemos nutrir amor por todos e, se aqueles para quem trabalhamos não apreciam nossos esforços, não devemos permitir que o descontentamento ou os maus sentimentos reinem em nosso coração. Murmuração, inveja e suspeitas tornam amarga e frustram a vida dos obreiros, quando deveríamos manter os olhos somente na glória de Deus. Não podemos confiar em nossos próprios esforços, como se fôssemos capazes de realizar a obra de conversão das pessoas. Apenas Deus pode convencer e converter. Jesus convida os pecadores para irem a Ele com todos seus fardos e Ele lhes dará paz. Nunca devemos nos esquecer de que Jesus nos ama. Ele morreu por nós e está vivo para fazer intercessão em nosso favor. O Pai também nos ama e deseja nossa felicidade. “Aquele que não poupou Seu próprio Filho, mas O entregou por todos nós, como não nos dará juntamente com Ele, e de graça, todas as coisas?” (Rm 8:32). Pastores e líderes, vocês devem ser, para a igreja, exemplos de fé, confiança e amor. O Senhor os encarregou de cuidar de Sua igreja. Será seu trabalho feito com fidelidade no temor do Senhor? Estão convictos de que devem aproveitar toda oportunidade para receber graça e poder do alto, para realizar para Deus o melhor serviço possível? Se, como obreiros da igreja de Deus, vocês sentem que têm preocupações e provas muito maiores do que as enfrentadas pelos outros, lembrem-se de que podem desfrutar de uma paz desconhecida por aqueles que não levam esse encargo. No entanto, não coloque sobre outros os fardos que pertencem a vocês; não aumentem a carga que eles já têm. Há conforto e alegria em servir a Cristo. O cristão dedica ao Senhor sua total afeição, mas recebe na medida em que doa; e sua linguagem não é de constante murmúrio ou de revolta. Ele não se esforça para parecer justo, mas sua vida mostra que é guiado pelo Espírito Santo. Ele pode falar com segurança de sua esperança em Cristo, porque recebeu grandes promessas de Deus. Se o obreiro cumprir as condições das promessas, a Palavra de Deus promete que o Senhor fará por ele mais do que pede.

Fale de Fé, Não de Dúvida Quanto mais confiamos em Deus, mais O honramos. Demonstrar ansiedade e preocupação ao realizar Seu serviço, e falar de temores e dúvidas sobre nossa salvação – essas são atitudes que demonstram egoísmo e incredulidade. A verdadeira fé procura saber o que pode ser feito hoje. Ao assumirmos, uma a uma, as nossas responsabilidades, executando fervorosamente nossas tarefas, mesmo que pequenas, surgirá oportunidade para que todos os poderes da mente sejam utilizados no serviço de Deus. Devemos conhecer Sua vontade e obedecê-la. Irmãos na fé, não demonstrem incertezas e dúvidas. Sigam nosso Guia de perto. Vocês não se perderão no caminho, a menos que desprezem o Guia; pois o Senhor protege vocês de todos os lados. Nos momentos mais escuros, Jesus será nossa luz. “A vereda do justo é como a luz da alvorada, que brilha cada vez mais até a plena claridade do dia” (Pv 4:18). É um grande privilégio estar ligado a Jesus. Mesmo em meio às provações, podemos ser consolados por Sua presença. Podemos desfrutar, hoje mesmo, da atmosfera do Céu. Podemos ser colocados na prisão pelos nossos inimigos, mas as paredes do cárcere não podem impedir a comunicação de nossa alma com Cristo. Aquele que vê todas as nossas fraquezas, que conhece todas as provações, está acima de qualquer poder da Terra; e os anjos podem vir até nós, nas celas solitárias, trazendo luz e paz celestial. Para aqueles que confiam em Deus, a prisão será como um palácio; as paredes sombrias serão iluminadas com a luz que vem do Céu, da mesma forma que brilhou quando Paulo e Silas oravam e cantavam louvores à meia-noite na masmorra de Filipos. John Bunyan [autor do livro O Peregrino] estava confinado em uma prisão de Bedford [Inglaterra] e lá teve compreensão sobre a luz que ilumina o caminho do cristão rumo à cidade celestial. Deus é a “Rocha de nossa salvação”, socorro presente na tribulação. Assim, não podemos ser imaturos bebês em Cristo, mas ousados e firmes soldados da cruz, alegrando-nos em fazer a vontade de Deus, mesmo em meio a sofrimentos.

*Todos os textos bíblicos foram extraídos da Nova Versão Internacional.

Fonte: Adventist World, Setembro de 2010.

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