Movimento “Eu Escolhi Esperar” espalha a excelente filosofia do se casar virgem!

Em sociedades mais conservadoras é muito comum notar que boa parte da população ainda hoje defende alguns ideais que consideram fundamentais, em especial quando se traz à tona temas, de certa forma, relacionados diretamente com os conceitos religiosos e sócioculturais. Um deles é a questão da virgindade. Tanto é que até pouco tempo atrás, muito se dizia que a mulher sempre deveria casar virgem para ser respeitada pelo marido. No entanto, com as mudanças comportamentais nas relações, atualmente já não se nota tanta exigência quanto a isso.
Apesar disso, ainda há quem levante a bandeira. A nova Miss Brasil 2014, por exemplo, a cearense Melissa Gurgel, de 24 anos, confessou recentemente em entrevistas que ainda é virgem. E revelou que só pretende fazer sexo após subir ao altar com o homem com quem pretende passar o resto de sua vida. Outro que fez esta opção e também levou a público o assunto foi o jogador Kaká. Quer mais um exemplo? O jogador David Luiz, durante a Copa do Mundo, no Brasil, se tornou uma espécie de símbolo não oficial da campanha “Eu Escolhi Esperar” (EEE), movimento que defende essa opção. 
Uma das adeptas é a secretária executiva Carla da Rocha Duarte, 27 anos, do Rio de Janeiro. Ela tomou uma decisão radical por entender que esta é a vontade de Deus e que um relacionamento duradouro não se baseia apenas no sexo. Sim, ela já teve sua primeira experiência sexual num relacionamento de cinco anos e decidiu que sexo, agora, só depois do casamento.
“Minhas amigas e minha família não entendiam porque escolhi esperar agora. Mas faz 5 anos que tomei esta decisão e posso dizer que foi a melhor escolha da minha vida”, diz. Para Carla, casamento é uma das escolhas mais importantes da vida de uma pessoa e, quando um casal decide se unir, demonstra que há um sentimento maduro entre eles e o desejo de permanecerem juntos para sempre.
“Se entenderam tudo isso antes de ter uma experiência sexual, juntos, o sexo torna-se um complemento para a relação, uma experiência nova que os manterá ainda mais unidos”, conta Carla. Para o músico Lincoln Borges, 28, de Cariacica, Espírito Santo, sexo após o casamento na verdade não é a definição mais correta. “Entendo que o sexo é o casamento, a palavra sexo é referência, união. Por isso a minha decisão de fazer o sexo com a minha esposa. Então, sexo apenas depois do casamento”, ressalta.
Já os familiares do designer gráfico Emerson Santos Costa, 23 anos, acham a ideia meio cafona, mas respeitam sua escolha. “Amigos cristãos acham meio cafona, mas respeitam. Outros respeitam também e acham bacana. O preconceito vai existir sempre. É inevitável. Mas não me importo muito com o que as pessoas falam. Estou solteiro há dois anos e meio. Não que eu vá viver assim para sempre, mas hoje estou focado mais em investir no meu trabalho”, conta Emerson, que mora na Bahia.
O designer conta, inclusive, que já tentou se envolver com alguém que não aceitava sua opção. “Conheci uma pessoa que achava isso errado. Eu trato o sexo, hoje, como algo que deve ser realizado com a pessoa certa e no momento certo, não com qualquer pessoa e em qualquer local. Neste caso, nos conhecemos, mas não tivemos nenhum envolvimento. Não teve porque… era uma questão de princípios. Eu a respeitei, ela me respeitou e continuamos amigos”, revela.
Assim como Carla, Lincoln e Emerson há outros jovens que optam pela prática sexual apenas depois do casório. Mas Nelson Junior, 37, criador do “EEE”, observa que as pessoas se enganam ao associar que essa campanha é focada apenas na virgindade. Segundo ele, que é casado há 16 anos com Angela Neto, 34, é mais que um movimento que defende a castidade.
“Tratamos a importância de se viver uma vida sexual e emocional de forma pura e saudável. A cada 10 jovens cristãos hoje, sete não são mais virgens e metade dos jovens cristãos tem uma vida sexual ativa. Isso porque a grande maioria não foi criada na igreja, se converteu quando jovem, ou seja, já vieram com um histórico sexual ativo. Mas perceberam que o prazer não pode estar acima dos princípios e valores, que tudo na vida tem limites e o sexo também”, conta Nelson, que é formado em Teologia e trabalha com jovens há mais de 20 anos.
Nelson foi mais precoce do que Lincoln, Emerson e Carla em sua decisão: optou em esperar aos 11 anos. “Foi observando a vida de meus colegas de escola e a história de pessoas próximas que percebi como as suas aventuras amorosas proporcionavam frustrações. Não desejava repetir a mesma história. Foi quando decidi não ter pressa e saber esperar o tempo certo para viver minhas experiências sexuais e emocionais”, completa.
Ele explica ainda que o movimento percorre o Brasil reunindo jovens simpatizantes desta escolha. “Mais de 200 mil pessoas já fizeram nossos cursos, já visitamos todas as capitais e realizamos mais de três mil palestras. Meu desejo é fortalecer, orientar e dar um apoio para os que esperam até o casamento para viver suas experiências sexuais. Friso que a campanha vai muito mais além da virgindade. Trabalhamos com preservação sexual e integridade emocional, encorajando as pessoas a buscarem relacionamentos saudáveis e duradouros”, avalia Nelson.
Atualmente, 65% do público do EEE são de mulheres e a faixa etária que realiza doações, que segue a campanha nas redes sociais ou que frequenta os seminários é de 17 a 27 anos, o que representa 75% do público. “Os adolescentes representam 20% e os outros 5% são pessoas acima de 27 anos. E, pelo menos, 70% do nosso público não é mais virgem e/ou fez esta opção agora em suas vidas”, revela Nelson. Ele ressalta ainda que o movimento não abrange apenas evangélicos, mas pessoas de outras religiões também.
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Fonte: MSN.

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